Eu te amo, de Jabor, nos palcos paulistanos
Postado em teatro no dia 20/01/2012Um amor avassalador, proveniente de desilusões anteriores, é daqueles romances que tem tudo para não dar certo. Será?
Pensei muito nisso e em mil histórias de amor ao ver a estreia da temporada de “Eu te amo” no Teatro Folha, que chegava aqui depois de temporadas no Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Eu lembrava mais ou menos do filme (de Arnaldo Jabor, 1981, um sucesso para a época, que em apenas nove semanas de exibição fora visto por 800 mil espectadores). Creio que tivesse aquele excesso de nudez no filme (afinal, Sônia Braga e Vera Fischer, ambas no auge de sua fama de mulheres avassaladoras, apareciam nuas, contracenando com o galã Tarcísio Meira), que foi um pouco ofuscada na montagem atual, que tem Alexandre Borges e Juliana Martins protagonizando o encontro amoroso de Maria e Paulo.
“O texto adaptado por Juliana foge das características surrealistas do filme para ganhar situações ligadas ao cotidiano atual tomado pela internet. Maria é formada em letras, trabalha em uma loja de chocolates e mantem um relacionamento com um homem casado. Cansada da rotina “mais ou menos”, ela adota um pseudônimo para virar garota de programa. Pedro, por sua vez, é um cineasta falido (no filme, ele é um industrial) que finge ser rico e está carente depois de tomar um belo fora.”
Na peça, os dois se conhecem em um site de relacionamento, uma das pequenas atualizações que a nova produção trouxe à história, que tem uma “roupagem” interessante e ficou muito bem no ambiente intimista do Teatro Folha, no qual nos sentimos perto dos atores, num clima (que eu acho) meio nova iorquino.
Dirigida por Rosane Svartman e Lírio Ferreira, Eu te amo segue a discussão criada para o cinema com foco no drama psicológico de duas pessoas, questionando o amor e os desejos com um toque de humor. As angústias pessoais, os fantasmas do passado (mostrados com um toque transmídia, com um filme que se passa ao fundo do cenário, evocando as lembranças doloridas dos personagens) e o desejo de começar de novo estão lá e poucos de nós não se identifica com pelo menos uma das passagens, o que faz a experiência ser boa e o tempo passar voando durante o espetáculo, que (maravilha!) tem uma trilha sonora excelente, que lembra a época do filme.

Serviço:
- “EU TE AMO”
- Teatro Folha (Av. Higienópolis, 618 – Shopping Higienópolis. Tel.: (11) 3823-2323)
- Sexta, 21h30, sábados 20h e 22h e domingo, 20h, até 19 de fevereiro. De R$50 a R$60 reais.
Da brincadeira com fantasias ao teatro na escola #BauDeDiversoes
Postado em Baú de Diversões, Criatividade em familia, teatro no dia 02/12/2011Nesta semana, lendo o post de Gisele Barcellos contando das brincadeiras de fantasia em sua casa, percebi o quanto fantasiar e brincar de faz de conta sempre fez parte da nossa vida. Sempre estimulamos a imaginação dos meninos em brincadeiras que podiam ser muito aprimoradas com acessórios.

O capacete de bombeiro ou de construtor, a cabeça de um cão de pelúcia, peitoral e escudo de gladiador, roupas de super heróis ou de piloto de corrida… quantas lembranças deliciosas. Uma das melhores foi quando fizemos juntos uma fantasia de leão com juba e rabo coloridos, tudo feito de papel crepom. Durou um bom tempo e muitas tardes de brincadeira.
Visitei o Baú de Diversões de NINHO e percebi como brincadeira Inventando a Fantasia, que a gente sempre fez sem muito pensar, mais pelo “instinto criativo”, pode ser muito educativa. Para mim sempre foi também atividade terapêutica, desde quando eu usava os sapatos de salto da minha mãe até uma festa à qual fui na adolescência usando um terno do meu pai, a fantasia, sua preparação e a narrativa que a acompanhavam foram formas de reviver momentos e de ser quem não sou – e nem sempre quero ser, mas gosto de provar ser.
Para a criança a atividade tem um componente ainda mais importante: é uma chance impar de experimentação. Eles podem provar situações cotidianas das suas leituras, soltar a imaginação ou testar o cotidiano – lembro do quanto os meninos sonhavam com ternos para brincar de ser “papai no escritório”.
