Categoria: Little readers

Pegue um livro e devolva quando quiser

Postado em Little readers, livros no dia 23/12/2011

Este post é para quem sabe como "viajar no tempo e no espaço" e para quem quer ensinar os pequenos também! (via Blog Livros e Afins)

Eu sei, queridos, canso vocês de tanto falar bem do meu amigo Alessandro Martins, do blog Livros e Afins, mas vejam bem, como não repercutir notícias como esta: Primeira Minibiblioteca de Curitiba inaugurada. A princípio, para quem só ouve falar bem do “clima de Primeiro Mundo” da capital paranaense, a ideia da inauguração de uma minibiblioteca por lá nem parece notícia né? Mas é e quer saber por quê? A tal biblioteca é uma casinha de livros que fica aberta e voltada para a calçada, disponível para quem quiser pegar, levar e trazer livros. Simples assim.

Ale já defende as bibliotecas livres e comunitárias há tempos – a Pote de Mel, que funciona em uma geladeira desativada numa padaria é um exemplo desta militância dele -mas esta janelinha no quintal e a defesa de um espaço mais livre, de troca, de partilha, de relacionamento (mesmo que indireto, sem conversas e “obrigações”) que cabem perfeitamente nos valores que eu também defendo.

Eu já tinha planos de arrumar um canto para os livros livres na Otagai (não passa tanta gente na empresa, mas eu noto que as pessoas curtem muito os livros que deixo sobre a mesa, sempre disponíveis para o leitor levar se quiser) e agora me animei ainda mais. Quem sabe se eu não convenço o pessoal do meu condomínio a deixar um espaço perto das caixas de cartas? E quem sabe se não animo leitores vorazes como meus sogros e meus pais a repetirem o feito em suas casas em Curitiba? Fica como plano para 2012!

E se você ainda não se convenceu, veja este relato:

A minbiblioteca já teve seus primeiros clientes ontem.
Um carrinheiro passava com a família. As crianças ficaram logo curiosas com a casinha. A mãe:
- Eu já expliquei que não é para mexer no que não é de vocês!
A Aida:
- Mas aí é para mexer sim. É de todos.
As crianças adoraram pois havia diversos livros infantis já. A mãe explicou que eles tinha diversos livros que já haviam lido. Assim que lerem os que tomarem emprestados, trarão esses e mais aqueles.
Eles, o carrinheiro, sua mulher e seus filhos, garanto, vão divulgar e proteger a nova minibiblioteca de Curitiba. O que você vai fazer? 

P.S. Para quem não acompanhou desde o princípio:

Onde você guarda os livros dos seus filhos?

Postado em Little readers, livros, Mãe com filhos no dia 29/11/2011

Hoje pela manhã o pessoal do site @mamatraca perguntou: onde você guarda os livros do seu filho?

Na hora, pensei:

- Ora, guardo com os nossos!

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A leitura aqui não tem grandes restrições – apesar de eu avisar que livros como O Abusado, de Caco Barcellos não são para ler por enquanto – e nós curtimos muito compartilhar as leituras. Creio que assim é que nós criamos por aqui um ambiente leitor. Mas, de fato, quando eles eram pequeninos (tenho filmes dos dois, ainda engatinhando, pegando e guardando livrinhos que ficavam ao seu alcance em estantes bem baixas) os livros ficavam sempre perto deles.

Eu fui criada assim: na sala, atrás da TV, ficava a imensa (mesmo) biblioteca do meu avô que cresceu muito com o amor aos livros de minha mãe e com a generosidade de meu pai, que nunca disse não para pedidos de aquisição de livros e discos.

[Ah, sim, eu sempre tive acesso ao toca-discos e herdei a coleção de LPs do vô jornalista! Mas isso é tema para outro post!]

Acho que tem livro em todo lugar por aqui! Mas boa parte fica no “quarto de brinquedos” e os favoritos ou que estão sendo mais lidos (os meninos adoram livros de referência) ficam nas estantes do quarto. E temos um canto para os divertidos (de quadrinhos, música, fotografias e viagens) na sala.

