Categoria: Comportamento

“Whenever you’re in trouble won’t you stand by me”…

Postado em Comportamento no dia 13/09/2011

“Whenever you’re in trouble won’t you stand by me,
Oh now now stand by me”
John Lennon

Tem certos dias em que só a música para levantar nosso astral.

Passei por uma situação bem desagradável neste começo de noite, uma confusão que desabafei no Facebook e nem vem ao caso contar aqui. Eis que volto para casa e, ao olhar no computador (que tinha ficado ligado), vejo o vídeo acima, do Playing for Change Day, um projeto que, segundo li no texto do Mudarock, possibilitou a construção de sete escolas de músicas que juntas já beneficiaram mais de 600 crianças.

E que eu possa estar sempre lá, apoiando e amando meus queridos, em todos os momentos, mas não de modo cego, como quem fica tateando no escuro, mas sim de olhos bem abertos e cientes do meu papel em cada situação.

When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we’ll see
No I won’t be afraid, no I won’t be afraid
Just as long as you stand, stand by me
And darling, darling stand by me, oh now now
Stand by me
Stand by me, stand by me
If the sky that we look upon
Should tumble and fall
And the mountains should crumble to the sea
I won’t cry, I won’t cry, no I won’t shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
And darlin’, darlin’, stand by me, oh stand by me
Stand by me, stand by me, stand by me-e, yeah

Da felicidade que encontramos em cada pequeno gesto

Postado em Comportamento no dia 04/09/2011

20110904-171406.jpg

Ontem no meio do dia tirei esta foto do lindo céu paulistano, num sábado de temperatura amena (que se tornou um dia quente) e eu pensei: que pena estarmos cheios de compromissos num dia tão lindo!

Eis que hoje recebi um presente: outra manhã linda e com direito a um plus!

20110904-172020.jpg

Na saída do culto, #aos8 se juntou às crianças e passou momentos alegres colhendo amoras para dividir comigo (ele sabe que eu adoro). Fruta no pé e crianças na árvore ao sair da @ibab são sinais de um domingo abençoado.

E ao voltar para casa, vejam que dia lindo e calmo nos esperava na Mooca.

20110904-173606.jpg

Vai parecer bobagem, mas lembram daquele papo de ver novela na internet quando tenho tempo? Pois neste final de tarde de domingo eu fui tentar entender a história de Morde e Assopra, a novela das sete, da qual ouço sempre elogios à interpretação de Cássia Kiss e no capítulo de sexta ela falava algumas coisas muito significativas para o filho, personagem que chama Guilherme e é um rapaz daqueles que damos por “caso perdido”. Ela dizia, a certo ponto, qual era seu conceito de felicidade:


Felicidade é eu acordar e sentir dentro de mim que eu estou fazendo a coisa certa. Felicidade é olhar pro lado e ver teu filho, pegar ele no colo, é cantar para ele, cuidar dele (…) é chegar aqui às 5h da manhã para dar café da manhã para você, te dar bom dia, te dar beijo, sair para o meu trabalho para ganhar meu dinheiro (…) honesto, é a amizade dos meus amigos, é olhar para eles, rir para eles e eles rirem para mim de volta. Isso é que é felicidade e eu não pago nada para ser feliz! Felicidade para mim é amar.

Pensei muito nesta pequena felicidade cotidiana e no quanto a gente complica o que pode ser simples. Ao invés de ajudar, incomodamos-nos pensando se outro não vai se sentir ofendido, humilhado ou invadido na sua privacidade quando o vemos frágil ou necessitado. Falta-nos, no cotidiano, a atitude simples de aproveitar as pequenas alegrias e bênçãos que podemos compartilhar com quem amamos, esticando o braço para pegar uma simples amora na árvore que oferece seus frutos no nosso caminho.

P.S. A @ibab é a comunidade que freqüentamos aos domingos, uma igreja Batista tradicional do bairro da Água Branca, mas que tem pregações muito atuais que nos exortam a voltar a viver o cristianismo original, vivido no relacionamento com a comunidade. Eu costumo contar minhas impressões da Palavra (geralmente ouvida na voz de @edrenekivitz) na fanpage do @bloglouvor. E a pregação deste domingo tinha absolutamente tudo a ver com as frases da novela. :-)

Você tem fome de quê? Textos meus no blog renovável da @continental_br

Postado em Comportamento, Cuidando da Casa no dia 02/09/2011

Queridos, foi tão corrido que esqueci de contar aqui: neste mês de setembro eu estarei também no blog renovável da @continental_br, onde já esteve em agosto Lele Siedschlag (@alesie) e em outubro estará Clara Averbuck (@claraaverbuck) falando sobre as renovações que nós imaginamos para a vida contemporânea. E, para quem nos conhece dos blogs – e as minas do R7 – fica claro que não vamos falar de dieta, tampouco de como ter uma vida perfeita e organizadinha.

