Outro dia falei aqui de uns livros a 9,99 no Submarino, né? Pois hoje não resisti e comprei alguns títulos numa promoção da Saraiva com títulos a 10 reais. Era uma promoção por e-mail e não sei se o link vai funcionar, mas vale tentar aqui. Conferi os valores no Submarino e continuaram me parecendo descontos bons.
Eu estava curiosa com O Vendedor de Sonhos do Augusto Cury (nunca li nada dele, mas este nome e a sinopse do livro me deixaram curiosa) e mais ainda com 1808, do Laurentino Gomes. Gui adora história e vai gostar muito deste e de Investimentos Inteligentes, do Gustavo Cerbasi, sobre o qual já falei aqui no blog - e ainda nao tinha comprado. Eu nunca tinha ouvido falar de Quem Somos Nós, de Willian Arntz, mas como já li muito Fritjof Capra, arrisquei para completar o pacote (50 reais não tinha frete, huahuahua). E as crianças vão ganhar, de surpresa, O Pequeno Príncipe, que, vergonha imensa, nunca tinha comprado para eles e eu tenho alguns livros de Éxupéry mas em francês.
Verdade seja dita, ganhar A Cabana (de Willian P. Young) de minha mãe me fez voltar a ler, tenho deixado os seriadinhos de lado e me informado deles nos blogs da @smiletic e @giseleramos.
“Somente podem gozar a liberdade aqueles que têm coragem.” Rubem Alves, em O Passarinho Engaiolado
Nunca fui ao Sesc Interlagos, mas ao receber o release de “O Passarinho Engaiolado” com O Teatro do Grande Urso Navegante fiquei com vontade de atravessar a cidade para ver (só vontade, porque é longe demais da minha casa). A adaptação da obra de Rubem Alves acontece no dia 19 de outubro, domingo às 15h, na Ludoteca.
O espetáculo narra a estória de um passarinho que vivia preso em uma gaiola e que, ao conseguir desfrutar da liberdade tão desejada, começa a sentir o peso de ser livre. A peça nos faz refletir sobre o desejo da liberdade e do respeito à vida em todos os sentidos. Após a peça, haverá um bate papo sobre o processo de adaptação para o teatro de uma obra literária e oficina.
Navegando sobre o nome do livro, encontrei o texto integral aqui. Mas, claro, nada como ver a obra com as belas ilustrações, penso eu.
Texto: Rubem Alves
Adaptação e Direção: Laerte Asnis
Elenco: Camila Paes e Laerte Asnis
Sonoplastia: Valeria Peres
Duração: 50 minutos
Indicação: Livre
Serviço
“O Passarinho Engaiolado” no SESC Interlagos. Com O Teatro do Grande Urso Navegante.
Dia 19 de outubro de 2008, domingo às 15h, na Ludoteca.
Capacidade para 150 pessoas.
SESC Interlagos
Avenida: Manoel Alves Soares, 1100, Parque Colonial, São Paulo, SP (veja mapa aqui)
Ingressos: R$ 2,00 a R$ 6,00
Estacionamento: R$ 6,00, capacidade de 500 veículos
Meu Deus, olhei a agenda e notei que o Dia das Crianças é domingo! Eu tinha anotado uns programas para o final de semana - e tem muita coisa boa que postarei aqui - mas não tinha percebido que seria já. Aqui em casa, em virtude do excesso de briquedos e da falta de espaço, definimos que não vamos comprar novos brinquedos agora. Não é maldade não, acreditem, é um pouco de bom senso. Até dei a chance para os meninos doarem parte dos brinquedos, mas eles preferiram ficar com os que têm. No fundo nós temos uma mentalidade Toy Story e ficamos com pena de doar os amigos! Quem se lembra do Izzy indo para a venda de usados?
Então minha sugestão aos meus pais e irmãs foi que façam como os japoneses e ofereçam um envelopinho com kozukai (trocadinho) para os meninos neste dia das crianças - que comemoraremos em Curitiba, no final do mês, no aniversário do Giorgio e batizado do CJ. Estou sem jeito de falar o mesmo para os familiares do Gui, mas vamos ver se tomo coragem.
