As tarefas de casa revelando detalhes do cotidiano
Postado em Mãe com filhos, todos pela educação no dia 12/09/2011A tarefa de casa do #aos8 nesta segunda-feira foi uma autobiografia: ele se disse otimista, bom professor de jogos de Wii e futuro chefe de cozinha (famoso). É uma “delícia” este meu menino!
(Nem vou comentar a parte que diz “meus pais são muito ocupados”…)
Ao ler o texto, que ajudei (juro que o mínimo possível) a fazer no melhor estilo mãe com filhos, conversando com o filho enquanto eu preparava o jantar e lavava as louças, percebi o quanto nossa rotina está presente no relato dele.
E na mesma noite, #aos11 faz “Um relato histórico sobre a vida das crianças nas últimas décadas“, resultando em muitas linhas de pesquisa (feita ao telefone com o vovô) e de produção de texto.
Além de indicar a “saúde do comportamento” das crianças, num dia em que se discutiu tanto os resultados do ENEM, é bom comprovar que a escola tem ensinado bem aos alunos e permitido que eles aprendam não só a ler, escrever e tirar boas notas, mas também a pensar e criar sobre conceitos da sua vida. Esta é a verdadeira “nota” que como mãe eu quero ver na escola que acolhe meus filhos diariamente.
Tablet substitui livros? Não sei, mas poderia aliviar a mochila escolar!
Postado em Famílias interativas, Geek, todos pela educação no dia 12/09/2011“Ensinar trigonometria à geração Y com um tablet e não com uma “régua + compasso + lápis” não é uma maneira muito mais ágil?”
@joares no Num Clique
Nesta semana Maitê Lemos, uma das mães blogueiras responsáveis pelos autores do Ver Para Crescer, compartilhou no grupo “Refletindo sobre a educação” uma notícia que criou polêmica no Ceará. Uma escola decidiu adotar os tablets no lugar do material escolar padrão (cadernos, apostila) e foi criticada na sua ação de marketing que “Tablet substitui livros” e foi tão atacada na sua estratégia (de afirmar que excluiria os livros), que atenuou a campanha depois, como está explicado aqui por Joares Miranda.
Como mãe também tive muitas dúvidas sobre o uso dos leitores digitais e muitas vezes pensei em comprar um leitor como kindle para testar, mas, como muitas outras famílias, acabei pulando esta tecnologia e indo direto para o tablet. E só me convenci de que ele seria uma alternativa boa quando os meninos mexeram no iPad pela primeira vez (tem post contando aqui, com vídeo) quando comprei e passei a usar e a deixar os meninos usarem. Facilita demais a vida, não só na leitura e pesquisa (inclusive de livros de referência, mas na versão digital, o que permite que uma vasta biblioteca fique à mão), mas no compartilhamento de informações, trabalho em grupo (na nuvem, com recursos como o Google Docs, que #aos11 usou há duas semanas para finalizar um ppt com os amigos) e na comunicação em tempo real usando IM.
Não sei como funcionaria no universo da escola de fato – em casa eu controlo o uso, cuido para que o tempo produtivo seja equilibrado com o lazer digital – mas considero que as questões apontadas no texto, relacionados à redução do peso da mochila e a comparação do custo do material (mais durável do que as apostilas) com o custo do material escolar para um ano letivo, são bem pertinentes e nos fazem pensar.
À primeira vista, A menina do narizinho arrebitado é mais um livro, mas veja nas imagens como há uma nuance de animação que cativa as crianças atuais. E tem sons, deliciosos, da água, do vento, do universo do Sítio do Picapau Amarelo.
Minha experiência aqui em casa mostra que a nossa geração vai adotar mais os livros de referência e não deixará de lado o prazer do livro impresso. Já as outras, não sei – mas vejo meu filho #aos8 se divertindo com a série animada do Monteiro Lobato e do Dr. Seuss para tablet e penso que estes autores mais “antigos” não falariam tão bem a língua dele no formato antigo, mas são grandes companheiros no novo formato do iPad. Imaginem como será o Menino Maluquinho no tablet? E as séries da Ruth Rocha, quanta coisa linda poderia sair desta mistura!
Para quem quiser saber de outros aplicativos para crianças, tem algumas dicas neste post. E não deixe de ler as dicas dos paizões super conectados AJ Freire (@nerdpai) e Rodrigo Toledo (@rodrigostoledo) sobre os cuidados para garantir a segurança na navegação familiar no iPad.
E nos rendemos à Apple? De certa forma, sim. Nós optamos por presentear os meninos com iPods porque consideramos esta chance de pesquisa (de ir além) que está nos aplicativos e nos livros baixados para ler mais interessante do que a possibilidade de terem um telefone celular para mandar mensagens de texto para os amigos. Em poucas semanas de uso, notei uma diferença imensa na absorção de informação por parte deles – claro que eles também jogam, mas não é só isso – e estão numa descoberta diária que nos ensina muito.
Por isso, quando leio discussões como esta sobre se o tablet vai acabar com os livros, eu penso que sou “integrada” e não “apocalítpica” (lembram desta teoria da comunicação, de Umberto Eco e cia?) e creio que a mescla das mídias vai fazer do futuro um espaço com muito mais compartilhamento não só de experiências, mas de conhecimento, num brainstorm constante.
Sem falar que, quando me deparo com recados como o da imagem, com o marido viajando (num evento de gastronomia em BH) e os filhotes deixando recadinhos no Instagram dele, eu me rendo! E tem gente que não entende o valor da tecnologia aproximando famílias!
E aí, na sua casa, como está sendo esta migração de livro de papel para livro digital?
P.S. Este assunto, sob o foco do uso das TIC (tecnologias de informação e comunicação) na educação em família, é um dos debates interessantes que acontecem no espaço La familia y las TIC” (A familia e as TIC)no ning do VI Encuentro Internacional EducaRed 2011. Passe lá, vamos mostrar como as famílias brasileiras são presentes na vida digital dos filhos!
