Categoria: Famílias interativas

Papai Noel em casa

Postado em Famílias interativas no dia 20/12/2011

Hoje um tuíte me lembrou como somos “fora da curva” por não envolver as crianças em expectativas ligadas ao Papai Noel.

“@bagagemdemae: Na sua familia alguem se veste de papai noel? Vai ver a polemica sobre isso! Post novo! ;D http://t.co/vTNdN1WE

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Aqui a gente nunca estimulou Papai Noel (e a polêmica é ainda maior, há anos sou trollada por esta opção), mas acho bonito e respeito quando encontro famílias que convivem amorosamente com esta brincadeira e tradição.

E não é que sejamos pessoas más e que não permitem Natal. Vamos a exposições (como esta, no novo shopping da Mooca, que mostra os diversos bons velhinhos) e temos livros, filmes e musicas natalinas, montamos a árvore e fazemos ceia, mas focamos mais no encontro, na alegria e na confraternização do que na chegada do avôzinho com presentes. E, como cristãos, nós falamos significado do aniversário de Jesus, que veio ao mundo como um presente de Deus.

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E vocês, qual a tradição em seus lares? Vale “O Aniversariante” ou “O Bom Velhinho”?

E quem consegue reunir os valores dos dois numa festa só, cheia de significado, como faz?

A árvore de Natal é imponente, mas majestosa mesmo é a árvore ao lado

Postado em Famílias interativas no dia 18/12/2011

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Passando pelo Viaduto Nordestinos, na saída de São Paulo (a caminho do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Serra do Mar), nos deparamos com esta árvore de Natal imponente. Não cheguei perto o suficiente para conferir quais materiais estão presentes na sua confecção (talvez até seja reaproveitamento de material reciclável), mas me chamou atenção o fato de ter tão perto uma imensa árvore frondosa, visão majestosa em meio ao concreto deste entroncamento viário urbano tão característico de São Paulo.

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Sem querer criticar ou limitar a iniciativa de embelezar a cidade (pelo contrario, valorizo as ações de particulares como a de um berçário na Mooca – que mostro na foto abaixo – que fez um presépio em tamanho real usando PET e copos descartáveis) fico aqui pensando se a gente não poderia estimular as autoridades e associações de bairro com outra ideia.

Que tal aproveitar esta época festiva para cuidar e enfeitar as árvores que, como esta na Marginal, sobrevivem bravamente à poluição e à nossa presença?

Deixo aqui o convite: vamos fotografar e mostrar nas redes sociais as iniciativas simpáticas deste final de ano Brasil afora?

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Lei da Palmada

Postado em Famílias interativas no dia 17/12/2011

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Desde que tuitei do Roda Viva com @doduti e @nerdpai sobre a Lei da Palmada – que na época era um “Projeto do governo quer impedir castigos físicos e prevê advertência aos pais” – continuo pensando que “punir o pai agressor não adianta. É preciso ensinar esse pai que existem outros meios de se educar”.

Mas também compreendo quando leio uma mãe que afirma que prefere “usar desse recurso hoje do que o filho apanhar de verdade de estranhos amanhã, por não saber se comportar ou se impôr, como adulto. Ou pior, ficar sem limite nenhum e achar que assim pode tudo.”

Sempre bom lembrar que, com ou sem lei, é a sociedade que tem o papel de se autorregular, de observar (mesmo) se as famílias estão convivendo de forma saudável. Nós é que, com a troca, a convivência e a parceria construímos um momento social mais saudável. E acredito sinceramente que são debates como este (iniciado por Vanice Santana no Facebook e que continuou com mães blogueiras como Cris Guimarães) que fazem o verdadeiro trabalho que reflete a realidade atual das famílias e nos permite questionar e evoluir.

Vale reforçar que como blogueiros (ou formadores de opinião das novas mídias) nós estamos “avant-garde”, à frente dos movimentos sociais porque estamos mais informados e (não raro) mais instruídos. E leis como esta alcançam não só nossas famílias, mas buscam mudar uma cultura presente em muitas famílias nas quais as crianças não têm direitos preservados e cuja infância e formação correm grandes riscos sem uma regulamentação assim.