Mas a ideia de buscar uma vida qualificada fica implícita nos textos, tanto que abri meu post de estreia, no dia 01/09, perguntando: “Você tem fome de quê?“, relembrando da história do @avidaquer inspirado na música Comida, dos Titãs, e citando um trecho da “despedida” da Lelê no blog:

“Dê a si mesmo o presente de estar presente em sua própria vida, de ser o senhor das suas vontades e ações. Isso não significa se ausentar de suas obrigações, é lógico que não, mas sim não assumir mais tarefas do que você é capaz de assumir. Uma coisa por vez, em seu ritmo, como deve ser. “

E para quem acha que não temos muito em comum, vejam como as afinidades são fáceis de encontrar na web 2.0: além do ativismo social (eu com educação, Lelê com os animais), ambas temos filhos de onze anos que “dão nós nas nossas ideias” o tempo todo.

:-)

P.S. Falando em coisas não óbvias: ontem saiu artigo que citava minha opinião (e de @gemaria_ser @samegui @borbs @alessandro_m @lolaescreva) sobre a presença de garotas de programa no Twitter para o youPIX.

Carta aberta ao meu filho #aos11

Postado em Comportamento, Famílias interativas no dia 31/08/2011

20110831-012537.jpg

Meu filho, em primeiro lugar, eu te amo imensamente. Ter você mudou tudo na minha vida e transformou o casal que eu era com seu pai numa familia de verdade.

Uma propaganda diz que quando nasce um bebê nasce uma mãe. E tem um ditado que afirma que quando nasce uma mãe, nasce a culpa.

Os dois estão certos.

Estou vivendo um momento muito especial no trabalho, com grandes mudanças, exigências, responsabilidades. Ao mesmo tempo você também vive uma situação parecida com o ingresso no ensino fundamental 2.

Embora eu confie em Deus, de todo coração, que ambos nos sairemos bem no final, tem me doído deitar toda noite para dormir com a culpa de não termos conversado tanto quanto eu queria, de não ter rido gostoso das suas tiradas e tirinhas, de não ter conseguido prestar atenção como deveria nas histórias vividas na escola. Sabe aquela parte da música Tempo Perdido, do Legião?

“Todos os dias, antes de dormir, lembro e esqueço como foi o dia”…

Mas eu não esqueço, lembro e meu coração remói cada momento que perdi, por menor que seja… Por outro lado, meu amor, filho queridíssimo, sinto que #aos11 começou esta fase inevitável de sua vida realmente ser vivida por você, com suas vontades, interesses, escolhas, cada vez menos vinculados ao que nós planejamos.

Creia, esta sensação é de um novo corte no cordão umbilical, não importa o quanto os pais se preparem e digam para si mesmos a máxima “crio meus filhos para o mundo, não para mim”.

Nesta madrugada, depois de um domingo acamada, uma segunda muito ocupada que levou o trabalho para além da meia-noite e uma terça na qual saí de viagem deixando-os dormindo e nem consegui ligar em tempo para dar oi antes da escola, eu me ressinto de saudade de vocês.

Mas, por outro lado, vejo-os dormindo e posso ouvir e ver em minha mente as pessoas maravilhosas que são, os homens responsáveis e éticos que se tornaram tão precocemente e de certa forma acalma meu coração saber que o meu “tempo perdido” com vocês é um “tempo ganho” das suas vidas no mundo. E o mundo certamente é um lugar imensamente melhor porque tem a sua presença iluminada, meu bem!
Deus abençoe grandemente a sua vida!

Muitos beijos e abraços da
Mamãe

Eu também anseio por maravilhamento a todo momento!

Postado em Comportamento no dia 28/08/2011

20110828-113359.jpg

Eu anseio por experiências na vida que me tirem o fôlego, que me surpreendam, que me tirem o fôlego, me tragam maravilhamento. Eu anseio ter experiências que infundam em mim o temor.

