Categoria: livros

Pegue um livro e devolva quando quiser

Postado em Little readers, livros no dia 23/12/2011

Este post é para quem sabe como "viajar no tempo e no espaço" e para quem quer ensinar os pequenos também! (via Blog Livros e Afins)

Eu sei, queridos, canso vocês de tanto falar bem do meu amigo Alessandro Martins, do blog Livros e Afins, mas vejam bem, como não repercutir notícias como esta: Primeira Minibiblioteca de Curitiba inaugurada. A princípio, para quem só ouve falar bem do “clima de Primeiro Mundo” da capital paranaense, a ideia da inauguração de uma minibiblioteca por lá nem parece notícia né? Mas é e quer saber por quê? A tal biblioteca é uma casinha de livros que fica aberta e voltada para a calçada, disponível para quem quiser pegar, levar e trazer livros. Simples assim.

Ale já defende as bibliotecas livres e comunitárias há tempos – a Pote de Mel, que funciona em uma geladeira desativada numa padaria é um exemplo desta militância dele -mas esta janelinha no quintal e a defesa de um espaço mais livre, de troca, de partilha, de relacionamento (mesmo que indireto, sem conversas e “obrigações”) que cabem perfeitamente nos valores que eu também defendo.

Eu já tinha planos de arrumar um canto para os livros livres na Otagai (não passa tanta gente na empresa, mas eu noto que as pessoas curtem muito os livros que deixo sobre a mesa, sempre disponíveis para o leitor levar se quiser) e agora me animei ainda mais. Quem sabe se eu não convenço o pessoal do meu condomínio a deixar um espaço perto das caixas de cartas? E quem sabe se não animo leitores vorazes como meus sogros e meus pais a repetirem o feito em suas casas em Curitiba? Fica como plano para 2012!

E se você ainda não se convenceu, veja este relato:

A minbiblioteca já teve seus primeiros clientes ontem.
Um carrinheiro passava com a família. As crianças ficaram logo curiosas com a casinha. A mãe:
- Eu já expliquei que não é para mexer no que não é de vocês!
A Aida:
- Mas aí é para mexer sim. É de todos.
As crianças adoraram pois havia diversos livros infantis já. A mãe explicou que eles tinha diversos livros que já haviam lido. Assim que lerem os que tomarem emprestados, trarão esses e mais aqueles.
Eles, o carrinheiro, sua mulher e seus filhos, garanto, vão divulgar e proteger a nova minibiblioteca de Curitiba. O que você vai fazer? 

P.S. Para quem não acompanhou desde o princípio:

Meu livro favorito em 2011 #MemeDasAntigas

Postado em Blogagem coletiva, livros no dia 13/12/2011

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Que complicado é para quem lê muito listar um livro favorito no ano estando já em dezembro! Li alguns bons livros neste ano, mas o que me deu aquela sensação de quero mais, a que faz você querer voltar a ler assim que tem tempo livre e que não cansa mesmo depois de muitas páginas é, curiosamente, um infanto-juvenil que peguei há pouco para ler com meu filho (#aos11).

Percy Jackson, uma saga moderninha que tem elementos de cultura grega antiga, é uma série de livros que retrata um menino com o qual muitos se identificam, vivendo uma realidade confusa (a princípio seria “disléxico e hiperativo”, filho de mãe solteira, com pai misterioso ausente e passagens por várias instituições de ensino) e que, repentinamente, descobre uma ascendência não só nobre como heróica. Não bastasse isso tudo, Percy é retratado como amável, amigável, e, por muitas vezes, disposto a arriscar sua vida para salvar seus amigos e até mesmo seus inimigos. Dotado de grande senso de humor sarcástico e ciente (até demais no começo) de suas limitações, ele é um garoto fácil de se afeiçoar e creio que aí mora a magia que me prendeu ao livro. Além disso tudo, ler o que meu filho lê me ajuda a não me distanciar do universo dele, tarefa que creio que facilita muito a vida das várias famílias.

Aliás, fica a dica dupla: a série de livros é divertida e fácil de encontrar para ler (além de ter um filme) e quem tiver primos ou sobrinhos a partir de 10 anos para presentar pode oferecer o livro sem medo de errar!

E você, qual sua dica de leitura em 2011?

Este post faz parte do #MemeDasAntigas!!! Um balanço feito entre blogs do ano que está terminando! Quer participar? Visite este post, veja como e junte-se a nós!