E você, querido leitor, onde ficavam os livros na sua casa? E como esta organização doméstica influenciou sua formação como leitor? Compartilhe sua opinião ou experiência nos comentários! Eu escrevo só para convidar você para esticar a prosa, já notou?

Para fechar o dia de Drummond, Para gostar de ler, coleção que me apresentou a crônica na infância

Postado em Little readers, livros no dia 31/10/2011

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Eu tinha 11 anos e ganhei Para Gostar de Ler de presente. Bastou um volume e a inscrição “Outras Crônicas” para que eu descobrisse do que gostava e o que queria fazer na vida.

Deste primeiro livro – do tempo do primeiro walkman, da fita cassete do Michael Jackson, de começar a trocar as tardes de Atari por videoclipes de música – veio também uma fixação em Carlos Drummond de Andrade, que descobri nas crônicas, me apaixonou com suas poesias mais tarde e me acompanhava nas noites de insônia nas suas crônicas no telejornal da noite. Nem seu jeito fechado (tímido) ou as poesias mais adultas (“O chão é a cama do amor urgente”…) aplacaram meu jeito de leitora ávida, nem tão passional, mas decidida a aprender como fazer das menores coisas do cotidiano uma pequena imagem da beleza da vida convertida em texto conciso e preciso.

Neste aniversário do Drummond, décadas depois da minha primeira leitura, vejo no livro de leitura “recomendada” do meu filho #aos11 o mesmo Para Gostar de Ler e a ansiedade de sair por aí, retratando e guardando para a posteridade a singela passagem da vida.

Viva Drummond e seus muitos discípulos!

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O dia de Drummond, ou #diaD, no Instagram:

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Espero que os autores das fotos não se incomodem!

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Adivinha o quanto eu te amo? O bastante para ler todos os dias para você, meu filho! #lerfazcrescer

Postado em Little readers, Mãe com filhos no dia 28/10/2011

@avidaquer  post sobre a Coleção Itaú de livros infantis - Leia para uma criança www.avidaquer.com.br

Fazemos “sacrifícios” por nossos amados, não é mesmo? Vejo pais (avós e tios também) que não medem esforços para dar o melhor em termos materiais para suas crianças. Uma escola de qualidade, aquela festa de aniversário, o videogame mais legal, o iPod ou game que toda turma já tem…

Mas será que todos lembram da atitude simples de reservar uns minutinhos para ler para as crianças todo dia?

Espero sinceramente que sim!

Se você estiver precisando de um incentivo para manter este hábito tão saudável, fica a dica: a Coleção Itaú de livros infantis voltou e está distribuindo gratuitamente obras muito especiais para todas as infâncias. Duas delas – Chapeuzinho Amarelo (Chico Buarque) e A festa no céu (versão de Angela Lago) – são conhecidas de algumas famílias porque foram clássicos brasileiros de outras infâncias. E a obra internacional – Adivinha quanto eu te amo (Sam McBratney) – é tão doce que usei como título deste post.

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Para você, que ama seu filhote “daqui até a lua – ida e volta”, vale muito passar lá no site e pedir os livros. E se você não tem filhos, mas tem uma criança querida com quem convive e que poderá apreciar sua companhia lendo, não deixe de fazer o mesmo! Afinal, como dissemos na divulgação da ação em 2010, é assim que vamos Semeando e cultivando Pequenos Leitores #lerfazcrescer. Quem não quer ouvir as historinhas recontadas por vozes queridas como as do vídeo abaixo?

“Ler gibi é estudar”, diz Ziraldo #ft_eie11

Postado em Little readers, todos pela educação no dia 10/10/2011

Neste domingo Ziraldo voltou às suas polêmicas sobre o papel da escola. Em 2006 suas palavras já causaram furor:

“E por esta razão que eu digo – para criar a questão – que ler é mais importante do que estudar. No currículo escolar devia ter uma matéria chamada ‘gostar de ler’.

Desta vez, em entrevista que promove o filme “Uma professora Maluquinha” (baseado em obra homônima) ele defende “uma escola em que não há provas, nem deveres de casa. Em que ler gibi é estudar. Onde um tribunal composto pelos próprios alunos julga os mais indisciplinados“.