E por falar em terno, ontem eu vivi uma emoção como mãe ao ver no palco um mocinho “fantasiado” de velho vilão vingativo na peça de teatro da escola. Meu pequeno estava animado com o papel de antagonista na história que envolvia uma as grandes fantasias infantis, o Circo, com seus personagens tão queridos de uma infância feliz: o mágico, a bailarina, o malabarista.
O baú de diversões da NINHO Soleil continua e vale acompanhar as atividades de todas as mães blogueiras que assumiram o compromisso de abrir o Baú de Diversões nas suas casas e contar em seus blogs sobre as brincadeiras nas suas casas. Gisele Barcellos (@kidsindoors), Monica Brandão (@comercrescer), Eliane Ceccon (@1001roteirinhos), Sam Shiraishi (@samegui), Cybele Meyer (@educaja) e Tiffany Stica (@blogdati).
Acompanhe a gente e siga a hashtag #baudediversoes. E não deixe de contar aí nos comentários, no Twitter ou no seu blog quais são as suas atividades favoritas.
P.S. E no ano passado também teve teatro na escola e com fantasia, Giorgio foi o papai borboleta de Romeu, na peça Romeu e Julieta (versão de Ruth Rocha).
“Criança se diverte com muito menos do que imaginamos!” (por @cris_guimaraes) #ferias
Postado em Artes, teatro no dia 05/07/2011“Na semana passada eu entrei numa conversa no wall da @cris_guimaraes no Facebook e comecei a falar sobre esta questão que me é tão cara a ponto de ser o grande mote do meu blog: a democratização do consumo de cultura em família. Concordo que há esta necessidade de redução de preços e de subsídios nos espetáculos para famílias que poderia ser uma condição da Lei Rouanet por exemplo, mas é também nosso dever sermos consumidores conscientes até na cultura e valorizarmos, privilegiando a “compra”, de espetáculos e eventos que unem preço honesto e qualidade. Seguindo esta mesma ideia posto abaixo o guest post de Cris, com três dicas que ela testou com a família na cidade onde vivem, o lindo Rio de Janeiro.”
@samegui
É com alegria e orgulho que aceitei o convite da Sam para escrever no especial de férias do blog @avidaquer.
No final de semana, em meu perfil do Facebook, comentei que achava um absurdo uma peça infantil custar cerca de R$ 50,00 por pessoa. Não estava falando de uma peça específica, mas do fato que isso ocorre com frequência, é só dar uma passada de olhos num caderno de cultura de qualquer jornal, principalmente no eixo Rio-São Paulo. Os programas (infantis ou não) são cada vez mais caros – não necessariamente excelentes, tampouco com custo x benefício que justifique os valores.
Sei que existe toda uma equipe que tem que ser remunerada, tem o aluguel do espaço, tem até o mimimi os argumentos da meia-entrada, enfim, toda uma série de alegações. Mas o que não justifica é que cultura tem que ser algo democrático, com acesso fácil a todos, não somente a uma parcela privilegiada de pessoas. Além disso, no caso de quem tem filhos, entra em jogo os valores a serem passados para eles e o conceito de que “o que é bom é caro” realmente não é uma boa ideia a ser passada.
Criança se diverte com muito menos do que imaginamos!
Resta a nós, pais que não concordamos com esses preços abusivos e com esse estímulo excessivo ao consumismo, pesquisarmos opções criativas, divertidas e a um custo mais amigável. Aqui em casa somos eu, meu marido, Dani (10 anos), Pedro (8 anos) e Felipe (1 ano e 9 meses). Cinco para pagar ingresso (normalmente o Felipinho não paga, mas isso não vai ser por muito tempo), para comer, mais transporte e imprevistos. Temos que pesquisar e planejar cada passeio, para nos divertirmos mais, com conforto e segurança, mas sem gastar quantias absurdas.
