Categoria: SWU

Um vídeo do YouTube em 2011 #MemeDasAntigas

Postado em Blogagem coletiva, Música, SWU no dia 12/12/2011

Estou “pagando” com atraso todas as minhas dívidas do Meme das Antigas… mas, como criador do meme me concedeu publicamente esta alternativa para que eu não abandone o grupo, cá estou eu, né? E o post do dia 09/12, no qual deveria listar um vídeo do youtube, é uma homenagem às minhas companhias nos shows do SWU 2011: Gui, Aline e Angie.

[E um pequeno protesto meu e da Angie que no ano passado não tínhamos um show para listar no #MemeDasAntigas e neste ano em que temos vários não tivemos a chance de falar deles porque a categoria foi removida!]

E aqui tem o vídeo original, para verem como os caras ainda mandam bem – e como funcionam bem ao vivo!

Este post faz parte do #MemeDasAntigas!!! Um balanço feito entre blogs do ano que está terminando! Quer participar? Visite este post, veja como e junte-se a nós!

Quem já faz parte: Hally Rocker do Mode On/Off, Renata Becker do Oui, Madame, André “Hipotermia” Sobreiro, Érica Lopes, Lilian do Lá no Cafofo, Ana do Organizando o Caos, Larissa Bohnenberger do O Elemento Fogo, Marcos Rodrigo do Eh Bien…, Evy do Pensamentos Perdidos, Juli_Chan do Hitomi Nyu, Cássia Alves do Busca de Sentidos, Regiane do Pequenas Coisas da Rê, Kel Sodré do Armário de Coisinhas, DaniSohDani do Só Lendo, Marcos Freitas do Passageiro do Mundo, Natalia Máximo do Caleidoscópio Dental, Mah Kaori do MahMind, Rafaela Marinho do Meus Vários Mundos, Janna do Livros Pura Diversão, Cintia Ribeiro do Free To Be Me, Nilza Borba do Pele sem Flor, Ana Carolina do Seis Milênios, Nita do Falando sobre Livros, Sam Shiraishi do A Vida Como A Vida Quer, Nara do Minha Fábrica de Sonhos, Camila Batista do It’s not too Late, Neyara do Capsula de Banca, Lila Ricken do A Luz Difusa do Abajur Lilás, Letícia do A Garota e Seus Livros…

P.S. Para quem nunca prestou atenção na letra, vale ler e comprovar como os “bonitinhos do rock” são constestadores.

“Notorious” (more…)

Toda mudança necessita de pessoas (por @bibianamaia) #avidaquerNoSWU

Postado em Sustentabilidade, SWU, Terceiro Setor no dia 15/11/2011

20111115-130027.jpg

Para ninguém sair do teatro municipal de Paulínia sem entender bem sua palestra, o diretor de campanhas do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado, resolveu começar sua participação de forma inusitada, a partir da conclusão. Os aplausos tradicionais no fim passaram para o início e foram dedicados por Marcelo à plateia do Fórum. O gesto já mostrava aonde o ativista gostaria de chegar, o que faz a diferença são as pessoas.

A mobilização precisa de pessoas para acontecer. Marcelo Furtado abordou uma questão simples, mas que às vezes fica esquecida: as instituições e ações têm pessoas por trás para acontecerem.

“Nós somos os agentes da transformação. Nada acontece sem as pessoas, tanto aqui dentro do Fórum como no mundo real, nós é que fazemos a diferença.”

Estamos vivendo um momento de revoluções pelo mundo com a ajuda da tecnologia. Exemplo disso é a Primavera Árabe que teve como grande agregador o uso do Facebook. Mas essas ferramentas não concentram em si próprias o motor mais importante das mudanças.

“Hoje tudo é moderno e veloz, mas ainda precisamos a velha receita para mudar: gente, paixão, ideias e visão. Todo ser humano tem suas responsabilidades e, se queremos fazer a diferença, precisamos sair da zona de conforto.”

Temos questões que precisam da força da mobilização para que sejam impedidas ou modificadas. Novamente lembradas de forma de negativa durante o Fórum, as mudanças no código florestal para Furtado representam um atraso diante do qual não devemos ficar parados.

