Categoria: Comportamento

When you come undone #aos39

Postado em Comportamento no dia 05/02/2012

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Neste domingo, 05/02, completo 39 anos, o último ano antes de entrar nos “enta”, fase da qual, como brinca meu marido, só sai quem chega aos três dígitos.

(é para rir, não chorar, tá?)

Viajamos para “comemorar” o final de semana festivo em família e no carro eu ouvia uma música que escuto desde criança e adquiriu um sentido especial para mim depois do SWU: Come Undone (Duran, Duran). Ela me lembra um amigo querido que “viu” o show comigo pelo Twitter e faleceu poucos dias depois e sempre me faz pensar no que ele faria se estivesse aqui e, acima de tudo, em tudo que (felizmente e com a graça de Deus) eu posso fazer.

Mas hoje me peguei cantarolando e pensando no “undone” e no quanto nesta fase balzaquiana eu me “desfiz”. Me despi de muito do que não era tão eu mesma, me revi em vários conceitos e valores, me percebi com mais clareza em meus defeitos imutáveis, me corrigi em coisas que eu conseguia mudar, me revi como pessoa. Creio que hoje eu estou mais perto de ter o brilho da menina que fui aos 9, da adolescente idealista que fui aos 19, da mãe embevecida que fui aos 29. Não sei me “taggear” aos 39 ainda, mas percebo que este “desmoronar” que vivi na fase balzaquiana me levou mais para perto de mim mesma. E, neste caminho, me aproximou de quem me ama e me aceita.
:-)

E, antes que eu me emocione demais com as lembranças, me despeço e conto para vocês, meus queridos amigos que me lêem e me fazem companhia todo dia aqui, que eu vislumbro uma entrada “nos enta” (que será só em 2013, mas já estou me preparando!) que me fará mais capaz de aceitar e amar pessoas, lugares e situações como são, sem tanta sede de mudança, mas ainda com vontade de sempre dar uma mão onde eu for chamada (até para mudar as coisas, né?).

[update]

#aos9 encontrou uma pétala de rosa em formato de coração. Quem não adora este doce olhar infantil?
E o café da manhã de aniversário teve um toque romântico <3

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Das empregadas e nossa vida de primeiro mundo…

Postado em Comportamento, Conversas de Cozinha no dia 25/01/2012

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Quando conto que morei dois anos fora do Brasil, trabalhando em Tóquio, escuto muitos elogios à vida no “Primeiro Mundo”. É comum também me dizerem “deve ser um sonho, uma realidade sem comparação com o Brasil”. E é!

Viver num país que praticamente erradicou a pobreza e universalizou o acesso à educação, onde não tem crianças de rua (mas há “homeless”, pois mendigos encontramos em toda parte) e no qual as oportunidades de emprego partem de um salário mínimo de valor digno e justo é uma benção.

Mas por todos os motivos acima citados nos países “socialmente evoluídos”, nos quais as oportunidades são iguais e não há grave desigualdade social (sempre há alguma, afinal os ricos e milionários existem), cada cidadão é responsável por seu cotidiano.

O Brasil, deixa de ser a promessa do “país do futuro” e a cada dia percebe-se uma evolução social no sentido do aumento da renda e da qualidade de vida das famílias. Muitos fatores levam a isso e vão além dos programas assistencialistas que atuam na linha da pobreza efetiva, estão ligados a uma mudança na expectativa de vida, no avanço da universalização da educação e sobretudo ao papel social da mulher.

E na esteira destas mudanças sentimos com muita força que a antiga sobrecarga feminina se tornou a necessária e urgente exigência de mudança de atitude. Não podemos mais delegar tudo à mãe, que deixou de ser dona de casa há décadas (foi a geração da minha mãe que, em 1970-80 mudou isso e começou a terceirizar ou terá sido minha avó com o internato, nos idos de 1950-60?) e agora nos vemos órfãos de sua substituta, a empregada doméstica.

