Hora de começar já passou, é hora de fazer #forumSWU (por @bibianamaia) #avidaquerNoSWU
Postado em Política e Cidadania, Sustentabilidade, SWU no dia 13/11/2011
O encerramento do primeiro painel do Fórum Global de Sustentabilidade ficou por conta do pesquisador José Eli da Veiga. Sua fala simples e objetiva desconstruiu algumas visões popularizadas, como a necessidade de começar agora a mudar nossa relação com o ambiente, e a ideia de que com este modelo de desenvolvimento o planeta deixará de existir.
Para o professor a hora de começar a mudar já passou. Não sabemos quanto tempo nos resta se prorrogarmos nosso comportamento, então é hora de ir além do início de uma conscientização para efetuarmos grandes mudanças. É hora de fazer.
Ele citou como um atraso as mudanças no Código Florestal brasileiro que tramitam no congresso, que, enquanto são amplamente defendidas por ruralistas, são questionadas pela sociedade civil e por cientistas. O novo código diminui o tamanho de áreas a serem preservadas em encostas, margens de córregos, que podem desencadear problemas como deslizamento de encostas, assoreamento de rios, entre outras questões polêmicas. Para Veiga nossas legislações ambientais sempre foram modernas, considerando o contexto em que foram elaboradas, e as modificações iminentes são exemplos de um retrocesso.
Outro equívoco é pensar que nosso planeta não existirá se nossa pegada ecológica persistir em ser maior do que ele pode regenerar.
“Vivemos em um cheque especial de 50% ao ano. Consumimos meio planeta a mais do limite. Estamos brincando, pois não sabemos até onde nós aguentaremos. O planeta vai continuar, o que queremos é preservar algo mais delicado, uma camada fina da terra chamada biosfera”.
José Eli da Veiga terminou sua participação chamando atenção para a preservação dos ecossistemas presentes nas águas.
“A revolução francesa foi um marco. As cores da bandeira representavam liberdade, igualdade e fraternidade. Precisamos incluir agora uma nova vertente, o turquesa, para representar os oceanos. Eles são extremamente importantes no combate à poluição.”.
P.S. Bibiana Maia (@bibianamaia) está fazendo a cobertura colaborativa do Fórum Global de Sustentabilidade SWU na equipe do @avidaquer e é autor deste post). Venha com a gente. Vamos pensar juntos em um mundo de possibilidades!
Acompanhe o Fórum Global de Sustentabilidade conosco! #avidaquerNoSWU http://t.co/wPDNDNCO
E você pode ver os videos, de tudo que acontece aqui no SWU (e ao vivo) no Facebook, acesse www.Facebook.com/swubrasil.
Tecnodesinibição ou a volta da pracinha onde se compartilhava tudo?
Postado em Comportamento, Política e Cidadania no dia 06/10/2011“A “tecnodesinibição” é um fenômeno que acontece tanto para temas cotidianos e pessoais como na maneira como nos relacionamos com qualquer outro assunto. Segundo estudo da MicroDialogue, feito com mais de 1.200 usuários de redes sociais nos EUA, quase um terço dos entrevistados disse que por meio de redes sociais sentia mais poder de fazer algo que fazia sentido para seus princípios, mas não tinha coragem de executar. A “tecnodesinibição” é um desafio para a comunicação moderna. Consumidores, eleitores, clientes, cidadãos estão cada vez mais propensos a compartilhar opiniões -positivas ou negativas- e querendo contar histórias sobre as suas experiências.”
Alexandre Hohagen

Defendo sempre a idéia de que as redes sociais nos trouxeram de volta o controle social. Ao compartilharmos quase tudo nas redes nós damos aos “vizinhos” o direito de opinar, ajudar, apoiar e muitas outras ações sobre o nosso cotidiano.
Ao contrário do que alguns pensam, este controle social não é todo ruim. Ele pode nos render soluções novas e facilitar nossa vida. Exemplos são os citados hoje num artigo na Folha de S. Paulo por Alexandre Hohagen (chefe de operações do Facebook Brasil) ilustram bem a “utilidade” da exposição da vida privada.