“Somos capazes de ser um país rico, produtivo e sustentável, mas precisamos de uma legislação adequada. É muito importante a gente se engajar, entender o papel do indivíduo. Quando falamos de sustentabilidade das florestas precisamos lembrar das pessoas que vivem lá e sofrem ameaças porque querem retirá-las para transformar as terras em pasto. Esse tipo de violência tem que acabar.”

A ocupação de Wall Street foi um exemplo da nova forma de organização de protestos. Geralmente criticada por não ter uma proposta formal, foi bem elogiada por Marcelo.

“Eu estive lá e vi de perto a organização de debates, a criação de uma biblioteca voluntária e a organização do trabalho da limpeza. Ninguém ocuparia aquela praça no frio sem um sonho. Eles foram para lá simplesmente porque não querem mais um mundo tão desigual.”

O recado que foi passado está bem encaixado na proposta do evento. Starts With You (começa com você). As mudanças começam com a gente.

“O importante é transformar a indignação em ação e pensar ‘o que eu posso fazer para mudar?”

P.S. Bibiana Maia (@bibianamaia) está fazendo a cobertura colaborativa do Fórum Global de Sustentabilidade SWU na equipe do @avidaquer e é autor deste post). Venha com a gente. Vamos pensar juntos em um mundo de possibilidades!
Acompanhe o Fórum Global de Sustentabilidade conosco! #avidaquerNoSWU http://t.co/wPDNDNCO
E você pode ver os videos, de tudo que acontece aqui no SWU (e ao vivo) no Facebook, acesse www.Facebook.com/swubrasil.

Top 5 Alice In Chains por @alerocha #avidaquerNoSWU

Postado em Música, SWU no dia 14/11/2011

20111114-211801.jpg

A participação de hoje, que encerra os shows do SWU por aqui (brincadeira, ainda temos alguns Top 5!), é muito especial: post longo e (como sempre) muitíssimo bom do meu amigo Ale Rocha. Editor do blog Poltrona, o maior blog independente sobre TV aberta do Brasil (que virou livro livro homônimo em 2009), o jornalista é colunista do Yahoo! Brasil e, eu sou testemunha, apaixonado por música e um fiel exemplar do que o grunhe teve de bom – inclusive do visual né Ale? Deliciem-se com o texto e perdoem porque do celular eu não consigo incorporar os vídeos.

Esqueça a anarquia de Mudhoney e Nirvana. Ao contrário dessas e outras inúmeras bandas grunge, o Alice in Chains não tem nada de punk. Os caras eram de Seattle e estouraram mundialmente no começo da década de 90. Mas foram influenciados pelo hard rock e pelo heavy metal.

Alice in Chains é Layne Staley e Jerry Cantrell. O resto é acompanhamento. As letras atormentadas são de autoria da dupla. O vocal sombrio de Staley e a guitarra pesada (e o segundo vocal) de Cantrell assustam os mais sensíveis, mas conquistaram milhões de fãs.

“Eu nunca tinha sentido tal frustração ou falta de autocontrole. Eu quero que você me mate e me enterre. Eu não quero mais viver”, diz a letra de Dirt. Não é para iniciantes.

Staley durou um pouco mais que Kurt Cobain. O líder do Nirvana estourou os miolos aos 27 anos, em 1994. O vocalista do Alice in Chains morreu de overdose de heroína e cocaína aos 34 anos, em 2002. Seu corpo foi encontrado em estado de decomposição. O rock n’ roll e suas histórias trágicas e nada heróicas.

Em 2005, William DuVall assumiu o microfone do Alice in Chains. Sua voz é potente, ele é carismático sobre o palco. Staley faz falta, mas nem por isso o show do Alice in Chains no SWU deixa de ser obrigatório para quem foi adolescente no começo dos anos 90 e ainda veste com orgulho uma camisa xadrez.

