Categoria: todos pela educação

Uma mudança na forma como adquirimos, repassamos e nos empoderamos do conhecimento #educaparty

Postado em Campus Party, Cultura Web 2.0, Famílias interativas, Mãe com filhos, todos pela educação no dia 09/02/2012

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Uma mudança na forma como adquirimos, repassamos e nos empoderamos do conhecimento é o que a tecnologia traz à educação.

Os professores e pais estão prontos para esta relação mais igualitária com as crianças?

O debate no qual estarei hoje me faz rever estes conceitos. Siga no streaming da Campus Party ou no #educaparty.

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Educação, Tecnologia e… Familia! #educaparty

Postado em Campus Party, Cultura Web 2.0, Mãe com filhos, todos pela educação no dia 08/02/2012

Lembram que comentei que estaria na área de Mídias Sociais da Campus Party 2012 para concluir o debate que o apagão do ano passado gorou? Nesta quinta, a partir das 9h30, o tema será A educação vai se reeducar? Alunos x Professores – Academia x Mercado e a forma como a internet facilitou o acesso à informação e as redes facilitaram a troca de conhecimento. Uma discussão sobre as medidas que estão sendo adotadas por professores e instituições para acompanhar essas mudanças na qual estarei com Priscila Gonsales (@prigon), Luiz Algarra (@lalgarra), Maurício Curi (@mauriciocuri) e Mila Gonçalves (@miladatgon).

Este debate acontece na área fechada e exclusiva para campuseiros (os previamente inscritos no evento), mas você pode acompanhar ao vivo no streaming aqui http://live.campus-party.org/live/load/id/5.

E algumas atividades também ligadas à educação estão acontecendo no #EducaParty hoje:

  • 15h – ProjetoOCA compartilhando vivências sobre o “Uso das tecnologias na educação de jovens em comunidades”. Este trabalho é super interessante. E se você já quer conhecer um pouco deste Projeto pode acessar o blog.
  • 15h30 – Diário da Colônia que desenvolve Oficinas com presidiários do semi-aberto do Parada Neto em Guarulhos. Incrível este trabalho. É cidadania pura!
  • 16h Desconferência abordando as experiências relatadas sobre educação transformadora e cidadania, além dos tópicos sugeridos pelos inscritos sobre TICs na Educação, Educação nas Nuvens, Redes Sociais na escola e muito mais.

Você não tem convites? Mesmo assim vale a pena ir lá se você tiver condições de ir. O Cubo de Conteúdo que é na área aberta (e tem ar condicionado, risos!) e nos stands várias marcas oferecem oportunidade de conhecimento e entretenimento digital. E para os ligados à educação que não conseguiram comprar o ingresso, mas que se programaram para participar do EducaCamp, a equipe promete um encontro similar na parte de fora aonde estão os expositores do Campus a partir das 18 horas.

Educaparty – vamos começar a planejar as “desconferências” de 2012?

Postado em Campus Party, todos pela educação no dia 26/12/2011
“Sabe o que Educaparty?! A Fundação Telefônica oferece, na 5ª edição da Campus Party Brasil, uma área especial focada na aprendizagem com novas tecnologias.
O EducaParty é, portanto, o espaço perfeito para que educadores conectados compartilhem suas experiências profissionais. Um total de 250 pessoas, entre professores de escolas públicas, ONGs e universidades, irão ao Anhembi entre os dias 7 e 10 de fevereiro para participar de atividades especiais.
Das diversas atividades planejadas, estão oficinas sobre o uso de ferramentas na web e nos celulares, visita guiada e debates com especialistas. A ideia é encontrar e sugerir à sociedade soluções de métodos que possam alinhar a evolução das plataformas digitais com um modelo de educação atualizado e atraente.”
EducaRede Brasil

Na área de Mídias Sociais eu Luiz Algarra e Priscila Gonsales vamos debater Educação e Tecnologia, fazendo enfim o debate que ficou em stand by pela falta de luz em 2011.