“Seu Benedito tem 79 anos de idade. Sofre do mal de Alzheimer. A doença, em seu início, gera falhas esporádicas de memória que se repetem com frequência variável, sem constância. Na semana passada, seu Benedito saiu de casa e não teve condições de voltar. Continuou andando a esmo. Ao se dar conta do desaparecimento de seu pai, o filho rapidamente acionou as autoridades e começou uma busca intensa nas imediações do bairro onde mora a família, na zona leste paulistana.”
Foi quando o filho teve a ideia de compartilhar pelo Facebook a foto do pai, bem como uma descrição de como ele estava vestido no dia em que desapareceu. Em menos de 24 horas, mais de 30 mil pessoas compartilharam a nota do filho e seu Benedito foi encontrado em Itapevi, município vizinho a São Paulo.
“No mês passado, nos EUA, Deborah levou seu filho ao médico para verificar manchas e inchaço na face. Diagnosticado como tendo uma simples alergia, Deborah voltou para casa e no Facebook compartilhou com os amigos uma foto dos dois festejando a boa notícia. Em poucos minutos, recebeu várias mensagens de pessoas sugerindo que o problema com o filho era mais sério do que o diagnóstico que o médico havia passado. Deborah levou o garoto ao hospital e lá descobriu que os sintomas eram decorrentes de uma enfermidade rara, muito grave e mortal chamada Doença de Kawasaki. Tratado a tempo, o menino se recuperou completamente.”
Interessante o viés encontrado pelo autor para debater o comportamento das famílias citadas. Não há grande novidade não! Há séculos, quando queremos encontrar alguém, distribuímos informações para que outras pessoas nos ajudem. No caso de saúde, nos habituamos a conversar com quem está próximo, amigo ou conhecido, compartilhou nossas mazelas e confiando nos conselhos que recebemos.
“Em tempos de redes sociais, há muita discussão em relação à mudança de comportamento das pessoas. Mudamos nosso comportamento social? Estamos diferentes? Fazemos coisas que não fazíamos antes? Sim e não.”
Por isso endosso o que ele disse: o comportamento social é o mesmo. O que mudou foi a facilidade e o “empowerment” que as pessoas têm com novas tecnologias sociais.
As ferramentas encorajam e amplificam ações, em escala nunca antes vista. Imagine quantos cartazes colados nos muros seriam necessários para fazer com que 30 mil pessoas se conectassem com cada amigo para informar sobre o desaparecimento de uma pessoa. E a rapidez, o alcance e a facilidade de usar a rede social para ajudar estimularam a atitude das pessoas. É o fenômeno da “tecnodesinibição”, ou o desejo de agir diferentemente do normal quando se está on-line.
Quem tem de se comunicar com o público deve estar atento a essa realidade e monitorar como as pessoas estão construindo histórias. De que forma narram uma experiência para amigos. O desafio não é simples. O resultado, porém, pode ser fascinante.
P.S. Quer dois exemplos de tecnodesinibição? #outubrorosa e #vaidoa! Dois projetos lindos que nasceram na web, ganham força a cada dia e que já “fizeram o bem, sem saber a quem” muitas vezes.
Indignação! Falta de respeito com consumidor e risco à segurança pública numa noite de sábado no Extra da Mooca!
Postado em Consumo Consciente, Política e Cidadania no dia 01/10/2011Reparem no olhar de deboche do segurança e imaginem o despreparo do staff do Extra na foto. Ao sair do caixa, após uma compra, me deparo com o supermercado cheio de criancas e idosos enquanto três seguranças armados mexem nos caixas abertos há mais de hora.
O que fazer? Chamei a gerência para informar a situação e pedir informações. Gerente não estava e descobri que os poucos encarregados também temiam pela vulnerabilidade da situação que já durava algum tempo na loja. Eles, no entanto, estavam sem ação. Saquei o celular e fui fazer checkin para registrar a reclamação do local. E foi nesta hora que os dois seguranças mais próximos começaram a rir da minha iniciativa, encarando-me com este olhar da foto, que fiz questão de subir nas redes sociais.
E por que tanto estardalhaço?
