Categoria: Cotidiano e sociedade

Recortando o Belenzinho

Postado em Artes, Cotidiano e sociedade no dia 16/03/2011

SESC Belenzinho

Nesta semana uma das Oficinas do SESC acontece aqui perto de casa e conta a história de parte desta região que acolheu minha família em 2005: o Belenzinho. Nos dias 16, 17 e 18/03, das 14 às 17 horas, o artista Silvio Alvarez ensina sua técnica de colagem em oficinas gratuitas (sem necessidade de inscrição antecipada) numa reflexão sobre o bairro do Belenzinho, o processo de urbanização e a relação entre homem e ambiente. A partir de recortes de revistas serão criados pequenos quadros numa construção coletiva de intensa integração e troca entre os participantes da proposta Recortando o Belenzinho.

E você ligou o nome à novela Ti-ti-ti? É sim o bairro da Zona Leste no qual cresceram Ariclenes Martins e André Spina, os costureiros da trama das sete que acaba nesta semana. O SESC fica na frente do cemitério da Quarta Parada, que considerado um bairro da região sudeste do município de São Paulo, com território em três áreas diferentes: Mooca, Belém e Água Rasa. Como o nome dá a entender, Quarta Parada era uma parte da linha férrea e tem íntima ligação com o início da urbanização da região ligada ao desenvolvimento da imigração européia em São Paulo a partir do primeiro quarto do século XX.

O Belenzinho na cidade cenográfica de Ti-ti-ti

Fui pesquisar a história do Belenzinho também:

“Ano de 1899. Surge um novo bairro que foi desmembrado do bairro do Brás por decreto do presidente Dr. Fernando Prestes Albuquerque. Seu nome? Belém. Ou melhor, como o próprios moradores antigos corrigem: Belenzinho. Dois anos antes era inaugurada a paróquia São José do Belém, que pertencia a Igreja Bom Jesus do Brás, em 15 de agosto de 1897. Neste mesmo dia foi realizado o primeiro batismo na paróquia; a criança era Izolina, filha de José de Augusto da Rocha e Rosa Garcia Passos. O primeiro casamento ocorreu em 4 de setembro deste mesmo ano entre Dário Francisco Chaves e Antônia de Castro.

Pelo fato da região ser cercada por chácaras, pomares e ar puro era procuradíssima pelas ricas famílias de São Paulo. Em 1909, o bairro ganha sua primeira escola: Grupo Escolar do Belenzinho, posteriormente chamado de Amadeu Amaral. Quem hoje entra no colégio que foi tombado pelo patrimônio histórico, se surpreende com a conservação da sua estrutura, mantida pelos seus dirigentes. No ano de 1908, a população do Belenzinho chega a 10.000 habitantes. Já em 1910, os belenenses ganham seu primeiro lazer: o Cine São José de Belém. Dentro em pouco, aparecem as fábricas que iriam impulsionar o desenvolvimento na região, começando pelas vidrarias. Como diria Jacob Penteado, autor do livro “Belenzinho 1910″, eram chamadas pomposamente de cristalerias. Entre elas: a Germânia, a Multividros, a Barone e a Lusitana. Depois vieram as tecelagens, Santista, Matarazzo, Lanifício Inglês, Fileppo, Gasparian e Varan.”
Revista IN Online

A reportagem continuava atualizando e contando que o bairro enfrenta dificuldades na atualidade. “Com o passar dos anos, muitas indústrias foram embora deixando enormes galpões desativados. As mansões da Celso Garcia transformaram-se em cortiços. Falta lazer em toda extensão do bairro. Não há cinemas, shoppings e lojas âncoras na região, além do agravante de ter dois cadeiões próximos a Febem. O comércio enfraqueceu, como atesta Manoel Pitta: “Seu grande concorrente são os shoppings em bairros vizinhos”. A construção da Avenida Alcântara Machado (Radial Leste) dividiu o bairro ao meio. Sendo que estas partes são ligadas através do Viaduto Guadalajara. Apesar disso, os próprios moradores tentam reverter o quadro.”