(more…)

Onde você guarda os livros dos seus filhos?

Postado em Little readers, livros, Mãe com filhos no dia 29/11/2011

Hoje pela manhã o pessoal do site @mamatraca perguntou: onde você guarda os livros do seu filho?

Na hora, pensei:

- Ora, guardo com os nossos!

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A leitura aqui não tem grandes restrições – apesar de eu avisar que livros como O Abusado, de Caco Barcellos não são para ler por enquanto – e nós curtimos muito compartilhar as leituras. Creio que assim é que nós criamos por aqui um ambiente leitor. Mas, de fato, quando eles eram pequeninos (tenho filmes dos dois, ainda engatinhando, pegando e guardando livrinhos que ficavam ao seu alcance em estantes bem baixas) os livros ficavam sempre perto deles.

Eu fui criada assim: na sala, atrás da TV, ficava a imensa (mesmo) biblioteca do meu avô que cresceu muito com o amor aos livros de minha mãe e com a generosidade de meu pai, que nunca disse não para pedidos de aquisição de livros e discos.

[Ah, sim, eu sempre tive acesso ao toca-discos e herdei a coleção de LPs do vô jornalista! Mas isso é tema para outro post!]

Acho que tem livro em todo lugar por aqui! Mas boa parte fica no “quarto de brinquedos” e os favoritos ou que estão sendo mais lidos (os meninos adoram livros de referência) ficam nas estantes do quarto. E temos um canto para os divertidos (de quadrinhos, música, fotografias e viagens) na sala.

E você, querido leitor, onde ficavam os livros na sua casa? E como esta organização doméstica influenciou sua formação como leitor? Compartilhe sua opinião ou experiência nos comentários! Eu escrevo só para convidar você para esticar a prosa, já notou?

Cada coisa tem sua hora e cada hora o seu cuidado

Postado em InstaLife, livros no dia 17/11/2011

“Cada coisa tem sua hora e cada hora o seu cuidado.”
Rachel de Queiroz, que completaria hoje 99 anos “.

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Uma das primeiras lembranças que tenho desta senhorinha simpática é um relato dela que remetia à sua infância, contando que lia e escrevia escondido, debaixo dos lençóis e com luz precária, tentando driblar as regras familiares da época que proibiam as mulheres de “ir além”.

Desde então Rachel de Queiroz foi para mim mais do que a tradutora, romancista, escritora, jornalista e importante dramaturga brasileira – pensava nela como uma das personagens de uma história social que me permitiu seguir meu caminho profissional com menos dificuldade, mais chances, respeito e igualdade.

Ela é lembrada por sua obra de ficção social nordestina – o Quinze, Memorial de Maria Moura – mas merece destaque por seu papel social: foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras e foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões, equivalente ao Nobel, na língua portuguesa. Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 15 de agosto de 1994 na ocasião do centenário da instituição.

Informação é para circular, não para ficar guardada!

Postado em Ação e Cidadania, livros no dia 08/11/2011

Livros que estou libertando hoje no BookCrossing Blogueiro

Estou apoiando a divulgação no Twitter e Facebook há dias e já separei as obras que vou libertar nesta data, que marca a 3ª edição do BookCrossing Blogueiro. A ideia, que surgiu da querida amiga virtual Luma Rosa (do blog Luz de Luma), repetindo por aqui, na nossa comunidade geek, ligada tanto em cultura quanto em ativismo social, uma prática simpática: “libertar” livros para incentivar o hábito da leitura.

“Para participar, basta trocar com alguém que conheça (ou não) um livro por outro ou “esquecer” o livro por aí, em locais movimentados, como praças, ônibus, metrô, supermercados (locais onde o livro possa ser resgatado facilmente por quem passa). Coloque um bilhete ou uma dedicatória, no próprio livro, para que a pessoa agraciada fique sabendo o porquê do movimento e se sinta incentivada a levá-lo, transformando-se assim numa leitora, mesmo que, a princípio, não o seja. É uma forma de compartilhar cultura com quem não tem condições financeiras de comprar um livro ou mesmo para incentivar quem acha que não tem tempo.
Quem quiser divulgar o ato, com fotos e textos de incentivo, pode fazê-lo em seu próprio blog ou nas redes sociais. Podemos ainda, como sugeriu a Luma, trocar resenhas e impressões sobre os livros que libertamos.”

