Qual a idade certa para pegar ônibus e metrô sozinho?
Postado em Mãe com filhos, Trânsito e Mobilidade no dia 09/02/2012
Hoje disse “bom dia” no perfil de Twitter (@maecomfilhos) para quem acorda cedo porque o filho estuda de manhã. Minha xará respondeu que estava acordada desde as 5h30 porque o filho de 14 anos está na escola técnica e tem que pegar metrô super cedo.
“@samantha27555, me conte uma coisa: #aos14 já usava metrô sozinho antes? Qual a idade para esta liberdade?”
Como ontem foi o primeiro dia em que meu filho de 11 anos voltou sozinho (a pé) da escola, fiquei a me questionar quando será a idade em que a gente confia para usar ônibus e metrô.
São problemas de quem mora em cidade grande, mas coração de pai e mãe não muda tanto… No entanto, os tempos mudam. Eu fui a pé para escola desde os 7 anos e usava ônibus com 13. Aos 15 viajava sozinha (era do Interact Club e tinha eventos, além de ter que visitar minha mãe em outra cidade), mas não sei se me sentiria bem para liberar assim.
No entanto, confesso, senti orgulho do meu filhote por ter voltado da escola sozinho, em segurança, confiante e por ter passado bem a tarde sem mim. Não é exatamente isso que desejamos para os filhos que “criamos para o mundo”?
Como foi por aí? Agradeceria se outros pais mais experientes me contassem com foi em suas famílias com a geração atual.
Testei e aprovei as bicicletas do BikeRio
Postado em Trânsito e Mobilidade, Viagem e Turismo no dia 03/02/2012Desde que escrevi no MudaRock sobre as atividades do empréstimo de bicicletas no Rio de Janeiro eu queria testar o BikeRio. Lembram-se que em Paris eu também quis testar, mas acabei não conseguindo? Pois desta vez no Rio eu não me dei por vencida e contei com meu companheiro de cicloativismo (o Gui, maridão) para testar se era mesmo rápido, fácil, barato e seguro pegar uma magrela e sair pela Cidade Maravilhosa.
O serviço foi inaugurado em 28/10/2011 e permite alugar bikes em diversas estações (com a promessa de 60 estações em 14 bairros completando uma frota de 600 bicicletas) de uma forma bem simplificada.
Ao sair de uma reunião no meio da tarde e já com compromisso marcado para o começo da noite, nos vimos com um “gap” na agenda de 4h e aquela paisagem linda do Rio nos convidando para aproveitar as horas ao ar livre. O carro estava no shopping e, admito, até pensei naquele programa de cidade grande “shopping + cinema”, mas nos deparamos com uma estação do BikeRio na Rua Praia de Botafogo e não resistimos ao apelo visual das magrelas laranjas.
Pegar uma bike é realmente fácil…
As orientações e regras gerais de uso estão bem claras nas estações. Para usufruir do serviço é necessário que o usuário tenha um cartão de crédito, que servirá como garantia do equipamento (caso ele seja danificado ou furtado), além de módica taxa de locação de R$ 10,00 ao mês ou R$ 5,00 a diária. Interessante é que você pode usar a bicicleta das 10h até as 22h, desde que faça intervalos a cada hora, sendo obrigado a devolver a bicicleta na estação mais próxima a cada período, com intervalos de 15 minutos entre cada retirada – Gui comentava que “essa sacada é maravilhosa, pois assim cria-se o hábito de pausar o passeio e também o conceito de devolução nos momentos de repouso”. E mesmo para quem usa como meio de transporte no cotidiano, para ir de um local próximo a outro ou como complemento do transporte público, o tempo é bem ajustado à necessidade.
Seguimos as orientações divulgadas na estação, entramos em contato com uma central telefônica, mas descobrimos, conversando com outros usuários (dois moços que usam diariamente as bikes e estavam lá trocando de magrela), que funciona bem melhor com cadastro na internet. O site mobile funciona para quem não tem acesso a aplicativos (um dos moços usava versão mobile web pelo BlackBerry), mas o ideal é usar os aplicativos disponíveis na Apple Store ou Android Market.