(risos)

Sempre acho interessante poder conversar com especialistas, ainda mais num evento assim e podendo falar como mãe e blogueira, sem maiores títulos, sabe? Representar o “cidadão 2.0″ é uma honra e me deixa bem feliz. E, a partir deste convite, é partir para os eventos informais e paralelos, as “desconferências” de nicho que sempre criamos para fazer o grande encontro da Campus Party valer a pena.

E você, está planejando sua ida?

Vamos começar já a combinar as desconferências e conversas que criaremos em paralelo à programação oficial!

Campus Party - fotos de @angelaernesto #cpbr4-146

Em 2011 com @vivianevivis @anamariacoelho @ctlongo @glauciananunes @maternidadeles e @doduti

No ano passado fizemos duas – Blog materno é Baby Brother e Como as redes sociais podem ajudar em catástrofes (e falávamos das chuvas no Rio e PE, nem tinha acontecido ainda o terremoto do Japão – e em outras edições tratamos de temas que não estavam ainda na agenda oficial, como Literatura e Redes Sociais, debatendo antes da chegada do iPad e tablets ao Brasil a leitura em meios eletrônicos e o futuro das publicações no papel.

Em 2010, @deniserangel @livroparavoar @gnsbrasil @cybelemeyer @maitelemos @alessandro_m @tebenas @lenteaberta @ladyrasta @olivreiro.

Vamos pensar em tendências para este ano? O que você sugere?
;-)

[update]

Para os educadores:

“@cybelemeyer: Educadores se preparem pois o #EduCP2012 está chegando http://t.co/GYpXo4Pd #CP2012 #educacao”

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Das “marcas” ligadas à educação e o anacronismo do vestibular

Postado em Carreira e dinheiro, Comportamento, todos pela educação no dia 28/11/2011

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Neste domingo, logo cedo, li este tuíte:

“Boa sorte a todos os jovens que prestarão Fuvest hoje. Vcs tem minha solidariedade. Que um dia não precisemos mais desse funil iníquo. o/”

Como crítica de certos detalhes do atual modelo educacional e, acima de tudo, do processo competitivo que se cria cada dia mais cedo nas crianças, buscando um resultado “imediato” (das notas e da “posição do ranking”) que só se completa de fato com o sucesso num bom vestibular (este também com uma boa colocação), não resisti e comecei um longo papo com a autora do microtexto de boa sorte aos vestibulandos.

Em primeiro lugar ponderei que a Fuvest é um funil relativo. Vejo jovens que querem “o melhor’ viajarem para fazer vestibular aqui e isso tira um pouco da “realidade” do processo, que deveria atender prioritariamente aos “locais”, não acham? Eu creio que sim, porque são jovens criados sob a filosofia educacional que reforça a “marca” e não o “pertencimento”, assunto sobre o qual eu reflexiono muito aqui em Sampa. As pessoas movem mundos e fundos para colocar o filho “na escola certa” para a USP desde cedo, quando deveriam focar em criar uma relação de construção com as escolas e de cidadania com a educação do filho, que, no mundo ideal, estaria se formando para ser um cidadão e não simplesmente alguém com bom diploma para vencer processos seletivos (públicos ou privados).

Pode ser utopia, mas creio que se a gente educasse para pertencer e construir colaborativa e coletivamente uma sociedade melhor, as pessoas se fixariam, sem cortar as asas do conhecimento e a sede do saber, mas cresceriam com objetivos maiores do que ter esta ou aquela marca impressas no diploma.

Mas quem sou eu? Há anos discuto o excesso de gente com curso superior que nem sabe o que queria fazer, mas entrou aos 17! Há alguns anos escrevi um texto num blog colaborativo no qual era colunista e o texto “bombou” de comentários. O título tinha grande afinidade com a reflexão de hoje – algo como Por que decidir aos 17 o que se quer fazer pelo resto da vida – e o fiz na defesa do filho de um conhecido que queria que o filho, que recém completara 17 anos e concluía o ensino médio, entrasse “o quanto antes” na faculdade de Administração, seguindo os vitoriosos passos do pai. Faz tanto tempo que o jovem já se formou na faculdade e, pelo que sei, tem sua própria empresa, numa carreira promissora e empreendedora. Mas ainda tenho aqui com meus botões a necessidade de que nossa sociedade rediscuta a ansiedade com o diploma “o quanto antes e a qualquer custo“.

