Como as crianças brincam
Brincando no Museu do Ipiranga.
Fui convidada para participar de um debate que em blogs amigos, numa promoção do Desabafo de Mãe e o Mulheres na Rede. Deveria contar como eu brinco com meu(s) filho(s) e, confesso com certa vergonha, não soube falar disso antes porque me levou a reflexionar e descobrir que já não brinco com meus filhos. Compartilhamos momentos maravilhosos passeando, consumindo cultura (ontem estivemos por horas no Ibirapuera visitando a exposição MAM60 e passeando no parque com @lilianeferrari e família), lemos juntos e vemos TV ou filmes. Dançamos e cantamos juntos, jogamos juntos, mas não brincamos.
Aí me perguntei: será? Parte das mães que estão no debate têm filhos pecorruchos, mais novos que os meus e vivem efetivamente uma fase na qual sua presença é muito importante para as crianças. Mas aqui em casa é muito diferente. Concordo que a criança não gosta do brinquedo que já vem brincado - e aqui em casa os também até os grampos de roupa viram mil objetos, são tão usados quanto os Legos - mas já não sou mais a parceira principal das brincadeiras. Tenho refletido que sinto cada dia mais a necessidade de darmos liberdade para as crianças brincarem. Já orientei brincadeiras, quis “ajudar” a diversificarem, criarem, se organizarem, mas não valeu. O que os faz felizes é a liberdade de inventarem sem intervenção, dos brinquedos “prontos” (os eletrônicos, que falam e agem sozinhos, logo desplugados aqui e tranformados em brinquedos manipuláveis) aos criados a partir de sucata (uma atividade que os meninos amam é criar brinquedos, jogos, coisas novas com sucata) tudo tem valor na liberdade de serem eles e neste sentido minha presença chega a ser um empecilho. As mães de crianças na segunda infância poderiam me contar se é igual em suas casas? Fiquei perdida com minha constatação!
Soube no Blog da Ti que basta conversar com os blogs envolvidos no concurso “Você brinca com seu filho” e escrever um desabafo no site, respondendo a pergunta a partir da sua experiência. Afinal, qual é a brincadeira que você realmente adoraaaaaaaaa compartilhar com seu filho? Estou pensando nas minhas para escrever. Para me inspirar, leio os posts das participantes do É Hora de Brincar: Re Matteoni, Luana Menezes, Lu Ivanike, Ana Laura, Simone Miletic, Graziela e Ana Cláudia Bessa.

Outra reflexão que tive sobre pais e filhos veio de dois textos excelentes que li nesta semana. @veriserpa levantou um tema incrível em Minha casa vs nossa casa, texto memorável que partiu de uma entrevista que Will Smith concedeu à Oprah Winfrey e a fez reflexionar sobre a importância da sua própria família em meio a amizades e sobre o espaço que pais e fihos dividem, o lar, e as diferenças nas relações de posse e de autoridade que separam as famílias aqui e lá.
E Andréa do Z de Zebra comentava um comercial da Nike com Jadel Gregório e reflexionou sobre Pais, filhos e escolhas. Estou lendo (e adorando) o livro Mamãe e o sentido da vida, a obra mais autobiográfica de Irwin Yalom e o texto caiu como uma luva para pensar, me emocionar e até rir do fato de eu e minhas irmãs sermos com minha mãe (e pai e irmão) tão “Brothers and Sisters“. Sim, aquele seriado me prende como se eu visse minha vida na telinha nos comportamentos tão amorosos que são invasivos, nas mensagens de texto (às vezes encaminhadas de um para outro), nos telefonemas que são uma corrente maluca, nos encontros que combinamos com tanto entusiasmo e acabam sempre uma mega confusão à mesa. Família é uma maravilha, amo imensamente a minha e hoje estou com especial saudade de todos eles.

Eu entre minhas irmãs e minha mãe no batizado do meu sobrinho CJ em outubro.
P.S. Os brinquedos (patinete e pogobol) da foto no Museu do Ipiranga, usados no feriado da Consciência Negra, 20/11, estavam entre os objetos pessoais queridos que se foram ontem com nosso carro. Paramos no estacionamento interno do Parque do Iburapuera (perto da locação de bicicletas do portão 3) e quando voltamos o carro não estava mais. Roubaram com tanque cheio, som, GPS, objetos inestimáveis. Bem que me falaram que um Gol Power zerinho era convite a ladrão… agora é esperar a burocracia do seguro correr e termos a chance de escolher um outro modelo para comprar. Mas que é meio tristinho é. Ontem vimos o filme Transformers e cheguei a imaginar a “dor” do Golzinho sendo desmontado num desmanche. :(