Nossa experiência acabou na Praia Vermelha, onde tivemos que entregar as bikes porque a estação não tinha outras disponíveis. No dia seguinte, passeando com as crianças em Copacabana (#aos11 conseguiu andar bem, mas para #aos9 o modelo ainda é grande), vivemos uma situação oposta: tinha tanta bicicleta em duas estações que não conseguíamos devolver as nossas e quase partimos para uma terceira. Por sorte, um casal chegou bem na hora para retirar as suas e “trocamos”. Aliás, este casal usava celulares comuns, tinham feito cadastro no site pelo computador e seus aparelhos funcionaram muito bem para liberar as bikes por telefone. Ou seja, acabamos testando o funcionamento com vários gadgets!
Em resumo, aprovei e queria ter o serviço aqui – mas adaptado à realidade que eu vivo!
Minha opinião sobre o aluguel e as ciclovias é de turista. Para mim, nas duas tardes, foi funcional e prático, mas tenho dificuldade de avaliar se a rota atende a quem poderia usar o serviço para ir ao trabalho ou para estudar. Sei que passei em locais onde tem muitas empresas e comércio (ou seja, com empregos) e também por uma das unidades da UFRJ (onde dois guardas municipais nos pediram informações sobre o uso, pode?) e considero que seria uma medida de utilidade pública para as rotas entre as estações BikeRio.
Estive em segurança o tempo todo, sem qualquer situação de risco nos trechos e me sentiria bem para repetir sozinha se fosse o caso. Na praia de Copacabana, ponto turístico muito famoso, vi ao longe um assalto a um grupo de senhoras orientais, um garoto levou um colar de ouro, mas logo a polícia agiu e “tentava correr” atrás do menino, que fugiu para os lados da favela Pavão-Pavãozinho.
E outra percepcão: no Rio as pessoas entendem bicicleta como opção de atletas e de uma atividade relacionada à prática esportiva. No primeiro dia eu estava de vestido social, com bolsa, maquiada (só o salto eu tirei) e chamei muita atenção porque fugia do padrão. Aqui em Sampa a realidade é mais próxima da que conheci como ciclista urbana no Japão, onde eu ia todos os dias de bike para o trabalho vestida com roupa social e isso era comum.
Ah, se tivesse um BikeSP, eu usaria para tudo! Mas tinha que ser na Mooca também, de preferência ligando as duas estações de metrô que ficam perto (Linha Vermelha com Bresser-Mooca e Belém e Linha Verde com Vila Prudente), nada de criar uma coisa legal assim e ficar só nas ruas descoladas da Zona Oeste e curtos trechos dos Jardins e da Faria Lima!
Vamos fazer um movimento para mostrar que vale a pena investir no lado de cá?
P.S. No post do MudaRock que citei a gente comentava das ciclorrotas paulistanas. E agora tem outra novidade por aqui: o metrô de SP liberou as bikes nas escadas rolantes (mas com horário diferenciado dos demais, pelo menos nos dias de semana), medida que deve facilitar muito a vida de quem usa os dois meios de transporte casados.
Se falar ou digitar no celular, não dirija nem atravesse a rua! #dirigebonito
Postado em Trânsito e Mobilidade no dia 20/12/2011“Ninguém sabe ao certo qual o grau de envolvimento dos celulares nas estatísticas de acidentes de trânsito porque ninguém, infelizmente, faz esse controle. E quem confessa? Depois da tragédia consumada, o culpado vai lá dizer assim “é que eu estava no telefone…”?
O texto da coluna de Isabel Clemente no blog Mulher 7 X 7 faz a gente pensar. E até os motoristas que, como eu, se negam a falar no celular enquanto dirigem (eu realmente encosto o carro ou ligo depois e mesmo o marido eu evito só máximo deixar que atenda ao telefone dirigindo), se preocupam ao ler as estatísticas extra oficiais ligadas ao tema.
