Confissões de mãe

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 13/05/2009 |

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Estou falando muito como mãe nos últimos dias? Sinto muito por cansá-los, mas o assunto realmente me é caro e eu não conseguiria ficar sem comentar a discussão acerca da maternidade no Brasil – e na minha geração.

Na primeira semana de maio a escritora Maria Mariana (que tem a minha idade e quatro filhos) concedeu uma entrevista à revista Época contando suas Confissões de Mãe, título e tema de seu novo livro publicado pela Agir. Soube de suas declarações polêmicas por um texto  manifesto no Mãe Com Filhos. Devo voltar ao assunto breve, pois vou ler e pretendo resenhar aqui o livro, mas, por enquanto, deixo aqui os links como update destas minhas confissões de adolescente de quase um ano atrás – do qual fui relembrada pelo pingback de @strabia.

Ontem tuitei minha indiganação e, sem pouco tempo, recebi as respostas abaixo. Hoje pela manhã fiz uma busca no twitter e a repercussão é grande, como podem acompanhar em tempo real aqui.

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Resta a pergunta: qual sua opinião? Retrógrada, anacrônica ou fora da realidade mesmo? Ou será apenas um “fenômeno Simony” e o desejo que os artistas mirins têm de voltar à mídia quando amadurecem? Ainda não tenho uma opinião (veredito?) formada, mas assim que puder ler o livro, tenho o compromisso de voltar ao tema aqui. ;)

P.S. Para refletir: Maternidade, texto no qual falei sobre a feminista francesa Elizabeth Badinter e seu livro L’Amour em plus (Um amor conquistado – o mito do amor materno).

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Sam @samegui Shiraishi

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Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


21 Responses to “Confissões de mãe”

  1. Srta. Bia says:

    Isso é o lado bom, saber que muitas pessoas se indignaram com declarações absurdas como as dela. Ótimo saber que a Lili também postou no Mães com filhos, vou linkar.

    Sam Shiraishi Reply:

    @SrtaBia, ainda não sei se fiquei indiganda, mas estarrecida posso dizer que fiquei porque ela foi um ícone para a minha geração na adolescência.
    Creio que, como comentou o @urso abaixo e a @deiaronqui no twitter, a história de vida de cada um e das gerações e regiões explicam muita coisa. ;)

  2. says:

    Tem idéia de como esses filhos estão crescendo?

  3. Urso Branco says:

    Olha, Sam, sinceramente, não vejo nada demais nas declarações da moça. Acho até que seria natural que algumas pessoas tomassem rumos parecidos.

    Depois que surgiu o feminismo imbecilóide, muitas mulheres inverteram o fio e começaram a confundir liberdade com libertinagem.

    A Mariana apenas é um reflexo direto, com a mesma força vetorial, porém, na direção contrária, à esse feminismo.

    Acho que é só uma tentativa do universo em equilibrar as coisas, não devendo ser levado tão a sério, assim como toda posição extremista.

    Beijoka do Urso

    Sam Shiraishi Reply:

    @Pergunteaourso, é por isso que antes de emitir uma opinião de fato eu vou ler o livro inteiro. Mesmo a entrevista da epoca sendo ping pong, perde o contexto que nos permite entender os motivos dela.
    Vc sabe que, como aconteceu na sua própria família, eu deixei o trabalho no primeiro ano de vida dos meus dois filhos. Foi uma opção, como foi ficar trabalhando part-time nos primeiros anos deles, mas não decidi que esta opção pessoal seria aconselhável para todas as mães.
    O que conta é a mãe ser um ser humano realizado e, concomitantemente, conseguir vivenciar a maternidade com responsabilidade, respeito e amor. De nada vale nossos direitos e a chance de optar por ser mãe (avanços que as mulheres da geração da minha mãe ganharam em relação às das avós e bisavós, etc) se não fazemos esta escolha com maturidade. E a maturidade das escolhas é individual.

  4. Querida Sam, a própria história da Maria Mariana explica um pouco o porquê de ter dito tantas bobagens.

    Como eu digo lá no meu blog, eu acho é que ela meteu a mãe no canto – e falou foi de si, de sua própria “obsessão” (como ela mesma diz) em torno da maternidade. E não sobre a maternidade em geral.

    O problema, como sempre, é essa lógica simplista em torno de questões complexas; ao querer “aconselhar” e ditar regras, ela acaba expondo seu lado imaturo, inconsistente e preconceituoso. Não pode, né?

