Jun
20

Naruhito

O príncipe herdeiro do trono japonês acaba de passar pela Liberdade. Quem me contou em primeira mão foi o Gui, que trabalha na Praça do Japão e viu (o pessoal do escritório fotografou e se me mandarem as fotos eu publico aqui depois) o tamanho do aparato que envolveu a visita dele. Quase como o Bush no ano passado, creio eu, mas é ainda mais importante. Vou explicar: a Família Imperial Japonesa é a mais antiga monarquia contínua do mundo .

A história japonesa conta que o Império do Japão foi fundado em 660 a.C pelo Imperador Jimmu. Conforme a tradição, o Imperador Akihito é o 125° descendente direto de Jimmu. O registro histórico remonta ao Imperador Ojin, que teria reinado no começo do século V.

Para ajudar, eles consideram que esta família descende diretamente dos deuses, o que os eleva a um status diferenciado. E os descendentes, criados (como eu) com profundo respeito e quase venceração a eles, não conseguem deixar de ter uma postura humilde e respeitosa por eles. Mas, enfim, ele é um chefe de estado e mesmo num Little Japan como a Liberdade é, o protocolo se faz necessário.

Simpatizo muito com o Imperador Akihiro e sua esposa Michiko, pessoas que tive a honra de ver, de pertinho, numa cerimônia em Curitiba há dez anos. São figuras com uma aura diferente! E Naruhito tem minha empatia por algumas razões: se casou com uma mulher de carreira, a diplomata Masako Owada, e o casal teve uma filha, Sua Alteza Imperial a Princesa Aiko (seu título oficial é Princesa Toshi), nascida no dia 1° de dezembro de 2001. Por conta de Aiko, em 2005 um comitê governamental recomendou mudar a Lei de Sucessão Imperial de 1947 para garantir que o primogênito dos príncipes herdeiros, de qualquer sexo, se tornasse o herdeiro do Trono do Crisântemo . Apesar do fato de ter havido anteriormente oito mulheres imperatrizes, todas o foram por um breve período e sempre em caráter de urgência. Sob a lei imperial japonesa (promulgada pela Agência da Casa Imperial e pelo Conselho Privado), mulheres têm sido proibidas de reinar desde o final do século XIX.

Mesmo num país considerado machista, 84% da população mostrava-se favorável à mudança, que deixou de ser urgente porque o Príncipe Akishino teve um filho homem no ano seguinte. Mas é um avanço e considero que a postura do Príncipe diante de tudo, bem como suas escolhas, pesou imensamente!

P.S. Postei  no blog Nihon Nikkei hoje sobre a visita de Naruhito ao Brasil Quem é Naruhito e Príncipe Naruhito quebra protocolo em visita a São Paulo.

Jun
18

É hoje! Centenário da Imigração Japonesa.

É hoje. Dia do imigrante, festa do Centenário da Imigração Japonesa e, para mim, dia do aniversário do meu pai. Curiosamente ele, meu vínculo mais real com o Japão,  é do dia em que se comemora a chegada do primeiro navio japonês ao Brasil. E meu pai, o tio Dinho (apelido de Eiji, nome que só tem em casa, porque nasceu na guerra e não pode ser registrado com pré-nome japonês), é um japonês de araque, como se diz, falsificado, do Paraguai. Apesar da carinha japonesa, do biotipo (baixinho, magro, olhinhos puxados) ele não faz questão de comida japonesa, não fala quase nada (entende um pouco) do idioma e já não tem mais nada da culturade seus pais. Dez anos atrás, quando comemoramos esta data em Tokyo e por coincidência era o domingo de dia dos pais lá, ele me pediu para fazer uma rabada de almoço. Pode? Pode sim, meu pai, como muitos filhos de imigrantes, é na verdade um brasileiro .

Creio que esta é a grande surpresa que os "japas" viveram ao chegar no Japão - a percepção de que  mesmo japas aqui, eles (nós) são (somos) muito brasileiros - e a questão que a sociedade brasileira encara neste momento em que esta etnia completa cem anos aqui e coreanos completam 40 anos, alemães 150 anos, italianos cento e poucos, e portugueses sabe-se lá ao certo (brincadeira). Acima de tudo somos brasileiros!

