Um cordel de Natal e a celebração do significado do Advento de Cristo
Postado em tradição no dia 25/12/2011Para quem gosta de relembrar como as festividades ligadas ao Natal começaram a ter significado e Graça, uma bela versão da história do nascimento de Jesus num cordel bem brasileiro.
E uma mensagem universal, o texto de Ed René Kivitz na Folha de S. Paulo de hoje. Teólogo e mestre em Ciências da Religião, Ed René é pastor na IBAB (Igreja Batista de Água Branca), a comunidade religiosa da qual fazemos parte. Deixei o texto na fanpage do @avidaquer para os que tiverem vontade de ler, mas não contam com acesso ao jornal online.
“Mais do que adorar o menino Jesus como divindade dos cristãos, o Natal nos convida à celebração do significado do advento Cristo: “Deus conosco”, conforme os profetas hebreus, e portanto “Deus sem véu”. Deus agora conhecido.
Deus que se manifesta como amor: compaixão, misericórdia, graça, solidariedade, justiça e paz. Deus, alegria dos homens. Deus a convidar todas as famílias da terra, de toda raça, tribo, língua e nação para a festa da comunhão e da fraternidade universal.”
P.S. Valeu queridos Bia e Mark.
Os ingredientes de um Feliz Natal
Postado em tradição no dia 24/12/2011“Tem coisa que a gente não compra por dinheiro nenhum. Ou nasce com ou tem que aprender a viver sem. Família grande que faz festa animada e harmoniosa no Natal é uma destas coisas.”
Com as palavras acima a jornalista Leda Nagle relembrava os valores de Natal que faz estes dias loucos, de busca pelo presente, roupa e guloseimas perfeitos terem especial significado. Porque, acima de tudo, nestes dias de festas de final de ano o que conta mesmo é estarmos com quem nós amamos e apreciamos.
Como ela, eu também adoro quando me contam de um Natal na casa de uma matriarca que passa dias na cozinha preparando iguarias que só se come uma vez por ano e que têm gosto de infância. Até mesmo a ideia das conversas sobre futebol ou política, a reclamação da bagunça das crianças que inevitavelmente derrubam refrigerante na mesa arrumada ou que insistem em “roubar” um docinho ou outro antes da hora, a tia que fica relembrando todas as hsitórias de família pela milionésima vez, o primo que traz a nova namorada com “aquele decote”, a hora do indefectível Amigo Secreto que faz todos rirem das piadinhas durante a revelação. Enfim, no Natal tudo é permitido e tudo acaba divertindo.
Mas e se você não tem uma família grande e unida ou está longe de todos nesta data nada de depressão hein? Programe e execute um plano com coisas que você curte fazer. Vale desde comidas que gosta e pode apreciar hoje (sem grandes sacrifícios), até filmes e músicas que te façam bem (mas sem depressão hein!), buscando coisas que te façam sentir que a data é especial e cabe no seu momento atual. O importante nestas ocasiões é buscar o que te faz bem e que pode ser compartilhado com quem importa (e pode ser um abuso ao telefone ou uma viagem de última hora), só não vale ficar infeliz fazendo as contas do que não tem hein?
Beijos e uma noite feliz por aí, com ou sem o que se convencionou pensar que é condição para um Natal especial.
P.S. E para quem é cristão, uma mensagem que vi no Facebook e vale a reflexão.
“Curnonski dizia que na culinária, é preciso que “as coisas tenham o gosto do que são. Na ordem do saber, para que as coisas tornem o que são, o que foram, é necessário esse ingrediente, o sal das palavras. É esse gosto das palavras que faz o saber profundo, fecundo.
Ainda não sei o que comeremos na ceia de natal daqui de casa… Mas uma coisa é certa: desejo que o sal das palavras seja o melhor tempero e que todos possamos nos dar de presente escolher o mais saboroso cardapio de assuntos que esta escolha seja elaborada e cuidada.
Ao redor de nossa mesa palavras que edifiquem e exaltem o aniversariante, sabendo que a festa é Dele para Ele e com Ele!”
