Jun
17

Japonismo até no SPFW

Iwi Onodera/Globo.com
A exposição "Sampa Toquio" traz modelos criados pelos principais estilistas do Japão

Comentei aqui que o São Paulo Fashion Week vai ter duas linhas neste ano: Japonismo e sustentabilidade . Lembro-me que no ano passado eles já tiveram algumas ações de marketing que os mostrava mais perto do "politicamente correto" movimento por um planeta sustentável. Acho bom, algum fruto se ganha desta exposição toda.

Para quem gosta deste tema, a Renata, do Moda para usar , postou no Nossa Via ontem sobre o que aconteceu no Fashion Rio. ;)

Estou acompanhando as notícias pelo EGO - que faz a cobertura em tempo real aqui .

O centenário da imigração japonesa no Brasil é o tema do evento este ano, que procura aproximar os dois paises atraves da cultura. Para marcar a data, várias exposições estão em evidência nos quatro cantos - e andares - da Bienal. A "Sampa Tóquio" aproxima os dois países através da moda, trazendo modelos criados pelos mais famosos estilistas do Japão, com Kenzo Takada, Johji Yamamoto, Issey Miyake, Jun Takahashi, da Undercover, Junya Watanabe, da Comme des Garçons, e Toshikazu Iwatano, da Dress Camp.

"O emaranhado de fios que cruza as ruas, as massa de edifícios, o afinco no trabalho e as relações humanas que se desenrolam nas próprias calçadas, fazem com que a vida em cada uma destas cidades se misture e se identifique", escreveu o fotógrafo e arquiteto paulista Cristiano Mascaro sobre a exposição.

P.S. Segundo a wikipedia , Japonismo é a influência de obras artísticas do Japão no Ocidente . Começou a ocorrer por volta segunda metade do século XIX, sendo promovida pelas Exposições Internacionais de 1862, 1867 e 1878, em cidades como Londres e Paris. A gravura, em especial, foi bem criticada por artistas europeus. O Japonismo não deve ser considerado como uma "cópia" do Japão pela Europa, mas sim um encontro entre as duas culturas. A nova concepção plástica foi marcada pela assimetria, ausência de profundidade, cores chapadas, etc. Muitos aspectos dos movimentos artísticos Art Nouveau e Impressionismo não podem ser entendidos sem uma referência aos modelos japoneses. Entre os pintores mais afetados estão Van Gogh, Manet, Degas, Gauguin, Seurat, Mucha e Bonnard.

Jun
10

Criatividade: marca e mito de Kenzo

Imperdível e na verdade um sonho de consumo para quem gosta de moda. E o melhor: um evento gratuito aqui em São Paulo. O Senac receberá o estilista japonês Kenzo Takada, que contará sua experiência no mundo da moda. A palestra gratuita do estilista japonês será no Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro, em 21 de junho, das 9 às 12 horas. Com o tema Criatividade: Marca e Mito, Kenzo falará sobre sua vivência e experiência no mundo da moda. São 450 vagas e as inscrições devem ser realizadas pelo email.

Nascido em Kyoto, o estilista se formou em artes e começou a sua carreira desenhando moldes para uma revista de Tóquio. Em 1964, mudou-se para Paris e, durante a década de 60, criou coleções como free-lancer e vendeu para Louis Féraud – estilista francês que tinha uma maison em Cannes. Em 1970, inaugurou sua própria loja e o sucesso foi imediato. Conhecido por sua audácia e extravagância, Kenzo tornou-se ícone nessa área.

Atualmente, sua grife é comandada pela holding francesa LVMH (Moet Hennessy Louis Vuitton S.A.), detentora de marcas como Gucci, Christian Dior entre outras. Kenzo está aposentado desde 1999.

Serviço

  • Palestra de Kenzo Takada
  • Data: 21/06
  • Horário: das 9 às 12 horas
  • Local: Senac – Campos Santo Amaro – Av. Engenheiro Eusébio Stevaux, 823
  • Inscrições e informações: inscrições.extensão@sp.senac.br / (11) 5682-7300
  • Vagas: 450
  • Gratuito
Apr
18

Meu lado B (meu primeiro meme)

skinferragamo2-778092.JPG

Hoje no Nossa Via Max tocou - em Salão de Móveis de Milão… ou, meu lado B queria ser designer! - num tema que tinha tudo para render um post meu. Mais do que isso, comentei lá com ele que valia um meme - e vejam, nunca antes eu criei um meme ou blogagem coletiva. Mas aqui está, deixo o convite para quem me lê contar do seu lado B. Desafio e tanto, não é? Mas quem vai me dizer que ao ver aquela propaganda do cara imitando a pose de “Bee Gees” na rua (e sua linda Brastemp Club em casa) não parou para pensar no seu lado B? Eu pensei, Gui e eu rimos à beça imaginando-nos e até os meninos entraram na onda.