Dá medo da opinião das pessoas sobre brinquedos, TV, livros, datas comemorativas. Mas é contrutivo ouvir/ler outras opiniões. Tivemos uma primeira discussão realmente acalorada na rede Little Readers sobre um tema relacionado aos brinquedos. Por conta de uma fala da Renata e um papo com a Lili eu perguntei:
As opiniões foram tão embasadas, tão sinceras, mostraram os valores mais intrínsecos das famílias e me emocionaram. Se você quiser, entre lá e opine também!
Mas, enfim, sou mãe, né? Tenho que ter algo novo para dar a eles neste dia, mesmo que na verdade meu plano tenha sido apenas estar totalmente disponível para brincar e mimar os meninos o dia todo. Aí hoje vi novamente esta promoção do Submarino com livros a R$ 9,90 e namorei novamente alguns títulos. Livro é uma perdição aqui em casa, os quatro são viciados. E vi uma obra que a Evellyn tinha me indicado porque o Guilherme adorou: George e o segredo do universo, escrito por Stephen Hawking e sua filha Lucy. O livro tem um hotsite bem legal e a história do menino que tem pais com posturas radicais conta tecnologia mas acaba fazendo uma viagem incrível num computador me deixou interessada. Comprei agora e eles entregam em um dia útil! - acredito que vai nos render horas deliciosas lendo juntos na minha cama antes de dormirmos.
P.S. Na tal promoção tem outros títulos legais que eu já li: Operação Cavalo de Tróia 8, do J.J. Benitez (li toda a série no final do ano passado porque minha mãe ganhou de presente da minha irmã e confesso que adorei), Uma vida inventada da Maite Proença (que foi tema de promoção aqui no blog), Você pode curar sua vida, da Louise Hay (que eu li há uns 15 ou 20 anos, mas na época gostei), O furacão Elis de Regina Echeverria (que não li, mas lembrou meu amigo e coworker Wagner, fã dela) e tem dois livros do Irvin Yahlom que eu gostaria de ler, O Carrasco do Amor e Mamãe e o sentido da vida (não gamei no Quando Nietzche Chorou, mas li o primeiro capítulo de um destes e gostei muito). Me empolguei, mas, enfim, valia um presentinho casado de dia dos filhos e das mães!
[update] Como eu sou repetitiva: fui ver os dois últimos dias das crianças no blog e o que tem? Boicote a Mattel: no dia das crianças dê livro de presente em 2007 e O que é que o livro tem em 2006. [/update]
Ler pode mudar a vida de uma pessoa - ou de muitas. Está ao nosso alcance escolher ler e ajudar as pessoas a descobrirem o prazer da leitura. Basta, simplesmente, começar.
Você pode começar como O menino que aprendeu a ler, o Joãozinho, aquele personagem do livro da Ruth Rocha. Ele não via nada nos escritos, eram só símbolos inúteis. Um dia ele começou a reconhecer o A, o O, o E e assim chegou um dia em que identificava sozinho o nome do ônibus que ele e sua mãe tomavam para a escola. Se quiser, você pode continuar lendo a conta do bar, a lista de mercado, a bula do remédio (ugh), os créditos na novela, algumas tirinhas do jornal do vizinho, o outdoor bonito no farol, até que, um dia, quem sabe você se aventura a ler um livro inteiro?
É assim, bem assim, que a criança começa a ler. Ninguém nasce sabendo falar e da mesma forma ninguém nasce leitor. Nascemos com uma incrível capacidade como seres humanos, mas ela se desenvolve na medida em que somos estimulados, reconhecidos, apoiados.
Um amigo meu me mostrou outro dia o brinquedo super caro que vai dar para a sobrinha de seis anos. Falei: “dá um livro”; e ele me respondeu: “se eu der um livro, as crianças correm comigo!, eles não são como seus filhos”. Deve ser verdade, pois meus filhos gostam de ler. Giorgio nem tanto, Enzo um pouco mais, mas ambos sabem apreciar a leitura, cada um na sua medida. Sabem porque, como quem aprende a gostar de boa comida ou bebida, eles tiveram a chance de provar.
