Apps do carnaval: o melhor no Rio de Janeiro, Recife e Olinda, Salvador e São Paulo
Postado em Cultura Web 2.0, Viagem e Turismo no dia 18/02/2012“A felicidade do pobre parece a grande emoção do carnaval
A gente trabalha, o ano inteiro, por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia, de rei, ou de pirata, ou jardineira
E tudo se acabar na quarta-feira”
A felicidade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes)
Não sou de brincar o carnaval, mas como brasileira é impossível não ser impactada pela enormidade desta festa popular. Antes de sair de viagem, ao procurar uns aplicativos para me ajudar na escolha e hotéis e passeios (sobre os quais postarei aqui breve!), “curiosei” sobre os aplicativos ligados ao Carnaval 2012. Achei alguns interessantes, embora ainda pouco criativos e ainda muito ligados ao Rio e Salvador, cidades nas quais se convencionou pensar quando se fala em carnaval brasileiro.
No Rio de Janeiro me chamou atenção o aplicativo de Blocos de Rua, que usa geolocalização e uma agenda prática para mostrar onde e quando encontrar um bloco divertido para brincar. Dizem que o melhor do carnaval carioca não se experimenta na Sapucaí ou em clubes e está nestes encontros de rua onde as pessoas podem se fantasiar “de rei ou de pirata ou jardineira, e tudo se a acabar na quarta-feira”… Taí uma festa popular que eu gostaria muito de brincar um dia – e, quem sabe, até ver os desfiles da Sapucaí?
Bonito seria ver, num carnaval próximo, blocos de rua tradicionais de várias cidades mapeados para que todos possam participar (ou fugir, risos!). Uma alternativa para este mapeamento poderia ser a criação de iniciativas nas secretarias de turismo, não acham? Como o município deveria autorizar a folia nas suas ruas, quem poderia ser mais confiável como fonte de agenda para os blocos de carnaval? Recife é uma das cidades que vi fazer esta agenda na versão mobile, usando os recursos básicos e funcionais do mapeamento usando Google Maps, integração de datas e horários e uma pequena agenda de endereços de serviços úteis ao turista. Lembrei de Olinda, ali ao ladinho, e que também tem um carnaval de rua famoso e me peguei apostando que tem mais carnaval interessante que a gente não fica sabendo. Ah se o Estado e não a prefeitura assumisse este trabalho, quanta integração!
E finalizo minhas sugestões de Apps para quem ainda quiser aproveitar a tecnologia móvel para encontrar o melhor do carnaval no Rio de Janeiro, Recife e Olinda e Salvador com o aplicativo que mostrava também a minha cidade do coração, São Paulo. Embora a TV nacional mostre mais as pessoas “fugindo” da cidade no carnaval (e as estradas realmente lotam), a cidade continua viva e rica em atrações, sem falar que os desfiles do sambódromo daqui também são lindos. O aplicativo da TIM (que nem é minha operadora de celular, mas me agradou por se manter fiel ao seu slogan “viver sem fronteiras”), é o que achei mais completo porque reunia o maior número de cidades e de funções, incluindo as que citei nos aplicativos acima, mais um espaço de notícias frescas.
E na música, uma homenagem: em 1959, o filme Orfeu do Carnaval, baseado em Orfeu da Conceição, que incluía a composição A felicidade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), ganhou a palma de ouro no Festival de Cannes, França, e o Oscar de Hollywood, EUA, como melhor filme estrangeiro.
P.S. Mostrei na montagem carioca, mas não comentei o aplicativo da Danone que mostra pontos turísticos da Cidade Maravilhosa usando recursos de realidade aumentada que funcionam com a câmera do seu iPhone. Como não estou lá (mesmo tendo irmã que mora no Rio, confesso que nunca pensei em ir para lá nestes dias!) não pude testar e espero que algum leitor me conte depois como foi a experiência do aplicativo, ok?
I love being on a bike. It helps me feel free.
Postado em Trânsito e Mobilidade, Viagem e Turismo no dia 18/02/2012“I love being on a bike. It helps me feel free.”
Guillaume Blanchet

Um vídeo divertido, rápido como a web pede e com ritmo contagiante me empolgou nesta manhã: numa brincadeira sobre uma viva vivida sobre duas rodas, um jovem presta homenagem ao seu pai que é um ciclista apaixonado e lhe “passou” este hábito (paixão?).
