E no dia das bruxas e dos sacis…
… vou deixar alguma contribuição, mesmo sem participar da blogagem coletiva Importando o Folclore nem mudar meu avatar para algo de Haloween.
Esta é uma das minhas fotos favoritas, tirada na Bienal do Livro de 2006, no estande da Ática, que publicava a série de livros da escritora espanhola Roser Capdevila As sobrinhas da Bruxa Onilda.
Sim, já escrevi textos sobre esta série em 2006: “Um, dois, três, somos Trigêmeas sim” (que deveria ser um desabafo de mãe, mas foi rejeitado porque a editora achou que eu estava muito envolvida com os livros para escrever com isenção) e Mamãe você parece uma bruxa! no qual eu falava que todas vivemos uma fase em que somos bruxas aos olhos dos filhos. A reflexão partiu de um artigo interessante em que a autora, Cristiane Madanêlo de Oliveira, citava Carl Jung e Jean-Yves Leloup, que as bruxas retratam o medo da gente.
Elas nos fazem vencer o medo da separação e o medo de ser rejeitado pela sociedade. E o que é melhor: as crianças (e nós também, daí o sucesso de filmes de terror) lutam e vencem contra o mal sem precisar brigar com ninguém amado.
Para quem não for ler os textos antigos, meu recado neste dia das bruxas. Também não gosto de estrangeirismos como o Halloween e não incentivo meus filhos a festejarem nada disto, na verdade, gosto da vida cotidiana, do que fazemos de bom todo dia, com naturalidade, e nenhum evento que tem tanta expectativa e “ensaio” me parece feliz. Bom é ser feliz, pedir e ganhar doces, pregar peças saudáveis e ensinar sobre folclore quando dá vontade, quando temos tempo e o momento é propício. Aí ele pode ser da mitologia grega, japonesa, peruana, celta ou indígena brasileira que será bem vindo porque será motivo de confraternização e alegria em família.

Sam, sou obrigada a contrariar os estrageirismos (mesmo não gostando), passei a infância com abóbora, vela e chápeu preto batendo de casa em casa no dias das bruxas… bj