As mudanças de escola e turma
escola, mãe com filhos, todos pela educação February 10th, 2010
Meus filhotes voltaram às aulas no dia 29/01, mas foi na semana que passou que efetivamente eles começaram as atividades. Na volta, com redações de recomeço e muitas histórias de amigos para mostrar e contar, o caçula contou que o melhor amigo da escola antiga está na sua turma.
Lembrei de tudo que passei em 2009. Tirei-os da escola na qual estavam há 4 anos para uma com metodologia diferente e com regras que exigiam muita maturidade. Read the rest of this entry »
O fluor nosso de toda semana…
escola, mãe com filhos January 24th, 2010

Quando eu era criança e estudava em escola pública num pequeno município do interior do Paraná, sexta-feira era dia do fluor. A gente fazia fila para escovar os dentes no pátio da escola (tinha uma pia enorme, que hoje eu acho que parecia mistura de tanque e “cocho”) onde ficávamos fazendo careta um para o outro enquanto bochechávamos o fluor semanal.
Claro que, para crianças com condições sócio-econômicas melhores (eu e outros que estudávamos lá não por falta de dinheiro para pagar a escola, mas porque não tinha escola particular na cidade, o que nos permitia uma socialização invejável) o tal fluor de toda sexta-feira era supérfluo. Mas, para alguns dos meus coleguinhas (muitos paupérrimos), aquela imposição da escola pode ter salvo até a vida. Não só preservar os dentes, mas garantir que não fossem para frente infecções cuja porta de entrada é a gengiva, introduzir bons hábitos de higiene que se tornam automáticos e nos seguem pela vida, ensinar a cuidar de si e amar seu corpo.
Hoje vi uma polêmica sobre uma nova determinação do MEC que me fez pensar nestas imposições públicas que são sem nexo para certa parte da população, mas têm um significado ímpar para outros. A notícia dava conta de que “em resolução publicada nesta sexta-feira no “Diário Oficial da União”, o CNE (Conselho Nacional de Educação) determinou que 31 de março é a data limite para que as crianças que vão entrar no 1º ano do ensino fundamental completem seis anos”. À primeira vista, não há polêmica, não é mesmo? Read the rest of this entry »
Mudança de escola e ingresso no Ensino Fundamental aos 5 anos
escola, mãe com filhos, todos pela educação December 15th, 2009
No Mãe com filhos, a educadora Cybele Meyer tratou de um tema que preocupa muito os pais: a mudança de escola. Eu vivi esta mudança com meu filho mais velho exatamente às vésperas da mudança do ensino fundamental, que incluiu o pré na grade curricular obrigatória, aumentando em um ano o tempo de escolaridade das crianças. E o fiz mudando de estado, do Paraná para São Paulo, o que me trouxe dificuldades, não com o mais velho, mas com o caçula, que faz aniversário no final do segundo semestre.
Como ele já estava no período regular, continuou aqui. Mas em São Paulo as famílias preferem “atrasar” suas crianças, de modo que elas possam entrar na escola com mais condições de participar, então meu filho tem convivido com colegas que podem ter até mais de 12 meses mais do que ele. A “competição” é injusta, tenho sempre a sensação de que ele está imaturo para o que lhe é exigido… mas, comparando com o que eu era com a sua idade, não acho que a falha é tanto dele, é mais do sistema atual que exige muito das crianças – e tudo muito cedo!
O governo Lula pretende padronizar a entrada das crianças no fundamental, uma vez que estados e municípios têm adotado lógicas diferentes o que cria dificuldades quando o estudante precisa mudar de rede. E, como eu suspeitava, escolas particulares disputam para ver quem aceita crianças mais novas.
Segundo a recomendação do governo, quem completa seis anos Read the rest of this entry »
E o tempo para brincar?
escola, livros, mãe com filhos, porque se sujar faz bem September 3rd, 2009
Ontem eu passei parte da manhã tentando conciliar trabalho e a tarefa inglória – que por momentos parece fadada ao insucesso – de convencer meu filho caçula da importância de se fazer o dever de casa.
