Em 2011 eu tentei… E eu consegui #MemeDasAntigas
Postado em from posterous no dia 21/12/2011Ser chefe!
Depois de uma década trabalhando em home office, como jornalista freelancer, sem colegas de trabalho ou chefe direto (porque trabalhando sozinho a coisa funciona sem hierarquia), neste ano passamos a ter uma equipe e eu fui me habituando, aos poucos, a ideia de comandar.
Confesso a relação não é das mais tradicionais, pois, como comentei aqui no post Pequenas coisas para des-hierarquizar uma empresa, nós aprendemos com a liberdade e com a construção colaborativa, então, ser colega vale mais. Mas é preciso saber assumir as responsabilidades, dar segurança a quem confia no seu discernimento e escolhe trabalhar junto, além de manter olhos e coração atentos para manter o barco no rumo.
E você, o que tentou e conseguiu fazer em 2011?
Este post faz parte do #MemeDasAntigas!!! Um balanço feito entre blogs do ano que está terminando! Quer participar? Visite este post, veja como e junte-se a nós!
Gilberto Dimenstein no Fórum SWU – Apropriando-se da cidade (por @alinekelly) #avidaquernoSWU
Postado em from posterous no dia 13/11/2011
“A pior violência é a da invisibilidade.”
Gilberto Dimenstein”
Ontem, no primeiro dia do Fórum SWU, o painel “Inclusão e bem estar social para além de fronteiras culturais e econômicas”, com o jornalista Gilberto Dimenstein apresentou o projeto Bairro Escola, que nasceu na Vila Madalena em São Paulo.
Através do Grafite e de outras atividades culturais, o projeto permite que os moradores do local possam “mostrar a sua cara” e seus talentos expondo sua arte nos muros e espaços públicos daquele bairro, tendo cono resultado a promoção de um “senso de pertencimento”, de identificação com aquele bairro.
Quem se encantou foi Aline Kelly (@alinekelly), que faz a cobertura colaborativa do fórum na equipe do #avidaquerNoSWU, que escreveu o texto que publicamos aqui.
Recentemente falei sobre a importância da Arte Urbana para a promoção da cidadania no Sustentável 2.0, acredito que utilizar de linguagens próximas às usuais do público que se pretende impactar é o melhor caminho para se iniciar um processo de mudança, pois possibilita que estes se identifiquem como parte da proposta, e tornem-se parte atuante e multiplicadora no processo de transformação.
O bacana é que a partir do momento em que se construiu uma rede que integrasse os moradores daquela região outras iniciativas se juntaram ao projeto, construindo uma rede de promoção de cidadania, qualificação e geração de renda através de instituições parceiras. A ideia deu tão certo naquele bairro, que agora é multiplicado em diversos outras localidades do país.
Como bem lembrou Gilberto Dimenstein “Capital Social é riqueza que deriva das pessoas trabalhando juntas por uma causa” e às vezes o que falta é possibilitar que esses talentos saiam dos “becos” e iniciem o processo de transformação de suas histórias.
No combate contra o bullying não se isenta ninguém…
Postado em from posterous no dia 11/11/2011Eu já tinha citado o projeto no blog Pequenos Leitores e novamente vale a pena contar da ação pernambucana feita para alertar pais e professores sobre o bullying e produzido por três instituições educacionais locais (Faculdade Maurício de Nassau, o Grupo Ser Educacional e a Confraria da Educação) uniram forças para realizar o vídeo Bullying escolar – A Peleja da Covardia com a Senhora Educação. Em cinco minutos o curta alerta aos pais e professores sobre as características físicas ou verbais que ajudam a identificar vítimas e ressalta a importância de combater esse tipo de violência.
O roteiro tem como base um cordel assinado por Isaac Luna e Inácio Feitosa. E preservando a cultura regional e a estética cordelista, a animação conta com a voz do repentista Adiel Luna, e ilustrações de Paulo Fialho.
Obrigada Belenos Gonavon (@belenos) pelo envio da sugestão de pauta!
P.S. E abaixo tem o vídeo de matéria do Jornal Hoje contando como a Literatura de cordel ajuda a combater o bullying em Pernambuco. “Um dos municípios mais violentos de PE, Jaboatão dos Guararapes, decidiu combater a prática de bullying nas escolas utilizando a literatura de cordel. Nos seis primeiros meses deste ano, 83 casos de agressões aconteceram em escolas.”
