Categoria: Terceiro Setor

Toda mudança necessita de pessoas (por @bibianamaia) #avidaquerNoSWU

Postado em Sustentabilidade, SWU, Terceiro Setor no dia 15/11/2011

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Para ninguém sair do teatro municipal de Paulínia sem entender bem sua palestra, o diretor de campanhas do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado, resolveu começar sua participação de forma inusitada, a partir da conclusão. Os aplausos tradicionais no fim passaram para o início e foram dedicados por Marcelo à plateia do Fórum. O gesto já mostrava aonde o ativista gostaria de chegar, o que faz a diferença são as pessoas.

A mobilização precisa de pessoas para acontecer. Marcelo Furtado abordou uma questão simples, mas que às vezes fica esquecida: as instituições e ações têm pessoas por trás para acontecerem.

“Nós somos os agentes da transformação. Nada acontece sem as pessoas, tanto aqui dentro do Fórum como no mundo real, nós é que fazemos a diferença.”

Estamos vivendo um momento de revoluções pelo mundo com a ajuda da tecnologia. Exemplo disso é a Primavera Árabe que teve como grande agregador o uso do Facebook. Mas essas ferramentas não concentram em si próprias o motor mais importante das mudanças.

“Hoje tudo é moderno e veloz, mas ainda precisamos a velha receita para mudar: gente, paixão, ideias e visão. Todo ser humano tem suas responsabilidades e, se queremos fazer a diferença, precisamos sair da zona de conforto.”

Temos questões que precisam da força da mobilização para que sejam impedidas ou modificadas. Novamente lembradas de forma de negativa durante o Fórum, as mudanças no código florestal para Furtado representam um atraso diante do qual não devemos ficar parados.

“Somos capazes de ser um país rico, produtivo e sustentável, mas precisamos de uma legislação adequada. É muito importante a gente se engajar, entender o papel do indivíduo. Quando falamos de sustentabilidade das florestas precisamos lembrar das pessoas que vivem lá e sofrem ameaças porque querem retirá-las para transformar as terras em pasto. Esse tipo de violência tem que acabar.”

A ocupação de Wall Street foi um exemplo da nova forma de organização de protestos. Geralmente criticada por não ter uma proposta formal, foi bem elogiada por Marcelo.

“Eu estive lá e vi de perto a organização de debates, a criação de uma biblioteca voluntária e a organização do trabalho da limpeza. Ninguém ocuparia aquela praça no frio sem um sonho. Eles foram para lá simplesmente porque não querem mais um mundo tão desigual.”

O recado que foi passado está bem encaixado na proposta do evento. Starts With You (começa com você). As mudanças começam com a gente.

“O importante é transformar a indignação em ação e pensar ‘o que eu posso fazer para mudar?”

P.S. Bibiana Maia (@bibianamaia) está fazendo a cobertura colaborativa do Fórum Global de Sustentabilidade SWU na equipe do @avidaquer e é autor deste post). Venha com a gente. Vamos pensar juntos em um mundo de possibilidades!
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Consciência e responsabilidade se ensina em casa #avidaquerNoSWU

Postado em Sustentabilidade, SWU, Terceiro Setor no dia 14/11/2011

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Um dos primeiros ambientalistas a sair do universo “verde” de nicho, lá nos primórdios do movimento pela sustentabilidade, e conseguir ser uma voz realmente “ouvida e vista” por todos, caindo no gosto das redes de TV e do “mainstream” foi Jacques Cousteau. Ele impactou de tal forma minha geração que se tornou quase um herói da humanidade, daqueles raros que vemos no vídeo e, ao mesmo tempo, existem “in flesh and blood” (em carne e osso), permitindo-nos uma visão real de sua figura. Estas pessoas são daquelas que amamos ou odiamos, mas que não passam desapercebidas. E eu sempre observo, quando há tempo para isso, o que estas figuras míticas deixam de legado, tentando cruzar sua vida profissional e pessoal, sobrepondo imagens que me permitam ver o ser humano mais completo por trás da figura pública.

Tenho a sensação de que hoje, ao ouvir ao vivo Céline Cousteau, enxerguei boa parte do legado deste homem que mudou a forma como víamos uma parte importante e imensa da nossa vida na Terra, mas que até então era “quase uma incógnita” para a maioria de nós: a água.