Na conversa de ontem pelo Twitter, minha interlocutora citou o “bacharelado interdisciplinar” com o qual simpatizo, mas entendo que, até para esta alternativa funcionar bem, a criança tem que se formar como ser, não como uma “peça incompleta” até que cumpra o ritual de passagem do vestibular/diploma.

Sempre converso com pais, de crianças ou adolescentes, que me pedem conselhos sobre escolas e metodologias de ensino. Noto nas conversas esta ansiedade com o futuro ligada à mítica de passar no vestibular, em geral sem reflexionar as reais (e boas) qualidades que a criança sempre demonstrou, focando neste “passe mágico” para uma vida melhor.

Visão anacrônica!

A busca pelo melhor diploma não é mesmo uma visão de um Brasil recém saído do império, tateando no escuro para refazer o status dos ricos? Quando acabou o coronelismo e as capitanias, o filho rico teria que “se diferenciar” com um diploma, sendo doutor. Quando escrevi sobre o luxo como algo que poucos têm e por isso é desejável pensei muito nesta relação das marcas na educação.

Ok, na teoria é fácil, mas como você reagiria se fosse o seu filho?

Aqui em casa, embora distantes do vestibular, temos nossa estratégia. Se ainda nos falarmos por aqui você poderá comprovar que não haverá pressão para faculdade, queremos que eles se ocupem de forma positiva, aprendam, ensinem e aí então se encaminhem para o trabalho. Se escolherem uma área que exija diploma, apoiaremos, mas sem insanidade com marcas educacionais.

P.S. Na minha coluna sobre Economia Doméstica no hotsite “Investe em vc” falo um pouco disso em cada texto. Procuro enfatizar que não se deve contrair dívidas e sofrer financeiramente para ter uma vida confortável e sim buscar sonhos reais e pessoais, sem se deixar levar pela ansiedade coletiva. O vestibular da Fuvest é um exemplo disso.

Dia do Brasil no #ft_eie11

Postado em todos pela educação no dia 17/10/2011

Todo mundo me pergunta: afinal, o que é #ft_eie11? Confesso que eu também demorei um pouco para me habituar à hashtag, mas depois que pensei em Fundação Telefônica e Encuentro Internacional EducaRed 2011,  ficou fácil!

Brasil no Encuentro Internacional EducaRed 2011

E hoje é um dia muito especial no ambiente virtual do Encontro que acontece na Espanha durante a semana que vem: é dia de homenagear o Brasil.

Às 18h acontece lá uma atividade ao vivo Educação no século XXI, café filosófico com a presença dos professores Heloisa Collins e José Morán, mediação por Renata Bittencourt.

Educação no Século XXI - Café filosófico com a presença dos professores Heloisa Collins e José Morán, mediação por Renata Bittencourt.

E gostei muito de ver, no especial do Brasil, destaque não só para os insiders oficiais do país – Sônia Bertocchi (do blog Lousa Digital), Gil Giardelli (do 5.0) e eu – mas também para os participantes mais ativos como Jayson MagnoFrancisca Lúzia T da S Furtado (do blog Cinema na Escola), Marli FiorentinVanessa de Fatima Silva Moura (do blog Turma Acelera Brasil 2011), Mariliette Noronha Timm Pedrochi (seu trabalho no blog), além da querida Fernanda Tardin (do Utilizando as Mídias na Educação).

Tem muito mais participação brasileira de qualidade por lá, vejam só os temas:

Palestras:

Debates:

  • Protagonismo juvenil - Debate sobre o papel do jovem nas sociedades com Gabriel Medina, Maria Emilia Cappa e Claudemir Viana.
  • Educação no século XXI - Café filosófico com a presença dos professores Heloisa Collins e José Morán, mediação por Renata Bittencourt.
  • Professor, autor - Nelson Pretto será o condutor de este debate na rede.