A tarefa dele consistia da produção de um texto livre sobre um amigo, com o qual ele inicialmente não tinha afinidades, contando da sua aproximação, das diferenças entre eles e como ao final eles descobriram que gostavam de brincar da mesma coisa. Complexo, não é mesmo? Se for para narrar, não é não, sei que meu filho (tagarela como a mãe) o faria com prazer, mas escrever é uma tarefa que ele não curte ainda.

Aos seis para sete anos (faz aniversário em dois meses) ele já lê bem, mas o processo de escrita não segue o mesmo ritmo. Estou tentando relembrar como eu fiz para ele gostar de ler… gibis, histórias sobre temas que ele goste, estímulo me vendo ler, conversas entre os leitores da família sobre coisas que lemos, coisas que fizessem ele desejar fazer parte deste mundo.
Mas como eu faço para convencer um menino tão jovem de que é bom ficar em casa escrevendo uma história sobre brincadeira e amigos ao invés de ir para o parquinho aproveitar uma manhã maravilhosa de sol e calor? Não tenho a resposta, embora eu saiba que como ele já é um aluno do segundo ano do ensino fundamental (antiga primeira série), ele tem que assumir as responsabilidades de estar onde está. Não amoleci, concluimos a tarefa (como está na imagem e na minha opinião a contento, mas vamos ver o que a professora diz), só que eu fiquei com caraminholas na cabeça. E a pulguinha atrás da orelha tem sido frequentemente o livro Einstein teve tempo para brincar – como nossos filhos realmente aprendem e por que eles precisam brincar, das psicólogas Kathy Hirsh-Pasek e Diane Eyer e da pedagoga Roberta Golinkoff. Tive contato com ele há dois anos e com muita frequência ele ainda me faz rever o cotidiano dos meus filhos.
[Eu adoro o nome do livro em inglês: Einstein Never Used Flashcards: : How Our Children Really Learn--and Why They Need to Play More and Memorize Less]
As autoras parecem conversar conosco na obra. E esta conversa de mãe para mãe, mesmo sendo as três especialistas em educação e comportamento, nos faz pensar no desenvolvimento das habilidades intelectuais mais importantes e lembrar que este desenvolvimento depende muito do tempo que as crianças dedicam a brincar. Este é o ponto que eu penso alto e coletivamente aqui: ao contrário do que muitos crêem, o excesso de atividades dirigidas para o aprendizado de conteúdos pode atrapalhar, e muito. No livro eu aprendi como estimular as brincadeiras para torná-las mais produtivas, coisa que eu até repensei quando me aprofundei no Brincar Desestruturado (a base da ideia do Dirty is Good – porque se sujar faz bem), mas que no final tem como mote o mesmo processo de aprendizagem em cada área-chave do desenvolvimento infantil, abordando inclusive os aspectos fisiológicos envolvidos.
P.S. Para quem se interessou, as autoras participaram juntas da série Human Language (Linguagem Humana), produzida pela emissora de televisão PBS, e também são autoras do livro How Babies Talk (Como os Bebês Falam).
Lunário e a escola do meu filho
escola, mãe com filhos October 9th, 2008

A Lili acaba de me indicar o site do Lunário onde fiquei sabendo que 2009 será o Ano Internacional da Astronomia. Ela me dizia que Enzo e Giorgio vão adorar o evento – ainda em fase de planejamento – e eu concordei imediatamente. E sua gentil lembrança me fez pensar na escola dos meus filhos.