1 – Sea of Sorrow (http://youtu.be/kbrANo-1QMQ)

2 – Them Bones (http://youtu.be/zTuD8k3JvxQ)

3 – Grind (http://youtu.be/83gddxVpitc)

4 – Would? (http://youtu.be/Nco_kh8xJDs)

5 – We Die Young (já com o novo vocalista, http://youtu.be/VTi3Jv4ZrZE)

Chega de pensar como no século XIX, vamos empreender direito no século XXI #avidaquerNoSWU

Postado em Carreira e dinheiro, Sustentabilidade, SWU no dia 14/11/2011

Gostei muito de ouvir Fabio Feldman. Sua visão do que deve estar em foco no século XXI e da necessidade de deixarmos a visão do século XIX para trás e sermos todos empreendedores com um novo foco vem ao encontro das minhas crenças e ideais de vida. Curiosamente, Aline Kelly, do blog  Sustentável 2.0, que fazia parte da equipe do @avidaquer para cobertura do SWU 2011, tinha uma impressão bem diferente dele. É o que ela conta no texto que publicamos aqui:

Fábio Feldman no #ForumSWU apresenta a evolução dos movimentos em prol da sustentabilidade desde os anos 70 #avidaquernoSWU

“Confesso que por muito tempo tive minhas ressalvas em relação ao Fábio Feldman, mas recentemente ao conhecer um pouco mais de sua história e de outras pessoas que lutam com ele há mais de 30 anos pela questão ambiental (sabia que ele juntamente com duas irmãs participaram da fundação da SOS Mata Atlântica?) comecei a olhar sua atuação com outros olhos.

Fiquei impressionada com a “aula” que ele deu durante seu painel no Fórum SWU em 2011 apresentando a evolução da questão ambiental nos últimos anos:

Nos anos 70 as primeiras mobilizações em favor do meio ambiente iniciaram com um questionamento de cientistas de que talvez a humanidade esteja alterando o equilíbrio do meio ambiente. Nos anos 80 quando uma imagem de satélite sobre a Antártida mostrou o tamanho do buraco na camada de ozônio falava-se do planeta como algo abstrato, a partir deste fato a dimensão planetária do problema ficou evidente.

Na década de 90 o destaque são os desdobramentos da Rio 92 que resultaram na Convenção da Preservação da Biodiversidade e na Convenção sobre Mudanças Climáticas. Em 2007 já com a certeza de que a humanidade está alterando o clima do planeta e de que precisamos tomar medidas drásticas para controlar esta alteração que já está em curso, iniciou-se uma nova onda dos movimentos verdes com o objetivo de controlar o aumento da temperatura em no máximo 2 graus celsius.

É neste contexto que no próximo ano acontece a Rio+20 com o tema “Economia Verde e Erradicação da Pobreza“. O desafio é colocar para a humanidade uma nova agenda: como equalizar o crescimento econômico com a capacidade do planeta em gerar recursos?

Se não formos capazes de mudar a sociedade em um curto período de tempo, dificilmente te conseguiremos enfrentar a crise do aquecimento global. Nós temos que discutir o mundo em que vivemos, os valores da nossa sociedade, nós queremos um outro estilo de vida e um outro padrão de consumo, pois o nosso planeta não tem capacidade de suportar os padrões atuais.

O empreendedorismo deve estar no foco de cada uma das nossas ações, empreendedores do bem em favor do planeta, esta é a mensagem politica do século XXI.

Na minha opinião a evolução dos dilemas ambientais nos mostram que não estamos somente falando de preservarção do mico-leão dourado, estamos falando da preservação da vida na terra e entre essas a da humanidade.

É de suma importância o debate e a participação popular durante a próxima conferência da ONU sobre o Meio Ambiente (a Rio+20). É preciso construir novos modelos de desenvolvimento econômicos que também sejam sustentáveis para o meio ambiente e para a inclusão social, não podemos colocar nas mãos das autoridades todas as nossas expecatativas de mudanças, é preciso fazer parte deste processo. Afinal, começa conosco né!?”

Confira no vídeo abaixo a integra da “aula” do Fábio Feldman.

Consumo e produção são parte da solução (por @bibianamaia) #avidaquerNoSWU

Postado em Consumo Consciente, Sustentabilidade, SWU no dia 14/11/2011

20111114-112312.jpg

Na manhã do segundo dia de Fórum Global Ambiental dois palestrantes chamaram a atenção por visões diferentes sobre produção e consumo. Frequentemente encarado como vilões dos problemas ambientais, os dois foram abordados como partes da solução por Darian Heyman e Jason Salfi. Para os empreendedores o que separa o sonhador do visionário é colocar a mão na massa.