Oficinas:

“Ler gibi é estudar”, diz Ziraldo #ft_eie11

Postado em Little readers, todos pela educação no dia 10/10/2011

Neste domingo Ziraldo voltou às suas polêmicas sobre o papel da escola. Em 2006 suas palavras já causaram furor:

“E por esta razão que eu digo – para criar a questão – que ler é mais importante do que estudar. No currículo escolar devia ter uma matéria chamada ‘gostar de ler’.

Desta vez, em entrevista que promove o filme “Uma professora Maluquinha” (baseado em obra homônima) ele defende “uma escola em que não há provas, nem deveres de casa. Em que ler gibi é estudar. Onde um tribunal composto pelos próprios alunos julga os mais indisciplinados“.

Por trás do filme “Uma Professora Muito Maluquinha”, inspirado em livro homônimo de Ziraldo e que estreou na sexta, esconde-se a visão do autor sobre o que seria uma escola mais adequada.
Ziraldo se diz o leigo mais entendido em ensino fundamental no país. Entre “O Menino Maluquinho”, “Uma Professora Muito Maluquinha” e “Flicts”, vendeu mais de 7 milhões de livros infantis e percorreu escolas dando palestras para professores de norte a sul do país nos últimos 30 anos.

O filme volta à década de 40 no interior de Minas Gerais e é uma espécie de memória da infância de Ziraldo. A professora em questão, interpretada por Paola Oliveira e inspirada em personagem verídica, encanta os alunos e os moços da cidade (e também o padre…) com seu jeito brejeiro e nada convencional de ser.


Ela entra em choque com a direção do colégio e só leciona por um ano, mas os alunos nunca a esquecerão.


Segundo conta Ziraldo, a turma que teve aulas com ela foi a mais brilhante da história de Caratinga, sua cidade natal -dali saíram deputados, advogados, escritores. 


“Com ela aprendemos a ler e a escrever e não sabíamos nada além. Mas nisso éramos melhores que os alunos mais velhos. Quando ela saiu, todos tomamos bomba. Foi só no primeiro ano, depois a gente voou, porque tudo era mais fácil para nós.”


Nesta entrevista Ziraldo propõe um método de ensino em que a individualidade de cada aluno é estimulada a todo custo. Provoca com a proposta de o Enem avaliar os professores, não os alunos. Diz que bullying é invenção americana.


E para defender suas ideias, cita a própria família. Dois de seus três filhos não concluíram os estudos escolares. Hoje são bilíngues e bem-sucedidos em suas carreiras (Antonio Pinto como compositor de trilhas e Fabrizia como diretora de cinema; a outra filha é a diretora e cenógrafa Daniela Thomas).

 

Folha – O que acha da situação educacional brasileira?
Ziraldo - O Brasil não tem 10% de analfabetos, tem 90%. Quem não lê jornal é analfabeto funcional, não está interessado em nada, é incapaz de se expressar pela escrita e entender o que está lendo. O pessoal está chegando ao vestibular analfabeto.

E as escolas?
A escola de antigamente não era risonha e franca como se diz por aí, isso é balela. A escola educava para a escola. Agora busca educar para a vida. A gente avançou. Mas há grandes equívocos. A principal prioridade, que é ensinar a ler, a escrever e a contar, foi esquecida.

E os professores?
 O que salva é o heroísmo de alguns. Mas uma educação que precisa de heróis está perdida. E não é só salário. A classe é muito mal assistida pelo governo. Não há congresso ou incentivo para reciclar o conhecimento. O Enem deveria avaliar o professor, não o aluno.

E os pais dos alunos?
 Para poder fazer uma criança leitora, o lar é muito importante. Os pais têm que encher a casa de livros. E ficarem atentos para não deixar a criança chegar à internet sem passar pelo livro. A internet é a maior dádiva do ser humano, quem sabe mais importante até do que Gutemberg. Mas estimula uma curiosidade mais superficial.