As imagens mostram as ruas de Montreal, no Canadá, em várias fases do ano e fica claro que em muitos momentos não importa se ele faria aquelas coisas sobre duas rodas, mas sim o quanto a experiência de estar na bike faz aquele momento mais livre.
Concordo com ele: “Amo estar numa bicicleta. Isso me faz me sentir livre”. Falei palavras semelhantes pro meu marido quando estivemos no Rio e passeamos de bicicleta e foi daí que decidimos nossos presentes de aniversário deste ano (eu e Gui somos de fevereiro, mês de muitas comemorações por aqui): um par de bicicletas dobráveis para levarmos em nossas viagens de agora em diante.
E a primeira viagem será neste carnaval, vamos sair de carro levando 4 magrelas e parando onde quisermos para aproveitar a natureza ou as cidades do interior sobre duas rodas. Se eu não resistir, vou contando por aqui, mas, mesmo que seja depois do carnaval, conto para vocês como foi a experiência de começar a viajar “com bicicletas” (não “de bicicleta”, vejam bem a diferença) com as crianças.
Abraços e bom feriado para todos!
P.S. E para quem curte o assunto: soube pelo Sustentável 2.0 que provavelmente São Paulo ganhará novo sistema de empréstimo de bicicletas com três mil bikes e 300 estações espalhadas pela cidade. Vamos torcer para que aconteça e chegue a todos os cantos, não fique só na Vila Madalena, Ibirapuera e Avenida Paulista. (risos)
Testei e aprovei as bicicletas do BikeRio
Postado em Trânsito e Mobilidade, Viagem e Turismo no dia 03/02/2012Desde que escrevi no MudaRock sobre as atividades do empréstimo de bicicletas no Rio de Janeiro eu queria testar o BikeRio. Lembram-se que em Paris eu também quis testar, mas acabei não conseguindo? Pois desta vez no Rio eu não me dei por vencida e contei com meu companheiro de cicloativismo (o Gui, maridão) para testar se era mesmo rápido, fácil, barato e seguro pegar uma magrela e sair pela Cidade Maravilhosa.
O serviço foi inaugurado em 28/10/2011 e permite alugar bikes em diversas estações (com a promessa de 60 estações em 14 bairros completando uma frota de 600 bicicletas) de uma forma bem simplificada.
Ao sair de uma reunião no meio da tarde e já com compromisso marcado para o começo da noite, nos vimos com um “gap” na agenda de 4h e aquela paisagem linda do Rio nos convidando para aproveitar as horas ao ar livre. O carro estava no shopping e, admito, até pensei naquele programa de cidade grande “shopping + cinema”, mas nos deparamos com uma estação do BikeRio na Rua Praia de Botafogo e não resistimos ao apelo visual das magrelas laranjas.
Pegar uma bike é realmente fácil…
As orientações e regras gerais de uso estão bem claras nas estações. Para usufruir do serviço é necessário que o usuário tenha um cartão de crédito, que servirá como garantia do equipamento (caso ele seja danificado ou furtado), além de módica taxa de locação de R$ 10,00 ao mês ou R$ 5,00 a diária. Interessante é que você pode usar a bicicleta das 10h até as 22h, desde que faça intervalos a cada hora, sendo obrigado a devolver a bicicleta na estação mais próxima a cada período, com intervalos de 15 minutos entre cada retirada – Gui comentava que “essa sacada é maravilhosa, pois assim cria-se o hábito de pausar o passeio e também o conceito de devolução nos momentos de repouso”. E mesmo para quem usa como meio de transporte no cotidiano, para ir de um local próximo a outro ou como complemento do transporte público, o tempo é bem ajustado à necessidade.
Seguimos as orientações divulgadas na estação, entramos em contato com uma central telefônica, mas descobrimos, conversando com outros usuários (dois moços que usam diariamente as bikes e estavam lá trocando de magrela), que funciona bem melhor com cadastro na internet. O site mobile funciona para quem não tem acesso a aplicativos (um dos moços usava versão mobile web pelo BlackBerry), mas o ideal é usar os aplicativos disponíveis na Apple Store ou Android Market.
