Beleza e autoestima roubadas pelo Photoshop
Postado em Saúde e Bem Estar no dia 28/07/2011“Dois anúncios de cosméticos que usavam fotos alteradas por computador foram proibidos na Grã-Bretanha sob a acusação de que eram ‘enganosos’”
BBC
Hoje cedo me deparei com uma notícia de que na Inglaterra anúncios de cosméticos antiidade foram “barrados” por conterem propaganda enganosa (e muito Photoshop). Na hora pensei: quero ver a regulamentação da propaganda no Brasil chegar a este ponto!
Tem regulamentação melhor do que aquela que exige que se comprove o que se promete? Pois nós temos uma lei no Brasil que nos defende da propaganda enganosa, mas creio que poucos sabem usá-la – eu mesma, apesar de ter trabalhado na assessoria de imprensa do Procon, nunca tinha feito esta correlação do excesso de manipulação digital nas fotos de artistas com a cobrança de que os efeitos prometidos pelos cosméticos funcionassem de fato com uma “propaganda enganosa”.
São direitos básicos do consumidor estabelecidos pelo artigo 6º da lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990:
(…) IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços;
Neste caso, ainda tem um plus: a argumentação de que “poderiam contribuir para problemas com a autoimagem dos consumidores” e de que “deveríamos ter alguma honestidade nos anúncios publicitários“.
O parlamentar inglês que fez a denúncia de propaganda enganosa lembrou que
“Há um quadro mais abrangente, em que metade das mulheres jovens, entre 16 e 21 anos, que dizem que consideram fazer cirurgias cosméticas e estamos vendo o número de distúrbios alimentares mais do que dobrar nos últimos 15 anos”.
Segundo entendi, o parecer que considerou os anúncios com retoques exagerados de Photoshop “propaganda enganosa” o fez porque as empresas não conseguiram provar que os benefícios indicados na divulgação que acompanhava as fotos eram realmente factíveis para as consumidoras. Daí que o discurso que promovia uma base “anti-envelhecimento”, foi alterado para “clarear a pele, limpar a maquiagem, diminuir sombras escuras ao redor dos olhos, deixar os lábios mais lisos e escurecer as sobrancelhas”.
Vocês acreditam que juntos, atuando de forma mais ativa ao exigir nossos direitos, alcançaremos este estágio de cidadania?

P.S. Se os temas lhe interessam recomendo pensar no Conar e o risco da autorregulamentação e no meu review do livro-estudo de Raquel Moreno A Beleza Impossível – Mulher, Mídia e Consumo.
Cosméticos para os crescidinhos
Postado em Saúde e Bem Estar no dia 25/07/2011Hoje estive na @agenciaithink e ganhei da @tchulimtchulim uns mimos da Johnson’s. Quando cheguei em casa os meninos viram o pacote e #aos8 reclamou: só tem presente de menina! É verdade, o mercado não percebeu ainda este mercado em potencial que é o dos meninos.
Outro dia recebi de presente um kit lindo da Barbie com creme, xampu e até um óculos de sol. Coisas muito fofas, mas que não vejo com facilidade equivalentes para garotos. Quer dizer, até tem, na pré estréia de Carros 2 os meninos ganharam uma deocolônia ótima para meninos, suave, mas com cheirinho masculino – e não de bebê unissex.
Mas quando falamos de cremes hidratantes, por exemplo, as opções com “menos cheiro” de menina ou de bebê são raras. Como o caçula herdou a pele seca da mamãe, depois que cresceu e não quer mais cheirar a nenê, temos apelado para o bom óleo Johnson’s que tem um cheiro neutro.
E quanto ao xampu (e creminho) desembaraçante, para os meninos com cabelos à Justin Bieber), o jeito é usar os cheirinhos de tuti-fruti enquanto eles aceitam.
Tem outras mães (pais, avós?) de meninos por aí? Vocês também sentem que o mercado poderia ser menos feminino e atender de forma mais natural aos cuidados com cabelo e pele dos “crescidinhos”?
Informação é tudo – post da @patricegu sobre os Probióticos
Postado em Saúde e Bem Estar no dia 22/07/2011Na sexta-feira passada eu estive com algumas mães numa “entrevista coletiva online” com Dr. Artur Timerman, médico infectologista e Mestre em infectologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), sobre o uso de probióticos na prevenção das doenças de inverno.