O que propõe?
 Eu acho que a lição de casa deveria ser a de escrever um diário. Escrever sobre si, pensar. Este é um projeto meu que será encampado pelas escolas das secretarias estaduais de Educação de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Que acha do bullying?
 Isso é importação dos americanos. A sociedade brasileira não tem esse tipo de intolerância racial. E você demonizar o cara que fica gozando do outro também não é bom, fica aquele negócio da autoridade defendendo o cagão.
 Todas as pessoas que conheci de muito sucesso foram molestadas na escola – Caetano Veloso, Lobão, todo mundo. Você vai arrumar proteção pro cara que se deixa ser sacaneado? Deixa ele se virar!

Como foi a educação de seus filhos?
 Os três aprenderam a ler em casa. Era cheia de livros, para todos os lados, e instrumentos musicais. O Antonio era pilhado, não conseguíamos controlar ele e quando decidiu abandonar a escola, deixamos. Foi o mesmo com Fabrizia. Mas eles se viraram, desenvolveram outro tipo de inteligência.

Qual é o legado da professora maluquinha?
 Tem que inventar. Quando ela passa o exercício de encontrar um país que não existe, assim os alunos descobrem 500 países. Outra questão que aparece no filme: não tem que angustiar a criança com prova.

Mas como avaliar se aprendeu?
 Se não aprender o que deve na escola, o aluno vai ficar emperrado, ele próprio vai criar a condição de se melhorar. Aliás, não pode dar aula de reforço nas férias. As férias são para curtir.

(Folha de São Paulo

P.S. O filme é uma graça, meus filhos viram na pré-estreia e adoraram.

Que sugestões de regras você daria se pudesse definir um padrão adequado para o uso de celular na escola? #ft_eie11

Postado em Famílias interativas, todos pela educação no dia 07/10/2011


Um compartilhamento na atividade Famílias Interativas do VI Encuentro Internacional EducaRed me impressionou muito nesta semana. Carol Patrocínio, do blog Ser mãe é… contou que recebeu um vídeo em que o professor arranca o celular da mão de uma aluna e o destrói jogando no chão. Ela contava que depois de assistir ficou “sem ação por uns minutos, pensando o que eu faria se estivesse ali, no lugar de cada uma daquelas pessoas. E a conclusão, depois de muito pensar em diversas coisas, é que os professores ainda não aprenderam a inserir a tecnologia e as facilidades de celulares, e-readers e nem mesmo do computador no dia a dia.”

Ela perguntava no grupo: “Como você ensinam os pequenos a lidar com essas tecnologias sem perder o respeito pelos costumes do mundo offline?”

Assista ao vídeo:

Realmente este vídeo é dos mais impactantes que já vi. Não sei se é por parecer real, espontâneo, ou se é por imaginar que havia uma mecânica ruim neste relacionamento da classe com o professor. Porque a menina sim, atende o telefone (e o deixa tocar na sala de aula), mas o garoto está gravando o tempo todo, na boa, sem ninguém achar estranho!

Apesar da explosão do professor, o fato é que eu admiro estes caras que saem de casa todo dia para encarar uma juventude assim. Não creio que haja grande diferença nas salas de escolas públicas ou particulares, há um excesso de direitos por parte dos alunos e um descomprometimento em relação ao ambiente escolar e à educação.

Neste caso não se trata de pensar em como unir o uso do celular com a educação (tema sobre o qual @soniabertocchi e @zeroig falam tão bem), mas sim ensinar princípios básicos de ética, de postura, de educação para os jovens. Será que eles sabem que independente do aparelho que têm a sala de aula é o local para aprender, tirar suas dúvidas, exercitar o conteúdo? Eles estão sendo orientados a separar sua vida social da sala de aula? E como a escola e os pais estão fazendo esta orientação? Em que momentos, usando quais critérios? Serão os discursos do lar e da escola uníssonos nesta temática? E se não são, como unificar?

Que sugestões de regras você daria se pudesse definir um padrão adequado para o uso de celular na escola?

Não deixe de compartilhar conosco aqui e no site do Encuentro. Unindo nossas ideias é que podemos juntos melhorar esta situação.

P.S. Tem um debate muito bom, iniciado em espanhol (com texto de Sônia Bertocchi e Claudemir Viana) mas com participações bilíngues, que debate este tema: El porqué del teléfono celular en la educación.