No entanto, acho lindo e me emociono com as homenagens que a sociedade brasileira tem feito aos pioneiros e seus descendentes neste mês. Apesar de ser mestiça e neta de japoneses, cresci imersa nas atividades e bebendo valores e tradições da "colônia japonesa" no Paraná. Meu pai nasceu em Paraguaçu Paulista, mas passou a infância no Norte Velho paranaense, na cidade de Ribeirão do Pinhal, onde meus avós Sadanari e Matsuno se estabeleceram depois da Segunda Guerra Mundial. Nossas raízes brasileiras são da comunidade do norte velho e da região de Castro e Ponta Grossa (cidade natal de minha mãe, onde as famílias Dietzel e Hoffmann se estabeleceram com secos e molhados no tropeirismo do final do século XIX).  Meus pais foram preletores da Seicho-no-Ie por 20 anos e as atividadades desta filosofia, junto a festividades no kaikan de Paranaguá e Rolândia, marcaram minha vida nikkei. Hoje, com meu marido trabalhando na Liberdade, numa empresa nipo-brasileira de recrutamento de dekasseguis, sou eu a pessoa que liga a família ao Japão. E, como um retrato da imigração japonesa no Brasil, é o Gui (brasileiro, descendente de italianos, espanhóis e portugueses) quem me ensina muito da cultura mais tradicional, do idioma, da etiqueta e da ética japonesas.

Posso repetir as palavras escritas hoje por outro blogueiro nikkei, pois meus familiares também "como os 781 japoneses pioneiros que estiveram a bordo do navio Kasato Maru, que em 18 de junho de 1908 chegou no porto de Santos trazendo os primeiros imigrantes que vieram ao Brasil, conseguiram, com muito trabalho e persistência, reconstruir suas vidas e deixar suas marcas por aqui. "

A história dos  meus avós eu contei no ano passado, neste mesmo 18 de junho, num post intitulado Nada como um bom blend! e no meu perfil do Abril nos 100 anos da imigração. E o mundo dos descendentes eu tento retratar diariamente no blog Nihon Nikkei - Movimento Dekassegui .

Foto

“Kasato Maru no tootyaku wa kyou de 100 shunen” - Chegada do Kasato Maru completa 100 anos hoje
Jun
17

Hospedaria do Imigrante

Nesta semana, por mais que tente, não consigo me desligar totalmente no Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Sou muito ligada às minhas raízes e, apesar da ascendência nipo-teuto-lusitana
(mistureba muito brasileira) este lado é muito forte para mim, pesa mais. Talvez pese muito o fato de, embora com traços faciais amenizados, eu tenha um biotipo muito oriental. Vi isso com exatidão ao visitar o Museu da Imigração em maio. Vejam a foto acima: sou eu ao lado de fotos em tamanho real de japonesas que passaram pela Hospedaria do Imigrante na década de 1930.

Estes orientais, que estão sendo tão festejados e comentados nesta semana, vieram ao Brasil para fazer a América como os bisavós e avós da maioria dos brasileiros. Alguns, como os meus bisavós alemães (Dietzel e Hoffmann) que vieram da Rússia por volta de 1860, nem passaram pela Hospedaria, mas são parte da mesma história.

Mais de 2 milhões de imigrantes chegaram ao Brasil e tiveram sua primeira parada na Hospedaria do Imigrante (Rua Visconde de Parnaíba, 1316, Mooca, Tel. 2692-1866). O Memorial do Imigrante, homenageado nesta semana com o lançamento de um livro (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em parceria com o Memorial do Imigrante), fica pertinho da minha casa e foi um dos primeiros passeios que fizemos com os meninos quando mudamos para São Paulo em 2005. Lá é possível imaginar e refazer a saga desse povo que com perseverança e trabalho ajudou a transformar nossa realidade no século XX.

Neste ano se comemora os 120 anos da criação oficial da Hospedaria do Imigrante e fomos lá novamente com meus sogros, filhos e netos de imigrantes europeus, para passear com outros olhos. Vimos a exposição de objetos que refaz o ingresso deles na hospedaria (com mapas, locuções e malas e outros objetos que envolviam sua chegada) até a emocionante saída que tem nomes de familias que aportaram ali. Não achei Hoffmann nem Shiraishi, mas achei Sudo, sobrenome de solteira da minha Batian (avó) de Niigata, Japão. Minha sogra, filha de espanhola (da Andaluzia) que completou um ano no navio a caminho do Brasil, se emocionou sobremaneira. E foi belo vê-los mostrando e contando tudo para os netos!

Fizemos o passeio de Maria Fumaça que a ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) oferece nos finais de semana e feriados. Desta vez foi meu sogro que se emocionou. Sobrinho, irmão e tio de ferroviários, ele cresceu na região que era servida de trens - creio que da Sorocabana - e reviveu experiências de viagens, numa réplica belíssima que a associação mantém. Os voluntários refazem a viagem - curtissima e lenta - num misto de aula de história, relato do que estão fazendo na preservação e a recriação da experiência de viajar de trem como nossos avós, com direito a picotar o bilhete e passar oferecendo revista Cruzeiro. Comentário geral dos mais velhos é que faltava o sanduíche de mortadela e gasosa. huahuahua Eu fiz uma viagem com minha avó e bisavó entre Ponta Grossa e Piraí do Sul uma vez, aos 4 anos, só para ter este prazer, e me lembro nitidamente do sanduíche e da gasosa!

