Categoria: Cotidiano e sociedade

Entramos no outono? Mas não era primavera no Hemisfério Sul?

Postado em Cotidiano e sociedade no dia 18/10/2011

Acordamos com sol, finalmente, depois de muitos dias de chuva intensa. Mas as temperaturas baixas não se foram, parece que Sampa está mesmo copiando o clima do Sul, que varre a chuva com o vento cortante e gelado.

Hoje pela manhã, tuitando, bendizendo o sol e reclamando do frio nesta primavera, comentei que venta como no outono japonês (a enorme árvore da foto abaixo, que fica no caminho entre minha casa e o escritório, se movia sem parar hoje, coisa rara para sua estrutura firme e forte) e que as temperaturas parecem estar seguindo a “fantasia de hemisfério norte”. Lá sim seria natural ventar, fazer friozinho e o clima mudar (para pior?)… mas aqui a gente espera que o calor comece.

Volta primavera, por favor!

E venta como no outono japonês... Frio mesmo! RT @priperlatti: #Euri RT @samegui: @priperlatti muita cara de outono... E temperaturas seguindo a fantasia de hemisfério norte né?

P.S. E para quem acha que a Mooca não tem verde, as fotos mostram que sim. Mas os mooquenses podem colaborar, optando menos por “piso frio e calçamento” em todo pedacinho de quintal que tem nas residências e edifícios, né? Que tal tornarmos nosso bairro um espaço com muito mais verde?

Você já pensou como traçaria uma estratégia real para reduzir o uso do carro?

Postado em Cotidiano e sociedade, Trânsito e Mobilidade no dia 22/09/2011

Ontem, em Ipanema, no Rio, tive que parar minha caminhada para fotografar esta bicicleta estacionada numa calçada perto da rua Maria Quitéria. É meu atual sonho de consumo, sabem? Uma dobrável assim seria perfeita para ir comigo no transporte público (metrô) sem problemas e também seria igualmente prática para estacionar onde quer que eu precise.

Infelizmente ainda não é minha realidade e justamente neste dia tenho compromissos a 22km da minha casa, lá no Social Media Week São Paulo. Mas aqui comecei há anos a mudança de hábitos necessária para um ajuste à vida sem carro.

Você já pensou como traçaria uma estratégia real para reduzir o uso do carro?

Li estas dicas e gostei!

  • Planeje seus deslocamentos
  • Percorra distâncias curtas a pé ou de bicicleta
  • Utilize transportes coletivos pelo menos um dia por semana para ir ao trabalho
  • Prefira meios de transportes limpos aos poluentes
  • Quando utilizar o carro, dirija com economia
  • Prefira automóveis com motores movidos a álcool (combustível menos poluente do que a gasolina)

Depois destas mudanças, servindo já de exemplo vivo de que é possível mudar, podemos começar a atuar de forma cidadã, cobrando das autoridades públicas de nossas cidades medidas que facilitem esta troca para um grande número de pessoas. São mudanças que terão grande valor para toda comunidade:

  • Renovação/expansão da frota e capilaridade dos sistemas de transportes coletivos (como ônibus, metrô e trem)
  • Criação/expansão de ciclovias nas cidades
  • Aluguel de bicicletas públicas
  • Criação de bicicletários (estacionamentos públicos de bicicletas) em pontos estratégicos

E para quem está pensando seriamente no tema, vale “brincar” com o infográfico que vi neste post e trouxe para cá. O aplicativo interativo é do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e faz o cálculo da emissão C02 por tipo de transporte. Faça suas contas e comece hoje a mudar de rotina!

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Dia Mundial Sem Carro pode ser Dia do Pedestre?

Postado em Cotidiano e sociedade, Trânsito e Mobilidade no dia 22/09/2011

“Todos os dias, 4 pessoas morrem em acidentes de trânsito em SP. 2 são pedestres. Juntos podemos reduzir o número de acidentes e vítimas fatais em nossa cidade.
@prefavida

Hoje é o Dia Mundial Sem Carro (CarFree Day), uma data que nasceu na França em 1998 e se espalhou por cidades de todo o mundo. No Brasil, o evento ocorreu pela primeira vez em 2001 e a cada ano nota-se um aumento nas adesões de municípios e de cidadãos. A expectativa para 2011 é que a data seja comemorada em mais de uma centena de cidades brasileiras como Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Campo Grande, Natal, Salvador e Belém, envolvendo cerca de 300 organizações e prefeituras que apóiam fechando algumas ruas para o trânsito de automóveis, principalmente no centro das cidades.