E se você não tem toda esta disciplina, saiba que não está só. Como lembra a jornalista em seu texto, há uma fórmula perigosa em gestação: há cada vez mais veículos circulando e mais celulares sendo usados.
“São pessoas armadas de carros e telefones inseridas numa rotina de urgência. Eu tenho que adiantar meus telefonemas agora antes de chegar no trabalho. Eu tenho que marcar minhas consultas enquanto o trânsito está parado. Eu tenho que avisar em casa que vou demorar por causa desse acidente. E assim vamos todos, embarcando nas nossas incontestáveis e individuais necessidades, justificando o que está errado.”
E o mesmo vale para os pedestres, pois estamos no transito (e deste péssimo hábito eu não me eximo, tuito e respondo mensagens enquanto caminho!). O assunto deve ficar reverberando em nossa mente, no melhor estilo “pulga atrás da orelha” e desejo que este post seja um “Grilo Falante” a me cobrar uma postura melhor, afinal, celular e trânsito não combinam.
Em 2012, não atenda o celular enquanto dirige ou atravessa a rua. Se for urgente, pare. Seja responsável. Tragédias acontecem numa fração de segundos.
Proteção a pedestre: mais multa é a solução?
Postado em Trânsito e Mobilidade no dia 13/12/2011“O número de multas por desrespeito aos pedestres já corresponde a 17% do total de autuações diárias feitas pelos marronzinhos em São Paulo. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou ontem (07/12/2011) que, em média, os agentes de trânsito anotam de 8 mil a 10 mil infrações por dia útil nas ruas da capital. Do montante, entre 1,4 mil e 1,7 mil são por atitudes como deixar de dar a seta, não priorizar quem está andando a pé na faixa e avançar o sinal fechado.”
Caio do Valle

Será que para alguma ação educativa de trânsito dar certo no Brasil é preciso aplicar multa?
Tenho pensado muito nesta linha desde que soube da proporção de multas por desrespeito aos pedrestres nos quatro meses em que a CET intensificou a fiscalização de ações que colocam em risco a integridade dos pedestres - o programa começou na região central em 08/08 e foi expandido para a cidade inteira a partir de 19/09. Antes as multas raramente eram registradas nos bloquinhos dos agentes de trânsito, o que permite uma medição interessante. No período de 08/08 a 02/12 foram aplicadas pela CET 86.399 multas por desrespeito aos pedestres, sendo que a infração que mais gerou autuações (no número exato de 32.643) foi ‘não dar a seta’, ganhando de ‘deixar de priorizar pedestres nas conversões, na faixa a eles destinada e de aguardá-los concluir a travessia’ (25.095 autuações). E, claro, avanço do sinal vermelho (24.129 multas) e parar sobre a faixa de travessia (3.731) também são infrações comuns.
Li uma reflexão do consultor de engenharia de tráfego Horácio Augusto Figueira afirmando que “a intensificação da fiscalização precisa ser feita com mais afinco em pontos mais afastados do centro. Só assim a maioria dos motoristas vai entender que as regras precisam ser respeitadas em todos os lugares. A CET deve ir para todos os cruzamentos da cidade mostrar que a questão da prioridade ao pedestre é real e que a fiscalização está ali para garanti-la. Se a CET quer, de fato, diminuir os atropelamentos, tem que fazer isso.”
Para quem acha que só os fiscais da CET (os “marronzinhos”, famosos pelas multas nos dias de rodízio) estão no programa de proteção aos pedestres, saiba que eles têm aliados: cerca de 200 câmeras de monitoramento são usadas pela CET e podem flagrar e até multar infrações.
E pensar que mesmo com este Big Brother e seus ajudantes reais fiscalizando ainda vemos tantas barbaridades contra os pedestres nas ruas de São Paulo hein?
P.S. Se o tema lhe interessa, tem muitos posts sobre o assunto na categoria Trânsito e aqui um vídeo no qual debatemos o assunto no Dia Mundial Sem Carro de 2011.
