Escatologia pela TV

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No feriado me permiti um descanso geek, usando o computador apenas para achar uns filmes do Oscar e alguma referência cultural ou de culinária. Com descanso beirando o excesso, muita chuva e a cidade super calma, teve também muita TV. Adoro TV, não tenho o menor pudor de admitir isso e, cá entre nós, desconfio de quem critica a televisão e a intitula de alienante – sempre acho que há algum programa de TV escondido na rotina destes “intelectuais”. 

Ontem descobri que um texto do Cracatoa Simplesmente Sumiu que compartilhei no Google Reader foi replicado no Só Seriados de TV – e gentilmente @smiletic linkou a mim e @alessandro_M ao publicar, o que me permitiu ver o pingback e a partir dele reflexionar sobre dois posts dela. Um divertia o leitor com 10 sinais que podem indicar amor e o que o Dr. house pensa disso – merece ser lido por quem adora o seriado e o médico mais insuportável e acertivo dos seriados (segundo meu marido, Gregory House é o Romário dos seriados). Simone comentava também dois episódios do seriado Eleventh Hour, um dos novos seriados “científicos” que estou acompanhando. Com um quê de Grissom do C.S.I. numa “armadura” mais leve e humana, que lembra um pouco Wilson (o amigo oncologista de House, ator com o qual é mpossível não simpatizar  por conta de A Sociedade dos Poetas Mortos), o médico Jacob Hood tende a conquistar o público que vai ficar órfão do C.S.I. 

Nas férias eu tentava explicar para o Gui porque eu vejo com tanta regularidade alguns seriados. No caso de House, Law & Order SVU, Cold Case e Eleventh Hour foi só deixar ele ver um epsiódio inteiro comigo para ele ficar “habituée” como eu… huahauha.  Qual será a mágica?

Acho que queremos explicações para a vida como ela é e as encontramos nestes devaneios dos cientistas que lidam com o fora do comum tanto quanto nas atividades dos detetives dedicados ao trabalho (e complicados na vida pessoal) como Lili Rush e Elliot Stabler. Tem um quê de escatológico na nossa afeição por suas atividades profissionais. E uma fuga da realidade (neste caso sim, assumidamente alienante) porque todos nós merecemos escapar de vez em quando da realidade que o entretenimento permite!

P.S. Engraçado é que conversando com minha irmã que é médica (e que via E.R. comigo antes de se formar na faculdade) eu notei que os profissionais de saúde fogem destes seriados médicos tanto quanto eu fujo dos que se passam em ambientes ligados à comunicação – e como tem jornais, agências de publicidade e assessores de imprensa nos seriados e filmes, não?

P.P.S. Por falar em TV e coisas bizarras: os homens da familia adoram Discovery Channel e Nat Geo e nestes dias vi duas “reportagens” com casos tristes: O homem de 560 quilos e O Pequeno Hércules. Tristes.

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