Livros digitais gratuitos sobre políticas públicas educacionais #ft_eie11
Postado em livros, todos pela educação no dia 07/09/2011Um dos motivos para eu ser voluntária do Todos para Educação é o fato de ser um movimento com metas bem definidas e dia para alcançar todas elas: Sete de Setembro de 2022, quando o Brasil completa seu Bicentenário de Independência. E, embora estejamos livres de um país colonizador desde 07/09/1822, sabemos que um povo não pode ser considerado livre enquanto não tiver condições de discernir e conhecer para escolher seu futuro.
Por isso, nesta data patriótica eu deixo para vocês algo que é um desafio e um presente: livros digitais gratuitos para nos informarmos sobre as políticas públicas educacionais do Brasil. Eles estão no site da Editora Moderna num conjunto de obras de especialistas que contribuem para a reflexão e fomento de políticas públicas na área de educação.
Numa realidade na qual temos pouco tempo (e eventualmente até condições) para adquirirmos todas as obras que desejamos ler, ter livros de referência (para estudo, para o aprofundamento teórico tão necessário na educação) disponíveis para consulta online e para download é algo que merece destaque e comemoração.
Melhor ainda é quando esta opção é para toda sociedade, sem restringir os recursos educacionais aos professores, permitindo que (nós) pais também possamos nos “empoderar” e “educar” com o acervo digital que traz exemplos de boas práticas em educação e reflexões sobre políticas públicas no setor, redigidos por renomados especialistas, mas livres para reflexão dos “leigos” também.
A oferta é da Editora Moderna junto com a Fundação Santillana, que integra o movimento Todos Pela Educação. A ideia é disponibilizar gratuitamente o acesso à comunidade acadêmica, jornalistas, servidores públicos, estudantes, professores e outros públicos interessados, para que este conhecimento seja compartilhado e difundido, e continue gerando benefícios em prol da qualidade da educação brasileira.
Conheça as obras atualmente disponíveis no site da Editora Moderna:
- “A Urgência da Educação” - Autores: Isaac Roitman e Mozart Neves Ramos - Prefácio: Cristovam Buarque
Lançado em 2011 pela Editora Moderna em parceria com a Fundação Santillana, o livro discute a importância do ensino básico para a qualidade da educação brasileira. Reúne artigos dos especialistas Isaac Roitman (membro titular da Academia Brasileira de Ciências, atual subsecretário de Políticas para Crianças da Secretaria da Criança do Governo do Distrito Federal e coordenador do Grupo de Trabalho de Educação da SBPC) e Mozart Neves Ramos (membro titular do Conselho Nacional de Educação, membro do Conselho de Governança do movimento Todos pela Educação e ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco). A obra possui prefácio do senador Cristovam Buarque. - “Políticas Sociais – Ideias e Prática” - Organização: Centro Ruth Cardoso - Autores: Augusto de Franco, Cássio Martinho, Cecília M. Vellez, Elisa Reis, Ezequiel Reficco, Gerard Clarke, Graça Machel, Guiomar N. de Mello, Gustavo Cardoso, Lesley E. Redwine, Lourdes Sola, Maria Helena Guimarães de Castro, Rosa M. Fischer, Thereza Lobo - Introdução: Graça Machel
A obra reúne coletânea dos autores participantes do I Seminário Internacional Centro Ruth Cardoso, realizado na USP em 2010, e tem introdução da ativista de direitos humanos Graça Machel. O livro discorre sobre democracia e novas formas de participação social; educação e cidadania; empreendedorismo social e desenvolvimento sustentável; redes sociais e sociedade em rede. - “Da CONAE ao PNE 2011-2020 – Contribuições do Conselho Nacional de Educação” – Coordenadores: Antonio Carlos Caruso Ronca e Mozart Neves Ramos
Lançada em Brasília, em 2010, a obra “Da CONAE ao PNE 2011-2020” traz uma coletânea de artigos inéditos redigidos por 11 conselheiros do CNE como contribuição ao Plano Nacional de Educação, que está em aprovação em 2011. Os artigos debatem temas que fizeram parte da Conferência Nacional de Educação (Conae). Com organização de Antonio Carlos Caruso Ronca, presidente do CNE, e Mozart Neves Ramos, membro do CNE e do Todos pela Educação, os artigos versam sobre políticas públicas na educação; diversidade e educação indígena; equidade na educação e na tributação; ensino superior; capacitação de professores; cursos à distância, entre outros.
- “Por um sistema nacional de educação” - Autor: Carlos Roberto Jamil Cury, Doutor em Educação e Professor adjunto da PUC-MG - Parceria: Movimento Todos pela Educação
Lançado em 2010, em parceria com o movimento Todos pela Educação, o texto de Carlos Roberto Jamil Cury, Doutor em Educação e Professor adjunto da PUC-MG, aborda a história do Plano Nacional de Educação e traz várias contribuições para subsidiar a elaboração do novo PNE 2011-2020. Entre as propostas do autor, está a execução de um PNE objetivo, federativo, democrático e complementado por uma Lei de Responsabilidade Educacional. - “Escolas de Valor – um retrato de seis experiências bem-sucedidas na educação pública brasileira”
Fotos: Carlos Díez Polanco
Seis experiências de escolas públicas brasileiras que são modelos de gestão são apresentadas no livroEscolas de Valor, com fotos de Carlos Díez Polanco. A obra deu origem a exposições e oficinas em seis Estados brasileiros. Lançado pela Editora Moderna e pela Fundação Santillana, com o apoio da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED) e do movimento Todos pela Educação, o livro reúne histórias focadas nas boas práticas de ensino em escolas públicas do Brasil, e está alinhado com os princípios do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), do Ministério da Educação. - “Políticas Educacionais – Sugestões para melhorar a educação básica: estudo comparativo entre a Espanha e o Brasil” - Autor: Antonio Ibáñez Ruiz - Editora Moderna / 2009
Lançado em 2009, o livro de Antonio Ibáñez Ruiz, secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia e especialista em políticas públicas para a educação básica, apresenta um estudo comparativo entre as políticas educacionais na Espanha e no Brasil, propondo sugestões de melhorias para a educação básica brasileira, especialmente do ensino médio. Entre os assuntos abordados estão a legislação educacional na Espanha após a Constituição de 1978 e as mudanças na educação brasileira a partir da implementação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, na segunda metade da década de 90.
Você já ouviu falar da Fundação Santillana?