Enfim, é realmente para pensarmos juntos, mas também para nos fazer rever o espaço privilegiado que temos na nossa sociedade e considerar se não é tempo de arregaçarmos as mangas e partir para um verdadeiro trabalho de conscientização não só da Palmada, mas da “re-significação” (neologismo ou não) dos limites no modelo de família atual.

Leis mais sobre o tema aqui:

- Calar é permitir, denunciar é combater

- O grito não educa, apressa despedida #SemPalmadas

- Corrente da confiança

Desbravando a floresta #BauDeDiversoes

Postado em Famílias interativas no dia 15/12/2011

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Caça ao tesouro, Em busca do tesouro, Tesouros da floresta… tantos nomes interessantes para uma das brincadeiras mais divertidas da infância, a de “desbravar” a floresta!

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Ok, nem precisa ser floresta de verdade, para os pequenos basta um jardim e um adulto criativo coordenando o grupo para aumentar a emoção. Aqui em casa Desbravando a floresta é uma brincadeira coletiva da qual todos participamos – e uma brincadeira que se repete, tanto que as fotos deste post são de vários dias.

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Meu marido sempre assume a posição de líder e cria vários desafios para as crianças. Fica quase uma gincana, mas sem tesouros ou prêmios no final… o grande objetivo por aqui é brincar e criar histórias na natureza.

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Gostou? No site do Baú de Diversões tem algumas dicas legais para quem quer brincar e gostaria de algumas linhas para guiar as primeiras experiências:

Primeiro, determine um espaço para a brincadeira acontecer. É legal que seja um parque, jardim ou parquinho, de preferência com plantas. Prepare uma lista de coisas que as crianças devem procurar. Podem ser pedrinhas, folhas verdes, folhas amareladas, gravetos, pedacinhos de grama, flores, penas de aves, trevos, punhados de areia etc. Você também pode esconder pequenos objetos, como palitos de picolé, canudos, aviõezinhos de papel etc.
Separe a turma em grupos de 3 ou 4 jogadores e dê a cada grupo uma lista de objetos para encontrar. As listas devem ser iguais. Ao seu sinal, os grupos saem procurando os objetos. Ao final de 3 ou 5 minutos, o grupo que tiver encontrado mais itens é o vencedor.
Importante; se alguém sair da área determinada para a brincadeira, está desclassificado.

E quer saber do melhor? Além de estimular a conviviência e aproximar pais e filhos na natureza, a brincadeira ajuda a desenvolver a atenção, a capacidade de planejamento, o senso de observação e de equipe.

Aproveite um ds dias de folga próximos e teste num parque com as crianças da família! Você vai curtir!

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[Mas cuidado: você corre o risco de descobrir um "macaquinho" e voltar para casa com uma criança transformada (de modo positivo, claro) pelo tempo em meio às árvores... Aconteceu comigo!]

O baú de diversões da NINHO Soleil continua e vale acompanhar as atividades de todas as mães blogueiras que assumiram o compromisso de abrir o Baú de Diversões nas suas casas e contar em seus blogs sobre as brincadeiras nas suas casas. Gisele Barcellos(@kidsindoors), Monica Brandão (@comercrescer), Eliane Ceccon(@1001roteirinhos), Sam Shiraishi (@samegui), Cybele Meyer (@educaja) e Tiffany Stica (@blogdati).

Acompanhe a gente e siga a hashtag #baudediversoes. E não deixe de contar aí nos comentários, no Twitter ou no seu blog quais são as suas atividades favoritas.

Natal em Curitiba

Postado em Artigo Patrocinado, Famílias interativas no dia 14/12/2011

Neste ano não vamos passar o Natal na cidade que é uma das referências das festividades de final de ano no Brasil. Como contei aqui, tenho me permitido o prazer de fazer as festas em casa (isso depois de mais de uma década de casamento) e fizemos um acordo com asc crianças de que será um ano na casa dos avós, outro ano aqui em casa. Ficamos sem os familiares, é verdade, mas não sem a família, afinal, nós quatro somos uma família também, né?

