Categoria: Famílias interativas

Pais que são verdadeiras mães (ou só são superpais!) – videochat do @maecomfilhos por @filhoespecial @paicronico

Postado em Comportamento, Famílias interativas no dia 21/11/2010

Lembram-se do videocast do Mãe com filhos? Bem, ele já tem dois novos temas publicados e eu é que esqueci de postar por aqui gente.

Na semana passada postei a primeira parte do papo com Flávio Sales, autor do livro Pai Crônico e pai de Marina e Pedro,  e Cristiano Santos, editor do blog  Eu Tenho Um Filho Especial, pai de Nicolas e Analice. Na conversa, tão descontraída que fica difícil crer que nós três nos conhecemos pessoalmente só naquele dia, os moços falaram de levar filhos à escola, brincar, trocar fraldas, companhar os filhos ao pediatra, encarar festinhas infantis, arrumar cabelo de menina, enfim, fazer o que antes era “tarefa da mãe”. Coisas que fazem os homens da minha geração serem pães com muito orgulho, como constato diariamente com meu querido Gui e sua relação com nossos filhos – sem arrumar o cabelo e usar boné da Hello Kitty na praia. (risos)

Assistam abaixo a conversa descontraída com Cristiano e Flávio contando suas maravilhosas experiências como pais super presentes e dividiram as angústias de não saber arrumar o cabelo da filha, aprender a “escolher roupas que combinam” e driblar o trabalho para estarem juntos dos filhotes tanto tempo quanto possível.

P.S. No meu post, diz e repito dois elogios aos pais da minha família: meu esposo, Guilherme, é um verdadeiro pãe tanto nos cuidados com os meninos quanto na relação afetiva que mantém com eles. É um exemplo. E um agradecimento ao meu pai que esteve aqui em casa na semana passada, sem a vovó, para nos ajudar a cuidar dos meninos durante uma semana agitadíssima de trabalho, dando conta das tarefas, da ida à escola, das coisas da casa com a nova empregada e de tudo mais que a vida em família exige. Arigatô Ditian! :)

Circuito infantil de corridas contra o câncer e a Virada Esportiva 2010

Postado em Famílias interativas no dia 20/11/2010

Todos nós tivemos sonhos infantis. Os meninos certamente, sonham em um dia pisar num estádio de futebol e ser ovacionado por uma multidão. Nesta semana, nossos meninos puderam realizar este sonho em pleno Pacaembu, numa corrida em mobilizou milhares de pessoas motivadas pelo prazer de ver seus filhos brilhar num grande evento esportivo e praticar um ato de amor em prol das crianças que lá não puderam estar porque estão acometidas por algum tipo de câncer.

Talvez não seja possível levar seus filhos a um evento como o Circuito infantil de corridas contra o câncer, mas sempre tem como aproximar as crianças dos esportes, de uma vida mais saudável e ativa – e, por que não, de uma vida mais social, mais plural, menos fechada no playground do edifício, né?

Neste final de semana acontece em São Paulo a Virada Esportiva. Criada no ano de 2007, o evento nasceu do conceito da Virada Cultural (com 24 horas ininterruptas de atividades), mas com o objetivo de oferecer atividades esportivas, recreativas e de lazer. A cada edição, a organização supera o número de eventos e de pessoas beneficiadas pelo projeto. Em 2007 um milhão de pessoas participaram, em 2008 dois milhões e em 2009 três milhões. Tudo na intenção de levar programações variadas para todas as regiões da cidade.

E a gente precisa ir longe, tipo de Itaquera a Santo Amaro, para aproveitar? Como na Virada Cultural, há eventos pontuais na região central e há facilidade para usar transporte público. E não precisa ficar morrendo de medo de ir ao centro: pesquisas realizadas mostram que no final de semana de um evento como esse, a criminalidade decresce na cidade de São Paulo, evidenciando que o esporte tem força para superar problemas sociais. Sei porque frequento a Virada Cultural e é uma excelente ocasião para passear no centro em segurança, com a família completa curtindo tudo.