Confesso que nem saberia escolher a ação que considero mais importante, mas certamente a que rende mais frutos, creio, é conversar sobre leitura e incentivar, com um sorriso no rosto e um olhar amigo, que outra pessoa descubra a alegria e o prazer que você está sentindo na sua leitura atual ou naquele livro que marcou sua vida. Portanto, seja trocando, “esquecendo” ou comentando um livro, não deixe esta oportunidade passar em branco.

E, se você for do tipo desapegado (como eu), dê uma olhadinha naqueles livros que estão há tempos sem manuseio e utilidade na sua estante e liberte-os.


P.S. A querida Cris Guimarães (do Eu, eu mesma e a outra) fez post e ainda divulgou a ação no blog Pequenos Leitores. Veja como seu filho pode participar, ou como você pode fazer uma criança feliz com um livro hoje. Afinal, “é de pequenino que se torce o pepino” – e se consolida o amor pelos livros.

 

Para fechar o dia de Drummond, Para gostar de ler, coleção que me apresentou a crônica na infância

Postado em Little readers, livros no dia 31/10/2011

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Eu tinha 11 anos e ganhei Para Gostar de Ler de presente. Bastou um volume e a inscrição “Outras Crônicas” para que eu descobrisse do que gostava e o que queria fazer na vida.

Deste primeiro livro – do tempo do primeiro walkman, da fita cassete do Michael Jackson, de começar a trocar as tardes de Atari por videoclipes de música – veio também uma fixação em Carlos Drummond de Andrade, que descobri nas crônicas, me apaixonou com suas poesias mais tarde e me acompanhava nas noites de insônia nas suas crônicas no telejornal da noite. Nem seu jeito fechado (tímido) ou as poesias mais adultas (“O chão é a cama do amor urgente”…) aplacaram meu jeito de leitora ávida, nem tão passional, mas decidida a aprender como fazer das menores coisas do cotidiano uma pequena imagem da beleza da vida convertida em texto conciso e preciso.

Neste aniversário do Drummond, décadas depois da minha primeira leitura, vejo no livro de leitura “recomendada” do meu filho #aos11 o mesmo Para Gostar de Ler e a ansiedade de sair por aí, retratando e guardando para a posteridade a singela passagem da vida.

Viva Drummond e seus muitos discípulos!

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O dia de Drummond, ou #diaD, no Instagram:

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Espero que os autores das fotos não se incomodem!

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Adivinha o quanto eu te amo? O bastante para ler todos os dias para você, meu filho! #lerfazcrescer

Postado em Little readers, Mãe com filhos no dia 28/10/2011

@avidaquer  post sobre a Coleção Itaú de livros infantis - Leia para uma criança www.avidaquer.com.br

Fazemos “sacrifícios” por nossos amados, não é mesmo? Vejo pais (avós e tios também) que não medem esforços para dar o melhor em termos materiais para suas crianças. Uma escola de qualidade, aquela festa de aniversário, o videogame mais legal, o iPod ou game que toda turma já tem…

Mas será que todos lembram da atitude simples de reservar uns minutinhos para ler para as crianças todo dia?

Espero sinceramente que sim!

Se você estiver precisando de um incentivo para manter este hábito tão saudável, fica a dica: a Coleção Itaú de livros infantis voltou e está distribuindo gratuitamente obras muito especiais para todas as infâncias. Duas delas – Chapeuzinho Amarelo (Chico Buarque) e A festa no céu (versão de Angela Lago) – são conhecidas de algumas famílias porque foram clássicos brasileiros de outras infâncias. E a obra internacional – Adivinha quanto eu te amo (Sam McBratney) – é tão doce que usei como título deste post.

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Para você, que ama seu filhote “daqui até a lua – ida e volta”, vale muito passar lá no site e pedir os livros. E se você não tem filhos, mas tem uma criança querida com quem convive e que poderá apreciar sua companhia lendo, não deixe de fazer o mesmo! Afinal, como dissemos na divulgação da ação em 2010, é assim que vamos Semeando e cultivando Pequenos Leitores #lerfazcrescer. Quem não quer ouvir as historinhas recontadas por vozes queridas como as do vídeo abaixo?