Para conversar sobre esta chance de ler e provar os livros infantis, eu e alguns pais estamos iniciando um projeto pioneiro e arriscado em uma rede social no ning chamada Little Readers: vamos dar voz às crianças. Como? Num espaço onde eles poderão contar o que acharam de livros, escrevendo suas próprias resenhas, opinando, criticando e avaliando o que consomem em termos de cultura infantil. Além dos livros, falaremos de TV, filmes, música, mas o foco que une esta turma é a literatura infantil. Abrimos a rede há poucos dias e já temos algumas dezenas de mães, pais, professoras, avós ou simplesmente gente boa interessada no tema. Crianças ainda são poucas, apesar de minhas garantias de que estou filtrando pessoalmente tudo que passa pela rede e que tentarei com todas as forças manter a rede social um espaço familiar. Mas acredito que elas virão e serão muitas, porque sinceramente acredito na capacidade delas de farejar, encontrar e optar pelo que é bom e construtivo. Sempre que podem escolher sem serem bombardeados por adultos que lhes tolhem e oprimem, elas são maravilhosas em suas escolhas.
Se você quer contribuir, junte-se a nós e traga seus pequenos leitores. Se não os tem, avise aos amigos e - familiares. Nós - e a posteridade - agradecemos.
P.S. Se você se perguntou, como meu amigo Cabianca, por quê o nome é em inglês, não sei a resposta. Foi automático, abri a rede com este nome e depois que já tinha formatado tudo e convidado amigos é que me “caiu a ficha” de que Pequenos Leitores ficaria tão lindo e sonoro quanto Little Readers e aí ficou um nome no link, outro fantasia. Enfim, fala imensa, mas vai ficar assim, com esta minha forma de pensar que não tem fronteiras. (huahuauhua)
“Ensinar a ler e a escrever, decifrar o código, é obrigação da escola. A família deve se interar da forma como a escola trabalha essas questões. Alfabetizar é um trabalho conjunto entre casa e escola. Escrever e ler é um caminho cultural, é produção e incorporação de culturas, não um processo de ordem científica… não nesse caso. Afinal, mais difícil do que produzir leituras e escritas culturais é desler o que as palavras querem dizer. Esse é o bom leitor e escritor, alguém que vá além do que dizem as palavras…”
Acostumei tanto a escrever às terças no blog do Desabafo de Mãe sobre cultura infantil e cidadania que não consigo me desvincilhar deste hábito. Toda terça fica materna e eu saio navegando em busca de novidades. Hoje vi três bem legais ligadas à literatura infantil:
Como eu, a Cristiane Rogério, do Ler para Crescer, não deu conta de contar tudo que saiu em comemoração ao centenário da imigração japonesa, mas separou uma obra linda para voltar à data. Japonesinhos (Ed. Peirópolis), da dupla Lalau e Laurabeatriz. Estão entre os favoritos do Enzo, que os descobriu com Bem Brasileirinhos (poesia para bichos brasileiros em vias de extinção, linda, com CD) da CosacNayfi. Neste, bichos típicos do Japão, para a garotada ir além das comemorações, sempre.
Cristiane indicava o blog Labirintos do Sótão e entrevista de seu autor, Marcelo Maluf, para o site Cronópios sobre literatura infantil em O humor cruel das crianças. Dentre outras coisas, ele fala sobre o preconceito com a literatura infantil:
“Sou a favor da literatura sem fronteiras para a criação e para a apreciação.“
E sobre as diferenças entre a criança que lê e a que não lê:
“A criança que lê também pode brincar na décima quinta dimensão, que é a do universo imaginário da ficção. Pode ter a experiência do sensível e do poético. Já a criança que não lê também pode tudo isso, pela possibilidade, mas não tem a chave facilitadora, que é o livro. O mesmo vale para os adultos.”
E Marcelo indicava o blog A Caixa Mágica e o trabalho da artista Claudia Cascarelli, que me causou empatia imediata por ser moquense. Pertencer à Moóca, este bairro italiano que parece uma cidade de inteiror e que me acolheu quando cheguei de Curitiba e eu sinto como lar, é o suficiente para me fazer sorrir. E o blog, apesar de novo, promete.