Categoria: Todos pela educação

@todoseducacao – a inclusão tem que alcançar todos os cidadãos

Postado em Todos pela educação no dia 04/01/2010

Segundo vi numa notícia hoje, amanhã e quarta-feira cerca de 12 mil detentos farão provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), em provas aplicadas em 330 unidades prisionais que mantêm programas especiais de ensino médio. Pode parecer uma notícia sem importância, mas a chance de comprovação da conclusão do segundo grau pode ser uma chance para os presidiários, que poderão usar o resultado do Enem para tentar uma bolsa no programa Universidade para Todos (ProUni) ou pleitear uma vaga nas universidades públicas que adotam a nota do exame em seus processos seletivos.

São 15 os presídios participantes de 15 estados (more…)

Mudança de escola e ingresso no Ensino Fundamental aos 5 anos

Postado em Famílias interativas, Todos pela educação no dia 15/12/2009

No Mãe com filhos, a educadora Cybele Meyer tratou de um tema que preocupa muito os pais: a mudança de escola. Eu vivi esta mudança com meu filho mais velho exatamente às vésperas da mudança do ensino fundamental, que incluiu o pré na grade curricular obrigatória, aumentando em um ano o tempo de escolaridade das crianças. E o fiz mudando de estado, do Paraná para São Paulo, o que me trouxe dificuldades, não com o mais velho, mas com o caçula, que faz aniversário no final do segundo semestre.
Como ele já estava no período regular, continuou aqui. Mas em São Paulo as famílias preferem “atrasar” suas crianças, de modo que elas possam entrar na escola com mais condições de participar, então meu filho tem convivido com colegas que podem ter até mais de 12 meses mais do que ele. A “competição” é injusta, tenho sempre a sensação de que ele está imaturo para o que lhe é exigido… mas, comparando com o que eu era com a sua idade, não acho que a falha é tanto dele, é mais do sistema atual que exige muito das crianças – e tudo muito cedo!


O governo Lula pretende padronizar a entrada das crianças no fundamental, uma vez que estados e municípios têm adotado lógicas diferentes o que cria dificuldades quando o estudante precisa mudar de rede. E, como eu suspeitava, escolas particulares disputam para ver quem aceita crianças mais novas.

Segundo a recomendação do governo, quem completa seis anos (more…)

@todoseducacao divulgará relatório De Olho nas Metas 2009

Postado em Todos pela educação no dia 09/12/2009

Nesta manhã um evento muito especial acontece no MAM (Museu de Arte Moderna) de São Paulo. O movimento Todos Pela Educação, do qual sou voluntária, divulga o relatório De Olho nas Metas 2009, o segundo relatório de acompanhamento das 5 Metas propostas pelo movimento para a Educação brasileira. Já falei do movimento e das metas aqui, mas não custa repetir:

O objetivo é que o País chegue a 2022, ano do bicentenário da independência, com um ensino de qualidade para todas as crianças e jovens.

5 Metas do movimento Todos Pela Educação

Meta 1: Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola.
Meta 2: Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos.
Meta 3: Todo aluno com aprendizado adequado à sua série.
Meta 4: Todo jovem com Ensino Médio concluído até os 19 anos.
Meta 5: Investimento em Educação ampliado e bem gerido.

Mas como chegar lá?

Ora, precisamos do apoio de todos. (more…)

ENEM virou vestibular?

Postado em Todos pela educação no dia 04/12/2009

Quando eu estava na escola, meu sonho era não ter vestibular e o ingresso na universidade ser feito através do histórico escolar. Minha mãe me contava que em outros países era assim e que desde seu ingresso na faculdade, no final dos anos 1960, já se discutia isso no Brasil. Enfim, este sistema está sendo implantado no Brasil com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas ainda há provas e outras coisas no caminho (inclusive frautes, né?) – e há muito o que discutir sobre a Crise do ensino médio, como lembrou @cybelemeyer.

Pelo que entendo, o objetivo do ENEM é proporcionar uma auto-avaliação do aluno através das habilidades e competências que formam o exame, não ser um novo vestibular. As provas de 2009 serão aplicadas nos dias 05 e 06/12 para mais de 4,1 milhões de candidatos inscritos com 180 questões de múltipla escolha das áreas de ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e matemática – e, felizmente, há também uma redação.

Hoje eu li no G1 uma matéria com dicas de professores do Etapa e Anglo para quem vai fazer a prova e, sinceramente, me lembraram dicas de vestibular. Será assim mesmo? Não sei, mas, anyway, deixo abaixo as dicas para quem está envolvido na prova: (more…)

Educação e as crianças da geração Z

Postado em Famílias interativas, Todos pela educação no dia 29/11/2009

The Thinker221077_blogcomo proteger os filhos na internet

Recebi um artigo de Eduardo Shinyashiki, que me pareceu muito pertinente para compartilhar com os leitores do Mãe com filhos. O autor conta que nota que sempre em outubro há uma enxurrada de textos sobre educação. Embora não critique o oportunismo das pautas, ele nos faz pensar sobre coisas além da violência, da educação formal, do lazer. Nos convida a pensar na Geração Z: nascidos a partir da metade da década de 1990 e que representam uma promessa de revolução para o futuro.