De um dia para outro, demoliram o prédio da esquina da Subprefeitura da Mooca

Creio que este novo quadro estará nas obras das oficinas que acontecem nesta semana. Estou ansiosa para vê-las! E se você tiver tempo numa destas tardes, passe lá e participe.

Recortando o Belenzinho acontece no SESC Belenzinho, na Sala de Oficinas 2 e podem participar os maiores de 12 anos. Informações: Rua Padre Adelino, 1.000. Belenzinho São Paulo – SP CEP 03303-000 telefone: 11 2076-9700 fax: 2076-9798

SESC Belenzinho (lojinha)

#prayforJapan em imagens no Instagr.am

Postado em Cotidiano e sociedade, Solidariedade no dia 13/03/2011

#prayforJapan

Desde sexta-feira, 11/03, no afã de demonstrar solidariedade, tuiteiros do mundo todo adotaram a hashtag #prayforJapan como um sinal de que estavam, de fato, orando pelo Japão nestes dias de grande sofrimento naquele país.

Não se imaginava que o que parece um enredo de filme inverossímil – terremoto seguido de tsumani que levou a acidente com vazamento nuclear e a reativação da atividade num vulcão – seria a tônica das horas seguintes, às quais todos nós acompanhamos nos telejornais e na internet.

Hoje pela manhã, navegendo no celular pela rede social Instagr.am (um aplicativo simpatissimo desenvolvido para I-Phone que tem como base o compartilhamento do cotidiano em fotos), descobri as imagens abaixo com manifestações de apoio aos japoneses e de agradecimento destes a todos através de imagens.

Fica o registro, junto às imagens que reproduzo, minhas orações pelo Japão.

#prayforJapan

Relato de um brasileiro que viveu o terremoto em Toquio

Postado em Cotidiano e sociedade no dia 11/03/2011

Recebi esta mensagem de um dos nossos melhores amigos, o Kenji Teruya, que mora no Japão desde 1998 e em Tóquio desde 2001. Experiente na vivência de terremotos leves, casado com uma pessoa de lá e intérprete de japonês, ele conhece bem o ritmo de vida lá, mas mesmo assim se mostrou um tanto surpreso com a “violência” dos estragos. A mensagem chegou na minha caixa postal às 11h08 – mais ou menos 8h depois do terremoto principal.

Cheguei em casa faz 30 minutos pois Tokyo está totalmente paralisada!

Estávamos em pleno expediente quando o tremorcomeçou e achávamos que logo terminaria mas foi se tornando cada vez mais forte até que as pessoas começaram evacuar o prédio e todo o bairro de Marunouchi e correrem para a área de refúgio (Hibiya Koen).

Algumas paredes internas do prédio racharam e o chão de concreto na entrada do edifício se desmanchou!! Realmente assustador!

Todas as linhas de trens e metrôs estão paralisadas, assim, as pessoas precisaram formar grupos por região afim de não voltarem sozinhas.

Felizmente minha casa não fica distante (cerca de 12km), assim, pude acompanhar outras pessoas que moram em outras regiões(Saitama, Kanagawa ou Chiba) a encontrarem ônibus para não passarem frio no caminho mas muitas se resignaram, pois quando não estavam superlotadoso trânsito paralisado também não motivava em nada. Muita gente decidiu voltar caminhando para seus lares, pois os que tem filhos não conseguiam contato (as linhas telefônicas e celulares estavam mudos).

Algumas ruas de Tokyo se desnivelaram e algumas janelas quebraram, mas nada comparado à região de Tohoku que está ainda em estado de alerta, pois soube agora pelo noticiário que foram três jishins seguidos ( em Miyagi,, Fukushima e Ibaraki, respectivamente) sucedidos de Tsunamis.

