Paper Toys e a música brasileira
HQ, música June 30th, 2009

Paper Toys estão se tornado uma mania e, seguindo esta tendência, o Multishow liberou em seu site as imagens dos principais concorrentes ao Prêmio Multishow 2009. Se você curte a montagem ou apenas quer conferir como ficaram os concorrentes nas categorias melhor cantor, melhor cantora e revelação, vale visitar o site. Eu me diverti com algumas “charges” divertidíssimas, como a da Malu Magalhães e do Samuel Rosa.

X-Men Origins: Wolverine
HQ, cinema May 3rd, 2009

Fotomontagem com imagens de divulgação do filme
Já falei várias vezes que sou fã de quadrinhos e, mais ainda, dos X-men. Na faculdade eu voltava para casa sem me enrolar no caminho só para poder ver o desenho que passava na Globo… kkkk. Coisa de criança, podem pensar alguns. Ledo engano. Estes desenhos e suas versões para o cinema são para adultos e, na minha opinião, só podem ser liberados para adolescentes.
Com X-men Origins: Wolverine não foi diferente. Constatei que o ator Hugh Jackman tem toda razão ao contar que não permite que os próprios filhos vejam seus filmes porque ainda são pequenos – como podem ver nas fotos abaixo que eu achei no site do G1 e achei uma simpatia! Quando li esta afirmação dele numa entrevista (creio que para uma revista) eu achei exagerado, mas não é. E por conta deste alerta não deixei os meninos verem o filme que desvenda este personagem que reune fúria animalesca e coragem descomunal – embora aqui em casa já tenhamos visto na TV os outros X-men sem problemas.

- Hugh Jackman e os filhos Ava e Oscar num parque de diversões
O filme é um clássico de ação e, como li outro dia no Twitter, tem momentos que lembram Mortal Kombat, tamanha a ênfase na capacidade de luta do herói mutante. Mas ele começa como anti-herói, tentando explicar o comportamento meio sombrio e durão de Logan através de traumas de infância (as poucas cenas com o ator mirim Kodi Smit-McPhee são boas e convincentes) e a presença do mutante em várias guerras famosas: Secessão, Primeira e Segunda Guerras Mundiais, Vietnã. Depois o drama interior de Logan prevalece, como os aficcionados da série entendem e esperam, mas os não-fãs (como meu marido) não entendem e se chateiam.
Neste ponto e na situação de escolha (claro que ele tem tem que escolher e é forçado a ir para o lado negro da força, mas não esmorece, como todos sabemos) lembra muito o Spiderman 3. E a bela história de amor com a indígena canadense da qual eu lembrava ainda dos desenhos de TV fica meio empobrecida e perde a graça – embora tenha muito mais sentido – nesta versão.
É também privilégio dos fãs entender a importância de Gambitt neste início da vida de Wolverine – eles têm grandes diferenças depois – mas, por outro lado, o roteiro tem um especial interesse em explicar o antagonismo e a importância de Victor Creed, mais conhecido como Dentes-de-Sabre, na história de Logan. O personagem é vivido por Liev Schreiber, numa atuação boa, que eu aprecio desde Raymond Shaw em The Manchurian Candidate.
Meu conselho? Se você gostar de filmes de ação ou de quadrinhos, vá ao cinema e não perca o espetáculo. Se não for sua praia, escolha outro filme em cartaz porque vai se chatear.
(E que fique bem claro que eu gostei e que Hugh Jackman está lindo no filme!)
P.S. Wolverine é um herói de histórias em quadrinhos da Marvel Comics e surgiu em 1974 no HQ Incredible Hulk 180. Criação de Len Wein com desenho de Herb Trimpe, foi desenvolvido pelo diretor de arte John Romita. Com o Justiceiro, Demolidor, Hulk, Superman, Batman, Tocha Humana, Homem-Aranha, Homem de Ferro e o Capitão América, Wolverine está entre os personagens de histórias em quadrinhos mais famosos e populares da atualidade.
Curiosidade: o nome é de um animal natural do Canadá, um pequeno mamifero com 40cm e fortes garras que ficam escondidas. Quando acuado o gambá-urso ou wolverine (também conhecido como carcaju) exibe as garras e ataca até animais muito maiores e mais fortes que ele. Conta uma lenda indigena canadense que o gambá-urso é imortal e trata-se do namorado da lua que desceu à terra para fazer um agrado à amada e não pode mais voltar ao céu.