Biba Arruda Marques
Papai Noel em casa
Postado em tradição no dia 20/12/2011Hoje um tuíte me lembrou como somos “fora da curva” por não envolver as crianças em expectativas ligadas ao Papai Noel.
“@bagagemdemae: Na sua familia alguem se veste de papai noel? Vai ver a polemica sobre isso! Post novo! ;D http://t.co/vTNdN1WE”
Aqui a gente nunca estimulou Papai Noel (e a polêmica é ainda maior, há anos sou trollada por esta opção), mas acho bonito e respeito quando encontro famílias que convivem amorosamente com esta brincadeira e tradição.
E não é que sejamos pessoas más e que não permitem Natal. Vamos a exposições (como esta, no novo shopping da Mooca, que mostra os diversos bons velhinhos) e temos livros, filmes e musicas natalinas, montamos a árvore e fazemos ceia, mas focamos mais no encontro, na alegria e na confraternização do que na chegada do avôzinho com presentes. E, como cristãos, nós falamos significado do aniversário de Jesus, que veio ao mundo como um presente de Deus.
E vocês, qual a tradição em seus lares? Vale “O Aniversariante” ou “O Bom Velhinho”?
E quem consegue reunir os valores dos dois numa festa só, cheia de significado, como faz?
A árvore de Natal é imponente, mas majestosa mesmo é a árvore ao lado
Postado em tradição no dia 18/12/2011Passando pelo Viaduto Nordestinos, na saída de São Paulo (a caminho do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Serra do Mar), nos deparamos com esta árvore de Natal imponente. Não cheguei perto o suficiente para conferir quais materiais estão presentes na sua confecção (talvez até seja reaproveitamento de material reciclável), mas me chamou atenção o fato de ter tão perto uma imensa árvore frondosa, visão majestosa em meio ao concreto deste entroncamento viário urbano tão característico de São Paulo.
Sem querer criticar ou limitar a iniciativa de embelezar a cidade (pelo contrario, valorizo as ações de particulares como a de um berçário na Mooca – que mostro na foto abaixo – que fez um presépio em tamanho real usando PET e copos descartáveis) fico aqui pensando se a gente não poderia estimular as autoridades e associações de bairro com outra ideia.
Que tal aproveitar esta época festiva para cuidar e enfeitar as árvores que, como esta na Marginal, sobrevivem bravamente à poluição e à nossa presença?
Deixo aqui o convite: vamos fotografar e mostrar nas redes sociais as iniciativas simpáticas deste final de ano Brasil afora?
Natal em Curitiba
Postado em Artigo Patrocinado, Mãe com filhos, tradição no dia 14/12/2011Neste ano não vamos passar o Natal na cidade que é uma das referências das festividades de final de ano no Brasil. Como contei aqui, tenho me permitido o prazer de fazer as festas em casa (isso depois de mais de uma década de casamento) e fizemos um acordo com asc crianças de que será um ano na casa dos avós, outro ano aqui em casa. Ficamos sem os familiares, é verdade, mas não sem a família, afinal, nós quatro somos uma família também, né?
Mas quando lembro de coisas como o Coral do HSBC, eu dou uma amolecida sabem? Comecei a namorar lá, numa das apresentações que há 20 anos (sim, fez duas décadas no dia 29/11 que namoro) não tinham nome de Natal ainda, nem eram janelas com crianças cantando, mas já tinham boa música e fogos de artifício. Nosso primeiro beijo foi ao som de Jesus, Alegria dos Homens (de Bach), música que foi tema do nosso casamento.
Se não vamos lá e ficaremos sem o clima de Natal sulista (bem diferente do daqui), pelo menos vamos tentar nos esmerar nos cartões de Natal. Nós vamos tentar fazer os nossos, tradição da nossa família (né @blogdati?), mas para quem prefere os digitais neste site é possível criar cartões musicais exclusivos para compartilhar nas redes sociais Facebook, Twiter e também enviar por e-mail.