Por trás do filme “Uma Professora Muito Maluquinha”, inspirado em livro homônimo de Ziraldo e que estreou na sexta, esconde-se a visão do autor sobre o que seria uma escola mais adequada.
Ziraldo se diz o leigo mais entendido em ensino fundamental no país. Entre “O Menino Maluquinho”, “Uma Professora Muito Maluquinha” e “Flicts”, vendeu mais de 7 milhões de livros infantis e percorreu escolas dando palestras para professores de norte a sul do país nos últimos 30 anos.

O filme volta à década de 40 no interior de Minas Gerais e é uma espécie de memória da infância de Ziraldo. A professora em questão, interpretada por Paola Oliveira e inspirada em personagem verídica, encanta os alunos e os moços da cidade (e também o padre…) com seu jeito brejeiro e nada convencional de ser.


Ela entra em choque com a direção do colégio e só leciona por um ano, mas os alunos nunca a esquecerão.


Segundo conta Ziraldo, a turma que teve aulas com ela foi a mais brilhante da história de Caratinga, sua cidade natal -dali saíram deputados, advogados, escritores. 


“Com ela aprendemos a ler e a escrever e não sabíamos nada além. Mas nisso éramos melhores que os alunos mais velhos. Quando ela saiu, todos tomamos bomba. Foi só no primeiro ano, depois a gente voou, porque tudo era mais fácil para nós.”


Nesta entrevista Ziraldo propõe um método de ensino em que a individualidade de cada aluno é estimulada a todo custo. Provoca com a proposta de o Enem avaliar os professores, não os alunos. Diz que bullying é invenção americana.


E para defender suas ideias, cita a própria família. Dois de seus três filhos não concluíram os estudos escolares. Hoje são bilíngues e bem-sucedidos em suas carreiras (Antonio Pinto como compositor de trilhas e Fabrizia como diretora de cinema; a outra filha é a diretora e cenógrafa Daniela Thomas).

 

Folha – O que acha da situação educacional brasileira?
Ziraldo - O Brasil não tem 10% de analfabetos, tem 90%. Quem não lê jornal é analfabeto funcional, não está interessado em nada, é incapaz de se expressar pela escrita e entender o que está lendo. O pessoal está chegando ao vestibular analfabeto.

E as escolas?
A escola de antigamente não era risonha e franca como se diz por aí, isso é balela. A escola educava para a escola. Agora busca educar para a vida. A gente avançou. Mas há grandes equívocos. A principal prioridade, que é ensinar a ler, a escrever e a contar, foi esquecida.

E os professores?
 O que salva é o heroísmo de alguns. Mas uma educação que precisa de heróis está perdida. E não é só salário. A classe é muito mal assistida pelo governo. Não há congresso ou incentivo para reciclar o conhecimento. O Enem deveria avaliar o professor, não o aluno.

E os pais dos alunos?
 Para poder fazer uma criança leitora, o lar é muito importante. Os pais têm que encher a casa de livros. E ficarem atentos para não deixar a criança chegar à internet sem passar pelo livro. A internet é a maior dádiva do ser humano, quem sabe mais importante até do que Gutemberg. Mas estimula uma curiosidade mais superficial.

O que propõe?
 Eu acho que a lição de casa deveria ser a de escrever um diário. Escrever sobre si, pensar. Este é um projeto meu que será encampado pelas escolas das secretarias estaduais de Educação de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Que acha do bullying?
 Isso é importação dos americanos. A sociedade brasileira não tem esse tipo de intolerância racial. E você demonizar o cara que fica gozando do outro também não é bom, fica aquele negócio da autoridade defendendo o cagão.
 Todas as pessoas que conheci de muito sucesso foram molestadas na escola – Caetano Veloso, Lobão, todo mundo. Você vai arrumar proteção pro cara que se deixa ser sacaneado? Deixa ele se virar!

Como foi a educação de seus filhos?
 Os três aprenderam a ler em casa. Era cheia de livros, para todos os lados, e instrumentos musicais. O Antonio era pilhado, não conseguíamos controlar ele e quando decidiu abandonar a escola, deixamos. Foi o mesmo com Fabrizia. Mas eles se viraram, desenvolveram outro tipo de inteligência.

