Do que você mais gosta no Facebook? E do que menos gosta?

Postado em Comportamento, Cultura Web 2.0, Twitter no dia 31/03/2011 |

Facebook: Pesquisa sonda o que tira a paciência das usuárias no dia a dia da rede social

Pense e responda rapidamente: qual sua parte favorita e qual a mais chata de participar do Facebook? Pensei nisso quando li a matéria de Veja sobre uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo site de compras coletivas Eversave que, após entrevistar 400 mulheres, pretendia levantar quais comportamentos na rede tiram a paciência do público feminino.

“Segundo o estudo, 83% das entrevistadas já se irritaram pelo menos uma vez por causa de recados publicados por suas conexões. Entre as ações mais abominadas na rede social, estão: reclamar o tempo todo (63%); divulgar opiniões políticas divergentes (41%); exaltar suas vidas ‘perfeitas’ (32%); exaltar os filhos (16%).

A pesquisa também sondou os perfis mais irritantes. O mais citado foi o da amiga dramática (61%), seguido por: a mãe orgulhosa (57%); a usuária que curte todos os updates (46%); a amiga exibida (40%); e a ativista (40%), entre outros perfis.”

Minha parte favorita no Facebook são os grupos de discussão (já falei diversas vezes deles, né?) e a possibilidade de, num só espaço, mandar e-mail e fazer chat com toda minha rede com facilidade. E a parte mais chata é ser “marcada” em fotos e assuntos que não me dizem respeito de fato ou não são do meu interesse. Mas, até para isso tem um jeito de calar, é só se “desmarcar” né?

E você, crê que os perfis mais irritantes para os estadunidenses são também os que mais irritam os brasileiros? Se for o caso, terei que criar um perfil de Facebook à parte para corujar os filhos, como fiz quando separei o Twitter (uso @samegui e @maecomfilhos) – mas será que tem como a gente não ser o que é? Quer dizer, será que os amigos em redes sociais não deveriam ser justamente as pessoas com quem a gente teoricamente poderia compartilhar tudo? Ou será que o usuário está criando uma realidade virtual à parte nas redes sociais na qual a “vida perfeita”, o “ativismo social” e a “reclamação” são formas de ser o que se acha que o status quo espera de nós?  Fiquei muito curiosa e gostaria de saber se tem gente estudando esta área da sociologia e psicologia social relacionada às novas mídias e à vitrine que espaços como Facebook, Forsquare e Twitter podem representar.

Por falar em estudos, uma dica para terminar este post que não tem uma conclusão sem os comentários de vocês – comentem, comentem, o papo é que faz o blog ser um espaço interessante – e que pode nos ajudar a começar a pensar mais a sério nas novas mídias:

365!!! Um Twitter pra cada dia do ano. É a lista dos pesquisadores da Comunicação no Twitter“.
http://bit.ly/6KcG4e
(via @saritabastos e @christofoletti)

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Sam @samegui Shiraishi

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Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


18 Responses to “Do que você mais gosta no Facebook? E do que menos gosta?”

  1. Nossa, eu trabalho com mídias sociais e sei muito bem o que é chato.
    Eu, por exemplo, não gosto de ser marcada em fotos que não me dizem respeito. Aqui na minha cidade o pessoal tem essa mania para divulgar baladas, eu sou sempre marcada, mas na verdade prefiro um bom cineminha à uma balada lotada.

    Quanto aos comentários, só não gosto de reclamações e pessoas que tomam suas opiniões como “verdade absoluta”. rs

    Ah… e tenho uma quedinha por promoções… adoooro e participo de todas que posso. rsrs

    Ótimo post! Adorei!

    Bjos Sam.

  2. Ju says:

    Porque falar de filhos deve irritar tanto?? Adoro falar da Clara e suas presepadas e ainda mais ver os filhotes de minhas amigas blogueiras! Adoro comprtilhar nossas experiencias como m~es, adoro os grupos!!!
    Não gosto de muitas propagandas nem de textos muito longos no face.