Nossa experiência acabou na Praia Vermelha, onde tivemos que entregar as bikes porque a estação não tinha outras disponíveis. No dia seguinte, passeando com as crianças em Copacabana (#aos11 conseguiu andar bem, mas para #aos9 o modelo ainda é grande), vivemos uma situação oposta: tinha tanta bicicleta em duas estações que não conseguíamos devolver as nossas e quase partimos para uma terceira. Por sorte, um casal chegou bem na hora para retirar as suas e “trocamos”. Aliás, este casal usava celulares comuns, tinham feito cadastro no site pelo computador e seus aparelhos funcionaram muito bem para liberar as bikes por telefone. Ou seja, acabamos testando o funcionamento com vários gadgets!
Em resumo, aprovei e queria ter o serviço aqui – mas adaptado à realidade que eu vivo!
Minha opinião sobre o aluguel e as ciclovias é de turista. Para mim, nas duas tardes, foi funcional e prático, mas tenho dificuldade de avaliar se a rota atende a quem poderia usar o serviço para ir ao trabalho ou para estudar. Sei que passei em locais onde tem muitas empresas e comércio (ou seja, com empregos) e também por uma das unidades da UFRJ (onde dois guardas municipais nos pediram informações sobre o uso, pode?) e considero que seria uma medida de utilidade pública para as rotas entre as estações BikeRio.
Estive em segurança o tempo todo, sem qualquer situação de risco nos trechos e me sentiria bem para repetir sozinha se fosse o caso. Na praia de Copacabana, ponto turístico muito famoso, vi ao longe um assalto a um grupo de senhoras orientais, um garoto levou um colar de ouro, mas logo a polícia agiu e “tentava correr” atrás do menino, que fugiu para os lados da favela Pavão-Pavãozinho.
E outra percepcão: no Rio as pessoas entendem bicicleta como opção de atletas e de uma atividade relacionada à prática esportiva. No primeiro dia eu estava de vestido social, com bolsa, maquiada (só o salto eu tirei) e chamei muita atenção porque fugia do padrão. Aqui em Sampa a realidade é mais próxima da que conheci como ciclista urbana no Japão, onde eu ia todos os dias de bike para o trabalho vestida com roupa social e isso era comum.
Ah, se tivesse um BikeSP, eu usaria para tudo! Mas tinha que ser na Mooca também, de preferência ligando as duas estações de metrô que ficam perto (Linha Vermelha com Bresser-Mooca e Belém e Linha Verde com Vila Prudente), nada de criar uma coisa legal assim e ficar só nas ruas descoladas da Zona Oeste e curtos trechos dos Jardins e da Faria Lima!
Vamos fazer um movimento para mostrar que vale a pena investir no lado de cá?
P.S. No post do MudaRock que citei a gente comentava das ciclorrotas paulistanas. E agora tem outra novidade por aqui: o metrô de SP liberou as bikes nas escadas rolantes (mas com horário diferenciado dos demais, pelo menos nos dias de semana), medida que deve facilitar muito a vida de quem usa os dois meios de transporte casados.
Um passeio em família nas maravilhas da Mata Atlântica
Postado em Artigo Patrocinado, Viagem e Turismo no dia 30/01/2012“Reconhecida como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, a Reserva Natural Salto Morato está localizada no mosaico de áreas protegidas Lagamar, uma extensa região entre o litoral paranaense e o litoral sul de São Paulo que representa o maior e mais conservado remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil.”
Um passeio em família nas maravilhas da Mata Atlântica
Paranaense, apaixonada pelas belezas naturais da região que fica entre a Serra do Mar e o litoral do meu querido estado natal, sempre sonhei em fazer um passeio com meus meninos para ver as maravilhas da Mata Atlântica no Paraná.
Meu marido, que foi montanhista na adolescência e tem familiares ligados ao CPM (Clube Paranaense de Montanhismo), é entusiasta como eu destes projetos que conservam a natureza, mas ao mesmo tempo abrem para nós, cidadãos comuns, a chance de conviver com a natureza que tem pouco vestígio de ocupação humana. Meus meninos, crianças de cidade grande e de apartamento, também sonham com isso a cada programa de TV que assistem no Discovery Channel e NatGeo.
