Situação com a qual me deparei ontem, quando os filhos trouxeram as provas do mês: #aos8 triste e reclamando porque a professora escreveu numa questão da prova de interpretação de texto (em Língua Portuguesa) “Na sua opinião” e quando ele deu a opinião ela não concordou e zerou a questão. Ou seja, ele perdeu nota, mas, segundo seus argumentos (acho lindo ter argumentos aos 8, no quarto ano) ele fez o que foi pedido. E aí fico a pensar: como fazer para conversar com a professora, no começo do ano letivo, sem criar um climão?
Escrevi uma longa carta, escrita à mão, como podem ver, perguntando como eu poderia ajudar meu filho a atender adequadamente a esta área de atividades na disciplina dela. Contei que lemos muito, tanto gibis quanto livros infantis, e que na conversa informal comigo depois da leitura ele sempre tem uma capacidade boa de interpretação do texto e de síntese da leitura e da mensagem da obra, daí meu espanto com a nota baixa (5,0) na prova.
Tirei foto e estou postando aqui para perguntar a vocês, queridos leitores, como vocês agiriam nesta situação de relacionamento com a escola. Tem alguma fórmula que já usaram e que funcionou – e tem algumas dicas do que “não” fazer?
Tem post novo
Comunicação entre pais e escola: questionando a interpretação da prova do filho #aos8 http://ow.ly/1bYPcG
RT @avidaquer: Tem post novo
Comunicação entre pais e escola: questionando a interpretação da prova do filho #aos8 http://ow.ly/1bYPcG
Oi,Sam,ainda ñ tive uma questão igual a sua,mas uma vez Daniel chegou com o provão de inglês reclamando q havia respondido certo e a professora de errado,fui ler aquestão e realmente ele estava certo.Cheguei até a professora e pedi para q desse uma olhada na questão,ela realmente viu q havia um erro no gabarito e q ele estava certo,isso #aos7,ele chegou logo dizendo q “a tia robou…” Eu acho q o q dá mais certo é falar com a professora e perguntar o que ela quis dizer com o “na sua opinião”, pois ele colocou a dele e ela não aceitou.Fico boba com isso,alguns prof. tem as respostas prontas e acham q tem q ser assim e pronto,ñ querem se dar ao trabalho de pensar e ler.Espero q resolva e que ele recupere-se,pois pra eles é um grande baque uma nota considerada baixa,mesmo sendo azul.Bjs e boa sorte!!!
Bom… nunca passei por isso, mas eu ando fazendo esforço gigante para respeitar as decisões da Sofia que dizem respeito à criatividade e opiniões dela. Quer colorir uma árvore de rosa? Colore.
A questão de PEDIR OPINIÃO da criança e zerar a questão pq não achou a resposta adequada é esquisita e acho que a professora tem, sim, que se justificar.
Como falei no facebook, se ELA não concordou com a opinião dele, deveria pedir q ele explicasse melhor a resposta, verbalmente e depois ela avaliaria.
Nesse caso, se possível, veja se mais crianças tiveram o mesmo problema. Em caso positivo, acho q a professora não deve fazer questões de opinião da criança em provas. Ao invés disso, abra um debate, onde cada um tem que falar alguma coisa sobre o livro.
Se possível, conte depois qual foi a solução, tá?
Um beijo!
É complicado uma professora que pede a opinião do aluno e tira sua nota porque não concorda com a opinião dada. É bom conversar logo agora no início do ano mesmo, para vocês alinharem essa questão, para não haver desestímulo do seu filho em relação à matéria e à professora.
Climão mesmo… Mas ela merece. O argumento do seu filho é simples, correto e brilhante: “eu fiz o que foi pedido”.
Oi Sam,
Bem eu infelizmente já passei por isso, tendo 5 fica dificil não passar por muitas situações, foi com a Kethy, a mesma situação a dita “sua opinião”, fui até a escola falei com a professora, que na época entendeu e aceitou, mas tive um outro caso com a Kethy tbém em que a professora não aceitou e ai o que fazer?Bem eu fiz da seguinte forma, escrevi a ela pedindo que me desse a “sua opinião” em como educar um filho, ela me chamou ao colégio, para dize que não havia entendido a minha carta, expliquei a ela que queria a opinião dela escrita em como educar um filho, assim mesmo ela se negou dizendo que não poderia fazer isso pois não tinha filhos e não saberia descrever como educa-los, então eu respondi a ela que não concordava com a opinião dela, mas respeitava assim mesmo, esperando que ela fizesse o mesmo com a Kethy, por mais que não concordasse que respeitasse a opinião dela e lhe desse a nota devida, lembro que ela balançou a cabeça positivamente dizendo que entendia o que eu queria passar-lhe, a Kethy teve sua nota modificada e a professora não colocou mais nenhuma questão referente a pedido de opinião aos alunos.
Acredito que vale a pena conversar sim com os professores e explicar o nosso ponto de vista e valendo sempre que talvez ele não concorde com o que dizemos, mas se pudermos nos fazer compreender já terá valido a pena.