O convite era para as Actimães (as mães que participaram do seminário com cientistas do Centre Carasso na França), mas eu pedi para levar as amigas do blog Comer para crescer e elas foram como representantes do A Vida Como A Vida Quer. Moças sérias, na volta prepararam um texto bem legal sobre o encontro e eu posto abaixo para quem tem interesse sobre o tema.

O legal é que ao final do videchat Dr. Artur sentou-se conosco e respondeu a todas as nossas perguntas, como mostra a foto!
A Sam convidou o Comer para Crescer para participar de um videochat com o infectologista Dr. Artur Timerman sobre doenças de inverno e os probióticos. Adoramos o convite pois era uma oportunidade de saber um pouco mais sobre essas substância de novo difícil.
Cheguei ao evento sabendo apenas que probióticos em excesso podem provocar diarréia em crianças, como explicou a Mônica Brandão no post Crianças e probióticos.
Saí do evento sabendo muito mais do que isso e positivamente impressionada com essas substâncias vivas.
Dr. Timerman explicou qual é o mecanismo de ação dos probióticos. “O conceito básico é: se eu tomo uma vacina, a resposta imunológica que será iniciada localmente vai induzir uma resposta imune porque o conceito por trás dessa reação é solidariedade imunológica. Se eu modulei uma resposta para a parte intestinal, a resposta não vai ficar só no intestino, mas em todo sistema imunológico. Com o trato digestivo ocorre a mesma coisa. Se eu modulei uma resposta para o intestino, a resposta vai chegar ao nosso nariz, ao nosso sangue.”
Talvez seja por isso que as acnes da Sam tenham melhorado depois que ela passou a tomar todos os dias um frasco do leite fermentado com probiótico, como ela contou no post Os probióticos e as doenças de inverno.
Só que probiótico não é remédio, não é para ser ingerido só quando se está doente, mas para melhorar a imunidade. São substâncias que quando ingeridas promovem benefícios para a saúde. Não são indicadas para “soltar o intestino”, caso dos prebióticos. Os probióticos melhoram o fluxo intestinal e a imunidade. Ou seja, o benefício é mais amplo já que as substâncias interagem com as células. Para que para a ação seja efetiva, o consumo precisa ser diário, inclusive porque a colonização das bactérias presentes nos probióticos no intestino não é permanente, portanto, pedem renovação sempre.
Para dr. Timerman o uso diário de probióticos deveria ser prioritários entre os idosos e as grávidas, inclusive para beneficiar o recém-nascido, via aleitamento materno.
Saí do evento determinada a incluir um frasco de leite fermentado todos os dias na minha dieta, como faço com os meus filhos, para ver como meu organismo reage. Espero que positivamente, pois tenho uma dor de garganta crônica desde a infância e não agüento mais ficar tomando remédio toda vez que ela inflama. Espero passar pela mesma experiência positiva da Sam.
Patrícia Cerqueira (@patricegu) é editora do blog Comer para crescer. Tem 15 anos de experiência no jornalismo, a maioria dedicados à saúde (mulher, grávida, bebê e criança) e educação, em veículos como Crescer e Marie Claire (Editora Globo); Equilíbrio (Folha de S.Paulo). Foi repórter em Época, redatora na Folha, organizou e editou o livro 300 Respostas da Crescer sobre Gravidez (Globo).
Os probióticos e as doenças de inverno
Postado em Cuidando da Casa, Saúde e Bem Estar no dia 15/07/2011“A Organização Mundial de Saúde define probióticos como ‘organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro’, como função funcional benéfica no organismo, os probióticos tem efeito sobre o equilíbrio bacteriano intestinal: controle do colesterol e de diarréias e redução do risco de câncer.”
Hoje participarei de um encontro no qual um famoso médico – bastante popular em revistas e programas de TV – vai dirimir as dúvidas de mães e pais sobre o uso destes probióticos na prevenção de doenças de inverno. Em vídeochat – ao vivo, que você pode acompanhar aqui as 13h às 14h- o Dr. Artur Timerman, médico infectologista e Mestre em infectologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), vai nos informar e também responder a algumas dúvidas dos participantes.
Embora eu admita que só tenha me tornado consumidora ativa de probióticos depois da incrível visita ao Centre Carasso na França (onde pude conhecer tanto os cientistas que estudam estes ajudantes do organismo quanto os laboratórios onde fazem suas pesquisas), eu sempre tive um “olho” nestes componentes de alimentos industrializados presentes no mercado – geralmente apresentados com leites fermentados e iogurte, mas que podem ser encontrados na forma de pó ou cápsulas.
