Categoria: Little readers

#cpbr4 Literatura & Redes Sociais

Postado em Campus Party, Little readers, livros no dia 18/01/2011

Esta dupla – literatura e redes sociais – é tema constante nos posts do @avidaquer. Há um ano, na #cparty2010, eu e @ianblack começamos uma conversa informal que reuniu muitos interessados nos livros digitais e no debate da leitura nas redes sociais numa desconferência. Sentados nos pufes nós conversamos sobre o que não estava no palco principal mas, às vésperas do lançamento do I-Pad e de seus concorrentes diretos, viria a ser um dos assuntos do ano.

@deniserangel @livroparavoar @gnsbrasil @@cybelemeyer @maitelemos @alessandro_m @tebenas @lenteaberta @ladyrasta @olivreiro

@deniserangel @livroparavoar @gnsbrasil @cybelemeyer @maitelemos @alessandro_m @tebenas @lenteaberta @ladyrasta @olivreiro

Neste ano eu fico feliz por ver que o tema abre os debates na área de Social Media. Hoje, terça, 18/01, das 15h45 às 17h15.

Como as redes sociais estão afetando a literatura nacional? Pessoas compram livros com base em indicações de sites, autores divulgam seus trabalhos de forma independente, editoras encontram novos talentos. Confira mudanças e tendências nesse panorama.

Estarão lá:

  • Eduardo Spohr – Jornalista atuante na internet e escritor, autor do romance “A Batalha do Apocalipse”, além de participante do Nerdcast, o podcast do site Jovem Nerd.
  • Verena Petitinga – Arquiteta da informação e CEO de O Livreiro, rede social para leitores.
  • Paulo Tadeu – Dono da Editora Matrix, que lança cinco novos livros por mês, e colaborador do blog Éramos 6.
  • João Paulo Cuenca – Uma das maiores revelações da literatura brasileira nos últimos anos e autor de três livros: “Corpo Presente”, “O dia Mastroianni” e “O único final feliz para uma história de amor é um acidente”.
  • Pedro Herz – É agitador cultural e dono da Livraria

O Herói que queremos

Postado em Artes, HQ, Little readers no dia 18/01/2011

Neste mês a Gibiteca Henfil, uma das pioneiras e mais famosas do Brasil, completa 20 anos. Na esteira da comemoração do nascimento do espaço, que leva o nome do cartunista falecido em 1988 e um dos grandes nomes do cartunismo brasileiro, o Centro Cultural São Paulo oferece várias atividades que Ouvindo o vídeo que incorporo abaixo, parte das homenagens que as curadorias de Literatura, Dança, Cinema e Educativa do CCSP criou para as comemorações dos 20 anos da Gibiteca Henfil, percebe-se claramente como é importante termos cartunistas que falem de nossa realidade, de nosso cotidiano, que enalteçam e valorizem nossos herois.

Neste mês a Gibiteca Henfil, uma das pioneiras e mais famosas do Brasil, completa 20 anos. Na esteira da comemoração do nascimento do espaço, que leva o nome do cartunista falecido em 1988 e um dos grandes nomes do cartunismo brasileiro. Ouvindo o vídeo que incorporo abaixo, parte das homenagens que as curadorias de Literatura, Dança, Cinema e Educativa do CCSP criou para as comemorações dos 20 anos da Gibiteca Henfil, percebe-se claramente como é importante termos cartunistas que falem de nossa realidade, de nosso cotidiano, que enalteçam e valorizem nossos herois.

O Heroi que queremos é o mote do projeto colaborativo entre as curadorias, instigando a curiosidade e levando à reflexão sobre o valor dos quadrinhos na formação do caráter, na socialização de valores e de habilidades (adorei a parte na qual a consultora de vendas conta que com o tio Patinhas obtém dicas de vendas e com o Fantasma aprende a evitar assaltos), além de ser uma forma de lazer deliciosa.