O interessante de eventos assim é participar de atividades diferentes que são ofertados de gratuitamente e são abertos à todas as idades. Como diz a produção, “com a Virada Esportiva, os paulistanos têm a oportunidade de conhecer melhor o esporte e a cidade onde vivem podendo, a partir daí, adotar uma forma de vida mais saudável”.

Veja a programação completa aqui e descubra o que está perto de você ou o que as suas crianças gostariam mais de experimentar. ;)

Virada Esportiva 2010 from Virada Esportiva on Vimeo.

E se na sua cidade não tem eventos assim, fica a dica: movimente a escola mais próxima, a secretaria de esportes, o clube de campo e promova esta integração entre os seus. :)

Doodle 4 Google 2010

Postado em Cultura Web 2.0, Famílias interativas no dia 01/11/2010

Este é um dos vencedores da premiação em outro país e a imagem serve para entusiasmar seus pequenos desenhistas! Os meus se animaram muito!

Dica da @larsrock que aos13 anos é heavy user de blogs e Twitter e que, mesmo tendo postado no Mãe com filhos no sábado, achei que merecia ser reforçado por aqui também.Trata-se de uma ação legal do Google que foca em alguns pontos nos quais, creio, eu e você concordamos plenamente pois todos queremos crer num mundo no qual:

…Toda criança (está) numa escola
…Vamos plantar mais árvores que prédios
…Os políticos serão super-heróis

E você, o que pensa sobre o futuro do Brasil?
Solte a imaginação e participe da competição Doodle4Google.

A ideia é bem simpática. Você já reparou que em diversos eventos o Google costuma brincar com o seu logo? A empresa chama esse logo especial de “Doodle” e decidiu abrir esta brincadeira para estudantes de 6 a 15 anos e permitir que seus desenhos apareçam no lugar do logo, numa competição é chamada de Doodle4Google que envolve mais de 300 mil alunos já participaram ao redor do mundo.

O legal vem agora: pela primeira vez o logo do Google será desenhado por um estudante brasileiro e o tema da primeira edição é “O Brasil do Futuro”.

Se o seu filho tem talento artístico, solte a criatividade e desenhe sua versão do logo do Google mostrando o que você espera do futuro do Brasil. O seu desenho pode parar na página inicial do Google Brasil e você pode ganhar:

  • Uma bolsa de estudos de R$ 30 mil reais
  • Um computador
  • Uma sala Google na sua escola!

E quem vai escolher?

Uma lista de Jurados Especializados - Ziraldo, Sérgio Valente, Adams Carvalho, Chico Zullo, Leandro Robles - na arte de desenhar que conta com cartunistas e ilustradores consagrados escolherá os finalistas desta competição e participará da cerimônia de premiação em Dezembro.

Veja aqui como participar. E não desanime com o tamanho da ação: além de ter o seu desenho na página inicial do Google Brasil, a empresa promete alguns prêmios muito especiais para o ganhador e sua escola. Ao participar você e o Google ajudam a construir o futuro do Brasil pois cada desenho recebido, vamos plantar uma árvore.

Mas corra: envie seu desenho, a ficha de inscrição preenchida e o formulário de consentimento pelos Correios até o dia 4 de novembro de 2010. ;)

[update]

Luiza Carneiro de Faria é a vencedora do concurso 'Doodle4Google'.

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Agora #aos8

Postado em Famílias interativas no dia 27/10/2010

Tô meio sumida desde ontem, mas por uma boa causa: foi aniversário do meu caçula. Oito anos, fechando uma primeira infância muito bem vivida em meio a brincadeiras no parque, subidas em árvores, alguns videogames (não é à toa que o nick dele é @giorgio_bros, pois adora Super Mario) e muita criatividade. Haja papel, lápis, tinta, durex colorido, tesouras, post-it, legos, blocos de madeira e massinha para satisfazer este menino que vê “arte” em tudo. Meio Vik Muniz ele não deixa de inventar nem quando come ou toma banho, pensando em formas e quadros na espuma do xampu, no prato de arroz com feijão, nas nuvens no céu!