Aproveito o assunto para dar três dicas especiais de férias, para quem mora no Rio ou estará por aqui com as crianças a passeio:
Museu Nacional da UFRJ
Localizado na Quinta da Boa Vista, no bairro histórico de São Cristóvão (Zona Norte), excelente área de lazer, com muito verde e espaço para os pequenos soltarem sua energia e imaginação. Foi residência da Família Imperial até 1889 e é a mais antiga instituição científica do Brasil e o maior museu de história natural da América Latina. Promove exposições de antropologia, botânica, geologia, paleontologia, geologia, vários assuntos que sempre interessam aos pequenos, entre eles o que mais os fascina: dinossauros!!! Eles conhecem os fósseis, suas histórias e características, numa verdadeira aventura de conhecimento.
A entrada normalmente é 6,00, mas estão com valor promocional de 3,00 (sendo 1,00 para crianças de 6 a 10 anos e gratuito para crianças até 5 anos e maiores de 60 anos), devido a obras de restauração que estão sendo feitas no prédio.
Nos dias 1º, 2 e 3 de julho será comemorado o aniversário do museu. Será montada em frente uma tenda com várias atividades divertidas:
- Do outro mundo: uma simulação de passeio à lua, com exposição de meteoritos e um painel para tirar fotografias.
- Conhecendo os insetos: observação a olho nu, com lupa ou microscópio.
- Oficina de rugby, promovida pelo Clube Vasco da Gama.
Peça “A mulher que matou os peixes… e outros bichos”
Adaptação de Isabel Muniz, idealizada pela atriz Mariana Lima e baseada em obras de Clarice Lispector, a peça é divertidíssima, misturando teatro, dança música e vídeo, além de excelente oportunidade dos pequenos conhecerem um pouco dessa que é uma das maiores autoras nacionais.
Reestreou no Teatro Nelson Rodrigues e fica em cartaz até 10/07. Sexta a domingo, 16:00 10,00
Passeio pelo Centro do Rio
Esse programa é meu xodó, porque sempre fui apaixonada por essa área da cidade, desde quando estava ainda na escola e ia até a Biblioteca Nacional fazer minhas pesquisas escolares. Apesar de agora as crianças terem toda a internet à sua disposição, continua sendo um passeio maravilhoso, seja pelo prédio em si, seja pelo acervo à disposição.
Real Gabinete Português de Leitura, Centro Cultural Banco do Brasil, Paço Imperial, Palácio Tiradentes, Arco do Teles, Museu Histórico Nacional, Casa França Brasil, Espaço Cultural dos Correios, Museu Nacional de Belas Artes, Teatro Municipal, entre muitas outras atrações, normalmente gratuitas ou com ingressos baratos. Normalmente, nas férias, os principais centros culturais têm programação infantil. Além disso, tem a beleza dos prédios antigos, muitos ainda da época do império e restaurantes para todos os gostos, alguns que abrem também nos finais de semana (melhores dias para ir, sem a barulheira e a agitação dos dias úteis). É passeio para se fazer, no mínimo, em duas horas, podendo se extender para um dia inteiro. Vá com disposição e apaixone-se!!! As crianças vão sair cansadas e felizes
Cris Guimarães é mãe dos (lindos) Daniel, Pedro Henrique e Luís Felipe, produtora de conteúdo impresso e online, produtora gráfica e ativista das causas que acredito. Está no Twitter (@cris_guimaraes) e no Facebook www.facebook.com/crisgms.
O Buda e A Baleia com a Cia. Ópera na Mala
Postado em Artes, teatro no dia 18/06/2011No domingo passado, Dia dos Namorados, começamos o dia com um programa cultural bem familiar: fomos conferir o espetáculo O Buda e A Baleia com a Cia. Ópera na Mala no SESC Belenzinho. Era parte do “presente” que ganhamos da Festa do Teatro e, fãs confessos do trabalho desta dupla que a gente só conhecia da TV Cultura, nem pensamos duas vezes sobre ir ou não.
Se você não está lembrando ou realmente nunca viu o trabalho dos apresentadores do programa Baú de Histórias (da TV Rá Tim Bum), Cris Miguel e Sergio Serrano, vale conhecer nos vídeos que incorporo neste post. Como na TV, seus espetáculos, sempre ancorados em música ao vivo e teatro de bonecos, são um oásis no universo da cultura infantil televisiva e uma incrível oportunidade de mostrarmos mais para os nossos pequenos, indo além dos palhacinhos que cantam e dos shows para baixinhos, incentivando-os a pensar nas histórias antigas e a viajar em sua imaginação, criando neles capacidade de consumir a cultura e fomentar o desejo de chegar em casa e repetir tudo com seus bichinhos de pelúcia, com suas cartolinas recortadas e com o abajur do quarto de dormir. Eles nos dão a vontade (natural do ser humano) de criar e de se divertir.