Minha querida, obrigado por se preocupar, mas graças a Deus estou bem, mas bem chocado e ainda angustiado pois a sensação de insegurança ainda é grande. Ainda há tremores de menor ou maior grau ocorrendo mesmo neste momento.

Deixei meus documentos, água e alguns pacotes de alimento, pão,maçã, banana, caso sejamos surpreendidos pela madrugada.

Esta noite será difícil de descansar! Como ainda há pequenos tremores, estou preparando minha maleta de emergência….

P.S. E por falar em kit de emergência, o post sobre Kit Terremoto aceita sugestões, vai lá e comenta!

Blogs e perfis de Twitter de #BrasileirosNoJapão

Postado em Cotidiano e sociedade no dia 11/03/2011

Os amigos mais chegados sabem que Gui e eu só decidimos deixar de morar no Japão, onde estávamos estabelecidos trabalhando numa editora brasileira em Toquio, quando um terremoto (fraco, de 3,5 pontos na escala e que durou 15 segundos) nos assustou durante a gravidez do Enzo. Eu já vivera outros terremotos lá, mas passar por isso pensando no nenê foi um susto e “reforçou” muito a decisão de sair de lá a informação de que se esperava para a primeira década de 2000 um Grande Terremoto para aquela região.

Creio que este grande evento aconteceu no dia de hoje.

A manhã foi de grande tristeza por conta do terremoto seguido de tsunami no Japão. Passei a manhã envolvida em divulgar, no Twitter, notícias mais realistas dos brasileiros que vivem lá. Depois de encontrar muitos perfis, decidi reunir numa lista no Twitter (e se você não tem um perfil no Twitter pode ler o que eles escrevem clicando aqui na busca pelo termo #BrasileirosNoJapão). São pessoas que, há muito ou pouco tempo, encararam o desafio de viver do outro lado do mundo e enfrentar as diferenças culturais, sociais e ambientais.

A parte ambiental, que pode parecer boa quando chegamos lá (eu adorava ter as estações do ano bem definidas, o inverno seco e a natureza preservada), traz consigo esta característica da geolocalização nipônica: o arquipélago está numa região do globo muito (mesmo) propícia a terremotos. E como os brasileiros vivem isso é um relato que considero que vale a pena todos lermos e acompanharmos, para podermos dar força, animar, mostrar nossa solidariedade e sanar a curiosidade (se for o caso). Daí minha tarefa hoje de, além de reunir os perfis de Twitter de Brasileiros no Japão – que tem entre seus primeiros nomes @mah1310 @Preda2005 @silvio_mori @terrano31jp @CrisNishina @herika @kiyomiiwasaki @JPdeOliveira @mauj77 @lehouhelena_ @massamaeda @Jenny_Ojima @JosiAnzai @mihblueberry @silviakikuchi @priamelie @cissajapan @hideoPN @Yoshi_emi_vani.

Segue o que achei hoje com a ajuda de seguidores do Twitter:

  • Flávia, do blog Compartilhando ideias (ela mora em Aichi-ken, Toyohashi-shi, meu primeiro lar no Japão)
  • ‘Herika Miyashiro, que mora no Japão com a família e escreve no Fragmentos
  • Pri Kiguti, do blog Just a Ride
  • Professor Daniel que contou as vivências do terremoto em escola de Toyota-shi, Aichi-ken, no blog Fugindo da Hipocrisia
  • Piggy Sakura que pedia para não entrarmos em pânico
  • Alexandre Mauj, que nos Lost in Japan fez um trabalho incansável nesta sexta, apoiando e informando a todos

Outros blogs também de brasileiros, mas que ainda não postaram sobre o terremoto no Japão:

E se você tiver indicações de outros blogs e perfis de Twitter de Brasileiros no Japão, por favor, deixe aí nos comentários. Este post vai ser atualizado colaborativamente, portanto, não se acanhe.