Hoje acontece por lá o workshop para crianças: dance esta história, com coordenação de Alexandre Medeiros e Anderson Gouvêa (Cia. Balagandança) e que, a partir de referências literárias disponíveis na Gibiteca Henfil e outras sugeridas pela Cia. Balagandança, convidada a criança a dançar e brincar a narrativa, organizando ideias e inventando diversas soluções para as imagens e/ou roteiros das obras. Esta oficina se inicia em uma sala própria para dança e tem como desenvolvimento uma pequena apresentação que pode ser realizada nos espaços do Centro Cultural São Paulo. São 30 vagas por turma, a partir de 5 anoscom agendamento pelo e-mail visitasccsp@prefeitura.sp.gov.br ou pelo tel. 3397-4036/3397-4037, com Flávia. O workshop acontecerá também no dia 25 (feriado de aniversário de São Pauilo) e, como acontece hoje, será das 14h às 16h30 na Sala Adoniran Barbosa.

E no final do mês o projeto terá um workshop para educadores sob o tema Por uma vila chamada Tarsila com coordenação de Miriam Druwe (coreógrafa e professora), tratando do processo criativo do espetáculo Vila Tarsila, visando propostas práticas pedagógicas inspiradas na obra de Tarsila do Amaral para serem utilizadas em sala de aula, integrando dança, música, teatro e artes plásticas. As 30 vagas são para professores do ensino formal do Infantil ao Fundamental II mediante inscrição por e-mail enviado a dace.ccsp@gmail.com com uma cópia do holerite. A lista com os nomes dos selecionados será publicada no site até dia 27/01 e a oficina acontece no dia 29/01, das 10h às 13h.

No mesmo dia acontece o encontro interdisciplinar O Herói que queremos: pedagogia e cultura com Waldomiro Vergueiro (USP), Roney Freitas (cineasta) e Tânia Alice Feix (Coletivo de Performance Heróis do Cotidiano e UNIRIO) e  performance de André Kitagawa (quadrinista) e Walmir Pavam (ator). A mediação é de Célio Franceschet (curador de audiovisual do CCSP). O encontro, que não exige inscrição e acontece no sábado, das 15h às 17h30 na Sala Lima Barreto, debate a crise das grandes narrativas e o papel assumido pelo herói com ares cada vez mais prosaicos e falíveis. Revendo a trajetória do herói em algumas expressões da cultura será discutida a lacuna deixada pelos antigos modelos de correção, que auxiliavam a sociedade na formação de seus indivíduos. Este debate abordará a compreensão do herói na atualidade e a influência dessa figura no cotidiano de pessoas nas diversas faixas etárias.

A delícia de ter o Barney

Postado em Famílias interativas, Little readers no dia 14/01/2011

“Com um forte abraço e um beijo lhe direi, meu carinho é pra você”.

Hoje eu estava lendo um post da Nanda Guzman, do A delícia de ser mãe, sobre o Barney e lembrei de um livro querido que a Simone Zelner, mãe do Gabi e uma das minhas amigas mais queridas que saiu dos blogs e orkut para a vida real há 4 anos, deu de presente para o Giorgio e que a gente já emprestou para as primas pequenas há um tempo.

Não acho imprescindível comprar todos os livros dos personagens favoritos – embora a gente tenha uma coleção de livros do Thomas e seus amigos imensa, da fase aúrea do personagem por aqui – mas confesso que ter algumas uma obra de cada um dos queridos é uma lembrança deliciosa. A gente olha com um carinho depois… eu já estou na nostalgia de alguns personagens como Pequeno Urso, o próprio Thomas e Barney, sem falar nos Backyardigans, que passaram por nossa família sem deixar registro de brinquedos, livros ou DVDs mas ficaram no coração como quem ensinou os filhotes a brincar e fazer de conta como gente grande não sabe fazer!