Ela nasceu da vontade de reflexionar sobre as questões mais relevantes para o futuro do ensino no Brasil e funciona como uma entidade destinada ao fomento da educação e cultura mantida pelo Grupo Santillana, realizando diversas ações no país, como o Prêmio Vivaleitura, a realização de cursos presenciais e à distância para educadores, seminários, oficinas pedagógicas e a edição e distribuição gratuita de publicações voltadas para a educação e a cultura. Também mantém parceria com organismos nacionais e internacionais, como Unesco, OCDE, Conselho Nacional de Educação e OEI.
Debate sobre internet, sociedade, bens de consumo e sexualidade na Casa Zezinho
Postado em Política e Cidadania, todos pela educação no dia 03/09/2011“Zezinho é a identidade carinhosa de cada um aqui. Uma molecada humilde, cheia de vida, visual e personalidade.”
@MarceloTas

O sábado será cheio por aqui. Os filhotes têm compromissos sociais (incrível como estes “tweens”, que alguns insistem em dizer que são crianças como outras quaisquer, têm agenda própria) e eu vou debater um tema ligado ao universo deles no encontro Zezinhos Causando na Net, lançamento da agência de Marketing Digital da Casa do Zezinho, AGZ 21.
“A AGZ 21 nasce concebida pelos jovens do século 21″, afirma a campanha em torno do lançamento. E no evento de hoje mostrará à comunidade, abrindo as portas da Casa do Zezinho, quais são os talentos da Casa, gerando discussões em torno do universo digital.
“A Casa do Zezinho é uma entidade não governamental, localizada entre os bairros Capão Redondo, Parque Santo Antônio e Jardim Ângela, na zona Sul da cidade de São Paulo. Fundada em 6 de março de 1994, a Casa abre a todos os Zezinhos um espaço de ação e de realizações em seus 3.200m², construídos especialmente para crianças e jovens do bairro. Em 17 anos o projeto atendeu mais de 1.200 Zezinhos entre 6 e 21 anos que frequentam escolas públicas da região.”

Ouvi falar da Casa com alguns conhecidos e foi no evento do lançamento do Ano Internacional das Florestas, no qual conheci também projetos como o Eparreh e MudaRock, que pude trocar contatos com as pessoas e me colocar à disposição para conhecer e ajudar. A ideia é esta: ajudar a Casa do Zezinho no seu trabalho de reconhecimento, respeito, inclusão.
E o que acontece no evento de hoje?
No lançamento da sua Agência de Marketing Digital, a AGZ 21, a Casa do Zezinho oferece uma amostra de todo potencial criativo dos adolescentes da Zona Sul de São Paulo que participam das suas atividades. Ao longo do dia haverá apresentações de suas Oficinas de Arte, Gastronomia, Mosaico, Musicais, Desfile de Moda, Jornalismo, Hip-Hop e Orquestra Toca Zezinho, que prometem agitar não somente o Parque Santo Antônio e a Zona Sul de São Paulo, mas todo Brasil com ampla cobertura nas mídias sociais realizadas pelos alunos da Casa do Zezinho.
E a pièce de résistence é o encontro com discussões entre os jovens e convidados com uma agenda concebida e batizada pelos próprios Zezinhos, os debates nos deixarão frente a frente com os jovens numa oportunidade única! A primeira mesa de discussão, sobre Popularização, democratização e uso consciente da internet, acontece às 10h com Fernando Lemos, Luciano Palma e os Zezinhos Daniela Dantas e Cintia Nunes do blog Meninas e Garotas. Às 11h acontece o debate Social media, internet e o novo mercado de trabalho com Luis Grottera, Fabio Augusto Silva, Ferrez e o ex-Zezinho Luciano Tavares. E é na mesa de discussão das 14h que eu estarei “opinando” sobre internet, sociedade, bens de consumo e sexualidade com Sheila Skitnevsky Finger (Instituto Mãe Pessoa), Marcos Lopes e Renata Oliveira (educadora da CZ).
Por que Estudar Vale a Pena? (por @gnsbrasil)
Postado em Blogagem coletiva, todos pela educação no dia 01/09/2011No dia 05/08 estivemos envolvidos pessoal e profissionalmente na Blogagem Coletiva Estudar Vale A Pena. Foram tantas as contribuições (listadas, com todo carinho e destaque que merecem, ao final do texto) que demorei dias para ler tudo com calma e ainda quero visitar e comentar cada um! Eis que conversando com Gui outro dia ele, filho de professores e um pai exemplar no acompanhamento escolar dos nossos filhos, quis escrever sobre a blogagem e o impacto que a webmobilização teve sobre ele.
Apesar de estar tão próximo de mim e do meu envolvimento com estas ações, acredito que foi a primeira vez que ele se sentiu realmente parte do processo maravilhoso que é conhecer, experimentar, compartilhar e debater um tema importante com outras pessoas, sem escolher com quem, mas notando ao final que a escolha e a afinidade com o conteúdo são naturais, orgânicas e constroem laços excepcionais. Viva a internet que nos une com pessoas inusitadas (e às vezes óbvias, mas que não veríamos sem uma boa razão como os temas das blogagens) e nos permite ver que não estamos sós no desejo de melhorar o mundo em que vivemos.
[E hoje tem Programa TV WEB #ECDigital Priscila Gonsales (@Prigon), Patrícia Cornils (@paticornils) e eu sobre Webmobilização no @educultdigital. Para acompanhar basta clicar aqui. ]
A palavra solidariedade tem origem no latim ”solidare” que significa solidificar ou confirmar. Para a maioria das pessoas, estender a mão e ter uma atitude solidária é a confirmação de que seus ideais estão vivos e são valorosos. No dia 10 de agosto passado, experimentamos um momento rico, que conta um pouco dessa história, quando centenas de pessoas se mobilizaram e coletivamente utilizaram o seu poder de organização e as ferramentas das novas mídias para sensibilizar a sociedade de que Estudar Vale a Pena.