Lembram-se da do concurso cultural sobre a metodologia da escola? Ela rendeu mais do que ficou visível aqui. Uma revista nos procurou e entrevistou nossa família (não posso contar ainda qual porque é um especial) e por conta da matéria Gui acabou visitando várias escolas que seriam alternativas para surprir as necessidades especiais do Enzo. Hoje ele esteve em uma delas, bem tradicional e muito bem estruturada, daquelas que a Evellyn aprovaria em termos de metodologia de ensino (é de padre sim, amiga) e notei que ele ficou balançado. Já fizemos a rematrícula para 2009 na mesma escola e continuo confiando nela, mas não deixo de pensar se o Enzo, por ser tão certinho, ávido de conhecimento e ao mesmo tempo competitivo neste sentido, não deveria estar numa escola com outra metodologia. E eventos como este Lunário 2008 me fazem pensar também se ele não deveria ter uma escola que oferecesse estas novidades de ponta – que, de certa forma, nós tentamos oferecer em família. Tantas dúvidas… o que fazer? Adoraria ter sua experiência para me ajudar a refletir. Conte aqui se a metodologia foi importante para você escolher a escola do seu filho.
Esta é uma promoção do grupo Mulheres na Rede e Desabafo de Mãe que neste mês promovem alguns concursos culturais sobre ESCOLA e LEITURA. Seis blogs – A Vida Como A Vida Quer, Acontece Aqui e Lu Ivanike (sobre escola) e Repórter Mãe, Meu mundo e Nada Mais e Onde está a Oli? (sobre leitura) - vão promover debates diferentes sobre os temas a partir de hoje até dia 15 de outubro. E você pode participar de todos debates: basta fazer um comentário em um dos blogs – escrever um texto replicando o debate no seu blog ou mesmo fazer um desabafo de mãe – para concorrer a diferentes prêmios.
Expo Arte na escola
escola, mãe com filhos September 24th, 2008
Da FAAP na sexta, pulei quase que diretamente para a Expo Arte na escola dos meus filhos no sábado e não foi decepcionante trocar o ambiente universitário pelo de ensino fundamental, pelo contrário, foi oportuno para pensar sobre a escola.
Cheguei as 9h para o turno do Giorgio na classe dele falando da lenda do Negrinho do Pastoreio e outras coisas gaúchas e tinha o compromisso de ficar até meio dia e meio, quando acabava o turno do Enzo na classe dele, que fez um jogo de tabuleiro gigante na classe no qual éramos peões que jogavam e precisavam responder a perguntas sobe a Bahia. Muito gostoso, divertido e criativo. Estes eventos me deixam segura das escolhas sobre meus filhos e reforçam minhas idéias sobre o sócio-construtivismo como bom método pedagógico. Pode não ser o melhor – e é bem difícil definir melhor quando se trata de seres humanos – mas é bom.
No debate sobre a metodologia da escola do seu filho, Renata, do blog Acontece Aqui, me contou coisas legais sobre o método Waldorf, que norteia a escola da filha dela. Fiquei encantada também! E tive uma surpresa imensa ao saber que a Evellyn, do Meu Mundo e Nada Mais, é super conservadora e a primeira escola de seu filho era jesuíta. A primeira escola do Enzo era uma escola bilíngue mantida por freiras de uma congregação japonesa (Escola Junshin) que funcionava em parceria com uma escola jesuíta famosa de Curitiba, o Bom Jesus. Por sorte, não tive uma experiência ruim, como contou a Marilena, do Tudo ao mesmo tempo, que descobriu o blog com o concurso! (que legal!) Admito que se eu tivesse continuado lá, os meninos teriam ido para o BJ, nem pensaria em sócio-construtivismo, de tão boa que foi minha experiência com as senseis (professoras).
E você, como escolheu a metodologia da escola de seu filho? Fale sobre o tema aqui – reclamando, elogiando, trocando idéias – e concorra a um kit da Mercur. Saiba detalhes aqui.
Não deixe de passar nos outros blogs que estão participando desta promoção do Desabafo de Mãe e Mulheres na Rede:
- Lu Ivanike, que também esteve na feira do conhecimento da escola da filha, em O que você faz para mudar os desafios da escola do seu filho?
- Renata do Acontece Aqui – Debate em parceria com o Desabafo de Mãe