Gostei! Usando o carro de modo mais sustentável #dirigebonito
Postado em Sustentabilidade, Trânsito e Mobilidade no dia 30/11/2011Outro dia, eu estava no trânsito entre um compromisso e outro (geralmente deixo um dia da semana para fazer tudo que preciso fora do escritório, otimizando meu tempo e o combustível gasto) e uma amiga me mandou um tuite com estas dicaspara deixar seu carro mais sustentável.
Gostei das sugestões e repito-as abaixo, mas deixo a ressalva de que sustentável mesmo é reduzir o uso de carros, privados ou públicos. Além de insistir para a redução dos veículos privados (aqueles carros com apenas um ou dois passageiros rodando e que ocupam – e poluem – como muitos!), é importante repensarmos o modelo das nossas cidades, evitando trânsito supérfluo (vale mesmo a pena ir “naquela” loja imensa no centro da cidade só para pagar um pouquinho mais barato?) e procurarmos novos modelos para nosso cotidiano no que diz respeito ao trabalho, educação, consumo de cultura.
Começar a apropriação das nossas regiões é tão importante quando reduzir o consumo quando começamos a batalhar por uma vida mais sustentável!
Mas, enfim, vamos às dicas:
- O motorista deve se certificar de que os locais de descarte dos resíduos do seu como, como óleos, pneus e peças, tenham realmente como destino final a reciclagem.
- Seja obsessivo na regulagem do carro, já que, quando funciona de maneira correta, o veículo terá a menor emissão de poluentes possível.
- Faça sempre a manutenção preventiva.
- Opte por lava-rápidos e postos de lavagem que se comprometam com o uso econômico da água. E, quando lavar em casa, tente ao máximo possível economizar água.
- Sempre que possível, deixe o carro em casa e caminhe, pegue uma carone ou use o transporte público.
Segundo li, essas e outras estão no Guia do Motorista Sustentável que está circulando em São Paulo.
P.S. Se o tema lhe interessa, tem muitos posts sobre o assunto na categoria Trânsito e aqui um vídeo no qual debatemos o assunto no Dia Mundial Sem Carro de 2011.
Adesivo no carro, é um risco ou uma alegoria às escolhas do condutor? #dirigebonito
Postado em Trânsito e Mobilidade no dia 17/11/2011“Preferência musical, orientação religiosa, esporte favorito. As estampas adesivas também podem representar símbolos de grande importância para o condutor.”

Já tive esta conversa diversas vezes com amigos, mas foi com Cybele Meyer (do blog Educa Já), no nosso tempo de parceria no Mãe com filhos, que esmiuçamos de fato os riscos de colocarmos nossas vidas à vista personalizando o carro da família. E foi ela quem hoje compartilhou comigo o link para o post no De Carona Com Elas sobre personalização de carros. Minha preocupação estava descrita lá:
Para muitos o adesivo pode representar um perigo. “Eu tinha um, mas percebi que as pessoas reconheciam o meu carro, aí resolvi tirar. Tive medo de ficar marcada”, confessa a publicitária Gabriela Cordeiro. A jornalista Maria Clara Machado aponta ainda um agravante: “Perceber através do autocolante que o veículo é de uma mulher aumenta as chances de abordagens criminosas”.
Eu nunca personalizei os carros. Quando tive meus filhos era moda aquele adesivo “Bebê a bordo” ou “Fulaninho (com as letras do nome para montar) a bordo”, mas nunca usamos e desde aquela época eu acho que dizer que temos crianças pequenas nos deixa vulneráveis para assaltantes. Da mesma forma hoje creio que um adesivo com uma “menina” sozinha e animais de estimação, por exemplo, deixa claro que ela estará só no volante quase sempre.
Hoje soltei este tema em conversa no Facebook e Twitter e foi interessante perceber quantos amigos concordaram comigo:
“Com um simples adesivo seu carro fica diferente de todos os outros e pra alguem marcar sua rotina ou te identificar só olhado o carro é muito simples…”, disse Simone Sterpeloni, autora do blog Autozine.