Perdemos a inocência, mas ganhamos voz #superação2011
Postado em from posterous no dia 11/09/2011Há alguns dias, divulgando uma série de reportagens sobre os dez anos do “11 de Setembro”, perguntei: “O que você fazia quando soube dos atentados de 11 de setembro?“ e recebi algumas respostas marcantes, que registravam o quão impactante este momento foi para todos no mundo. Eu, como Simone Zelner e Aline Dexheimer, amigas com quem “conversei” no Facebook depois do texto da imagem, estava sonhando com um mundo melhor para meus filhos. Nós três fomos mães no ano seguinte, 2002, encarando com fé a realidade de um mundo que mudava de forma definitiva com os acontecimentos em Nova York.
À meia-noite aqui no Brasil comecei a ver atualizações de amigos nas redes sociais e uma delas indicava este texto de André Sartoreli citando Rosana Hermann sobre a forma como passamos a nos relacionar com as notícias depois dos atentados que o mundo viu ao vivo.
“Eu acho que [a tragédia de 11 de setembro de 2001] foi o primeiro acontecimento em que o mundo inteiro se sentiu em rede. Antigamente, a gente não se sentia nem dono dos fatos, nem conectado a eles. Os fatos não eram nossos. É como se houvesse um muro invisível muito distante entre nós e o fato. Com a internet, a gente começou a ser dono dos meios de produção e publicação. As pessoas passaram a se sentir donas dos fatos.”
Quero crer que mudamos, perdemos a ingenuidade (seja pela mudança na fé no outro, nos fatos que acompanhamos ou mesmo uma visão meio “teoria da conspiração”), mas que esta mudança tenha deixado impregnada na humanidade um desejo de continuar firme e forte a caminhada na direção de um novo tempo, menos inocente, mas não menos sonhador.
Você também tem uma mensagem?
O Twitter da @EmbaixadaEUA convida a homenagearmos as vítimas do 11 de Setembro usando a hashtag #Superação2011. Saiba mais aqui.
P.S. Acabei não contando o que eu fazia no dia. Brincava no playground com meu filho (na época com apenas um ano e três meses) e uma vizinha me avisou do que vira na TV. Entrei e contei pro Gui, que estava pintando nosso escritório de casa e passamos o dia acompanhando tudo, assustados e impactados, mas sem perder a esperança no futuro que estava representado na nossa família (nosso filho) e nosso trabalho (o home office já fazia parte da nossa vida e estava naquele quarto pintado).
Das quedas – e quando é bom observar mais atentamente
Postado em from posterous no dia 06/09/2011“Proporcionar brincadeiras que estimulam a criatividade e a consciência corporal dos pequenos é essencial para o desenvolvimento das crianças, porém, é preciso que os pais estejam sempre atentos para evitar que os momentos de diversão não se tornem um pesadelo.”
Como proteger seu filho de quedas e prestar primeiros socorros a crianças
Ontem, na volta do meu compromisso de trabalho (um debate sobre Redes Sociais e Carreira na @faculcantareira) saímos para jantar e #aos8 caiu de um brinquedo enquanto esperava a comida. Pensei: tudo bem, queda, é normal em criança feliz (quer dizer, criança que brinca feito criança). E eu sou ao mesmo tempo super tranquila e preocupada com o filhote que já passou por cirurgias plásticas por conta de acidente (contado aqui), mas, acima de tudo, tenho noção de que queda de altura pode ter consequências e a gente precisa observar direitinho.
Especialistas orientam que, “em virtude da gama de possibilidades de quedas – altura, posição de impacto, superfícies com maior ou menor poder de absorção de energia – de corpos com dimensões variáveis, diversas lesões podem ser encontradas, com diferentes graus de repercussão nos órgãos e sistemas da vítima.”
Os termos são difíceis, mas querem dizer que é importante fazer a relação da proporção entre a queda e o tamanho da criança. Mas, no caso de traumatismo crânio-encefálico (TCE) decorrente de queda em crianças – quando eles caem e batem a cabeça, como aconteceu com #aos8 ontem – devemos observar com cuidado pois as reações do organismo podem gerar lesões graves e até fatais.