Qual avatar representa seu humor hoje?
HQ, geek, twitter April 24th, 2009

Uma coisa divertida desta sexta: no twitter muita gente aderiu ao Twitter Cartoon Day. A ideia é de Paul Bradshaw e é tão simples quando assistir desenho animado (cartoon), basta substituir o avatar (imagem do perfil) do Twitter por um personagem de desenho animado. Para divulgar e registrar a participação, a tag a ser usada é #twoonday.
Sem querer deixamos pistas sobre quem somos nas nossas escolhas, né? Participei ano passado como BeWitched (a Feiticeira Samantha) e neste ano sou a Wilma Flintsone. Enquanto procurava uma boa imagem para ser meu avatar, lembrei de um Paper Toy muito foto deste casal da Idade da Pedra – infelizmente, não achei a Wilma, mas o Fred está aqui, pronto para ser impresso e montado. Vi-os pela primeira vez na Mostra de Toy Art do SESC Paulista e mal sabia que pouco depois o criador do Tubeland, @souzacampus, se tornaria um amigo da família. Giorgio ganhou de presente da filha dele, Luisa, uma miniaturinha dela, que atiçou nos meninos a vontade de criar estes brinquedos que são obras de arte.
@souzacampus ensinando Renata Simões do Progama Urbano a montar o Fred Flintstone.
Quadrinhos para adultos
HQ, cinema March 22nd, 2009
Ontem uma conversa (daquelas que fazem a vida valer a pena) com @souzacampus e @gnsbrasil relembrei HQ’s que li e conheci com meu irmão. Herman é cinco anos mais novo que eu e sempre compartilhamos uma afinidade: os meios de comunicação. Dono de tirocínio invejável e de uma criatividade encantadora, ele foi uma criança maravilhosa de se conviver. Desde que ele tinha uns 5 anos criamos o hábito de ver juntos clipes (no videoclipe, da Globo, depois da MTv), conversar sobre revistas em quadrinhos, publicidade, revistas. Éramos tão amigos que quando ele começou a se interessar por Playboys (aos onze, doze anos), eu lia as revistas e conversa com ele sobre o que víamos.
Se eu o apresentei ao mundo da música e do cinema (sempre mesclados, pois não concebo filme sem trilha sonora), ele me ensinou a apreciar os quadrinhos. Das oficinas e visitas frequentes à Gibiteca de Curitiba e à Ichiban (quem lembra deste lugar perto do Cefet onde se reunia esta tribo urbana?), ele aprendeu muito cedo a apreciar a arte dos quadrinhos e foi compartilhando um a um comigo. Quando fiz trabalhos sobre quadrinhos na faculdade, foi ele meu consultor e Batman (creio que Legends of Dark Knight) foi meu tema de trabalho. Ele ainda tem estas coleções incríveis e são as únicas coisas organizadas da sua vida – sim, nós dois saímos com défict de organização, estes genes ficaram em dobro para nossas irmãs! Então, ontem, ao assistir o trailer do Watchman e conversar com Edu sobre o trabalho incrível que tem sido feito nas produções (e como ele frisa, nas prós-produções) de 300, Sin City e The Spirit, tive saudade do Herman e das conversas que não temos mais.
Sin City foi uma das surpresas que eu tive em termos de adaptação de HQ. Não vi o filme no cinema – um arrependimento que carrego até hoje – e, mesmo não sendo uma fã em especial destes quadrinhos, gostei do resultado neo-noir, com um elenco que agradou e surpreendeu (lembram da Alexis Bledel no filme, quebrando todos os paradigmas criados com a personagem Rory de Gilmore Girls?).
Já 300, cujos quadrinhos sempre me agradaram -sem falar na história dos gregos contra os persas, eterna fonte de inspiração da humanidade – fizemos questão de ver no cinema. Não me arrependi. Gerard Butler estava ótimo e, mesmo com as críticas ao Rodrigo Santoro como Xerxes, eu gostei do filme. Algumas cenas repetiam tão perfeitamente os quadrinhos que me emocionava no cinema. Mas é preciso ter lido antes, pois Gui, que me acompanhava na sessão, não teve o mesmo impacto, apesar de ter gostado do filme.