Seguindo o caminho rumo à vida de “primeiro mundo” que tanto aspiramos precisamos aprender, já e sem falta, a conviver com coisas como os cuidados da casa e a escolha de uma vida simplificada na qual não cabe o “luxo” de ter serviçais que cuidem de nós. Nesta nova realidade social à qual, sem duvida, nossos corações humanos aspiram, não cabe desejarmos que pessoas gastem sua vida sem aspirar e alcançar mais.

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“@choracuica: os liberaizões gostam de falar em “oportunidades para todos”, mas ficam revoltadinhos quando a própria empregada busca novas oportunidades.
eu também detesto lavar meu próprio banheiro, mas seria maravilhoso um mundo em que ninguém tem que lavar banheiro dos outros pra viver.”

P.S. E para quem gosta de pensar nestes temas, recomendo que assista à série (premiada recentemente) Downton Abbey, que mostra a mudança de postura e relacionamento entre criados e uma família nobre inglesa no começo do século XX.

[update] Explicando: o post surgiu de uma divagação que fiz depois de ler algumas posições sobre a capa de Época desta semana que afirmava: “O trabalho de doméstica como existe hoje vai acabar. A transição será difícil. Mas as famílias brasileiras – todas – deveriam celebrar a mudança”
Será que precisamos tanto assim delas? E se precisamos, quanto estamos dispostos a pagar para ter uma realidade justa e digna de igualdade de direitos de “primeiro mundo” quando contratamos serviçais?
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Dicas para lidar com a birra do seu filho

Postado em Comportamento, Mãe com filhos no dia 24/01/2012

Na semana passada eu respondi a uma dúvida de uma amiga no Facebook sobre birra infantil e saquei do baú alguns posts que escrevera no blog sobre o tema, lançando-os no Twitter (@maecomfilhos) e na comunidade de Mães (e pais) com filhos. Na mesma tarde uma repórter me ligou e conversamos longamente sobre o post e nossas experiências na batalha contra a birra infantil, que, felizmente, foram vitoriosas.

12 dicas práticas para lidar com a birra

O artigo “12 dicas práticas para lidar com a birra” está aqui e eu deixo também como sugestão de leitura alguns posts já publicados no @avidaquer que nos fazem pensar sobre os motivos que levam as crianças à birra:

Limites e respeito em família

Como lidar com a birra

Vilania ou a vontade de ser atendido?

P.S. E para quem está vivendo o momento de estresse familiar desta fase e me pergunta se há esperança (risos), eu garanto que o comportamento melhora sim. Muda muito e a birra pode sumir, mas é preciso ter segurança de que estamos corretos quando nós falamos com as crianças e proibimos atitudes ou deixamos de atender solicitações. Falei um pouco disso em cada um dos posts que listei hoje no post.

Modelos plus size versus modelos que parecem anoréxicas – que cada um possa ser como a natureza lhe fez!

Postado em Beleza e estética, Comportamento, moda e estilo no dia 16/01/2012

Tudo começou aqui:

“Uma polêmica envolvendo gordinhas e anoréxicas estampou a revista americana Plus Model. Na capa, a modelo russa Katya Zharkova abraça uma modelo anônima visivelmente abaixo do peso. O contraste é acentuado pelo teor da reportagem, que além de criticar o padrão magérrimo das meninas de passarela, diz que estas jovens criaram um IMC próprio, o IMC da anorexia (IMC é o índice de massa corpórea, calculado pelo peso divido pela altura ao quadrado).”
Luciana Vicária
 

Modelos plus size versus modelos anoréxicas - deixem cada um ser como a natureza lhe fez!

O artigo tinha um título interessante, mas, ao invés de perguntar “O que há de errado com elas?“, devemos nos perguntar o que há de errado conosco… hoje em dia mulheres lindas como a Marilyn Monroe seriam plus size! Que mundo é esse?

Me surpreende mesmo estas mulheres (lindas) serem plus size… fala sério!

Moro num bairro de tradição europeia, especialmente italiana. Nestes sete anos aqui (vividos depois de uma estadia na Ásia, onde fiz as pazes com meu biotipo) aprendi que a beleza está em não brigar com a natureza.