Desde pequena, a ambientalista francesa segue o legado de preservação do meio ambiente deixado pelo avô Jacques Cousteau. A caçula da família Cousteau já esteve no Brasil, trabalhando na filmagem de um documentário no Vale do Javari, na região amazônica, na fronteira com o Peru, para registrar a relação que as tribos indígenas do local mantêm com a natureza selvagem e facilitar o acesso médico à região.

Comecei o post falando que consciência e responsabilidade se ensina em casa. Creio muito nisso, procuro transmitir os bons valores que aprendi para meus filhos, mas hoje, ao ouvir Céline (que exibia uma linda barriga de gravidez, o que tornou ainda mais terna e familiar minha impressão da sua apresentação), percebi que além de ensinar estes dois valores – consciência e responsabilidade – nós, pais (avós, tios, enfim, famílias) podemos ensinar em casa a reagir, a empreender, a alterar de forma positiva a forma como convivemos com a biosfera e como nos agrupamos como humanos.

Além de ensinar como nos inserimos no mundo (que devemos cuidar da natureza, consumir moderadamente os insumos e conviver de forma harmônica com os outros seres vivos com os quais compartilhamos o espaço), é nosso dever, como cidadãos os século XXI e desta realidade de hipermídia e compartilhamento constante de experiências de vida, ensinar nossos filhos a disseminar as boas ideias. Todos nós podemos fazer algo, não só pelo meio ambiente, mas por quem já faz algo pelo meio ambiente.

Achou confuso?

Explicando: desde 2006 Céline Cousteau trabalha com o pai na produção de documentários sobre o meio ambiente, mas, há pouco tempo, começou com a própria ONG, chamada CauseCentric. Seu objetivo principal é despertar a atenção e inspirar pessoas a tomarem atitudes, disseminando vídeos curtos na internet, que mostrem as soluções para os desafios ambientais que temos pela frente.


“Quando as pessoas entendem o que está acontecendo com o meio ambiente, fica mais fácil de perceber como cada um de nós é responsável por tais consequências. A saúde e o bem-estar da natureza dependem de nós – e nós também dependemos dela”.
Céline Cousteau

Por fim, após nos inspirar (e ela usa muito esta expressão, dizendo que todos nós temos algo de Jacques Cousteau e podemos inspirar outros a serem melhores, cada um em sua expertise, área, com seus métodos, mas disseminando o bem apaixonadamente), Céline comentou algo sobre o Fórum Global de Sustentabilidade SWU que também me agradou muito: “não é apenas uma conferência, é também um evento participativo onde as pessoas podem celebrar e sentir que este também é o mundo delas e que, juntos, podemos fazer a diferença”.

Gostou? Veja abaixo algumas das produções de Céline que nos permitem conhecer projetos que não teriam recursos para marketing, mas se tornam acessíveis para todos nós graças à sua produção e divulgação. Quem sabe se não tem um aí, pertinho de você, que merece ser resgatado e mostrado também?

Salvando vidas através do perdão e da música: Global Voices (por @fabioallves e @zeoffline) #avidaquerNoSWU

Postado em Música, Solidariedade, Sustentabilidade, SWU, Terceiro Setor no dia 14/11/2011

Daryl Hannah no #forumSWU

No segundo dia de Fórum, o tema “Desenvolvendo novas responsabilidades: iniciativas transformadoras” trouxe diversos tópicos que parecem isolados, mas caminham juntos:

- A importância de ferramentas coletivas em atitudes de paz
- Responsabilidade compartilhada pelo meio ambiente e cidadania
- Internacionalização: até que ponto o meu bem estar impacta a qualidade de vida do outro?

Tivemos na parte da tarde Daryl Hannah (atriz e ativista ambiental), Manoel Cunha (presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros), Virgílio Viana (diretor da Fundação Amazonas Sustentável), M. K. Asante (escritor e cineasta americano), Anna e Hunter do The Voice Project (ONG que atua na Africa), Cristian Del Campo (porta-voz da ONG chilena Um Teto para Meu País).