Imaginem então o entusiasmo com que vemos as iniciativas da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza na Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba (PR). Já contei aqui a história de sua criação e do excelente trabalho que fazem. Agora deixo um convite para vocês verem o vídeo abaixo e planejarem também sua forma de valorizar os espaços inacreditavelmente lindos como este, além de divulgarem ações que merecem nosso respeito e apoio.
Gostou?
A Reserva Natural Salto Morato está aberta à visitação de terça a domingo, das 8h30 às 17h30, e é uma ótima opção de passeio, seja nas férias ou em finais de semana. A visita é recomendável para todas as idades, incluindo crianças e idosos.
A Reserva está localizada a cerca de 20 quilômetros da sede da cidade de Guaraqueçaba e a 160 quilômetros partindo de Curitiba. A entrada na Reserva custa sete reais por pessoa, com opção de camping a dez reais. Maiores informações aqui ou pelo e-mail morato@fundacaogrupoboticario.org.br.
P.S. Nestes passeios ao ar livre, vale lembrar: leve bastante água, protetor solar, repelente, boné e tênis ou botas de trekking.
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Pausa para aproveitar a Cidade Maravilhosa
Postado em Viagem e Turismo no dia 26/01/2012No aniversário da cidade do meu coração, que me acolheu há sete anos de braços abertos e me deu a oportunidade de mudar meu rumo, recriando minha atuação profissional (de jornalista a blogueira), “fugimos” para a cidade que acolheu e abriga outra parte do meu coração, onde mora minha irmã caçula (a @blogdati).
Pegar a estrada e passar uns dias fora sempre me faz bem. Creio que todo mundo sai beneficiado de uma viagem porque a oportunidade de se rever, de experimentar situações, descobrir sabores e apreciar paisagens refresca a alma e liberta a mente para viver a vida com mais leveza.
Hoje passo o dia no Rio, em compromissos de trabalho e num encontro com amigos daqui para comemorar antecipadamente meu aniversário (faltam poucos dias pro dia 05/02). E estamos também descobrindo a nova cidade que abriga minha família daqui, Niterói, uma cidade que não deixa de me surpreender, como mostram as fotos de ontem à tardinha que ilustram o post.
O blog vai ficar meio leve e talvez desatualizado, mas a causa é boa, né? Beijos e boa quinta para vocês!
Uma Monte Verde menos romântica e mais família
Postado em Viagem e Turismo no dia 29/12/2011Sumi do blog. Passei os dias tão envolvida com os passeios que, embora tenha pensado em mil coisas para contar aqui, não voltei para escrever – o que, vamos combinar, é maravilhoso quando a gente está em férias e vive de escrever. Quer dizer que descansei? Sim e não!
Como contei, estamos em Monte Verde, uma região “sui generis” que fica praticamente na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais, no alto da Serra da Maniqueira, com vegetação que faz parte dos últimos 7,5% restantes da Mata Atlântica. Nos encantamos com tudo pois a flora é riquíssima: líquens, musgos e bromélias, entre outras plantas, são emoldurados pelas centenas de araucárias que marcam a região – várias são centenárias e há registros de árvores com mais de 300 anos!
No primeiro dia caminhamos, conhecendo bem de perto parte da mata nativa que sobrevive em meio à extensa área de reflorestamento, formada por pinheiros e eucaliptos. Eis que nesta terça, quando estávamos seguindo para o hotel que oferece Arvorismo e Tirolesa, recebi um telefonema que mudou nossos planos. Uma conhecida de Twitter, sabendo que estávamos na cidade, indicou à Companhia 4X4 nosso perfil e fomos convidados para fazer um passeio de jipe pelas montanhas. Quase disse não, afinal, o arvorismo era um desejo dos meninos e uma prova que eu queria levar de que a famosa “vila do romance”, como ficou conhecida Monte Verde, podia também ser um roteiro animado para fazer com a família. Além disso, sugerir atividades juvenis (para a faixa etária dos meus meninos, que estão “between ages”, nem tão crianças, mas ainda não adolescentes) é um desafio que estou assumindo como compromisso pessoal.
