Um piquenique na pracinha do bairro
cotidiano e sociedade, mãe com filhos, orkut May 13th, 2009
Na comunidade de orkut Porque se sujar faz bem by OMO (que eu criei e modero e onde troco idéias fantásticas sobre criar filhos com liberdade para brincar e ser criança) uma das participantes contou uma história linda e que nos inspirou para o aniversário do Enzo.
Lá na comunidade, uma das mães compartilhou conosco a façanha da menina que entra para a história paulistana de uma forma linda e singela após pedir para a mãe arrumar a pracinha da vizinhança para ela e outras crianças poderem brincar. E ela pediu isso como presente de aniversário, que, claro, foi comemorado lá mesmo, na pracinha. Na volta da festinha Zuzima, que faz parte do círculo de amigos dos pais de Alice, contou para nós no fórum como foi.
Uma amiga querida me convidou para um piquenique com outros tantos pais e filhos em uma praça com parquinho. A idéia dos moradores do bairro era ocupar o espaço, que estava degradado. O evento foi um sucesso e até a subprefeitura se envolveu. As crianças se esbaldaram! Conheceram novos amigos, ouviram música, história infantil, brincaram na areia, se deliciaram no gira-gira, na gangorra… Mas o mais legal de tudo isso, além de ver a criançada de pé no chão, foi descobrir que tudo começou por causa de uma menininha. Ela queria uma festa de aniversário na pracinha e foi isso que levou a sua mãe a começar todo esse movimento de reabilitação do espaço. Ela ficou superfeliz e todo mundo que desfrutou, desfruta e continuará desfrutando do espaço também! Basta força de vontade e mobilização.

Nossa pracinha na Mooca
Aqui no bairro (moro na Mooca) temos várias praças adotadas por condomínios ou moradores do entorno. São bem cuidadas, mas só uma tem um espaço realmente focado nas brincadeiras. Meus filhos A-M-A-M ir nesta pracinha porque sabem que lá podem brincar na areia (fazer poços e tudo, porque tem água disponivel), subir em árvores, brincar no parquinho e até jogar bola se quiserem. O clima é de interior e de infância à moda antiga.
Na comunidade contamos nossas histórias e estamos querendo saber como estão as praças e espaços públicos pelo Brasil. Como é na sua cidade e bairro?
P.S. Alice foi tema de reportagem no SPTV nesta segunda e agradeço à @doduti por me avisar em tempo via twitter.
Estou assistindo muito Law & Order SVU?
orkut November 5th, 2008
Um dos meus vícios é ver seriados. Não é à toa que sou amiga da @smiletic, da @giseleramos e já tomei café da manhã com @_juliane e @fernandafurquin. Há um ano, mantinha longos papos com @lunnaguedes sobre o seriado Law & Order SVU, que ambas assistíamos e comentávamos. Era interessante porque a Lunna é escritora e psicóloga, o que a faz ter uma visão especial das situações do seriado e da construção do roteiro.
Hoje ao ouvir no telejornal que uma menina foi encontrada morta numa mala na rodoviária de Curitiba, imaginei uma história feia, mas não pensei que me depararia com um caso de SVU. Ao ler sobre Rachel Maria Lobo Genofre fiquei chocada. Ela tinha só um ano mais do que meu filho mais velho, mas uma realidade muito diferente. Ia e voltava sozinha da escola usando ônibus comum, depois de caminhar uns 100 metros de casa até o ponto de ônibus, trajeto no qual foi vista pela última vez em vida. Pelo que vejo (quase disse aprendi) no seriado isso já atrairia um predador sexual, um pedófilo. Bem, tinha um agravante: a menina tinha uma página no orkut, muito bem descrita e detalhada, na qual, apesar de legalmente afirmar ter 20 anos, ela aparecia como uma típica menina de sua idade, como podemos ver na foto que o G1 divulgou – o orkut faz política liberando perfis de pedófilos, mas tem esta regra ridícula que proíbe usuários menores de idade, mas não controla a veracidade das informações apresentadas. Será que eu sou a única mãe que acha errado uma criança ter orkut e postar lá detalhes da sua vida?
A vida imitou a arte demais para meu gosto. O episódio “Cold“, que vi ontem no seriado (que passa às 23h toda terça no Universal Channel), contava exatamente o desfecho de um caso antigo de duas meninas (de 14 anos) violentadas no qual uma delas foi assassinada por reagir. A outra, de tanto medo dos agressores (eram policiais), se calou por dez anos. Como será desta vez? Será que alguma testemunha vai se apresentar? Sinceramente, pelo que sei das histórias envolvendo menores no Paraná, não tenho muita esperança. Mas tenho fé de que o caso faça os pais e mães controlarem melhor a vida online de seus filhos.
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas
orkut August 6th, 2008