Acompanhamos o Voice Project, projeto que começou em 2008 com uma viagem do idealizador Hunter ao Congo, onde vivenciou a realidade em que as viúvas de guerra e ex-soldados-mirins viviam. Na Guerra Civil os jovens e crianças são capturados e obrigados para entrar para milícias do ERS (Exercito de Resistência do Senhor) e acabam como soldados. Obrigados a cometer crimes, eles se sentem fora da sociedade e sofrem com o temor da sua reinserção social por conta destas atividades. Seus sequestradores os mantém “cativos do medo” da prisão caso tentem voltar a ter uma vida normal. Observando que as mulheres que se refugiavam se reuniam em grupos para cantar como forma de transmitir uma mensagem para os soldados que as violaram ou as deixaram viuvas em busca de paz e perdão, nasceu o Global Voices que transmite uma mensagem de paz num país que sofre com a guerra civil há duas décadas.

Nesse cenário Anna e Hunter mostraram o problema pra alguns amigos músicos e tiveram a idéia de ajudar com música, que contém mensagens para os jovens soldados que tem vergonha de voltar pra casa (por causa das atrocidades cometidas), tendo o perdão como mensagem principal. Alguns documentários com depoimentos foram criados e também usam as radios locais para disseminar as músicas e mensagens. Entre os artistas que participaram do projeto estão: Modest Mouse, Neil Young, Broken Social Scene, Radiohead, REM entre outros.

O Global Voices já ajudou alguns países como o Congo, Sudão e outros países na mesma situação, em parceria com a ONU. Conheça parte do trabalho no site e no vídeo abaixo Voice Project, .

The Voice Project from The Voice Project on Vimeo.

ONGs e Sustentabilidade juntos no #forumSWU (por @zeoffline) #avidaquerNoSWU

Postado em Sustentabilidade, SWU, Terceiro Setor no dia 13/11/2011

@Virgilio_Viana fala no #ForumSWU sobre o trabalho da a @FazAmazonas de promoção de inclusão de renda na região #ForumSWU

Um dos temas abordados no Segundo dia do II Fórum Global de Sustentabilidade foi “Desenvolvendo novas responsabilidades: iniciativas transformadoras”. O segundo painel contou com, entre outros convidados, Cristian del Campo, representante da ONG chilena “Um Teto Para Meu País”, liderada por jovens universitários latino-americanos, Virgílio Viana, diretor da “Fundação Amazonas Sustentável, e a atriz Daryl Hannah (famosa pelo filme de ficção científica “Blade Runner” e “Kill Bill”), co-fundadora da SBA – Sustainable Biodiesel Alliance.

São 420 mil jovens engajados no projeto “Um Teto Para Meu País”empresemos em 19 países da América Latina e Caribe. A iniciativa é prover moradia para pessoas que vivem em extrema pobreza, cerca de 74 milhões em toda a América Latina. Uma das etapas do trabalho social é construir um modulo de residência com 18m2 (6x3m), a qual é facilmente construída em dois dias e custa em torno de R$ 3.300,00. Uma das principais metas ainda para 2011 é alcançar 13.000 moradias construídas.

Virgílio Viana enfatizou bastante a valorização da abundância verde tão preciosa em nosso país, como a Amazônia e a Mata Atlântica. Segundo ele, o desmatamento desenfreado (executado de forma bem racional e movida por interesses econômicos), é fruto de um processo civilizatório fracassado, o qual nunca deu importância para o “mato”. Virgílio também destacou o voluntariado, não só no Brasil como em outros países também: é uma ação que ajuda cada vez mais nas iniciativas em prol de comunidades mais carentes. Seu último ponto abordado foi a valorização dos produtos fabricados internamente que, se devidamente valorizados, auxiliam na cadeia produtiva. Exemplo dado por Viana foi a castanha-do-pará, colhida pelas comunidades ribeirinhas da Amazonia: seu valor subiu de R$ 4,00 para R$ 20,00.

Daryl Hannah no Fórum SWU 2011 (foto de @gnsbrasil)

Daryl Hannah se mostrou bastante empolgada com sua visita ao Brasil. Antes de chegar em Sao Paulo, fez uma rápida passagem pela Amazônia. A atriz se centrou na ideia de tomar a responsabilidade para si mesmo. Inteirar-se de um determinado assunto, como por exemplo a economia mundial, faz você se deparar com a gravidade da atual situação e, com isso, tomar partido com mais consciência. O comprometimento com uma causa deve ser levado a sério a qualquer custo (mas talvez não ao ponto de ser preso, como aconteceu com a própria Daryl). Engajar-se com a sustentabilidade é viver eticamente, pois ser sustentável esta diretamente ligado com a ética.