Porque depois acontece um “acidente” fatal e as pessoas apenas se ressentem e reclamam da falta de segurança e respeito.
A hora de reclamar, fazer valer os direitos de cidadão e de consumidor, é exatamente esta, aquela na qual nos deparamos com as atitudes erradas!
Eu faço minha parte aqui, relatando publicamente o ocorrido, da mesma forma como reforcei com os funcionários da loja a gravidade da exposição (dos clientes e da equipe) à situação absurda que se estendia há cerca de 2h sem solução por parte da operadora das máquinas de caixa eletrônico (eram 2 estragadas e abertas na parte da frente do supermercado).
Fica aqui meu alerta ao leitor de que só com reação firme da nossa parte estes acintes deixarão de ser comuns. E com quem trabalha em locais assim, a lembrança de que não vale a pena arriscar sua saúde e sua vida num local que não cuida da segurança e bem estar de quem está ali. E, sinceramente, acho que poderia ser um ponto para os supermercados e afins criarem uma estratégia quanto aos prestadores de serviços secundários nas suas lojas, quem sabe até iniciando uma campanha dos varejistas acerca do tema? Todas as boas mudanças começaram com situações assim, não é mesmo?
P.S. Para quem gostaria de saber onde é a loja, fica na rua Fernando Falcão, na Mooca, São Paulo, em frente ao Batalhão de Bombeiros. Fiz checkin lá na hora do flagrante e está registrado (com geolocalulização no arquivo da imagem) no Instagram, Twitter e Foursquare.
Nem Sibéria, nem Disneylandia, Alagoas é Brasil
Postado em Política e Cidadania no dia 26/09/2011“Como uma ecossocialista como a Heloísa Helena poderia fazer aliança com uma ecocapitalista como é a Marina (Silva)?” pergunta Plínio de Arruda Sampaio na reportagem da de Ângela Pinho.
Estes bastidores entre as eleições são vitais para nossa compreensão dos meandros do processo político. Alagoas já foi a terra do caçador de marajás com direito a capas heroicas em revistas semanais e agora é chamada de Sibéria para onde os desafetos da atual família política, é considerada por alguns a Disneylândia onde se faz magias com politicagem e dinheiro público. Mas na verdade é um estado brasileiro, como o meu e o seu, e precisa que todos nós fiquemos de olho no que acontece lá e em pouco tempo pode reverberar nacionalmente e “respingar” na sua vida particular, no seu trabalho, na sua cidade sob a forma de uma realidade que não é o que sonhamos para nós lá atrás, quando fomos às ruas e lutamos por mudanças.
É #PraPensar e também para ficar de olho!
Um país cordial que insiste em lavar a roupa suja em casa…
Postado em Política e Cidadania, todos pela educação no dia 23/09/2011O bullying escolar tem sido um tema frequente aqui porque vivi a situação como mãe e, justiça seja feita, desde criança eu luto contra estas pequenas injustiças na escola. Neste contexto pessoal é que a notícia do falecimento de D.M.N., menino de apenas 10 anos que se suicidou após atirar contra a professora na melhor escola pública de São Caetano do Sul (Grande São Paulo), me deixou muito entristecida. A questão é que a polícia admite que investiga se o menino era vítima de bullying.
É mais do que momento de admitirmos que há sim agressão verbal e física nas escolas brasileiras e que o bullying acontece e precisa ser observado e acompanhado numa parceria da escola e dos pais. Não somos (se é que fomos de fato) o país do homem cordial… Como reagiremos, cada um de nós, para não sermos o país da violência?
Hoje pela manhã, no meio da leitura dos jornais digitais, vi uma entrevista com a psicóloga Ângela Soligo, da Faculdade de Educação da Unicamp, que defende que escolas devam mudar de atitude diante de situações de conflito. Reproduzo abaixo os argumentos e deixo o assunto em aberto para conversarmos:
“Folha – O caso de ontem deve ser tratado como isolado ou mostra serem necessárias mudanças nas escolas?
Ângela Soligo – Casos extremos estão se repetindo. As escolas precisam se perguntar: por que somos palco dessas situações? Já deveria ter acendido a luz amarela para escolas, gestores e pesquisadores.
