Jun
26

Ciclo de palestras para a saúde e bem estar masculino

Falo muito do mundo feminino aqui. Mas, enfim, que seria do mundo feminino sem os homens? Como vivo num lar com três homens - e sou Sex And The City e não L. World - fico ligada nos temas relacionados a eles. Soube que nesta sexta acontece uma das palestras do Projeto + Saúde para o Homem . Iniciativa do IAMSPE ( Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo), os eventos são sempre gratuitos e abertos à população, oferecendo um espaço no qual os homens poderão receber informações, tirar dúvidas e aprender com diferentes e renomados especialistas sobre diversos temas relacionados à saúde e bem-estar.

O projeto que já realizou a primeira palestra do ciclo em março deste ano ainda prevê a realização de mais dois encontros que objetivam consolidar e disseminar informações sobre a saúde masculina ao longo do ano. Acontecerão novos eventos nos meses de agosto (07/08) e setembro (26/09)c.

O Projeto + Saúde para o Homem, como o próprio nome indica o projeto foi elaborado especialmente para este público que não costuma se preocupar muito com a prevenção de doenças e, com menor freqüência do que as mulheres, consultar profissionais de saúde. As palestras abordarão de maneira clara e objetiva assuntos sobre saúde global, dicas de prevenção de doenças importantes para os homens, desmistificação de questões relacionadas à sexualidade e a relação entre qualidade de vida e bom desempenho sexual – tema delicado e de extremo interesse para o universo masculino.

Serviço:

  • Palestra + Saúde para o Homem
  • 27 de junho de 2008, das 10 às 12 horas
  • Av. Ibirapuera, 981 – 6º andar (Anfiteatro do prédio da administração do IAMSPE) – São Paulo
  • Médico palestrante: Dr. Rodrigo Madeira Campos- Urologista Membro da SBU – Sociedade Brasileira de Urologia
  • Informações: (11) 5082-4729

P. S. Nesta semana foi lançado o livro Namoro é Saúde , do coordenador médico do projeto "Sexualidade com Qualidade”, Dr. Gerson Lopes, e da presidente da ONG S.A.B.E.R., Silvana Barolo. O livro contem artigos sobre namoro e sexualidade que refletem todas as iniciativas realizadas pela S.A.B.E.R. - Saúde, Amor, Bem-Estar e Responsabilidade , com o objetivo de educar e difundir informações sobre bem-estar, qualidade de vida, amor, sexualidade e saúde. A S.A.B.E.R. é  uma organização não governamental e foi constituída com o objetivo de difundir informação e orientação científica para o público leigo, por meio de uma equipe de médicos ginecologistas, obstetras, urologistas e psiquiatras que realizam palestras, além de psicólogos e educadores especialistas treinados para o atendimento e orientação telefônicos, melhorando a qualidade de vida, o bem-estar e a felicidade das pessoas.

Jun
03

Anti-tabaco

Neste texto do Nossa Via, comento minha experiência como filha de fumantes e conto resultados de pesquisas sobre o tabagismo.

Não sou fumante por exclusiva opção que eu não propago por aí - apesar de ser contra o tabagismo, não gosto de me meter na vida dos outros. Mas admito com naturalidade e sinceridade: mesmo sem nunca ter fumado, já fui dependente do cigarro.
É isso que acontece com quem força outras pessoas a conviverem com sua opção de fumar: o outro se vicia, inevitavelmente, sem estar de fato escolhendo.

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P.S. Outros artigos sobre tabagismo:

Jun
03

Melhorando

Tenho várias coisas para blogar, mas antes um agradecimento aos amigos que me mandaram mensagens preocupados com o Enzo. Obrigado pela preocupação. A febre está cedendo deste esta madrugada - o antibiotico deve estar fazendo efeito - mas ele ainda tem muitas dores de cabeça, está só no quarto, deitadinho no escuro. Enzo sem criar coisas no Lego nem ler nada, sem vir toda hora me contar de alguma teoria sobre dinossauro, enfim, é muito estranho ele quieto. E o rostinho tá inchado, com aquela cara que a sinusite deixa. Lella me chamou no msn para avisar que estou com comments off - não descobri ainda porque, no administrativo está tudo ok! - e ensinar a passar vick vaporub na sola dos pés para reduzir a febre. Gentil, não me esquecerei. ;)

P.S. Por sorte, Giorgio está ótimo, foi à escola sozinho ontem e hoje - vai almoçar a tudo lá, sem o mano. Sinal de maturidade do meu caçulinha e da alegria dele com os ensaios da festa juninha. Ele vai ser o noivinho!