Laís Bodanzky traz o Projeto Cine Tela Brasil levando o cinema para o interior do Brasil #forumSWU (por @fabioallves) #avidaquerNoSWU

Postado em Cinema e TV, Sustentabilidade, SWU, Terceiro Setor no dia 13/11/2011

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Imaginem duas salas de cinema desmontáveis carregadas no baú de um caminhão, com toda a estrutura de uma sala de cinema (inclusive ar condicionado e câmera 35mm) viajando e visitando periferias do Brasil. Agora pense que estas salas ficam sempre lotadas em suas sessões, privando que o brasileiro pode apreciar muito a cultura e sabe aproveita-la quando tem acesso. A viagem com uma câmera de 16mm para gravar um documentário por varias cidades do interior do Brasil, distribuindo cultura para quem nunca teve acesso é o projeto que conhecemos no primeiro dia do Fórum SWU.

Laís Bodanzky, cineasta premiada por Bicho de Sete Cabeças, trouxe ao Fórum Global de Sustentabilidade do SWU seu olhar sobre a intinerância do cinema pelo Brasil com oProjeto Cine Tela Brasil, que teve seu avanço através da iniciativa de Laís e do seu marido o roterista Luiz Bolognesi.

Ao levar as telas de cinema para cidades do interior do Brasil, na esperando de mostrar um novo olhar para pessoas de pouco acesso. Laís nos contou que ficou impressionada com o nivel crítico encontrado nas cidades em que passou. A cineasta conta que em 15 anos esse projeto não se depararam com a realidade retratada na mídia tradicional, mesmo contando com analfabetos ou pessoas com restrição cultural no público os debates realizados entre os filmes mostrados foram muito ricos de percepção e pontos-de-vista muito entusiasmados.

“O Cine Tela já teve mais de 800 mil expectadores nos sete anos de projeto, se desdobrando para outras frentes, entre elas oficinas com professores, espaços educativos, site para coordenação, exibições com convidados especiais (atores, diretores e roteiristas) e outros projetos patrocinados pela CCR e Fundação Telefônica.”

Contando atualmente com uma estrutura com ar condicionado, fechada, com mais de 200 lugares, que viaja com uma equipe especializada pelo Brasil levando filmes e curtas metragens brasileiros democrática e gratuitamente, o Cine Tela alcança quem será o consumidor de cultura do futuro. As crianças são o grande publico projeto, educando e tomando proporções que merecem o reconhecimento dentro do circuito e Mercado de audiovisual.

Acesse owww.telabr.com.br e sugira sua escola para receber o Cine Tela Brasil.

Este texto foi uma produção colaborativa feita a seis mãos, com anotações de Fábio Allves (@fabioallves e José Luiz Brandão (@zeoffline) que estão fazendo a cobertura do Fórum Global de Sustentabilidade SWU na equipe do @avidaquer. Venha com a gente. Vamos pensar juntos em um mundo de possibilidades!

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Não sabia que era impossível, foi lá e fez

Postado em Cultura Web 2.0, Terceiro Setor no dia 07/11/2011

O que quer dizer a palavra impossível?
Se usarmos nossa criatividade e acreditarmos em nós mesmos, podemos alcançar coisas que a maioria das pessoas consideraria impossível.
TEDxSalvador

Há algum tempo, ao conhecer a ONG Clube de Mães do Brasil, eu percebi que, apesar dos avanços das novas mídias, ainda há muitas entidades que precisam de ajuda e de um empurrãozinho para divulgar suas ações. Esta ajuda pode vir de mim, de você, do nosso grupo.  Nas últimas semanas, em paralelo aos excelentes projetos de trabalho, tenho também pensado muito sobre o voluntariado e começado a planejar como poderei inserir ações “pro bono” nas atividades da empresa, da mesma forma que tenho feito como pessoa física há anos. Ser voluntário e compartilhar o que se sabe (ou tem) com pessoas que não escolhemos, mas que podem se beneficiar da nossa expertise e/ou experiência é uma bênção que faz bem a todos, numa corrente do bem maravilhosa. 

Por coincidência, soube que acontece hoje no TEDxSalvador a apresentação de um projeto que atende justamente a esta demanda. O projeto WikiSocial promete “desenvolver soluções eficazes de comunicação digital para as entidades do Terceiro Setor, utilizando os recursos da internet de maneira eficiente e eficaz, visando captar mais recursos para as entidades e fortalecendo a colaboração entre as pessoas”.