No ano passado fui madrinha de um projeto que apoiava crianças carentes que fazem aulas de música, atividade que, como a prática esportiva, eu considero fundamental para o desenvolvimento infantil. Eis que descubro que justamente “O Poder da Música” é o tema do espetáculo do Natal HSBC neste ano, escolhido pela capacidade da música em transformar a vida das crianças.
E quem não vai a Curitiba (como eu!) pode se alegrar e ajudar pela internet. O hotsite conta com fotos dos bastidores do espetáculo e possibilita aos visitantes personalizar cartões musicais por meio de diferentes sonorizações, como voz de Papai Noel, grunhido de rena, sininho e outros sons típicos dessa época do ano. As crianças curtiram muito pois é possível arrastar até seis ícones diferentes para a trilha musical, criar sua própria música natalina e compartilhar o cartão com a família, amigos e familiares.
No site também será possível acessar a loja de Natal, que comercializa produtos com a marca do evento. Parte do dinheiro arrecadado com a venda de CDs, camisetas, chaveiros, adesivos, ecobags, bottons, canetas e outros é revertido para as casas lares apoiadas pelo Instituto HSBC Solidariedade.
O quadro da Natividade e a decoração de Natal
Postado em tradição no dia 04/12/2011
No dia 24 começamos a planejar a decoração natalina deste ano, animados porque a arrumação coincidiu com a chegada do novo sofá (que ganhou tapete e cortinas para combinar) e porque neste ano os meninos ficarão aqui durante as férias.
[Explico: como os avós e tios moram em Curitiba, é comum que eles sigam para lá assim que as aulas acabam no começo de dezembro]

Esta alegria – a de ter as crianças por aqui nos preparativos de Natal – foi o mote da nossa bagunça de decoração. Começamos com o que os meninos chamam de “calendário de agradecimentos”: um bilhete contando uma benção por dia, relembrando o bom ano que passou. Colocamos em bolsinhos que ficam no quadro da Natividade que fica na nossa porta, à espera dos cartões que recebemos (e gostamos de enviar) pelo correio.

E temos outras preciosidades que são como “piadas internas”, só a gente entende, mas nem por isso tem menos graça e valor. O enfeite de porta egoísmo presente da Tiffany, enviado de Curitiba para o Japão no primeiro Natal na nossa casa (como contei no ano passado, demoramos a nos “alforriar” das festas nas casas das avós) e é um dos itens mais preciosos da nossa decoração de Natal. O amigo de pelúcia que minha irmãzinha enviou nos lembra que mesmo longe quem ama está sempre perto!

Nossa árvore, alta o suficiente para as crianças, mas nem tão volumosa que se torne um incômodo no apartamento, está nos alegrando com suas cores e as boas lembranças destes primeiros dias do Advento.
E, afinal, é deste material (mais do que da “sofisticação dos ingredientes”) que se faz um Feliz Natal: amor, compreensão, alegria no convívio e até o perdão e esquecimento do que pode ter ficado enviesado ou em falta no ano que passou.

Faço votos de que aí os preparativos para as festas estejam trazendo também momentos felizes e o reavivamento dos bons sentimentos que unem os que se amam.
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Se você ainda não animou porque não quer gastar ou quer fazer um Natal diferente, a Adriane Souto conta aqui o passo a passo para uma arvore estilosa feita com caixas de papelão.
A Gisele Barcellos (do Kids in doors) está entusiasmada com a confecção de cartões de Natal feitos por suas crianças. Já pensou em voltar a mandá-los neste ano?
E, por fim, minha irmã Tiffany Stica (do Blog da Ti) lembrava da tradição das carrinhas ao Papai Noel citando um comercial em que o bom velhinho aparecia lendo-as num tablet. … quem gostaria de preservar o jeito antigo de esperar o Natal “ainda que os filhos sejam crianças cosmopolitas e que o Papai Noel seja um velhinho moderno“?
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Hiroshima e Nagasaki: um agosto para nunca esquecer
Postado em Artes, tradição no dia 11/08/2010“A exposição será direcionada principalmente aos mais jovens, no sentido de promover uma ação educativa pela paz entre os povos”.