  5. Sam Shiraishi says:

    via blog: http://tinyurl.com/pkmsnq Confissões de mãe

  6. sobre a #mariamariana confissões de mãe http://bit.ly/C3nyD e Quais serão as próximas confissões? http://bit.ly/E6lHn #familia

  7. Sam, alguns pontos tocados por ela, vão contra o que acredito como a história do leme, da depressão pós-parto e principalmente que a mulher que tem um parto normal se torna uma mãe melhor, já que minha mãe fez 3 cesarianas e é sem nenhuma dúvida umas das melhores pessoas e mãe que conheço.
    Tendo dito isso, concordo com outros pontos que ela tocou na entrevista, de como as mulheres são julgadas quando optam por serem mãe em tempo integral, do equilíbrio entre as gerações e que casamento entre tantas outras coisas é embate negociação e paciência.
    Acredito também, pelo menos é a minha impressão, que ao falar da cueca, ela quis dizer mais do que a maioria entendeu, conheço casos de casais que chegaram a agressão por causa de toalha deixada no local errado, mas isso é apenas a minha opinião.
    bjs

  8. Lilly says:

    Sam,

    estou lendo o livro “Doidas e Santas” da Martha Medeiros e tem duas crônicas que me bateram fundo, acho que uma delas é “O que você quer?” e a outra “Ser mãe”. Desculpe se a referência estiver incorreta. O ponto onde eu gostaria de chegar é: a gente tem uma tendência natural a se dedicar de corpo e alma aos filhos nos primeiros anos. Só que isso é muito perigoso. Principalmente quando não temos uma participação ativa do marido neste processo. Com o tempo a gente sofre uma perda de identidade que pode ser muito dolorosa. No meu caso acabou tendo um preço: a separação. De repente eu me vi afastada de tudo o que eu era e tentando entender onde estava aquela pessoa que durante a adolescência eu havia projetado. Atualmente encontro-me em fase de experimentos e ajustes. Quero desempenhar meu papel de mãe plenamente mas dentro do espaço que não agrida a minha essência e os meus sonhos. Com a separação, ironicamente ganhei participação mais ativa do pai.

    Estes são meus pensamentos sobre os temas que você vem abordando por último.

    Beijos.

  9. Urso Branco says:

    @samegui de qualquer forma, deixei meu comentário completo lá no teu blog. http://bit.ly/V9Um1

  10. Dani Passos says:

    Sam,

    também achei que ela exagerou bastante (e pode ter errado) em alguns pontos, mas sinceramente, como mulher e como mãe, tenho algumas opiniões parecidas quando falamos a respeito de ser uma mãe dedicada.
    Acho complicado simplesmente julgar as pessoas como ela fez, afinal, cada um sabe onde lhe aperta o calo e todas as pessoas são diferentes na essência (e nas necessidades). No entanto, tive uma criação forte nesse aspecto e acredito que ninguém substitui a mãe na criação e na educação de um filho. Educar dói, e só uma mãe dedicada aguenta o tranco e forma um adulto feliz, cidadão e com importantes valores familiares.

    Não sei o que vai ser da minha vida quando tiver outro filho – e prefiro não me planejar muito a respeito disso – mas uma coisa que me preocupa é: conhecendo-me como eu conheço, tenho o maior medo de desistir de tudo pra ficar só cuidando do ninho e ser julgada negativamente da forma que essa menina está sendo simplesmente por causa de uma escolha que é só dela.

    Entendeu minha identificação?

    Assim como ela, às vezes as pessoas falam demais…

    Beijos, Dani

  11. [...] Acabou o processo. Aí sabe o que acontece? Elas têm depressão pós-parto.  Claro que eu opinei aqui e estou lendo o livro para continuar a tratar do tema.[/update] var addthis_pub = [...]

  12. Sam, não li o livro dela mas li a entrevista toda. Sou fascinado por marketing, todos os tipos de marketing, isso me fascina mas não quer dizer que eu concorde com certos tipos de ações, enfim… Creio que o público alvo do livro está muito bem definido, pelo que li na entrevista. Temos que admitir que somos um país de maioria católico/evangélico onde está um público enorme com esse mesmo tipo de pensamento.
    Só pensando assim eu consigo avaliar o que foi dito nessa entrevista que está escrito nesse livro, só assim…

  13. oleitorvoraz says:

    SÃO TOMÉ DAS LETRAS!!!!! O Livro Confissões de Mãe (http://migre.me/17HX) mau saiu e já tá causando polêmica. http://migre.me/17I7 :¬O

  14. Me assusta mais as reações do que o que ela disse. Se ela queria polêmica e vender livro, estão dando de bandeja…. :)

  15. SRZD says:

    RT @oleitorvoraz: O Livro Confissões de Mãe (http://migre.me/17HX) mau saiu e já tá causando polêmica. http://migre.me/17I7 :¬O

  16. [...] Confissões de mãe | A Vida Como A Vida Quer http://www.samshiraishi.com/confissoes-de-mae – view page – cached Estou falando muito como mãe nos últimos dias? Sinto muito por cansá-los, mas o assunto realmente me é caro e eu não conseguiria ficar sem comentar a — From the page [...]

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