Evento sem fins lucrativos e apoiado no mote “Idéias que merecem ser espalhadas“, o TED é um encontro que visa inspirar pessoas a adotar uma nova postura, oferecendo sua capacidade de pensar e atuar socialmente para o fortalecimento de ações positivas. Neste contexto creio que propostas como o Wikisocial são pertinentes.

“O projeto Wikisocial tem como objetivo criar uma rede de voluntários especializados no CMS Joomla! e WordPress para desenvolvimento de sites para ONGs dentro de boas práticas web.
Saiba mais no site oficial e na fanpage no Facebook.

O dia do estudante e a blogagem coletiva #EstudarValeAPena

Postado em Terceiro Setor, todos pela educação no dia 05/08/2011

“Conhecer a realidade é o primeiro passo para planejar e estruturar estratégias de ação, avaliar e promover melhorias significativas e eficazes.” Wanda Engel, presidente do Instituto Unibanco

Bomba-relógio - pesquisas revelam o que prejudica os alunos do ensino médio

Não é de hoje que eu acompanho notícias de educação e estou sempre atenta ao movimento da sociedade civil se organizando para cuidar melhor das crianças e jovens. É nesta linha que sou voluntária do Todos Para Educação, que faço posts por aqui e que hoje eu anuncio que o @avidaquer é um dos apoiadores oficiais da blogagem coletiva no dia do estudante, que acontece no 11/08 e vai mobilizar as redes sociais com o mote de que “Estudar Vale a Pena”, tema que é também o nome da campanha que o Instituto Unibanco desenvolve em escolas públicas de Ensino Médio.

A ideia é estimular a sociedade em geral e formadores de opinião a dizer por que o estudo foi importante em suas vidas, repetindo a ação que é feita em escolas públicas O movimento é um convite do IU que tem uma série de metodologias em seu programa de voluntariado, que é focado no ensino médio e no combate à evasão escolar nesta fase no ensino público.

Os dados acerca da evasão escolar são tão alarmantes que podem ser comparados a uma bomba-relógio, prestes a explodir porque é um processo que vulnerabiliza o estudante aos poucos e tem seu extremo no ensino médio. Trata-se de um processo, é verdade, começando no baixo desempenho escolar no Ensino Fundamental que se tornará um fardo pesado demais para boa parte dos alunos que chegarão ao ensino médio. Estudos mostram que de cada 100 desses jovens, 25 abandonarão a escola logo no primeiro ano.

Parece uma notícia apocalítica e distante? Mas sua repercussão chegará a cada um de nós.

No dia 01/08/2011 o Jornal Hoje dava conta de que o percentual de alunos do Ensino Fundamental que não está na série adequada para a idade voltou a crescer nos últimos dois anos. Dados do Ministério da Educação mostram que em 2010 o percentual chegou a 23,6%, ou cerca de sete milhões de alunos. Em 2008, estava em 22,1%. E estas são as crianças que não seguem em frente, mas há outras que seguem, aos trancos e barrancos, tendo suas dificuldades escolares escamoteadas pelo sistema e refletidas no futuro, geralmente no Ensino Médio e nos primeiros empregos.

Registro do encontro com Wanda Engel, privilégio que compartilhei com ativistas sociais da web: @marcogomes @talitaribeiro @leandro_ogalha @tuliomalaspina @clauchow @anamariacoelho @smiletic @paulolima @pecaogru @gnsbrasil @alinekelly

"Registro do encontro no Instituto Unibanco com Wanda Engel, privilégio que compartilhei com ativistas sociais da web: @marcogomes @talitaribeiro @leandro_ogalha @tuliomalaspina @clauchow @anamariacoelho @smiletic @paulolima @pecaogru @gnsbrasil @alinekelly"

Esta realidade do aluno do ensino médio público e sua relação (positiva, ativa e responsiva) com ações direcionadas à sua permanência na escola foram alguns dos temas sobre os quais um pequeno grupo de blogueiros conversou ontem à noite na sede do Instituto, debatendo diretamente com Wanda Engel, Marcelo Nonohay e a equipe responsável por implantar as metodologias contra evasão escolar. Na próxima semana leremos suas impressões na Blogagem Coletiva Estudar Vale A Pena e eu aproveito para agradecer já a imensa generosidade demonstrada no ato de doação de tempo e de conhecimento dos engajados no pontapé presencial ontem: @marcogomes @talitaribeiro @leandro_ogalha @tuliomalaspina @clauchow @anamariacoelho @smiletic @paulolima @pecaogru @gnsbrasil @alinekelly.