Com a foto de Marthin Luther King ao fundo, Darian mostrou-o como um exemplo de um visionário. Ele é dono da “Cradle to cradle”, empresa de certificação de design sustentável. Mais do que ter um sonho, o ativista, que lutou pelos direitos dos negros nos Estados Unidos, trabalhou para que ele se tornasse real.

“O sonhador imagina, enquanto o visionário pensa nos passos para chegar lá. Inspirar não é o bastante, é preciso inspirar as pessoas a agirem, isso vai torna-las visionárias.”

Para ele é essencial ter isto em mente diante dos desafios ocasionados pelos problemas ambientais. Para ele precisamos de uma nova forma de pensar.

“O problema da mudança de pensamento é o medo. Toda mudança dá medo, e este não é um bom motivador. Estamos indo no caminho errado e temos que dar a volta.”

Darian acredita que o consumo e a produção não devem ser “demonizados”. O problema não é consumir ou produzir, mas como é feito este processo. Para isso ele citou mudanças no consumo de energia, no descarte de resíduos entre outros.

“Abundância de recursos não é o problema, mas sim o desperdício”.

Um ótimo exemplo da palestra de Darian, Jason Salfi, fundador da Comet Skateboards, foi o convidado seguinte a falar. Sua paixão pelo skate e sua preocupação ambiental o levou a fundar uma empresa de skates ecologicamente corretos.

“Eu tive uma ideia e resolvi tentar coloca-la em prática ao invés de apenas sonhar. Existem dois tipos de ciclos, o tecnológico e o biológico. Nossos skates tem componentes biológicos, são recicláveis, e a cada compra ainda ajudamos instituições.”

Para o skatetista-empresário o consumo consciente tem um grande poder de mudança.

Nossas escolhas podem incentivar novas práticas empresariais, tudo o que devemos fazer é saber a procedência do produto que estamos adquirindo.

“O poder que temos com apenas um dólar é enorme. Temos um efeito grande com nosso consumo, por isso vocês são parte da solução.”

Para finalizar ele ainda fez um apelo para que as ideias não morram por falta de tentativas.

“Se você tiver uma paixão coloque-a em prática. Eu comecei sem dinheiro, só com uma ideia e uma visão.”

Consciência e responsabilidade se ensina em casa #avidaquerNoSWU

Postado em Sustentabilidade, SWU, Terceiro Setor no dia 14/11/2011

20111114-133102.jpg

Um dos primeiros ambientalistas a sair do universo “verde” de nicho, lá nos primórdios do movimento pela sustentabilidade, e conseguir ser uma voz realmente “ouvida e vista” por todos, caindo no gosto das redes de TV e do “mainstream” foi Jacques Cousteau. Ele impactou de tal forma minha geração que se tornou quase um herói da humanidade, daqueles raros que vemos no vídeo e, ao mesmo tempo, existem “in flesh and blood” (em carne e osso), permitindo-nos uma visão real de sua figura. Estas pessoas são daquelas que amamos ou odiamos, mas que não passam desapercebidas. E eu sempre observo, quando há tempo para isso, o que estas figuras míticas deixam de legado, tentando cruzar sua vida profissional e pessoal, sobrepondo imagens que me permitam ver o ser humano mais completo por trás da figura pública.

Tenho a sensação de que hoje, ao ouvir ao vivo Céline Cousteau, enxerguei boa parte do legado deste homem que mudou a forma como víamos uma parte importante e imensa da nossa vida na Terra, mas que até então era “quase uma incógnita” para a maioria de nós: a água.


Desde pequena, a ambientalista francesa segue o legado de preservação do meio ambiente deixado pelo avô Jacques Cousteau. A caçula da família Cousteau já esteve no Brasil, trabalhando na filmagem de um documentário no Vale do Javari, na região amazônica, na fronteira com o Peru, para registrar a relação que as tribos indígenas do local mantêm com a natureza selvagem e facilitar o acesso médico à região.