O passeio pelas instalações do Museu nos dá um contexto histórico da Europa em crise e do Brasil em plena expansão e sem mão de obra. Detalhes do prédio e da rotina, regulamentos internos e a preocupação com a saúde dos imigrantes - instalação de serviços médicos, postos de enfermagem e centros de vacinação nos dão a noção da situação de pobreza que a maioria deixou para trás. A parte que mostra os trabalhos mais tradicionais que foram assumidos pelas diferentes etnias é curiosa, refazendo na memória os estereótipos que se criaram na sociedade brasileira.

Estas observações e o registro histórico estão no livro Memorial do Imigrante – A imigração no Estado de São Paulo lançado no dia 15/06 e que traz um panorama da imigração e conta desde a odisséia das emigrações à chegada em São Paulo, passando pelo Porto de Santos e pela travessia da Serra do Mar, quando muitos se assustavam com tamanha exuberância e, receosos de não haver cidade depois da mata, se atiravam do trem na tentativa de retornar a Santos. Resgata, também, parte dos registros das inúmeras histórias guardadas em seu acervo, que se transformam numa grande viagem pela história da imigração para São Paulo. Organizado pela historiadora Soraya Moura, com pesquisa e textos de Odair da Cruz Paiva e Marcelo Cintra de Souza, retrata a realidade de nossos ancestrais.

“Muito se fala sobre imigração de uma forma geral, mas até agora não havia nenhum registro que contasse a história da Hospedaria do Imigrante e mostrasse o que ela significou nesse movimento migratório. Nesse livro, resgatamos tudo o que diz respeito ao prédio e às mudanças ao longo dos anos e aproveitamos para divulgar o acervo do Memorial, já que toda a pesquisa foi feita lá”, comenta Soraya Moura.
A leitura promove o reencontro com a história de nossos antepassados e homenageia aqueles que vindos de lugares tão distantes, fugindo de guerras, de perseguições políticas ou simplesmente da fome, ajudaram a construir o país . Foi na antiga Hospedaria de Imigrante, que hoje abriga o Memorial, que anseios, angústias e expectativas de mais de 2,5 milhões de pessoas de 75 nacionalidades e etnias se entrecruzaram entre 1887 e 1978. Lá se encontram os registros desses trabalhadores que vieram substituir o trabalho escravo na lavoura de café.

P.S. Vi naquele dia que o Memorial do Imigrante ainda é uma hospedaria onde funciona a Associação Internacional para o Desenvolvimento – Núcleo São Paulo (ASSINDES-SP), conhecida como Arsenal da Esperança, uma entidade sem fins lucrativos com caráter beneficente e que abriga homens que não têm moradia, migrantes carentes – principalmente da região nordeste e refugiados políticos. É lá que se pode solicitar alguns documentos para obtenção de dupla cidadania, passaportes, retificação de nome, sucessões hereditárias. O mais comum é a Certificação de Desembarque, que se usa para entre outros.

Jun
16

Misses

Quando a miss Japão Ryo Mori desbancou a miss Brasil Natália Guimarães, ouvi umas barbaridades sobre a pobre japonesa. Na época eu comentei num post que elas poderiam ser primas, numa realidade que o Brasil - na comunidade nipo-brasileira que nesta semana completa cem anos de imigração - tem em vários locais, inclusive em Minas Gerais, de onde vem Natália. Hoje ao acaso achei estas fotos das duas juntas em março em Tokyo e não resisti: parecem ou não primas como temos aqui no Brasil?

No centenário da imigração o que vejo é que poucas familias não tem um parente casado com um nissei ou sansei, um amigo do peito que seja "japa", enfim, uma Neusinha Sakai (a famosa primeira namorada do Pelé), um pedacinho do coração que tenha o olhinho puxado! E viva o Brasil que recebeu tanta gente e soube aceitar a todos como filhos queridos!

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Jun
13

Meu nome é Yuba

Já divulguei este filme no blog Nihon Nikkei , mas não resisti e estou falando dele aqui também. A idéia é tão fantástica que me pegou de surpresa.