Foi uma delícia relembrar os tempos de Barney, “amo você, você me ama”… o dinossaurão surgiu na nossa vida bem na chegada do segundo filho e aquele abraço de “somos uma família feliz” foi um dos marcos da nossa aumentando, uma das coisas que ajudou o Enzo (#aos2) a receber o bebê Giorgio. Hoje o Barney, um bem grande e um pecorrucho, ainda são os amigos queridos que ficam no quarto e apoiam a cabeça dos leitores de gibi que já estão com 8 e 10. De certa forma ainda carrego, como a Nanda, dois bonecos queridos comigo.

E para quem não sabe quem é Barney porque não tem filhos ou sobrinhos, uma explicação: o nome do personagem estadunidense não é mais amigo baixinho do Fred Flinstone, é um dinossauro roxo do tipo T-Rex que as crianças aprendem a gostar como o amigo em quem podem confiar, alguém que as acompanha enquanto crescem e aprendem sobre o mundo. Junto com seus amigos Baby Bop, BJ e Riff, ele recebe grupos de crianças amigas da vizinhança em sua casa para atividades criativas que sempre terminam em música e em aprendizado que estimula suas habilidades socioemocionais e cognitivas. Como muitas séries educativas atuais, aborda as quatro áreas principais do desenvolvimento de uma criança: cognoscitiva, social, emocional e física, por meio de temas significativos e relevantes para crianças entre dois e cinco anos de idade.

Cada episódio de Barney termina com uma conversa dirigida ao telespectador, que resume e reforça os conceitos educativos apresentados, além da indefectível canção que posto abaixo:

Semeando e cultivando Pequenos Leitores #lerfazcrescer

Postado em Artigo Patrocinado, Little readers, livros no dia 28/10/2010

Nem preciso contar o quanto aqui em casa a gente lê com as crianças, não é mesmo? Uma rápida passada no meu Flickr ou no Twitter me entregam rapidinho. A coisa é tão próxima do vício aqui na família que há dois anos criei uma rede social (no Ning) para conversar com outros pais de pequenos leitores e acabei reunindo um grupo maravilhoso que inclui também escritores e ilustradores no que hoje é o blog Pequenos Leitores.

E meus pequenos (já nem tão pequenos assim) leitores têm seus “artistas” especiais, aqueles que conseguem falar com a alma infantil através dos desenhos e das palavras nos livros infantis. Dentre os favoritos do Enzo está a dupla Lalau e Laurabeatriz que, além de brincar com imagens contemporâneas (são fortes mas ternas, como as crianças atuais) fazem um jogo de poesia moderna linda.

Mas estes escritores, como tantos outros excelentes que conhecemos, publicam livros que não são tão baratos assim de comprar. Não dá para ter tudo e não dá para dar a todo mundo – embora nossa vontade seja sim de presentear cada criança amiga com eles! Mas dá para ganhar: os pequenos leitores que acessarem o hostsite da ação Ler Faz Crescer até o dia 31 de Outubro poderão receber em casa 4 livros infantis de presente. Isso mesmo, o Itaú Unibanco está distribuindo gratuitamente kits com a Coleção Itaú de Livros Infantis e para receber um kit em casa basta fazer o pedido pelo site: www.itau.com.br/lerfazcrescer

E se você ficou meio na dúvida e já está pensando que livro gratuito costuma ser de qualidade ruim, confie no meu aval: embora tenham apresentação simples, as obras são muito boas e tanto texto quanto ilustrações tem sua qualidade mantida. Meus filhos gostaram especialmente de duas delas: O jogo da parlenda (de Heloisa Prietro) e Bem-Te-Vi (de Lalau e Laurabeatriz), ambos da Companhia das Letras. Os outros dois títulos são O Lobisomem e Os três porquinhos, clássicos republicados pela editora Girassol, daquelas estorinhas que sempre agradam aos pequenos. No hotsite é possível ouvir “uma canja” e ter um aperitivo das histórias, deixando a curiosidade infantil rolar solta.