São aqueles que já nasceram sob o domínio da tecnologia e possuem uma aptidão natural para trabalhar com objetos eletrônicos, aprendem rápido como usar DVDs, celulares e computadores. Quais os fatores que influenciam esses jovens da Geração Z? Entre outras características, podemos destacar o mundo globalizado, interconectado e tecnológico em que vivemos, que gera características únicas nas crianças, sendo a principal delas, e que nos interessa para este artigo, a sua integração total à tecnologia.

A era digital, o reflexo das telas na face de nossos filhos, sua imersão no mar infinito da web, a conexão constante – em casa pelo modem, nas ruas por meio dos celulares e em cafés com redes sem fio (wireless) – e a inserção da internet no ambiente escolar.

Eduardo Shinyashiki pegunta:

Com a internet completamente integrada ao dia-a-dia das crianças, por que não começar a usá-la de forma ativa, integrando-a, também, a rotina escolar?

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Eu me faço a mesma pergunta sempre. E gostei das três idéias que ele nos indica:

  1. o uso de comunicadores instantâneos, como o MSN, para a realização de plantões online, alguns dias antes da prova ou da entrega de algum trabalho
  2. o desenvolvimento de redes sociais e colaborativas para o compartilhamento de informações, como trabalhos e resumos, que seria um misto de Wikipedia e Orkut, no qual os alunos poderiam socializar e navegar pelo conhecimento
  3. o uso da conexão na própria sala de aula, para a realização de pesquisas em conjunto com o resto da sala e o professor, um bom momento para o educador tentar substituir o famoso e famigerado copia-e-cola por um método apropriado de pesquisa, de real formação do conhecimento a partir das fontes

O comunicador instantâneo e a rede social possibilitam um aprendizado contínuo, pois devem ser acessados após o termino da aula, além de divertido, pois aparecem para a criança como um entretenimento e não uma atividade maçante. Já a conexão em sala faz da aula uma atividade ágil, que desperta e responde a várias curiosidades do aluno, na velocidade da internet. Existem muitas outras opções possíveis de interação entre o professor, o aluno e a web. O limite é determinado apenas pela capacidade imaginativa e o conhecimento de informática do educador, que pode negar-se a aproveitar as possibilidades oferecidas pela ferramenta digital ou atualizar-se e encarar de frente o computador, um trunfo didático quando bem aproveitado.

E aí, que tal considerarmos isso com os pais e professores de nossos filhos para o próximo ano letivo? Eu vou tentar!

É hoje: começa o movimento Eu, você e todos pela educação

Postado em Todos pela educação no dia 11/11/2009

eu-voce-e-todos-pela-educacao“Nosso objetivo com esta estratégia de mobilização, que é muito mais ampla que uma campanha, é contribuir decisivamente para que a Educação passe do patamar de importante para tema prioritário e urgente na agenda do nosso país”.
Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento Todos Pela Educação.

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Já falei aqui sobre meu envolvimento com o movimento Todos pela educação. Bem, hoje o trabalho de bastidores que temos feito vai ser divulgado no evento de lançamento da campanha Eu, Você e Todos Pela Educação no MAM (Parque do Ibirapuera, s/nº. Portão 3, São Paulo). Acontece às 19h e tem as portas abertas para quem quiser doar seu tempo e sua credibilidade para esta ação que pretende buscar mais qualidade na educação brasileira.

Ah, então era isso? Sim, mesmo a campanha Amigos da Escola (quem se lembra dela, com Toni Ramos à frente?) era uma busca de qualificação na educação brasileira. E uma tentativa de demonstrar que todos nós podemos fazer algo pela educação, nem que seja ler com nossas crianças, “cobrar letra bonita”, acompanhar de verdade o dever de casa… acima de tudo, o que eu acho importante na qualidade da educação é mantermos um diálogo com as crianças sobre a educação que elas recebem. Como diz a Letícia Spiller no video de divulgação da campanha (que pode ser visto aqui, mas está nas TVs) quando acaba o trabalho de dez ou doze horas da gente, ainda tem a tarefa de ser mãe. E esta tarefa tem que ser, como diz meu filho Giorgio, gostosa – neste video que ilustra o post ele fala que a tarefa de matemática era gostosa!

São outros tempos, hoje a educação é integrada e começa muito muito muito cedo. E também pode terminar muito tarde ou nunca terminar – minha sogra, que se formou em pedagogia em 1964, ainda faz mestrado, pós, tudo que acha pela frente, não cansa de estudar. E este cedo exige que os pais também reajam adequadamente e saibam estar presentes – como na propaganda do Gelol da nossa infância – participando do que está acontecendo no cotidiano deles.

