Confissões de adolescente

[update] Na primeira semana de maio a escritora Maria Mariana (que tem a minha idade e quatro filhos) concedeu uma entrevista à revista Época contando suas Confissões de Mãe, título e tema de seu novo livro publicado pela Agir. Soube de suas declarações polêmicas post pela @lilianeferrari que publicou um verdadeiro manifesto no Mãe Com Filhos. Devo voltar ao assunto breve, pois vou ler e pretendo resenhar aqui o livro, mas, por enquanto, deixo aqui os links como update destas minhas confissões de adolescente de quase um ano atrás – do qual fui relembrada pelo pingback de @strabia. [/update]

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Quem tem mais ou menos da minha idade teve a adolescência marcada por alguns programas de TV e no twitter hoje cedo eu confirmei sem querer, o quanto eles foram universais.

Confissões de Adolescente, produção brasileira baseada nos diários de (agora mãe do Menino Maluquinho) Maria Mariana, e, embora passasse na Band, tinha produção global com direção de Daniel Filho. Quatro irmãs -Débora Secco, Georgiana Góes e Daniele Valente – cariocas foram as Sex and The City das adolescentes na época, falando de maneira franca sobre aborto, doenças sexualmente transmissíveis, drogas, relacionamento com os pais, menstruação, namoro, problemas de saúde, conflitos profissionais e outros assuntos do universo adolescente. Para a geração pós-Malhação pode parecer bobagem, mas até então os adolescentes brasileiros viviam uma realidade maquiada por seriados americanos como Barrados no Baile – que eu adorava e vi até o final mesmo sendo tão bobinho e breguinha (mas bonitinho, né, Lu Monte?).

Quando eu casei e fui para o Japão minha irmã caçula um seriado adolescente bonitinho, que tinha como protagonista feminina Katie Holmes, o Dawson’s Creek. Não vi quase nada do seriado, descobri a Katie no filme First Daughter (A Filha do Presidente, 2004), mas Tiffany e Aline falam tão bem que deve ter algo especial.

Creio que seja este mundo onírico, perfeito em suas imperfeições e aspirações utópicas, que nos fazia (ou faz) ver estes seriadinhos leves, independente da nossa idade ou fase que vivemos.

Muita gente me fala para que deveria assistir Desperate Housewives, mas, sinceramente, não sou dona de casa (nada contra, mas tá aí uma carreira para qual sou caótica demais para me sair bem) e não sou dada a coias indiretas, então, como me identificar? Prefiro ver  Chloe na redação do Planeta Diário do Smallville. Geek como ela é, impossível não me achar! ;)

Qual personagem de seriadinho adolescente é seu alter ego? Comente aqui ou faça um post com boas memórias e dicas para o final de semana.

;)

P.S. Alguns filmes marcaram também. Um deles foi Before Sunrise (com continuação em Before Sunset e um livro que reúne ambos) com Ethan Hawke e Julie Delpy. Quando visito o Sinestesia eu sempre me lembro da magia de sonhar com um encontro de almas com um completo desconhecido, com hora para acabar e que marcasse a vida inteira de ambos.

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15 Comentários

  1. Viviane Disse:

    Sam,
    Não se conta pro povo que a idade tá chegando (hehe).
    Só faltou o friends, que vejo, revejo, e não me canso.
    O seriado Confissões de Adolescente, tinha que passar de novo. Os adolescentes de hoje não assistem “papo cabeça” na malhação. Os temas são abordados superficialmente. A conciência dos personagens não pesa, as crises existenciais são levinhas. E pelo menos para minha (nossa) geração eles foram importantes. Ajudaram na formação, já que não queriamos mais aceitar o que diziam nossos pais, mas ainda precisavamos de orientação.
    Bj,

  2. Lu Monte Disse:

    Bonitinho, Sam, inegavelmente. :)

    Também assistia a “Confissões de Adolescente” e adorava. Acompanhei Dawson’s (e ele passa ainda hoje, na Sony, pouco depois de Barrados). Até vejo Desperate Housewives, mas as temporadas recentes andam fraquinhas. E adoro Friends, que sua comentarista lembrou.

    E, putz, “Antes do Amanhecer” e “Antes do Pôr-do-Sol” estão entre meus 10 filmes favoritos! Juntos e como se fossem um só, mas confesso que, lá no fundo, prefiro o segundo.

  3. núbia Disse:

    Ah, adorava Confissões de Adolescentes, era exatamente do que eu vivia, passava, as confusões normais da idade, não perdia um. Ô tempinho bom!

    Beijos

  4. Confissões de adolescente « Meu clipping Disse:

    [...] read more | digg story [...]