Qual é o legado da professora maluquinha?
 Tem que inventar. Quando ela passa o exercício de encontrar um país que não existe, assim os alunos descobrem 500 países. Outra questão que aparece no filme: não tem que angustiar a criança com prova.

Mas como avaliar se aprendeu?
 Se não aprender o que deve na escola, o aluno vai ficar emperrado, ele próprio vai criar a condição de se melhorar. Aliás, não pode dar aula de reforço nas férias. As férias são para curtir.

(Folha de São Paulo

P.S. O filme é uma graça, meus filhos viram na pré-estreia e adoraram.

The cat in the hat para iPhone

Postado em Little readers no dia 31/07/2011

Neste sábado, “forçada” a manter um garotinho de 8 anos quieto e sob observação, relembrei de um livro para iPhone (creio que também iPod e iPad) com uma das obras de Dr. Seuss gratuitas para download na App Store, The cat in the hat (O Gato da Cartola).

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O livro, de história antiga e bastante simples, é uma chance para os crescidinhos reforçarem o inglês e para os pecorruchos aprenderem a reconhecerem os objetos que são nomeados cada vez que a criança clica na imagem na tela.

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É uma alternativa para quem gostaria de testar a reação dos pequenos aos livros com som (e um pouco) de animação e dos crescidinhos aos sons e possibilidade de leitura e compreensão do contexto da história.

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E a história?

Muito simples, para crianças pequenas e com ritmo de rimas em inglês, conta da surpresa de dois irmãos que estão muito chateados por não poderem brincar porque está chovendo lá fora e não há o que fazer dentro de casa. Foi interessante ouvir do filhote questionamentos com a surpresa das crianças estarem em casa sem a mãe (sem um adulto) e não pensarem em brincadeiras indoor!

Os livros infantis, tão tradicionais nas estantes das crianças estadunidenses, foram adaptados para o cinema duas vezes, mas sem sucesso.Tanto em 2003, com a direção de Bo Welch, com Mike Myers e Dakota Fanning estrelando a adaptação, quanto How the Grinch Stole Christmas, estreado por Jim Carrey em 2000, os filmes receberam muitas críticas negativas. Mas Horton e o Mundo dos Quem, também baseado em uma de suas obras, é altamente recomendável, embora muito adulto.

E o autor?

Theodor Seuss Geisel (1904-1991) ficou conhecido pelo pseudônimo Dr. Seuss, sob o qual publicou mais de 60 livros infantis. Curiosidade: Seuss serviu ao exército americano por vontade própria por odiar os nazistas.

P.S. E se você gosta deste universo de leitura e cultura para crianças, visite também o blog coletivo que eu e muitos pais e filhos mantemos: o Pequenos Leitores.

Premiando e incentivando os pequenos leitores

Postado em Little readers, livros no dia 11/07/2011

Vocês se lembram deste post?

Um site de e-commerce nos convidou a divulgar seu novo setor, de venda de livros, oferecendo desconto especial para os leitores do blog e a gente se animou. Resolvemos lançar uma promoção que prometia “um presentinho especial para os leitores que comentarem [no] post indicando uma obra que esteja nestas categorias da promoção e que tenha vontade de ler por conta de uma indicação ou reflexão que leu aqui. Conte qual o livro e porquê você merece ganhá-lo – a melhor resposta vai receber o exemplar em casa, por nossa conta. Valem os comentários postados entre 28/06 e 05/07 com livros que estejam listados neste link.

O dia passou e, peço perdão pela falta de tempo e de organização, não postei aqui o vencedor. Mas eu já tinha falado com ele antecipadamente, sabem? Como estamos nas férias de inverno e somos tão animados com a formação de novos leitores, não resistimos quando o jovem Daniel, de 10 anos, escreveu:

Querem saber o que faz esta história mais legal? O Daniel é aluno daquela turma com a qual conversei sobre blogs numa escola há algumas semanas. Temos trocado mensagens no Facebook desde então e eu resolvi avisá-lo da promoção – acabei ensinando como comentar no blog, tudo via chat do Facebook – e tem sido uma experiência extraordinária ver como ele é capaz de se relacionar virtualmente tão bem quanto pessoalmente.