“Eu não gosto de nada que mostre quem está dentro do carro… acho perigoso adesivos do tipo “bebê a bordo” ou muito femininos, que confirmem que é um carro de mulher”, corroborou Daniela Ohuti (@doduti).
E você, leitor, o que acha? Seu carro tem elementos de personalização? Terá fundamento nossa preocupação ou estamos só exagerando com uma neurose de cidade grande?
P.S. Quando eu e meus irmãos éramos pequenos, lembro que minha mãe tinha na sua Caravan um adesivo do Garfield que dizia: “Conheça a vida selvagem: tenha filhos“. Era perfeito para quem conduzia 4 crianças! (risos)
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Comentário de Tânia Nacamura no Facebook: “Meu marido é militar e diz sempre que isso é um risco real. Muitas pessoas de má fé se utilizam dessas informacoes pra praticar atos ilicitos. Infelizmente, temos que pensar em todas as possibilidades. E a segurança vem em primeiro lugar.”
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Tolerância zero ao álcool no trânsito é coisa de quem #dirigebonito
Postado em Trânsito e Mobilidade no dia 12/11/2011Na véspera deste feriadão, no qual a gente já sabe que muitos viajarão ou, no mínimo, aproveitarão para relaxar com os amigos, vi uma notícia na fanpage do De carona com elas que me chamou atenção:
“A Comissão de Constituição Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou (…) projeto de lei que exige teor zero de álcool a quem for dirigir. A proposta foi aprovada em caráter terminativo e será analisada na Câmara dos Deputados. Pela lei atual, se a quantidade de álcool no sangue for de 0,11 até 0,33 mg por litro de ar expelido, o motorista não responde criminalmente, embora seja multado em R$ 957,70, perca o direito de dirigir por 12 meses e tenha a carteira de habilitação retida. Se a taxa álcool for superior a 0,34 mg/l, ele responde por crime de trânsito e pode ser condenado de seis meses a três anos de prisão.”
Se temos ciência de que o álcool (e as drogas, lícitas como os remédios, e ilícitas, como substâncias entorpecentes) podem afetar quem dirige, o certo é vetar esta “parceria”, concordam? Se beber não dirija e ponto final. Vá de taxi, ligue para alguém lhe buscar ou espere por algumas horas até que esteja em plenas condições. Ah, você curte beber com os amigos? Então promova encontros em casa ou vá a bares que fiquem perto de sua residência, que tal? Você não precisa acabar com sua vida social, mas pode cuidar melhor de si e dos outros, concorda?
Atualmente, na maioria dos casos, os motoristas alcoolizados se negam a fazer o teste do bafômetro ou exame de sangue e, dessa maneira, só recebem a punição administrativa, já que não há provas de que estavam dirigindo bêbados. Se o projeto do senador Ricardo Ferraço for implantado como lei, a comprovação do estado de embriaguez do motorista poderá ser feita por outros meios, além do uso do bafômetro, como ocorre hoje.
“A caracterização do crime poderá ser obtida por meio de testes de alcoolemia (nível de álcool no sangue), exames clínicos, perícia ou outras formas que permitam certificar, técnica e cientificamente, se o condutor está ou não sóbrio. O uso de prova testemunhal, de imagens e vídeos também será admitido para comprovação de um eventual estado de embriaguez.”
Ao defender o projeto, o senador Ricardo Ferraço considerou que o país vive uma “epidemia” de violência no trânsito. “É preciso refletir se esse não é o momento de evoluir para a tolerância zero contra esse tipo de atitude”, afirmou.
Eu apóio sem pestanejar, e você?
P.S. E se você (como eu) vai viajar no feriado, aproveite os truques para dirigir na estrada que estão aqui. São sete dicas para você dirigir bonito também quando põe o pé na estrada e vale ler também: cuidados para não cair no sono ao volante.
