Expo Arte na escola
escola, mãe com filhos September 24th, 2008
Da FAAP na sexta, pulei quase que diretamente para a Expo Arte na escola dos meus filhos no sábado e não foi decepcionante trocar o ambiente universitário pelo de ensino fundamental, pelo contrário, foi oportuno para pensar sobre a escola.
Cheguei as 9h para o turno do Giorgio na classe dele falando da lenda do Negrinho do Pastoreio e outras coisas gaúchas e tinha o compromisso de ficar até meio dia e meio, quando acabava o turno do Enzo na classe dele, que fez um jogo de tabuleiro gigante na classe no qual éramos peões que jogavam e precisavam responder a perguntas sobe a Bahia. Muito gostoso, divertido e criativo. Estes eventos me deixam segura das escolhas sobre meus filhos e reforçam minhas idéias sobre o sócio-construtivismo como bom método pedagógico. Pode não ser o melhor – e é bem difícil definir melhor quando se trata de seres humanos – mas é bom.
No debate sobre a metodologia da escola do seu filho, Renata, do blog Acontece Aqui, me contou coisas legais sobre o método Waldorf, que norteia a escola da filha dela. Fiquei encantada também! E tive uma surpresa imensa ao saber que a Evellyn, do Meu Mundo e Nada Mais, é super conservadora e a primeira escola de seu filho era jesuíta. A primeira escola do Enzo era uma escola bilíngue mantida por freiras de uma congregação japonesa (Escola Junshin) que funcionava em parceria com uma escola jesuíta famosa de Curitiba, o Bom Jesus. Por sorte, não tive uma experiência ruim, como contou a Marilena, do Tudo ao mesmo tempo, que descobriu o blog com o concurso! (que legal!) Admito que se eu tivesse continuado lá, os meninos teriam ido para o BJ, nem pensaria em sócio-construtivismo, de tão boa que foi minha experiência com as senseis (professoras).
E você, como escolheu a metodologia da escola de seu filho? Fale sobre o tema aqui – reclamando, elogiando, trocando idéias – e concorra a um kit da Mercur. Saiba detalhes aqui.
Não deixe de passar nos outros blogs que estão participando desta promoção do Desabafo de Mãe e Mulheres na Rede:
- Lu Ivanike, que também esteve na feira do conhecimento da escola da filha, em O que você faz para mudar os desafios da escola do seu filho?
- Renata do Acontece Aqui – Debate em parceria com o Desabafo de Mãe
Você é leitor do blog A Vida Como A Vida Quer? Ajude-me a produzir um conteúdo que se aproxime mais do seu interesse, respondendo as perguntas deste formulário com seu perfil. Garanto que vai demorar menos de 2 minutos.







September 24th, 2008 at 11:40 am
Sam, eu até me envergonho! A primeira escola da Dani escolhi pela qantidade de coisas bonitas que tinha. Muitos Fisher Prices, muitos brnquedos da moda. Ela tinha 8 meses e, na minha gnorância, isso era importate.
Resultado foi um atraso muito acentuado na fala.
A escolinha que esla está hje é um pouco construtivista (nao tem um método definido) mas foi escolhida pela simplicidade das atividades e pelo estímulo que ela oferece. E como me orgulho desta escolha por ver o quanto a imaginação da Dani tem sido estimulada! E o mais lindo é que não tem um dia que eu entre na sala e eles não estejam lendo livros que as próprias crianças levam!
Beijos Sam
September 24th, 2008 at 4:46 pm
Sam que atividades encantadoras estas na escola dos teus guris! Adorei!! E que jeito mais geek de se escolher a escola deles hein rsrsr, mas nem poderia ser diferente não é?!
Ah! Vou lá entrar no debate sobre metodologia… adoro esse assunto, tanto quanto mãe como profissional!
estrelinhas coloridas pra ti…
Mi
September 24th, 2008 at 5:32 pm
Muito bacanas, Sam, as atividades da escola dos meninos.