E digam, queridos, no meu lugar, vocês também não escolheriam o autor do comentário que diz que quer ganhar o livro porque quando crescer quer escrever e ilustrar livros? Já pensou se temos um novo Fabio Yabu que se sente mais animado graças a este livro que ganhou aqui?

:D

Calvin, Haroldo e Bill Watterson na escola

Postado em Famílias interativas, Little readers no dia 06/07/2011

“Hoje é o aniversário do criador de Calvin e Haroldo, uma das mais famosas do mundo,seu nome é Bill Watterson (por isso feliz aniversário, Bill!)
Calvin é um garotinho de seis anos, que sempre anda com o tigre Haroldo que vê como alguém vivo e de verdade. a visão infantil da vida e a relação entre os adultos e as crianças nos faz pensar sobre a nossa realidade.”
Post do Enzo Buzz #aos11 no @verparacrescer

A maravilha da escola atual é que Calvin, Haroldo e Bill Waterson são temas de aula de português - no meu tempo não tinha isso não! (apostila do #aos11)

E como a criança sabe tanto né? No caso do meu filho, a “mania” que ele tem de desenhar poderia justificar seu aprofundamento na obra, mas não é só isso. A maravilha da escola atual é que Calvin, Haroldo e Bill Waterson são temas de aula de português – no meu (nosso?) tempo não tinha isso não!

“@natercia_tiba: @samegui Concordo! O conteúdo só de transforma em saber se fizer sentido e estiver inserido num contexto. Calvin é perfeito! :-)

Como mostra a imagem da apostila, os quadrinhos são tema de aula, sua linguagem é estudada como qualquer outro gênero literário – isso, exatamente como nós sonhávamos no ginásio!

Exatamente como eles gostam, produzindo e não somente consumindo passivamente o que lhes é ofertado, os meninos se divertiram homenageando o cartunista num site em que você tira fotos com a webcam para tentar imitar as caretas do Calvin, como podem ver abaixo e experimentar neste link.

#aos11
Filhão @enzobuzz brincando com o aplicativo em homenagem ao aniversário do criador do Calvin (dica da @fer4) http://tomvian.com/apps/calvinizer/

#aos8
giorgio_bros calvinized

E deixo outra dica: o blog Depósito do Calvin é um ótimo espaço para fãs não só das tirinhas, mas do universo destes dois personagens tão amados por sua complexidade travestida de simplicidade. Há algumas referências a obras, indicações de textos escritos por Bill Watterson (sobre as tirinhas e sobre seu trabalho, uma reflexão critica) e insights como a firme opinião (posicionamento) dele com relação ao licenciamentos da marca. E o autor do blog ainda nos dá links para baixar livros de Watterson.

Para os fãs se divertirem – e os não-fãs (ainda) descobrirem este universo.

;-)

Se sujar faz bem – e ler também! #ferias

Postado em Férias com as crianças, Little readers no dia 03/07/2011

Mariana Caltabiano Criações (11)

Há pouco mais de um ano, por conta de um post no @avidaquer, meus filhos fizeram amizade com um dos ícones em animação infantil no Brasil (e uma empreendedora que eu respeito muito): Mariana Caltabiano. Com ela veio toda a equipe do seu estúdio, que tivemos o prazer de visitar numa manhã e que reencontramos no lançamento do filme Brasil Animado.

Mariana Caltabiano Criações (24)

Na ocasião os meninos ganharam autógrafos muito especiais no livro Se sujar faz bem, escrito por Mariana em parceria com a proposta de OMO de incentivo ao desenvolvimento infantil (a mesma da qual eu fui embaixadora das mídias sociais em 2008/2009) e que tem tudo a ver com a postura de Mariana, autora de sucessos infantis como Jujubalândia e A Arca de Ninguém, de que crianças de todas as idades merecem uma vida cheia de histórias divertidas e de superação.

Se sujar faz bem

Toda esta história para contar que o livro ganhou uma versão digital para download gratuito. Agora todo mundo pode conhecer a história de Thiago e seu fiel cão, Cleverson, acompanhando suas aventuras e desventuras para conquistar Thaís, sua coleguinha de escola.