Tanto essas situações quanto as avaliações educacionais mostram que as escolas têm sido palco de frustrações, principalmente as públicas.
Muitas vezes, a vítima se sente desprotegida, como se ninguém se importasse com ela. A escola tende a silenciar diante de casos de conflito.O que fazer agora na escola de São Caetano?
Primeiro, as crianças devem ficar em casa uns três ou quatro dias, para viverem o trauma.
Depois, precisarão ter oportunidade de conversar sobre seus medos, suas dúvidas. Claro que os professores não terão respostas para tudo. Mas deve-se ao menos deixar os alunos se expressarem.
Os próprios professores podem mostrar que também têm medos, que é algo normal.”
P.S. Como no caso da escola carioca, pede-se que os professores acalmem os alunos. Eu me pergunto: quem tranquilizará os professores e os fará sentirem segurança no espaço escolar? Não é também nosso papel zelar para que estes profissionais, de cuja tranquilidade e “sanidade” depende parte da educação das nossas crianças, sintam-se seguros para atuar em seu ambiente de trabalho? Como as instituições oferecerão um apoio holístico que compreenda os três pilares das escolas, alunos, professores e pais? É realmente #PraPensar
Seminário Brasileiros: Inovação – O Brasil na Rota do Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Postado em Carreira e dinheiro, Política e Cidadania no dia 21/09/2011“O Brasil está se tornando um país cada vez mais atrativo para morar, para trabalhar, para investir, para visitar. Apesar de todas as suas mazelas e de tudo o que ainda tem por construir, é um país que tem mostrado garra, seriedade, capacidade, determinação para encarar as crises e vontade de desenvolver uma sociedade ainda mais justa e soberana.”

Contei aqui, há alguns meses, que o @avidaquer tem a honra de ser um dos blogs do portal da Revista Brasileiros no IG. Na próxima semana a revista promove um de seus seminários, desta vez com um tema que me interessa profundamente e sobre o qual pouco falo aqui o blog: “Inovação – o Brasil na Rota do Desenvolvimento Científico e Tecnológico”.
Tratando de temas importantes - A política brasileira de inovação, ciência e tecnologia, O fomento à inovação, pesquisa e desenvolvimento no Brasil, O uso democrático da ciência como agente de transformação no Brasil e O impacto da inovação na competitividade brasileira – o encontro completa a série de encontros que a revista Brasileiros realiza desde abril deste ano com o objetivo de debater os grandes temas de interesse nacional e proporcionar a um maior número de brasileiros uma nova forma de participar deste momento especial da história do Brasil.
Não digo que iria só por conta do Aloizio Mercadante (que afinal é ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação) como fazia para ouvi-lo nos tempos de faculdade (risos), mas me anima a possibilidade de ouvir novamente o cientista brasileiro Miguel Nicolelis (professor titular da Duke University, fundador e diretor-científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (RN) e autor do livro “Muito além do nosso eu – A nova neurociência que une cérebro e máquinas – e como ela pode mudar nossas vidas”). Também estão confirmados como palestrantes o presidente da agência Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva; o ex-secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo, professor Luiz Gonzaga Belluzzo; o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann; o deputado federal e ex-reitor da Universidade Federal de São Carlos/SP (Ufscar), Newton Lima Neto; e o diretor-presidente do Instituto Tecnológico Vale (ITV), Luiz Eugênio Mello. E tem mais: o coordenador executivo do Observatório da Inovação e Competitividade, professor Mario Salerno, a astrofísica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Thaisa Storchi-Bergmann; o prefeito de São José do Rio Preto/SP, Valdomiro Lopes Junior; o presidente da Associação Brasileira de Agências de Propaganda e da agência Lew’Lara\TBWA, publicitário Luiz Lara; e o presidente da Associação Nacional de Editores de Revistas e da RMC Editora, Roberto Muylaert.
É do seu interesse? Inscreva-se e nos encontramos lá no dia 26/09. O evento acontece das 9h às 16h, no Hotel Tivoli Mofarrej (Al. Santos, 1437, São Paulo – SP).