Comecei o post falando que consciência e responsabilidade se ensina em casa. Creio muito nisso, procuro transmitir os bons valores que aprendi para meus filhos, mas hoje, ao ouvir Céline (que exibia uma linda barriga de gravidez, o que tornou ainda mais terna e familiar minha impressão da sua apresentação), percebi que além de ensinar estes dois valores – consciência e responsabilidade – nós, pais (avós, tios, enfim, famílias) podemos ensinar em casa a reagir, a empreender, a alterar de forma positiva a forma como convivemos com a biosfera e como nos agrupamos como humanos.

Além de ensinar como nos inserimos no mundo (que devemos cuidar da natureza, consumir moderadamente os insumos e conviver de forma harmônica com os outros seres vivos com os quais compartilhamos o espaço), é nosso dever, como cidadãos os século XXI e desta realidade de hipermídia e compartilhamento constante de experiências de vida, ensinar nossos filhos a disseminar as boas ideias. Todos nós podemos fazer algo, não só pelo meio ambiente, mas por quem já faz algo pelo meio ambiente.

Achou confuso?

Explicando: desde 2006 Céline Cousteau trabalha com o pai na produção de documentários sobre o meio ambiente, mas, há pouco tempo, começou com a própria ONG, chamada CauseCentric. Seu objetivo principal é despertar a atenção e inspirar pessoas a tomarem atitudes, disseminando vídeos curtos na internet, que mostrem as soluções para os desafios ambientais que temos pela frente.


“Quando as pessoas entendem o que está acontecendo com o meio ambiente, fica mais fácil de perceber como cada um de nós é responsável por tais consequências. A saúde e o bem-estar da natureza dependem de nós – e nós também dependemos dela”.
Céline Cousteau

Por fim, após nos inspirar (e ela usa muito esta expressão, dizendo que todos nós temos algo de Jacques Cousteau e podemos inspirar outros a serem melhores, cada um em sua expertise, área, com seus métodos, mas disseminando o bem apaixonadamente), Céline comentou algo sobre o Fórum Global de Sustentabilidade SWU que também me agradou muito: “não é apenas uma conferência, é também um evento participativo onde as pessoas podem celebrar e sentir que este também é o mundo delas e que, juntos, podemos fazer a diferença”.

Gostou? Veja abaixo algumas das produções de Céline que nos permitem conhecer projetos que não teriam recursos para marketing, mas se tornam acessíveis para todos nós graças à sua produção e divulgação. Quem sabe se não tem um aí, pertinho de você, que merece ser resgatado e mostrado também?

Salvando vidas através do perdão e da música: Global Voices (por @fabioallves e @zeoffline) #avidaquerNoSWU

Postado em Música, Solidariedade, Sustentabilidade, SWU, Terceiro Setor no dia 14/11/2011

Daryl Hannah no #forumSWU

No segundo dia de Fórum, o tema “Desenvolvendo novas responsabilidades: iniciativas transformadoras” trouxe diversos tópicos que parecem isolados, mas caminham juntos:

- A importância de ferramentas coletivas em atitudes de paz
- Responsabilidade compartilhada pelo meio ambiente e cidadania
- Internacionalização: até que ponto o meu bem estar impacta a qualidade de vida do outro?

Tivemos na parte da tarde Daryl Hannah (atriz e ativista ambiental), Manoel Cunha (presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros), Virgílio Viana (diretor da Fundação Amazonas Sustentável), M. K. Asante (escritor e cineasta americano), Anna e Hunter do The Voice Project (ONG que atua na Africa), Cristian Del Campo (porta-voz da ONG chilena Um Teto para Meu País).

Acompanhamos o Voice Project, projeto que começou em 2008 com uma viagem do idealizador Hunter ao Congo, onde vivenciou a realidade em que as viúvas de guerra e ex-soldados-mirins viviam. Na Guerra Civil os jovens e crianças são capturados e obrigados para entrar para milícias do ERS (Exercito de Resistência do Senhor) e acabam como soldados. Obrigados a cometer crimes, eles se sentem fora da sociedade e sofrem com o temor da sua reinserção social por conta destas atividades. Seus sequestradores os mantém “cativos do medo” da prisão caso tentem voltar a ter uma vida normal. Observando que as mulheres que se refugiavam se reuniam em grupos para cantar como forma de transmitir uma mensagem para os soldados que as violaram ou as deixaram viuvas em busca de paz e perdão, nasceu o Global Voices que transmite uma mensagem de paz num país que sofre com a guerra civil há duas décadas.