É desnecessário mudar a natureza dos nossos corpos, cabelos, pele com artificialidades, quando podemos ser mais belos e saudáveis se aprendermos a cuidar do que temos, não aceitar o que temos, mas fazer o melhor com a “matéria prima” que Deus nos deu.

Vejam bem, eu não defendo que todos nós passemos a abusar da alimentação, bebida, sedentarismo e fiquemos todos como os personagens do filme Wall-e, concordo que “as modelos obesas são uma resposta a isso tudo, mas não devem ser o padrão”, como disse uma leitora do texto que citei. Mas tem que haver “um meio-termo que não aparece nos editoriais de moda ou nas passarelas. Por que o corpo não pode ser como a das misses dos anos 80, curvilíneo e com IMC saudável, tamanho 40 ou 42?”

Compartilhei a fotomontagem no Facebook e choveram comentários interessantes que eu reproduzo aqui, abrindo o debate.

Interessante ler o que os homens dizem. Ao ler comentário de Elis Monteiro sobre a gente internalizar a cobrança social, Fábio Mayer relembrou que as “mulheres influentes (atrizes, cantoras, pessoas de mídia) foram aceitando a imposição, buscando emagrecer, aplicando próteses de silicone, se deixando coisificar e isso virou um padrão perverso”.

Assim como tem o lado da indústria da moda, como lembraram Anamaria Mendes e Simone Sterpeloni. Ela contava que como dona de loja de roupas femininas (a Bella Saia) discute muito os padrões da moda que não funcionam na prática.

“Hoje o P, M, G e GG equivalem a 36, 38, 40, 42. Quando vemos uma confecção que “diz” que tem uma modelagem maior, o GG equivale ao 44.  Isso faz com que mulheres lindas, que usam 42 se sintam gorda ao ter que usar uma roupa GG. É um absurdo! E tambem afeta mulheres que deveriam vestir o tamanho 48, que entram na loja e dizem “meu tamanho é G”, pegam uma roupa q equivale ao 42, e quando não serve, sentem-se péssimas! “

Ela retrata a realidade que vemos nas ruas. Dentro do tamanho ofertado, por volta de 50% das clientes usam tamanhos acima do 46. Se fosse um reflexo das mulheres reais, os tamanhos deveriam ser: P = 38 e 40, M = 42 e 44, G = 46 e 48 e GG = 50, 52. Esta questão dos tamanhos de roupas já foi tema de post aqui, lembram-se? Estão em Roupas femininas terão novas normas de medidas, com infográfico das mudanças que deveriam ocorrer e da falta de padrão que debatia em Pesos e Medidas das confecções brasileiras e Tamanhos e padrões.

A gente vê uma roupa bonita e pode se sentir bem, mas evitando olhar o número da etiqueta e pensando apenas em se sentir bonita com a roupa. Se olhamos o número com padrão de medidas, é fácil se sentir deprimida… eu, do “alto dos meus 1,50m” preciso comprar 40 e às vezes 42 para caber em roupas de algumas grifes. E não sou gorda não, me considero “normal” para uma mulher que teve dois filhos e está perto dos 40 anos. Mas admito que ao ver a etiqueta eu fico me sentindo “gigantona”, sabem?

E aí, como vocês se sentem queridas leitoras?

E vocês, leitores, não querem opinar também sobre o tema e trazer luz a esta preocupação feminina?

P.S. A matéria original (em inglês) está aqui. E no blog tem mais posts sobre esta temática: A sensualidade GG – e as insuportáveis regras de moda para quem é “diferente”A sensualidade GG – e as insuportáveis regras de moda para quem é “diferente” e Love your body day.

As nuvens escuras ameaçam, mas ainda boto fé neste sol e no céu azul

Postado em Comportamento, InstaLife no dia 08/01/2012

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As nuvens escuras ameaçam, mas ainda boto fé neste sol e no céu azul!