Confesso que foi uma experiência única na minha vida, porque acompanho o trabalho que a Sam realiza, como voluntária nas mais variadas ações, como as campanhas de prevenção e saúde da mulher através do Outubro Rosa,
que aliás está aí,pela educação brasileira através do Movimento Todos Pela Educação ou nas articulações que visam dar suporte e sobrevida ao maravilhoso trabalho realizado pela Dona Maria Eulina em seu Clube de Mães, que resgata a dignidade humana e cidadania dos moradores de rua.Mesmo estando ao seu lado há 20 anos, nunca havia experimentado prá valer a sensação de ser atuante num movimento social e perceber o quão gratificante e importante isso pode se em nossas vidas. Fui criado acreditando que precisávamos contribuir com a nossa sociedade através de mobilização político partidária, reformatar leis, etc. Depois de 39 anos de vida, confesso que aprendi uma lição importante na minha vida: é melhor estender a mão ao próximo, aquele que está ao lado, do que esperarmos que outros o façam.
A convite do do Instituto Unibanco nossa equipe convidou pessoas ligadas de alguma forma à educação para “blogagem” e “tuitaço” coletivos, divulgando suas boas experiências na escola e motivar os estudantes de escolas públicas para que concluam o ensino médio, motivamos pela exemplo e testemunho dos voluntários.
O resultado foi fantástico e tivemos 27 mil tuites (de 18.916 usuários unicos*) e 71 posts, aos quais agradeço em meu nome, da Sam e de todos os envolvidos.
Guilherme Nunes da Silva (@gnsbrasil) é administrador, apaixonado pela gastronomia, blogueiro, pai de Enzo e Giorgio, casado com @samegui, São-paulino, nascido em SC e paulistano/mooquense por amor. Escreve no blog Conversas de Cozinha.
E para quem quer ver tudo, basta clicar nos nomes para ler cada um dos posts:
- 1001 roteirinhos
- Adriana Perazzelli Rosler
- Agência Comunitária Pinheiros
- Agentes Jovens WJ
- Agentes Jovens RS
- AJ Comenta
- Alessandro Martins
- Aline Kelly
- Ana Maria Coelho
- Ana Maria Modesto
- Anamaria Mendes
- Blog da Saúde
- Bruno Lira
- Carolina Longo
- Caroline Mancini
- Claudia Chow
- Claudia Santos
- Clikaki
- CQC Blog
- Blog UCA
- Cybele Meyer
- Daiane Almeida
- Dani Doduti
- Daniel Souza
- Denise Rangel
- Eric Messa
- Escola em Ação
- Fabiana Pessoa
- Filipe Fernandes
- Fernanda Tardin
- Georgia Maria
- Glauciana Nunes
- Gra Flor
- Guilherme Nunes da Silva
- II Seminário Web Currículo PUC SP
- Ingrid Strelow
- Instituto Ceo do Futuro
- Instituto Crescer
- Mais Viver
- Irmãos Drow
- Jessica Macedo
- Jô Oliveira
- Leandro Ogalha
- Lelei Oliveira
- Lucia Freitas
- Luma Moraes
- Maitê Lemos
- Marcia Ceschini
- Mari Trigo
- Marli Dagnese
- Michel Goulart
- Ana Paula Giamarusti
- Natércia Tiba
- Nós da Comunicação
- Núcleo de Arte e Comunicação
- Patricia Cerqueira
- Patrícia Martins
- Raquel Gompy
- Projeto Lá Vem História
- Robson Freire
- Rogerio Santana
- Rosana Hermann
- Silvio Alvarez
- Simone Smiletic
- Tays Rocha
- Thanuci Silva
- Tiago Cordeiro
- Tiffany Stica
- Tulio Malaspina
- Vanessa Anacleto
- Viviane Pereira
P.S. Para quem ficou em dúvida sobre os números (*) eles foram aferidos pela Otagai Mídias Sociais, em sistema de monitoramento que acompanhou a hashtag #estudarvaleapena de 01/08/2011 a 29/08/2011 – sendo que só no dia 11/08 tivemos 24.732 tuites!
VI Encontro Internacional EducaRede – “Atitude 2.0: aprender é compartilhar”
Postado em Cultura Web 2.0, todos pela educação no dia 26/08/2011“Actitud 2.0: aprender es compartir”

Atitude 2.0: aprender é compartilhar. Este é o mote do VI Encontro Internacional EducaRede do qual sou honrosamente uma das insiders, representando o Brasil. Você pode pensar: ué, mas um encontro assim tem como foco professores, lideres TIC, Gestores de Organizações educativas, professores em formação… o que uma cidadã “normal” pode fazer?
Neste grupo cabem pais (como eu) e cidadãos genuinamente interessados em começar agora a construir uma nova realidade baseada na “atitude 2.0″ que vê o aprendizado como oportunidade para compartilhamento e crescimento mútuo, gente que queira contribuir com o debate sobre as mudanças educativas.
O encontro acontece em outubro, na Espanha (Madri! \o/ ), mas a partir de 01/09 um imenso movimento acontecerá no ambiente virtual, uma comunidade ligada às TICs (as Tecnologias da Informação e Comunicação, sigla usada para designar a informática e sua potencialização com os recursos de comunicação), em especial na sua aplicação na educação. Este grupo online poderá trocar ideias, dicas e inspirações na rede social e se tornar protagonista deste movimento de mudança de foco – parodiando George Siemens, um movimento que se preocupa não com o problema da educação, mas com as soluções que surgem para este problema.
E quem pode participar?
Todos os interessados em educação, independente de sua atuação, mas que acreditem no valor de:
- Conectar o professorado com as redes mais ativas e participativas
- Potencializar as relações entre os docentes, líderes e redes com os significados “2.0”
- Dar protagonismo às redes existentes para que aportem conteúdos do Encontro, misturando conhecimento e emoção, usando recursos como o humor, momentos singulares, surpresas e celebrando o orgulho de ser educador
E todo conteúdo de educação é pertinente? Claro que todo debate em torno da educação e nosso papel neste tema é bem vindo, mas os conteúdos do encontro virtual (e do presencial) se estruturam nas seguintes áreas:
- Comunidades de aprendizagem em rede
- Entornos da pratica educativa em Inovação
- Visões e tendências educativas
Gostou? Quer ser um dos envolvidos? Vá já para a o site e assuma seu compromisso também, mostrando-se:
- Ávido por conectar – são os ligados em relacionar as pessoas com as atividades (orientadores) que melhor se adaptem ao seu perfil
- Ávido por contar – são os comprometidos em compartilhar com todos aqueles que não podem estar fisicamente no Encontro o que aprendem, vivencias e conclusões. Seu papel é editar, publicar e divulgar pelas redes sociais todas as pecas de valor que encontrem
Qual é o seu perfil? Aposto que em algum você se encaixa!
