Ele, Maluf, Trajetória da Audácia
Postado em são paulo no dia 31/07/2008 |
Não sou paulistana, para mim a simpatia ou antipatia por políticos ainda tem a cara do Paraná. Mas eu sei quem é Maluf – e quem não sabe – bem como tenho boa noção da sua má fama. Nas eleições de 1989, quando eu defendia (pobre inocente de 16 anos) o voto no PCB e no PT, um dos meus tios falava que o bom candidato era o Paulo Maluf, que “rouba, mas faz”. Bem, que rouba, estão aí Celso Pitta e o próprio Maluf para atestar, e ele deve fazer. Creio que é equivalente ao Jaime Lerner em Curitiba (ambos prefeitos “biônicos no começo da década de 1970, fizeram obras colossais e sua garantia de honestidade era o fato de não precisarem do dinheiro do povo por serem bem sucedidos), que sabemos que este tipo “custa caro”, mesmo que faça bem para a cidade.
Kaká está sorteando um exemplar da biografia Ele, Maluf, Trajetória da Audácia (Depoimento a Tao Gomes Pinto, Ediouro, 240 págs) e eu não poderia deixar de dar uma forcinha. Ela nem me pediu, mas amiga não precisa de autorização. Como disse hoje para outra amiga , a gente já tem autorização implícita quando fica amigo . Segundo ela, as regras para participar são:
visitar ESTE TEASER SITE do livro e me fornecer as datas de todos os anos em que Maluf foi Prefeito e Governador de São Paulo e responder à seguinte pergunta:
Se, hoje, você tivesse a oportunidade de assumir a prefeitura de uma metrópole como São Paulo, em que investiria? Por quê?
As respostas devem ser dadas nos comentários, as duas pessoas inteligentes que acertarem as datas e derem uma resposta satisfatória à pergunta, levam o livro!
Não sei a resposta nem vou procurar, mas se fosse prefeita daqui, investiria em educação e saúde, antes de mais nada. E facilitaria a vida das mães trabalhadoras, oferecendo inventivos às empresas que criassem creches-berçários junto de suas sedes. Ah, e para completar, lembraria que estes catadores de papel são gente e os filhos deles precisam ser aceitos nas escolas porque senão estarão tão marginalizados quando chegarem à idade adulta que não conseguirão nem um ganha pão como este!
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




Entre Paulo Maluf e Jaime Lerner há uma diferença sensível. Aquele encheu a cidade de avenidões, minhocões e cimento e negligenciou o transporte coletivo, o que levou ao estrangulamento viário da capital paulista, aumentando o número de favelas e o desastre ambiental hoje observado. Este, inaugurou parques, praças e lançou os fundamentos de um sistema de transporte público que, embora hoje em vias de esgotamento, garantiu que o trânsito de Curitiba ainda ande e que a cidade dê qualidade de vida a seus cidadãos, além, claro, de áreas verdes que atendem à toda a população.
Maluf foi deletério para a cidade de São Paulo, que observou nas décadas de 70/80/90 um favelamento de áreas nobres justamente porque, ao beneficiar o transporte individual, ele forçou as pessoas a radicar-se perto de seus empregos, nem que isso implicasse ilegalidade. Se ele tivesse praticado naquela época, políticas urbanísticas similares à de Jaime Lerner, hoje São Paulo teria melhores condições de vida e mesmo de trânsito, com um sistema viário muito menor e mais barato.
E nada, absolutamente nada justifica as centenas de processos que existem contra o sr. Maluf…
Já ouvi muita coisa sobre o Maluf, eu trabalhava na área de engenharia na época em que ele foi governador e posso assegurar que era muito mais simples lidar com a gestão pública. Os pagamentos aconteciam, as obras também. Não voto nele, mas a administração pública era funcional.
E devo discordar do comentário acima, no sentido de que as favelas em São Paulo são uma cultura, não do paulistano. Porque o que choca nossos olhos, enquanto habitantes é uma cultura do nordestino. Morei anos em Recife por causa dos estudos e vi o tipo de moradia que tinha lá. A política tem culpa em muitas coisas, mas não nos hábitos e cultura de uma população.
E nunca houve planejamento em São Paulo e isso não foi apenas na era Maluf. Algo que se difere a Curitiba que teve planejamento e não contou com a invasão descontralada que aconteceu em São Paulo.
Sam,
Li no livro que o Maluf visava preservação ambiental.
O Fábio comentou a mesma coisa no meu blog e eu achei válido, por isso vou dar uma de “jornalista”, coisa que não sou, e vou dar uma investigada porque vale muito a averiguação!
Quanto à ser prefeita, investiria exatamente nas mesmas coisas!
Beijão Sam e obrigada pela força!
Bom dioa,Sam!
Nossa! um livro do Maluf?! Nem “a pau Juvenal”!!
Eu passo e bem longe!
Um final de semana maravilhoso para todos!
marcia