Já falei sobre a data em outros posts, desde 2008, contando da história da data, sobre as ações diferentes, como a Vaga Vivade 2009 e o Encontro de Meios de Transportes Alternativos movidos a energia Humana de 2010. Neste ano mesmo acontece aqui em São Paulo o 1º evento de consumo colaborativo e transporte compartilhado do Brasil que debaterá “O poder do coletivo: consumo colaborativo e transporte compartilhado em prol de cidades mais inteligentes e sustentáveis”.

Mas vou em outro caminho neste ano, pensando na convivência pacífica de motoristas e pedestres no trânsito, fator que me parece um dos mais importantes na atualidade porque a falta de cortesia, que resulta em falta de segurança, acaba sendo um grande motivador para não sairmos de casa sem carro e nos “escondermos” dentro dos nossos possantes que nos protegem.

Creio que neste Dia Mundial Sem Carro devemos focar nossas atenções às ações que buscam regulamentar os direitos do pedestre, ainda que seja com multas para quem desrespeitar este cidadão que está sem carro, mas atuando diretamente no trânsito. Nesta semana a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) começou a multar o desrespeito ao pedestre em toda a cidade de São Paulo, fiscalizando prioritariamente os centros comerciais de bairros e corredores de ônibus, além da região central e da avenida Paulista, onde as multas já são aplicadas há algum tempo.

Funciona multar?

Infelizmente sim. Um levantamento da CET (feito entre julho e agosto) mostra que o número de motoristas que respeitam o pedestre subiu de 10% para 25%.  O aumento da fiscalização faz parte do Programa de Proteção ao Pedestre, uma campanha que busca conscientizar motoristas sobre o respeito ao pedestre no trânsito com atuação de agentes de trânsito e orientadores na rua (que incluem mímicos que fazem um teatro nos faróis fechados), atuando nos principais corredores de tráfego da cidade, estações de Metrô e os já citados corredores de ônibus.

“A CET aplicou 6.746 multas por desrespeito ao pedestre desde o dia 8 até 27 de agosto. O balanço não conta com as multas aplicadas pela Polícia Militar, que também autua os casos.
As penalidades são de até R$ 191,53 e sete pontos na carteira de habilitação.
As principais infrações são: não dar preferência ao pedestre na faixa, quando não há farol; não dar preferência ao pedestre na transversal; avançar na faixa sem que o pedestre tenha terminado de atravessar e não ligar a seta com antecedência.”

Eu tinha ouvido falar da iniciativa, mas só quando vi os caras atuando nas ruas eu acreditei. A CET garante que nos últimos doze meses revitalizou 11 mil faixas de pedestre em São Paulo e espalhou 1.200 faixas pelas ruas com orientações para os motoristas sobre o respeito ao pedestre, sendo que parte delas é direcionada aos pedestres, numa educação para o trânsito que não distingue quem quer ensinar.

Afinal, todos somos pedestres num momento ou outro, não é mesmo?

E o Rio de Janeiro continua lindo…

Postado em Cotidiano e sociedade no dia 20/09/2011

Passei o dia em reunião no Rio e, confesso, demorei a me concentrar com esta vista da janela. Não é minha primeira reunião nesta região, mas eu nunca acostumei e nem deixo de me maravilhar com a beleza deste lugar.

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O escritório, que fica em Ipanema, tem também esta vista da praia, que, infelizmente, não pude ver de perto durante o dia!

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E só pude apreciar, rapidinho e en passent, na volta ao aeroporto no começo da noite.

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Mas fica aqui o registro da beleza nas fotos feitas com celular, mas com olhar de quem abençoa esta terra linda e seu povo tão simpático!