Nesse cenário Anna e Hunter mostraram o problema pra alguns amigos músicos e tiveram a idéia de ajudar com música, que contém mensagens para os jovens soldados que tem vergonha de voltar pra casa (por causa das atrocidades cometidas), tendo o perdão como mensagem principal. Alguns documentários com depoimentos foram criados e também usam as radios locais para disseminar as músicas e mensagens. Entre os artistas que participaram do projeto estão: Modest Mouse, Neil Young, Broken Social Scene, Radiohead, REM entre outros.

O Global Voices já ajudou alguns países como o Congo, Sudão e outros países na mesma situação, em parceria com a ONU. Conheça parte do trabalho no site e no vídeo abaixo Voice Project, .

The Voice Project from The Voice Project on Vimeo.

ONGs e Sustentabilidade juntos no #forumSWU (por @zeoffline) #avidaquerNoSWU

Postado em Sustentabilidade, SWU, Terceiro Setor no dia 13/11/2011

@Virgilio_Viana fala no #ForumSWU sobre o trabalho da a @FazAmazonas de promoção de inclusão de renda na região #ForumSWU

Um dos temas abordados no Segundo dia do II Fórum Global de Sustentabilidade foi “Desenvolvendo novas responsabilidades: iniciativas transformadoras”. O segundo painel contou com, entre outros convidados, Cristian del Campo, representante da ONG chilena “Um Teto Para Meu País”, liderada por jovens universitários latino-americanos, Virgílio Viana, diretor da “Fundação Amazonas Sustentável, e a atriz Daryl Hannah (famosa pelo filme de ficção científica “Blade Runner” e “Kill Bill”), co-fundadora da SBA – Sustainable Biodiesel Alliance.

São 420 mil jovens engajados no projeto “Um Teto Para Meu País”empresemos em 19 países da América Latina e Caribe. A iniciativa é prover moradia para pessoas que vivem em extrema pobreza, cerca de 74 milhões em toda a América Latina. Uma das etapas do trabalho social é construir um modulo de residência com 18m2 (6x3m), a qual é facilmente construída em dois dias e custa em torno de R$ 3.300,00. Uma das principais metas ainda para 2011 é alcançar 13.000 moradias construídas.

Virgílio Viana enfatizou bastante a valorização da abundância verde tão preciosa em nosso país, como a Amazônia e a Mata Atlântica. Segundo ele, o desmatamento desenfreado (executado de forma bem racional e movida por interesses econômicos), é fruto de um processo civilizatório fracassado, o qual nunca deu importância para o “mato”. Virgílio também destacou o voluntariado, não só no Brasil como em outros países também: é uma ação que ajuda cada vez mais nas iniciativas em prol de comunidades mais carentes. Seu último ponto abordado foi a valorização dos produtos fabricados internamente que, se devidamente valorizados, auxiliam na cadeia produtiva. Exemplo dado por Viana foi a castanha-do-pará, colhida pelas comunidades ribeirinhas da Amazonia: seu valor subiu de R$ 4,00 para R$ 20,00.

Daryl Hannah no Fórum SWU 2011 (foto de @gnsbrasil)

Daryl Hannah se mostrou bastante empolgada com sua visita ao Brasil. Antes de chegar em Sao Paulo, fez uma rápida passagem pela Amazônia. A atriz se centrou na ideia de tomar a responsabilidade para si mesmo. Inteirar-se de um determinado assunto, como por exemplo a economia mundial, faz você se deparar com a gravidade da atual situação e, com isso, tomar partido com mais consciência. O comprometimento com uma causa deve ser levado a sério a qualquer custo (mas talvez não ao ponto de ser preso, como aconteceu com a própria Daryl). Engajar-se com a sustentabilidade é viver eticamente, pois ser sustentável esta diretamente ligado com a ética.