O protagonista participa de muitas aventuras, como andar de skate, preparar um grande bolo e oferecer flores – tudo isso para chamar a atenção de Thaís. As experiências de Thiago mostram aos pequenos leitores que não há problema em se sujar durante a diversão!
Além da história principal, Se Sujar Faz Bem traz um guia de vinte brincadeiras e atividades, elaborado pela psicopedagoga Suzana Liuzzi, para estimular a inteligência, a coordenação motora, o desenvolvimento de habilidades e a criatividade da criançada. Tem passo a passo para criação de fantoches, de bilboquê e de brinquedos feitos de sucata, além dobraduras, jogo do labirinto e dos sete erros.

Faça o download aqui e boa diversão!

Ambiente leitor para crianças

Postado em Little readers no dia 17/06/2011

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Você também passa  momentos felizes, encantadores, da mais sincera comunhão e que alimentam por toda semana em livrarias, feiras de livro ou bibliotecas? Quando vamos ao shopping raramente deixamos de entrar numa megastore de livros e ficar lá por uns tempos.

Pensando neste hábito lembrei de uma entrevista que reforçava muito do que temos feito com os meninos e que está criando neles o importante hábito de consumir cultura – e me senti feliz por confirmar nas palavras do professor André Moura, pesquisador da Cátedra UNESCO de leitura da PUC-RJ, a receita que tenho usado. Ele falava da Bienal do Livro para as crianças e dava dicas de como continuar atraindo as crianças para leitura depois da Bienal do livro, mas vale para os pais que foram à FNLIJ.

Techos imperdíveis:

Biblioteca São Paulo e Parque da Juventude (35)

Como manter o clima de Bienal: Lendo para e com a criança, lendo para si com a criança vendo o exemplo, lendo sozinho sem a presença dela, ouvindo a narrativa oral da criança (elaborada a partir do que ela apreendeu da história que lhe contaram)… Os pais devem prolongar o instante de encontro com o livro, de forma natural.Agindo para reforçar o que é falado em casa. Não apenas o discurso de que “é preciso ler” mas, fundamentalmente, a ação de ler. Ouvir histórias e estimular momentos de integração familiar que sejam efetivas trocas entre leituras, lembranças, comentários do que aconteceu no dia, pois da oralidade se chegará à leitura e dela, à escrita, e de volta ao que será recontado, como em um ciclo. (Até me emocionou, porque é exatamente como fazemos em casa!)

Como manter o ambiente leitor em casa: Dentro das possibilidades, é importante ter livros em casa. Contudo, o fundamental não é o acervo, o material. O mais importante é exercer uma prática leitora como parte da rotina diária da família, apesar das dificuldades impostas pelo ritmo diário. Por exemplo, nos passeios de fim de semana, as conversas podem girar sobre histórias lidas em casa ou na escola, estimulando a narratividade.

Quando a criança deve começar a procurar sua própria biblioteca: Podemos dizer que, no início, o mais importante é trocar e emprestar livros? O ideal seria construir uma biblioteca juntamente com o enxoval do bebê, como uma espécie de acervo mínimo que depois seria aumentado, de acordo com as próprias preferências individuais de cada criança . Sem dúvida, estimular a troca de livros é importantíssimo. Seja no caso de empréstimo na biblioteca da escola, seja com amigos do prédio, da rua, do bairro, seja com primos ou demais parentes. Um clube de leitura ou uma comunidade leitora – formal ou informalmente – agrega e é, obviamente o que pautou eventos como as bienais do livro, que não devem ser vistas apenas como um mero case mercadológico.

Leitura da noite: Rua do Serro Frio número 13

#aos8 e "Rua do Serro Frio número 13", de Lino de Albergaria com ilustrações de Ivan Coutinho (editora Salesiana)

E para quem gosta de leitura com crianças ou tem este hábito não sabe onde compartilhar, fica o convite para visitar o blog coletivo Pequenos Leitores – indicações de leitura (e cultura) para crianças – que tem Twitter @pqleitores e uma fanpage no Facebook.  Ontem a Deborah Dubner fez um artigo super querido sobre o blog na série web do bem do Itu.com.br.