Enfim, aceitamos o convite e foi uma surpresa muito agradável. Mesmo a montanha que já tinhamos desbravado a pé ganhou novo jeito vista com o apoio do guia (um senhor muito simpático, que mora na região há 22 anos) e com a interação com o grupo. A empresa oferece pacotes personalizados que podem ser com carros 4X4 fechados (nós fomos numa Land Rover fechada, dirigida pelo guia) ou abertos, com a opção de aluguel do veículo, o que torna o passeio uma nova aventura, a de dirigir um off-road e se arriscar. Mas, para que todos tenham segurança, os grupos saem em caravana, o que permite a aproximação a cada parada. Em pouco tempo meus filhos já tinham puxado conversas – em especial sobre os programas favoritos da TV, de Surviror Man e À prova de tudo passando por Casal Selvagem e Desafio em dose dupla – com quase todos do grupo, quebrando o gelo e criando um ambiente colaborativo, “fazendo” cajados e outros apetrechos para ajudar os novos amigos nas caminhadas curtas das paradas para observarmos a flora e a fauna.
E eis que aqui entra o capítulo dos animais, que eu esqueci de comentar ontem. Pássaros aos montes, inclusive alguns bem amigos dos seres humanos, que comem na sua mão ou não fogem ao sentir sua presença – e nada de pombos que são mesmo “pragas urbanas”. Na nossa pousada (El Brujo Montanhês) esquilinhos vinham comer amendoins nas casinhas que ficam à sua disposição e nos permitiram momentos muito alegres, tanto quanto os que os meninos viveram com os inúmeros cães (de rua, mas bem tratados, gordinhos e amáveis) que estão por toda cidade. E, caminhando pelas trilhas, o turista também pode ser surpreendido por famílias de esquilos, veados, tucanos e beija-flores, entre outros animais silvestres e domésticos que encantam adultos e crianças. Os meninos daqui adoraram ver e fotografar coelhos, gansos, pavões, cavalos e as trutas que são parte da “decoração” de vários hoteis e restaurantes.
O guía da Companhia 4X4 sabe bem disso e pacientemente programa as paradas, sem pressa, respeitando o ritmo de cada grupo, de modo que todos possamos aproveitar e vivenciar a relação com a natureza, seja ela uma novidade ou uma experiência nostálgica. No nosso grupo, que tinha casais de namorados (três, de diferentes faixas etárias, na casa dos 20, dos 40 e dos 70 anos!) e uma família com dois adolescentes, todos se renderam aos animais da floresta e tiraram muitas fotos em todas as paradas.
E quanto aos passeios, eles são cheios de solavancos sim (um carro “normal” não vai muito longe), mas não são muito exigentes. Com ajuda dos jipes podemos ver as florestas que rodeiam Monte Verde e abrigam cinco picos principais – Pedra Redonda, Pedra Partida, Chapéu do Bispo, pico do Selado e Platô (o que fizemos a pé) – e chegamos com facilidade ao pé da trilha mais popular, a de Pedra Redonda, com 926 metros de extensão ou uma hora e meia de caminhada, de nível de dificuldade intermediário. Numa próxima visita espero fazer a subida e chegar cume da pedra, que é quase um terraço natural, de onde se tem uma vista de 360º da região.
Lá no alto é mais fresco, então vale a pena levar um casaco (de preferência impermeável) e lembrar de ir com um calçado adequado (tênis, se possível de couro ou emborrachado) ajudam muito. O filtro solar, boné e óculos de sol são menos importantes porque, de fato, a gente fica no meio do mato e não sofre tanto com o sol pesado.
Antes de terminar, dicas de alimentação: gostamos muito da cozinha do Café Platô, que fica no pé da trilha do Platô que fizemos ontem. Comida fresca, balanceada e preço honesto. No centro da cidade gostamos muito da Choperia Fritz, que tem comida alemã de qualidade e com porções generosas. Os detalhes das comidas a gente vai contar lá no Conversas de Cozinha, passe no blog depois, tá?