    Beijocas!
    Ju e Clara

  3. Eu não gosto de ser marcada em fotos em que eu não apareço! Mesmo que seja acompanhada de mensagens bonitas, mas depois fico recebendo aquele infinidade de mensagens de agradecimentod de pessoas que nem conheço também. Não gosto das perguntinhas que respondem ao meu respeito. Nunca fui atrás para ver o que eram, mas poluem meu perfil! São tão bobas! Não gosto de reclamações e nem quando tudo o que a gente escreve pensam que estamos julgando e tal! Até escrevi sobre isso: http://www.alinedexheimer.com/os-julgamentos.aspx
    Tudo pode ser até contornado (configurações) mas já que estamos falando disso, é chato mesmo!
    Como nosso universo é ser mãe, somos muito misturadas, essa é nossa vida, só posso dizer que se sou chata, me excluam, não vou mudar meus assuntos! Não se pode agradar a todos sempre, certo? Devem me achar muito chata, tão positiva e mãe que fala dos filhos! ahahaha Beijos

  4. Odeio esses aplicativos chatos tipo Farmville, corações de não sei o que flores de sei que lá e as perguntas que respondem sobre mim sem sequer me conhecerem. Mas deixo tudo por ali, se alguém me icomodar muito excluo e pronto, não crio polêmicas. Ah, eu sou mãe e também tenho um blog, então eventualmente conto as gracinhas das crianças e divulgo post’s do blog, quem não gostar disso, é favor me excluir, afinal os amigos são para compartilhar daquilo que a gente gosta, né?

  5. Acho que a questão é o que você disse: muita gente cria nas redes sociais uma realidade à parte, com pessoas que não gosta e não tem real afinidade. E mesmo assim, quando se irrita fica “sem graça” de “deletar” a pessoa, dar “unfollow”. Minha mãe se irrita muito quando pessoas que moram próximas ou convivem em ambientes comuns, nos adicionam em redes sociais, mas nem bom dia nos dão, sabe? É surreal!

  6. Rogéria Thompson says:

    Eu ñ gosto dos aplicativos de respostas sobre mim,geralmente as perguntas são nada a ver,nunca fui ver nenhuma das respostas,não me interesso.
    Gente chata e exibida tbém são d+,mas aí vc pode selecionar seus amigos né,aí vem outra coisa q me irritam alguns anúncios e as pessoas que ficam me indicando.
    Adoro os grupos,ultimamente quase nem entro na página principal,fico passeando entre eles,eu sou super fã do TT,mas gosto do FB pra poder expor mais minha opinião sobre determinado assunto e ver as ideias das amigas…Bjs,Sam!!!

  7. @isadorabp says:

    No meu caso, me irrita quem integra com o twitter e tuita o dia inteiro como se não houvesse amanhã.

    Também irrita egocentrismo exagerado: eu fui, eu vou, eu sou. eu fui assim, eu vou assim, eu sou assim e sou linda (o). Isso entraria no “exaltar a vida perfeita” de acordo com a pesquisa.

    Fora isso, os aplicativos do tipo ” farmville”, “cityville”, “não sei o que ville”

    Nesses casos, eu escondo as atualizações. Não preciso excluir, só não preciso acompanhar, ufa!

    Respondendo uma das perguntas: “Quer dizer, será que os amigos em redes sociais não deveriam ser justamente as pessoas com quem a gente teoricamente poderia compartilhar tudo?” Eu acho que não. Não deveriam. Tenho amigos, colegas e conhecidos no Facebook e confesso, tem coisas que gostaria de compartilhar só com os amigos mais próximos. Até porque, piada interna – por exemplo – também é algo que pode irritar os não envolvidos.

    Procuro observar sempre meu wall (aka mural) do Facebook. Não há lógica para o que, ou qual assunto, é mais proprenso a receber mais ou menos likes. Isso está diretamente ligado à popularidade da pessoa, entre outros fatores.

    Outro dia questionei no twitter quantas pessoas, ou “amigos” (como preferir, no meu caso nem todos lá são) você “esconde” as atualizações. Não obtive muitas respostas, nada além de “alguns” ou “vãrios”

    Mas, na minha opinião, o fato de poder esconder é parte do sucesso da rede.

    Vou parar antes que fique ainda mais confuso.
    E eu pretendo futuramente estudar esse comportamento.

    Abs!