Vendo o “esforço” do sol em continuar brilhando e do vento que afasta as insistentes nuvens típicas de verão, fiquei aqui refletindo sobre nossa vida, as nuvens escuras que aparecem no meio dos dias mais lindos e os ventos invisíveis que abrem caminho para a luz brilhar. Quantas vezes nos concentramos nas nuvens escuras e esquecemos e olhar para o céu azul que insiste em nos acompanhar apesar delas?

Um bom final de domingo para vocês, queridos)

Sobre julgar um CD (artista?) pela capa

Postado em Comportamento, Música no dia 30/12/2011

Postei há pouco no MudaRock sobre o revival das melhores capas (lembram disso em vinil?) que a Folha de S. Paulo publicou ontem, uma homenagem bonita e que quem gosta das obras musicais como um todo pode apreciar e curtir.

Gostei de ver que CD do Erasmo ganhou. Apesar da “fama de mau”, temos que admitir que o Tremendão sempre foi muito romântico na sua visão do sexo – quando paramos para reparar, ele nunca fala de sexo-sexo, fala de “sexo-com-amor” e dizem que daí veio a ideia do coração e das impressões digitais representam duas identidades que se encontram”.  E, brincadeiras à parte (ele e Arnaldo Antunes fizeram com Kamasutra uma música que lista os nomes das posições do famoso livro e garantem que os nomes são curiosos, mas o resto é de conhecimento geral), ele trata do assunto com a seriedade com que nós todos deveríamos encarar.

“Sexo é uma coisa linda e importante como o ar que a gente respira. E, no entanto, é mal tratado nas escolas, nos lares. Os filhos não podem perguntar sobre o assunto aos pais, como se sexo não fosse uma coisa profunda como português ou matemática.”

Curioso pensar no cara e imaginar família, não é mesmo? Mas é assim mesmo e, vamos combinar, para se manter bem por tanto tempo, um artista precisa de uma base de apoio daquelas invejáveis, né? Qual pode ser mais forte e confiável do que a família?

E a fama de mau, perguntam alguns. Ele responde com a clareza que vejo nas letras das suas músicas:

“Isso de fama de mau vem da minha atitude na música, do meu porte físico, da minha cara. Tudo acaba levando para esse lado. Mas eu posso ser bom também. E esse íntimo eu mostro bastante, mas ninguém olha muito para ele.”

Justamente quando, em pleno 2011, o novo CD do Tremendão é considerado a “melhor capa”, a gente fica com a pulga atrás da orelha sobre a capa, os rótulos e os julgamentos que fazemos sobre as pessoas!

Para refletir, não é mesmo?

P.S. E para quem ficou curioso, tem promoção lá na fanpage do MudaRock que premia com o CD Sexo e a biografia “Minha fama de mau”. Corre porque acaba no dia 31/12. E veja aqui as capas eleitas pelos jurados.

Em 2011 eu pensei em fugir para… #MemeDasAntigas

Postado em Blogagem coletiva, Comportamento no dia 22/12/2011

O Caribe!

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Para renovar meus votos de união com Gui (em 2011 completamos 20 anos de namoro). Pensei, planejei, chegamos a sentar e quase pagar o pacote turístico na agência de viagens quando eu “surtei”, saí da loja, sentei no banco no corredor do shopping e percebi que estava “perdendo” dias preciosos planejando ao invés de viver.

Para quê fugir para comemorar a vida que é o motivo da comemoração?

Afinal, a parte boa (e valiosa) da fuga está em DE QUEM ou COM QUEM! Onde e como ajudam muito, mas não completam o quadro!

Quase fugi para o Caribe e creio que lá descobriria o mesmo que aqui, mas confesso que a ideia da fuga me ajudou a repensar muita coisa!

E você, para onde pensou em fugir (ou fugiu) para escapar de 2011?

