As mães protegem os filhos, mas quem ganha com isso são as filhas
Postado em Comportamento, Mãe com filhos no dia 28/04/2011 |“Quantas famílias vocês conhecem em que os rapazes são protegidos em relação às meninas? Eu conheci algumas. A garota estuda mais, começa a trabalhar cedo, corre atrás da vida e recebe pouca ajuda dos pais. Ela é tão eficiente em cuidar de si mesma que parece nem precisar de apoio, material ou afetivo. Avança sozinha. Enquanto isso, o garoto, ou garotos da casa, têm vida mais fácil. Estudam menos, demoram a buscar trabalho e moram com os pais até casar. Eles têm casa, comida, roupa lavada e, com sorte, até um carrinho. É uma situação muito comum na classe média.”
Com estas palavras começa o artigo de Ivan Martins, diretor-executivo da Época, sobre uma possível conspiração das mulheres – algo no estilo Pinky e Cérebro e que, se pensarmos bem, está mesmo acontecendo.

“As mães protegem os filhos, mas quem ganha com isso são as filhas“. Como assim???, podem perguntar as profissionais e estudantes que ainda se sentem “meninas” prejudicadas no amor e cuidados que os irmãos “homens” recebiam a mais em casa. Para responder podemos seguir a linha divertida e concordar que “é como se as mães intuíssem uma fraqueza e apoiassem quem precisava delas“, mas eu gostei mais da ideia de que “o que vem acontecendo, há várias gerações, é uma espécie de conspiração inconsciente das mulheres em benefício das suas filhas. Como as meninas tinham e ainda têm muito a conquistar em relação aos homens, são ensinadas pela mãe destacar-se na escola e lutar pela vida, de uma forma dura e efetiva: as mães, nas palavras da amiga, empurram as filhas para fora do ninho, enquanto os irmãos ficam lá, de boca aberta, piando até por volta dos 30, ou depois. O que parece proteção para os meninos, diz minha amiga, é uma sacanagem de longo prazo contra eles. Se as meninas estudam mais, trabalham mais e são incentivas desde cedo a serem auto-suficientes, quantas décadas vai demorar antes que elas ponham os homens no chinelo e tomem o lugar de privilégio na sociedade?”
E nesta tarde em que estarei no youPIX debatendo os blogs femininos (no painel Blogueiras anos 50), tem assunto melhor para eu deixar em aberto aqui no blog?
BLOGUEIRAS DOS ANOS 50
O nosso debate se propõe a explorar uma curiosa questão quem vem surgindo na blogosfera: Se por um lado a mulher na era da internet possui autonomia e independência financeira, por outro a temática de muitos blogs populares como os vencedores do Bloggie Awards (considerado o Oscar da categoria) estão voltados para temas mais tradicionais como dicas do lar, culinária e moda.
Nada contra blogs dos temas acima – você, querido leitor, sabe o quanto eu estive envolvida com blogs femininos de todas as tribos como curadora da rede de blogs do MdeMulher, da Editora Abril, de 2008 a 2010 – mas o fato é que tem que ter espaço para mais. E este “plus” que já existe na blogosfera, mas não tem aparecido nos prêmios e eventos, é o tema da conversa para a qual convidamos você.
Opinem aí e assistam o painel aqui.
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




É a conspiração secreta das mulheres: as famílias parecem estar preparando melhor as meninas para lidar com o mundo http://ow.ly/1sJ32L
RT @avidaquer: As mães protegem os filhos, mas quem ganha com isso são as filhas http://bit.ly/jfvF5F Muito bom o texto!
RT @avidaquer: Tem post novo
As mães protegem os filhos, mas quem ganha com isso são as filhas http://ow.ly/1codMD
As mães protegem os filhos, mas quem ganha com isso são as filhas http://goo.gl/fb/aNhln
“EStá pensando o que eu estou pensando, Pink?” rsrsrs acho que é verdade sim,eu casei com 24,comecei a trabalhar aos 15, meus irmãos estão até hj em casa e acho q nem pretendem sair,rsrsrs molezinha lá né?
Vejo aqui q cobro bem mais da Suzana,ela é mais estudiosa,mais esforçada, ele é esperto e se gaba d ñ pegar nos livros na época das provas, vou ver até quando…
É pra pensar sim…Grande Bj!!!