No Japão, onde morei há alguns anos, era muito comum o uso de alimentos semelhantes – a Yakult, que compartilha de parte dos estudos mais avançados com a Danone, é japonesa, lembram-se? – e desde aquela época eu esperava que este hábito chegasse aqui. Em primeiro lugar porque considero muito melhor prevenir do que remediar – se podemos cuidar da flora e da regulação intestinal antes que seu mau funcionamento traga indisposição, para quê esperar para ter que ir ao médico e tomar medicamentos? Em segundo lugar porque gosto da ideia de que alimentos podem ter a função de manter nosso organismo saudável, assumindo um papel de destaque na bioquímica do organismo – eu sou sobrinha de bioquímicos, sempre entendi a culinária como um espaço no qual esta ciência pode ser incorporada no cotidiano.
E você, como vê esta ajuda dos alimentos?
Como tem cuidado para que as típicas doenças de inverno afetem menos sua família? Se puder, participe do “encontro virtual” hoje às 13h e (ou?) conte também das suas dicas ligadas à alimentação na prevenção de problemas rotineiros de saúde.
P.S. Sobre o uso cotidiano de probióticos, preciso fazer post com calma para contar aqui que com o Actimel eu consegui solucionar um problema que parecia estético, mas nenhuma linha de cremes resolvia: minha acne. Voltei a ter acne depois dos 30 (segunda adolescência?!) e não conseguia resolver de jeito nenhum… mas foi começar a tomar Actimel para, em menos de uma semana, elas desaparecerem. Parece mentira (ou depoimento “pago”), mas não é! Já se passsaram cerca de três meses e ainda estou maravilhada!
Andar de Bike (nem que seja pela primeira vez) #ferias
Postado em Famílias interativas, Saúde e Bem Estar no dia 07/07/2011O vídeo abaixo é de uma fofura sem igual e me fez reviver minha alegria quando comecei a andar de bike sem rodinhas, tanto quanto a de meus filhos quando começaram a andar bem de bike (mesmo que com rodinhas). O garotinho do vídeo faz discurso entusiasmado convidando outras crianças aprenderem a andar de bicicleta, dizendo que “acredita” que elas conseguem!
E como falta para nós, no cotidiano, acreditar que podemos! Para começar, que tal brincar com coisas que ficaram lá na infância da gente? Em Brincadeiras de infância ajudam a ficar em forma – e em paz! eu indicava algumas ideias ligadas a brincadeiras infantis para ficarmos em forma. E já que as férias estão aí, que tal aproveitar o tempo que sobrar para brincar prá valer com os filhos – exercícios como bambolê, corda e patins valem por parte da academia, dizem os especialistas – e desestressar? Uma pesquisa conta que bastam cinco minutos de exercícios físicos ao ar livre para colher benefícios significativos à saúde mental. Além das vantagens para a cuca fresca, exercícios infantis, quando feitos disciplinadamente, oferecem grande gasto calórico e resistência física.
E se a bicicleta for a pedida e você encarar ensinar – ou aprimorar – ao seu filho o prazer de andar de bike pelo bairro, em Bote seu filho para pedalar tem dicas do personal trainner Carlos Klein e um infográfico com os novos e imprescindíveis equipamentos para estes passeios na cidade ou no campo.
O que conta é ensinar e incentivar as crianças a terem uma vida mais ativa. As crianças precisam ser ativas e devem aprender na infância como permanecer saudável, insistem os especialistas. Incentivá-los andar a pé ou de bicicleta é uma grande oportunidade para ajudar a conseguir isso.
Como as novas mídias ajudam pacientes de doenças crônicas?
Postado em Saúde e Bem Estar no dia 07/07/2011“Defesa de tese da Andréia Jacopetti representando a Comunidade Doador de Órgãos, um dos estudos de caso deste excelente trabalho. Parabéns Andréia pela sua contribuição à saúde no Brasil, e aos amigos e seguidores do doadordeorgaos do facebook e do twitter, que têm contribuído para levar informações a milhares de pessoas a respeito das causas que defendemos.”