P.S. Como falei logo cedo, tenho alguns primos morando no Japão (nas províncias de Mie e Kanagawa) e amigos queridos em Toquio. Consegui ter notícias da família e da maioria dos amigos, parece que está tudo caminhando como dá dentro das circunstâncias.

Dia Sem Compras

Postado em Cotidiano e sociedade no dia 27/11/2010

“Em meados dos anos 90, a revista canadense Adbusters (adbusters.org) lançou um desafio para a população local: passar 24 horas sem comprar nada. Nascia o Dia Sem Compras – ou ‘Buy Nothing Day’, em inglês –, movimento que propõe ações e mobilizações de reflexão sobre o consumo, propondo uma pausa no cotidiano para pensar sobre o impacto das nossas compras diárias.”

Para quê passar um dia sem comprar? E aliás, na América, passar um dia perto do feriado de Ação de Graças sem comprar, como assim?

O movimento serve como alerta para as conseqüências ambientais e éticas do consumismo, afinal tudo que é comprado tem um impacto sobre o meio ambiente e a população. Todos sabemos que reciclar é bom para o planeta, mas consumir menos é essencial num mundo de recursos cada vez mais escassos. Como consumidores, temos que questionar nossos hábitos de consumo, a real necessidade de comprar determinados produtos, entender o papel da publicidade nesse ciclo e demandar posturas mais responsáveis por parte das empresas.

Eu conheci o movimento em 2007 e nestes anos ele já conquistou diversos países: Argentina, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Hong Kong, Itália, Japão, Nova Zelândia, Espanha, Suíça e Portugal. No Brasil o Dia sem Compras ainda é tímido, mas vem ganhando visibilidade a cada ano graças à iniciativa de algumas organizações que apóiam a mobilização, como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) e o Blog do Dia Sem Compras.

Então, quando Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana (www.alana.org.br), me convidou para participar deste dia postando, aceitei na hora! Já é hora do Brasil mostrar sua força de mobilização e participar ativamente do Dia Sem Compras, utilizando a imagem abaixo como selo da campanha e publicando artigos sobre esse movimento no mundo todo.

Vamos unir forças e participar do Dia Sem Compras?

Para mais informações, acesse os sites:

http://www.ionline.pt/conteudo/35143-esta-ai-o-desafio-passe-um-dia-inteiro-sem-comprar
http://www.adbusters.org/campaigns/bnd
http://www.buynothingday.co.uk/
http://www.meetup.com/Buy-Nothing-Day/

Não é o meu primeiro ano envolvida com a ação:

http://www.samshiraishi.com/um-dia-sem-compras/
http://www.samshiraishi.com/consumista-eu/

Para ser bem-amado nas mídias sociais #eleicoes2010

Postado em Cotidiano e sociedade no dia 15/09/2010

“O velho trabalho dos marqueteiros se faz atual como nunca. E daqui para a frente se depara com o desafio de lidar com a internet e as redes sociais – empenhadas em enxergar os políticos por trás da maquiagem.”

Usando o mote do lançamento para o cinema de O Bem-Amado, baseado na obra do teatrólogo Dias Gomes, com o revival da figura de Odorico Paraguaçu, “arquétipo do político matreiro, envolvente, “enrolador”, corrupto até a medula e obsessivo”, o repórter Renato Guimarães escreveu um excelente artigo para a revista online Página 22 (da FVG) na qual listou os elementos que no imaginário nacional permeiam o jogo político: “amores, luxúria, dinheiro, poder, inveja e violência” e, ao abrir seu texto com a mais bem-acabada representação de um modo de fazer política que aparentemente está enterrado no passado recente do Brasil, especialmente depois da volta do regime democrático, Renato nos convidou a pensar em como algumas das artimanhas e manejo de palavras e gestos de Odorico Paraguaçu que ressurgem no processo de construção da persona pública de vários candidatos país afora podem ser revisadas e bloqueadas com o advento das redes sociais.