Mas quando lembro de coisas como o Coral do HSBC, eu dou uma amolecida sabem? Comecei a namorar lá, numa das apresentações que há 20 anos (sim, fez duas décadas no dia 29/11 que namoro) não tinham nome de Natal ainda, nem eram janelas com crianças cantando, mas já tinham boa música e fogos de artifício. Nosso primeiro beijo foi ao som de Jesus, Alegria dos Homens (de Bach), música que foi tema do nosso casamento.

Faça cartões de Natal com musica

Se não vamos lá e ficaremos sem o clima de Natal sulista (bem diferente do daqui), pelo menos vamos tentar nos esmerar nos cartões de Natal. Nós vamos tentar fazer os nossos, tradição da nossa família (né @blogdati?), mas para quem prefere os digitais neste site é possível criar cartões musicais exclusivos para compartilhar nas redes sociais Facebook, Twiter e também enviar por e-mail.

No ano passado fui madrinha de um projeto que apoiava crianças carentes que fazem aulas de música, atividade que, como a prática esportiva, eu considero fundamental para o desenvolvimento infantil. Eis que descubro que justamente “O Poder da Música” é o tema do espetáculo do Natal HSBC neste ano, escolhido pela capacidade da música em transformar a vida das crianças.

E quem não vai a Curitiba (como eu!) pode se alegrar e ajudar pela internet. O hotsite conta com fotos dos bastidores do espetáculo e possibilita aos visitantes personalizar cartões musicais por meio de diferentes sonorizações, como voz de Papai Noel, grunhido de rena, sininho e outros sons típicos dessa época do ano. As crianças curtiram muito pois é possível arrastar até seis ícones diferentes para a trilha musical, criar sua própria música natalina e compartilhar o cartão com a família, amigos e familiares.

No site também será possível acessar a loja de Natal, que comercializa produtos com a marca do evento. Parte do dinheiro arrecadado com a venda de CDs, camisetas, chaveiros, adesivos, ecobags, bottons, canetas e outros é revertido para as casas lares apoiadas pelo Instituto HSBC Solidariedade.

É “folgado” quem aproveita o Ócio Criativo?

Postado em Comportamento, Famílias interativas no dia 10/12/2011

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Flagrei #aos9 de volta à cama a esta hora e falei:
- Ê vida boa!
Ele respondeu, maroto:
- Pois é, eu sou folgado.

Parei por instantes e pensei que tinha que remendar porque não era verdade. E expliquei rapidamente que ele era merecedor, afinal, passou de ano direto, com média geral boa (8,0) e trabalhou duro nesta semana para a apresentação musical de ontem.

E daí me veio a reflexão de que, mesmo sem perceber (e sem que a família o faça), este Ócio Criativo ainda nos pesa como um pequeno erro, uma falha de caráter, quando não é! É o momento de relaxar o corpo e a mente e exercitar outras habilidades usando a liberdade de pensamento e de criação.

Contem para mim, como vocês encaram este exercício de ócio nos seus corações? Em paz ou com sentimento de culpa?

P.S. E quanto ao meu filho, a boa rotina continua. Levanta e volta pro edredon para ler os gibis novos – isso que é vida feliz. Nem o sábado chuvoso incomoda criança em férias!

O quadro da Natividade e a decoração de Natal

Postado em Famílias interativas no dia 04/12/2011

Decorando a casa para o Natal - foto de Sam Shiraishi - todos os direitos reservados e proibida a reprodução

No dia 24 começamos a planejar a decoração natalina deste ano, animados porque a arrumação coincidiu com a chegada do novo sofá (que ganhou tapete e cortinas para combinar) e porque neste ano os meninos ficarão aqui durante as férias.

[Explico: como os avós e tios moram em Curitiba, é comum que eles sigam para lá assim que as aulas acabam no começo de dezembro]

Decorando a casa para o Natal - foto de Sam Shiraishi - todos os direitos reservados e proibida a reprodução

Esta alegria – a de ter as crianças por aqui nos preparativos de Natal – foi o mote da nossa bagunça de decoração. Começamos com o que os meninos chamam de “calendário de agradecimentos”: um bilhete contando uma benção por dia, relembrando o bom ano que passou. Colocamos em bolsinhos que ficam no quadro da Natividade que fica na nossa porta, à espera dos cartões que recebemos (e gostamos de enviar) pelo correio.