Doador de Órgãos

Eu falei deste tema há poucos dias no vídeo do Hospital Israelita Albert Einstein e nem sabia desta tese. Acredito sinceramente que com as redes sociais muda o cenário por conta das relações entre os players. E ver a notícia que divulguei acima me chamou atenção. Primeiro porque eu conheço a fundação Pró-Rim (sou paranaense e minha avó materna foi paciente renal no final de sua vida) e segundo porque vejo este mesmo movimento de engajamento social acontecer na internet há anos e se fortalecer – muito! – com as redes sociais. Mas às vezes falta aos profissionais mais nichados, como é o caso da categoria biomédica, tempo para acompanhar todo este processo e esta evolução (galopante) do cidadão comum que passa a ser benfeitor de uma obra porque acredita nela e resolve ser mecenas divulgando-a em seu blog.
Ao teorizar o fenômeno das redes sociais digitais, com ênfase na comunicação e na saúde, a nova mestre Andréia Jacopetti serve como ponte entre estes dois mundos.
“O trabalho é importante para médicos e pacientes e também para empresas do setor de saúde, que podem compreender como se dá as interações nas redes sociais digitais. No campo da pesquisa, avança na área de comunicação e saúde ao trazer importantes contribuições”, disse Claudia Quadros, coordenadora do Programa de Mestrado e Doutorado em Comunicação e Linguagens (PPGCOM) por ocasião da defesa da tese.
Segundo li, a pesquisa, qualitativa e feita com pacientes renais que usam as redes sociais, analisou a participação dos pacientes renais nas redes sociais on-line, o que demonstrou um novo cenário de relacionamento entre públicos e instituições de saúde por meio das redes sociais on-line. Andréia conta que
“Os pacientes renais crônicos têm se apropriado cada vez mais da rede como um espaço de compartilhamento de experiências, promoção de ajuda mútua e de busca por conhecimento e suporte em seus tratamentos, especialmente quando se trata da busca pelo transplante renal.”
Pergunto a você, leitor, se conhece outros projetos interessantes que simplificam e aproximam o universo biomédico dos pacientes (e não pacientes, do leitor comum, por quê não?) e se aceitaria contribuir com uma lista destes projetos comentando aqui para reunirmos estas boas (e novas) práticas.
Topa?
P.S. Minha avó dependeu de hemodiálise em seus últimos anos de vida e nos aproximamos muito tanto das famílias dos outros pacientes, quanto do corpo clínico (da Santa Casa de Curitiba) quanto desta realidade. Isso aconteceu entre 1986-88, avalio como teríamos nos fortalecido se tivéssemos as redes sociais para nos orientar e amparar. ;-)
Eu já sou doadora – e você? #doesangue #doemedula
Postado em Saúde e Bem Estar no dia 01/07/2011Nesta semana eu finalmente me tornei oficialmente doadora de medula – lembram-se que tinha falado do tema em alguns posts, como o do João Bombeirinho?
Com este gesto completei o que começara no Dia Mundial do Doador, quando participei de uma gravação no @hosp_einstein para mostrar como é fácil, rápido e simples doar sangue e que esta atitude pode “caber”no nosso cotidiano, mesmo com a vida mais ocupada (no meu caso de mãe, empresária e dona de casa sem ajudante!).
Espero sinceramente que inspire e estimule outras pessoas a se tornarem doadores.
Que coisa louca: é verdade que o amor é cego! Quem diria?
Postado em Comportamento, Saúde e Bem Estar no dia 30/06/2011“No recém-lançado “Sobre Neurônios, Cérebros e Pessoas” (Atheneu), o médico e neurocientista carioca Roberto Lent, 62, fala sobre descobertas da neurociência em uma língua que todo mundo entende. Nesta entrevista à Folha, ele explica como a desativação de certas partes do cérebro comprovam que o amor é cego e o ser apaixonado, louco.”
Iara Biderman

Ontem à noitinha vi esta nota na página da Folha de S. Paulo do Facebook: Neurocientista explica por que o amor é cego. Na hora tuitei brincando:
Que coisa louca: é verdade que o amor é cego! Quem diria?
E lendo a matéria com calma, gostei de várias coisas. A principal é a ideia de que Somos programados para amar. Bonito, não? Lent reforça a ideia que os românticos defendem há séculos: “Animais são programados para reproduzir, mas não podemos dizer que se amam. No nosso caso, há um ingrediente a mais, que é a experiência subjetiva“.