Imaginem uma comunidade onde a cultura e língua japonesa são preservados pelos moradores. Ok, até aqui, parece possível, mesmo no século XXI. Afinal, eles estão em Mirandópolis, a 600km de São Paulo. Mas a Comunidade Yuba persiste até os dias de hoje sob o lema “Cultivar a terra, rezar e amar as artes”. O mais interessante é que as 60 pessoas (dentre elas a menina que está na foto ilustrativa) que lá vivem num regime sui generis dividem tarefas e ninguém recebe salário. Todos têm casa e comida garantidas e fazem suas refeições juntos, num grande refeitório. Mesmo após tantos anos no Brasil, os moradores preservam a cultura e a língua japonesa e todos contribuem para o bem-estar coletivo.

Estas características chamaram atenção de Bruno Castanho e Juliana Kirihata, que assinam o roteiro e a direção do documentário “Meu Nome é Yuba”, que será hoje às 23h, na Reserva Cultural (Av. Paulista, 900 - Térreo Baixo).

Exibição Inédita

  • 13 de junho, sexta-feira, a partir das 23h
  • Reserva Cultural
  • Av. Paulista 900 (Térreo Baixo)
  • Ingressos a R$ 10,00
Jun
13

Japão no Sesi Vila Leopoldina

No mês do Japão no Brasil (tenho pensado assim cada vez que ouço e vejo notícias sobre a imigração japonesa na mídia) os filmes com temas do Japão voltam à tona. Soube que há exibições gratuitas de terça a sexta às 19h e aos sábados às 16h com entrada franca na sala do cineclube do Centro Cultural Sesi Vila Leopoldina em São Paulo. Confira a programação e a classificação indicativa de cada filme no site .

Outros eventos culturais deste Sesi marcam a data:

  • Até 20 de julho com entrada gratuita, o espetáculo Yuuki!!! O pequeno Samurai estará em cartaz. A peça é baseada no antigo conto de fada que no Ocidente é conhecido como O Pequeno Polegar e, no Japão, como Issumboushi.
  • Sons Urbanos
    Dias 24 e 25 de junho às 20h não perca os shows das bandas Tontonmi e Gaijin Sentai que fazem um misto do Japão com a cultura ocidental. Confira mais sobre cada banda no site.
  • Performance Namahaiku Haikai ao Vivo
    Almir Almas e Daniel Seda apresentam um espetáculo numa projeção de vídeo sincronizada com seus movimentos. Dia 26 de junho às 21h. Entrada franca.

Serviço:

  • Centro Cultural SESI Vila Leopoldina
  • Centro de Atividades "Gastão Vidigal"
  • Rua Carlos Weber, 835 - Vila Leopoldina - São Paulo / SP
  • Informações: 3834-5523 / 3832-1066 - Ramal 1180 ou centroculturalsesi@sesisp.org.br
Jun
08

Cerâmica japonesa

Estou lendo sobre o padrão estético e como ele pode ser incutido, forçado e imposto em nosso inconsciente no livro A beleza impossível – Mulher, mídia e consumo (de Raquel Moreno, editora Ágora) - sobre o qual falarei breve, pois é excelente! Ao ver esta chamada para a exposição da ceramista Kimi Nii , que minha amiga Renata me enviou por e-mail, pensei no quanto no design, na moda, nas artes e mesmo nos objetos domésticos somos influenciados por uma visão externa. Já foi eurocentrica, hoje é estadunidense.

A cerâmica japonesa que Nii faz não cabe nestes esteriótipos. Não pode ser chamada de "china", sinônimo em inglês para louça, nem tampouco lembra a louca inglesa tradicional, que nos vêm à mente no five o’clock tea com mocinhas à la Jane Austen. Ela vai além, na idéia, na concepção e sobretudo na beleza.

Veja esta Garrafa Reversa, uma das criações dela, que ilustra este post. Não é por acaso que esta exposição é uma das que encerram o extenso calendário de iniciativas em comemoração ao centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Aberta ao público no hotel InterContinental São Paulo a partir de hoje, a exposição de cerâmicas da renomada artista plástica japonesa mostra um design novo e antigo, mas sobretudo diferente do que se estabeleceu como padrão de beleza aqui. Read the rest of this entry »

Jun
05

O Japão de Jun Sakamoto

Jun Sakamoto é um mito para mim. O virtuose do sushi, um dos melhores e mais conhecidos sushimen do Brasil, tem um restaurante que ainda não pude conhecer - apesar de estar nos meus planos há tempos. Hoje soube que antes de provar os famosos (e inovadores) harumaki de coxa de pato (gosto de rolinho primavera, já de pato, não sei não) e teppan yaki de cordeiro poderei conhecer melhor sua história e, acima de tudo, sua visão da culinária japonesa que o elevou a um status de mestre no Brasil, no livro O Japão por Jun (Bei Editora, 2008, 272 págs, preço médio 175 reais). A publicação tem texto do jornalista Thomaz Souto Corrêa e prefácio assinado por Pedro Moreira Salles, mas o que me deixou curiosa foram as fotos de Cristiano Mascaro que mostram o dia-a-dia do restaurante Jun Sakamoto e sua viagem ao Japão. Esta viagem deu origem ao guia O Japão por Jun. Já Andreas Heiniger fez as imagens das receitas exclusivas, com técnica inovadora de iluminação. Não parece mesmo fantástico?