O recado é de que a cidade, que tem fácil acesso pela Fernão Dias (e fica a pouco mais de 100km de São Paulo), é uma excelente opção para famílias também, com vários tipos de roteiro, que vão do descanso e calmaria da terceira idade (vimos pequenos grupos aproveitando o centrinho da cidade, vendo o artesanato e deliciando-se nas casas de foundue, strudel e chocolate caseiro) e casais até pequenas famílias com bebês (que eu não recomendaria que fossem fora do verão, porque a queda de temperatura pode “judiar” dos menores) e com crianças aventureiras como os nossos. Há acomodações de todo preço e, no geral, todos os locais me pareceram bastante atentos à qualidade dos serviços prestados e você pode fazer como nos que, a partir de uma revista-guia que vimos na praia, fizemos contato por e-mail diretamente com as pousadas e hotéis que nos interessavam e pedimos pacotes personalizados para o nosso modelo (casal com 2 crianças). Os estabelecimentos estão listados no site da cidade: monteverde.com.br.
Depois não deixe de me contar como foi, tá?
P.S. E vai ficar para a próxima vinda (Monte Verde é daqueles lugares que a gente coloca no circuito anual, se possível trimestral) os percursos de arborismo em plataformas suspensas para caminhar na copa das árvores, de tirolesa e, quem sabe, o feito com cavalos.
[O contato da Companhia 4x4, que prefere não indicar valores antes de saber das necessidades de cada grupo, atendendo a passeios de 2 a 4 horas, inclusive com expedições para Campos do Jordão e Gonçalves: (35) 3438-1933 e (35) 8876-8893.]
Fugindo do calor na montanha
Postado em Viagem e Turismo no dia 27/12/2011Com um céu destes, araucárias, hortênsias e ar puro montanhês, como não ter um bom dia?
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Gostaram da imagem da manhã? É nosso destino nesta última semana de descanso em 2011. Na semana passada aproveitamos a praia (em Ubatuba, balneário sobre o qual quero comentar num post por aqui) e desta vez decidimos fugir do calor.
Monte Verde é um distrito do município de Camanducaia, em Minas Gerais, mas pertinho de São Paulo (168 quilômetros, sendo 30 deles em estrada íngreme). Como está a 1554 metros de altitude, a natureza e o frio na temporada de inverno são grandes atrativos para o turismo e neste verão resolvemos fugir do calor por uns dias vindo para cá.
Acertamos. O clima tropical de altitude, com características de clima subtropical devido ao seu relevo montanhoso, garante verões amenos e chuvosos. Hoje passeamos na montanha, fazendo uma das trilhas mais leves da região, uma caminhada de pouco mais de 300m em busca da vista do Platô de Monte Verde, que fica a 1920m de altitude. Foi um passeio agradável e tranquilo, do qual fiz muitos fotos e até um filme em time-lapse (daqueles que mostram o tempo passando rapidamente) enquanto caminhávamos. A trilha é bem família, permitindo a saída de um nível mais alto (um café a 1612m onde podemos deixar o carro e que atende bem nas refeições e uso de toillete na volta) e não exige mais do que bons tênis de caminhada, roupa confortável e água potável para refrescar. Lá no alto filtro solar e um boné podem úteis, mas na trilha a mata è em fechada e não há necessidade de nenhum deles – nem meus óculos de sol usei.
Na volta, vejam só as vantagens do verão na montanha: os meninos brincaram muito com o papai na piscina e, quando a temperatura começou a cair (ela despenca, coisa de dez graus, no mínimo, quando o sol se põe), entramos e comemos marshmallow na lareira do chalé. Só mesmo nesta “Suíça Mineira”" cidade fundada por imigrantes da Letônia e que tem um pouco do Sul em seus costumes e clima.
Creio que contarei mais nos próximos dias, massa por enquanto, fica a dica de que o passeio é daqueles que devemos agendar e fazer. Recomendamos muito!
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Com amigos eu encaro um rumo incerto de olhos fechados
Postado em Artigo Patrocinado, Viagem e Turismo no dia 08/12/2011Um belo dia de dezembro, nesta primavera com jeito de outono que faz em 2011, você está navegando na internet e vê uma foto assim:
Impossível não se perder no devaneio do que você gostaria de fazer e com quem gostaria de estar neste paraíso secreto… eu fiz meus planos mentais. E curti saber que até o dia 11/12 posso contá-los e participar da promoção “Rumo Incerto”, concorrendo a uma viagem misteriosa e incrível para um destino internacional. Para ficar perfeito, ganhando eu posso levar três amigos (ou, no meu caso, meus amores, né?).