“Ler gibi é estudar”, diz Ziraldo #ft_eie11

Postado em Little readers, todos pela educação no dia 10/10/2011

Neste domingo Ziraldo voltou às suas polêmicas sobre o papel da escola. Em 2006 suas palavras já causaram furor:

“E por esta razão que eu digo – para criar a questão – que ler é mais importante do que estudar. No currículo escolar devia ter uma matéria chamada ‘gostar de ler’.

Desta vez, em entrevista que promove o filme “Uma professora Maluquinha” (baseado em obra homônima) ele defende “uma escola em que não há provas, nem deveres de casa. Em que ler gibi é estudar. Onde um tribunal composto pelos próprios alunos julga os mais indisciplinados“.

Por trás do filme “Uma Professora Muito Maluquinha”, inspirado em livro homônimo de Ziraldo e que estreou na sexta, esconde-se a visão do autor sobre o que seria uma escola mais adequada.
Ziraldo se diz o leigo mais entendido em ensino fundamental no país. Entre “O Menino Maluquinho”, “Uma Professora Muito Maluquinha” e “Flicts”, vendeu mais de 7 milhões de livros infantis e percorreu escolas dando palestras para professores de norte a sul do país nos últimos 30 anos.

O filme volta à década de 40 no interior de Minas Gerais e é uma espécie de memória da infância de Ziraldo. A professora em questão, interpretada por Paola Oliveira e inspirada em personagem verídica, encanta os alunos e os moços da cidade (e também o padre…) com seu jeito brejeiro e nada convencional de ser.


Ela entra em choque com a direção do colégio e só leciona por um ano, mas os alunos nunca a esquecerão.


Segundo conta Ziraldo, a turma que teve aulas com ela foi a mais brilhante da história de Caratinga, sua cidade natal -dali saíram deputados, advogados, escritores. 


“Com ela aprendemos a ler e a escrever e não sabíamos nada além. Mas nisso éramos melhores que os alunos mais velhos. Quando ela saiu, todos tomamos bomba. Foi só no primeiro ano, depois a gente voou, porque tudo era mais fácil para nós.”


Nesta entrevista Ziraldo propõe um método de ensino em que a individualidade de cada aluno é estimulada a todo custo. Provoca com a proposta de o Enem avaliar os professores, não os alunos. Diz que bullying é invenção americana.


E para defender suas ideias, cita a própria família. Dois de seus três filhos não concluíram os estudos escolares. Hoje são bilíngues e bem-sucedidos em suas carreiras (Antonio Pinto como compositor de trilhas e Fabrizia como diretora de cinema; a outra filha é a diretora e cenógrafa Daniela Thomas).

 

Folha – O que acha da situação educacional brasileira?
Ziraldo - O Brasil não tem 10% de analfabetos, tem 90%. Quem não lê jornal é analfabeto funcional, não está interessado em nada, é incapaz de se expressar pela escrita e entender o que está lendo. O pessoal está chegando ao vestibular analfabeto.

E as escolas?
A escola de antigamente não era risonha e franca como se diz por aí, isso é balela. A escola educava para a escola. Agora busca educar para a vida. A gente avançou. Mas há grandes equívocos. A principal prioridade, que é ensinar a ler, a escrever e a contar, foi esquecida.

E os professores?
 O que salva é o heroísmo de alguns. Mas uma educação que precisa de heróis está perdida. E não é só salário. A classe é muito mal assistida pelo governo. Não há congresso ou incentivo para reciclar o conhecimento. O Enem deveria avaliar o professor, não o aluno.

E os pais dos alunos?
 Para poder fazer uma criança leitora, o lar é muito importante. Os pais têm que encher a casa de livros. E ficarem atentos para não deixar a criança chegar à internet sem passar pelo livro. A internet é a maior dádiva do ser humano, quem sabe mais importante até do que Gutemberg. Mas estimula uma curiosidade mais superficial.

O que propõe?
 Eu acho que a lição de casa deveria ser a de escrever um diário. Escrever sobre si, pensar. Este é um projeto meu que será encampado pelas escolas das secretarias estaduais de Educação de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Que acha do bullying?
 Isso é importação dos americanos. A sociedade brasileira não tem esse tipo de intolerância racial. E você demonizar o cara que fica gozando do outro também não é bom, fica aquele negócio da autoridade defendendo o cagão.
 Todas as pessoas que conheci de muito sucesso foram molestadas na escola – Caetano Veloso, Lobão, todo mundo. Você vai arrumar proteção pro cara que se deixa ser sacaneado? Deixa ele se virar!