Ruy Tanigawa, secretário-geral da Associação Paulista de Medicina (e curador da mostra)
É para visitar e refletir: está em cartaz, até 30/09, na Associação Paulista de Medicina (APM), a mostra “Hiroshima e Nagasaki: um agosto para nunca esquecer!”, que tem como objetivo perturbar e provocar reflexões sobre esse trágico momento da história mundial, ocorrido há 65 anos no Japão. Vem de lá o material, que tem “curadoria” da Associação Médica de Hiroshima, 30 pôsteres com imagens e textos informativos e cinco DVDs que reúnem testemunhos dos sobreviventes, documentários e animações japonesas. Visitas podem ser feitas na sede da APM (Brigadeiro Luís Antônio, 278 – São Paulo – SP), das 12h às 21h, mediante inscrição no fone (11) 3188-4304 ou E-mail pinacoteca@apm.org.br.
A abertura da mostra, no dia 02/08, contou com vídeoconferência ao vivo, direto do Japão, com Steven Leeper, presidente da Hiroshima Peace Culture Foundation, data em que se reforçou que, ao falar de Hiroshima é importante, além de relembrar as consequências da tragédia, homenagear os sobreviventes que moram no Brasil, incentivar a abolição das armas nucleares e celebrar a paz.
Se você é muito jovem ou acha bom relembrar, o lançamento das bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki ocorreu no final da Segunda Guerra Mundial, em 6 e 9 de agosto de 1945, respectivamente. Estima-se que cerca de 220 mil pessoas foram mortas nos ataques, e outros milhares sofreram graves sequelas pela exposição à radiação. A tragédia guardou histórias simbólicas como a da menina Sadako Sasaki, que será retratada na exposição. Personagem da luta pela paz, ela tinha dois anos de idade na época do ataque. Devido à radiação teve leucemia, e após compreender que a doença fora causada pela guerra, passou a dobrar origamis de Tsuru (pássaro da paz) em manifestações públicas por sua saúde e pela paz. Um dos últimos Tsurus feitos por Sadako foi entregue na cerimônia de abertura à Associação Hibakusha Brasil pela Paz, instituição que reúne vítimas da bomba atômica.

Em 3 de agosto de 1955, Chizuko Hamamoto, amiga de Sadako, visitou-a no hospital e fez para ela um origami de um grou. Sua amiga lhe contou a lenda popular japonesa onde quem faz 1000 grous de origami tem direito a um desejo, desde então, todo dia Sadako passou a fazer seus Tsuru sempre com o mesmo pedido, se curar e voltar a viver normalmente. Sadako faleceu na manhã de 25 de outubro de 1955, e após sua morte, foi construída uma estátua em sua homenagem.
P.S. Meus agradecimentos à @cintiacosta por compartilhar a dica.
Por um acervo brasileiro de fotos antigas
Postado em Família, tradição no dia 03/06/2010
Família do meu avô Juca Hoffmann na virada do século XX, antes ainda de que ele, caçula, nascesse. Meus bisavós, quem diria, vieram crianças da Russia, mas são de origem Alemã.
Ponta Grossa, PR, Brasil.
Em 2009 contei no Mãe com filhos da minha tentativa de reunir algumas fotos antigas da família e começar o processo de digitalização delas, emocionada com o resultado (ainda pífio) e por mostrar aos meus filhos cenas da minha infância, da vida deles, do mundo onde meus avós e até bisavós viviam. A reunião acontecia na minha coleção no meu Flickr, onde descobri um espaço muito legal que também guarda imagens antigas, mas de domínio público e que mostram pequenos pedaços do quebra-cabeças da nossa história. Os albuns de várias instiuições estão em Commons e agregam fotos de vários países, mas infelizmente o Brasil ainda não está bem representado. É uma pena, mas também serve como estímulo para que façamos nossa parte e digitalizemos acervos familiares para oferecer a espaços como aqueles.