Todos nós podemos ser os correspondentes responsáveis por divulgar toda a riqueza que vamos construir nos dois principais momentos do VI Encontro Internacional EducaRede: o virtual e o presencial.
Estamos bem animados com essa perspectiva. Junte-se a nós ingressando na rede virtual e se dispondo a compartilhar e aprender.
Te vejo lá! :-)
P.S. E lembram do que falei do George Siemens? No vídeo abaixo (em inglês) é possível ouvir toda esta defesa, que nos coloca a todos, inclusive pais e cidadãos, no papel de protagonista das mudanças na educação.
Trabalho de escola se faz com livros ou Wikipédia?
Postado em Mãe com filhos, todos pela educação no dia 25/08/2011Bom dia para quem está desde as 6h15 da manhã acompanhando a pesquisa do @enzobuzz #aos11 sobre Hades para um trabalho de redação.
(Nem me perguntem o que cartaz sobre mitologia tem de redação, mas o fato é que eles leram A Odisséia na versão da Ana Maria Machado e tinham que fazer em equipe um cartaz sobre um dos personagens gregos)
Incrível como esta geração tem referências multimídia, da Wikipédia no iPod para Mitologia do Almanaque do Sítio do Picapau Amarelo, passando por Percy Jackson e o Ladrão de Raios enganando Hades no submundo.
E #aos11 ainda lembrou de uma versão da Medusa feita com espaguete que viu na exposição do Vik Muniz!
Minha sensação, mesmo em uma manhã que já começa cansativa assim, é de que todas as idas a museus, livros infantis e de referência comprados e lidos, os momentos vendo filmes e conversando sobre eles no jantar, tudo começa a fazer um imenso sentido!
A vida é bela!
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Este tema estará em debate na Campus Party 2012: A educação vai se reeducar? Alunos x Professores – Academia x Mercado. A internet facilitou o acesso à informação, e as redes facilitaram a troca de conhecimento. Uma discussão sobre as medidas que estão sendo adotadas por professores e instituições para acompanhar essas mudanças. Conheça a programação aqui e fique atento porque a festa é em fevereiro, mas os ingressos começam a ser vendidos em setembro. Valeu a dica, @alinekelly.
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P.S. E para completar a satisfação, ontem antes de deitar o filhote mandou no tweegram (que transforma frases em imagem) e no instragam esta do Lennon dizendo no final: aprendi com minha mãe.
Você já ouviu falar de Crowdlearning?
Postado em todos pela educação no dia 18/08/2011“Aprenda e ensine ao lado de pessoas apaixonadas pelas mesmas coisas que vc.
Isto é Crowdlearning.
http://nos.vc“
Estou há dias pensando, novamente, em homeschooling, communituschooling e unschooling, temas sobre os quais me envolvi em debates em 2010 aqui no blog, culminando numa participação do Vivo Educa, além do e-learning, que foi tema do debate no Cubo de Conteúdo do youPIX na Campus Party 2011.
Eis que no meio de papos que tive com @augustodefranco, @natercia_tiba, @volneyf, @luisguggen, @lalgarra e @cybelemeyer surgiu-me esta nova proposta, não para crianças, mas para que nós, adultos, possamos continuar aprendendo – e, melhor, ensinando, numa troca sem fim.
P.S. Quer ler mais sobre os temas? Há um artigo legal sobre e-learning na revista TIC na Educação de julho e aqui tem artigos do ano passado sobre os temas homeschooling, communituschooling e unschooling,
Escola: treino para a vida (por @natercia_tiba)
Postado em Blogagem coletiva, todos pela educação no dia 11/08/2011[update]
Este post entrou no ar sem minha tradicional apresentação de como conheci o autor. Era tarde e eu estava envolvida nas atividades de mãe – ajudando #aos11 no fechamento de um trabalho sobre a Turquia e fazendo massagens nas perninhas cansadas do #aos8 que é aprendiz de futsal – e por isso publiquei sem explicar quase nada.
Felizmente o texto, excelente, dispensava minha explicação porque confesso que como fã de Natércia (desde que descobri, numa edição do livro Quem ama, educa!, que ela atuava na mesma área do pai, Içami Tiba), eu me sinto sem fala para descrevê-la.
Mas posso contar a vocês que nos conhecemos nas redes sociais e que foi compartilhando ideias profissionais, preocupações cidadãs, corujices maternas, cenas da cidade e curiosidades dos maridos sulistas nós descobrimos afinidades que vão além da obvia ascendência japonesa.
Que honra imensa ter um texto dela no @avidaquer!
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Recebi um gostoso convite da jornalista Samantha Shiraishi para escrever na “Blogagem Coletiva” para o Dia do Estudante, 11 de agosto. Nada mais justo do que comemorar o dia daquele que será o futuro do nosso país. Esta é também uma oportunidade para refletir, conversar e pensar em no papel que cabe a cada um de nós para a melhoria do ensino, a motivação dos estudantes e dos professores, conscientização da situação da educação no Brasil e da consequente diminuição da alarmante evasão escolar.
Me sinto feliz e honrada por ter sido convidada e muito me alegra ter a chance de falar um pouco sobre esse tema. Acredito que esta seja também uma forma importante de contribuir. Tento aqui seguir um caminho diferente da teoria, que está à nossa disposição caso tenhamos interesse. Minha vontade é colaborar contando um pouco da minha vivência pessoal e das minhas crenças em relação à escola, ensino, educação, parceria família-escola no meu olhar de aluna, de mãe e de psicóloga (olhares que dificilmente se separam).
Ao relembrar minha história escolar, mais do que pensamentos, sou tomada por sensações. Sensações fortes e ainda vívidas que nunca apagarão: o barulho dos tênis pisando nas pedrinhas do pátio, o cheiro da cantina, o som do sinal tocando, a buzina “mico” que meu pai tocava no dodge quando nos buscava (eu e meus dois irmãos). Consigo sentir ainda o sabor do picolé de groselha e o barulho que fazia o tio do bijú para chamar atenção dos alunos. Sensações que me fazem viajar no tempo e me transportam para 20 anos atrás ou mais.