O grupo de teatro é um show à parte e eu super indico que outros fãs vão até o SESC Belenzinho até o começo de julho (ou fiquem de olho na agenda deles) para conferir ao vivo porque são tão premiados – com espetáculos como A Rainha Marmota (prêmio APCA de 2005 de melhor cenografia com bonecos) e Raimundo e a Menor Banda do Mundo (prêmio Femsa de 2007 de melhor trilha) – e para aproveitar O Buda e a Baleia, com a história de um avô (japonês) que ensina ao neto a técnica japonesa do kamishibai, com histórias ilustradas por desenhos inseridos em uma caixa de madeira, que simula um palco; as trocas de personagens e cenários são feitas pela substituição das folhas de papel.
Eu, que tive vó japonesa excelente contadora de histórias com exatamente aquele sotaque e impaciência (risos), vivi momentos de grande emoção. E pensei muito saudosa no meu querido pai, que hoje completa 69 anos e por morar longe dos netos não pode contar estas histórias para eles com a frequência que gostaria. A história do kamishibai me lembrou o jeito como ele conta de muitas coisas que aconteciam com ele e sua família no sítio, que era praticamente um mini-Japão no interior de São Paulo.
No Buda e a Baleia tem duas histórias destas que meu pai e eu ouvimos da mãe dele. No primeiro a baleia, vaidosa como uma cantora de ópera, descobre o boato de que o maior ser da Terra seria o Grande Buda de Kamakura no Japão e vai até lá tirar satisfação! A viagem e as conversas dela, do ajudante tubarão e de um ratinho são filosofia pura! O tema da vaidade está presente também em A Raposa e o Samurai, que relembra as histórias que minha Batian (avó) cantava em japonês, e que Cris Miguel e Sergio Serrano adaptaram de modo muito divertido para o português com som de japonês e apresentam cantando e tocando acordeão e shamizen (banjo tradicional do Japão).
Eles viajam por muitas tradições culturais, várias daqui do nosso interior, como as histórias da Dona Velha e de Pedro Malasartes, que foram parte da minha infância -e da de tantos de nós, não?
E para quem tem crianças criativas, o vídeo abaixo mostra como fazer um teatro de sombras!
P.S. O BUDA E A BALEIA. De 11/6 a 3/7, sempre aos sábados e domingos, às 12h (sessão extra no feriado de 23/6, qui. 12h). Sesc Belenzinho (R. Pe. Adelino, 1.000, Belém, São Paulo, SP). Recomendado para crianças acima de 4 anos. Ingressos a 4 reais.
Uma semana de cultura de graça para toda família em Sampa
Postado em Artes, Música, teatro no dia 06/11/2010“Nosso foco é o aprofundamento e concentração das atividades culturais e esportivas em locais estratégicos, proporcionando um envolvimento maior da população local”

Para quem ainda reclama que custa caro consumir cultura e que os bons eventos são sempre longe de casa: hoje começa em São Paulo a 4ª edição da Semana Ticket Cultura & Esporte, levando mais de 200 atividades culturais e esportivas gratuitas a todos os cantos da Capital em comemoração ao Dia Nacional da Cultural (5 de novembro).
Serão 24 locais em todas as regiões de São Paulo, incluindo CEUs (Centro Educacional Unificado), a Praça Victor Civita, o Museu de Arte Moderna e o MASP. Segundo a organização, a programação deste ano começou com o show de Mariana Aydar no HSBC Brasil, mas vai além: engloba circo, música, cinema, teatro, artes visuais, incentivo à leitura, educação ambiental e esporte para crianças e adultos.
Se você, como eu, vive prometendo às crianças uma ida ao circo, mas nunca consegue cumprir a promessa, pode ser sua oportunidade: a comunidade o circo Zanni, um dos mais respeitados grupos circenses da nova geração, está presente na programação que inclui uma diversidade de gêneros musicais, além da exibição de oito longa-metragens nacionais para toda a família, além de peças de teatro, exposições de arte e a Biblioteca Móvel Itapemirim.