Quanto a Pipoca, preciso fazer uma ressalva…ela ainda não foi pra uma escola Waldorf, infelizmente! São pouquíssimas aqui no Rio e todas muito distantes da minha casa. Se morasse em SP, com certeza ela iria pra uma das várias que há por aí!
Minhas visitas tem sido a escolas em geral baseadas no construtivismo, mas não necessariamente construtivistas. É claro que um conceito não é o que mais importa, mas a falta de definição me incomoda um pouco, sabe? Dificulta um pouco a gente compreender o método da escola. Recebi muitas evasivas quando questionei aspectos mais filosóficos das escolas que visitei…enfim, é isso.
Mas estou amando os debates e aprendendo muito com a experiência de todas vocês!
Beijo
Renata
September 24th, 2008 at 5:38 pm
Aliás, Sam, hoje só dá vc lá no blog…rs
Te linkei nos dois posts que escrevi!
Beijo
Re
September 26th, 2008 at 3:15 pm
Meninas, desculpe pelo atraso nessa conversa. Mas já achei algo novo pra comentar nesta conversa aqui que é justamente o conflito entre aquilo que a gente lê e aquilo que a gente vive na prática. é impressão minha, mas apesar de todas reportagens da imprensa tradicional nos colocar diante das metodologias tradicional, construtivista, socio-construtivista, waldorf, as escolas não tem o mesmo discurso? Talvez seja exatamente essa distorção que dificulta ainda mais entender a proposta pedagógica dessas escolas porque nem sempre há como encaixar aquilo que a escola oferece à listinha simplista dos conceitos pedagógicos. é viagem minha ou vivem isso também?
September 26th, 2008 at 5:32 pm
Concordando com o que a Ceila falou: infelizmente quem não é da área da educação acaba ficando perdido nos diferentes métodos. Hoje em dia está na moda o construtivismo ou outros métodos alternativos ao tradicional “Caminho suave” da minha época, então muitas escolas acabam usando estes textos maravilhosos em seus sites e folhetos promocionais pra atrair os pais. Acho que este é o principal motivo de distorções entre o que a escola promete e o que ela realmente oferece.
Uma coisa que eu gosto na escola do Eduardo são as reuniões bimestrais onde a professora explica como o método funciona, quais as fases do aprendizado e qual o objetivo das atividades que eles realizam na escola. Ela nos orienta como ajudá-los em casa e porque fazer de uma determinada maneira e não do jeito que aprendemos nos métodos tradicionais. nestes dois anos em que o Edu está nesta escola eu aprendi muito sobre o método e hj consigo enxergar o desenvolvimento dele, as fases em que ele está e como ajuda-lo sem fazer por ele e sem desestimulá-lo.
Mas não é nada facil decidir porque os discursos das escolas são muito bem feitos e de uma maneira geral se encaixam perfeitamente no que queremos dar a nossos filhos.
No final acaba sendo uma loteria. Quando a Helena de 2,5 anos foi pra escola eu visitei, pedi indicações, prestei atenção em todos os detalhes, achei que tinha feito a escolha certa e no final ela não se adaptou. Na escola onde está hj ela ficou sozinha desde o dia que fui visitar pela primeira vez: foi uma empatia instantânea e ela está super bem lá. O método das duas era construtivista, mas uma funcionou e a outra não. Vai entender!
bjs
Marilena
October 1st, 2008 at 5:10 pm
Marilena, perfeita sua observação porque infelizmente há um discurso que não condiz com a maioria da realidade. Por outro lado, é muito bom saber que existe escolas que fazem reuniões bimestrais para falar sobre metodologia. Na escola da minha filha, a pauta da reunião é outra e como não tinha nenhuma experiência de mãe de criança que fica na escolinha no passado não sabia avaliar o que estava acotnecendo. agora com essa conversa fica mais fácil descobrir onde está a distorção. obrigada por partilhar dessa informação que mudou completamente meu olhar para escola da minha filha. bjkas e espero poder ler um desabafo seu sobre tema no seu blog ou nosso site. iria contribuir muito detalhar melhor essas reuniões para construção da nossa reportagem. bjkas!