Feminino ou masculino? Familiar!
Postado em Mãe com filhos no dia 06/11/2007 |Hoje escrevo sobre a difícil tarefa de guardar os brinquedos, continuando e mostrando os resultados do trabalho que nós quatro tivemos ao arrumar gavetas e caixas outro dia aqui. Ter uma vida organizada é uma necessidade tão séria que é alvo de programas de TV (já os viram no People + Arts e no Discovery Home & Health?), é só googlar o tema que surge a empresária que é sinônimo disto e é contratada para organizar a vida de empresários e artistas.
O meu sonho de consumo era um Extreme Makeover em casa e o seu? Por falar neste programa, ele era um dos hits televisivos do filme Motoqueiros Selvagens (Wild Hogs) que vimos há algumas semanas no DVD. Ver Ty foi legal, mas melhor de tudo foi o Paul Sr. e Paul Jr. do American Chopper.*
Na locadora o elenco do filme já me convencia, com Martin Lawrence, Tim Allen, William H. Macy, John Travolta que são quatro amigos “normais” e de meia-idade que se vestem de motoqueiros (com jaquetas personalizadas e tudo) nos finais de semana para sair com suas motos. Lembraram-me grupos de motoqueiros que já vi na Bandeirantes ou na Castello Branco nos finais de semana de sol e faz pensar sobre as coisas que deixamos de fazer, protelando para não-sei-quando. Mas não é reflexivo, é diversão e de certo bom gosto (dentro do que a comédia pode ser, sempre pisando nos calos de algumas minorias) , daqueles filmes que conseguem agradar você e seu marido ao mesmo tempo. (é raro, não?)
No sábado de feriadão eu estava descansando e vendo um seriadinho na TV. O pai, um militar reformado, dizia para um amigo: “Estou cansando de ser pai porque é uma guerra diária”. Passei meu feriado com uma tarefa inglória e das que mais detesto: arrumar brinquedos. Minha mãe conta que eu cuidava super bem dos meus brinquedos e não dormia sem colocar todas as bonecas deitadas para dormir na estante, então eu penso que deveria ter um carma positivo neste quesito. Mas meus meninos não são tão sensíveis com seus amiguinhos de plástico e metal e nem meus apelos à la Toy Story resolvem.
Eu filosofava outro dia que arrumar gavetas e dar ordem na casa não pode ser uma tarefa só nossa, mas que sempre a trazemos para nós, num condicionamento feminino. Consegui fazer minha tarefa, como provo na foto ao lado, mas preciso encontrar uma estratégia para que a montanha de bagunça não me espere semanalmente no quarto ao lado.
Vi no site da revista Casa e Jardim umas dicas bem interessantes sobre como simplificar sua vida (quem não precisa disso?) e uma delas falava dos brinquedos. Laura Bortolai, uma ex-executiva e atualmente dona da conceituada empresa Help Home, dizia que as crianças a partir de 4 anos podem guardar bem os brinquedos, mas precisamos estabelecer a rotina, mesmo que a criança execute-a incorretamente. A idéia é que se torne um hábito. Especialista em organização, ela indica caixas de vime com tampa, baús e sacos coloridos para armazená-los. Foi assim que fiz, vamos ver o resultado!
Sobre o tema, Tania Zagury, autora de Limites sem trauma e Sem parecer no paraíso, aconselha a encorajar os filhos a ajudar: “Procure uma estratégia. Se você desistir, o seu filho, tendo saboreado o gostinho de vencer as delegações, poderá usar a mesma tática para se livrar de outras tarefas.”
Não falei no começo que é uma guerra diária? (risos)
Outras mães da blogosfera que eu leio e que também reclamam desta tarefinha, me fazendo sentir menos só! Carol em Minha Maternidade, Pathy em Mulher Nota 10 e medo e a utopia de Naty em 5 coisinhas para dizer ao seu filho que me fez pensar em mim antes de ter filhos.
*Quem não nota que vivo entre homens, hein? Meus amores ainda são fãs de À Prova de Tudo e Overhaulin’ – e eu também!
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




Essa questão de feminino e masculino sempre me pareceu engraçada. Quando criança odiava bonecas e adorava carrinhos e bolas. Vivia com os garotos e detestava papos de meninas.
Meu irmão mais velho não entendia nada de futebol e eu batia um bolão segundo os meninos da rua. Era sempre a primeira a ser escolhida pelos meninos quando estes faziam times, meu irmão mais velho ficava sentado, emburrado no canto.
Eu ganhava bola, vídeo game e ele tinha uma coleção de bonecos (aqueles da seria de desenho – os quais eu não me lembro o nome). O detalhe é que ele vivia limpando tudo, tinha uma bancada no quarto repleta deles. Não usava para não estragar e eu gastava uma bola por mês. Eu tinha estopim curto e ele era todo controlado. Olhava feio pra mim, saia mordendo. Jogava basquete, voley e treinava juijtsu.
Meu irmão se formou em engenharia, casou e teve duas filhas e passou a ser o pavio curto da família. Enfartou há dois anos. Bem, eu me formei em jornalismo e psicologia. Não tenho filhos por opção e hoje respiro e penso centenas de vezes antes de dizer alguma coisa, afinal, a fase das impaciências ficou para trás.
Beijinhos
Lunna
é a calma e a estabilidade, mas foi un enfant terrible!
quase ri sozinha aqui te imaginando… eu sou a mais velha de casa, fui a criança certinha, e minha irmã (a segunda, dois anos mais nova que eu) era um verdadeiro moleque, daqueles dos livros do Mark Twain! Sempre fomos muito diferentes e complementares, o que nos fez brigar muito na infância e nos unir muito na adolescência. Ela hoje é uma calma como cardiologista, ordeira como ela só, e eu fiquei a ovelha negra em termos de excentricidades, impaciência e ousadia. Brinquei muito de boneca (engraçado que eu sempre era uma mãe que trabalhava e só as via à noite, muitas vezes sem marido, para me mostrar mais independente) e nada disto me preparou para a luta diária da maternidade, que “às vezes odeio por quase um segundo e depois amo mais”, parafraseando o Paralamas do Sucesso. Meu marido, que você vai conhecer breve
Vendo sob este prisma, começo a pensar que devo deixar o agitadinho do Giorgio em paz e pensar mais no meu nerd Enzo!
Beijos!