@giorgio_bros por @samegui | todos os direitos reservados | proibida reprodução

Aproveitando o presente do aniversário: mini bateria para Rock Band do Wii

Fica aqui minha homenagem e meu amor infinito por este garoto que é meu herói por mil e um motivos. (more…)

Filhocentrismo, como lidar com essa nova realidade?

Postado em Comportamento, Famílias interativas no dia 17/10/2010

“”Chegamos a uma situação-limite. Está na hora de os pais recuperarem sua auto-estima e sua autoridade”
Tânia Zagury

Como é no seu lar? Eu me pergunto muito isso e me policio muito para não ultrapassar a linha (tênue) que separa os direitos dos pais e dos filhos no lar. Desde que tive contato com o livro Os Direitos dos Pais – Construindo Cidadãos em Tempos de Crise (Editora Record), no qual a educadora Tânia Zagury que defendia que práticas que andavam esquecidas na educação dos filhos sejam resgatadas, em nome do futuro do próprio jovem – e da sociedade, eu me cuido para que meus filhos não sejam os reis da casa.

Felizmente meu esposo é “old school” (das antigas) e sempre se posicionou como o pai e não amigo ou “escravo” dos filhos, o que deu às crianças a segurança de receberem amor e cuidados com limites. Mas não é sempre assim e frequentemente eu vejo famílias nas quais os pais, por conta de sua sobrecarga de trabalho ou mesmo de suas ansiedades pessoais que se projetam nos filhos, vivem quase todas as situções pensando neles e, pior, focando as ações nos filhos – e muito pouco em si. Exemplos são fáceis de achar: a mãe vai ao shopping trocar um vestido e não ousa voltar para casa sem um brinquedo novo para o filho; o pai que sacrifica a evolução da própria carreira mas não deixa de pagar todas as aulas extras para o filho. E ambos reclamam no Twitter sobre o filme infantil que vão ver no lugar na novela, sobre a repetição dos mesmos programas que reinam no canal infantil dia e noite, convivem resignados com brinquedos espalhados em todos os cômodos do lar, não planejam programas nos finais de semana que não sejam absolutamente do interesse das crianças.

Sobre estes pais li há um tempo um artigo muito lúcido do advogado Edgar Flexa Ribeiro que dizia

“Quando a criança passa a ser a única razão de ser do casal e atender o pequerrucho sempre, sem limites, passa a ser uma fixação, estamos lidando com algo muito diferente. Não se está propondo que pais abandonem os filhos, ou seja, que esqueçam que lá em casa tem alguém que precisa de atenção. De forma alguma. Quer-se aqui apenas sugerir aos pais que mantenham uma vida própria e zelem por ela. Até para que seus filhos saibam fazer o mesmo quando chegar a hora deles.

O que ele nos lembra é que, em alguma hora esta criança vai crescer e precisar conviver no mundo – sem a gente para fazer as vontades dele e também sem que o mundo gire ao seu redor como a Terra em torno do Sol. Precisamos nos policiar para que nossos filhos saibam conviver com o fato de não serem sempre as estrelas, para serem também coadjuvantes, transeuntes, enfim, partes da engrenagem em algumas situações.

Há alguns meses, nos bastidores de um programa de TV, conversei com a psicanalista Sheila Skitnevsky-Finger (doutora em Psicologia pela Massachusetts School of Professional Psychology, em Boston, USA) e sócia fundadora do Instituto Mãe Pessoa sobre o que os especialistas chamam de uma deformação contemporânea, ou seja, o filhocentrismo – forma nova e pouco saudável de agir na educação de um filho.

Superprotetor? Sim, mas não só. Os filhocêntricos se anulam e se vêem incapazes de lidar com o dever de dizer não ao filho, de estabelecer limites, de sinalizar o espaço da criança a partir de seu próprio espaço de pais, pois incineram a própria identidade sob o pretexto de amar a criança desenfreadamente. Esses negam aos filhos sua própria imagem de pai. Também conspiram contra a construção da identidade dos filhos.

E, enfim, como lidar com essa nova realidade?