Boa sorte com essa questão e depois por favor me conte como foi.
Um beijo Jô
Fiquei com dozinha do Giorgio, Sam, porque sei o quanto ele é criativo, articulado e capaz de externar sua opinião sincera e objetiva sobre as coisas ao seu redor.
Assim como sugeriu a nossa amiga Telma, acho que uma vez solicitada a opinião dos alunos, mesmo que a professora não concorde com o que narraram, ainda assim deve respeitar o que foi solicitado e realizado ou, pedir que o aluno (ou eles, se houverem outros casos) explique melhor a resposta, verbalmente, para que a partir disso uma avaliação mais concisa possa ser feita.
Solicitar uma tarefa ou um desafio a uma criança e simplesmente avaliar (dar nota) sem mensurar as consequencias futuras que isso pode acarretar tanto emocionalmente quanto intelectualmente pode significar limitar a criatividade, a motivação e até as iniciativas dessa criança a corresponder abertamente às atividades escolares.
É claro que toda criança e fatalmente, adultos, enfrentaram em algum momento negativas às suas produções e trabalhos, nem sempre tiraremos notas altas e nem sempre seremos bem sucedidos, deste modo será fundamental aprender desde cedo a lidar com frustrações, limitações e referências a isso… Mas na proporção adequada e de modo ajustado ao que foi solicitado.
Espero que a professora do Gio tenha a sensibilidade de receber bem sua carta sendo flexível o suficiente para analisar novamente a prova ou no mínimo, conversar com o Gio sem preconceito e sem desavenças.
Boa sorte.
Sam, Ainda não cheguei nessa etapa com o Gael, mas acho que faria como a Rogéria: Iria direto com a professora pra entender o que ela espera com “na sua opinião”.
Não acho que “tirar satisfações” vá fazer um climão com a professora. Acho que vai sim é fazer com que a professora fique mais “atenta” e vai procurar incentivar mais aos meninos a expressarem suas opiniões, sabendo que elas serão aceitas como opiniões verdadeiras
bjinhos
Meu filho inda num chegou nessa etapa do aprendizado, mas eu iria brigar muito com a professora se isso acontecesse!
Mas conta pra gente o que a professora respondeu, por favor!!!
Oi Sam,
já tive esse tipo de situação com a Ana Luiza. Primeiro ela não queria responder a questões com a opinião dela, pode? Dizia que não tinha intimidade com a professora para dizer a sua opinião, que a opinião dela ela escolhia para quem dar. Isso com 8 anos também. Pode? Só queria responder questões objetivas. Foi um sufoco.
Na escola da Ana Luzia as questões referentes a opinião quando eram objetivas tinham que ser respondidas de acordo porém quando eram subjetivas aí era aceita a resposta da criança. Lembro bem de uma comparação entre o trabalho escravo na cana-de-açucar e o trabalho na mineração. Era apenas uma figura de cada situação e perguntava na opinião da criança qual trabalhador era mais feliz. A Ana Luiza respondeu que o que trabalhava na mineração porque trabalhava com ouro que era caro e difícil de encontrar então quando eles achavam o ouro ficavam mais felizes. A resposta estava conceitualmente errada porém com se tratava da opinião dela foi considerada correta. Na figura não mostrava cara de felicidade nem de tristeza em nenhuma das duas cenas.
Agora quando se trata de um texto que, por exemplo, cita que um menino está feliz por que seus amigos foram na festa de aniversário etc e tal… e a questão na é na sua opinião o que deixou o menino mais feliz, a resposta tem que ser algo contido no texto tipo (ou a presença dos amigos, ou os presentes que ganhou, etc…).
Em uma situação como a que você citou eu tentaria conversar com a professora numa de entender a linha da escola, o objetivo que se pretende atingir com questões sobre a opinião e com isso ir colocando o meu ponto de vista (eu acho que deve ser aceito) e entendendo o ponto de vista da escola.
Tive que ter essa conversa com a escola quando a Ana Luiza se recusou a dar a opinião dela para a professora e no início a decisão da escola foi respeitar. Entender que ela tinha uma opinião mas que não se sentia a vontade para expô-la. Quando a professora passou a aceitar a resposta não quero dar a minha opinião (nas questões subjetivas) como correta, a menina começou timidamente a opinar e aí se soltou.
Criança aparece com cada uma, né?
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/
Sam
Eu tenho 2 filhas, uma de 9 e outra de 7. Ano passado passei por situação idêntica a sua com a mais velha.
Hoje, elas estudam numa escola mais tradicional, mas durante o processo de alfabetização estiveram numa escola que estimulou muito o raciocínio, a criatividade….Portanto, numa compreensão de texto elas nunca aprenderam a decorar, ou reproduzir o texto. Sempre tentaram entender o conteúdo, debater o assunto etc.
Pra mim, era essencial que nesta etapa do desenvolvimento elas construíssem o próprio conhecimento.