E-ponto: parada interativa e sustentável
Postado em Cultura Web 2.0, Sustentabilidade, Trânsito e Mobilidade no dia 31/10/2011Já pensaram em parar no ponto de ônibus e usar a rede de internet Wi-Fi disponível? O que parece distante, está prestes a acontecer na rua da Consolação em São Paulo. A partir de quinta-feira um “laboratório” será montado por lá (na esquina com a av. Paulista). E as novidades não são só tecnológicas, várias novidades ligadas à sustentabilidade estarão presentes:
“Quando a umidade do ar estiver baixa, um climatizador tentará aliviar a sensação de desconforto no ponto. Quem não souber seu itinerário não precisará perguntar na banca de jornal -poderá usar um painel interativo, com tela sensível ao toque, que permite a consulta das linhas de ônibus.
Lixeira com sinal sonoro que “aplaude” quando alguém joga lixo no lugar correto, iluminação inteligente (que controla a luz conforme a presença de pessoas) e conexão Wi-Fi (sem fio) para celular também estarão por lá, no sentido bairro-centro. O acesso à internet ainda estará restrito às informações do próprio ponto de ônibus, mas a SPTrans (empresa municipal) ainda pretende abrir a consulta aos outros sites.”
As informações, que li aqui, foram apresentadas pela Tetis Engenharia e Tecnologia no 18º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito realizado pela ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), no Rio de Janeiro. Na ocasião a empresa (presta serviços de tecnologia à SPTrans, sugeriu testar um modelo experimental de ponto de ônibus sustentável e interativo, sem ônus à prefeitura.
A proposta começará na rua da Consolação, mas, em seguida, os equipamentos farão rodízio em outras regiões – avaliem que São Paulo tem 19 mil pontos! Batizado de e-ponto o local conta com uma TV para mostrar os horários dos próximos ônibus que funcionará de forma independente da rede de energia da Eletropaulo, utilizando painéis solares e um dispositivo no asfalto que captará a energia do movimento dos veículos, posteriormente armazenada e utilizada na iluminação noturna do ponto.
Parece ficção científica, mas estará ali, ao nosso lado, bem no caminho de muitos paulistanos. Prometo tentar conferir in loco e contar depois aqui, tá?
P.S. E já que falamos de Wi-Fi gratuito: no site Mapa Wi Fi podemos saber quais pontos estão próximos e disponíveis. #FicaADica.
O verdadeiro papel de um agente trânsito #dirigebonito
Postado em Trânsito e Mobilidade no dia 26/10/2011Vi no Facebook e vários amigos, gentilmente, me avisaram deste vídeo, cientes de que eu ia curtir. E acertaram em cheio!
Uma reportagem divulgada na Semana Nacional de Trânsito, comemorada de 19 a 23/09, elegia o agente Jobson Meirelles (da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito de Vila Velha, no ES) como exemplo a ser seguido. Quem o elegeu foram os próprios condutores e pedestres que são beneficiados por seu trabalho que é exatamente aquilo que se espera de um guarda no trânsito. Antes de multar, reclamar, criticar, ele orienta.
Se toda cidade, todo bairro, tivesse um agente assim, não seria muito mais fácil a tarefa de quem quer dirigir bonito?
Artigo que li o jornal dava conta de que a indústria automotiva brasileira pretende aumentar em 62,3% a taxa de motorização até 2020. “A intenção é passar dos atuais 154 para 250 veículos por 1.000 habitantes, de acordo com estimativa da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).” Numa realidade na qual a frota tende a crescer muito nos próximos anos, esperamos que os bons agentes de trânsito também aumentem!
Unir o comportamento de homens e mulheres no trânsito levaria a um modelo ideal? #dirigebonito
Postado em Trânsito e Mobilidade no dia 10/10/2011
Há duas semanas participei de um debate sobre trânsito com especialistas e eu e a moderadora Petra Chaves (da CBN SP) éramos as únicas mulheres no meio de senhores que fizeram as mudanças na legislação e no planejamento do trânsito nas ultimas duas décadas. Trazíamos também a visão mais jovem e colaborativa da forma como podemos nos relacionar no trânsito, usando a mídia e as redes sociais como ponto de apoio e – por que não? – de união de quem tem postura, ética e comportamento semelhante no trânsito. Ao final um dos senhores disse à platéia que uma das alternativas que via para que o trânsito fosse mais gentil seria trazer um pouco do comportamento cordial e “carinhoso” da mulher para os homens ao volante. Hoje vi este tuite da Georgia e lembrei da tal fala.