Fui convidada a opinar sobre o tema para o artigo e nem precisei pensar muito, me coloquei, como de costume, no lugar do consumidor 2.0 que é eleitor 2.0 neste ano.

As eleições 2010 serão o primeiro teste dos políticos para o jornalismo-cidadão que nós, “consumidores 2.0”, fazemos nas redes sociais desde a popularização das ferramentas de compartilhamento de notícias e de autopublicação.  Se antes precisávamos ir ao ombudsman para ler uma visão mais crítica da notícia repercutida, agora temos muitos blogs e perfis de Twitter para seguir, ora concordando, ora discordando, mas acima de tudo – e felizmente – vivenciando um debate inovador na nossa sociedade.  Sugiro que o eleitor interessado em votar bem escolha um foco (eu escolhi educação) e acompanhe os candidatos na temática selecionada, sendo também um propagador dos erros e acertos de suas propostas e campanhas neste assunto.  Isso é ser proativo no desnudar do candidato e na tarefa de escolher quem vai representar seus interesses no próximo governo.

Multidão por @lidifaria - a foto usada indevidamente em video da campanha

E quanto ao velho trabalho dos marqueteiros, ele está com os dias contados. Nesta segunda-feira a denúncia do uso não autorizado de uma foto (retirada do Twitpic de @lidifaria) para a produção de um video de internet para campanha do candidato petista ao governo de São Paulo foi exemplo da reação 2.0. E uma mostra em tempo real do que @interney chamou de Candidatos Analógicos em sua contribuição à matéria:

Há um abismo entre o que a campanha digital poderia ser e o que está sendo.  Os candidatos estão mais preocupados em influenciar (ou manipular) a opinião alheia do que efetivamente compartilhar suas opiniões, conversar, mostrar quem são.  Não temos candidatos na internet, são seus assessores que cuidam dos seus espaços, cometendo gafes, pinçando as perguntas que querem responder e editando tudo para que o candidato apareça plástico e sem vida, defendendo os argumentos que a campanha decidiu serem o pilar de sua candidatura.  Não temos espaços abertos para conversar com os candidatos no âmbito digital, porque a candidatura off-line toma todo esse tempo: as redes sociais contemplam relacionamento e os candidatos estão usando a internet como mídia de massa.  Edney Souza, editor do blog Interney.

E se, como @inagaki, editor do blog Pensar Enlouquece, você acha que o canal ainda é mal explorado

“As mídias sociais ainda estão sendo utilizadas de modo muito tímido no Brasil.  Não poderia ser diferente: apesar do crescimento substancial de visitas a sites como Twitter e Facebook no País nos últimos doze meses, o fato é que a TV aberta ainda é o grande formador de opiniões no Brasil.  Outro problema que diagnostico é o fato de, em blogs e mídias sociais, as discussões políticas andarem extremamente exacerbadas.  O maniqueísmo desses debates empobrece demais as discussões, afastando interessados em comentar política.  E a internet, que poderia representar um meio onde fosse possível encontrar informações diferenciadas, infelizmente acaba por fomentar rivalidades em vez de construir pontes de entendimento entre partidos.”

#ficaadica da leitura do artigo completo aqui.

A mulher é a grande empreendedora da Nova Classe Média

Postado em Cotidiano e sociedade, todos pela educação no dia 08/09/2010

A nova classe média na GloboNews - Repórter Cristina Aragão entrevista a cabeleireira Rose, na capital paulista

Eu perdi o primeiro episódio do especial Nova Classe Média, mas quero acompanhar os outros, que vão ao ar nos próximos domingos (dias 12 e 19/09, sempre às 23h) na GNT. Em três episódios, o especial mostra a história de pessoas que conseguiram melhorar de vida por meio de seus trabalhos e, para tanto, os repórteres Cristina Aragão e Sidney Resende viajaram pelo país para conversar com especialistas e conhecer personagens da classe C brasileira, que é formada hoje por mais da metade de toda a população do país, o que corresponde a mais de 90 milhões de brasileiros que têm renda familiar de R$ 1,6 mil a quase R$ 7 mil.