Meu lado B tem tudo a ver com o Salão de Milão, porque nele deixo aflorar a futilidade, o gosto por coisas requintadas (mais do que sofisticadas, admito) e a queda por objetos inovadores em decoração. Se vierem no meu apartamento verão o contrário, vivo numa decoração típica sulista: com conforto, discrição e quase nada de luxo e estilo. Mas namoro revistas de decoração e o lado B aflora. Ter uma madrinha que é decoradora e cujos projetos em Casa Cor conheci com privilégios pesa, claro. E ter a antiga melhor amiga da faculdade (e madrinha do meu casamento) que fez pós em moda em Milão ajuda ainda mais. Mas o que conta é a força com que o lado B vem à tona, independente da nossa vontade, como aquela mãozinha esticada do cara no comercial de TV. Involuntário, por isso tão real, causando tanta empatia. (Aliás, tem um blog, que eu visito há um tempo, onde você pode criar uma imagem do seu lado B, é bem divertido)

Eu sou de uma família meio fashionista (até meu pai é vidrado em roupas e não vai desarrumado nem na esquina comprar pão) e minha mãe é para muitos sinônimo de elegância e sofisticação. Quando eu era bem pequena, lembro dela saindo nas colunas sociais dentre as mais elegantes da cidade e as fotos dos jornais me provam que era verdade. Eu saí meio patinho feio nisto, no meio de uma irmã que é fashionista assumida (ela sempre está na última moda, mas guardando o requinte da mãe) e outra que é adepta do clássico (pudera, médica cardiologista tem que ser meio séria). No meio disto, eu saí como mais descolada e avessa às imposições da moda. Será? No fundo não, sucumbo a tudo que é belo, mas não queria ser designer, meu lado B é consumista! (risos) E nestes dias, o sonho de consumo está no blog Milão, que Max comentou. Nele Camila Cecchi conta detalhes do evento e de quebra dá notícia de sua busca por objetos e lugares inspiradores na cidade italiana que é uma das capitais da moda e berço das melhores escolas de design do mundo. Até Milão tem um lado B inimaginável! Vale ver as fotos dela para entender.

collage1.jpg

P.S. Consumir de verdade ainda não dá, mas encontrei dois amigos online que estão se tornando companheirões offline e adoram ver coisas bonitas. Helton, que também comentou sobre o Salão no nosso blog Style, e Renata Ruiz, que está me convencendo a começar a freqüentar os desfiles e eventos fashion de São Paulo! :)

P.P.S. O convite para o meme está aberto para quem topar o desafio, é só avisar nos comentários. Mas a intimação é para Luma Kimura, Evellyn, Veridiana, Anny, Kaká, Luma Rosa e minha prima Leninha. Mas se a Palpiteira, a Carla do Brasil e meu novo amigo Zé quiserem aderir, vou adorar saber seu lado B também. ;)

Apr
16

Vivienne Westwood

westwood.jpgUma manhã offline me deixa com trabalho acumulado para fazer por dias. Ontem um amigo me falava a mesma coisa e comecei a pensar no quanto nos enchemos de afazeres com a vida online, porque ela poupa tempo e acabamos inventando o que fazer com o tempo ocioso. No final, ficamos tão sobrecarregados que não sobra nada!

A manhã offline com os técnicos da virtua mudando meu ponto de internet fixa foi relativamente proveitosa. Como eles não conseguiram instalar o software do modem da motorola (aquele padrãozinho da virtua) no meu notebook que usa Vista (pedi para instalarem, mesmo eu usando no desktop e deixando o notebook para a rede wi-fi), falaram que logo viria um supervisor para vir arrumar - o cara não veio, quem arrumou fui eu mesma!

Mas enquanto eu esperava, inventei o que fazer. Arrumei as estantes de livros (como temos livros, benza Deus!) enquanto ouvia o noticiario e depois eu vi uma reprise de entrevista inusitada e que me fez rever preconceitos (adoro quando isso acontece): Vivienne Westwood falava sobre moda, afirmava várias vezes que nunca gostou de ser estilista, elogiava Yves Saint Laurent e dizia que trabalha pensando “quero acabar longo isso para poder ler meu livro“. Impossível não se identificar com a simplicidade e a naturalidade dela. E eu admito que nunca tinha prestado a menor atenção nos conceitos que ela passa nas suas coleções, da mulher muito feminina e de uma certa crítica política, que ela garante que é basicamente da idéia de que a cultura pode mudar o mundo. Na entrevista ela usava um broche incrível que tinha Rembrandt de boina de Che Guevara, numa alusão a uma revolução cultural. Amei, mas o que me chamou mais atenção foi sua defesa da idéia de que atualmente compramos muito e a sugestão de que, ao invés de sairmos todo final de semana para fazermos compras e assim preencher nosso vazio existencial, fiquemos em casa lendo um livro! Que tal?


A Vida Como A Vida Quer


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