Confesso que, incentivadora da leitura desde criança, gostei demais da ideia da biblioteca móvel, espaço criado para circular por todos os lados promovendo empréstimos de livros para leitura local, rodas de leitura, histórias com fantoches, oficinas lúdicas, jogos interativos, entre outras atividades.
E tem muito mais, são muitos eventos gratuitos até o dia 15/11. Confira a programação completa no site www.semanaticketcultura.com.br.
Minha Mais que Amiga Árvore
Postado em teatro no dia 22/10/2010[update]
saiu o resultado da #promo do teatro infantil: @Be_neviani http://sorteie.me/1hm4
[/update]
Semana cheia hein queridos? Ainda ontem fiz sorteio de ingressos para cinema infantil (o resultado está aqui) e hoje o blog tem mais convitinhos para as famílias que curtem consumir cultura.
Amanhã, às 17h30, no Teatro Cleyde Yáconis (Av. do Café, 277 – Jabaquara – São Paulo) tem uma sessão fechada para os leitores do blog e clientes da Porto Seguro Previdência Infantil da peça Minha mais que amiga Árvore. Como está super em cima da hora vou fazer uma promoção super relâmpago no Twitter, valendo os tuites postados por lá entre 14h e 17h desta sexta-feira, 23/10, que incluam o nome da peça, a url do sorteio (http://kingo.to/jFB) e o Twitter @samegui (e, claro, que tem ser seguidor no Twitter senão o sistema do sorteie.me não te encontra, ok?).
Ficaria algo mais ou menos assim:
Quero ver Minha mais que amiga árvore com a @samegui http://kingo.to/jFB
Pato e Berê são vizinhos e colegas de escola. Amam se reunir ao pé de uma Mangueira onde conversam sobre os estudos, brincam, relaxam e se conectam com o universo natural e belo que existem em volta daquela bela árvore.
A árvore de fato encanta a muitos, mas também desencanta a outros. Reclamam de suas raízes quebrarem o chão, seus galhos causarem acidentes por serem baixos e suas folhas provocarem muita sujeira: resolvem cortá-la.
É aí que começa a aventura dessas duas crianças que se aprofundarão no estudo do Reino Vegetal para convencer vizinhos, pais e conhecidos de que a existência daquela linda Mangueira implica na nossa própria existência.
Destaque para as duas atrizes que vestem dez personagens distintos num jogo ágil de cena e para as canções especialmente criadas para a obra que encantam e completam a narrativa.
Teatro, música e grafite no final de semana do Dia das Crianças
Postado em Mãe com filhos, teatro no dia 09/10/2010
- Palavra Vista, Grupo Passarinho com direção de Fábio Freire, João Gabriel Manetti e Ademir Emboava. Mescla música, teatro, jogos e brincadeiras sobre o poder da palavra e dos sons e terá a participação das crianças, que se transformam em músicos e compositores. Hoje, às 16h30 no Sesc Pompeia (rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo, SP). Grátis – mas recomendado para maiores de 4 anos.
- Quem Tem Medo de Curupira? Com Daniel Infantini, Danilo Grangheia e Flávio Rodrigues, direção de Débora Dubois. O espetáculo infantil mostra personagens folclóricos que estão desolados porque não causam mais espanto nas pessoas. Zeca Baleiro é responsável pelo texto e pelas canções. Hoje e amanhã, às 16h, no Centro Cultural Fiesp Teatro Sesi São Paulo (Av. Paulista, 1.313 – Bela Vista, São Paulo). Grátis, mas recomendado para maiores de 10 anos.
- Sacoletras, com Cláudio Thebas (palhaço Olímpio). A peça conta a história do palhaço Olímpio, dono de um saco colorido que, quando aberto, não para de soltar poesias. Ele transforma a plateia em personagens dos seus poemas. Domingo, 16h30, no Sesc Pompeia (rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo, SP). Grátis – mas não recomendado para menores de 4 anos.
- Trilha de Desenhos Animados com Quarteto Carobamdé faz um passeio musical pela história do cinema de animação, mostrando e executando as músicas ao vivo, com repertório que inclui a trilha do aclamado longa “Toy Story”. Os pais também vão curtir o passeio, já que canções antigas, como as do desenho “Branca de Neve”, dos anos 1930, também farão parte do repertório. Dia 12/10, às 14h e 16h no espaço beta do Sesc Consolação (rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo, SP) Classificação etária livre.