Foi num texto de Sheila Finger que achei um passo a passo incial muito interessante. Ela nos propõe seguir algumas estratégias possíveis no processo de educar que requer estar ativamente envolvido, sem perder de vista a preocupação consigo próprio, enquanto pessoa, e enquanto MODELO de pessoa para os filhos:

  • Olhar Bi-Focal – presente versus futuro: manter um olhar, uma perspectiva bi-focal, onde ora privilegia-se o presente, o aqui-e-agora, ora privilegia-se o futuro, o que virá, o que será.
  • Combinação de recursos: é preciso compreender e aceitar que para cada família haverá uma combinação possível e específica. O que é possível e desejável para alguns não o é para outros. Não existem fórmulas mágicas: para se alcançar uma combinação eficaz há que se levar em conta o contexto e os recursos de cada mãe, pai, da família, de cada sistema.
  • “Vida-bilidade”: criamos o conceito de “vida-bilidade”, ou seja, de pensar a viabilidade da vida de cada um ou grupo. Trata-se portanto de buscar maneiras de tornar a vida mais viável para si e para a família, incorporando os valores, os projetos, as aspirações, assim como a realidade e as limitações pessoais e familiares; enfim, maneiras de tornar sua vida mais viável, dentro da realidade de sua realidade. Para se criar vida-bilidade, algumas premissas se fazem necessárias, como: manter expectativas realistas; ser flexível e criativo; saber priorizar tarefas, interesses e objetivos; utilizar ajuda (delegar, sabendo identificar o quê e a quem); aprender a organizar e administrar as várias funções e os vários papéis; manter constante reavaliação do processo sobre o que está e o que não está funcionando; se divertir. Em suma, lembrar que sempre existe um leque de opções; portanto dentre este leque, tentar eleger o que poderá promover maior vida-bilidade.

Possível não é mesmo? E bom para todos – e, aqui entre nós, os pais atuais vivem uma divisão interior sobre o melhor modo de se posicionar quanto aos filhos. Uma ajuda para acertar o olhar para o futuro, combinar os recursos e fazer a vida ser viável não faz mal a ninguém!

:)


Qual o melhor presente para o Dia das Crianças? Brincar com elas!

Postado em Famílias interativas no dia 12/10/2010

“Que tal um feriado com brincadeiras focadas no convívio com as crianças da família. Porque, vamos combinar, nada tem mais valor do que o tempo e o carinho que dedicamos às pessoas queridas, não é mesmo?”

Tenho recebido no e-mail e nas redes sociais várias propagandas de promoções, descontos e novidades para comprar coisas para o Dia das Crianças e o estresse e tempo dedicado pelos pais para ir em busca do melhor presente material, quando, na verdade, nossas crianças precisam mesmo de outro presente, não só em datas especiais… crianças precisam de pais e mães atentos, próximos, interessados e desejosos de conviver com elas.

No Mãe com filhos, tanto eu quanto @cybelemeyer já falamos sobre o tema com sugestões divertidas nos posts Como se divertir com os filhos nas férias sem sair de casaFérias escolares e as crianças sem atividades! E eu também gosto muito das sugestões de Resgatando brincadeiras e do post Brincadeiras antigas, sem falar na receita de massa de modelar caseira que tem no Inventando brincadeiras. E que tal reviver os jogos de tabuleiro que os pequenos ganham e a gente quase nunca tem tempo ou paciência de jogar? E até o discutido videogame pode entrar em ação, desde que ele não seja a babá eletrônica e você encare jogar e brincar de fato com as crianças!