Se você quer saber mais para participar da blogagem coletiva do dia 11/08, não deixe de perguntar aí nos comentários e pedir o envio dos arquivos de documentos com dados, links para ver os vídeos com relatos dos jovens e conhecer esta realidade que está aí, entregando todos os anos jovens que poderiam ter mais, acreditar na possibilidade de sonhar mais alto e que podem ser estimulados a persistir nos estudos com a forca da sua palavra, do seu testemunho e da sua perspectiva.

[E se você não sabe como funciona blogagem coletiva, leia aqui: http://www.samshiraishi.com/voce-sabe-o-que-e-blogagem-coletiva/]

P.S. Você pode obter as informações dos estudos que citei visitando o site Estudar Vale A Pena ou lendo este Relatório de Atividades com dados de 2010 que incorporo abaixo também. No Facebook e Twitter (@inst_unibanco) tem espaços mais interativos, além do canal de youtube, onde é possível se inspirar vendo a lista de vídeos feitos por alunos e favoritados pelo pessoal do IU.

Vamos começar uma corrente do bem que valoriza quem faz o bem também?

Postado em Política e Cidadania, Terceiro Setor, todos pela educação no dia 22/04/2011

“Este menino do painel representa também o formidável nascimento que o nosso querido Rio de Janeiro está vivendo”, disse João Candido Portinari. “Espero que a cultura da paz aqui representada ilumine sempre o nosso Brasil”.

Criança Esperança - Rio ganha painel inspirado em obra de Portinari

Ao ver as imagens da entrega de obras inspiradas em Guerra e Paz, de Cândido Portinari, para o Espaço Criança Esperança do Rio de Janeiro (no Cantagalo, espaço que desejo em breve conhecer pessoalmente) fiz uma longa reflexão sobre o papel que as celebridades podem desempenhar, inspirando as pessoas a agirem de uma forma ou de outra. Os atores Mayana Neiva e Luigi Baricelli foram os apresentadores do evento e depois brincaram com as crianças do projeto e me pus a divagar sobre o significado da presença deles para as crianças, tão especial quanto o carinho com que vejo Raí (ex-jogador de futebol) ter com os atendidos pelo Gol de Letra, projeto social dele e do ex-colega de clube Leonardo.

No sábado durante um jantar descobri que tenho uma amiga em comum com Luigi Barricelli e ela me contava justamente da boa vontade dele em ações assim. Ele é pai de duas crianças (e de uma moça) e, pelo que consta, uma pessoa ligada à família e sabem de uma coisa? Confirmar estas informações com alguém credenciava (para mim) a presença dele neste evento.

Não dá para ser apresentadora de TV que defende valores familiares e fumar ao lado da neta de 2 meses enquanto almoça num restaurante público, não é mesmo? Fazer dieta logo depois de ter bebê para poder emagrecer e assumir a próxima novela é um direito da mulher, mas depois disso não dá para querer ser madrinha de causas ligadas ao aleitamento materno, concordam?

E como a gente descobre estas coisas sobre as figuras públicas? Nas revistas de celebridades ou nas redes sociais (onde eu soube dos dois casos acima), mas estes espaços, embora divulguem muito, não dão muito espaço para as coisas boas. Basta um amigo em comum para termos mais simpatia ou menos simpatia por uma figura pública, não é mesmo? Sei que no geral a gente simpatiza com artistas por conta de sua estética, mas alguns detalhes da “figura pública” também pesam no inconsciente coletivo. Eu observo muito quem usa sua imagem pública para boas causas e mais ainda quem se doa em atividades sociais que aumentam a autoestima de comunidades carentes.

Criança Esperança - Rio ganha painel inspirado em obra de Portinari

E você, tem a mesma impressão que eu sobre quem está sempre nos eventos e separa os que vão para aparecer dos que vão para ajudar? Vamos começar uma corrente do bem que valoriza quem faz o bem também?