P.S. O ambiente leitor resulta em filhos que adoram ler antes de dormir. Quem é meu amigo no Instagram vê que toda noite temos alguma leitura para compartilhar! E ontem Enzo postou, do iPhone, dicas da leitura da semana: Artemis Fowl, um livro bem legal. E eu compartilho as fotos das leituras da noite no álbum Pequenos Leitores do meu flickr.

Peter Hunt: “Um bom livro infantil é feito de respeito”

Postado em Little readers, livros, Mãe com filhos no dia 07/06/2011

“Um bom livro infantil é um livro que faz todos, adultos e crianças, pensarem. Mas o mais importante é que as crianças estejam sempre em contato com as obras. Quanto mais livros as crianças lerem, maior será a capacidade delas de escolha e de comparação”
Peter Hunt

Crianças que chegam da escola e vão descansar lendo (livros) - eu tenho!

Um dos primeiros passeios culturais que fiz com os meninos quando descobrimos São Paulo em 2005 (e esta descoberta de consumo de cultura resultou no blog @avidaquer) foi uma feira literária. Lembrei disso porque nesta semana, que para muitos é apenas do meio ambiente, duas situações movimentam o universo dos aficcionados em leitura: 13º Salão do Livro para Crianças e Jovens e o início dos preparativos para a FLIP.

Quando estive em Paraty para o evento em 2009 minha grande surpresa foi ver o tamanho da FLIPINHA. O espaço e o destaque da literatura infantil nesta que se tornou uma das mais importantes datas da agenda literária encanta e, como gosto de frisar, dá esperança. Ver crianças e pré-adolescentes curtindo a leitura, não só lendo por obrigação, mas fazendo da leitura uma brincadeira, um lazer, um prazer desconectado da obrigação da escola (que é como na minha geração ainda se via a leitura juvenil), me permitiu voltar com muita vontade de continuar o trabalho de democratização do consumo de cultura.

Mas como a gente faz isso?

[ccsp] Gibiteca Henfil

Acredito que começa com a leitura em casa. Comprando livros (sim, vale incluir no orçamento mensal uns 20 a 50 reais para comprar novos livros, é o mesmo que uma ida ao cinema em família, os ingressos pro futebol com as crianças ou lanche coletivo no fast-food), mas também pode ser conhecendo as bibliotecas do caminho (perto da escola, de casa, do trabalho) ou mesmo visitando espaços culturais (como o Centro Cultural São Paulo, que além de biblioteca tem gibiteca incrível) e ainda tem wifi (basta se cadastrar) para os pais “ocuparem” o tempo se as crianças se animarem demais nas leituras – vale lembrar que a Biblioteca São Paulo, construída sobre o antigo Carandiru, também é um espaço de alto nível para leitura e tem wifi e espaços confortáveis para ler ou navegar.

Mas o que conta mesmo é sermos capazes de provar (por A + B) para as crianças que livro infantil é bom – não é bobinho, infantilizado em excesso (depois de uma idade isso faz muita diferença!) ou dispensável. Pode ser um “produto” que temos vontade de consumir sempre e cada vez mais. Repetindo uma frase que li há algum tempo, “um bom livro infantil é feito de respeito”. Peter Hunt, na entrevista que republico abaixo, trata exatamente disso:

“Livro para criança não tem que ter final feliz. Precisa, sim, estar cheio de fantasia, ser inovador, diferente, instigante, subversivo.”

Peter Hunt: "Um bom livro infantil é feito de respeito"

Um dos maiores estudiosos mundiais da literatura infantil,  Hunt é professor na Cardiff University e pai de quatro filhas. Gostei de cara do discurso dele quando afirmou que livro infantil não pode ser igual à comida fast-food, que satisfaz de imediato mas está longe de ser a opção mais saudável“. Seu livro, “Crítica, teoria e literatura infantil” (Ed. Cosac Naify), publicado originalmente em 1991, foi revisado, atualizado e ampliado com um capítulo sobre livros para crianças e mídias sociais. E esta visão atualizada está também na forma como respondeu à entrevista: (more…)