Outra sugestão, para quem ficará em casa nos estados em que já previsão de frio e chuvinha, é usar materiais simples do lar para inventar coisas como:

  • Corrida da escada: galopar pelos buracos formados pelos degraus de uma escada de madeira deitada no chão
  • Mesa de balões: passar por baixo de uma mesa escondida por uma nuvem de balões presa no chão, oscilando pelos fios presos por todos os lados da mesa, os balões balançam e estouram fazendo barulho enquanto as crianças passam, o que garante boas gargalhadas
  • Caminhada de jornal: cada participante recebe três folhas de jornal. Eles devem colocar uma após a outra no chão a cada passo, para pisarem apenas sobre elas. Este é o obstáculo perfeito para ser colocado em uma curva delicada do percurso
  • Caminho de bambolês: coloque oito bambolês em linha reta e convide as crianças, uma a uma, a pisar dentro de um bambolê, passando-o sobre a cabeça e deixando-o para trás enquanto segue em frente até terminar a fileira

E se na sua região fará calor, que tal um piquenique? Dá para conciliar o lanche e um passeio de bicicleta. Meus meninos sempre pedem por um lanche ao ar livre e é oportunidade de passar momentos animados juntos desde a preparação.

Você vai precisar de:

  • para curtir: uma manta fina e/ou uma toalha de mesa – xadrez, de preferência – para colocar por cima da grama e para vocês deitarem e brincarem (a gente gosta de jogar trunfo ou baralho depois de comer o lanche, para “segurar” os meninos durante a digestão)
  • para beber: copos e pratos de acrílico, que são leves e não quebram facilmente, como os de porcelana. A opção é usar suco em caixinha, garrafas de água e latas de refrigerante em um cooler para conservar a temperatura
  • para comer: vale optar por frutas (e vegetais como cenoura) que não exigem muito no transporte – mas leve tudo já lavado, se possível embrulhadas em papel-filme ou em um pote com tampa. São bem vindos também torradas, bolachas e pães para comer com geleia e patê.

E para os mais habilidosos e sem preguiça, tem sugestões de receitas para piquenique e para quem resolver cozinhar com as crianças em casa.

E aí, o que acham? E o que vocês estão planejando fazer com suas crianças no feriado delas?

Celulares e redes sociais estão tornando as pessoas mal-educadas

Postado em Cultura Web 2.0, Famílias interativas no dia 11/10/2010

Li há alguns dias dados de uma pesquisa que mostrava que mais de 50% dos entrevistados não se incomodaria em atender o celular durante as compras. Até aí, você que me dirá, tudo bem… afinal, nas compras estamos “sem ter o que fazer” e ganhamos tempo se pudermos também falar ao celular. Mas na mesma pesquisa cerca de 41% das pessoas afirmou que não se importaria em falar ao telefone durante o almoço – e 10% atenderia a ligação em uma biblioteca sem qualquer constrangimento!

A conclusão dos pesquisadores foi a chamada da reportagem: Celulares e redes sociais estão tornando as pessoas mal-educadas. A pesquisa, que mostrava também mudanças no comportamento das pessoas com o uso das redes sociais como Facebook e Twitter, dava conta de que as conversas cara a cara tendem a se tornar uma coisa do passado.

“Segundo 50% dos entrevistados, a comunicação convencional faz com que se sintam menos confiantes. Muitos dos voluntários que participaram da pesquisa afirmaram possuir amigos que raramente encontram pessoalmente, embora morem próximos. Para esse grupo de pessoas, a comunicação on-line é muito mais interessante e fácil.”

Você concorda? E como fica  a família neste contexto?

Segundo Ernest Doku (da empresa Omio, que realizou o estudo), “há claramente um perigo. Estamos nos tornando mais dependentes da conexão com a tecnologia. Estamos cada vez mais desconectados uns dos outros“. E devemos nos cuidar para que a tecnologia não invada de forma negativa nossa vida familiar.

Não há dúvida de que o celular ajuda muito a unir as famílias. Apesar de ainda não precisar dele para seguir “os passos dos meus filhos”, vislumbro o quanto ele poderá me ajudar num futuro próximo. Mas é importante ficar atento porque a tecnologia pode ser uma “faca de dois gumes”. Segundo estudo de Dana Suskind (pesquisadora da Universidade de Chicago) divulgado pela Fundação Lena sob o título “Stop Texting, dad! I’m talking to you” (algo como Pare de escrever no celular, papai! Eu estou falando com você) as crianças se sentem deixadas de lado pelos pais que usam muito smartphone ou computador.