Inspirada nas palavras de
@edrenekivitz reflexionando sobre Atos 2, 43

A revolução sexual foi um dos maiores engodos da história recente

Postado em Comportamento no dia 25/08/2011

“A espiritualidade de esquerda é rasa. Aloca toda a responsabilidade do mal fora de você: o mal está na classe social, no capital, no estado, na elite. Isso infantiliza o ser humano”.
Luiz Felipe Pondé, filósofo brasileiro

“A revolução sexual foi um dos maiores engodos da história recente”, disse Luiz Felipe Pondé em entrevista sobre a intectualidade esquerdista brasileira. Daquelas conversas bombásticas que aparecem nas páginas amarelas, famosas pelo estilo ping pong que garante a autenticidade das palavras do entrevistado, a “conversa” tem uma grande afinidade com o debate que vi há alguns dias no Twitter em prol de um Estado Laico.

O filósofo brasileiro é chamado, já na abertura da entrevista, de “crítico da dominância burra que a esquerda assumiu sobre a cultura brasileira”. Por aí você avalia o tamanho da crítica que ele faz aos “jantares inteligentes da classe média intelectualizada” que se reune para se cumprimentar mutuamente por sua “consciência social”.

“É uma reunião na qual há uma adesão geral a pacotes de idéias e comportamentos. Pode ser visto como a versão contemporânea das festas luteranas na Dinamarca do século XIX, que o filósofo Soren Kierkegaard criticava por sua hipocrisia. Esse vício migrou de um cenário no qual o cristianismo era a base da hipocrisia para uma falsa espiritualidade de esquerda. Como a esquerda não tem a tensão do pecado, ela é pior do que o cristianismo.”

E para quem pensa que ele diz isso defendendo a religião (de cara eu pensei, afinal, a indicação de leitura veio de minha mãe, que se formou em Teologia há poucos anos, quando quase se aposentava do Direito), engana-se. O que ele quer nos mostrar é que “o mundo das ciências humanas é dominado pela esquerda” e neste universo há muito corporativismo com a tendência geral de excluir, por manobras institucionais, aqueles que não se identificam com esta esquerda.

Neste ponto ele me fez pensar – e muito!

Segundo sua defesa, numa nova esquerda não é mais o proletariado que carrega o sentido da história (como defendia Marx), mas sim as as mulheres oprimidas, os índios, os aborígines, os imigrantes ilegais e estes segmentos que formariam a nova classe sobre a qual estaria depositada a graça redentora. Eu, que trabalhei em ONG nos tempos da faculdade, com gente de esquerda que realmente acreditava no Marx do proletariado, tenho medo desta graça redentora porque ela me faz pensar imediatamente em massa de manobra. E, vamos combinar, estamos bem exauridos deste modelo de relacionamento político.

Uma história contada por Pondé me chamou atenção por se aproximar da realidade cotidiana de muitos de nós:

“Tenho um amigo que é dono de uma grande indústria e cuja filha estuda em um colégio de São Paulo que nem é desses chiques de esquerda. É uma escola bastante tradicional. Um dia, uma professora falava da Revolução Cubana corno se esse fosse um grande tema. Ela citou Che Guevara, e a menina perguntou: “Ele não matou muita gente?”. A professora se vira para a menina e responde: “O seu pai também mata muita gente de fome”. O que autoriza um professora a usar esse tipo de argumento é o status quo que se instalou também nas escolas, e não só na universidade. O infantilismo político dá vazão e legitima esse tipo de julgamento moral sumário.”

Preciso comentar?

Não né?

Então vamos ao título do post: a revolução sexual como engodo social. O filósofo dizia que os problemas sexuais de hoje são os mesmos da antiguidade, mas, no tal ambiente do “jantar inteligente”, todo mundo diz que vive uma relação de troca plena com seu parceiro. Nestes encontros (e no meio deste grupo) não se diz que a emancipação feminina criou problemas para as mulheres porque as sobrecarregou ou que elas sentem solidão,vive-se coletivamente uma realidade “fake” na qual uma mulher nunca vai dar um pé no homem que se mostre sensível demais. Mas, na realidade, ela dá porque ela quer parar de fingir que vive uma relação plena e quer poder buscar formas de conciliar o jeito complicado de ser humano em parceria com o outro. E independentemente de existir o pecado (no sentido religioso) ou a contracepção como “problema” no meio do caminho, não é uma tarefa fácil ser feliz com outra pessoa.