As principais metas do projeto Commons no Flickr são mostrar os tesouros escondidos nos arquivos de fotografias públicas mundiais e como a sua adição e o seu conhecimento podem ajudar a enriquecer ainda mais essas coleções. O projeto diz que pretende que nós possamos contribuir com as descrições das imagens. Uma wikipedia de fotos? (more…)
A tradição é das coisas mais belas do Natal
Postado em Mãe com filhos, tradição no dia 16/12/2009Além da tradição, o Natal tem um “sabor” especial para mim nos corais. Não faço parte deste tipo de grupo de cantores desde a infância – sou muito desafinada e, para piorar, tenho uma tessitura de voz curta -, mas ainda me emociono com as canções natalinas. Sou de família alemã, povo que gosta muito das canções, e Gui é de família italiana, outro apaixonado pelos corais tradicionais – já contei que meus sogros são do Coral Italiano de Santa Felicidade em Curitiba, né?
Os corais com músicas natalinas são uma forma de expressar os bons sentimentos, desejos e votos de uma noite feliz, um ano novo de paz e tudo mais que nesta época nossos corações anseiam oferecer para nossos amigos e familiares. Em Curitiba, a cidade do Natal, as apresentações de corais fazem parte do roteiro oficial (da prefeitura, que estimula muito esta vocação local) e nos bairros muitos moradores se reunem para cantar. No Rebouças/Parolim, onde meus pais moram há uns 15 anos, já esperamos que os vizinhos venham cantar em nosso portão nas tardes do dia 24/12.
Eu queria muito mostrar isso para os meninos, mas aqui em Sampa eu não sabia de nenhuma apresentação com este espírito. Aí fomos convidados para ver a tradicional decoração de Natal da agência Trianon do Itaú Personnalité que neste ano tem como tema Natal Personnalité de Música e Luz. Nem pensei duas vezes, fui lá na semana passada com os meninos para ver o coral adulto de 12 vozes, em apresentações diárias, de 20 em 20 minutos, das 18h às 21h40, com participação especial do coral de quinta a domingo – e se tem crianças na sua família, recomendo o passeio, mesmo que peguem uma chuvinha básica como aconteceu com a gente, porque é lindo e as crianças ficam encantadas. Fiz um video com fotos (sempre lindas!) do Silvio Tanaka – e para homenagear nossos sobrenomes e relembrar que depois de passar dois natais trabalhando no Japão eu aprendi a valorizar mais esta data, usei uma musiquinha infantil em japonês:
[Depois eu soube que há 12 anos a agência faz parte do roteiro de turismo da cidade, num passeio que leva aos mais belos pontos decorados com motivos natalinos da capital paulista com shows são abertos ao público.]
Meus filhos se impressionaram com os detalhes: sinos e notas musicais que enfeitam a fachada da agência, o Papai Noel animado eletronicamente tocando órgão e conduzindo o show (que fica lindo porque todos os movimentos de fala são sincronizados, como podem ver no segundo vídeo que fiz) e, para ganhar de vez os pecorruchos (vimos vários por lá, que nos lembraram o Caio, meu sobrinho carioca, que deve ter visto a decoração no Rio!) dois ursinhos que cantam junto com o coral.
Meu video ficou tosquinho, mas registrou a carinha do Gio quando viu a neve!
E o finalzinho da apresentação:
P.S. Quando eu estava chegando para ver o coral, notei que a decoração da Avenida Paulista estava especialmente bonita. Pesquisei e soube que foi uma parceria do Itaú com a Prefeitura de São Paulo no projeto “Natal Iluminado”, idealizado pelo cenógrafo Juarez Fagundes e produzido pela Playcorp, trazendo o clima do centro antigo para a moderna avenida, ocupando os postes do canteiro central com faixas, guirlandas, iluminação especial, festão em espiral e duendes. Bem paulistano, as mensagens de “Feliz Natal” e “Boas Festas” estão em nove idiomas.