Os perfis que representam estes novos cidadãos são gente que encontramos cotidianamente e não raro chamamos abertamente de vencedores.

Exemplo é Lindalva Nóbrega, de Fortaleza, que há 10 anos, mesmo sem capital, pediu um empréstimo para uma financeira e construiu um colégio na comunidade em que morava e hoje tem centenas de alunos, dos quais cobra R$ 55 por mensalidade – e com o que ganha em seu negócio consegue proporcionar uma vida confortável para a família, vive em uma casa toda reformada e equipada, paga a educação da filha e, a cada dia, investe em melhorias para a sua escola.

A mulher é a nova empreendedora? Creio que sim e o outro perfil da série comprova esta tendência.

Rose Bezerra saiu da Paraíba com a filha pequena em busca de alguma oportunidade em São Paulo, sem recursos financeiros e sem estudo (tinha cursado só até a quarta série do ensino fundamental) e, mesmo sem nunca ter visto sequer um elevador ou um metrô, encarou ambos para voltar a estudar, fazer cursos técnicos para aprender um ofício e começar a carreira na área de estética feminina, trabalhando como manicure, cabeleireira e depiladora. “Com o tempo e muito trabalho, começou a formar uma clientela fixa e assim conseguiu juntar dinheiro para abrir um simples salão de beleza. Hoje, tem um apartamento próprio, já quitado, na capital paulista, e paga, sozinha, até faculdade particular para a filha, que se forma em Direito no final deste ano”, contam os repórteres.

Mas não são só mulheres, claro, que fazem os impressionantes números que comprovam o crescimento desta classe. Mas há um ponto em comum: o estudo! Só entre 2004 e 2007 houve um aumento de 75% no número de pessoas que fizeram cursos profissionalizantes, em seis regiões metropolitanas do Brasil. Os dados nos fazem crer num futuro diferente, não é mesmo?

[update] Me contaram que tem um quiz legal sobre o tema: “Descubra que tipo de consumidor você é!”.

A “insensibilização” coletiva tem cura?

Postado em Cotidiano e sociedade no dia 21/07/2010

“Pais ficaram sem seus filhos de modo não natural. Toda a sociedade deve assumir o “mea culpa” nos dois casos.”
@charlesbigfoot

Crédito da foto: reprodução de site

Hoje na hora do almoço peguei carona numa conversa que @ladyrasta @jhcordeiro @mob_igormaia estavam tendo no Twitter sobre dois casos que estão na mídia com destaques diferentes, mas que refletem o mesmo problema: a falta de segurança nas cidades. Mais, no decorrer da conversa (à qual se juntaram depois @evandrocesar @lalubr @anaaragao @bqeg) levantei o ponto que acho mais triste na história, que é o fato de, mesmo um garoto classe média alta, ter que usar um tunel interditado na madrugada para fazer manobras de skate.

Quando morei no Japão eu me admirava muito com o fato de as quadras e outros espaços nas escolas serem usados pela comunidade como área de lazer. Voluntários faziam as vezes de treinadores e promoviam atividades durante todo o dia (sim, criança precisa de guias, não dá para só abrir as escolas e largar as crianças lá como se fosse o campinho de terra no terreno baldio do bairro de antigamente).

E por falar em escola, o papo começou (fui ver para entender) com a indignação da Flávia sobre o destaque que se deu para o caso do atropelamento e o pouco caso que se fez com o menino baleado em classe. Os irmãos feridos pelo padrasto em Embu também perderam espaço, mesmo sendo um caso terrível.

“Eu acho muito mais relevante um aluno morrer dentro da sala de aula do que um atropelamento. Você não?”