O que fazer caso ocorra uma queda?
- Quanto mais alta a queda, e dependendo da superfície em que ocorreu, maior a probabilidade de lesões sérias.
- Segure a criança até que pare de chorar e observe sintomas diferentes do usual.
- Se a criança ficar inconsciente após a queda, não a mova.
- Contate o Serviço Médico de Emergência
Foi o que eu fiz: vi que tinha sangue em três ferimentos (e um parecia mais profundo que um simples arranhão, o que talvez exigisse sutura), o local inchou rapidamente, ele reclamava de leve dor de cabeça. Fomos para o Pronto Atendimento do nosso plano de saúde e lá ficamos até que um médico pediatra o visse, conferisse se estava tudo ok (e a médica pediu radiografia do crânio, mais para nos acalmar do que por necessidade mesmo…) e nos liberasse.
Como último cuidado, passamos a noite velando o sono do mocinho, porque observar a criança nas horas seguintes é uma das recomendações no caso de queda. É importante notar se:
- Se a vítima apresentar sonolência, irritabilidade, alteração de comportamento, convulsão, vômitos.
- Se a criança reclamar de dor, especialmente no pescoço ou no dorso.
- Se persistir chorando, inconsolável.
- Se estiver sangrando ou com escorrimento de outro fluido do nariz, ouvidos ou boca.
- Se apresentar sinais sugestivos de fraturas.
- Se houver qualquer dúvida sobre os sintomas apresentados, as lesões ou o comportamento após a queda.
Katazukê! (ou quem é responsável por juntar a bagunça dos amigos?)
Postado em from posterous no dia 30/07/2011Quando um amigo vem brincar com seu filho em casa, quem arruma a bagunça?

Este foi o tema de um post da @priperlatti e eu achei que o tema valia um comentário e link aqui para fechar as férias.
Acredito que devemos contar com a ajuda das crianças, afinal, Pedir para ajudar é diferente de explorar mão de obra infantil ou sobrecarregar as crianças, é educar para cidadania. Certamente que os adultos acabarão fazendo a maior parte do trabalho, mas ao ajudar as crianças aprendem o valor de seu papel e do trabalho em conjunto.

Aqui em casa – mesmo quando há amigos visitando – as crianças ajudam e muitas vezes assumem todo cuidado com os seus brinquedos. E aí, como você administra?
P.S. Katazukê é a expressão que a mãe usa, em japonês bem informal, para dizer: “vamos juntar tudo”! (risos)
O setor 2,5 – porque juntos somos ótimos
Postado em Carreira e dinheiro, Cotidiano e sociedade, from posterous no dia 18/07/2011Mesmo cidades como Curitiba têm pontos nos quais podemos ajudar a melhorar sua estrutura.
Um exemplo é esta rua que foi asfaltada sem que removessem o poste de luz do meio da rua e agora precisa ser “consertada”. Este processo demora e insistir com a companhia de energia e a prefeitura depende dos vizinhos, da reação conjunta da comunidade.
Setor 2,5… Tenho ouvido este termo com muita frequência em reuniões de um novo projeto e me vi pensando em como, sem nenhum planejamento, cresci pensando no mundo como um espaço onde as soluções só podem sair da mescla do segundo com o terceiro setor. Assim como na educação eu defendo a união de “pais, filhos e professores” num movimento que tem “eu, você e todos pela educação”, transporto esta visão de gestalt para todas as áreas nas quais precisamos que a engrenagem atue como uma máquina que pode (quer?) produzir unindo forças.