Aqui em São Paulo, confesso, nunca fiz sushi, mas aprendi “em família” a fazer. Estou apostando que vou me animar se puder ver as 22 conceituadas receitas criadas por Jun Sakamoto Read the rest of this entry »

May
21

Banzai Brasil

Na onda das homenagens à imigração japonesa no Brasil, começa hoje a exposição Banzai Brasil no saguão do Edifício Altino Arantes, no centro de São Paulo. São : quadros de óleo sobre tela, aquarelas, litografia e esculturas de mármore assinadas por nomes como Tomie Ohtake, Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Kazuo Wakabayashi, Hiroe Sasaki, Richard Hideaki e Masako Tsukada . Entre os destaques, está a primeira obra adquirida pelo Museu: Sonho de Princeza (sic), produzida por Manabu Mabe, em 1967.

Tenho uma simpatia imensa por Manabu Mabe desde criança e creio que herdei de minha mãe, uma apaixonada pela cultura japonesa. Mais tarde eu mesma descobri Tomie Ohtake e gosto de sua obra como de sua forma de ser, de se apresentar e de se inserir na sociedade brasileira. E esta inserção dos japoneses será o mot da mostra e da homenagem que o Museu Santander faz ao "povo que tanto contribuiu para o desenvolvimento do País". Banzai Brasil é a nossa celebração ao talento dos artistas japoneses e descendentes.

Tomie Ohtake – Banzai Brasil apresenta um óleo sobre tela de Tomie Ohtake catalogado como sem título, pintado por em 1969, embora registre o nome “Caminho da Esperança” em seu verso. Uma das mais reconhecidas artistas de ascendência japonesa no País, Tomie nasceu em Kioto, em 1913 e chegou ao Brasil em 1936. Naturalizou-se quase três décadas depois. Ela começou a pintar aos 40 anos e, durante a década de 60, dedicou-se às abstrações informais, período em que aprimorou sua técnica. Aos 95 anos, é considerada a “Dama das Artes Plásticas Brasileiras ”.

Artistas e obras Read the rest of this entry »

May
20

Japão Daqui

Exposição interativa em homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil, o Japão Daqui acontece em quatro espaços: desde o dia 12/05 nas estações de metrô Sé, Clínicas e Liberdade, e a partir do dia 20 no Museu da Língua Portuguesa. Os organizadores pretendem que "os visitantes interajam com as inúmeras instalações para descobrir por si só como ocorreu e o que resultou do encontro de duas culturas tão distintas como a brasileira e a japonesa".
O material que compõe a mostra é muito simples, mas a surpresa gerada pela experiência é enorme: são palavras, frutas, flores, vestuário, brinquedos, ícones pop e outros ingredientes presentes em nossa rotina e que, na maior parte das vezes, têm sua origem nipônica desconhecida. Como o envolvimento da população é fundamental para essa descoberta, os curadores e produtores Marcello Dantas e Helio Hara encontraram uma forma muito criativa de incentivá-la. Eles aproveitaram as características dos diversos espaços da mostra e criaram atividades específicas para cada público. No museu, O Japão Daqui acontece por meio de grandes cilindros temáticos que funcionam como cabines para experiências interativas. Nas Clínicas, o longo corredor da estação inspirou a criação de uma impactante linha do tempo. Na Sé, as semelhanças e diferenças entre Brasil e Japão serão demonstradas em diversos painéis. A estação Liberdade será utilizada como ponto de divulgação da mostra. Mais detalhes aqui .

Serviço:

  • Exposição O Japão Daqui
  • Museu da Língua Portuguesa — andar térreo (Praça da Luz, s/ nº, na Estação da Luz) e estações Clínicas, Liberdade e Sé do Metrô.
  • De 20 de maio a 29 de junho (museu) e de 12 de maio a 29 de junho (metrô)
  • De terça a domingo, das 10h às 17h, (museu); e de segunda a domingo, das 5h30 à 0h (Estações do metrô).
  • Entrada franca

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