Sabe que ontem depois do seu debate eu estava conversando sobre algo parecido com a @djmisscloud, mas sob um outro ponto de vista que no fundo corrobora (palavra estranha mas não me lembro outra) essa idéia de complô feminino, mas que acaba sendo também um tiro no pé.
Acho que as mães super-protetoras acabam criando homens muito dependentes da mulher, não tinha pensado ainda nesse argumento que você levantou, mas faz sentido, talvez de forma inconsciente valorizamos a independência feminina, mas o “perigoso” é que fragilizamos os homens, explico, criamos homens dependentes de uma mulher no caso esposa, que não existe mais, sabe aquela mulher que vivia para servir? Era exatamente o que vcs discutiam ontem, a mulher não é mais a “Dona da Casa” ela quer compartilhar, ela é independente, resolvida, não sei se o homem criado de forma dependente consegue lidar com essa nova mulher.
E por achar isso, confesso que tento incentivar o Gabriel a ser mais independente, só realmente não se se no mesmo nível que incentivo as meninas, vou ficar de olho, rs.
#prapensar As mães protegem os filhos, mas quem ganha com isso são as filhas. Como assim??? http://bit.ly/jfvF5F (cc @AnaFrank57)
RT @samegui: #prapensar As mães protegem os filhos, mas quem ganha com isso são as filhas. Como assim??? http://bit.ly/jfvF5F (cc @AnaF …
@Gemaria_SeR hahaha não? Mas eu achei que vc ia concordar com o editor da Epoca… http://bit.ly/jfvF5F
adorei! RT @samegui: #prapensar As mães protegem os filhos, mas quem ganha com isso são as filhas. Como assim??? http://bit.ly/jfvF5F (cc…
Oi sam!
Estive pensando por um longo tempo nessa tua postagem, e lamento (muito mesmo!) não ter podido acompanhar a apresentação no you pix sobre isso. Sabe, também sou mãe de menino, e independentemente da circunstância “cuti-cuti-ai-que-coisa-fofa”, eu penso PRATICAMENTE TODAS AS NOITES na forma como preparo meu filho para o futuro. Não tenho a experiência de criar uma menina, e nem sei se eu faria distinção na criação de menino e menina, mas sei que fui criada por uma pessoa de extrema fibra, mas também extremamente dura. Acredito que se eu fosse do sexo masculino (eu não tenho irmãos) teria tido a mesma criação, mas não teria que “competir”, que provar sempre alguma coisa superior o tempo todo, principalmente em se tratando de “relacionamento com o mundo externo”. Minha mãe ainda faz questão de competir comigo, explicitamente, em todos os níveis onde ela ainda pode atingir, como a criação de meu filho, por exemplo, e eu estou aprendendo a contornar isso com serenidade a cada dia (o que nem sempre é possível). Da mesma forma eu enxergo esta “velada disputa de poder sexista” no dia-a-dia, tanto no mundo real como no virtual. As mulheres mudaram seu papel na sociedade, e mudaram também seus hábitos, questionamentos e interesses. E assim, nasceu a distinção entre nós mesmas. Algumas fazem questão de se apropriar dos rótulos, e outras ganham rótulos sem sequer ter consciência disso. NÓS MULHERES FAZEMOS ISSO. Nós fazemos questão de fazer distinções!
E, provavelmente deve ser por isso que as meninas hoje são preparadas para serem “guerrilheiras” enquanto os homens são preparados para serem “cuidados por alguém futuramente”, afinal ainda temos muito para aprender e entender sobre nós mesmas.
Como disse Antonie de Saint-Exupery, “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. E talvez, inconscientemente, estejamos cativando este comportamento masculino porque provavelmente desejamos que ele se perpetue, para continuarmos com nosso “controle velado”, do qual tanto nossas mães se orgulhavam em ter, mas nunca diziam que tinham.
Desculpe o “testamento”! Mas quando a gente propõe um tema que leva à reflexão, como você fez, um feedback “de vez em quando” TALVEZ possa ser construtivo.
(e como prometi no twitter, eu fiz minha “lição de casa”! KKKKK)
Beijos e sabedoria.
Lu
Gostei muito do texto da @samegui sobre a possível conspiração secreta feminina… http://bit.ly/iVPndl
O destino está traçado! @silvia_az: Texto da @samegui sobre a possível conspiração secreta feminina. http://t.co/r34L2tf