Decorando a casa para o Natal - foto de Sam Shiraishi - todos os direitos reservados e proibida a reprodução

E temos outras preciosidades que são como “piadas internas”, só a gente entende, mas nem por isso tem menos graça e valor. O enfeite de porta egoísmo presente da Tiffany, enviado de Curitiba para o Japão no primeiro Natal na nossa casa (como contei no ano passado, demoramos a nos “alforriar” das festas nas casas das avós) e é um dos itens mais preciosos da nossa decoração de Natal. O amigo de pelúcia que minha irmãzinha enviou nos lembra que mesmo longe quem ama está sempre perto!

Decorando a casa para o Natal - foto de Sam Shiraishi - todos os direitos reservados e proibida a reprodução

Nossa árvore, alta o suficiente para as crianças, mas nem tão volumosa que se torne um incômodo no apartamento, está nos alegrando com suas cores e as boas lembranças destes primeiros dias do Advento.

E, afinal, é deste material (mais do que da “sofisticação dos ingredientes”) que se faz um Feliz Natal: amor, compreensão, alegria no convívio e até o perdão e esquecimento do que pode ter ficado enviesado ou em falta no ano que passou.

Decorando a casa para o Natal - foto de Sam Shiraishi - todos os direitos reservados e proibida a reprodução

Faço votos de que aí os preparativos para as festas estejam trazendo também momentos felizes e o reavivamento dos bons sentimentos que unem os que se amam.

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Se você ainda não animou porque não quer gastar ou quer fazer um Natal diferente, a Adriane Souto conta aqui o passo a passo para uma arvore estilosa feita com caixas de papelão.

A Gisele Barcellos (do Kids in doors) está entusiasmada com a confecção de cartões de Natal feitos por suas crianças. Já pensou em voltar a mandá-los neste ano?

E, por fim, minha irmã Tiffany Stica (do Blog da Ti) lembrava da tradição das carrinhas ao Papai Noel citando um comercial em que o bom velhinho aparecia lendo-as num tablet. … quem gostaria de preservar o jeito antigo de esperar o Natal “ainda que os filhos sejam crianças cosmopolitas e que o Papai Noel seja um velhinho moderno“?

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Da brincadeira com fantasias ao teatro na escola #BauDeDiversoes

Postado em Consumo de Cultura, Famílias interativas no dia 02/12/2011

Nesta semana, lendo o post de Gisele Barcellos contando das brincadeiras de fantasia em sua casa, percebi o quanto fantasiar e brincar de faz de conta sempre fez parte da nossa vida. Sempre estimulamos a imaginação dos meninos em brincadeiras que podiam ser muito aprimoradas com acessórios.

O capacete de bombeiro ou de construtor, a cabeça de um cão de pelúcia, peitoral e escudo de gladiador, roupas de super heróis ou de piloto de corrida… quantas lembranças deliciosas. Uma das melhores foi quando fizemos juntos uma fantasia de leão com juba e rabo coloridos, tudo feito de papel crepom. Durou um bom tempo e muitas tardes de brincadeira.

Visitei o Baú de Diversões de NINHO e percebi como brincadeira Inventando a Fantasia, que a gente sempre fez sem muito pensar, mais pelo “instinto criativo”, pode ser muito educativa. Para mim sempre foi também atividade terapêutica, desde quando eu usava os sapatos de salto da minha mãe até uma festa à qual fui na adolescência usando um terno do meu pai, a fantasia, sua preparação e a narrativa que a acompanhavam foram formas de reviver momentos e de ser quem não sou – e nem sempre quero ser, mas gosto de provar ser.

Para a criança a atividade tem um componente ainda mais importante: é uma chance impar de experimentação. Eles podem provar situações cotidianas das suas leituras, soltar a imaginação ou testar o cotidiano – lembro do quanto os meninos sonhavam com ternos para brincar de ser “papai no escritório”.