Costumo falar brincando para as pessoas nas quais vejo a união de talento (conteúdo) e caráter (ética) – já comentei aqui, a cada dia vejo com mais força como é imprescindível esta dobradinha para trabalhar com alguém – que “juntos somos ótimos”. Esta frase martela na minha cabeça desde criança por conta do musical Saltimbancos, do original italiano (com letras de Sergio Bardotti e música de Luis Enríquez Bacalov) que aqui no Brasil se popularizou com versão de Chico Buarque (e de Lucinha Lins e Os Trapalhões, para muitos de nós). Assim como dos dois irmãos (Grimm) captaram do povo histórias como a que inspirou os Saltimbancos (do conto Os Músicos de Bremen), aproveitaram as histórias do povo para produzir seus famosos contos infantis (e também um precioso trabalho com a história da língua alemã), na minha visão de menina de interior, que viveu numa sociedade onde não havia setores tão organizados e cada um atendia às necessidades do próximo quando elas batiam à sua porta, creio também que posso continuar tanto com meu trabalho do segundo setor quando o do terceiro setor, numa atitude que vejo ser cada vez mais frequente, que é a do setor 2,5.
“O Primeiro Setor é o setor público, dos governos e suas instituições que, em teoria, atuariam para o bem estar coletivo sem distinção.
O Segundo Setor é o mercado, empresas que exercem atividades privadas, as que atuam em benefício próprio e particular.
O Terceiro Setor é o das organizações sem fins lucrativos, atuando nas lacunas deixadas pelos setores públicos e privados.”
E como uma empresa se posiciona neste espaço intermediário? Creio que em primeiro lugar sendo ética em suas atividades – com clientes, com fornecedores, com a sociedade – e buscando atuar corretamente no impacto social de sua atuação. Mas continuamos a ser empresas que visam lucro, não é mesmo?
E ter lucro (não os abusivos, mas os justos, frutos de um trabalho que foi acima da média) é um bônus que permite que pensemos em novos projetos, tenhamos fôlego para pensar além da sobrevivência e encontrar inspiração para planejar mais do que o mero cotidiano, fugindo do lugar comum.
E você leitor, acredita na atuação de empresas em ações cidadãs, numa mescla de segundo e terceiro setor? E conhece propostas bem sucedidas nesta área?
Da generosidade que se descobre nas redes sociais
Postado em Cultura Web 2.0, from posterous no dia 27/06/2011“@Annyllinha: Um nascer do sol para @samegui vir aqui.. http://twitpic.com/5h4urm”
Esta mensagem carinhosa (e a foto linda) foi o carinho que @annyllinha me mandou lá de Salvador neste domingo. Querida, não importa se “faz sol ou chuva”, ela é uma das pessoas atenciosas que, mesmo sem me conhecer pessoalmente, se tornou uma pessoa próxima na vida real.
Isso me lembra uma pesquisa divulgada na semana passada e que concluía que os usuários de redes sociais têm relações mais fortes e saudáveis, a despeito do que muita gente pensava (e ainda pensa), considerando que nós (me coloco com os “heavy users and addicted to social media”) usávamos as redes sociais para compensar a dificuldade de termos relacionamentos reais.
Pesquisa contradiz a ideia de que os internautas de redes sociais têm problemas de relacionamento http://t.co/izgY2mm
Creio que, como mostra esta delicadeza da @annyllinha, o que fazemos é repetir nas redes sociais nossa forma de nos relacionar no mundo real. Com a diferença que podemos descobrir afinidades com pessoas que a “geolocalização” não traria para tão perto!
“@Annyllinha: E @samegui também vai gostar do por do sol… http://twitpic.com/5h4vjv”
P.S. E por falar em Facebook, viram este post? “@avidaquer: Can I be your friend? Cinco regras básicas para evitar problemas no Facebook http://ow.ly/1dsAqR”.
O exercício pode “secar” o leite?
Postado em from posterous, Mãe com filhos, Saúde e Bem Estar no dia 26/06/2011Não sou mais uma mãe que aleita filhos desde 2004, mas ainda me considero muito ligada nos assuntos – não o suficiente para char legal quando me oferecem por Twitter promoções para ter absorventes de seios para excesso de leite, mas animada para estimular outras famílias a adotarem o aleitamento materno por um tempo mais prolongado.

Na sexta-feira aconteceu a Blogagem Coletiva Para o bebê, o melhor leite é o da mãe, uma proposta da blogosfera materna que objetivava disseminar a informação de que o leite materno é o melhor para o bebê.