  5. Carol Disse:

    Sam, eu assistia Confissões de Adolescente na Cultura, deve ser a reprise da reprise da reprise, mas eu curtia muito!

    Peguei a época de barrados no baile, antes de Malhação, que por sinal eu achava e acho um saco até hoje =D

    Uma série que eu não acompanhei desde o começo, mas agora estou acompanhando (comprei a primeira e segunda temporadas já), é Friends. Adoro as histórias dos 6 amigos, é diversão garantida saca?

    Adorei o post!

    Beijocas

  6. renata Disse:

    Nossa, Sam, assisti a todas essas séries quando mais jovem…a exceção de Confissões. Não assisti a série, mas apenas a peça, que fez muito sucesso na época – eu era bem novinha, imagina quanto tempo tem isso, hoho – e contava, além da Maria mariana e outras meninas, com a Ingrid Guimarães, que já mostrava seu talento cômico – ela era a mais engraçada de todas.
    Assist a Dawson’s Creek tb, mas menos que a Barrados no baile.
    Minha série favorita de todos os tempos é antiga, porém mais recente que essas: Ally McBeal. Acho que me identificava com a capacidade (e necessidade) da personagem da magricela Calista Flockhart de fugir da realidade da vida. E amava a trilha sonora da série, toda cantada pela VOnda Shepard. Se tiver oportunidade de ouvir, super recomendo.
    Beijo
    Renata

  7. Friends | a vida como a vida quer Disse:

    [...] Antes que eu apanhe virtualmente, preciso fazer um mea culpa e retificar o post anterior, Confissões de adolescente. [...]

  8. Ester Beatriz Disse:

    Ahhhh eu lembro que não perdia um episódio de Barrados no Baile ahauahauahaua
    Mas Friends era e é minha paixão!!! ;)

  9. ALine Disse:

    Olá…
    Sim…Se gostavas de Barrados…vais adorar Dawson, é bem melhor…rs
    Eu nem era adolescente no tempo do Dawson, já casada..
    Lembro-me do ultimo capitulo ja com meus bebes…eu chorei do inicio ao fim…ahaha
    Tem coisas que são para qualquer idade…
    COisas lights entao, neste nosso mundo conturbado, servem para adocicar…meu marido diz que estes filmecos nao sao para diabéticos…Ainda bem que nao sou…ahaha
    Obrigada pela citação..
    Beijos,ALine

  10. Disse:

    Eu exijo que você edite seu post. Como você pôde esquecer de Anos Incríveis? Imperdoável! :D

  11. Seriados… « Acqua Disse:

    [...] de ler lá no blog da Sam sobre os famosos seriados adolescentes. Eu confesso que gosto muito de seriados, assistia desde [...]

  12. Marco Antonio Disse:

    Bom dia Sam, eu aprendi a assistir seriado com a Lu, nunca gostei muito desse formato, mas ela gosta muito. Aliás, é uma das poucas coisas que a faz parar diante da televisão. Ando assistindo House, aproveitando-me das reprises para entender melhor o seriado. É um personagem interessante que me faz lembrar Sherlock Homes.
    Dos que falou aí, meus filhos gostavam do Dawson´s Creek, mas assisti apenas alguns episódios e foi com a Lu que costuma realizar maratonas de seriados madrugada a dentro. Ela baixa a série e passa a madrugada assistindo e claro que eu assisto junto. O último que assistimos foi SG1 que é com o mesmo ator de Profissão Perigo, o MacGyver.

  13. leticia Disse:

    ser adolescente ninguem e entende eu sou uma e sei eu choro facil sou muito sensivel tem hora que da até vontade de morrer desistir de tudo epoca mais boa da nossa vida e acaba td tão rapido q naum da temp de fazer nada choro facil e fico muito chateada com namoradinhos dessa idade mas é isso ai t+

  14. Ainda sobre Mães e a Liberdade Feminina. | Groselha News Disse:

    [...] família, dieta, amor, paixão, amadurecimento e muito mais. Como bem disse a Sam, elas foram o Sex and the City da minha adolescência. Ano passado a Ka encenou a peça e chorei muito ao relembrar alguns [...]

  15. Pablo Disse:

    Pode parecer estranho, mas o meu alter ego fica por conta da Felicity, da série de mesmo nome. Conheci o programa na época que minha vida passou por uma transição muito forte e repentina, mudança de cidade para terminar o ensino médio e começar a Universidade. Acompanhar a trajetória da Keri Russell enquanto novata na grande New York, que não tinha amigos e tinha um amor platônico me fazia chorar na frente da TV, me vendo na mesma situação. Os quatros anos da série foram os mais marcantes do final da minha adolescência e da entrada na vida adulta. Felicity foi a minha Sally (quem via a série, sabe do que estou falando). =)

    Q saudades….. :(

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