Lu Ivanike gentilmente me linkou no post “Atividade extra-curricular é obrigatória?” em que discute escolas, comunidades de orkut e a educação extra-curricular. Ela tocou em tantos temas que considero interessante que nem sabia por onde começar a comentar e meu texto lá ficou um post.
Eu sou totalmente favorável à continuidade da educação fora da escola, mas considero igualmente importante que a escola tenha esta abertura para vivência das crianças. Que os pequenos possam levar para a escola coisas interessantes – pertinentes ou não ao conteúdo – do seu cotidiano para que sua vida seja uma só e a escola deixe de ser aquele lugar anacrônico, fora da realidade. Cultura é Currículo e fico feliz quando a vejo inserida na vida das pessoas. Enfim, há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Sobre o orkut, apesar de usuária ativa, me afastei das comunidades de pais e mães porque lá as coisas vão muito para o pessoal e as pessoas se escondem no anonimato. Um fórum aberto ou textos em posts, como fazemos, damos a cara a tapa e alcançamos um número maior de pessoas. E conseguimos crescer mais com o convívio!
Crédito da foto: Sérgio Roberto, no Stock.Xchng.
Cuidado com o orkut
orkut March 28th, 2008

Há quanto tempo você não dá uma checada no seu perfil e nas suas comunidades do orkut? Evellyn acaba de me contar de um susto que tomou lá: descobriu-se inscrita em comunidades com nomes e temas “nada familiares”… foi checar e descobriu que os donos das comunidades mudaram os nomes e as descrições e, do nada, o membro passa a ter sua imagem vinculada à coisas que não quer. Eu tenho orkut desde 2004, creio que início da febre desta rede social no Brasil. Nunca cometi orkutidício, mas, como acontece com muita gente, meu perfil está agonizando, porque não tenho tempo ou pique de entrar e olhar direito nenhuma rede social. Aquele slogan troque seu orkut por um blog é verdadeiro: o blog traz a “conversa” com iguais que o orkut nos ensinou a ter. Enfim, hoje estou dando uma boa conferida nas 200 comunidades nas quais estou inscrita e vou aproveitar para ver as que eu modero, porque é bom cuidar da imagem, né? Quem tiver orkut e andar meio desligado como eu, aconselho a dar uma olhadinha.
P.S. Minhas comunidades lá: ENZO é meu amigo!, O GIORGIO é meu amigo!, Movimento dekassegui no Japão, Eu coleciono hot wheels, Eu amo meu Ditian, Desabafo de Mãe, Mães Blogueiras.
E-mail das crianças
mãe com filhos, orkut August 18th, 2007

Não sou fã do hotmail, na verdade sou fanática demais pelo gmail para usar qualquer outro e-mail, mas hoje descobri uma ferramenta interessante para gerenciar contas da família. Leia-se aqui “controlar os e-mails dos seus filhos”. Vale a pena ver a funcionalidade e seria excelente se meu querido gmail criasse algo assim.
Ainda não preciso me preocupar com a vida virtual dos meus filhos, mas creio que a preocupação dos pais é -ou deveria ser- grande neste aspecto. Tenho uma comunidade no orkut, ainda do tempo que meus filhos usavam a rede comigo, chamada eu coleciono hot wheels. Atualmente 43% dos 4 mil membros são meninos de 7-12 anos, segundo uma enquete que fiz na comunidade. As crianças usam o orkut (e a internet, creio) sozinhas e estão expostas às mensagens mais absurdas (algumas nocivas) divulgadas lá. Minha comunidade é moderada e eu controlo os posts com a ajuda providencial de alguns pais e mães, mas e quando não há este controle? Já pensaram nisto?
Falta um pouco de controle dos pais, o que me deixa de cabelo em pé. Alguns dos vizinhos de prédio são pré-adolescentes e descobriram que eu sou uma “tia” que gosta de internet. Outro dia um deles me trouxe o mp3 player para eu colocar umas músicas e resolvi ouvir o que tinha para sentir o gosto dele. Acabei ouvindo músicas com mensagens que achei indevidas e não tive dúvidas: ao devolver o mp3, avisei na frente da mãe: tem músicas aí (em inglês) cujas mensagens não acresentam nada. Melhor checar! Fui chata? Claro, mas salvei uma alma e continuo tendo um parceiro de mp3.