P.S. E um abraço especial para os queridos que, ao me verem comentar nas redes sociais que eu estava no Rio, me deram boas vindas e demonstraram boa vontade de me encontrar. Este carinho me emociona muito, obrigada!

Abraço no Mundo dos Brinquedos

Postado em Cotidiano e sociedade no dia 28/08/2011

“O Projeto Abraço nasceu do sonho de pessoas comuns como eu e você, que queriam fazer uma diferença no mundo. Com o lema “Fazendo da Diversão uma Boa Ação” o Projeto Abraço atua com corpo de voluntários em festas beneficentes e eventos e uma vez por ano promove sua própria festa. A
Festa do Abraço
.”

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Este é o nosso programa para o final de semana: dar abraço em amigos novos, desvirtualizar algumas pessoas, ter uma tarde bem animada em familia e sobretudo ajudar.

A animação fica por conta da programação que vocês podem ver no site www.projetoabraco.com.br e que eu vi no entusiasmo do convite da Calu (a @ctlongo, do Rede Mulher e Mãe):


“Gente bonita, lugar bonito, atividades ultra legais, comida maravilhosa, decoração impecável, shows fantásticos…”

E tem dois ganhos extras neste dia especial: a festa é no Moinho eventos, na Mooca, um lugar incrível onde acontecem até lançamentos de novela da Globo (eu fui lá na festa de Paraíso) e que não é aberto ao publico, então é a chance de conhecer e aproveitar o espaço, que tem muita área livre e ao ar livre, perfeito para este domingo ensolarado.

É um Matsuri (festival, festa de rua) com toques orientais porque há muita comida e brincadeira nipônica por conta das entidades atendidas: o Ikoi-no-Sono (voltada para idosos), Kibo-no-Iê e o Kodomo-no-sono (ambas atendem deficientes mentais adultos, que normalmente já perderam os pais e a família não quer cuidar deles.) São todas instituições sérias mantidas pela comunidade nipo-brasileira e com trabalhos lindíssimos.

E como ir? No site A
Festa do Abraço
tem o mapa para chegar (fica pertinho da Radial Leste, na altura da Anhembi Morumbi) e os comvites (vendidos a R$ 35,00 para maiores de dez anos) e outras instruções. Segundo a Calu, o convite dá direito a entrar na festa, ver os shows, bingo e a toda parte de jogos eletrônicos, divididos por faixa etária.

A recomendação da Calu deixar para comer lá, “porque a comida é um espetáculo a parte! Muita comida oriental fresquinha, pizza, churrasco, sonho…”

Eu vou seguir o conselho e me jogar em familia no mundo dos brinquedos. Se puder, vá também e me avise por Twitter para nos vermos!

P.S. A festa tem um objetivo social além de ajudar as entidades nipônicas: comprar a casa onde funciona a CASA DO PAC (Projeto Amigos da Criança). A Casa do PAC é um abrigo para crianças retiradas de suas casas por maus tratos e abuso. Por estarem numa casa alugada eles não podem receber nenhum apoio do governo, tendo que ser mantida exclusivamente por voluntários que ajudam mensalmente com doações financeiras, doações materiais e atividades. A idéia é comprar a sede para que esse lindo trabalho possa continuar. E nós podemos ajudar! Vamos?

[update] Fotos nossas hoje lá:

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Das incongruências do cotidiano – e do que podemos fazer para mudar a realidade

Postado em Cotidiano e sociedade no dia 27/08/2011

Incongruências das nossas ruas que temos que enxergar com olhos humanos, arregaçar as mangas, dar as mãos e começar a mudar já!

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A verdade é que, como a Joceane Borges, que comentou na foto que subi no Facebook também, a frase do cartaz, que faz doer mais o abandono da criança dormindo no chão, nos faz pensar que não podemos ficar parados e calados diante desta falta de humanidade.

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Para quem quiser ajudar pessoas em situação de rua, minha dica é conhecer o trabalho da ONG Clube de Mães do Brasil que há 18 anos atua na dignificação e na reinserção destas pessoas por meio da profissionalização. Há um relato muito bom do trabalho deles aqui no post do @mudarock.