  8. Anamaria says:

    Ai Sam, vi alguma falhas minhas nas redes, relacionadas neste artigo. Eu fico dizendo que vou publicar minhas descobertas na pesquisa que faço sobre as redes sociais e a ação social com um olhar da sociologia e agora entrando pra psicologia social(matéria que estou tendo no momento). A palavra relacionamento envolve marcas e consumidores, isso porque ela é a base da nossa vida. A reclamação contra os ativistas, eu entendo e muito bem, vejo muitas pessoas engajadas na defesa de causas sociais como a doação de sangue e medula óssea que pesquiso e das ações e institutuições voltadas ao desenvolvimento do homem e da natureza,muitos se escondem atrás do teclado. Imaginem uma campanha de doação de sangue com 100,150 RTs e a participação ativa dos que retuiítaram só de 5 pessoas e isso no estado de SP, ainda estou pesquisando o porque isso acontece na nossa base local, mas a interação hoje compete muito com a informação. Acredito que na busca incessante por um reply ou um curtir acaba-se perdendo a noção ou até mesmo o motivo do porque você estar ali. Pode soar polêmico, mas eu estudo a sociedade e vejo que quanto mais informação ela descobre ou expande, mais reclusa ela se torna, o retraímento social que vem acontecendo desde a década de setenta me preocupa. Isso é um pouco do que penso e indico para leitura: Hanah Arendt: A condição humana , Ter ou ser do Erich Fromm, A queda do homem público e a corrosão do caráter de Richard Sennet.Um bjo e parabéns pelo post.

  9. Postei: "Do que você mais gosta no Facebook? E do que menos gosta?" http://bit.ly/gXzwkV (sobre a pesquisa do site Eversave nos EUA)

  10. Blog da @samegui says:

    Do que você mais gosta no Facebook? E do que menos gosta?… http://fb.me/O0zgir2a

  11. Do que você mais gosta no Facebook? E do que menos gosta?: http://ow.ly/4qn4d via @samegui

  12. RT @avidaquer: Do que você mais gosta no Facebook? E do que menos gosta?… http://fb.me/O0zgir2a

  13. "Do que você mais gosta no Facebook? E do que menos gosta?" http://bit.ly/eDKT4A novo texto da @samegui. li, gostei e comentei.

  14. RT @avidaquer: Do que você mais gosta no Facebook? E do que menos gosta? http://bit.ly/gXzwkV / Comentado.

  15. Simone zelner says:

    Oi Sam!
    Nossa acho que todos já citaram várias coisas das quais não gosto! Entre “ser marcada”, os aplicativos, ver fotos de pessoas que não tenho ideia de quem sejam…mas uma das coisas que realmente não gosto, é se ser adicionada às listas sem prévia consulta! Do dia para a noite sua caixa de e-mails fica abarrotada e vc nem sabe do que se trata! E é preciso configurar, lista a lista para não receber mensagens via e-mail (sou loira, se souberem de uma configuração que sirva para todas elas, me avisem!!!)Acho que deveria vir um convite: “Vc gostaria de participar da lista tal?” beijo

  16. Câmera Sony says:

    Concordo com o comentário da Rogéria eu tb ñ gosto dos aplicativos de respostas sobre mim,geralmente as perguntas são nada a ver.
    O que mais gosto é reencontar pessoas que fizeram e fazem parte da minha vida e dividir com elas um pouco do que penso e está acontecendo comigo, e claro saber oque está acontecendo comelas, acho isso um grande barato!

  17. Oi Sam, eu detesto a marcação em fotos, e já acabei com esta “prática”. Só marco se a pessoa estiver mesmo na foto. Incomoda mesmo…
    Quanto ao twitter, eu separei minha vida em 3: decoração/design, bijouterias e eu… Nem consigo mais entrar como “eu”, só entro nos dois outros perfis, e acho que as pessoas preferem assim…
    Bjs!

  18. Luciana says:

    Não gosto dos farmville, joguinhos de perguntas e outros do gênero. Nem de estranhos que aparecem “do nada” e pedem para ser amigos. Absolutamente abomino as “correntes”, no facebook ou em qualquer outra mídia. Também não participo de atividades que me pareçam uma simples forma de captação de dados pessoais, como aqueles joguinhos de perguntas bobas.

    Gosto de poder ter notícias “frescas” dos meus amigos, sem ter que ligar para todos eles o tempo todo. Gosto de ler coisas interessantes que sejam postadas, como este link. Gostei de saber que um show tinha sido cancelado, antes que eu saísse de casa, porque uma amiga, que já estava lá, postou no face, pelo celular.

    Quanto aos filhos, embora não os tenha, entendo a empolgação das mães e pais, de quererem falar o tempo todo, babar os filhos até. Acho que quem não tem acha chato porque simplesmente não está na mesma sintonia. Acho que ter filhos deve ser como estar apaixonado, a gente não consegue falar em outro assunto e nem ver defeito. Isso irrita os outros, rs.

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