Sou tomada também por muita saudade… saudade dos amigos, dos professores, das aulas (muitas das quais adoraria assistir novamente, com a maturidade que tenho hoje), daquele ambiente tumultuado pela agitação dos alunos e ao mesmo tempo organizado pela rotina escolar.
Tudo isso faz parte de mim, de quem sou hoje. Não posso dizer que lembro de todo o conteúdo que tive na escola, mas tenho registrado todos os encontros, os modelos dos meus mestres e os relacionamentos. Tenho certeza que a escola me ensinou muito mais do que matemática, português, história, geografia e tantas outras matérias.
Acredito que a relação do aluno com a escola tenha início antes mesmo de frequentá-la. Começa em casa, com a forma com que os pais a vêem e principalmente como os pais tratam a curiosidade que a criança tem pelo mundo, por descobrir coisas.
A criança descobre explorando, não olhando. A criança aprende fazendo e não só observando. Dá trabalho valorizar e manter essa curiosidade. Sou mãe de dois meninos, sei bem o trabalho que dá, mas ao mesmo tempo, essa postura ativa das crianças é preciosa e quando mantida, pode ser transformada em motivação, algo que os professores buscam estimular tanto nos alunos, mas tantas vezes se sentem frustrados.
A criança que pode explorar o ambiente que vive, criar hipóteses e testá-las, se sente ativa nas descobertas, na produção do conhecimento, seja ele qual for. Quando colocada como observadora, se distancia e na maior parte das vezes se atém ao resultado, perdendo o envolvimento e provável encantamento advindo do processo. O aprendizado não é apenas um resultado, é principalmente um processo (um processo contínuo, independente da idade). Estamos sempre aprendendo, descobrindo, nos desenvolvendo.
Dar espaço para a ação não implica em permissividade por parte dos pais, muito pelo contrário. Os pais que permitem que os filhos sejam ativos, que estejam inseridos nos processos de descoberta, devem estar atentos para que arquem diretamente com as consequências dos seus atos. Este é um dos momentos mais importantes do aprendizado, como o que faço ou penso me afeta e atinge aos demais ao meu redor.
Quando damos liberdade e a criatividade pode fluir, as crianças podem achar caminhos diferentes e podemos aprender muito com isso (principalmente porque a maioria da nossa geração que hoje tem filhos, aprendeu a receber o conhecimento pronto e não produzí-lo).
Um professor que quer manter os alunos quietos em sala de aula, no modelo tradicional de ensino, terá muito mais resistência por parte dos mesmos do que aquele que aproveita a energia dos alunos para que ajudem a produzir e chegar no conteúdo que precisa ser passado (e que então será aprendido e não “dado” como costumamos dizer). Pode ser que os caminhos sejam diferentes do que o professor seguiria, mas não é maravilhoso descobrir formas novas?
Acredito que um dos “pulos do gato” da parceria família-escola seja esse: transformar a postura curiosa e ativa da criança, em motivação diante do ensino formal, mantendo-o na adolescência e também na vida adulta. Mas o ponta pé inicial é, sem dúvida, na primeira infância. Não vejo outra forma de isso acontecer sem que o emocional de ambas as partes entrem em jogo.
Como? O que quero dizer com isso? Falo em relacionamento, encontro, em olhar para o outro com suas potencialidades e dificuldades, como seres humanos que somos, convivendo com nossa maravilhas e imperfeições, acreditando, acima de tudo, que o outro sempre tem algo a acrescentar.
Em geral, um aluno que gosta do professor se interessa muito mais pela matéria. Quando se sente valorizado pelo outro, tende a valorizá-lo também. Quando percebe o encantamento do professor, tende a se encantar. O link emocional do aluno com a escola, se dá com muito mais facilidade quando há uma boa relação professor-aluno. Não falo necessariamente em empatia, que nem acontece e não é voluntária. Falo em humanidade, humildade e um olhar diferenciado, uma postura de disponibilidade de estar com o outro e sair engrandecido da relação.
Muitos dos ensinamentos que valorizo até hoje vieram de mestres da escola. Chamo de mestres porque, para mim, foram mais do que professores, foram modelos de seres humanos que fazem sua parte, que praticam o bem. Sempre me esforcei para ser uma boa aluna. Lembro que meus pais não cobravam notas altas, mas diziam que dar 50% de mim à escola, era um desperdício. Meus pais nunca foram modelos de pessoas 50%. Sempre foram 100% em tudo que fizeram (e ainda fazem) do trabalho à vida pessoal, como pais e companheiros, juntos há 42 anos.
Hoje posso dizer que sou também uma pessoa 100%. Não 100% em termos de resultado necessariamente, mas 100% no envolvimento, na doação ao que vivo e ao que acredito, na curiosidade e na emoção. Tanta intensidade assim cansa? Cansa, bastante, mas não saberia e nem gostaria de ser diferente.
Com tanto empenho, claro que de modo geral, colhi bons resultados. Mas o melhor dele foi inesperado, quando aos 16 anos, tive dificuldades em matemática. Nada dramático a ponto de não passar, mas não conseguia ter o desempenho que gostaria. Na escola que eu estudava na época, ao invés de notas, eram conceitos (A, B, C, D e F) e acabei ficando com C no boletim (claro que não era a nota que eu gostaria. “C” equivalia aos 50%, queria pelo menos B). Ao receber o boletim, recebi logo em seguida uma cartinha de uma das professoras de matemática, a Lígia (jamais esquecerei seu nome , seu rosto, seu olhar doce e sua letra redondinha espalhada sobre o papel de carta). Ela dizia o quanto se sentia gratificada por ter uma aluna interessada e empenhada como eu e que eu não deveria me abalar pelo C final, mas sim ficar orgulhosa do meu esforço e da superação das minhas dificuldades na matéria. Acabava a carta dizendo: “são alunas como você que nos fazem ter força para continuarmos nosso duro ofício de ensinar.”
O quanto uma atitude como essa me ensinou?
Não dá pra medir. “A” ou “10″ seria pouco para a atitude dessa professora não acham?