No vídeo abaixo, @enzobuzz é quem dá a canja de Bem-Te-Vi:

#ficaadica: Além de doar os livros, a Fundação está ensinando colaboradores a se tornarem Contadores de História. E no kit recebemos o desafio de, como pais, avós ou tios, sermos também figuras a estimular o “consumo de cultura” e a educação cultural infantil treinando nossa criatividade e distribuindo carinho na contação das histórias que recebermos. Vale lembrar sempre que mais do que o presente material, a criança fica feliz com a nossa presença amorosa e dedicada nas atividades do seu cotidiano de ler, crescer e aprender a todo instante. É a companhia do adulto – mais ainda que a quantidade de livros – que faz a criança ter interesse verdadeiro de folhear um livro, imaginar cenas da história e acompanhar a narrativa.

P.S. Estive recentemente no QG da Fundação Itaú Social e conheci seu trabalho para o desenvolvimento pleno das crianças e dos adolescentes e que tem no Itaú Criança que, desde 2006, contribui para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, por meio de ações para a melhoria da qualidade da educação, dedicando o mês de outubro para estimular gestos concretos para essa causa. Se você não conhece e quer saber mais, me avise, terei prazer em apresentar a equipe que está por trás deste trabalho bonito. :)

[update]
Os tuites de ontem e o bate papo com amigas sobre o tema me fizeram lembrar de muita coisa boa sobre leitura com as crianças. Abro um espaço aqui para registrar parte disso.
Sempre quis saber ler, mas fui daquelas crianças que só distinguiram as letras quando chegaram à primeira série, já com 7 anos completos. Sonho realizado, me faltavam livros de histórias para crianças, pois minha cidade não tinha nem biblioteca infantil nem livraria… minha mãe logo driblou isso com o Círculo dos Livros, aquele sistema de venda de livros por correio. Namorei tantas obras naquelas revistas como jamais namorei roupas ou maquiagem em revistas femininas depois! E tenho carinho muito especial pelos primeiros livros de lá que ganhei: Manu, a menina que sabia ouvir, que perdi há anos, e O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, de Jorge Amado, que pude compartilhar com Enzo desde bebê. Ele aprendeu a falar, antes de 1 aninho, vendo as ilustrações do livro maluco de Jorge Amado no qual o Gato se apaixona pela Andorinha!
=)
Mas Enzo só ouviu histórias depois de nascer. Apesar de saber de estudos que indicavam a leitura desde que o bebê está na barriga, eu me sentia meio ridícula “por ler para ninguém”… que engano! Com Giorgio, que ouvia muitas histórias ainda na barriga por conta do irmão (engravidei do caçula quando o mais velho tinha perto de 2 anos, no auge do “conta de novo”), nasceu criativo e pronto para consumir cultura. Apesar de agitadíssimo em tudo, ele tem uma capacidade de concentração quando ouve histórias (ou música, ou vê teatro e filmes) que é sempre elogiada. Sinto que é reflexo desta educação que começou na barriga, desde os seus primeiros dias de vida… mas isso, queridos, fica para outro post, porque este adendo já ficou muito longo!

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Ensinando e aprendendo inglês com os Beatles

Postado em Little readers, Música no dia 09/10/2010

[Post insipirado no aniversário de John Lennon]

Já contei diversas vezes aqui como nós gostamos de fazer Youtube Session com os meninos, relembrando videos antigos e aproveitando para conversar (ensinar) e trocar impressões sobre nossa época e a época deles.

Pois nesta manhã de sábado a brincadeira foi com Hello, Goodbye dos Beatles, música que meu filho adora na versão do Glee e anda “viciando” a família no Wii Rock Band – e a nova descoberta é o Beatles Rock Band, claro.

Eis que na busca do vídeo original meu marido encontrou uma série de vídeos que ensinam a cantar as músicas.

#ficaadica para quem quiser aproveitar para aprender ou ensinar inglês de forma divertida! Have fun and learn to read using the Beatles!