Como trazer a sociedade para o ativismo social e ambiental #avidaquerNoSWU

Postado em Cultura Web 2.0, Sustentabilidade, SWU no dia 13/11/2011

Após o painel com Marina, desconferência com jovens universitários da Rede Sinapse #avidaquernoswu #forumswu

Nesta manhã, segundo dia do Fórum Global de Sustentabilidade do SWU, ao sair do painel que me emocionou com Marina Silva, tive uma experiência riquíssima: conversei sobre o tema proposto no dia de hoje no Fórum com quem logo estará nas empresas (e nas famílias e comunidades) implantando todas as nossas ideias visionárias. Não tenho a idade do Neil Young, que ontem falou que “para ele é tarde, que as mudanças serão feitas por uma geração mais nova e aproveitadas por esta geração, mas tenho consciência de que nada do que eu imagino e sonho será possível sem um engajamento multidisciplinar e intergeracional.

O encontro surgiu no improviso graças à Aline Kelly que me apresentou o professor Ademar Bueno, que tem um trabalho incrível com jovens universitários na Rede Sinapse do LabIES (Laboratório de Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade) da Fundação Getúlio Vargas. No intervalo do almoço nos organizamos, com apoio da equipe de Mídias Sociais do festival, e tivemos uma desconferência sobre o tema do encontro da tarde: Como trazer a sociedade para o ativismo social e ambiental?

O tema – Ativismo na rede – será assunto de minha partipação no debate virtual Papos em rede nesta quarta-feira. O encontro, sobre o qual já falei aqui, é uma iniciativa de Márcia Ceschini (@marciaceschini) e envolve muitos jovens recém-formados ou estudantes, empenhados numa revolução também, mas mais focada na participação que os profissionais de comunicação podem fazer nos seus ambientes de trabalho.

[Se você quiser participar do encontro de quarta-feira, que é totalmente online e acontece à noite, saiba mais aqui]

Acompanhar a conversa com os dois públicos – comunidadores do Papos na Rede e os economistas e administradores da GV – me faz confirmar que o ativismo social é uma mescla da postura que a geração anterior (minha, de Márcia, do professor Ademar), que via no exemplo de vida a grande defesa das suas posturas e ideais, com a da geração mais jovem (dos universitários e recém-formados, como Bibiana Maia, que nos acompanhou hoje na conversa) que vê na difusão de suas práticas e crenças, por meio das redes sociais, o jeito de mobilizar pessoas. A mescla é o que fazemos nas nossas redes – blog e tumblr, Twitter, Facebook, Instagram e Flickr, etc – com o “broadcast” da vida privada que se torna, com facilidade, um espaço quase panfletário das causas nas quais nos envolvemos por afinidade, crença ou inspiração. E ainda estamos todos, felizmente, tateando e experimentando, sem saber com precisão onde vamos chegar, mas buscando com fé no futuro – o que, afinal, é o grande elemento unitivo de quem ainda se mobiliza por causas, concordam?
Os jovens da Rede Sinapse (paulista) observados pela jornalista e blogueira carioca @bibianamaia #avidaquernoswu #forumswu
Concebida como uma rede social, concentrando em um único ambiente inscrições e capacitações de universitários sobre um determinado tema, a Rede Sinapse, que Ademir organiza e de onde vieram parte dos alunos que trouxe ao Fórum no SWU, é um espaço para experimentação. E, para planejar ações, os alunos são convidados a pensar. Fizemos no mesmo na nossa desconferência: ligamos uma câmera de vídeo (que logo estará no nosso canal do youtube) e deixamos as pessoas falarem sobre sua visão da sustentabilidade prática, chegando ao final do papo com algumas conclusões e muitas perguntas abertas, daquelas que deixam “pulgas atrás da orelha” sobre nosso papel na convivência com os outros seres e com a bioesfera. As perguntas devem ser foco de muitos temas por aqui nos próximos meses e das conclusões uma me parece mais importante: como podemos comunicar a sustentabilidade e nos tornarmos mobilizadores de mudanças no cotidiano?