E se você não está em Sampa, veja que bom: os temas tratados são depois convertidos em publicações. Os Cadernos Seminários Brasileiros mantém acesas as ideias e propostas que surgem nos debates, alcançando públicos muito mais amplos, como, por exemplo, milhares de bibliotecas e pontos de leitura no país. Você pode baixar (de graça, em português ou inglês) aqui.
Contra o quê você marcha?
Postado em Política e Cidadania no dia 07/09/2011“Duas perguntas básicas sobre a marcha contra corrupção: O que você deseja conservar quando marcha? O que a pessoa que marcha ao seu lado deseja conservar quando marcha?”
@lalgarra
Em Um robô marchando na multidão ou um homem livre que caminha refletindo? Luiz Algarra, um dos pensadores que me influenciam por sua visão inovadora sobre nosso papel na sociedade, discutia algo que, de forma mais sutil, eu trouxe à tona no post da manhã.
Qual é a nossa forma de reagir aos aspectos da sociedade que nos incomodam?
Concordo com a preocupação de Algarra e seu chamamento para a realidade, assim como no texto indicativo de livros gratuitos sobre as políticas públicas ligadas à educação eu procurei relembrar a quem quer protestar que a melhor reação se faz com conhecimento de causa. Como lutar contra um “inimigo” sem antes conhecê-lo para estabelecer um plano de ação e estratégia de reação ao que existe e sentimos que devemos trabalhar para mudar? E que ponto pode ser mais crucial (estrutural?) para mexermos do que a educação?
“Entretanto me preocupa o grau de ingenuidade de quem imagina que a corrupção é algo que está em algumas pessoas, e não em todo nosso sistema. E daqueles que acreditam que a solução deste problema pode ocorrer sem um processo de entendimento sobre tudo o que nos trouxe até aqui na história do nosso Brasil.”
Lembro que num Sete de Setembro (de 2009 ou 2010) eu acompanhei os tuites de Laurentino Gomes, autor dos livros 1808 e 1822, que compartilhava momentos e curiosidades do Grito de Dom Pedro I com os seguidores, mostrando uma realidade não oposta, mas bastante complementar ao que aprendemos nos bancos de escola. Pouco depois ganhei os livros de minha mãe e reflexionar sobre a realidade pré e pós 1808 e os desfechos de 1822 foi um dos pontos altos das férias de verão da família. Mas esta reflexão não é comum. O mais habitual ainda é a visão ingênua citada por Algarra e reforçada por Maria Alice Miller em seu Facebook:
E foi o post de Alice, assim como a troca com Mirna Tonus no Twitter, que me fez trazer a conversa para cá, deixando o questionamento de Algarra abaixo e também perguntando aos leitores que foram às marchas quais foram suas motivações e quais são seus planos de ativismo social a partir de hoje.
Esta é uma marcha pela igualdade social entre os homens, ou apenas defende as propriedades, as tradições e as famílias?
Não há uma resposta que explique a marcha, mas pode haver uma resposta sobre o marchar de cada um. Esta resposta pode ser encontrada se cada um aceitar a pergunta: o que desejo conservar em meu viver quando marcho com outras pessoas?
Debate sobre internet, sociedade, bens de consumo e sexualidade na Casa Zezinho
Postado em Política e Cidadania, todos pela educação no dia 03/09/2011“Zezinho é a identidade carinhosa de cada um aqui. Uma molecada humilde, cheia de vida, visual e personalidade.”
@MarceloTas

O sábado será cheio por aqui. Os filhotes têm compromissos sociais (incrível como estes “tweens”, que alguns insistem em dizer que são crianças como outras quaisquer, têm agenda própria) e eu vou debater um tema ligado ao universo deles no encontro Zezinhos Causando na Net, lançamento da agência de Marketing Digital da Casa do Zezinho, AGZ 21.
“A AGZ 21 nasce concebida pelos jovens do século 21″, afirma a campanha em torno do lançamento. E no evento de hoje mostrará à comunidade, abrindo as portas da Casa do Zezinho, quais são os talentos da Casa, gerando discussões em torno do universo digital.