Aquelas sensações do amor – do arrepio ao orgasmo, do que nos faz corar, suar, ofegar, o coração bate mais rápido até se exibir para a pessoa amada – temos reações que poderiam ser confundidas até com o medo, admite o neurocientista. Segundo ele, estudos usando ressonância magnética funcional (aquela que mostra imagens do cérebro em atividade) é possível fazer um mapa de regiões que são ativadas em situações relacionadas ao amor e considerando as principais regiões ativadas (ínsula e núcleo acumbente, que não me perguntem o que são, mas vocês podem ver aqui) e notar que há ativação dessas regiões e desativação de outras áreas no lobo frontal do cérebro.
Em termos leigos, o que isso significa?
As regiões frontais são associadas ao raciocínio, à busca das ações mais adequadas. Desativar essas regiões significa perder o controle. Na paixão, a pessoa deixa de levar em conta certas contingências sociais e faz coisas meio malucas. A expressão “o amor é cego” reflete a percepção dessa desativação do lobo frontal descoberta pela ciência.
Segundo o pesquisador português Antônio Damásio, cada emoção tem uma combinação do que ele chama de marcadores somáticos, diz Lent.
“Quando você tem de novo a exata combinação, produz o mesmo sentimento. No caso do amor, fica marcada em seu cérebro uma combinação de circuitos e reações que é ativada quando você encontra a pessoa amada, vê uma foto dela ou apenas pensa nela.”
Em suas palavras, a função do amor é aproximar pessoas, inclusive aproximações improváveis: como o amor é cego, você pode amar pessoas que normalmente são rejeitadas por outros. Sempre haverá um certo alguém para outro alguém. E nesta ideia de que seria desfavorável para as espécies se só se aproximassem entre si pessoas loiras de olhos azuis, eu ri e me achei porque afinal, sou uma mistura étnica, tanto quanto meus filhos!
E aí, você concorda com o pesquisador? Será que o amor é realmente cego ou na verdade ele é muito mais “inteligente” e vê mais longe do que os olhos na perpetuação da nossa espécie?
P.S. E tinha como não lembrar do filme O Amor é Cego, no qual o personagem de Jack Black é hipnotizado e passa a ver a beleza interior das pessoas no lugar de sua aparência externa? Divertido e um convite à reflexão.
O exercício pode “secar” o leite?
Postado em Famílias interativas, Saúde e Bem Estar no dia 26/06/2011Não sou mais uma mãe que aleita filhos desde 2004, mas ainda me considero muito ligada nos assuntos – não o suficiente para char legal quando me oferecem por Twitter promoções para ter absorventes de seios para excesso de leite, mas animada para estimular outras famílias a adotarem o aleitamento materno por um tempo mais prolongado.

Na sexta-feira aconteceu a Blogagem Coletiva Para o bebê, o melhor leite é o da mãe, uma proposta da blogosfera materna que objetivava disseminar a informação de que o leite materno é o melhor para o bebê.
O leite artificial deve ser utilizado apenas quando não há possibilidade real de amamentação, quando a mãe encontra alguma dificuldade fisiológica para amamentar ou em casos específicos. Dar o leite artificial ou o leite de vaca no lugar do leite materno quando a mãe tem condições de amamentar não traz benefício algum. A ideia desta POSTAGEM COLETIVA é UNIR todas as pessoas que são pró-amamentação, quer amamentem ou não, e ajudar a difundir a importância do aleitamento materno. Quem tem blog, faz um post. Quem não tem, posta em seus sites pessoais o lembrete de que o leite materno é o melhor alimento para o bebê (a imagem linda desse convite é de Silvia Falqueto).
Como já escrevi inúmeros textos sobre o assunto, resolvi listá-los ao final do post e publicar um um artigo que recebi e tratava dos exercícios físicos e a lactante, reforçando que para a mãe se sentir bem e feliz aleitando é importante que ela também esteja bem de saúde. De acordo com Gizele Monteiro (do Mais Vida), o retorno ao exercício no pós-parto sempre deve ser gradativo, mas não só por uma preocupação com a amamentação.
Durante o período gestacional, muitas alterações corporais ocorreram e o retorno ao exercício deve sempre ser orientado por um profissional que entenda essas mudanças do organismo feminino, diferenciando assim o programa e o atendimento.