Os jovens estavam aqui porque venceram um desafio proposto a estudantes universitários (ou quem se formou até 2008) e é assim que, pelo que entendi, a Rede Sinapse funciona: as capacitações são realizadas por meio de acesso a conteúdo dirigido e pela aplicação do conteúdo aprendido no cumprimento de tarefas e ações práticas, com tarefas propostas de forma interativa, realizada por um animador de rede, permitindo que a participação dos universitários sejam em diferentes formatos, como vídeos, textos, apresentações e aúdio. A Rede Sinapse é uma alternativa dinâmica para os universitários aprenderem e discutirem sobre temas da atualidade como Sustentabilidade, Cidadania, Consumo Consciente, entre outros e também, interagirem com empresas e outros universitários.

Acompanhe o Fórum Global de Sustentabilidade conosco! #avidaquerNoSWU http://t.co/wPDNDNCO

E você pode ver os videos, de tudo que acontece aqui no SWU (e ao vivo) no Facebook, acesse www.Facebook.com/swubrasil.

Laís Bodanzky traz o Projeto Cine Tela Brasil levando o cinema para o interior do Brasil #forumSWU (por @fabioallves) #avidaquerNoSWU

Postado em Cinema e TV, Sustentabilidade, SWU, Terceiro Setor no dia 13/11/2011

20111113-124853.jpg

Imaginem duas salas de cinema desmontáveis carregadas no baú de um caminhão, com toda a estrutura de uma sala de cinema (inclusive ar condicionado e câmera 35mm) viajando e visitando periferias do Brasil. Agora pense que estas salas ficam sempre lotadas em suas sessões, privando que o brasileiro pode apreciar muito a cultura e sabe aproveita-la quando tem acesso. A viagem com uma câmera de 16mm para gravar um documentário por varias cidades do interior do Brasil, distribuindo cultura para quem nunca teve acesso é o projeto que conhecemos no primeiro dia do Fórum SWU.

Laís Bodanzky, cineasta premiada por Bicho de Sete Cabeças, trouxe ao Fórum Global de Sustentabilidade do SWU seu olhar sobre a intinerância do cinema pelo Brasil com oProjeto Cine Tela Brasil, que teve seu avanço através da iniciativa de Laís e do seu marido o roterista Luiz Bolognesi.

Ao levar as telas de cinema para cidades do interior do Brasil, na esperando de mostrar um novo olhar para pessoas de pouco acesso. Laís nos contou que ficou impressionada com o nivel crítico encontrado nas cidades em que passou. A cineasta conta que em 15 anos esse projeto não se depararam com a realidade retratada na mídia tradicional, mesmo contando com analfabetos ou pessoas com restrição cultural no público os debates realizados entre os filmes mostrados foram muito ricos de percepção e pontos-de-vista muito entusiasmados.

“O Cine Tela já teve mais de 800 mil expectadores nos sete anos de projeto, se desdobrando para outras frentes, entre elas oficinas com professores, espaços educativos, site para coordenação, exibições com convidados especiais (atores, diretores e roteiristas) e outros projetos patrocinados pela CCR e Fundação Telefônica.”

Contando atualmente com uma estrutura com ar condicionado, fechada, com mais de 200 lugares, que viaja com uma equipe especializada pelo Brasil levando filmes e curtas metragens brasileiros democrática e gratuitamente, o Cine Tela alcança quem será o consumidor de cultura do futuro. As crianças são o grande publico projeto, educando e tomando proporções que merecem o reconhecimento dentro do circuito e Mercado de audiovisual.

Acesse owww.telabr.com.br e sugira sua escola para receber o Cine Tela Brasil.

Este texto foi uma produção colaborativa feita a seis mãos, com anotações de Fábio Allves (@fabioallves e José Luiz Brandão (@zeoffline) que estão fazendo a cobertura do Fórum Global de Sustentabilidade SWU na equipe do @avidaquer. Venha com a gente. Vamos pensar juntos em um mundo de possibilidades!

Acompanhe o Fórum Global de Sustentabilidade conosco! #avidaquerNoSWU http://t.co/wPDNDNCO

E você pode ver os videos, de tudo que acontece aqui no SWU (e ao vivo) no Facebook, acesse www.Facebook.com/swubrasil.

Related Posts with Thumbnails