Como o computador entrou na sua casa? #ft_eie11 #FamiliasInterativas

Postado em Famílias interativas, todos pela educação no dia 05/10/2011

“O uso da internet no ambiente familiar, como os pais podem orientar os filhos que utilizam as redes sociais, como eles podem incentivá-los a usar as ferramentas virtuais, quais os limites que as crianças devem ter, como mantê-las seguras no ambiente virtual e como as famílias usam a internet também para se comunicar e para se manter conectadas.” Famílias Interativas

@enzobuzz @giorgio_w Lembram-se de como o computador entrou na sua casa? Relatos sobre esta chegada foram o começo dos debates na atividade Famílias Interativas no VI Encuentro Internacional EducaRed e achei gostoso trazer esta conversa para cá, onde vocês poderão também relembrar e contar como as tecnologias chegaram à sua família e se mudaram a forma como vocês se relacionam. A mãe Aline Rodrigues, que voltou a usar Facebook recentemente por conta da filha, de 8 anos, contou que o computador chegou junto com a filha e que como trabalho com o PC e na internet, sempre procurou espaços para criar conteúdo. Assim, com pais que usam a internet de forma ativa, a criança usa a máquina com muita naturalidade. Aline conta que, graças a esta realidade: “ela aceita que monitore sua atividade na rede, o tempo é restrito e ela sempre tem atividades educativas durante esse tempo. Só autorizei o cadastro em redes sociais esse ano, porque ela entrou no Fundmental II, numa escola nova, e eu não quis que ela se sentisse excluída, pois todos os coleguinhas são veteranos. Eu tinha uma conta no facebook abandonada e reativei por causa dela. Ela mexe bem não só com os programas, ela tem uma habilidade com os equipamentos. Eu tenho medo de colocar aparelhos frágeis na mão de criança, mas com ela eu já perdi esse medo.” E como levar esta parceria de casa para escola? Para a maioria de nós, é um caminho natural, usamos no trabalho e em casa repetimos. A professora Melissa Machado contou que usa muito a internet e por isso não tem como a filhota ficar sem navegar também. Mas, “tudo com limite de dia e hora, ela sabe que não é todos os dias e nem por muito tempo! Ultimamente faço muita pesquisa e sempre que (ela) aprende alguma coisa na escola, quer pesquisar no Google! Acho importante essa ferramenta de pesquisa, porém com limites impostos pelos pais e sempre com acompanhamento!” Este acompanhamento e esta presença amorosa, que se mostra até no limite do uso, é o diferencial que estimula até a curiosidade, ensinando pelo exemplo. Este foi o relato da professora Denise Rangel.“Quando o computador entrou em casa, minha 1ª preocupação foi aprender a usá-lo. Eu e meus filhos compartilhamos os espaços virtuais, de lazer, de estudo, de trabalho. Hoje, uso a interação das mídias em meu trabalho com os alunos. E penso que preciso intensificar o uso dessas ferramentas com meus alunos.”

Mas, muitos nos perguntam, como levar este assunto da escola para os pais? A professora Fernanda Tardin ressalta que ainda há muito o que conversar sobre esse assunto. Cada vez mais cedo as crianças estão tendo acesso a internet e em muitas ocasiões os responsáveis não estão sabendo como lidar e orientar seus filhos por esse novo caminho. O que é essencial e indispensável. Percebo, principalmente aqui no interior, que muitos não sabem como orientar poque não sabem utilizar, uma realidade. Eu particularmente, aproveito os momentos de reuniões de pais nas escolas para passar algumas orientações básicas para eles e surgem muitos questionamentos e dúvidas.”