Sam que chato esse lance do roubo, já aconteceu com minha mãe uns anos atrás, uma sensação de impotência… adorei o seu texto e vou ler os textos recomendados, mesmo ainda não sendo mammy! bjs
Hein, Sá?! Adorei o texto. Obrigado por ter passado lá em casa (blogdati) e por entrar nessa de reflexionar sobre as brincadeiras, brinquedos, relação pais e filhos, vc faz isso muito bem.
Também acho que nossa família combina com Brothers and Sisters. Adoro.
Boa semana!!! Com o assunto do carro, dará tudo certo. Beijos
Sam:
Gostei muito do seu texto. Lembrei das brincadeiras que tive com meus filhos. Foram muitas. Embora trabalhando em dois horários, ainda achava tempo para brincadeiras. Fico feliz em pensar nisto e sorrio ao lembrar de todas elas.
A fotos estão lindas. Ótima fotógrafa. Parabéns!
Quanto ao roubo, é uma situação de impotência que não sabemos o que sentir, fazer, falar.
Já fui roubada, não o carro, mas uma bolsa dentro de outra bolsa, em pleno meio dia, num correio. Era o cheque do meu primeiro desenho. Fiquei muito triste e quase fiquei doente. E depois pensei que era melhor rezar e pedir proteção divina. Mas que dá muita raiva, isto é certo.
Um bom início de semana.
Beijos.
Quando eu vi a foto pensei “Olha, o Museu do Ipiranga”. Gosto muito de lá, foi palco de muitas brincadeiras na minha infância (e nós “moravamos” bem longe dali).
Eu vi uma professora uma vez dizendo que a criança sempre inventa o seu brinquedo. Se ele já vier pronto, não tem problema, ela reinventa. E os teus meninos já estão numa fase de criar autonomia, não te preocupa. O que importa é que eles brinquem, brinquem, brinquem. Como todos nós deveríamos fazer as vezes, né?
E sorte com o seguro, com a confusão. A sensação é horrível e o trabalho, depois, é tanto. Tomara que tudo se resolva rápido.
Beijos.
Sam, obrigada pela forca, divulgando o concurso cultural por aqui. Sabemos o quanto voce e’ ocupada, valeu mesmo.
As fotos dos meninos estao lindas. E que chato tudo isso, mas infelizmente, isso e’ Sao Paulo, apesar de todas as coisas boas, isso tambem faz parte da cidade grande. Sei bem o que voce sentiu pois passei o mesmo as 7h30 da manha, em frente a escola que eu trabalhava, sem dizer que uma outra vez levaram o carro e eu junto, por mais de 2 horas, e’ simplismente horrivel.
Agradecamos a Deus que voces estao bem.
Um abraco, otima semana e tenho certeza que a parte burocratica se resolvera, com muita paciencia, mas dara tudo certo.
Sam, como agradecer a força para divulgar o concurso?
E o legal é queeu senti a mesma coisa que você, o concurso me fe pensar a respeito do assunto e refletir em onde e como posso melhorar a qualidade do tempo que partilhamos com as crianças. Me vi fazendo pouco para dividir com eles este tempo que logo passará.Daqui a pouco eles crescem e não solicitarão tanto nossa presença como hoje.
Um grande beijo!
ah…e sua família é linda!
Quantas mulheres lindas! Adorei!
E seu blog, não sei se já disse indo, está um charme!
E rápido, a submissão destes comentários foram imediatas. Muito legal.
Sam, não tenho como comentar as brincadeiras com filhos, mas adorei ver as fotos de vocês no parque. Os 3 cansados e sentados está uma delícia. Ah, e as mulheres da familia reunidas também.
Bjs,
Oi, Sazinha
Que coisa chata esse negócio do carro… Ainda bem que tem seguro, né, e vai dar pra comprar outro. Duro é o transtorno que estas coisas geram. Mas ainda bem que todos estão bem e foi só o carro; ainda bem que não aconteceu nada com nenhum de vocês.
Olhe, a foto das maninhas com a mamãe está muuuuito linda!!! Eita mulherada maravilhosa!
E sobre brincar, a primeira coisa que pensei quando li seu texto foi: e quem disse que vc não brinca com seus filhos? Só que as atividades que vcs fazem juntos são compatíveis com a idade deles. Vc disse: ” …passeando, consumindo cultura … lemos juntos e vemos TV ou filmes. Dançamos e cantamos juntos, jogamos juntos, mas não brincamos.” Uai, como assim “não brincamos” ? E este monte de coisas que vocês fazem juntos, não é brincar, não? Na minha visão, é.
Ah, super hiper obrigada por citar meu post aqui. Fiquei super feliz e lisonjeada!
Estou muito feliz com miha filia que naceu 01/12/208
[...] contei en passent há um mês roubaram meu carro. Aquela cena de filme na qual deixamos o carro para ir [...]