O leite artificial deve ser utilizado apenas quando não há possibilidade real de amamentação, quando a mãe encontra alguma dificuldade fisiológica para amamentar ou em casos específicos. Dar o leite artificial ou o leite de vaca no lugar do leite materno quando a mãe tem condições de amamentar não traz benefício algum. A ideia desta POSTAGEM COLETIVA é UNIR todas as pessoas que são pró-amamentação, quer amamentem ou não, e ajudar a difundir a importância do aleitamento materno. Quem tem blog, faz um post. Quem não tem, posta em seus sites pessoais o lembrete de que o leite materno é o melhor alimento para o bebê (a imagem linda desse convite é de Silvia Falqueto).
Como já escrevi inúmeros textos sobre o assunto, resolvi listá-los ao final do post e publicar um um artigo que recebi e tratava dos exercícios físicos e a lactante, reforçando que para a mãe se sentir bem e feliz aleitando é importante que ela também esteja bem de saúde. De acordo com Gizele Monteiro (do Mais Vida), o retorno ao exercício no pós-parto sempre deve ser gradativo, mas não só por uma preocupação com a amamentação.
Durante o período gestacional, muitas alterações corporais ocorreram e o retorno ao exercício deve sempre ser orientado por um profissional que entenda essas mudanças do organismo feminino, diferenciando assim o programa e o atendimento.
Um profissional que entende o que acontece com a mulher saberá dosar o exercício numa intensidade adequada para que essa questão não seja respondida de forma positiva. A produção de leite consome muita energia. Uma mãe em fase de amamentação produz entre 800 e 1200 ml de leite por dia e, para cada litro de leite que produz, há um gasto de 900 calorias em média.
Portanto se o “exercício for intenso ou num volume elevado” e a mulher tiver uma ingestão alimentar inadequada poderá prejudicar a amamentação, pelo alto gasto energético que ocorre nesse período. Além do exercício e da ingestão alimentar inadequada, uma hidratação inadequada também poderá comprometer o aleitamento materno.
E a história de que o leite pode mudar de gosto por conta do excesso de exercício?
Tem fundamento. Pesquisas relacionadas à amamentação e exercício observam um aumento de ácido lático no leite materno. Esse aumento relaciona-se com a intensidade do exercício, isto é, quanto mais intenso mais ácido lático no leite. A grande discussão era que esse ácido lático poderia modificar o sabor do leite e dessa forma o bebê passaria a não aceitá-lo, sendo então que de forma indireta o exercício estaria interferindo na aceitação do bebê ao leite após o exercício pela mudança no sabor deste.
Alguns autores observaram essa resposta, havendo uma diferença na aceitação do leite em mães que realizaram “exercício máximo”, sendo o mesmo associado ao aumento da concentração de ácido lático. Os estudos com intensidades adequadas “não mostraram efeitos negativos” sobre a amamentação.
Citando Cary & Quinn (2001), a especialista traz dados que corroboram que o exercício e amamentação são atividades compatíveis, informando que dentre os vários estudos analisados não há comprovação de efeito prejudicial do exercício durante a lactação não afetando a composição, o volume do leite, o crescimento, o desenvolvimento infantil, ou a saúde materna.
O exercício também teria um efeito muito importante na melhora da aptidão cardiovascular nas lactantes e na sensação de bem-estar quando comparara lactantes ativas com mulheres sedentárias.
O importante é que o “personal trainer” saiba organizar a sessão de treino para que as intensidades não sejam ultrapassadas, não só pelo aspecto da amamentação, mas também pelo exercício intenso ou em grande volume poder comprometer o sistema músculo-esquelético nesse período.
E vale lembrar: como as mamas ficam maiores e mais pesadas durante a gravidez e no período pós-parto (na fase de amamentação), é importante cuidar delas no caso de atividades de impacto (como corrida), certificando-se de que estejam bem firmes. Como no caso dos sutiãs de aleitamento, é importante usar tops reforçados.
P.S. E para quem de interessar pelo tema, neste link estão os textos já publicados no @avidaquer sobre Aleitamento Materno.
Criança diz cada uma…
Postado em from posterous no dia 18/06/2011Hoje foi dia de Festa Junina na escola e as horas com os garotos e seus colegas renderam momentos de diversão e de filosofia de vida. Em sua inocência os pequenos deixam transparentes os valores, as características, as virtudes e as falhas do seu tempo, do nosso tempo.