Jun
02

Que segunda-feira!

Comecei a semana cansada. A verdade é que segunda-feira é um dia complicado, mil coisas para fazer no trabalho - às vezes com pendências da semana anterior - e aquele cansaço do final de semana. Mas hoje para mim foi ainda pior: meus amores estavam gripados no final de semana todo, o que, dentre outras coisas, significa que a mamãe não descansou um minuto. Lunna me falou hoje que a Nona dela fala que os homens são sempre meninos - pura verdade!

Ao contrário do pai e do irmão, que já se recuperam da gripe, Enzo foi acometido de uma crise de sinusite. Coisa chata, só quem tem sabe. Eu herdei do meu pai, Enzo de mim, praguinha que ainda devemos passar prá frente até estes defeitos genéticos terem conserto - um dia vai ser assim, creio, pelo caminho que a medicina faz. Febrão de quase 40 graus que nem antitérmico nem antibiótico faziam ceder e, o pior, muita dor de cabeça. Fiquei com pena dele e constatei uma coisa nesta crise: Enzo cresceu demais. Primeiro porque não cabe no meu colo, não tem mais jeito dele ficar confortável; segundo porque o pediatra do P.S. da Unimed receitou amoxilina em cápsulas. [Quem não tem filho não me entende, mas ele usava aquelas dosagens de copinho ou seringuinha até outro dia!] Meu Deus, onde foi parar meu menininho? Ainda estou pasma e ruminando o fato.

Enfim, meu menino mais velho, o Gui, melhorou e ontem fez o jantar para mim, porque no meio desta confusão estávamos colocando no ar o novo layout do Nossa Via . Aguardo sua visita lá para conferir e me contar, nos comentários, o que achou. Como falei no editorial que escrevi, finalmente o Nossa Via começa a parecer com aquilo que imaginava ser sua verdadeira vocação: ser um local para reunir amigos, bater papo, discutir, discordar e concordar, mas enfim, onde podemos ser gente e debater com gente. Neste conceito está o que considero melhor no blog como mídia e o motivo, creio, para ele se enquadrar - junto com redes sociais, fóruns, grupos, comunidades - na categoria de mídia social .

Apr
18

Dengue e crianças

Há tempos quero comentar aqui sobre a dengue, que vai chegando, aos poucos, ao quintal da casa da gente. Pela primeira vez eu invejo menos quem mora em Pinheiros, perto do querido parque Villa Lobos, e me acho mais segura aqui na Mooca. Mas será?

Na quarta à noite Giorgio teve um febrão e ontem passamos a manhã no Pronto Socorro. Como ele não tinha sintomas de sinusite nem nada na garganta (males que o acometem depois da cirurgia de adenóide e amídalas), ficamos preocupados. O médico pediu observação, não falou nada, mas ficamos com aquela sensação: pode ser dengue. Aí cuida com o que dá de antitérmico, cuida de hidratar, enfim, ficamos meio neuróticos. Fui ver os sintomas da dengue e, felizmente, não bateram: febre súbita e alta (único que bateu), dor na cabeça, dor atrás dos olhos, nos ossos e articulações, falta de apetite e paladar, moleza e cansaço, naúsea e vômitos, manchas vermelhas na pele (parecida com sarampo). Mas é bom sempre saber os sintomas e cuidar, porque “período de incubação” é de 3 dias até que os primeiros sinais comecem a aparecer e o primeiro é a febre repentina e muito alta (que pode passar dos 40º C) e depois dos sintomas se desenrolam até mais ou menos uma semana. Mas aqui em casa, acredito que tudo bem, não evoluímos e acredito mais numa somatização pelo excesso de trabalho e compromissos da mamãe! Nada que um feriado em casa não resolva! ;)

Mar
11

Beleza microscópica

Wellcome Image Awards
A striking display of shapes and patterns illustrating the microscopic structures of living organisms in a spectacular variety of ways. 

imagens-cientificas.JPG

Vi estas fotos científicas no blog Mente Aberta. São lindas e é possível ampliar uma a uma no site Wellcome Image. Legal é, além de votar na melhor foto, escutar (em inglês) o podcast no qual os cientistas falam do trabalho que tem relação com a imagem que você está vendo. Eu já votei! ;)

Feb
27

Divinização do leite materno

Acho que todo mundo sabe que eu sou uma entusiasta do aleitamento materno. O que nem todo mundo sabe é que sou com ressalvas. Por que? Bem, eu tive uma experiência maravilhosa amamentando meus filhos por um bom tempo - 1 ano e 9 meses o mais velho, 1 ano e 4 meses o caçula - mas na mesma época vi outras mães e bebês próximos a nós não viverem da mesma forma. E notei que estas mulheres, maravilhosas à sua maneira, se sentiam frustradas, inferiores, menos capazes até de amar porque não alcançavam esta “glória”. Neste sentido eu me considero uma militante do aleitamento materno (especialmente o exclusivo, até os 6 meses, como eu fiz) mas sou totalmente contra a divinização do leite materno.