P.S. Na imagem – de Kiko Cabral, cedidas pela Rede Globo – está o imenso painel, que mede 10x15m, composto por 3.360 azulejos e demorou quatro meses para ficar pronto. O desenho representa um detalhe da obra ‘Guerra e Paz’, um presente do governo brasileiro para a sede da ONU em Nova York em 1956 e agora, em 2011, um presente para o Rio de Janeiro.

Começa hoje o especial A Cor da Cultura no Ação

Postado em preconceito, Terceiro Setor, TV no dia 06/11/2010

Eu sou fã do programa que Serginho Groismann apresenta aos sábados, bem cedinho, num horário oposto ao do famoso Altas Horas. Pode ser uma super ilusão minha, mas imagino que @oserginho tem este lado mais “terceiro setor” porque ele se sai muito bem entre as “pessoas de bem” que leva ao estúdio e entrevista.

Neste mês o programa faz um especial chamado A Cor da Cultura (@cordacultura), projeto de valorização do patrimônio cultural afro-brasileiro e hoje o programa vai exibir um consolidado do que o telespectador poderá ver nas próximas semanas, com curiosidades sobre a história dos povos que vieram da África e ajudaram a construir o Brasil, e a herança cultural que eles deixaram em diferentes estados.

A sequência nos levará:

  • No dia 06/11 à Bahia com o candomblé, o azeite de dendê, o ritmo da capoeira, do samba de roda e os grupos que valorizam a cultura africana.
  • No dia 13/11 ao Maranhão com a história dos quilombos e o bumba meu boi recheiam o programa, no segundo estado com maior população de negros e afrodescendentes do Brasil.
  • No dia 20/11 a Minas Gerais, numa descoberta da herança que os negros deixaram na mineração e na arte barroca.
  • No dia 27/11 o programa gira em torno das mulheres negras e o preconceito.

A pena é que o Ação vai ao ar aos sábados num horário sofrível para os mortais: a partir das às 7h40. Mas tem reprise no canal Globo News e normalmente conseguimos ver os programas inteiros mais tarde no site http://g1.globo.com/videos/acao.

Compartilhe o que não tem preço: incentive o lado lúdico da vida =)

Postado em Terceiro Setor, todos pela educação no dia 21/10/2010

[update]

Conto com vocês!! Vamos doar uma palavra? Ajude 300 crianças a ganharem material de musica para aulas de dança e artes!

Basta clicar aqui e votar no projeto de Dança e Música que o blog A Vida Como A Vida Quer apadrinha!

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Aliar tecnologia a responsabilidade social. Será que é possível? E a gente pode mesmo fazer alguma “doação 2.0” (doar tempo ou espaço na web) e ajudar as pessoas desta forma? Eu acredito que sim e ao ver eventos como o TiB’10 – Together is Better – Seminário Internacional de Tecnologia para a Mudança Social eu não me sinto só (cerca de 500 pessoas estão reunidas em Florianópolis para abraçar a era digital em prol das causas que beneficiam a sociedade mundial).

Pois eu estou tendo esta chance novamente e conto com os leitores que acreditam na doação 2.0 para se juntar a mim em uma ação que parece pequena, mas é importante porque é concreta e ajudará crianças a ganhar mais da vida. Lembram-se da tagline do blog: a gente não quer só comida, quer comida, diversão e arte.

Acredito sinceramente na sensibilização das crianças através da arte para a construção de uma sociedade mais justa, tolerante, pacífica e feliz. Mais do que dar oportunidades iguais a todos (que é um direito indiscutível pelo qual nem deveríamos ter que lutar mais neste século XXI), é tempo de procurarmos oferecer aos nossos jovens oportunidades que venham ao encontro de seus talentos.

Eu e outros blogueiros fomos convidados pela MasterCard para apadrinhar uma das ações que fazem parte do projeto Compartilhe O Que Não Tem Preço, uma ação que apoia a Visão Mundial e promove a efetivação de sete projetos nas áreas de esporte, cultura e educação, tecnologia e economia solidária.

Por meio da dança e da música, é possível levar cultura e integração para os jovens.

Por que? A dança e a música fazem as pessoas se aproximarem e viverem em harmonia. O trabalho corporal melhora a postura, eleva a autoestima e desenvolve a coordenação motora. E com festivais e eventos populares também é possível promover a integração entre o público e os pequenos artistas.