Um profissional que entende o que acontece com a mulher saberá dosar o exercício numa intensidade adequada para que essa questão não seja respondida de forma positiva. A produção de leite consome muita energia. Uma mãe em fase de amamentação produz entre 800 e 1200 ml de leite por dia e, para cada litro de leite que produz, há um gasto de 900 calorias em média.
Portanto se o “exercício for intenso ou num volume elevado” e a mulher tiver uma ingestão alimentar inadequada poderá prejudicar a amamentação, pelo alto gasto energético que ocorre nesse período. Além do exercício e da ingestão alimentar inadequada, uma hidratação inadequada também poderá comprometer o aleitamento materno.
E a história de que o leite pode mudar de gosto por conta do excesso de exercício?
Tem fundamento. Pesquisas relacionadas à amamentação e exercício observam um aumento de ácido lático no leite materno. Esse aumento relaciona-se com a intensidade do exercício, isto é, quanto mais intenso mais ácido lático no leite. A grande discussão era que esse ácido lático poderia modificar o sabor do leite e dessa forma o bebê passaria a não aceitá-lo, sendo então que de forma indireta o exercício estaria interferindo na aceitação do bebê ao leite após o exercício pela mudança no sabor deste.
Alguns autores observaram essa resposta, havendo uma diferença na aceitação do leite em mães que realizaram “exercício máximo”, sendo o mesmo associado ao aumento da concentração de ácido lático. Os estudos com intensidades adequadas “não mostraram efeitos negativos” sobre a amamentação.
Citando Cary & Quinn (2001), a especialista traz dados que corroboram que o exercício e amamentação são atividades compatíveis, informando que dentre os vários estudos analisados não há comprovação de efeito prejudicial do exercício durante a lactação não afetando a composição, o volume do leite, o crescimento, o desenvolvimento infantil, ou a saúde materna.
O exercício também teria um efeito muito importante na melhora da aptidão cardiovascular nas lactantes e na sensação de bem-estar quando comparara lactantes ativas com mulheres sedentárias.
O importante é que o “personal trainer” saiba organizar a sessão de treino para que as intensidades não sejam ultrapassadas, não só pelo aspecto da amamentação, mas também pelo exercício intenso ou em grande volume poder comprometer o sistema músculo-esquelético nesse período.
E vale lembrar: como as mamas ficam maiores e mais pesadas durante a gravidez e no período pós-parto (na fase de amamentação), é importante cuidar delas no caso de atividades de impacto (como corrida), certificando-se de que estejam bem firmes. Como no caso dos sutiãs de aleitamento, é importante usar tops reforçados.
P.S. E para quem de interessar pelo tema, neste link estão os textos já publicados no @avidaquer sobre Aleitamento Materno.
Faltam motivos para você se cadastrar como doador de medula? Conheça o @joaobombeirinho #doemedula
Postado em Ação e Cidadania, Cidadania e politica, Saúde e Bem Estar no dia 23/06/2011“Seja o amigo oculto de alguém por toda a vida”
#doemedula

"Conhecido pelo sonho de ser bombeiro e por ter sido destaque em telejornais nacionais, João Daniel tem leucemia e já passou por 11 cirurgias e tratamentos de quimioterapia."
Você certamente já ouviu falar de famílias que lutam bravamente para encontrar doadores de medula compatíveis. Eu já contei que quando eu estava para casar uma família nordestina foi apoiada por meus pais na fase de transplante de seu filho. Naquele caso o irmão era um doador compatível, mas nem todos os casos são resolvidos assim, como num romance. Quando moramos no Japão, em 1999, Gui substituiu na JB Communication uma moça boliviana que descobrira a leucemia junto com uma gravidez. O caso dela era muito delicado porque ela decidiu manter a gestação (e a filha nasceu bem, poucos meses antes do Enzo), além de ter um agravante: como mestiça (de hispânico e japonês) seu perfil biológico fugia do padrão japonês. Desde aquela época eu digo vou me tornar doadora de medula porque meu tipo (mestiça de japonês e alemão, com um pouco também de ancestralidade portuguesa) pode ser um destes raros de se achar. Mas, a vida é ocupada e a gente pode até desejar doar, mas vai deixando para amanhã, para semana que vem, para o outro mês, quando tiver mais tempo.
Bem, os pacientes que precisam da doação não têm tempo. Como no caso do menino que é o atual símbolo da luta contra leucemia nas redes sociais, o @joaobombeirinho, cada dia é um novo dia de vida, mas também um a menos na busca por um doador em tempo de salvar a vida de quem precisa do transplante de medula.