“A Casa do Zezinho é uma entidade não governamental, localizada entre os bairros Capão Redondo, Parque Santo Antônio e Jardim Ângela, na zona Sul da cidade de São Paulo. Fundada em 6 de março de 1994, a Casa abre a todos os Zezinhos um espaço de ação e de realizações em seus 3.200m², construídos especialmente para crianças e jovens do bairro. Em 17 anos o projeto atendeu mais de 1.200 Zezinhos entre 6 e 21 anos que frequentam escolas públicas da região.”

Ouvi falar da Casa com alguns conhecidos e foi no evento do lançamento do Ano Internacional das Florestas, no qual conheci também projetos como o Eparreh e MudaRock, que pude trocar contatos com as pessoas e me colocar à disposição para conhecer e ajudar. A ideia é esta: ajudar a Casa do Zezinho no seu trabalho de reconhecimento, respeito, inclusão.
E o que acontece no evento de hoje?
No lançamento da sua Agência de Marketing Digital, a AGZ 21, a Casa do Zezinho oferece uma amostra de todo potencial criativo dos adolescentes da Zona Sul de São Paulo que participam das suas atividades. Ao longo do dia haverá apresentações de suas Oficinas de Arte, Gastronomia, Mosaico, Musicais, Desfile de Moda, Jornalismo, Hip-Hop e Orquestra Toca Zezinho, que prometem agitar não somente o Parque Santo Antônio e a Zona Sul de São Paulo, mas todo Brasil com ampla cobertura nas mídias sociais realizadas pelos alunos da Casa do Zezinho.
E a pièce de résistence é o encontro com discussões entre os jovens e convidados com uma agenda concebida e batizada pelos próprios Zezinhos, os debates nos deixarão frente a frente com os jovens numa oportunidade única! A primeira mesa de discussão, sobre Popularização, democratização e uso consciente da internet, acontece às 10h com Fernando Lemos, Luciano Palma e os Zezinhos Daniela Dantas e Cintia Nunes do blog Meninas e Garotas. Às 11h acontece o debate Social media, internet e o novo mercado de trabalho com Luis Grottera, Fabio Augusto Silva, Ferrez e o ex-Zezinho Luciano Tavares. E é na mesa de discussão das 14h que eu estarei “opinando” sobre internet, sociedade, bens de consumo e sexualidade com Sheila Skitnevsky Finger (Instituto Mãe Pessoa), Marcos Lopes e Renata Oliveira (educadora da CZ).
O que você fazia quando soube dos atentados de 11 de setembro?
Postado em Política e Cidadania, TV no dia 10/08/2011Quando eu era criança, lembro que minha mãe contava onde estava e o que fez quando John Kennedy morreu – ela ouviu em casa e pediu ao motorista para levá-la à Assembleia Legislativa do Paraná, onde meu avô era deputado, para contar. Eles permitiram que ela, uma mocinha (de 13 anos), narrasse no microfone a notícia que abalaria o mundo por suas consequências políticas.
Minha geração viveu algo semelhante com os atentados de 11 de setembro. Quando converso com conhecidos é raro que a pessoa não lembre e reviva exatamente o que fazia no exato momento em que soube dos ataques às Torres Gêmeas em Nova York.

Recebi um release (e o vídeo teaser, que incorporo abaixo e está disponível aqui) do especial que começa a ser veiculado no dia 11/08/2011, com cobertura especial da Globo News para os dez anos dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Não resisti e publico aqui a peça – que traz a imagem de um casal tirando uma foto com as Torres Gêmeas do World Trade Center ao fundo – mostrando que, assim como o cartão postal de Manhattan, o mundo também não é mais o mesmo após os atentados.
Durante um mês, serão exibidos 29 programas especiais e inéditos, todos produzidos pela Globo News em viagens pelo EUA, Europa e pelo Brasil, nos cenários desse capítulo emblemático da história. Os repórteres Jorge Pontual, Luis Fernando Silva Pinto, Silio Boccanera, Tonico Ferreira, Geneton Moraes Neto e Sandra Coutinho descobrem personagens e trazem depoimentos inéditos para o assinante.
Bom para pensarmos – e muito – sobre o quanto nossa visão de mundo foi alterada, tanto na nossa confiança na segurança que vivemos, quanto nas informações que recebemos.