“@Gemaria_SeR: No Trânsito, mulher bate por besteira e homem destrói o carro. Os dois poderiam mudar esses “modus operandi”, né? #dirigebonito”
Unir o comportamento de homens e mulheres no trânsito levaria a um modelo ideal! O que vcs acham?
P.S. Viu a hashtag que a Georgia usou? Estamos envolvidas num movimento para valorizar as atitudes legais, corretas e simpáticas no trânsito, valorizando a postura das mulheres, mas sem desmerecer os homens que, quando são bons no volante, servem como exemplo para todos. Junte-se a nós! Quando perceber uma atitude que merece ser valorizada, tuite #dirigebonito também!
Motoristas, aprendam: guia rebaixada quer dizer que não se pode estacionar! #dirigebonito
Postado em Trânsito e Mobilidade no dia 06/10/2011Sem querer, mas para poder exercer o direito de entrar e sair do edifício no qual fica meu escritório, eu tenho favorecido a indústria das multas em São Paulo. Quase todo dia eu ligo para a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) da cidade para avisar que algum espertinho estacionou o carro na saída da garagem do prédio. Espero, vejo o cara ser multado e o carro retirado e em seguida saio com meu veículo.
Tudo seria mais fácil se as pessoas respeitassem a lei. Caso estacione na saída de veículo o carro será autuado em conformidade com o Art 181, Inc. IX do CTB.
“Art. 181. Estacionar o veículo:
IX – onde houver guia de calçada (meio-fio) rebaixada destinada à entrada ou saída de veículos:
Infração – média;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – remoção do veículo;”
Mas vale lembrar: para que se caracterize a infração sua garagem deve ser marcada como um local de entrada e saída de veículos e ter a guia rebaixada.
Li aqui que, se for no interior do condomínio, “a situação é mais complicada, uma vez que muitas regras de circulação também aplica-se no interior de condomínios e praias abertas, no entanto no caso de prédios e condomínios é necessária a regulamentação (sinalização) com o órgão municipal de trânsito, senão tanto o Policial Militar, quanto o agente de trânsito municipal, nada poderão fazer, ai só restará o síndico que poderá utilizar do Estatuto interno do condomínio para aplicar uma multa a sua vizinha que é a responsável indireta pelo fato.”
Veja o que diz o Art. 2º, parágrafo único do CTB:
“Art. 2º São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as avenidas, os logradouros, os caminhos, as passagens, as estradas e as rodovias, que terão seu uso regulamentado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre elas, de acordo com as peculiaridades locais e as circunstâncias especiais.
Parágrafo único. Para os efeitos deste Código, são consideradas vias terrestres as praias abertas à circulação pública e as vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por unidades autônomas.”
E caso o engraçadinho não conheça nem obedeça a lei, o que fazer?
- Acione a Policia Militar através do 190, é necessário informar ao atendente a situação para que compareça um Militar do Estado munido do talão de autuações de infrações de solo (competência Municipal conforme Res. CONTRAN 66/98), que é o caso do estacionamento, o militar irá autuar o veículo e irá solicitar seu nome para constar como solicitante da providência – normalmente não irá dispor de meios para rebocar o veículo, todavia, na primeira multa que chegar na casa do cidadão irá pensar melhor;
- Você também pode acionar o orgão de trânsito municipal de sua cidade, que demora um pouco mais, (156 CET em São Paulo e Demutran na maioria dos demais municípios). Infelizmente em cidades muito pequenas não há tais agentes municipais de trânsito, mas se for em São Paulo, além da autuação, a CET dispõe de meios para remover o veículo ao pátio, será um bom prejuízo para o condutor folgado, que terá de pagar o guincho também.
Façamos valer nossos direitos! É com punição também que fazemos a educação no trânsito.