Que tal, na próxima reunião de professores, aproveitar para se aproximar dos professores dos seus filhos e dos outros pais? Trocar cartão, indicar seu e-mail e seu nome no Facebook pode ser o começo de uma amizade virtual que pode trazer muitos benefícios para o grupo inteiro. Como lembrou Viviane Pereira, que é mãe e professora particular de informática para outras mães (que maravilha!), “os pais e professores têm que perder o medo do computador, aprender a lidar com a máquina até para se proximar dos filhos e alunos, falar a mesma língua. Afinal, o filho e aluno pode ser um bom professor!” Torço para que esta postura e a de Christiana Ferreira sejam cada dia mais comuns e muitos pais possam dizer com orgulho: “Aqui em casa o uso da web foi mais um local de encontro e aproximação. Aprendo muito com a minha filha. Ela se sente toda orgulhosa em estar me ensinando.” E não deixe de compartilhar também lá no site do Encuentro e participar da conversa virtual sobre este tema, que mostra também a realidade de famílias do Peru, México e outros países da América Latina.

Famílias interativas no #ft_eie11

Postado em Famílias interativas, todos pela educação no dia 29/09/2011

O uso da internet no ambiente familiar, como os pais podem orientar os filhos que utilizam as redes sociais, como eles podem incentivá-los a usar as ferramentas virtuais, quais os limites que as crianças devem ter, como mantê-las seguras no ambiente virtual e como as famílias usam a internet também para se comunicar e para se manter conectadas.

Famílias Interativas - Samantha Shiraishi fala sobre o uso seguro e saudável da Internet e como as famílias podem se beneficiar das redes sociais promovendo aproximação entre gerações.

Nesta semana entrou na rede do Encuentro Internacional EducaRed 2011 uma atividade sobre a qual os pais brasileiros podem e devem opinar, além de ser uma excelente chance de ampliarmos o entrosamento da conversa entre professores, pais e alunos. Intitulada “Famílias Interativas“, a “atividade” é na verdade um fórum estruturado do qual podemos participar quando tivermos tempo e que reúne nossas vivências, ideias, dúvidas e críticas ao modo como as famílias estão vivenciando a realidade dos nossos lares.

Quem modera esta atividade sou eu e por isso sei que muitos dos queridos leitores do @avidaquer têm o que contar do uso seguro e saudável da Internet e como as famílias podem se beneficiar das redes sociais promovendo aproximação entre gerações. Eu comecei a conversa no vídeo de apresentação – posso contar com você para continuar?

Um país cordial que insiste em lavar a roupa suja em casa…

Postado em Política e Cidadania, todos pela educação no dia 23/09/2011

O bullying escolar tem sido um tema frequente aqui porque vivi a situação como mãe e, justiça seja feita, desde criança eu luto contra estas pequenas injustiças na escola. Neste contexto pessoal é que a notícia do falecimento de D.M.N., menino de apenas 10 anos que se suicidou após atirar contra a professora na melhor escola pública de São Caetano do Sul (Grande São Paulo), me deixou muito entristecida. A questão é que a polícia admite que investiga se o menino era vítima de bullying.

Aluno de 10 anos atira em professora e se mata em escola em SP. Crédito da foto: reprodução do site da Folha.com

É mais do que momento de admitirmos que há sim agressão verbal e física nas escolas brasileiras e que o bullying acontece e precisa ser observado e acompanhado numa parceria da escola e dos pais. Não somos (se é que fomos de fato) o país do homem cordial… Como reagiremos, cada um de nós, para não sermos o país da violência?

Hoje pela manhã, no meio da leitura dos jornais digitais, vi uma entrevista com a psicóloga Ângela Soligo, da Faculdade de Educação da Unicamp, que defende que escolas devam mudar de atitude diante de situações de conflito. Reproduzo abaixo os argumentos e deixo o assunto em aberto para conversarmos:

Folha – O caso de ontem deve ser tratado como isolado ou mostra serem necessárias mudanças nas escolas?
Ângela Soligo – Casos extremos estão se repetindo. As escolas precisam se perguntar: por que somos palco dessas situações? Já deveria ter acendido a luz amarela para escolas, gestores e pesquisadores.
Tanto essas situações quanto as avaliações educacionais mostram que as escolas têm sido palco de frustrações, principalmente as públicas.
Muitas vezes, a vítima se sente desprotegida, como se ninguém se importasse com ela. A escola tende a silenciar diante de casos de conflito.