E por falar em terno, ontem eu vivi uma emoção como mãe ao ver no palco um mocinho “fantasiado” de velho vilão vingativo na peça de teatro da escola. Meu pequeno estava animado com o papel de antagonista na história que envolvia uma as grandes fantasias infantis, o Circo, com seus personagens tão queridos de uma infância feliz: o mágico, a bailarina, o malabarista.
:-)

Meu vilão favorito #aos9 (atuando na peça O circo chegou!)

O baú de diversões da NINHO Soleil continua e vale acompanhar as atividades de todas as mães blogueiras que assumiram o compromisso de abrir o Baú de Diversões nas suas casas e contar em seus blogs sobre as brincadeiras nas suas casas. Gisele Barcellos (@kidsindoors), Monica Brandão (@comercrescer), Eliane Ceccon (@1001roteirinhos), Sam Shiraishi (@samegui), Cybele Meyer (@educaja) e Tiffany Stica (@blogdati).

Acompanhe a gente e siga a hashtag #baudediversoes. E não deixe de contar aí nos comentários, no Twitter ou no seu blog quais são as suas atividades favoritas.

P.S. E no ano passado também teve teatro na escola e com fantasia, Giorgio foi o papai borboleta de Romeu, na peça Romeu e Julieta (versão de Ruth Rocha).

Onde você guarda os livros dos seus filhos?

Postado em Consumo de Cultura, Famílias interativas no dia 29/11/2011

Hoje pela manhã o pessoal do site @mamatraca perguntou: onde você guarda os livros do seu filho?

Na hora, pensei:

- Ora, guardo com os nossos!

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A leitura aqui não tem grandes restrições – apesar de eu avisar que livros como O Abusado, de Caco Barcellos não são para ler por enquanto – e nós curtimos muito compartilhar as leituras. Creio que assim é que nós criamos por aqui um ambiente leitor. Mas, de fato, quando eles eram pequeninos (tenho filmes dos dois, ainda engatinhando, pegando e guardando livrinhos que ficavam ao seu alcance em estantes bem baixas) os livros ficavam sempre perto deles.

Eu fui criada assim: na sala, atrás da TV, ficava a imensa (mesmo) biblioteca do meu avô que cresceu muito com o amor aos livros de minha mãe e com a generosidade de meu pai, que nunca disse não para pedidos de aquisição de livros e discos.

[Ah, sim, eu sempre tive acesso ao toca-discos e herdei a coleção de LPs do vô jornalista! Mas isso é tema para outro post!]

Acho que tem livro em todo lugar por aqui! Mas boa parte fica no “quarto de brinquedos” e os favoritos ou que estão sendo mais lidos (os meninos adoram livros de referência) ficam nas estantes do quarto. E temos um canto para os divertidos (de quadrinhos, música, fotografias e viagens) na sala.

E você, querido leitor, onde ficavam os livros na sua casa? E como esta organização doméstica influenciou sua formação como leitor? Compartilhe sua opinião ou experiência nos comentários! Eu escrevo só para convidar você para esticar a prosa, já notou?

Revivendo os objetos antigos (e queridos)

Postado em Ativismo Social e Sustentabilidade, Famílias interativas no dia 26/11/2011

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Neste sábado a Folhinha lançou um desafio sustentável: antes de “enviar a lista ao Papai Noel”, que tal abrir o baú e escolher brinquedos que ainda divertem?

Há alguns anos, nesta época, eu promovi a Blogagem Coletiva do Consumo Consciente e sugeria algo parecido: repensar e rever o que temos antes de planejar novas compras. Minha inspiração vinha da experiência da infância, de sempre olhar algo para doar antes de ganhar e do “apego” dos meus meninos com seus brinquedos antigos. Como eu sugeri que não daria nada novo no Natal para quem não doasse, eles começaram a ver o que tinham para escolher objetos para doar e acabaram descobrindo que ainda “adoravam” os brinquedos antigos, que voltaram à roda do brincar diário. E eu tive que manter a palavra naquele 2008, época da foto abaixo (na confusão da separação de brinquedos para doação!)).