- Grafite Interativo, oficina vai trazer a técnica da arte de rua para as crianças. Ao lado dos artistas plásticos Lee e Lou, elas aprendem técnicas básicas de grafite e poderão abusar da criatividade. Como resultado final, um grande painel será pintado pelos participantes. No dia 12/10, das 10h às 17, no Ginásio vermelho do Sesc Consolação (rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo, SP). Grátis.
P.S. Para quem quer mais: na Folha de S. Paulo tem atrações para todas as idades –dos bebês até a garotada de 12 anos– e também um roteiro especial com parques e programas para toda a família curtir junto.
Fernando Pessoa: Teatro do êxtase #euli
Postado em livros, teatro no dia 23/09/2010
Foi, admito, meu primeiro Fernando Pessoa inteiro. Li tantos excertos de fãs apaixonados do escritor português que nunca me detive, até agora, a uma leitura mais tranquila de seus escritos.
O fato é que vi um Pessoa diferente do que encanta a maioria dos leitores: o livro reúne cinco peças que todos (todos, inclusive “meu amigo do teatro” @maxreinert) dizem que foram destinadas mais à leitura do que à encenação. De minha parte acho Pessoa tão dramático que é sempre encenável – ou talvez sempre uma encenação.
Como sempre nos livros da Hedra, é um prêmio ler também a introdução à obra, neste caso escrita por Caio Gagliardi, o organizador da edição. Gagliardi destaca dentre as “peças” O Marinheiro como a única que publicada em vida, pelo importante papel dessa peça no conjunto da obra de Pessoa, pois “aborda sua forte reflexividade discursiva, que relaciona com o teatro pirandelliano, além de nos ajudar a compreender as particularidades do teatro pessoano, em especial as noções, definidas pelo próprio autor, de “êxtase” e de “drama estático”.”
Segundo Gagliardi, “Fernando Pessoa escreveu ou planejou escrever cerca de trinta peças, tendo deixado a maioria inacabada e, em grande parte das vezes, apenas esboçada”. Afora O marinheiro, dizem que as outras quatro peças publicadas em Teatro do êxtase estão entre as melhor finalizadas pelo autor: A morte do príncipe, Diálogo no jardim do palácio, Salomé e Sakyamuni – vale lembrar que todas eram inéditas no Brasil.
E como Pessoa no Teatro é o tema da tese de um conhecido virtual, não duvido que voltemos ao tema no futuro…
[Se você gosta do tema, tem uma conversa boa de Teresa Rita Lopes, ensaio publicado originalmente no programa da peça de teatro “O Marinheiro”, encenada pelo Teatro Plástico, no Porto, neste link]
P.S. E vejam que no blog da Hedra a editora deixou o texto do livro para ser incorporado:
Fernando Pessoa: Teatro do êxtase -Introdução, por Caio Gagliardi ( trecho)
Literatura Via Leste (europeu) em Leitura Dramatizada
Postado em livros, teatro no dia 18/09/2010
Neste sábado, às 15h, três atores acompanhados por adereços, músicas, sonoridades e imagens, apresentam uma experiência nova para quem estiver no Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, s/nº, Centro, São Paulo, SP): uma leitura composta de fragmentos de quatro obras de autores representativos do leste europeu que foram fortemente influenciados pelo contexto histórico que vai do pós-guerra ao desmanche da cortina de ferro.
As obras são interessantes e nem todas tão populares, o que vale a lista para quem não puder ir ao evento procurar para ler:
- A Insustentável leveza do ser, de Milan Kundera, que apresenta um romance marcado pelo universo da crise política representada pela Primavera de Praga, também adaptado para o cinema em 1988 por Philip Kaufman com (os jovens) Juliette Binoche, Daniel Day-Lewis e Lena Olin nos papeis principais. Dos livros indicados, confesso, o único que li e do qual gostei imensamente, me fazendo ler todos (os até então traduzidos para o português) escritos por Kundera. E no filme, vale prestar atenção à música dos Beatles em versão local…
- O general do exército morto, de Ismail Kadaré (o mesmo autor de Abril Despedaçado), em que um general é enviado para a Albânia com a missão de desenterrar seus soldados mortos e restabelecê-los ao solo italiano, o que obriga-o a lidar com seus próprios fantasmas decorrentes de uma guerra perdida. O livro teve uma versão adaptada para o cinema, dirigida por Luciano Tovoli, em 1983, com os atores Marcelo Mastroianni, Anouk Aimée e Michel Piccoli.