De minha parte, por ser alguém que tira o casaco para o próximo (literalmente) desde a escola primária, prefiro pensar nesta frase de Mandela:

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P.S. E hoje é o McDia Feliz, tradicional data na qual a venda do “número 1″ é revertida para projetos que tratam crianças com câncer. Mesmo que você não queira comer fast food, siga a sugestão do @cuecasnacozinha e da @alesie:

“@cuecasnacozinha: Hoje é o #McDiaFeliz .Faça uma dupla boa ação compre seu lanche para ajudar o GRAACC e doe para aliviar a fome de alguém.”

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Eu e outras tuteiras vamos pedir ajuda ao pessoal da ONG Clube de Mães do Brasil para começar a ajudar as crianças na Cracolandia. Na década de 1990 eu fui voluntária do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua em Curitiba, mas combatíamos um inimigo menor, a cola de sapateiro. Não sei qual a dinâmica das ruas com o crack, mas eu quero voltar a ajudar.
Se vc tb quiser, avise!

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A “melhor idade” tem muita história para contar!

Postado em Artigo Patrocinado, Cotidiano e sociedade no dia 26/08/2011

Não é de hoje que eu penso no que se convencionou chamar de Terceira Idade ou Melhor idade né? Já trouxe o tema à tona em posts diversos, de voluntariado à postura da mulher motorista (algumas continuam dirigindo depois dos 80 anos), sempre pensando no quanto a maturidade traz benefícios para toda sociedade. Morei no Japão onde os idosos são muito respeitados, preservam seu espaço social e, acima de tudo, se sentem atores importantes no cotidiano.

Por isso, quando me convidaram para divulgar aqui o Concurso Cultural Prêmios Longevidade, do Grupo Bradesco Seguros, eu aceitei, ciente de que tem grande valor divulgarmos notícias e dicas ligadas ao envelhecimento vivido de uma forma mais saudável, com o conceito de que o passar dos anos não precisa estar relacionado ao fim da vida, mas sim ao acúmulo de experiências e de histórias. Histórias que precisam ser compartilhadas, estudadas e registradas.

Valorizando estas histórias, as produções acadêmicas, jornalísticas e memoriais (relatos de histórias de vida), que dissertem sobre o conceito de Longevidade estão convidados a participar dos “Prêmios Longevidade”, que aceita inscrições até o dia 31/08/2011.

Veja as categorias e descubra como você pode participar ou indicar a algum amigo que o faça:

  • Histórias de vida: Relatos pessoais ou narrativas de histórias que tratem da relação das pessoas com o tempo, experiências significativas e lições de vida de longevos. Podem participar todos os interessados, maiores de 18 anos.
  • Jornalismo: Matérias sobre a Longevidade, seus impactos e desdobramentos, veiculadas entre janeiro de 2010 e agosto de 2011. São duas subcategorias: mídia impressa (jornais e revistas) e mídia eletrônica (TV, rádio e web). Poderão participar deste concurso jornalistas brasileiros com Registro Profissional no Ministério do Trabalho (MTB).

Além de certificado e troféu desenvolvido por um artista plástico brasileiro, os vencedores receberão prêmios em dinheiro que variam de R$ 1 mil a R$ 10 mil, entregues na premiação que ocorrerá no VI Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, no dia 04/10, no Hotel Unique, em São Paulo.

Para mais informações, inscrições e todos os regulamentos acesse: www.premiosdalongevidade.com.br

P.S. E para quem estuda o tema, há mais uma categoria, com o prazo de inscrição até janeiro de 2012: o Prêmio Longevidade Meio Acadêmico, um estímulo a quem se dedica a estudar a Longevidade nas categorias Mestrado, Doutorado e Trabalho Publicado em Revista Científica.

Azaleias e o dia da vovó

Postado em Cotidiano e sociedade, Mãe com filhos no dia 24/07/2011

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Minha Batian (avó japonesa) sempre gostou muito de azaleias e aprendi a aprecia-las em sua homenagem. Mas só quando passei meu primeiro inverno no Japão eu compreendi, com o coração, o significado deste carinho. As azaleias, muito resistentes, são das primeiras flores a alegrar os olhos no final do inverno, antes mesmo da grande florada das cerejeiras.