E menos fácil ainda é ser “perfeito”, unir a cultura com a sustentabilidade e ter um comportamento politicamente correto sem ser chato. Mas é o que os tais jantares nos forçam a buscar e se não estamos neles, temos que ser engraçados e incorretos como os astros de stand-up comedy, vomitando toda porcaria que nos passa pela mente para fazer os outros rirem de nossa falta de bom senso. De um jeito ou de outro, com ou sem revolução sexual, se tentamos fazer parte deste jogo social parece-me que estamos sempre nos colocando como marionetes da sociedade, numa atuação na qual em pouco tempo deixamos de saber quem move os fios e nos conduz para onde raramente sabemos se queremos ir.

É realmente para pensar! E juntos. Comente aí!

Quantidades industriais de amor para vocês!

Postado em Comportamento, Famílias interativas no dia 14/08/2011

20110814-113847.jpg

Não estou diminuindo o valor da data, tampouco os esforços para estar junto neste domingo. Mas vale muito a reflexão, partindo das palavras de @edmarbulla e de seu pai.

A vida é feita dos muitos momentos de amor, respeito, dedicação, risadas, choros, madrugadas de cuidados e manhãs de correria, tardes de preguiça e brincadeira, do tempo, este bem tão precioso, com o qual escolhemos presentear as pessoas que nos fazem sentir felicidade simplesmente por saber que existem.

Neste dia e em todos os outros permita-se amar – não tem presente melhor para você, para a figura paterna que existe na sua vida, para quem convive com vocês e para posteridade.

Quantidades industriais de amor para vocês!

P.S. Esta expressão das quantidades industriais de amor eu li na contracapa do LP (sim, vinil) Passarim, de Tom Jobim, em 1991, e mudou minha forma de desejar amor, para mim e para todo mundo. Para quê dar e esperar receber pouco amor se nossa fonte para produção deste sentimento (nossa alma) é inesgotável?

Não por acaso alguns meses depois comecei a namorar o Gui, que é o melhor pai que conheço. Que sua vida seja sempre muito abençoada!

“E eu vou tratá-la bem, prá que ela não tenha medo”…

Postado em Comportamento no dia 12/08/2011

Para deixar a sexta-feira fofinha:

Gosto de algumas frases em especial:

“Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer…”

Tá, estas são meio messiânicas e o amor, aquele de verdade, não funciona assim… paixão dá uma sensação de que resolve tudo, amor é diferente, é mais encher de bolinhas brancas o vidro com bolinhas pretas. Mas vale a licença poética.

“Pode ser que eu a encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de bar…”

Porque a gente nunca sabe de onde vem a pessoa com afinidades com a gente e procurar pela aparência não dá tão certo. Encontrar nos lugares nos quais vamos e que curtimos aumenta as chances de que seja bom conviver com este amor depois que a paixão reduzir e se consolidar num relacionamento.

“E eu vou tratá-la bem
Prá que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos…”

E esta é a melhor parte: é preciso tratar bem. Quem ama, cuida, já dizia outra música. Se não cuida, não ama.

#ficaadica e #fingerscrossed para você achar seu amor como eu já achei o meu.

P.S. Segundo li, este videoclipe do Frejat foi produzido pela Consequencia e foi o Melhor clipe POP 2002 no VMB e no prêmio Multishow 2003. Também foi indicado ao Grammy Latino Melhor Clipe 2003.

Tem pessoas que são tão pobres, mas tão pobres, que tudo que elas têm é dinheiro

Postado em Comportamento no dia 12/08/2011

“Tem pessoas que são tão pobres, mas tão pobres, que tudo que elas têm é dinheiro.”
Frase atribuída à Majoy Antabi por Jemima Pompeu

20110812-110207.jpg

Esta frase me lembrou duas pessoas que se negaram a participar da blogagem coletiva #estudarvaleapena se não recebessem como publieditorial

:/

Por outro lado, o dia de ontem foi um sucesso estrondoso – não só pelos números, que nos deixaram nos TT (trending topics) Brasil por muitas horas – pelo valor inestimável do trabalho colaborativo de ontem no #estudarvaleapena.

Obrigada a todos os que doaram seu tempo e seus espaços virtuais para inspirar jovens ontem. E, por mais estranho que pareça, meu obrigada à vida por me permitir nestas ocasiões separar o joio do trigo e confirmar quem está verdadeiramente interessado em fazer o bem, não importa a quem.

A vida é boa!

Related Posts with Thumbnails