Os dados (em inglês) podem ser conhecidos no quadro “Os riscos da paternidade enquanto conectado“, divulgado em artigo de uma série do jornal The New York Times tratando dos efeitos que a tecnologia de informação pode ter sobre o modo como as pessoas pensam e agem. Mais do que nos “culpar” como pais, o estudo nos ajuda a ter uma visão geral de como o uso da tecnologia está afetando as crianças e o desenvolvimento infantil desta geração.

Diante disso, o que fazer? Agir com bom senso, como sempre, é o melhor. Eu mesma tenho me deparado, ao mesmo tempo em que vivo um policiamento dos meus filhos para usar pouco a tecnologia nos nossos momentos de “folga” juntos, com uma tendência natural de usar computador e smartphone de forma a nos unir e a aproveitar juntos o lado bom da tecnologia. E às vezes é preciso vermos um filho usando o smartphone durante o jantar (como aconteceu comigo neste domingo) e falando que agora sim, está parecido com você, para atentar para a realidade de que temos deixado a vida real perder espaço para a virtual.

;)

Uma coisa é certa (e não adianta as famílias nadarem contra a maré): as crianças e adolescentes atuais estão interessados em portabilidade e acesso a entretenimento onde quer que estejam. É o que mostram os resultados de uma pesquisa do NPD Group nos EUA sobre os aparelhos eletrônicos das crianças, mostrando que 4 em cada 5 aparelhos deles são portáteis.

O celular (e as redes sociais do computador) deve ser usado como meio de comunicação ou lazer, se tiver jogos saudáveis. Mas não é para se comunicar com quem os pais não permitem, tampouco deve ser usado para contar vantagem entre os amigos ou para fugir do convívio com os mais próximos. A família deve ficar de olho no uso, controlando conta, tempo, horários. Pois os filhos precisam deste limite. E os pais também!

Vamos ao Sítio do Picapau Amarelo?

Postado em Cidadania e politica, Consumo de Cultura, Famílias interativas no dia 10/10/2010

No geral, quando se fala em cultura e infância, a primeira lembrança de muitos recai sobre Monteiro Lobato e o Sítio do Picapau Amarelo. Eu era tão fã deles que minha vida girava em torno do horário para ver a “novelinha” na TV e as primeiras leituras infantis que fiz, com minha mãe ou não, foram naquela coleção antiga que muitos lares e escolas tinham. Outro dia, na volta de uma viagem a trabalho, comprei para meu filho um dos clássicos que eu achava que todo menino tinha que ler: Caçadas de Pedrinho. Já em versão mais moderna, o livro tem a mesma ternura e encanto que agradou várias gerações.

A adaptação mais conhecida e exportada para o mundo das histórias de Narizinho, Pedrinho, Emília e Visconde de Sabugosa todo foi a da Rede Globo, exibida de 7 de março de 1977 a 31 de janeiro de 1986. Os bonecos eram todos brasileiros criados por Rui de Oliveira e Marie Louise Neri. A trilha sonora foi dirigida por Dori Caymmi e era formada por temas essencialmente nacionais, ressaltando a mitologia e o folclore, com destaque para o tema da abertura composta por Gilberto Gil, “Sítio do Picapau Amarelo”.

Quem não sonhou em ir ao Sítio? Pois segundo li, agora tem um Sítio do Picapau Amarelo perto de São Paulo (em Mariporã, região metropolitana da capital). Não fui ainda conferir, mas li que os organizadores prometem “um lugar onde crianças poderão entrar em contato com os personagens de Monteiro Lobato de forma lúdica e interativa”, contando com espaços temáticos como a Casa da Dona Benta, Laboratório do Visconde, Gruta da Cuca, Horta da Tia Nastácia e Cabana do Tio Barnabé.

Consta que, para incentivar a leitura, o local tem também o Museu e Biblioteca de Monteiro Lobato. Construído em uma área arborizada de cerca de 20 mil metros quadrados, com 25 apartamentos e 132 leitos, o espaço temático tem ainda refeitório, piscina, campo de futebol e anfiteatro, e está apto a receber pelo menos 100 crianças por vez. O projeto foi concebido para trabalhar com grupos fechados, por isso as visitas devem ser previamente agendadas por escolas e instituições.