Watchman, a grande estréia da semana no Brasil, é um dos quadrinhos que eu nunca li e sinto-me incapaz de falar sobre ele. Mas deixo um convite para lerem o post Watchman – Allan Moore e Dave Gibbons – 12 edições – Passe aqui antes de passar no cinema! que nos situa sobre a importância destes quadrinhos e explica porque devemos lê-los antes de ir ao cinema.
The Spirit, cujo trailer também vi nesta semana, deve agradar quem viu os outros filmes. A versão versão para o cinema tem assinatura de Frank Miller (autor de Batman – O Cavaleiro das Trevas, Demolidor e Sin City). Nas imagens de divulgação nota-se claramente as mesmas técnicas empregadas em Sin City, prometendo uma visão particular da personagem, o que não deixa de ser interessante, tendo em vista sua capacidade de inovar personagens clássicos.
Mas, como sempre, os pais devem observar: estes quadrinhos não são para crianças. O enredo é adulto e os temas são duros. Os personagens são como Denny Colt (The Spirit), um homem que foi considerado morto, mas que na verdade vivia secretamente como um anônimo lutador no mundo do crime, e os temas mais frequentes destas obras são crime, romance, mistérios, horror, comédia, drama e humor negro.
Feira de Troca de Livros e Gibis
HQ, agenda cultural, livros March 7th, 2009
Participar de uma feira de troca de livros é uma atividade que quero oferecer aos meus filhos. Em Curitiba a troca de livros é comum e tradicional na ferinha do Largo da Ordem, no Centro Histórico da cidade e tenho boas recordações de lá, onde consegui títulos de Exupéry e outros por uma bagatela. Acreditem, as “megastores” de livros ainda não eram comuns e não era fácil conseguir os títulos no idioma original, o que fazia da feirinha um lugar mágico.
Aqui soube do calendário de Feira de troca de livros e gibis nos parques da capital paulista que começa amanhã no Parque Buenos Aires, em Higienópolis, funcionando das 10h às 15h. Coordenada pelo Sistema Municipal de Bibliotecas, a atividade teve início em 2007, quando somou cerca de 10 mil trocas e ocorreu em três parques municipais. No ano seguinte, o projeto foi ampliado para oito parques e realizaram-se 25 mil trocas entre livros e gibis. Neste no a programação inclui oito parques localizados nas zonas central, norte, sul e leste, sempre com o objetivo de dar oportunidade para que o público possa renovar suas bibliotecas pessoais sem custo.
A única recomendação é que os livros não sejam didáticos e estejam em bom estado. As trocas podem ser realizadas diretamente entre os freqüentadores que podem usar mesas organizadas por assuntos: literatura geral, literatura infanto-juvenil, gibis e troca com a mesa – espaço no qual o leitor pode deixar um título e pegar outro que esteja disponível.
Confira abaixo o calendário com as feiras programadas para este ano:
- 08/03 – Parque Buenos Aires que fica na av. Angélica, s/n (altura do n° 1500), em Higienópolis
- 05/04 – Parque Anhanguera que fica na av. Fortunata Tadiello Natucci, 1000 (Km 24,5 Via Anhanguera), em Perus
- 17/05 – Parque do Ibirapuera que fica na av. Pedro Álvares Cabral, s/n Portão 10, na Vila Nova Conceição
- 07/06 – Parque do Carmo que fica na av. Afonso Sampaio e Souza, 951, em Itaquera
- 02/08 – Parque do Piqueri que fica na rua Tuiuti, 515, no Tatuapé
- 13/09 – Parque da Luz que fica na Praça da Luz, s/n°, no Bom Retiro
- 04/10 – Parque Cidade de Toronto que fica na av. Cardeal Mota, 84, em Pirituba
- 08/11 – Parque Santo Dias que fica na Estrada de Itapecerica, altura do n° 4.800, no Capão Redondo
Mais informações: www.bibliotecas.sp.gov.br