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Desde então, admito, os pedidos de presentes mudaram e se tornam cada dia mais conscientes, menos ansiosos e mais assertivos. Mas a necessidade de uma lembrança sobre os brinquedos e um estímulo para o brincar continua. Quando conheci o movimento Dirty is good (porque se sujar faz bem), descobri uma fundamentação teórica para algo que eu já intuía: brincar se aprende. Somos seres lúdicos e criamos brincadeiras com quase tudo na infância, mas precisamos ser convidados a brincar e este momento precisa ser compartilhado com boas companhias. Cabe a nós, pais e mães, tios e avós, fazer este papel de agregador e facilitados do brincar infantil, mas será que estamos realizando bem esta tarefa ou nos satisfazemos em comprar os insumos, deixando a obra por conta dos pequenos aprendizes?

Então, a um mês do Natal e no Dia Sem Compras, que tal dedicar o tempo que seria dedicado (perdido?) em lojas e shoppings e revistar os brinquedos, aproveitando para brincar com eles?

Já pensou em se divertir sem precisar de brinquedo novo? Pense em novos jeitos de brincar com o que tem em casa. Ou troque com amigos: o que é velho para você pode ser novidade para eles.

P.S. E para quem não tem crianças, mas curtiu a idéia: que tal conversar com amigos e ver se um não usa, pode ser exatamente o que o outro precisa? Estou trocando o sofá e uma amiga minha vai ficar com ele para a sala de TV da casa dela, numa troca que me deixou contente pois quando for visita-la vou me sentir ainda mais em casa (risos).

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Outros Dias Sem Compras:
http://www.samshiraishi.com/um-vdia-sem-compras/
http://www.samshiraishi.com/consumista-eu/
http://www.samshiraishi.com/dia-sem-compras/

Aqui entre nós: pedir para se abster de comprar em dia de folga pode ser uma maldade, ainda mais para quem, como nós, trabalha tanto que nunca tem tempo né? Mas vale registrar a data (um dia depois do Black Friday e um mês antes do Natal) como um dia para repensar o consumo de modo consciente. ;-)
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Guia prático: controlando o que se compartilha no Facebook

Postado em Cultura Web 2.0, Famílias interativas no dia 22/11/2011

Este post é “meio” antigo, escrevi há algumas semanas quando surgiram os novos filtros de conteúdo no Facebook e acabei não publicando porque tratei de parte do assunto no vídeo para a atividade Famílias Interativas no Encuentro Internacional Educared. Na época eu pensava nos professores, mas na verdade, ao ler o post do Roberto Câmara Jr outro dia, percebi que vale para tios, avós e quem mais convive com os “menores clandestinos” que aportam nas redes sociais.

O blogueiro comentava que há algumas semanas começou uma onda de perfis de filhos de amigos adicionando-o no facebook.

“Todos menores, com idades variando entre 6 e 15 anos. Em respeito a minha amizade com os pais – que, imagino eu, não somente permitiram que seus filhos criassem tais perfis (tenho quase certeza que alguns foram criados pelos próprios) como também que me adicionassem como “amigo” – e para evitar qualquer tipo de situação do tipo “Tio Roberto é chato. Não quer ser meu amigo no facebook” ou “Roberto é metido e não quer ser amigo do (a) meu (minha) filho (a) facebook” resolvi aceitar tais pedidos. Entendo que “ser amigo” dos próprios filhos também (sic?) no mundo virtual é algo novo, até mesmo necessário para ter um maior controle sobre o que os filhos andam aprontando e ainda não existe um manual sobre como cada um deve agir. Além disso, e talvez o mais importante, não quero, de forma alguma, questionar se permitir que os filhos tenham perfis seja bom ou ruim.”
 

Na hora lembrei destas dicas que eu tinha preparado porque estive também preocupada com as mensagens que os professores de meus filhos deixavam nas redes sociais. Não quero tirar deles o direito de expressão, mas fica a dica para quem convive com estes “menores clandestinos” que, com boa vontade e responsabilidade, conseguimos manter a convivência e, ao mesmo tempo (por quê não?), um certo “olhar cuidadoso” sobre estas crianças que querem se relacionar conosco. Creio que é melhor estar junto deles do que deixá-los soltos sem nosso olhar vivido. (more…)

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