Narratividade: Literatura & Quadrinhos no CCSP

Postado em HQ, Little readers no dia 15/09/2010

Na segunda, na minha “passadinha” pela loja da Editora Abril, comprei dois exemplares da Coleção Clássicos da Literatura Disney para os meninos. Eu já tinha até visto a coleção – comemoração aos 60 anos do Pato Donald no Brasil – composta por 20 volumes, com periodicidade semanal, e que traz histórias raras não publicadas há décadas e também aventuras totalmente inéditas por aqui. Segundo li, cada edição traz versões de clássicos da literatura mundial estreladas por Donald, Mickey, Tio Patinhas e dezenas de outros personagens Disney, da paródia da obra de Alexandre Dumas, Os Três Mosqueteiros, aos enredos de O Máscara de Ferro e O Capitão Fracasso e Guerra e Paz, Hamlet, Otelo, Ilíada, Odisseia, A Volta ao Mundo em 80 Dias, A Divina Comédia. Aos 10 Enzo já leu algumas das obras citadas e creio que será bom para ele rever e excelente para Giorgio, aos 7, começar a conhecer e se interessar por estas histórias.

[Eu sempre insisto que para formar bons leitores é preciso respeitar seus interesses e sua faixa etária, né?]

Eis que em seguida descubro que nesta semana acontece um debate – Narratividade: Literatura & Quadrinhos -  cuja proposta é discutir como dialogam essas duas linguagens e como a narrativa se desloca na Literatura e nos Quadrinhos. A conversa acontece com Spacca (cartunista e ilustrador, autor de adaptações de obras como Jubiabá, de Jorge Amado) e Paulo Ramos (jornalista e especialista em literatura e quadrinhos), com mediação e curadoria de Maria Helena Pinho. Dia 16/09, das 19h às 21h, na Gibiteca Henfil do CCSP (rua Vergueiro, 1000, São Paulo, SP).

João Spacca de Oliveira é cartunista e ilustrador. Fez “storyboards” para filmes publicitários no começo da carreira, depois, entre 1985 e 1995, criou charges políticas para o jornal “Folha de São Paulo” e ilustrou o suplemento infantil “Folhinha” por dois anos. Atualmente faz charges para a versão on-line do “Observatório da Imprensa” e para publicações empresariais. Ilustrou , para a “Companhia das Letrinhas”, “O Mário que não era de Andrade”, de Luciana Sandroni; “O jogo da parlenda”, de Heloísa Prieto; “A reunião dos planetas”, de Marcelo Oliveira; e “Vice-versa ao contrário”, de vários autores. Escreveu e ilustrou “Santô e os pais da aviação — A jornada de Santos-Dumont e de outros homens que queriam voar” (vencedor do prêmio HQMIX 2006 nas categorias Desenhista Nacional, Edição Especial Nacional e Roteirista Nacional); “Debret em viagem histórica e quadrinhesca ao Brasil”, e “D. João Carioca — A corte portuguesa chega ao Brasil (1808 – 1821)”, publicados pela Cia. das Letras.

Paulo Ramos é jornalista, professor universitário e integra o Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos da ECA-USP, além de ser o responsável por um dos blogs mais acessados da internet, o blog dos quadrinhos. Paulo Ramos é autor e co-organizador dos livros: Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula, A Leitura dos Quadrinhos, Quadrinhos na Educação: da Rejeição à Prática e Muito Além dos Quadrinhos.

Eu gosto da postura de Paulo Ramos sobre os quadrinhos e a educação, descrita bem nesta entrevista ao GHH:

“Das poucas palestras que tive oportunidade de dar a professores, tenho percebido um comportamento homogêneo por parte deles: desconhecem a linguagem, os autores e as obras em quadrinhos, mas demonstram por ela um interesse sincero. A maioria se restringe ao conhecimento da Turma da Mônica e às tiras de jornal. Quando você mostra que há um volume de obras e de possibilidades muito mais amplo, o docente costuma levar um susto. Muitos dizem que não sabiam que os quadrinhos eram tudo isso, muito provavelmente por ainda terem a visão de que sejam uma forma de leitura exclusivamente infantil e, por isso, menor – o que não passa de um preconceito, como a literatura infantil está aí para comprovar.”