Céu da boca – Lembranças de refeições da infância
Postado em Conversas de Cozinha, livros, tradição no dia 14/12/2009Conte o seu recheio para seu Ano Novo – eu vou dar uma caixa de chocolates para as melhores respostas
E não deixe de visitar o post Os preparativos do Natal são momentos para compartilhar tradições familiares

Um texto que li convidava a pensar nos símbolos do Natal. Mesmo num país com tantas diferenças culturais como o nosso – há famílias descendentes de várias nacionalidades, algumas não-cristãs, como judeus, budistas e muçulmanos – esta época do ano é uma fase de reunir os familiares e relembrar as tradições. Até quem não tem hábito de fazer ceias de Natal e Ano Novo acaba fazendo algo especial nesta época, não é mesmo? E surgem lembranças olfativas de infância, aguçando nossa memória com o “cheiro” do peru assado, da rabanada, das frutas cristalizadas…
A maioria das pessoas tem sempre uma boa história desses momentos com a família reunida em torno da mesa. E nesta lembrança me veio à mente o livro Céu da boca – Lembranças de refeições da infância (da Editora Ágora). A obra é de 2006 e nela escritores, chefs, psicanalistas, jornalistas e restaurateurs relembraram as refeições da infância, episódios em família, hábitos alimentares e até revelaram receitas antigas. As ilustrações são de Marcelo Cipis e há também fotos de infância de cada ajudando na construção das imagens e memórias de Anna Verônica Mautner, Antonio Kehl, Antonio Maschio, Bel Coelho, Boris Fausto, Caloca Fernandes, Cassiano Elek Machado, Edith M. Elek, Fernando Pacheco Jordão, Hamilton Mellão, Ignácio de Loyola Brandão, István Wessel, Ivana Arruda Leite, Maddalena Stasi, Maria Rita Kehl, Moacyr Scliar, Renata Braune e Ruth Rocha.
A nostalgia que essas recordações provocam poderia ser definida com um tipo de fome, saciada pela memória gustativa. Quando surge o encontro do paladar com a lembrança, a saudade é alimentada com suspiros e celebração. Ao trabalhar com grupos de apoio a pessoas com câncer, Edith M. Elek, organizadora da obra, percebeu que a maioria dos depoimentos sobre momentos especiais tinham como cenário uma refeição. “Eram os momentos em que a família estava reunida para as refeições, que provocavam lembranças de difíceis embates e de alegres confraternizações. Aquilo me marcou e resolvi dar mais espaço ao assunto”, diz Edith, que reuniu no livro depoimentos de chefs como Bel Coelho e Renata Braune; e personalidades como Moacyr Scliar, Boris Fausto, Ignácio de Loyola Brandão e Ruth Rocha.
E em sua casa, há lembranças deliciosas de coisas tradicionais de Natal? (more…)
Espírito de Natal Consciente: nós no IG
Postado em tradição no dia 10/12/2009
Hoje fui avisada por Twitter (pelo @bonilha) que eu e os guris estavamos na capa do portal IG. Uma entrevista que fizeram conosco sobre nosso Natal – meio sustentável, meio cidadão, não muito religioso mas cheio de tradição – virou uma matéria super bonita e terna. Confesso, sem vergonha, que me emocionei ao ver como consegui homenagear meus ancestrais nas lembranças. E acima de tudo, poderá ver quem ler, foi uma homenagem à minha mãe, com quem não passarei o Natal neste ano e que mesmo triste está me apoiando em minhas decisões, como sempre faz.
A matéria está neste link e tem uma foto linda que eu colei aqui porque não resisti. O fotógrafo Felix Lima também fotografou vários momentos das crianças com os brinquedos que seriam doados e com as criações feitas com tetrapak, mas infelizmente não foram usadas.
Eu posto um dos meus cliques abaixo, que mostra Felix na sala de casa!
Espírito de Natal Consciente
A tradição familiar nunca fez com que Samantha acreditasse na época de Natal como perfeita para o consumo. Hoje, ela passa a mesma proposta aos filhos - por Vladimir Maluf, especial para o iG