Democracia e miséria são incompatíveis
Postado em Artes, Política e Cidadania no dia 09/08/2011“Democracia e miséria são incompatíveis”
Herbert de Souza, o “Betinho”, em 1993

Lembro muito bem do Betinho e da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, que trabalho lindo do irmão do Henfil! Eu trabalhava numa ONG (Cefuria) de movimentos sociais que era um dos pontos em Curitiba, vi de perto os beneficiados e o tamanho do voluntariado!
Até o projeto começar, ele era apenas o irmão esperado da música O Bêbado e o equilibrista.
Mas depois, quanta coisa mudou. E esta mudança enorme na postura da sociedade está reunida numa exposição no Rio, com curadoria da historiadora Dulce Pandolfi , que celebra três décadas de fundação do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Ecônomicas (Ibase), organização criada em 1981 por Betinho.
No acervo, cartazes, fotos, documentos, cartas e vídeos vão narrar a trajetória da vida e do trabalho do sociólogo, que esteve à frente de importantes campanhas como as “Diretas Já” (1984) e “Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida” (1993-1996). A exposição está em cartaz na Caixa Cultural (Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio, de terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h) até 18 de setembro.
Transparência na Copa
Postado em Política e Cidadania no dia 27/07/2011Eu não sou louca por futebol, mas acompanho até com certa atenção por conta do Gui, que além de torcedor, é um cara antenado nos negócios deste universo. Eis que neste final de semana, assistindo a final da Copa América ser decidida sem a presença do Brasil, fui convidada por @nkouhomi para conhecer um movimento que acontece nas redes sociais intitulado #foraRicardoTeixeira (www.foraricardoteixeira.com.br).
Funciona só por Twitter e o tuitaço, marcado para esta quarta-feira, seria uma forma de mostrar a insatisfação da sociedade com a forma como a CBF tem sido administrada por este senhor há anos e, como disse o moço que me convidou, é um movimento “por um Brasil mais transparente.”
Acontece que eu também tinha lido o artigo de Guilherme Fiuza na Época, “Itaquerão, o Brasil começa a perder a Copa” e ele me compeliu a escrever sobre os tentáculos que esta Copa do Mundo no Brasil está desenvolvendo. Sinto-me asfixiada com a euforia de alguns e com a “festa do pijama” que se realiza com a abertura dos cofres, públicos ou privados, para os preparativos que deveríamos fazer para que este evento fosse bem sucedido. E a coisa não é só aqui, com o estádio feito às pressas no bairro da Zona Leste paulistana (como afirma Fiuza, por “apenas” 520 milhões de reais a mais do que custaria a caríssima obra de reforma do Morumbi, orçada em 300 milhões). Se não nos informamos diretamente (é lendo jornal todo dia que me assusto com os montantes liberados para as obras), mesmo assim não escapamos alienados. Até em filmes e seriados estadunidenses vê-se referências, sutis ou não, de uma corrida para “pegar” serviços aqui no Brasil, inclusive os de segurança, o que me faz crer que novas rebeliões e ataques surpreendentes nas cidades-sedes da Copa poderão se tornar comuns nos próximos anos, tudo para justificar novos investimentos repentinos, sem licitação, sem muita explicação, tudo para garantir que a Copa do Brasil seja um sucesso.
Se Fiuza diz que começamos a perder a Copa de goleada quando aceitamos pagar os impostos que são exigidos para ajudar nos financiamentos (do Governo, no BNDS), neste movimento #foraRicardoTeixeira eu chamo todos a pensar que estamos perdendo o Brasil porque não acompanhamos de fato o que é feito, satisfazemo-nos com as chamadas sensacionalistas dos jornais vespertinos sobre o caos paulistano ou com as notícias romantizadas divulgadas pelos jornais noturnos, sem de fato nos atermos à “teia” que constrói os processos decisórios do País e que não muda há muito tempo, independente da sigla que administra o Brasil.
P.S. Sobre o tema, boa leitura também é Copa pode expor realidade e prejudicar imagem do Brasil, diz criador de ranking.