Hoje tem debate sobre tecnologia, design e entretenimento protagonizado por crianças (TEDxVilaMadá)

Postado em Cultura Web 2.0, Little readers, Terceiro Setor no dia 26/08/2010

Uma organização sem fins lucrativos dedicada ao conceito de que algumas ideias merecem ser divulgadas (tradução livre que faço do mote do TED “Ideas Worth Spreading”). Esta foi a ideia do TED, confererência cujo nome deriva de três termos que a designam: “Technology, Entertainment, Design” – e que desde 1984 reune pessoas envolvidas nos três mundos que já foram mais separados antes das mídias digitais e das sociais, a tecnologia, o entretenimento e o design.

Agora imaginem este conceito aplicado aos novos produtores de conteúdo, aqueles que estarão criando nas empresas daqui a 5 ou 10 anos. Imaginou? Pois quem for ao TEDxVilaMadá hoje à noite poderá ouvir alguns deles debatendo as realizações e ideais das crianças do Brasil e do mundo e abordando, a partir de diversos olhares, quem são, o que pensam, e o que as crianças esperam do futuro.

Para começar, o evento terá a apresentação cultural de Danilo Silvestre, de 15 anos, dançarino e participante da Fábrica de Criatividade, além da exposição cultural de Drago e Rafael Mattar, autores de um belo ensaio fotográfico realizado com crianças de diversas idades. Apoiam o encontro, aprofundando a discussão em relação às “Nossas Crianças”, Doutores da Alegria, Fábrica de Criatividade, Fundação SOS Mata Atlântica e UNICEF.

O legal e inusitado é ver quem são os sete palestrantes do evento: seis crianças e apenas um adulto. Veja a apresentação deles:

  • Danielly Balduino (15 anos) | Representante da Conferência Internacional Infanto Juvenil
  • Emily Hohne (11 anos) | Atuante da Fábrica de Criatividade
  • Guilherme Lungov (15 anos) | Aluno da Escola Estadual Carlos Maximiliano
  • Maria Victoria Santana (11 anos) | Defensora da causa ambiental
  • Luiz Ballas (15 anos)| Participante da Bicicletada Jundiaí, Cidade Democrática e Cidadania Ativa
  • Willy Stephany (14 anos) | Aluna da Escola Estadual Carlos Maximiliano
  • O adulto (ou não) Wellington Nogueira | Ator e fundador do Doutores da Alegria

O evento acontece nesta quinta, das 18h às 21h30, no Teatro da Vila (Rua Jericó, 256) em São Paulo. Para participar gratuitamente, você deve assinalar a opção comparecer no RSVP neste link.  Este evento também será transmitido ao vivo, via internet, para esta comunidade.

A navegação dos nativos digitais no Ipad é impressionante #video

Postado em Cultura Web 2.0, Little readers no dia 22/08/2010

A navegação dos nativos digitais é impressionante mesmo. Tentei oferecer ajuda, o monitor do estande da Imprensa Oficial (na Bienal do Livro 2010) também, mas foi no instinto que meu filho de 10 anos, editor do blog Ver para crescer, fez inúmeras coisas no Ipad em cerca de 7 minutos.

P.S. O caçula, aos 7 anos, também testou, mas quis ficar no jogo! E adorou.

[update] Li uma entrevista da Veja que tratava exatamente deste tema, posto abaixo:

Novas tecnologias exigem novos conteúdos

Para Ana Teresa Ralston, da Abril Educação, desafio do mercado editorial é criar livro didático 100% multimídia

O mercado editorial e as empresas de sistemas de ensino começam a se preparar para uma nova realidade: a do livro didático digital. Com dispositivos como laptops, e-books e iPads, um novo cenário se apresenta para a educação. E também novos desafios. “Novas tecnologias requerem novos conteúdos”, diz Ana Teresa Ralston, diretora da tecnologia de educação e formação de professores da Abril Educação – grupo que reúne editoras e sistemas de ensino e é controlado pela família Civita, que também é dona da editora Abril, que publica VEJA. Convidada a falar sobre o tema em um painel especial da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que se encerra neste domingo, a especialista, diz que ainda é preciso investir tempo e recursos para criar um livro didático 100% digital e multimídia. Confirma a seguir os principais trechos da entrevista.