No episódio do ano passado, minha filha teve uma questão cujo enunciado era igual a sua ” Na sua opinião “. E ainda que ela n tenha atentado para isso, ela escreveria a opinião dela pois até aquele momento, era assim q ela tinha aprendido.
Eu conversei com a professora pois n aceitei o erro. A escola foi irredutível. Considera que a opinião sai do que está escrito no texto e não do raciocínio que a criança constrói a partir do conteúdo lido.
Até hoje, tenho isso meio engasgado e vivo me deparando com outras situações com ela mesma e com a menor.
Fiz uma escolha q foi possível pra minha filha mais velha, mas que n necessariamente vai funcionar pra qualquer criança. Tive sorte neste ponto, mas ainda assim acho q é uma discussão q deve ser debatida e de forma saudável pelos pais com a escola.
Minha solução foi mostrar pra minha filha a diferença entre o que ela fez e a expectativa da escola, ou seja, ensinei pra ela como fazer a prova da escola, como responder de acordo com o que a escola exige. Pode parecer tosco, e é! Mas de alguma forma garanto que ela fixou o conteúdo pois a formação dela foi assim, e ela só aprende assim, mas quando estuda pra uma prova hoje, é com o objetivo de saber responder a questão no formato da escola.
Enfim é isso bj
Camila
Sam, existe uma linha tênue nessa relação do professor com a capacidade de interpretar e respeitar cada construção cognitiva das crianças da sua sala. Você sabe que eu sou contra esses métodos engessados, prontos… Lembro que um dia eu vi uma foto do desenho de um dos seus filhotes na apostila escolar. É justamente esta a mensagem: esse tempo de construção, do brincar, do faz-de-conta…Infelizmente a nossa sociedade é muito imediatista, urgente e com isso roubamos a infância das nossas crianças. Minha filha estava no Adventista há uns anos atrás e me deparei com um problema semelhante. A professora fez a pressão de que ela precisava das aulas de reforço, eu achei estranho, mas levei. Resultado: ela voltou com o mesmo problema corrigido errado pela segunda vez… Convoquei então uma reunião com a diretora, a professora e a orientadora da escola e pedi a gentileza que a professora me explicasse o problema na lousa, como se eu fosse um dos alunos dela e ela não soube me explicar… No mês seguinte, mudei ela de escola.
@Chris Ferreira, mãe da Ana Luiza: hahahahahahahahah! O argumento dela também foi ótimo (e muito engraçado)
@Camila: respeito sua solução e torço por você e pelas meninas. Como você disse, foi possível para vocês. Eu e a minha somos rebeldes demais para isso. Eu jamais ensinaria minha filha a responder questões de interpretação “como eles querem”. Lá em casa isso é inconcebível.
Olá, Samantha!
Vamos ver se consigo ajudar, pois sou professora de português e já trabalhei por 5 anos em colégios, sempre com o fundamental II, mas… vamos lá:
1. Normalmente numa questão que pede a opinião do aluno, o que se deseja é justamente a argumentação que justifique a opinião. De qualquer forma, eu sempre evitei questões sobre opinião em provas, pois exigem que o professor ajude os alunos a desenvolverem o que pensam para transformarem suas opiniões em argumentos um pouco mais elaborados. Isso é excelente para a aula, mas não para a prova, na minha opinião.
2.Como abordar isso perante a escola e perante a professora, sem causar um climão? Acredito que vc esteja no caminho certo, escreveu uma carta explicando detalhadamente o problema. Acho apenas interessante que deixe claro à professora que não tem a intenção de questionar o trabalho dela, pretende apenas compreender o que era pedido na questão para trabalhar em parceria com ela, e não contra ela. Apenas um toque de diplomacia, pois os professores são cobrados em demasia por mtos pais que não aceitam as dificuldades dos filhos e que culpam os professores por isso. E pelo que noto na sua dúvida e desconforto, não é bem esse o caso.
3. É ainda possível que a professora não tenha mta coerência na correção da questão que pede opinião, então é preciso ficar alerta, pois pode ser que isso represente um pequeno sinal do despreparo dela, ou apenas uma escorregadela. Se perceber outras incoerências, vale a pena questionar a escola sobre a permanência de tal professora. Caso contrário, acredito que nossos filhos precisam aprender a conviver com as incoerências dos adultos, pois todos nós as temos, e saber compreende-las e interagir com elas, é também uma habilidade social.
Espero ter ajudado!
Na ” sua opinião ” foi posta no lugar de ” diante de tal texto, qual sua interpretação “, né? A expressão ” na sua opinião ” não tem porquê. Opinião é subjetiva em si, e não pode ser mensurada nem corrigida. Zero para a professora. Reciclagem nela!
.@1001roteirinhos prova de Língua Portuguesa, aquela sobre a qual eu postei em http://bit.ly/eC5WM3 Comunicaç… (cont) http://deck.ly/~9ms8j