E se você encara uma viagem mais longa, sempre vale visitar o Museu Histórico e Pedagógico Monteiro Lobato em Taubaté, interior de São Paulo e cidade natal do escritor. O Museu, que funciona de terça a domingo das 9 às 17h,  conta com monitores (caracterizados como personagens da obra) que atuam de forma a estimular a leitura e o conhecimento dos visitantes sobre sua vida e obra. Segundo os organizadores, os grupos que quiserem passar o dia no Sítio poderão aproveitar a oportunidade para conhecer o Horto de Taubaté , com área verde, lago, minizôo e um Centro Educacional Natural Biológico.No local há também um teatro infantil , baseado na literatura de Monteiro Lobato, mas as excursões deverão ser agendadas com 15 dias de antecedência pelo telefone anunciado no site.

Que tal, não é um passeio com gosto de infância? E para quem está fora de São Paulo, fica a dica: revejam os vídeos, leiam os livros e comparem com seus filhos as diferentes infâncias dos netos de Dona Benta, dos pais e filhos atuais. Será um papo muito divertido, tenho certeza!

E para os saudosistas, incorporo no post vídeos dos queridos personagens:

Sitio antigo:

Novo sítio:

Teatro, música e grafite no final de semana do Dia das Crianças

Postado em Consumo de Cultura, Famílias interativas no dia 09/10/2010
Fomos ver o espetáculo e, sinceramente, não me convenceu. A história não leva a lugar algum e, coisa estranha com Zeca Baleiro, a música demora a agradar… uma pena! E realmente não é para menores de 10 anos. [/update]“]
  • Palavra Vista, Grupo Passarinho com direção de  Fábio Freire, João Gabriel Manetti e Ademir Emboava. Mescla música, teatro, jogos e brincadeiras sobre o poder da palavra e dos sons e terá a participação das crianças, que se transformam em músicos e compositores. Hoje, às 16h30 no Sesc Pompeia (rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo, SP). Grátis – mas  recomendado para maiores de 4 anos.
  • Quem Tem Medo de Curupira? Com Daniel Infantini, Danilo Grangheia e Flávio Rodrigues,  direção de Débora Dubois. O espetáculo infantil mostra personagens folclóricos que estão desolados porque não causam mais espanto nas pessoas. Zeca Baleiro é responsável pelo texto e pelas canções. Hoje e amanhã, às 16h, no Centro Cultural Fiesp Teatro Sesi São Paulo (Av. Paulista, 1.313 – Bela Vista, São Paulo). Grátis, mas recomendado para maiores de 10 anos.
  • Sacoletras, com Cláudio Thebas (palhaço Olímpio). A peça conta a história do palhaço Olímpio, dono de um saco colorido que, quando aberto, não para de soltar poesias. Ele transforma a plateia em personagens dos seus poemas. Domingo, 16h30, no Sesc Pompeia (rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo, SP). Grátis – mas não recomendado para menores de 4 anos.
  • Trilha de Desenhos Animados com Quarteto Carobamdé faz um passeio musical pela história do cinema de animação, mostrando e executando as músicas ao vivo, com repertório que inclui a trilha do aclamado longa “Toy Story”. Os pais também vão curtir o passeio, já que canções antigas, como as do desenho “Branca de Neve”, dos anos 1930, também farão parte do repertório. Dia 12/10, às 14h e 16h no espaço beta do Sesc Consolação (rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo, SP) Classificação etária livre.
  • Grafite Interativo, oficina vai trazer a técnica da arte de rua para as crianças. Ao lado dos artistas plásticos Lee e Lou, elas aprendem técnicas básicas de grafite e poderão abusar da criatividade. Como resultado final, um grande painel será pintado pelos participantes. No dia 12/10, das 10h às 17, no Ginásio vermelho do Sesc Consolação (rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo, SP). Grátis.