Sábado eu estava no salão de beleza e tive uma conversa muito interessante e esclarecedora com uma médica obstetra, Viviane Vargas. As mulheres atuais são assim: uma fazendo pedicure, outra se arrumando para uma festa e dá-lhe conversa séria no salão. Rolou praticamente uma entrevista e o papo foi tão bom que já deixei uma ping pong combinada com ela. Breve eu posto aqui. Mas, por enquanto, deixo-os com alguns detalhes da conversa: Viviane trabalha na maior maternidade do estado de São Paulo, a Casa Maternal Leonor Mendes de Barros e me contava de uma pesquisa (pedi a pesquisa, leio e discutiremos os números aqui depois) feita com as mães de lá. Uma minoria estava em condições de amamentar. A grande maioria, segundo ela (que é mãe de um bebê fofucho de 3 meses), têm dificuldades com o aleitamento e uma boa parte não tem condições físicas de amamentar, porque tem o bico do seio ou o ducto lácteo inadequado, porque não se alimenta bem para produzir leite bom (aquele papo do “leite fraco” pode ser verdade em alguns casos) ou não tem boas condições de vida. Viviane me fez pensar na realidade das pobres moças a quem eu orgulhosamente afirmo que estimulei a aleitar no peito quando era voluntária de um programa em Curitiba (perto de minha residência tinha uma favela e o posto de saúde atendia a elas no projeto “mãe curitibana“). Morando sem conforto algum, “em casebres insalubres, trabalhando demais (em casa, fora de casa ou em ambos), com outros filhos para criar e com um marido que é mais um filho, porque se nega a ajudar porque paga as contas e é homem”. Realmente, as condições são tão diversas das minhas que tive que me calar e admitir que estava militando no caminho errado.

Amamentar é ótimo (eu recomendo), mas não devemos divinizar este ato, porque algumas mães simplesmente não conseguem aleitar e se sentem muito frustradas desnecessariamente.

P.S. Ontem no Desabafo de Mãe Sikora comentou que a filha passou a adoecer mais quando deixou o leite materno. Também notei isto nos meus. Mas a relação é mais emocional do que física, com certeza. As mães que aleitam por bom tempo vão até 9 meses e nesta fase os bebês começam a engatinhar e com isto descobrir um mundo novo totalmente fora do alcance dos seus olhos e mãozinhas (no colo) e até da visão dos adultos que cuidam da casa. A outra questão de que lembro é que nesta fase começamos a forçá-los a conviver com amiguinhos e a troca de “vitamina S” rola animada!
Jan
30

Calçados confortáveis

Eu estou tratando o joelho esquerdo há um mês. Parece mentira, mas uma “plica” - uma rebarba óssea - que deveria ter sido absorvida pelo meu organismo antes de nascer tem me causado dores agora. E com ela, um “jogo” na patela está me deixando de molho o verão todo com uso de remédios para artrose para reparar o desgaste da cartilagem. Tudo isto tem me feito abandonar saltos e plataformas e assumir de vez minha estatura (1,50m) com rasteirinhas e tênis nos últimos meses.

Enfim, como recebo releases de assessorias de imprensa todo dia pelo Maxpress, hoje soube que a Picadilly (não ganhei nada eles não, mas achei a novidade interessante) vai lançar uma linha que pode ser útil para as “idosas” como eu. Chama-se Infravermelho Longo e a pena é que o design não é para as idosas-balzaquianas. Diz o release:

Esta tecnologia já vem sendo utilizada em outros campos ligados a saúde, principalmente em colchões. Ao ser incorporada em sapatos, esta tecnologia proporciona imenso bem-estar por auxiliar a circulação sanguínea nos pés, canela e panturrilha, prevenindo doenças, como varizes, inchaços, inflamações e até osteoporose.
“Inserimos uma fibra com platina, alumínio e titânio em baixo da palmilha dos calçados. Por meio do calor do próprio corpo, esta manta emite raios similares irradiados pelo sol que agem na eliminação de toxinas do organismo e aliviam o cansaço nos pés”, explica Tibúrcio Grings, diretor de desenvolvimento da indústria.
A manta de Infravermelho Longo também é envolvida com algodão antibacteriano, que diminui o odor dos pés. A promessa é de que “quanto mais andar com o calçado, mais a pessoa irá descansar, pois seu organismo emitirá mais calor ativando constantemente a ação fibra”.