Curti muito. E por falar em curtir, é na fanpage da Lacta no Facebook (e no Twitter @Lacta) que você pode saber mais sobre a promoção.
A Lacta vai levar uma pessoa + 3 amigos para se entregar a uma viagem internacional sem saber o destino.
São 4 prêmios principais: viagem internacional para um ilha paradísiaca secreta (10 dias p/ 4 pessoas com translados, passagens e hotel) + R$20.000,00 + 4 cestas de chocolates + filmadora de mão Sony Bloggie 5.0MP
E como fazer para participar?
- Entre na fanpage da Lacta: facebook.com/lactaoficial
- Acesse o app “Rumo Incerto“
- Escolha os 3 amigos adicionando suas fotos
- Preencha o cadastro e receba o código do cupom
- Torcer muito!
Vale lembrar: só é possível participar uma vez por dia (mas pode ser uma vez por dia, todo dia!) e a divulgação dos nomes dos vencedores acontece no dia 16/12/2011. O vencedor será uma das pessoas que teve seu código de cupom sorteado, em sorteio validado por auditor.
No cadastro do vencedor serão conhecidos os amigos que ganharam também, sendo que o mistério dura até o final: o vencedor e seus 3 amigos descobrirão o destino no mesmo momento em que descobriram que são vencedores.
Gostou? Corra e participe!
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Um “Batel” no meio de Curitiba
Postado em Viagem e Turismo no dia 15/11/2011Neste feriado de Proclamação da República passeamos um pouco por Curitiba, visitando os avós que moram aqui. Nostalgia interessante passar pelo Batel, bairro no qual eu morava com meu pai quando comecei a namorar meu marido, há cerca de 20 anos.
Muita coisa mudou e, ao mesmo tempo, pouco mudou por aqui nestas duas décadas. Confesso que, depois de ter morado em Toquio, Gui e eu descobrimos que as metrópoles são realmente onde preferimos morar, mas tenho um carinho especial por este bairro no qual estudei o ginásio, morei durante o colegial e comecei a vida a dois que decidimos viver fora daqui.
Curiosidade: Batel é um termo náutico proveniente do latim battelum e, em sentido lato, significa barco (conf. o francês bateau e o inglês boat) ou canoa de boca aberta. O bairro
de Curitiba é um quadrilátero formado pela Av. Sete de Setembro, Al. Dr. Carlos de Carvalho, Rua Desembargador Mota e Rua Gabriel de Lara.
Domingo nublado? Nada de desânimo! Vá ao Horto Florestal!
Postado em Viagem e Turismo no dia 06/11/2011O domingo amanheceu com sol e nos animamos para passear ao ar livre. Quase fomos ao passeio da AdeS no Parque Burle Marx, uma chance de fazer exercícios e atividades de relaxamento, mas a distância nos desanimou.
Curiosamente uma distância não tão inferior nos animou a aproveitar que o sol diminuira para conhecer outro espaço que nos deixava curiosos desde que mudamos para Sampa, o Horto Florestal.
O passeio valeu a pena e na próxima vez já decidimos que vamos com todo kit de piquenique para aproveitar mais horas.
O espaço é bem organizado, com manutenção excelente (pelo menos na área de caminhada e no parquinho, onde ficamos hoje) e atende bem tanto famílias com crianças e pessoas com necessidades especiais (vi um pai cadeirante brincando muito de corrida com as crianças sem dificuldade nem riscos na pista de caminhada) quanto atletas que usavam bem os equipamentos de ginástica.
Se bem que para criança, um muro de pedras (como o da foto) vira parede de escalada sem grande esforço né?
E, mesmo para quem não tem crianças, fica a dica e a lembrança de que, antes de sonhar com visitas a parques internacionais famosos, tem muita coisa bonita aqui pertinho para vermos!
E hoje era o último dia de uma exposição interessante de fotos antigas do Horto, que tem uma história que merece destaque, pois relembra os esforços iniciados pela imperatriz brasileira, Leopoldina, que fora uma princesa austríaca apaixonada por botânica e, apesar da pouca convivência com seu filho (que viria a ser Dom Pedro II), iniciou o mapeamento mais sério da flora brasileira.
Saiba mais no site oficial.