P.S. Para quem quer mais: na Folha de S. Paulo tem atrações para todas as idades –dos bebês até a garotada de 12 anos– e também um roteiro especial com parques e programas para toda a família curtir junto.

Meu filho é o maior fã do Ben 10 (publieditorial)

Postado em Artigo Patrocinado, Famílias interativas no dia 08/10/2010

Eis uma promoção que incentiva a participação de pai e filho, do jeito que a gente gosta aqui em casa!

O iG está lançando uma promoção direcionada para os pais e filhos fãs do Ben10. O iG Cartoon terá uma programação especial no dia 10/10/10 e premiará os 10 maiores fãs do personagem com prêmios, que vão de um Playstation 3 Slim para até bonecos do super-herói. Seguindo a ideia “Meu filho é o maior fã do Ben 10” os pais devem acessar o iG Cartoon Network, clicar na promoção, preencher o cadastro e dizer porque seu filho é o maior fã do Ben 10.

As 10 melhores histórias ganham:
1º lugar – Playstation 3 Slim
2º ao 5º – moto elétrica infantil do Ben 10
6º ao 10º – boneco do Ben 10

Pela minha experiência com dois fãs do menino que, numa viagem com o vovô “encanador” Max e a prima Gwen, descobriu um bracelete mágico que lhe dá poderes para se transformar em vários alienígenas, vai ser uma diversão para os pais conversarem com os filhos e descobrir porque eles se consideram os maiores fãs de Ben 10 – eu testei aqui e os os “detalhes técnicos” das respostas rendem momentos ótimos e mostram muito da personalidade e valores das crianças!

Pais, filhos e alimentação – como fazer esta equação dar certo?

Postado em Cuidando da Casa, Famílias interativas no dia 23/09/2010

“O que é certo ou errado na alimentação para as crianças? Como fazer para conciliar o gosto dos meninos e meninas com a necessidade de uma nutrição completa e adequada?” Estes são os temas primeiro videocast Mãe Com Filhos, cujo tema é Pais, Filhos e Alimentação.

Pausa para maquiagem e orientação do diretor na gravação dos videocasts do Mãe com filhos por @blogdati

Pausa para maquiagem e orientação do diretor na gravação dos videocasts do Mãe com filhos (foto de @blogdati)

Este é um novo desafio que encarei em 2010 – ano de muitas novidades profissionais para mim e que tenho compartilhado com os leitores aqui semanalmente. Quando comecei a blogar como mãe, em abril de 2005, não imaginava que a corujice se uniria à minha experiência profissional e me traria desafios como estes que vivo hoje. Um deles foi passar para o lado de lá das produções. Aos poucos, em programas de TV, me habituei a ser entrevistada no video e atualmente encaro a novidade de ser a apresentadora/moderadora do videocast que fazemos no Mãe com filhos.

Gravação dos videocasts do Mãe com filhos, da esquerda para direita: @cristianoweb @smiletic @samegui Deborah (da agência que produziu) @blogdati @paicronico e @comercrescer

Gravação dos videocasts do Mãe com filhos, da esquerda para direita: @cristianoweb @smiletic @samegui Deborah (da agência que produziu) @blogdati @paicronico e @comercrescer

Gravamos os programas no final de julho numa produtora no Rio de Janeiro, num dia divertido e animado em que conheci ao vivo pais blogueiros que só conhecia por Twitter (@cristianoweb, meu “gêmeo astral” e o pai do @filhoespecial, e @paicronico, o autor do livro sobre seus gêmeos e sua aventura como pai e marido no século XXI) e pude conviver com as queridas @smiletic @blogdati. No último programa gravado – e que foi ao ar em primeiro lugar para os internautas – revi @nutroped (Dr. Carlos Nogueira de Almeida, o pediatra nutrólogo que escreve às quartas-feiras no Mãe com filhos) e uma das jornalistas e mães do @comercrescer (Patrícia Cerqueira), com quem falei sobre alimentação em família.

Eis o resultado das nossas conversas:

Parte 1

Parte 2

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