Não é mesmo uma flor adorável?

E você, tem alguma flor em especial que lembra sua avó? Aproveite que estamos pertinho do dia da vovó para fazer esta homenagem a ela!

O setor 2,5 – porque juntos somos ótimos

Postado em Carreira e dinheiro, Cotidiano e sociedade, from posterous no dia 18/07/2011

Mesmo cidades como Curitiba têm pontos nos quais podemos ajudar a melhorar sua estrutura.

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Um exemplo é esta rua que foi asfaltada sem que removessem o poste de luz do meio da rua e agora precisa ser “consertada”. Este processo demora e insistir com a companhia de energia e a prefeitura depende dos vizinhos, da reação conjunta da comunidade.

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Setor 2,5… Tenho ouvido este termo com muita frequência em reuniões de um novo projeto e me vi pensando em como, sem nenhum planejamento, cresci pensando no mundo como um espaço onde as soluções só podem sair da mescla do segundo com o terceiro setor. Assim como na educação eu defendo a união de “pais, filhos e professores” num movimento que tem “eu, você e todos pela educação”, transporto esta visão de gestalt para todas as áreas nas quais precisamos que a engrenagem atue como uma máquina que pode (quer?) produzir unindo forças.

Costumo falar brincando para as pessoas nas quais vejo a união de talento (conteúdo) e caráter (ética) – já comentei aqui, a cada dia vejo com mais força como é imprescindível esta dobradinha para trabalhar com alguém – que “juntos somos ótimos”. Esta frase martela na minha cabeça desde criança por conta do musical Saltimbancos, do original italiano (com letras de Sergio Bardotti e música de Luis Enríquez Bacalov) que aqui no Brasil se popularizou com versão de Chico Buarque (e de Lucinha Lins e Os Trapalhões, para muitos de nós). Assim como dos dois irmãos (Grimm) captaram do povo histórias como a que inspirou os Saltimbancos (do conto Os Músicos de Bremen), aproveitaram as histórias do povo para produzir seus famosos contos infantis (e também um precioso trabalho com a história da língua alemã), na minha visão de menina de interior, que viveu numa sociedade onde não havia setores tão organizados e cada um atendia às necessidades do próximo quando elas batiam à sua porta, creio também que posso continuar tanto com meu trabalho do segundo setor quando o do terceiro setor, numa atitude que vejo ser cada vez mais frequente, que é a do setor 2,5.

“O Primeiro Setor é o setor público, dos governos e suas instituições que, em teoria, atuariam para o bem estar coletivo sem distinção.
O Segundo Setor é o mercado, empresas que exercem atividades privadas, as que atuam em benefício próprio e particular.
O Terceiro Setor é o das organizações sem fins lucrativos, atuando nas lacunas deixadas pelos setores públicos e privados.”

E como uma empresa se posiciona neste espaço intermediário? Creio que em primeiro lugar sendo ética em suas atividades – com clientes, com fornecedores, com a sociedade – e buscando atuar corretamente no impacto social de sua atuação. Mas continuamos a ser empresas que visam lucro, não é mesmo?

E ter lucro (não os abusivos, mas os justos, frutos de um trabalho que foi acima da média) é um bônus que permite que pensemos em novos projetos, tenhamos fôlego para pensar além da sobrevivência e encontrar inspiração para planejar mais do que o mero cotidiano, fugindo do lugar comum.

E você leitor, acredita na atuação de empresas em ações cidadãs, numa mescla de segundo e terceiro setor? E conhece propostas bem sucedidas nesta área?

“Minha brasília amarela, ‘tá de portas abertas”… @pobregram

Postado em Cotidiano e sociedade, Cultura Web 2.0 no dia 30/04/2011

Outro dia, na feira, vi este carro e não resisti: mandei pro Instagr.am dizendo:

“Quem se lembra que as brasilias tinham porta-malas na frente? Mamonas Assassinas feelings…”

Quem se lembra que as brasilias tinham porta-malas na frente? Mamonas Assassinas feelings...