Como foi a educação de seus filhos?
 Os três aprenderam a ler em casa. Era cheia de livros, para todos os lados, e instrumentos musicais. O Antonio era pilhado, não conseguíamos controlar ele e quando decidiu abandonar a escola, deixamos. Foi o mesmo com Fabrizia. Mas eles se viraram, desenvolveram outro tipo de inteligência.

Qual é o legado da professora maluquinha?
 Tem que inventar. Quando ela passa o exercício de encontrar um país que não existe, assim os alunos descobrem 500 países. Outra questão que aparece no filme: não tem que angustiar a criança com prova.

Mas como avaliar se aprendeu?
 Se não aprender o que deve na escola, o aluno vai ficar emperrado, ele próprio vai criar a condição de se melhorar. Aliás, não pode dar aula de reforço nas férias. As férias são para curtir.

(Folha de São Paulo

P.S. O filme é uma graça, meus filhos viram na pré-estreia e adoraram.

Tarefa da tarde: reunir as caixas de livros para doação #cadagestoconta

Postado em Consumo Consciente, livros no dia 02/10/2011

20111002-152815.jpg Começamos separando livros e brinquedos para doar no Dia das Crianças. Mas aí, uma coisa puxa a outra e acabamos reunindo três caixas pequenas de romances e livros que são do interesse mais juvenil e adulto. Resta decidir onde e como fazer estas preciosidades circularem: numa biblioteca de bairro, em projetos como Livro para voar ou cestas de leitura de cafés? Você aí, querido leitor, sabe de algum local que deseje receber algumas obras assim e que poderia aproveitar mesmo livros mais clássicos (e em excelente estado) como livros de Shakespeare e Borges?

Livros digitais gratuitos sobre políticas públicas educacionais #ft_eie11

Postado em livros, todos pela educação no dia 07/09/2011

Um dos motivos para eu ser voluntária do Todos para Educação é o fato de ser um movimento com metas bem definidas e dia para alcançar todas elas: Sete de Setembro de 2022, quando o Brasil completa seu Bicentenário de Independência. E, embora estejamos livres de um país colonizador desde 07/09/1822, sabemos que um povo não pode ser considerado livre enquanto não tiver condições de discernir e conhecer para escolher seu futuro.

Por isso, nesta data patriótica eu deixo para vocês algo que é um desafio e um presente: livros digitais gratuitos para nos informarmos sobre as políticas públicas educacionais do Brasil. Eles estão no site da Editora Moderna num conjunto de obras de especialistas que contribuem para a reflexão e fomento de políticas públicas na área de educação.

Numa realidade na qual temos pouco tempo (e eventualmente até condições) para adquirirmos todas as obras que desejamos ler, ter livros de referência (para estudo, para o aprofundamento teórico tão necessário na educação) disponíveis para consulta online e para download é algo que merece destaque e comemoração.

Melhor ainda é quando esta opção é para toda sociedade, sem restringir os recursos educacionais aos professores, permitindo que (nós) pais também possamos nos “empoderar” e “educar” com o acervo digital que traz exemplos de boas práticas em educação e reflexões sobre políticas públicas no setor, redigidos por renomados especialistas, mas livres para reflexão dos “leigos” também.

A oferta é da Editora Moderna junto com a Fundação Santillana, que integra o movimento Todos Pela Educação. A ideia é disponibilizar gratuitamente o acesso à comunidade acadêmica, jornalistas, servidores públicos, estudantes, professores e outros públicos interessados, para que este conhecimento seja compartilhado e difundido, e continue gerando benefícios em prol da qualidade da educação brasileira.

Conheça as obras atualmente disponíveis no site da Editora Moderna:

  • “A Urgência da Educação” - Autores: Isaac Roitman e Mozart Neves Ramos - Prefácio: Cristovam Buarque
    Lançado em 2011 pela Editora Moderna em parceria com a Fundação Santillana, o livro discute a importância do ensino básico para a qualidade da educação brasileira. Reúne artigos dos especialistas Isaac Roitman (membro titular da Academia Brasileira de Ciências, atual subsecretário de Políticas para Crianças da Secretaria da Criança do Governo do Distrito Federal e coordenador do Grupo de Trabalho de Educação da SBPC) e Mozart Neves Ramos (membro titular do Conselho Nacional de Educação, membro do Conselho de Governança do movimento Todos pela Educação e ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco). A obra possui prefácio do senador Cristovam Buarque.
  • “Políticas Sociais – Ideias e Prática” - Organização: Centro Ruth Cardoso - Autores: Augusto de Franco, Cássio Martinho, Cecília M. Vellez, Elisa Reis, Ezequiel Reficco, Gerard Clarke, Graça Machel, Guiomar N. de Mello, Gustavo Cardoso, Lesley E. Redwine, Lourdes Sola, Maria Helena Guimarães de Castro, Rosa M. Fischer, Thereza Lobo - Introdução: Graça Machel
    A obra reúne coletânea dos autores participantes do I Seminário Internacional Centro Ruth Cardoso, realizado na USP em 2010, e tem introdução da ativista de direitos humanos Graça Machel. O livro discorre sobre democracia e novas formas de participação social; educação e cidadania; empreendedorismo social e desenvolvimento sustentável; redes sociais e sociedade em rede.
  • “Da CONAE ao PNE 2011-2020 – Contribuições do Conselho Nacional de Educação” –  Coordenadores: Antonio Carlos Caruso Ronca e Mozart Neves Ramos
    Lançada em Brasília, em 2010, a obra “Da CONAE ao PNE 2011-2020” traz uma coletânea de artigos inéditos redigidos por 11 conselheiros do CNE como contribuição ao Plano Nacional de Educação, que está em aprovação em 2011. Os artigos debatem temas que fizeram parte da Conferência Nacional de Educação (Conae). Com organização de Antonio Carlos Caruso Ronca, presidente do CNE, e Mozart Neves Ramos, membro do CNE e do Todos pela Educação, os artigos versam sobre políticas públicas na educação; diversidade e educação indígena; equidade na educação e na tributação; ensino superior; capacitação de professores; cursos à distância, entre outros.
  • “Por um sistema nacional de educação” - Autor: Carlos Roberto Jamil Cury, Doutor em Educação e Professor adjunto da PUC-MG - Parceria: Movimento Todos pela Educação
    Lançado em 2010, em parceria com o movimento Todos pela Educação, o texto de Carlos Roberto Jamil Cury, Doutor em Educação e Professor adjunto da PUC-MG, aborda a história do Plano Nacional de Educação e traz várias contribuições para subsidiar a elaboração do novo PNE 2011-2020. Entre as propostas do autor, está a execução de um PNE objetivo, federativo, democrático e complementado por uma Lei de Responsabilidade Educacional.
  • “Escolas de Valor – um retrato de seis experiências bem-sucedidas na educação pública brasileira”
    Fotos:
     Carlos Díez Polanco
    Seis experiências de escolas públicas brasileiras que são modelos de gestão são apresentadas no livroEscolas de Valor, com fotos de Carlos Díez Polanco. A obra deu origem a exposições e oficinas em seis Estados brasileiros. Lançado pela Editora Moderna e pela Fundação Santillana, com o apoio da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED) e do movimento Todos pela Educação, o livro reúne histórias focadas nas boas práticas de ensino em escolas públicas do Brasil, e está alinhado com os princípios do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), do Ministério da Educação.
  • “Políticas Educacionais – Sugestões para melhorar a educação básica: estudo comparativo entre a Espanha e o Brasil” - Autor: Antonio Ibáñez Ruiz - Editora Moderna / 2009
    Lançado em 2009, o livro de Antonio Ibáñez Ruiz, secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia e especialista em políticas públicas para a educação básica, apresenta um estudo comparativo entre as políticas educacionais na Espanha e no Brasil, propondo sugestões de melhorias para a educação básica brasileira, especialmente do ensino médio. Entre os assuntos abordados estão a legislação educacional na Espanha após a Constituição de 1978 e as mudanças na educação brasileira a partir da implementação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, na segunda metade da década de 90.


Você já ouviu falar da Fundação Santillana?

Ela nasceu da vontade de reflexionar sobre as questões mais relevantes para o futuro do ensino no Brasil e funciona como uma entidade destinada ao fomento da educação e cultura mantida pelo Grupo Santillana, realizando diversas ações no país, como o Prêmio Vivaleitura, a realização de cursos presenciais e à distância para educadores, seminários, oficinas pedagógicas e a edição e distribuição gratuita de publicações voltadas para a educação e a cultura. Também mantém parceria com organismos nacionais e  internacionais, como Unesco, OCDE, Conselho Nacional de Educação e OEI.

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