 

Jan
25

Febre amarela

Soube no Luz de Luma que os Amigos da Blogosfera fizeram a proposta da blogagem coletiva sobre a Febre Amarela. Sabem, não sou afeita à área biológica e não me sinto apta a escrever sobre o tema. Mas ele me preocupa, pelo que significa em termos de descaso com a saúde pública (e a população), com o que pode significar se fizer uma “dobradinha” com a dengue e, de forma mais egoísta, com os riscos que corre meu marido, que viaja para o Mato Grosso e outras paragens distantes para pescar.

Por conta das viagens, lembrei de um aviso que recebi de uma agência de viagem sobre a febre amarela e repasso:

A vacinação contra febre amarela, além de evitar esta grave doença, tem sido uma exigência para os viajantes que se deslocam para áreas infectadas. Uma pessoa somente estará imunizada contra febre amarela, se vacinada no prazo mínimo de 10 dias antes da viagem, no caso de primeira vacinação. Pessoas já vacinadas precisam apenas de um reforço e a imunidade é considerada imediata.
A vacina contra febre amarela é recomendada a todos os viajantes que pretendam visitar os seguintes estados brasileiros: Acre, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

P.S. Li em uma notícia sobre a confirmação da décima vítima fatal por febre amarela uma animação que explica as formas de contágio, características e áreas de risco. Veja aqui.

[update] Os Amigos da Blogosfera, em agradecimento à participação na Blogagem Coletiva Sobre a Febre Amarela, listaram os participantes: Luma,OtherSide,Blog do Becher, Samantha Shiraishi, A melhor novela de todos os tempos do último verão, Leio o mundo assim…, Blogadão, Crazy Seawolf, 30eAlguns, Desabafos de Mãe - O blog, Crediario, UndBlog, Trivial - Blogue do Sérgio Grigoletto, Folha de Seu Paulo, Este ou aquele?, Puta Nhaca, Ajudando Natureza, Cláudia Pit, Blog Gdaro,Oscar-vg, Aprenda e Faça, Releitura

Dec
19

No alvo da moda

cancer-de-mama-no-alvo-da-moda.jpgLevante a mão quem não teve uma das camisetas do câncer da mama no alvo da moda. Está bem, tenho duas amigas que só usam camisetas se forem absoutamente lisas, mas como elas são escritoras, não contam. Mas mesmo elas corroborariam minhas razões para voltar a este assunto. Se você nunca usou a camiseta do IBCC, com certeza lembra de uma lenda urbana enviada por e-mail contando que o desodorante levava ao câncer ou outra coisa semelhante, porque o tema está no cotidiano.

Passo eventualmente pelo IBCC no caminho para o escritório e penso na conscientização que esta campanha trouxe, ao mesmo tempo que reflito sobre os excessos que a medicina tem proposto, como reflexionei outro dia com Fernanda. Não bastasse o número de cirurgias plásticas estéticas e cirurgias bariátricas para emagrecer, descubro que calcula-se que 15% das mulheres com alto risco optam pela mastectomia profilática - isto segundo dados empíricos do mastologista do HC de SP Eduardo Vieira Motta. O número é bem expressivo, mas afeta somente uma parcela da população feminina, a que tem mutação nos genes BRCA 1 e 2.

As mães de duas amigas minhas faleceram neste ano vítimas de metástases em decorrência de câncer de mama. Segundo estatísticas elas, que foram mães e amamentaram recentemente (o aleitamento materno reduz o risco), teriam 65% de chances de desenvolver a mesma doença, mas basta ser do sexo feminino e viver até os 80 anos para ter 10% de chance de desenvolver este tumor. Números tristes e preocupantes, que fazem as mulheres pensarem a sério nesta tendência americana, surgida na década de 1990 com a descoberta dos genes mutantes.

Se você achou que o tema é muito feminino, pense nisto: mutações no gene BRCA1 predispõem a câncer de próstata (risco 3 vezes maior para seus portadores, em comparação com o risco populacional global) e câncer colo-retal (risco 4 vezes maior em comparação com o risco populacional global).

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=xTMeR1BBWF8&NR=1]


A Vida Como A Vida Quer


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