P.S. E não desisti totalmente de fugir com meu amor. Deixei uma reserva para quando a vida apertar demais e a gente precisar escapar para poder voltar a respirar! Mas, quando serem filhos e uma empresa, estas fugas exigem uma organização mínima… Que me lembrou outro post do #MemeDasAntigas, “O pior de 2011…”, aguardem!

E abaixo minha melhor ideia de fuga, música da Rita Lee que adoro desde a infância (pedi este LP de aniversário, aos nove, eu acho!).

 

Este post faz parte do #MemeDasAntigas!!! Um balanço feito entre blogs do ano que está terminando! Quer participar? Visite este post, veja como e junte-se a nós! (more…)

Serão os caiçaras mais felizes?

Postado em Comportamento no dia 19/12/2011

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Estamos em mini férias na praia por uns dias e comecei esta segunda-feira (dia tão temido quando estamos na correria do trabalho) olhando para esta calmaria na praia.

Apesar de estar de olho nos e-mails no meio do dia e atualizando o blog e as redes sociais ( usando iPhone, portando, perdoem eventuais falhas de digitação e etc), estou relaxada, despreocupada e, sobretudo, em processo de calmaria interna graças à paisagem.

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Eis que pergunto: serão os caiçaras (e aqueles que decidem mudar para pequenas comunidades na praia ou campo) mais felizes que nós? Será possível mudar mesmo de rotina e acostumar a aproveitar as maravilhas da natureza?

P.S. Enquanto descanso e faço conjecturas sob o guarda-sol, o marido (@gnsbrasil) faz o trabalho pesado… Brincar na areia e no mar com os garotos!

[update] Respondendo a um seguidor que não sabia o que significa “caiçara“:

“Caiçara é uma palavra de origem tupi caá-içara (Sampaio, 1987), separadas, as duas palavras sugerem uma definição: caa significa galhos, paus, “mato”, enquanto que içara significa armadilha. O termo era utilizado para denominar as estacas colocadas em torno das tabas ou aldeias, e o curral feito de galhos de árvores fincados na água para cercar o peixe.

Com o passar do tempo, passou a ser o nome dado às palhoças construídas nas praias para abrigar as canoas e os apetrechos dos pescadores e, mais tarde, para identificar o morador de Cananéia. Posteriormente, passou a ser o nome dado a todos os indivíduos e comunidades do litoral dos Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro (Diegues, 1988).

Inicialmente designava apenas a indivíduos que viviam da pesca de subsistência. Mais tarde, o termo caiçara veio designar diversos itens de cunho cultural no litoral brasileiro, mais precisamente no sul e sudeste. Fazendo parte das culturas litorâneas brasileiras, os caiçaras representam um forte elo entre o homem e seus recursos naturais, gerando um raro exemplo de comunidade harmônica com o seu ambiente. Cotidianamente, turistas e aventureiros que buscam o litoral Sudeste como abrigo para as suas férias, travam contato, sem saber, com uma das mais belas e antigas culturas brasileiras.”

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É “folgado” quem aproveita o Ócio Criativo?

Postado em Comportamento, Famílias interativas no dia 10/12/2011

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Flagrei #aos9 de volta à cama a esta hora e falei:
- Ê vida boa!
Ele respondeu, maroto:
- Pois é, eu sou folgado.

Parei por instantes e pensei que tinha que remendar porque não era verdade. E expliquei rapidamente que ele era merecedor, afinal, passou de ano direto, com média geral boa (8,0) e trabalhou duro nesta semana para a apresentação musical de ontem.

E daí me veio a reflexão de que, mesmo sem perceber (e sem que a família o faça), este Ócio Criativo ainda nos pesa como um pequeno erro, uma falha de caráter, quando não é! É o momento de relaxar o corpo e a mente e exercitar outras habilidades usando a liberdade de pensamento e de criação.

Contem para mim, como vocês encaram este exercício de ócio nos seus corações? Em paz ou com sentimento de culpa?

P.S. E quanto ao meu filho, a boa rotina continua. Levanta e volta pro edredon para ler os gibis novos – isso que é vida feliz. Nem o sábado chuvoso incomoda criança em férias!

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