- Propaganda monumental, de Vladimir Voinovitch, em que uma veterana comunista soviética, ao demonstrar sua fé e paixão verdadeiras por Stalin e suas idéias, remonta um pouco da atmosfera tragicômica que marcou o fim do socialismo na União Soviética;
- A Exposição das rosas, de Istvan Orkéni, na qual um diretor assistente tenta fazer carreira na televisão promovendo a espetacularização da morte através da filmagem dos últimos dias de pacientes desenganados.
A apresentação tem direção de Dorberto Carvalho, com os atores Evelyn Erika, Jorge Peloso, Keka Lascer , Maíra Leme em videoedição do grupo COMfluencia e música de Verlúcia Nogueira.
Motivos para levar os filhos ao teatro infantil
Postado em teatro no dia 18/07/2010“É fundamental levar os pequenos para o teatro, pois as peças teatrais ajudam a formar o caráter lúdico delas. É uma atitude que pode influenciar positivamente na formação das crianças, amplia sua visão sobre o mundo, dá uma qualidade de vida diferenciada, entre outras coisas. Felizmente os pais têm levados os filhos, pois percebemos que há um bom aumento na demanda”.
Clóvis Severo Brudzinski Júnior, coordenador da área de teatro da FCC
Quem não lembra de sonhar com histórias infantis e de brincar de encenar as aventuras em casa?
E fiz muito isso com meus irmãos (Sheron, “Emília” que me indicou o teste Que boneca você é, até lembrou que ela era Emília e eu Narizinho em muitas brincadeiras!) e vejo com satisfação meus meninos encenando histórias em casa diariamente, num RPG sem fim!
Este foi o tema do meu post com dicas culturais no Mãe com filhos na sexta e gerou um comentário de um amigo que é, de fato, profissional de teatro, @maxreinert. Curiosamente nos conhecemos num comentário meu num post dele sobre teatro no Nossa Via e não foi tão amistoso assim… risos. Eu falava que aprendi a gostar de teatro com meus filhos (sou do interiorzão, não cresci com esta opção) e demorei uns 3 comentários para conseguir explicar que aprender com os filhos era um elogio, não uma forma de menosprezar o teatro!
E o que Max me disse desta vez foi o que eu tento insistir quando falo de educação para formar consumidores de cultura: (more…)
Mais cultura, Brasil!
Postado em Blogagem coletiva, teatro no dia 30/04/2010Na segunda-feira eu “organizei” a Blogagem Coletiva Mais Teatro, Brasil! e, como tinha comentado, encanta-me nestas ocasiões poder ver um viés novo nos posts dos participantes. Desta vez, o tema, tão ligado à expressão da interioridade humana (o teatro), foi especialmente inspirador e me trouxe visões novas e adesões inusitadas.
Exemplos?
O futebol, comparação feita no Galera, eu vi.
“Hoje eu vou usar o espaço para falar de uma outra arena, que movimenta uma plateia muito grande também e de fieis torcedores: o teatro. [...] Acho super importante poder ter uma casa de espetáculos em cada cidade pequena porque é um espaço democrático de expressão artística e assim como no Brasil nós temos nas cidades pequenas centros formadores de jogadores de futebol e clubes que formam atletas – nosso talento famoso internacionalmente – deveria ter de artistas, pois o Brasil é um grande centro de onde saem talentos artísticos e às vezes falta apenas a mínima condição para eles se expressarem para sua comunidade. Seria uma opção para aglutinar a juventude, afasta-los da criminalidade e reforçar o vínculo com a sua cultura local.”
Você tinha pensado nisso? Pois é, tantos talentos de areas distintas nós temos! E como eles poderiam se sair bem se tiverem condições mínimas para se desenvolver. (more…)





Cris Guimarães é mãe dos (lindos) Daniel, Pedro Henrique e Luís Felipe, produtora de conteúdo impresso e online, produtora gráfica e ativista das causas que acredito. Está no Twitter (@