Entrei no papo porque acho ambos tristes sintomas de uma sociedade que não sabe para onde dirigir seus esforços. Sabe quando sua casa fica tão, mas tão bagunçada (tipo depois de uma mudança ou de uma mega festa) que você olha e não sabe nem por onde começar para arrumar? Nem para para dar ordens à arrumadeira você consegue reagir sem antes avaliar bem o que está lá, o que pode ser jogado fora, o que é frágil e precisa de cuidados especiais, o que é dispensável e pode ser descartado, o que estragou e precisa ser consertado ou reciclado.

Precisamos reciclar nossa visão acerca destas tragédias urbanas! A advogada da nossa thread (debate online) aludiu à falta de condições do Estado em assumir suas funções (ainda mais no Rio, quem conhece bem a cidade ou pelo menos viu filmes recentes como Meu nome não é Johnny e Tropa de Elite entende) e eu concordo que a partir do momento em que o Estado não entra ali, há outro estado exercendo poder – e isso cria conflito.

É verdade, não importa o que se faça, sempre haverá atropelamentos e que muitos países não vivem em guerra civil… e os que não vivem em guerra civil fazem sua parte, reagem e não admitem que sua vida (não só sua timeline do Twitter, com quem dá unfollow em quem fala de coisas sérias, ou sua TV, como quem muda de canal quando o tema fica chato e politizado) seja guiada por quem não está nem aí para o “futuro da Nação”.

E você, ainda se sensibiliza e quer pensar coletivamente em como fazer do País um lugar melhor?

Ruas e lares decorados para a Copa

Postado em Cotidiano e sociedade, Esporte no dia 13/06/2010

Mesmo com os gadgets da Copa, as atividades comuns dos torcedores persistem. Nas ruas do meu bairro são várias as manifestações de patriotismo e, apesar das restrições da Lei cidade Limpa, dá gosto de ver a união das pessoas – e olha que a lei proíbe a publicidade em excesso nas ruas, com faixas, placas e banners pendurados em postes e muros estão vetados, mas podemos colocar bandeirinhas nas ruas, mas com cuidado para não esconder faróis e não prejudicar a sinalização do trânsito.

Descobri que, pelo menos nesta época, outras cidades vivem proibições como nós. (more…)

Quanto mais gente, mais quente! Eu apoio a @agasalhe

Postado em Cotidiano e sociedade no dia 10/06/2010

Quanto mais gente, mais quente! Este é o tema da Campanha do agasalho 2010! Cá estou eu, além de fazer minha doação física, deixando o registro da #doacao20 para ajudar milhares de famílias carentes a enfrentar o inverno com mais segurança, dignidade e calor humano. @lumita me convidou a divulgar a campanha nas redes sociais e agasalhar quem precisa, usando um argumento irrefutável: juntos podemos aquecer o twitter, os blogs, os facebooks.

Pierre (Palmeiras), Neymar (Santos), Cicinho (São Paulo) e Dentinho (Corinthians)

Para saber mais sobre a campanha é só acessar o site que concentra informações sobre os locais de doação mais próximos de você, (more…)

Proibição de publicidade infantil – será a solução?

Postado em Cotidiano e sociedade, Mãe com filhos, Política e Cidadania no dia 09/06/2010

Eu ainda não me convenci, embora esteja acompanhando o debate acerca da publicidade infantil pelo Alana há muitos anos. Mas concordo que num mundo ideal as crianças não seriam bombardeadas por comerciais de comida não saudável e elas não estariam exatamente na altura das suas mãozinhas nos supermercados, mas não concordo que até os 8 anos as crianças não conseguem discernir porque acreditam nas coisas sem refletir. O que você acha?

Achei um debate que tratou especialmente do tema, no Ver TV, programa semanal da TV Câmara que discute as funções, a programação, os avanços tecnológicos e as questões éticas de uma TV de qualidade, comprometida com a cidadania. (more…)

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