Com as oficinas de dança e música, pretendemos resgatar e disseminar as danças e músicas folclóricas nordestinas e também proporcionar acesso à arte e cultura em comunidades carentes. As nossas oficinas englobam os temas teoria musical, musicalidade do instrumento, montagem de espetáculo e figurino, ritmos nordestinos e danças folclóricas. Podem participar crianças e jovens de 5 a 18 anos.

E você: quer ajudar a realizar este sonho que não tem preço?

E como nós convidados cada um a colaborar com sua doação 2.0?

A ideia é incentivar seus leitores e seguidores a votar no projeto (basta um clique com sua doação de palavras), mas o que se esconde atrás disso é o convite para envolver as pessoas no incentivo de crianças e jovens de todo o Brasil, para realizarem sonhos, superarem desafios e ganharem a esperança de um futuro melhor.

O que devo fazer se quiser apoiar?

A cada etapa, serão votados três projetos e os dois mais votados receberão as doações. Na última etapa da iniciativa os três receberão as doações. Ou seja, no final do projeto (em dezembro) todos os projetos serão beneficiados. Para demonstrar apoio ao projeto que este blog apadrinha você pode fazer um pequeno post no seu blog incentivando seus leitores e seguidores a votarem também. Simples assim.

E o qual projeto este blog apadrinha?

Grupo de Dança e Música - Incentive o lado lúdico da vida!

Com seu apoio 300 crianças e adolescentes de dois projetos – em São José da Tapera (AL) e Duque de Caxias (RJ) – serão beneficiados com novos materiais para suas aulas.

São:

  • 40 flautas doces
  • 10 violões
  • 5 teclados
  • 5 rebolos
  • 6 agogôs
  • 3 alfaias com baquetas
  • 2 atabaques
  • 1 caixa de som
  • 1 mesa de som
  • 2 microfones

Vale lembrar: você não gasta um único real. Quanto mais votos, mais rápido o projeto por nós escolhido será apoiado pela Mastercard. Você doa, convida mais amigos pra doar, espalha por todo seu círculo de amizades e vai ajudar muitas crianças.

P.S. E para estimular a todos, lembrei de um filme que adoro ver com os meus filhos (eles fazem aulas extras gratuitas de teatro, artes e música em sua escola e eu sou testemunha da mudança que a prática da atividade artística trouxe para a vida deles) e que mostra como a dança pode ter significado e alterar a vida de um jovem. Trata-se de Ela dança, eu danço.

Peixinho por ADOTE

Postado em Saúde e Bem Estar, Terceiro Setor no dia 30/09/2010

O vídeo diz tudo:

ADOTE – Propaganda Peixinho from Magic Web Design on Vimeo.

Mas para quem precisa de palavras, eis as que descrevem a nova campanha da ADOTE, uma organização não governamental brasileira, inteiramente dedicada à promoção da doação de órgãos:

Um aquário quebra. Menina tenta salvar o peixinho que se debate e corre em busca de ajuda. Esta é a metáfora usada pela Giovanni+Draftfcb, no comercial criado para ADOTE (Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos), para sensibilizar a sociedade sobre a urgência necessária para que um transplante aconteça. O lettering completa: “Doação de Órgão. O tempo é curto. Vida não é coisa que se desperdice.”

Baseada em informações de pesquisa realizada pelo Datafolha sob encomenda da ADOTE, a campanha parte do pressuposto de que a maioria da população brasileira doaria seus órgãos para serem transplantados. Tal resultado mostra que a deficiência no processo de doação de órgãos está além da falta de do doadores.

A situação brasileira, relativa a baixa efetivação das doações de órgãos para transplantes, exige uma forte e grande mobilização. Todos – governo, profissionais de saúde, imprensa, empresas, famílias, e profissionais de mídia, precisam se mobilizar. O Brasil precisa fazer algo para que a infra-estrutura seja capaz de levar o peixinho para seu destino: a nova e bela vida.

ADOTE (Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos) é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 20 de novembro de 1998, em Pelotas, RS, cuja missão é atuar no sentido de promover mudanças de atitudes e valores da Sociedade e Estado para preservar e melhorar a vida. Tem Seções Regionais no Rio de Janeiro (ADOTE/RJ), que envolve uma parceria com a DOEAÇÃO, dedicada a doação de órgãos entre crianças e no Mato Grosso (ADOTE/MT).

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