Aqui em casa a gente brinca que trabalho de criança é estudar. Então quando nos encontramos no final do dia, assim como meus filhos perguntam como foi nosso dia de trabalho, nós conversamos sobre o dia deles na aula. São detalhes que nos permitem conhecer, entender e vivenciar com eles a aventura do conhecimento, a descoberta das relações interpessoais e a vivência da hierarquia, coisas que que um dia serão tão importantes na vida deles.

Minha mãe sempre esteve muito presente neste meu cotidiano escolar. Meu pai igualmente. Até hoje se eu falo de um determinado professor ou um colega antigo me acha no orkut, posso comentar com eles o nome e eles imediatamente se lembram da pessoa, sabem se já foi em casa, lembram de algum trabalho que fizemos juntos e tudo mais. Eles foram mais do que provedores na minha vida escolar, foram os incentivadores e co-autores da obra que eu realizei durante anos e que culminou com o tal diploma tão sonhado. E você, como foi com seus pais e como sonha que será com seus filhos?

Eu, você e todos podemos fazer muito pela educação, não só das nossas famílias, mas de todo Brasil!

#nostalgia: eu na terceira série, na escola estadual onde fiz o primário. Quando me formei na faculdade eu mandei um convite para cada uma das escolas onde estive e a diretora desta escola, que nem tinha me conhecido, ficou muito emocionada. Os educadores não tem noção da sua importância em nossas vidas!

#nostalgia: eu na terceira série, na escola estadual onde fiz o primário. Quando me formei na faculdade eu mandei um convite para cada uma das escolas onde estive e a diretora desta escola, que nem tinha me conhecido, ficou muito emocionada. Os educadores não tem noção da sua importância em nossas vidas!

As escolas públicas e privadas podem ser obrigadas a incluir no projeto pedagógico o combate ao bullying

Postado em Famílias interativas, Todos pela educação no dia 08/11/2009

No meio da semana enquanto eu almoçava e me preparava para levar meus flhos na escola e ir trabalhar me deparei com uma notícia que me surpreendeu de forma positiva e negativa. Positiva porque poderá ajudar a resolver uma questão séria das escolas, negativa porque foi triste constatar que a coisa está tão feia!

Segundo a reportagem do Jornal Hoje, um game se tornou popular com uma disputa que consiste em perseguir os estudantes mais gordinhos ou os chamados nerds e a bater neles. Sim, é o bullying (um tipo de agressão gerada pela intolerância) que já conhecíamos das escolas e agora está presente nesses jogos eletrônicos.

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Movimento + Feliz

Postado em Todos pela educação no dia 07/11/2009

“O Mais Feliz é um movimento apartidário e não governamental, que por sua capacidade de trabalho conseguiu juntar empresas dos mais diferentes setores da economia. Tudo e todos em torno de um único objetivo: disseminar a felicidade ou, em termos práticos, incentivar a participação, o envolvimento e a doação para causas sociais, engajando pessoas, levando-as a participar, capacitá-las em causas e tecnologias sociais, promovendo o voluntariado e doações.”

Pelo que me contaram, a cada ano, o “+ Feliz” apóia um determinado projeto social e em 2009 o escolhido é o “Projeto Aprendiz”, conhecido por seu trabalho em favor da educação e responsável pelo “Bairro Escola”, que transforma os mais diversos locais em espaços educativos. Quem participa ganha um selo como certificado.

Posso contar que lembrou demais um projeto que eu já discuti com a @mabegalli e o @carrapatoso na Casa de Cultura Digital? Imaginem como fiquei contente por achar algo assim já sendo concretizado!

Como uma doação 2.0 cá estou eu divulgando, né? A meta do projeto é conseguir que as pessoas se sensibilizem e participem, além de envolver e comprometer a sociedade em geral, assim como fornecedores, clientes e funcionários. Para ajudar, você pode doar dinheiro ou um pouco do seu tempo. Envolva seus amigos neste movimento. Ajude-nos a provar que as causas sociais são um excelente investimento. Rende até o que o dinheiro não pode comprar.

Educador defende separação de meninos e meninas na escola

Postado em Todos pela educação no dia 25/10/2009

Há alguns dias, li uma matéria sobre um educador que defende separação de meninos e meninas na escola. Lancei o tema no Twitter e a opinião dos meus seguidores foi unânime: retrógrado e equivocado. Mas em Curitiba, onde o tema foi debatido no V Seminário de Família e Educação, o assunto foi pauta importante e a proposta de separar meninos e meninas em escolas diferentes mostrou-se defendida por educadores de renome que fizeram eco ao médico e professor de Psicologia Cultural Leo nardo Amaya.

Organizado pelo Instituto de Ensino e Fomento (IEF) e pela Associação de Educação Personalizada (AEP), o evento tratava de uma tendência (a educação diferenciada) que está crescendo em todo o mundo, principalmente na Europa e Estados Unidos e reúne cerca de 40 milhões de alunos e mais de 200 mil instituições. (more…)

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