Cobertura política 2.0
Postado em Política e Cidadania, redes sociais, Twitter no dia 02/09/2009 |Desde que Barack Obama usou e abusou da web para sua campanha, tornando-se o candidato dos que não votavam nos EUA, passando pela reação dos iranianos veiculada via internet há pouco e até pelos deslizes que tivemos no #forasarney que movimentou o Twitter recentemente, a cobertura política tem sido grandemente influenciada pela web 2.0 – e tem até case da campanha 2008 e de 2010 por aí.

Hoje um artigo – Mídia dá pesos diferenciados a assuntos semelhantes – no Portal Imprensa me levou a uma conversa interessante no twitter com o colega @bonilha. No artigo o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que é jornalista de formação e profissão, falava sobre a cobertura política no Brasil, a conturbada relação entre partidos e veículos de comunicação e a importância da imprensa no cenário público atual.
A cobertura política no Brasil melhorou a partir do momento em que, através da internet, a população encontrou outros canais de informação. Isso fez com que o público pudesse buscar meios alternativos para obter informação. Os jornalistas hoje precisam de uma apuração mais rigorosa e a internet reduziu o espaço para manipulação. Claro que ainda existe resistência grande por parte dos veículos de comunicação em determinados assuntos. Na quinta-feira (27/08), por exemplo, fizemos uma audiência na Câmara para debater o diploma de Jornalismo. Nós não tínhamos nenhum veículo para cobrir o encontro. Se não fosse a internet, talvez grande parte da população nem sequer saberia que a audiência aconteceu.
[#vergonhaalheia]
A questão que levantamos nem foi da postura do deputado – eu não tenho mais fé de que tenha alguma diferença consistente de interesses e metodologias (e aqui bom entendedor sabe a que me refiro) entre os principais partidos do Brasil, PT, PSDB, DEM… este debate me interessa tanto quanto a comparação entre o twitter do @joseserra_ e o blog do Lula (Blog do Planalto), que foi tema de muitos tuites nesta semana. Mas o caminhar do amadurecimento político em nosso país, da forma como a população, desde os influenciados pelo Bolsa Família até os leitores de jornais, de quem se informa pelos telejornais aos que acompanham votações polêmicas tuitando o que vêem na TV Senado, como nós cidadãos estamos crescendo em termos de ativismo político com a web 2.0. Vocês já pararam para pensar sobre isso? Como o Bonilha, eu estou com fé de que as eleições de 2010 – com Marina Silva, Dilma Houssef ou José Serra/Aécio Neves concorrendo – sejam um marco nesta nova postura!
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Nesta tarde as comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Ciência e Tecnologia (CCT) aprovaram uma proposta de reforma eleitoral. Dentre outros temas, a reforma define o funcionamento da internet na campanha eleitoral, permitindo aos candidatos utilizar todas as ferramentas (blogs, mensagens instantâneas e redes sociais) e aos candidatos à Presidência da República o uso de espaços comprados em portais de conteúdo jornalístico. Mas a regra em vigor para TVs e rádios passará a valer para internet: não serão permitidas opiniões e todos os candidatos terão obrigatoriamente de ter espaço semelhante na cobertura. Flexibilização só no debate, pois cai a exigência atual da participação de todos os candidatos.
No que me lembrou muito a campanha Obama, a proposta permitiu a doação eleitoral por meio da internet e do telefone – recursos por cartões de crédito e débito, transferências on-line, boletos bancários e até desconto em conta telefônica serão permitidos, em doações diretamente aos candidatos ou de forma indireta (via comitês partidários).
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Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




Oi Sam! Fico lisonjeado de ser citado e de ter contribuído para o debate.
Acredito que essas eleições trarão mudanças, mas não como todos estão esperando.
Como disse no twitter, já tem gente articulando uma campanha pró-Marina, quando, na verdade, é preciso fazer uma campanha pró-congresso, pois, mesmo com a Marina sendo eleita (que desde já, acho difícil), não vai adiantar muito se Renan, Sarney, Collor e alguns deputados continuarem por lá.
Espero mudanças graduais, mais que isso, seria uma revolução.
Beijos
@bonilha nosso papo sobre politica 2.0 da hora do almoço virou post http://bit.ly/g6EFR
Politica 2.0 e o amadurecimento político do Brasil, como um bate papo antes do almoço virou post. http://bit.ly/g6EFR (via @samegui)
no blog: Cobertura política 2.0 http://tinyurl.com/mrea7b #familia (via @samegui)
Cobertura política 2.0: Desde que Barack Obama usou e abusou da web para sua campanha, tornando-se o candidato d.. http://bit.ly/VEedb