Nem sempre ganhamos estas lutas. Outra família, a do menino catarinense Cauã, que teve sua história amplamente veiculada e ampliou muito o banco de doadores em Florianópolis onde vivia, não encontrou um doador compatível em tempo. E vendo histórias como a destes dois meninos eu sinto mais força para finalmente vencer a inércia, preencher o cadastro e ir ao local indicado para deixar uma amostra de sangue, permitindo que meu perfil biológico amplie a rede de doadores de medula no mundo.
Se você também gostaria de se cadastrar para ser doador de medula óssea e mora em São Paulo, A RMA Comunicação fará um mutirão em parceria com a AMEO (Associação da Medula Óssea) para coleta de sangue no próximo dia 28/06, das 13h às 17h, na sua sede em Pinheiros (Rua Cunha Gago, 700), buscando ampliar o cadastro do banco de doadores de medula óssea.
Que tal dar uma fugidinha do trabalho na hora do almoço, passar por lá com esta ficha preenchida e deixar algumas gotinhas do seu sangue? E se você não é de São Paulo mas gostaria de participar, faça o mesmo: reuna um grupo no seu trabalho, escola, faculdade, condomínio e promova um mutirão de doações também!
Dia Mundial do Doador #doesangue e #doemedula
Postado em Ação e Cidadania, Cidadania e politica, Saúde e Bem Estar no dia 14/06/2011“Doar sangue não dói, é rápido e salva muitas vidas. A quantidade de sangue retirada não afeta a sua saúde porque a recuperação acontece imediatamente após a doação.”
Uma data especial me levou a um hospital hoje, o Dia Mundial do Doador de Sangue. E passei parte da tarde lá, não resolvendo problemas meus, mas deixando minha colaboração para minimizar os problemas do próximo (aquele ser que a gente não sabe quem é, mas a quem podemos ajudar quando assim decidimos).
Eu fui doar sangue.
Como dizia no panfleto que recebi quando passei pela triagem do Banco de Sangue, “uma vida não precisa de muito para continuar“, mas precisa de gente. A ciência melhorou muita coisa, evoluiu horrores, mas doar sangue (assim como órgãos, medula, leite humano) ainda é o que nos permite sermos mais gente.
E o medo de agulhas? E a fraqueza que podemos sentir ao doar? E se não me aceitarem como doadora, quem compensa meu tempo perdido? Bom, quem na faixa etária adequada para doar (de 18 a 65 anos) nunca tomou uma injeção, vacina, soro? Doar não é tão diferente disso.
E é rapidinho: em menos de 3h eu já estava de volta ao lar e à rotina, deixei e busquei os meninos na escola. E sim, como não tenho abono de falta (porque não sou funcionária e sim empresária), tive que compensar um pouco o trabalho, mas nada que me tire o bem estar de ter feito uma boa ação.
Quer fazer o mesmo?
Eu fiz a doação no Banco de Sangue do Hospital Albert Einstein do Morumbi, mas você pode procurar um local perto de você, nos postos fixos do Hemocentro bairro, cidade ou estado.
[E para quem achou que faltaram informações práticas sobre a doação de sangue neste post, é porque em fevereiro eu postei com grande detalhamento aqui: Como fazer a doação de sangue - Hemocentros requisitam doadores antes do feriadão]
P.S. E para quem não é aceito como doador de sangue (porque fez tatuagem há menos de um ano, tem peso inferior a 50 kg ou outro complicante como bronquite ou diabetes), tem outras formas de ajudar, como se cadastrar para ser doador de medula óssea. A RMA Comunicação fará um mutirão em parceria com a AMEO (Associação da Medula Óssea) para coleta de sangue no próximo dia 28/06, a partir das 13 horas, na sua sede em Pinheiros (Rua Cunha Gago, 700), buscando ampliar o cadastro do banco de doadores de medula óssea. Que tal dar uma fugidinha do trabalho na hora do almoço, passar por lá com esta ficha preenchida e deixar algumas gotinhas do seu sangue? E se você não é de São Paulo mas gostaria de participar, faça o mesmo: reuna um grupo no seu trabalho, escola, faculdade, condomínio e promova um mutirão de doações também!






Patrícia Cerqueira (@