Claro que tive também professores ruins. Não podemos dizer que o fato de serem professores os torna bons exemplos ou tragam à tona o melhor de nós. Nessa minha intensidade toda, sempre me envolvi muito e muitas vezes fui representante de classe. Tomava iniciativas para mudar situações que julgava questionáveis ou inadequadas (mesmo que em vão em alguns momentos). Mas afirmo veemente que a grande maioria dos professores e coordenadores que tive, tinham sempre algo que me chamava atenção e que me ensinava, mesmo que não fosse o conteúdo em si.
Acredito que esse olhar tenha vindo da minha família. Eram tantas as histórias que eu ouvia dos meus pais sobre a época da escola, sobre professores que tiveram e marcaram suas vidas que meu olhar ia sempre em busca de algo especial, o melhor que cada um poderia oferecer, do vigilante, à tia da cantina, dos professores, coordenadores e diretores aos amigos, é claro.
Não tenho dúvidas de que, quando olhamos para o outro procurando ver o melhor que tem a oferecer, recebemos em troca o melhor que o outro pode dar. Isso vale tanto do aluno para o professor, quanto do professor para o aluno.
As escolas que estudei foram perfeitas?
Não, claro que não, mesmo porque tinham aulas! Não seria muito mais gostoso podermos papear, conversar com os amigos, fazer social do que sentar na carteira e assistir aula?
A resposta automática seria sim, mas não consigo imaginar o que eu seria hoje sem as intermináveis aulas de exatas, as intrigantes aulas de filosofia, as polêmicas aulas de história e confusas aulas de geometria (que continuam sendo um universo paralelo para mim).
Até porque, aprendi muito ao ter que lidar com situações que não eram totalmente prazerosas, a respeitar professores que tinham posturas não tãoencantadoras, ao me rebelar diante do que não achava correto, a ter que me submeter a situações que eu discordava e não tinha nas minhas mãos a possibilidade de mudar.
Aprendi minhas forças e também minhas fragilidades. Minhas capacidades de luta e também os momentos de desistir. Aprendi a admirar e criticar. A adorar e odiar. A me divertir e me entediar. Não posso imaginar nada melhor do que a escola para nos treinar para a vida. A família é também um treino, mas é um ambiente muito mais protegido e restrito. Sou muito grata às escolas que estudei, a TODOS os professores que tive e aos amigos com quem convivi.
Independente da escola em que estudou, dos professores e amigos que teve, tenho certeza que tem, dentro de si, boas recordações. Pode ser que não prevaleçam, pode ser que tomem conta de você, o que importa é que elas podem te ajudar a ser uma mãe ou um pai que motiva seu filho, um professor que acredita e não perde a fé em meio às dificuldades e adversidades ou um aluno que dá mais valor ao que aparece de bom do que aos problemas.
Uma coisa tenho certeza, a escola nos dá oportunidade de sermos pessoas melhores, nos dá ferramentas para irmos em busca dos nossos sonhos e metas, cabe a nós, agarrá-las e aproveitá-las ou deixar passar como mais uma obrigação a ser cumprida da vida.
O que você escolhe?
Natércia Tiba (@natercia_tiba) é psicóloga clínica, atende crianças, adultos e adolescentes. Especializada em casais grávidos e também Psicoterapeuta de casais e famílias. Casada com um editor-sonhador-batalhador, mãe de dois meninos sapecas como devem ser e de um cachorro da paz. Seus trabalhos estão no site e no blog.
Agradecimentos aos meus mestres:
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Eu fui na formatura do ensino médio do meu pai e eu vou dizer nunca me senti mais orgulhosa (por @djmisscloud)
Postado em Blogagem coletiva, todos pela educação no dia 11/08/2011Creio que uma amiga que eu não precisaria apresentar é a Clau. Ela é parceira desde os tempos de blogagem coletiva do Outubro Rosa, foi representante do blog no SWU em 2010 e hoje trabalha comigo. Mas, além disso, é alguém que sempre me fala do quanto teve os pais “cobrando” sua atuação escolar, muitas vezes até frustrando o seu desejo de trabalhar com música, que acabou sendo parte da sua carreira (junto com o design), já que é DJ profissional e dona de um selo musical.
Hoje no almoço ela me contou esta história linda e eu pedi para repetir num post para nós, celebrando este dia do estudante e a blogagem coletiva do #estudarvaleapena.
(Aliás, a @alinekelly tem uma história parecida, mas com a mãe dela, espero que ela consiga tempo para contar!)
“Olha, se tem uma coisa que os meus pais me ensinaram foi o valor da educação, não pelos motivos óbvios, mas porque esse foi um bem ao qual eles nunca tiveram plena acesso na infância. O conhecimento é um tesouro que a gente carrega independente da carreira que se siga ou do uso que se faça dele.
Com uma história que se assemelha a de muitos brasileiros, meu pai cresceu sem estar perto de seus pais e num ambiente cercado de todas as carências possíveis. Desnecessário dizer que teve que desde muito cedo ele era o responsável pelo próprio sustento e que, portanto, educação era um objeto de desejo distante da sua realidade naquele momento.
Mas ele nunca deixou de alimentar esse sonho e conseguiu realizá-lo após a sua aposentadoria.
Meu pai sempre foi muito comunicativo, do tipo que faz amizade em qualquer ambiente facilmente, na época da formatura ele tinha tido um problema de saúde e quase não participou. Ver como ele se sentia incluído ali junto aos seus colegas de turma foi uma emoção que eu nunca poderei esquecer.
Eu fui na formatura do ensino médio do meu pai e eu vou dizer nunca me senti mais orgulhosa. Olhando nos olhos do meu pai aquele dia eu posso dizer: estudar vale a pena.”
Claudia Santos, aka @djmisscloud, é Dj, designer, fundadora DaSound e pode ser “ouvida” aqui. É também uma grande amiga da família e frequente incentivadora das maluquices musicais que os meninos inventam!