O futuro do livro é incerto, mas o processo de digitalização já começou, com os e-books, iPads e outros dispositivos. Em relação às obras didáticas, o que é possível constatar?
É possível dizer que temos uma revolução escondida. Uma revolução que já começou, mas que escapa à nossa observação porque acontece no processo de produção do livro didático. Ao produzi-lo, já utilizamos todos os artefatos tecnológicos disponíveis. Porém, o que se analisa agora é quando isso estará presente na versão final do livro, ou seja, quando ele será completamente multimídia e virtual. Muitos estudiosos apontam que a educação levará mais tempo do que outras áreas para incorporar todas essas inovações.

Qual a razão dessa demora?
No meio educacional, as tecnologias demoraram mais a serem incorporadas, em virtude das mudanças que elas imprimem nos padrões, na formação dos educadores, na produção do material de apoio e na infraestrutura das escolas. Novas tecnologias requerem novos conteúdos, e, para isso, é preciso profissionais capacitados, preparados para produzir esse novos conteúdos. Além disso, o professor que irá usar essas ferramentas também precisa ser formado para a essa tarefa.

Então, o que ocorre nesse processo não é a simples digitalização do conteúdo impresso, mas, sim, a criação de novos conteúdos.
É importante lembrar que, quando falamos desse processo, abordamos três elementos distintos: o livro didático impresso, o livro didático impresso digitalizado – e isso já fazemos – e o livro 100% virtual. Nesse último, o que ocorre não é a simples transferência do impresso para o digital. É uma outra comunicação, que acontece em outra mídias. E acho que esse é o grande desafio: a maneira como organizamos os conteúdos na mídia impressa é diferente da maneira como o fazemos na mídia digital.

Esse novo tipo de conteúdo, mais familiar aos alunos que já utilizam as tecnologias fora da sala de aula, pode alimentar o interesse dos estudantes pelo que se ensina nas escolas?
Quando trabalhamos com soluções digitais, procuramos entrar em sintonia com a linguagem do aluno. Mas essas soluções precisam ser utilizadas com orientação pedagógica para que sejam significativas. Caso contrário, viram só distração.

Como evitar que o livro didático digital seja uma armadilha?
Eu costumo dizer que o meio digital evidencia uma aula mal dada. Às vezes, temos uma aula que não foi a ideal, mas não há registros dela. Já com a tecnologia digital tudo fica registrado. Então, é preciso usá-la para enfatizar boas práticas, para ilustrar situações que não seriam possíveis de outra forma. A tecnologia é um recurso poderoso, viável e possível e não deve ser usado como enfeite. Para isso, é importante pensar quais recursos são relevantes para esse novo ambiente. Caso contrário, retira-se essa relação afetiva que temos com o papel e com a leitura sem adicionar nenhum ganho.

Quais podem ser os ganhos da adoção da tecnologia na educação?
São as possibilidades de interação, de animação, de ilustração, de relacionar os conteúdos e fazer pesquisas. Em disciplinas como química, física e biologia, por exemplo, é possível simular situações. O professor pode ainda trabalhar infográficos de tempos históricos e evoluções geológicas. Pode trabalhar com pesquisas imediatas dos assuntos que estão sendo trabalhados naquele momento. É possível estimular o aluno para a possibilidade de troca, de colaboração, de construção do conteúdo em conjunto. Esse tipo de habilidade e competência é uma demanda do mercado de trabalho. E se o aluno começar a vivenciar isso no mundo da escola, ele vai poder ter essa habilidade como algo natural no mundo do trabalho.

Quais as dificuldades envolvidas na criação de um livro didático multimídia?
Precisamos conceber um produto diferente, não apenas digitalizar o que já existe. Além disso, precisamos viabilizar o acesso a todas as escolas brasileiras, nos mais remotos lugares. Aí, temos o desafio da entrega – e também da produção. Hoje, apenas começamos a trabalhar com alguns componentes agregados, ou seja, a pensar conteúdos de forma integrada.

