Coisas que eu não sabia sobre ser mãe
Postado em Mãe com filhos no dia 18/01/2010 |Bedel, árbitro de futebol ou juiz do STF? As mães modernas não padecem mais no Paraíso com o avental todo sujo de ovo. Elas criam cidadãos.
Você já se imaginou assumindo um trabalho em tempo integral, sem saber direito as funções que vai exercer e certa de que o pagamento é, no mínimo, relativo – e na verdade às vezes não tem pagamento? Bem, este é o trabalho de mãe. Claro, tem muitas partes doces e encantadoras e, perto de completar minha primeira década como mãe, eu diria que estas são as que ficam na memória. Mas no cotidiano admito que chego a desanimar com certas atividades que a profissão me trouxe.
Das funções que me surpreenderam a que mais me incomoda é ser “bedel”. A palavra eu conheci quando mudei para São Paulo em 2005 – no Paraná a gente chama de inspetor de aluno mesmo – e ela designa perfeitamente a função que exerço com mais frequência na minha rotina atual como mãe.
Verdade, a gente já tem os filhos contando que a vida de mãe seja “padecer no paraíso” mesmo ciente de que hoje em dia não temos mais “o avental todo sujo de ovo”, né? Mas não temos consciência do quanto precisamos agir como detetive, fiscal, guarda que dá multa e negociador para ser pai e mãe de crianças.
Na segunda infância, fase na qual estão meus filhos – Enzo tem 9 anos e Giorgio 7 – a coisa piora muito, porque no auge da fase da socialização, eles começam a discutir não só os limites internos da casa e da família, mas inserir suas ideias e conceitos, articulando debates sobre os direitos que têm (claro que os deveres nem sempre são lembrados) e sobre as mudanças que, com base na sua vivência e aprendizado, poderíamos promover nas regras familiares.
Então a gente se sente bedel, às vezes árbitro de futebol e eventualmente até juiz do STF, decidindo litígios que nos parecem pequenos, mas são de grande importância para a vida deles. E não temos como nos furtar destes papéis: eles ensinarão nossos filhos a serem bons cidadãos, a respeitar os direitos do outro e a lutar pelos seus próprios, mas, acima de tudo, a trabalhar por melhorias na sociedade.
Viram? Sou uma bedel assumida! E na sua casa, quem exerce este papel?
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




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Coisas que @samegui não sabia sobre ser mãe: http://is.gd/6vSaQ vale a pena ler.
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Com certeza EUzinha, adorei o post!
Adorei o post e gostei muito dos termos que vc usou: ser bedel, árbitro e até juiz do STF – muito bem colocados. ;D
Aqui em casa, a bedelzona sou eu – já era o esperado, né? O Adri bem que tenta desempenhar este papel, mas o forte mesmo acaba sobrando pra mim…
Gosto muito quando vc trata dos assuntos de mãe aqui no seu espaço. Vale sempre à pena ler.
Beijão.
Adorei !!!
Tenho uma filha de 6 anos e sou viuva.
Então tenho que ser a bedel de casa…rsrsrs
Beijos parabéns
@juliomoraes não é fácil ser "bedel" dos filhos viu… http://bit.ly/aKeIVq
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