"Se no dia da foto da feira eu soubesse do pobregr.am, o tumblr que faz piada do aplicativo do iPhone, eu teria mandado para lá!"

Alguns curtiram e rolou até uma discussãozinha sobre ser variant ou brasilia, além de muitas lembranças dos Mamonas Assassinas que faziam um humor tão próximo do que hoje se faz nas redes sociais – já pensaram que Dinho e cia se dariam super bem com Youtube e Twitter?

Esta veia humorística, tão feliz entre os brasileiros, é tema de uma reportagem da Época desta semana que traz os famosos das redes sociais que estiveram no youPIX nesta semana, com poucas novidades para quem lê blogs e segue Twitter o tempo todo, mas muita coisa interessante para quem está fora deste universo geek.

#ficaadica

"Fica, vai ter bolo!" o humor das redes sociais na Época desta semana

Vamos apoiar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo? Basta vestir azul!

Postado em Cotidiano e sociedade, Saúde e Bem Estar no dia 01/04/2011

“Cerca de 2 milhões de brasileiros são portadores de autismo, muitos ainda sem diagnóstico”.

O Dia Mundial do Autismo foi criado pela ONU em 18/12/2007 para a conscientização desta síndrome que, segundo especialistas, afeta a maneira como 70 milhões de pessoas em todo o mundo se comunicam e interagem.

Como parte deste movimento de conscientização, a Rede Globo, em apoio, fez um filme que convoca todos que quiserem a vestir a cor azul, símbolo desse movimento. No comercial, imagens de crianças portadoras de autismo são “coloridas” de azul. Criado pela Central Globo de Comunicação, o vídeo vai ao ar nos intervalos comerciais da emissora com a assinatura: “Cidadania. A gente vê por aqui”.

Várias cidades apoiam a data como forma de esclarecer a população sobre a convivência e a integração dos autistas e suas famílias na sociedade. O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, será iluminado de azul nos dias 1 e 2 de abril, além da Ponte Estaiada, em São Paulo, e vários outros monumentos e prédios do país. Em Portugal, monumentos e prédios, como a Torre dos Clérigos e a estátua do Cristo Rei em frente a Lisboa também serão iluminados de azul para a data.

Em Curitiba, a querida amiga Simone Zelner e a União de Pais Pelo Autismo (UPPA) e o Centro Conviver organizam hoje às 147h, no Parque Barigui, um piquenique seguido de uma Caminhada pelo Autismo. Vistam roupas azuis e balões azuis! Tragam um lanche para seu filho, colchonetes, brinquedos e o que mais for necessário para comemorar conosco! E amanhã, 02/04, eles estarão com uma barraca na Rua XV de Novembro (na Boca Maldita), das 9h, às 13h, oferecendo informações e conscientizando a população. Também no sábado, às 18h30, os jogadores e a diretoria do Coritiba Foot Ball Clube, farão uma homenagem no início do jogo contra o Rio Branco de Paranaguá – jogo do Campeonato Paranaense, que acontecerá no Estádio Couto Pereira.

P.S. Um dos meus posts mais antigos sobre autismo é de quando conheci a Simone Zelner, hoje uma das minhas melhores amigas, numa comunidade de orkut, em 2006/2007. Eu contava dela, do Gabi e lembrava de outras crianças autistas que conheci no post Preconceito e Neofobia.

“Já tive um vizinho autista quando meus filhos eram bebês e lembro bem de como a familia era afetuosa com ele e da importância que a escola e os amigos tinham no seu cotidiano. Também tive uma amiga (de quando trocava cartas e não e-mails com desconhecidos, os penfriends) cujo filho autista era adulto e não tivera o mesmo tratamento, vivendo numa espécie de clausura, à qual a mãe era, inevitavelmente, submetida também. Uma diferença grande de enfoque que mostra como já evoluímos. Simone é um exemplo destas novas mães, citadas tão recentemente em matérias das revistas ÉpocaSeleções e no programa Oprah Winfrey Show. Ela é nutricionista, por isso ligada à área biomédica e se divide na visão de profissional e mãe de autista. Mas tem uma visão critica que vai além de ambos os papeis, o que admiro muito nela.”

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Outras ações:

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