As empresas de sistemas de ensino já estão se preparando para essa nova realidade?
Já. A digitalização de livros e apostilas já existe. O que começamos a fazer agora é desenvolver o material integrado: o meio impresso e o meio digital. O esforço é na produção de conteúdos virtuais, cada vez mais relevantes, integrados e efetivos. Ainda não pensamos em um produto 100% digital porque pensamos antes no material impresso, e depois partimos para o virtual. Acredito que pensar a totalidade do produto no ambiente virtual seja o nosso próximo passo.

Alguns especialistas pregam o fim do livro tal como nós o conhecemos, enquanto outros defendem que, apesar dos avanços tecnológicos, ele jamais deixará de existir. Quais são suas previsões?
Acho que ainda é cedo para previsões. Contudo, é hora de pensar nas evoluções da integração das mídias e se preparar para elas. Particularmente, não acredito que teremos uma mídia só. Aposto em uma segmentação. Nós pensaremos sobre qual a melhor forma de transmitir cada conteúdo. Ainda temos gerações que possuem uma relação muito próxima com o livro e alguns conteúdos seguirão sendo consumidos na mídia impressa. O que talvez tenha mudado é que hoje avaliamos o conteúdo antes de consumi-lo. Então, baixamos um livro no Kindle, por exemplo, e, se gostamos da leitura, compramos a versão impressa.

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Nosso roteiro neste domingo na #bienaldolivrosp

Postado em Little readers, livros no dia 15/08/2010

Frequentamos com satisfação a Bienal do Livro desde que estamos em São Paulo. Em 2006, ainda quase bebê, meu caçula aproveitou muito tudo, quase tanto quanto maninho de 5 anos, que já reconhecia personagens de seus livros favoritos nos estandes, como a Bruxa Onilda. Em 2008, ainda sob cuidados pós-operatórios do acidente de mordedura do pitbul, sem poder tomar sol nem muita luz fria, fomos animados como sempre, passeando nos espaços da Turma da Mônica, da Ática e admirando os interlocutores, como o repórter da TV Brasil que o entrevistou (saiu na TV, ele amou!). Cinco anos e muitos livros na memória! E o mais velho, aos 8, tinha uma bagagem literária de leitor voraz, além da vontade de levar para casa tudo que via pela frente – e trouxe muita coisa boa, que leu e releu demais nestes dois anos.

Neste domingo, como contei, estaremos lá novamente em família, prestigiando nossa querida Cybele Meyer que lança seu primeiro livro infantil, Menina Flor, no estande da Litteris Editora, das 13h às 15h. (more…)

Seção Circulante da Biblioteca Mário de Andrade é reaberta

Postado em Little readers, livros no dia 26/07/2010

“O acervo circulante da biblioteca dispõe de 42 mil exemplares para consulta e empréstimo. As obras contemplam todas as áreas de conhecimento. O catálogo online pode ser acessado pelo site.”

Há alguns dias contei aqui que conheci a Biblioteca de São Paulo, no ex-Carandiru e me encantei né? Pois tem outra super biblioteca disponível de novo em Sampa: desde o dia 21/07 a seção circulante da Biblioteca Mário de Andrade está aberta para a visitação pública. Desde que mudei para cá tenho vontade de visitar o prédio principal do arquivo, na av. São Luís, bem no centro da cidade. Segundo li, há 35 anos a seção havia sido removida das dependências por problemas de armazenamento. A promessa é de que no dia 25 de janeiro (aniversário de Sampa) todos consigamos entrar a biblioteca inteiramente reformada. O prefeito Kassab promete isso como “o grande ato [da comemoração do aniversário da cidade]“. Explica-se o entusiasmo: a Biblioteca Mário de Andrade é a segunda maior biblioteca do Brasil, com 3,3 milhões de itens em seu acervo e só fica atrás da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

E como tirar proveito de tudo isso? (more…)

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