Por que Estudar Valeu a Pena? E valeu? (por @luisguggen)
Postado em Blogagem coletiva, todos pela educação no dia 11/08/2011Conheci Luis quando ele me convidou para ser uma das debatedoras no painel sobre Homeschooling no VivoEduca de 2010. Daí começamos a nos seguir e conversar às vezes no Twitter e, afora os horários de jogo do Corinthians (risos), a timeline dele é das mais inteligentes, vivas e estimulantes na área de educação, inovação e uso de tecnologia para o bem no Brasil. Por isso, ao chamar pessoas para escrever aqui como convidados da blogagem coletiva #EstudarValeAPena, lembrei imediatamente do nome dele.
“A escola teve um papel muito interessante em toda a minha trajetória de vida, fez com que o meu desejo em ser professor universitário se torna-se uma oportunidade de vingança.
Você leitor pode estar assustado com minhas primeiras palavras aqui neste texto, que tem como objetivo inspirar pessoas declarando que estudar valeu a pena em minha vida, e sim, teve uma importância tremenda para a minha carreira profissional, colecionar alguns diplomas e outros blá blá blás. Mas a questão é como eu disse, me aventurei por um tempo a me tornar um professor para me vingar das provas, dos trabalhos escolares e etc, primeiro porque isso fez com que em meu dia-a-dia na sala de aula eu me disciplinasse a não cometer todos os erros e atrocidades que meus professores cometeram durante a minha formação, e apenas utilizasse como fonte de inspiração momentos ricos que sempre me recordo da escola. Você já parou para pensar que os trabalhos, as aulas mais diferentes, interessantes e divertidas é que você consegue se recordar facilmente? Por que será? Porque o professor se permitiu quebrar as regras estudantis tradicionais, o que fascina todo e qualquer aluno. Porque estimulou a criatividade, a possibilidade de vivenciar o erro e aprender com ele.
Em minhas aulas logo no primeiro dia eu rasgava a ementa (documento que todo professor precisa preparar para a coordenação do curso contendo o planejamento de aulas e conteúdos) e construía com as turmas qual seria o nosso percurso, qual seria o nosso mapa do tesouro ao final daquele semestre de convivência. Este mapa era construído de acordo com o que cada um trazia de experiência pessoal e profissional, seus desejos e expectativas. Tudo isso ia se constituindo com base em conversas, desenhos e etc. Pense comigo, qual seria o melhor jeito de fazer com que numa sala com 49 mulheres de um curso de Secretariado pudesse haver concentração e prazer por aprender? Colocando a turma para conversar. Conversar sobre a história de vida de cada um, sobre o dia-a-dia no trabalho, na família, o que pensa em relação ao nosso país, ao mundo.
Outra coisa que eu sempre fiz com os alunos em que eu adorava me vingar, eram as provas. As avaliações sempre nos deixam sem sono, desesperados em correr para fazer a cola, para enganar o professor, para decorar o conteúdo das aulas e tão logo ao sair da porta da sala de aula simplesmente esquecer tudo. Então, minhas provas todas eram sempre com consultas e em dupla. Todas as questões eram preparadas para que a dupla pudesse debater seus pontos de vista, e não simplesmente copiar e colar conceitos que estavam nos materiais de nossos encontros. Ah, e o aluno que ficava de exame final também voltava a fazer provas com consultas aos seus próprios materiais. E eu deixava o aluno mesmo que por meio ponto. Mas aí aluno é sempre aluno, quando o camarada ficava por meio ponto eu sempre era o grande FDP, e nunca parava para refletir sobre si mesmo, aliás, ser aluno é duro não? Nunca a culpa é nossa, sempre é do professor.
Você pode estar lendo tudo isso e se perguntando, oras bolas, mas esse texto está muito chato, não era para eu ler, e sim para o meu professor ler. Pois é, ledo engano seu. Tudo o que eu disse só foi construído porque em muitos momentos da minha vida estudantil eu sempre fui desafiado. Por ter sido o filho mais velho, sempre eu tinha de ser um exemplo aos meus irmãos, pelo menos eu me cobrava disso. Ser o mais velho da casa significa também sempre ser o cobaia, o primeiro a viver certas situações, o que ajuda a nos amadurecer e muito. Desafiado, porque sempre que o meu professor generalizava ao taxar a classe, a esculhambar todo mundo, era este o momento em que eu tomava pra mim como um desafio de mostrar por A + B de que ele estava errado, e neste momento superar todos os meus limites.
Enfim, aqui escrevi algumas coisas que ocorreram com minha trajetória estudantil. Mas se há algum recado que posso deixar para qualquer um de vocês, deixo um que mudou completamente a minha vida em meu trabalho e que infelizmente a escola não conseguiu fazer, o prazer pela leitura. Nunca fui uma pessoa de ler muitos livros, sempre fui um ser mais televisivo do que leitor. Mas graças ao meu trabalho passei a ler em média 50 livros por ano, das mais variadas áreas e aqui está um grande valor no que quero dizer para vocês. Se quer conhecer um pouco sobre vinhos, vá ler um livro sobre eles. Se quer saber um pouco mais sobre a pessoas convivem, como a nossa sociedade se organiza, leia sobre formigas, sim formigas.
Além da leitura outra grande riqueza que você deve guardar dos seus tempos de escola são os amigos. Faça amizades. Cultive amizades. Conhecer pessoas que têm interesses por assuntos diferentes dos seus ajuda a ampliar o seu conhecimento no mundo. Não tem sensação mais bacana do que reencontrar os seus amigos de escola muitos anos depois no Orkut e Facebook e ver que muitos já estão casados, com filhos, bem sucedidos em suas carreiras profissionais, outros nem tanto. Por isso, eu gosto sempre de dizer uma frase que representa muito o porque você deve conhecer muitas pessoas, “eu guardo o meu conhecimento nos meus amigos”, pense nisso e se quiser pode colocar no seu MSN…..hehehe
Até uma próxima.”
Luis Fernando Guggenberger (@luisguggen) é gerente da área Debate e Conhecimento e Novos Projetos da Fundação Telefônica






Guilherme Nunes da Silva (@gnsbrasil) é administrador, apaixonado pela gastronomia, blogueiro, pai de Enzo e Giorgio, casado com @samegui, São-paulino, nascido em SC e paulistano/mooquense por amor. Escreve no blog 



Claudia Santos, aka @djmisscloud, é Dj, designer, fundadora DaSound e pode ser “ouvida” 
Luis Fernando Guggenberger (@