O que fazer agora na escola de São Caetano?
Primeiro, as crianças devem ficar em casa uns três ou quatro dias, para viverem o trauma.
Depois, precisarão ter oportunidade de conversar sobre seus medos, suas dúvidas. Claro que os professores não terão respostas para tudo. Mas deve-se ao menos deixar os alunos se expressarem.
Os próprios professores podem mostrar que também têm medos, que é algo normal.”

P.S. Como no caso da escola carioca, pede-se que os professores acalmem os alunos. Eu me pergunto: quem tranquilizará os professores e os fará sentirem segurança no espaço escolar? Não é também nosso papel zelar para que estes profissionais, de cuja tranquilidade e “sanidade” depende parte da educação das nossas crianças, sintam-se seguros para atuar em seu ambiente de trabalho? Como as instituições oferecerão um apoio holístico que compreenda os três pilares das escolas, alunos, professores e pais? É realmente #PraPensar

Quais são os eixos para compartilhar conteúdos educacionais? #ft_eie11

Postado em todos pela educação no dia 19/09/2011

Creio que alguns aqui lembram de quando comentei que sou insider brasileira do VI Encontro Internacional Educarede promovido pela Fundação Telefônica. Com o mote “Atitude 2.0: aprender é compartilhar“, desde 1º/09 estamos fazendo um “esquenta” virtual do evento presencial, com a participação de educadores e especialistas em educação e tecnologia de todos os países onde o Educarede atua: Brasil, Espanha, Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador e México.

VI Encuentro Internacional EducaRed 2011

Apesar do glamour de um encontro presencial na Europa, confesso que eu considero a riqueza da troca online muito maior porque alcança milhares de pessoas, numa integração que instiga o ambiente de intercâmbio cultural e possibilita o conhecimento de diferentes realidades iberoamericanas.

E o objetivo é este: reunir todos aqueles que se interessam em contribuir com o debate das inovações educativas no âmbito de uma sociedade em rede, conectando educadores, docentes, líderes, redes, organizações educativas e gestores. E nós, claro, pais (avós, tios, enfim, educadores informais, mas educadores importantes) somos convidados a participar, basta acessar a página do Encontro onde e preencher o cadastro, já disponível na rede social.

Além do espaço com eventos, podemos compartilhar links ou notícias em nossos perfis, abrindo debates que nos interessam – e mostrar que as famílias também tem muito a contar sobre o uso de TIC (tecnologias de informação e comunicação) e sobre a forma como estas ferramentas são usadas como apoio na educação das crianças dentro dos lares.

[Aliás, este tema está num debate aberto lá: "A família e as TIC - qual é o nosso papel como educadores no lar na introdução das tecnologias da informação e comunicação?" - vale a visita e o comentário!]

O lema desta edição, “Atitude 2.0: aprender é compartilhar”, define a essência do que o encontro pretende disseminar: uma atitude ativa e participativa nos mais diversos eventos organizados online e presencialmente. O intuito é que os participantes se apropriem do evento, sugerindo, movimentando, colaborando e colocando em questão os temas levantados pela programação.

A programação será estruturada em quatro eixos:

  • Conhecer: acesso ao conhecimento por meio de especialistas;
  • Experimentar: “aprender fazendo” em grupo e em rede;
  • Compartilhar: acesso ao conhecimento através das experiências práticas realizadas por outros;
  • Debater: acesso ao conhecimento através da interação e do contraste de saberes e opiniões.

E se você entrou, viu tudo em espanhol e se assustou, fique tranquilo: as informações na rede estarão sempre disponíveis e atualizadas em português e espanhol, assim como toda programação do evento. E a ideia é que a gente converse de forma bilíngue mesmo, naquela mistura que fazemos tão bem quando encontramos estrangeiros que falam espanhol!

:-)

P.S. E se você acha que não tem assunto para tratar no encontro virtual, veja quanta coisa interessante conversamos nos últimos dias e que são assuntos próximos de todos nós ou veja na Minha página lá.

Wall de Sam Shiraishi no ning do VI Encontro Internacional Educarede promovido pela Fundação Telefônica