“Criado pelo Decreto 335 de 10 de fevereiro de 1896 por iniciativa do botânico sueco da Comissão Geográfica e Geológica do Estado, Albert Löfgren. Por este motivo o Parque Estadual da Cidade passou posteriormente a ter seu nome.”
O calçado para as ruas de pedras lisas e as escunas de Paraty
Postado em Mãe com filhos, moda e estilo, Viagem e Turismo no dia 10/06/2011[update]
Pessoal, a promoção acabou nesta segunda-feira.
Na terça, 14/06/2011, divulgaremos o vencedor.
Super obrigada pela participação de todos.
O sorteio foi feito no Random.org e quem ganhou foi Patrícia Cerqueira e seu filho Samuel. Por favor, mandem mensagem com o endereço para entrega e os números dos seus calçados!
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“Em fevereiro estivemos em Paraty, RJ, e o Crocs foi o companheiro dos meus meninos, de 8 e 10 anos, da praia ao rio (ficamos numa pousada que tinha um rio nos fundos, imaginem!) e encarou super bem o passeio de escuna pelas ilhas da região. Foi a primeira viagem em família para a cidade que no inverno acolhe a famosa feira literária (FLIP) e na qual eu já contei com meu próprio Crocs para encarar a maratona de coletivas de imprensa e passeios pelo centro histórico da cidade, que tem ruas preservadas, feitas com pedras lisas que se tornam um perigo com a mínima garoa.”
Minha dica de “Onde ir com seu Crocs”

Mais ou menos nos dias em que o Croslite Guy passou aqui para nos visitar (o bonequinho fofo da foto é real, ganhamos com pares de crocs navy para toda família) eu li o relato de Maribel Barreto, do Um blog de mãe, sobre um acidente sério que seu filho sofreu usando os calçados. Eu, que já fiz post falando dos calçados e li relatos da minha irmã contando a história da marca, confesso que não sei como seria se meus pequenos usassem os calçados. Agora, com pés tamanho 32 e 37, os moços caminham super bem, não faz tanta diferença com qual calçado estão. Mas eu nunca os mandei para aula de crocs (a escola nem permite), tampouco sugiro o uso para praticar esportes ou correr. É calçado de passeio mesmo, de relaxar, caminhar e brincar de coisas mais leves.
Exatamente as coisas que fazemos quando viajamos e foi um breve relato dos crocs nos acompanhando em Paraty que eu indiquei na FanPage da marca, contando que os calçados foram ótimos lá porque usados no ambiente para o qual foram pensados: foram criados para o uso em barcos e por isso possuem função antiderrapante (não marcam o deck do navio e são muito confortáveis), mas o material com o qual os originais são feitos (bem como o design) têm o inconveniente de gerar energia estática. A gente precisa se informar bem para poder usar nos filhos e é sempre bom lembrar que trazê-la para o cotidiano (fora dos barcos) foi opção dos usuários…
Então, fica meu relato de mãe que usa crocs há anos e tem filhos que já destruiram (#aos8 realmente “detona” os crocs que usa) vários pares, de que ele pode ser bom e seguro, mas definitivamente foram feitos para passear, não para correr, praticar esportes ou ir à escola.
E como as férias de julho estão aí – e a gente deve até ir para a FLIP, em Paraty – é uma boa hora para começar a pensar na mala de viagem, né?
Vamos sortear 2 pares de Crocs Crocband + 1 boquequinho Croslite aqui no blog!
Para participar é preciso:
- Seguir o perfil do blog @avidaquer e da Crocs @CrocsBR no Twitter
- Curtir as páginas no Facebook facebook.com/CrocsBrasil e facebook.com/avidaquer
- Deixar um comentário neste post dizendo porque merece ter um crocs para você e outro pro filhote
- É necessário ter endereço para entrega no Brasil
- O sorteio será realizado via random.org, sendo que cada comentário equivalerá a um número
- Serão válidos os comentários feitos até dia 13/06/2011
- O resultado será divulgado no dia 14/06/2011
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Cobrança de filho: no blog do @enzobuzz, o @VerParaCrescer também tem promoção. quem tem fãs do Palavra Cantada em casa, tem promoção do DVD Pé com pé no @VerParaCrescer http://bit.ly/jueqPp. Valendo para quem comentar até domingo, 12/06/2011.
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