“Quando eu crescer quero viajar para muitos lugares”, diz #aos11
O irmão responde:
“Eu também e quero me aventurar, por isso viu comprar um chicote, um chapéu e uma jaqueta de couro.”
#aos8 tem jogado muito Indiana Jones para Wii
“Por que vc fala assim, com as mãos, filho?”
“Para dar mais ênfase ao contexto”, diz #aos11
As histórias também aparem por aí? Ontem comentamos no grupo Mães (e pais) com filhos que seria legal reunir as tiradas infantis num tumblr (o novo modelo de blog da moda) coletivo e @angelaernesto criou o CRIANÇA DIZ CADA UMA! “Pérolas” que só uma criança pode dizer http://bit.ly/iR4RzJ. Recomendo a visita – e a colaboração, pois é um espaço de construção coletiva!
Começa hoje a #FestaDoTeatro
Postado em from posterous no dia 02/06/2011“@inagaki: #FestaDoTeatro
Mais de 40 mil ingressos gratuitos serão distribuídos nos dias 2, 3 e 4 de junho.
Mais infos: http://www.festadoteatro.com.br“
Comecei a quinta-feira em clima de Festa do Teatro, ainda entusiasmada com tudo que conversamos ontem no Espaço Parlapatões onde um grupo de blogueiros com afinidade com a agenda cultural da cidade e com a democratização do consumo de cultura no país conversou com sobre este evento que aproxima as boas produções da população, proporcionando o début de muitos neste universo onírico e apaixonante. Foi uma surpresa ouvir o que, como bem colocou Max Reinert, “une um grupo de teatro, um escritório de produção, uma Concessionária de Rodovias (CCR) e uma operadora de cartões de crédito/débito: levar teatro ao povo”.
Para quem não lembra – mas tem aquela sensação de “já ouvi falar…” – a Festa do Teatro está na sua terceira edição e é um projeto que distribui gratuitamente ingressos para espetáculos na cidade de São Paulo, numa proposta que é pautada pela qualidade da programação e conta com aprovação do público, além da satisfação de ter oferecido gratuitamente (em 2009 e 2010) cerca de 77 mil ingressos para 304 espetáculos.
Segundo os organizadores,
“O objetivo é promover e democratizar o acesso à rica diversidade da produção cênica contemporânea brasileira, abrangendo tanto montagens realizadas por grupos teatrais autônomos quanto grandes produções, permitindo que o público tenha conhecimento da pluralidade cênica oferecida hoje na cidade e auxiliando na formação de plateia para o teatro.”
Na conversa com Hugo Possolo (do Parlapatões) confirmamos a importância de oferecer este primeiro contato com o teatro para quem não tem o hábito de consumir cultura em espetáculos, “tirando a mítica” de que teatro é glamour e exige um grande investimento, tornando-o um lazer possível como o cinema. E é preciso fazer isso: quase metade das pessoas que retiram ingressos estão indo ao teatro pela primeira vez – outra boa parte que vai reclama de preços, mas poucos sabem de fato quanto custa ir a espetáculos que estão perto de casa, do trabalho, que não são superproduções (e nada contra estas, afinal, quem não quer ver grandes artistas em espetáculos incríveis?). Mas a ideia da Festa do Teatro é ser a ponte entre as artes cênicas e a nossa vida, é mostrar (daí serem sempre pares de ingressos os distribuidos) que o teatro é algo para curtir junto, um lazer coletivo, uma oportunidade de se divertir, aprender, espairecer.
Algumas coisas ficaram muito claras para mim, sendo a mais importante perceber que mesmo nas metrópoles o acesso aos equipamentos culturais precisa ser estimulado. Até quem consome cultura não sabe exatamente tudo que está acontecendo na sua cidade – e me incluo nesta lista. E quem não inclui a cultura no seu orçamento doméstico ainda tem uma impressão – equivocada – de que “cultura é cara no Brasil”. É e não é, gente. Quem investe por volta de 100 reais para ir ao cinema 3D + lanche no shopping com a família pode tranquilamente separar um final de semana por mês para ir ao teatro também. E quem não pode fazer este investimento, pode ficar de olho em excelentes produções que espaços como o CCSP e os SESCs realizam o tempo todo – sim, não só nos finais de semana -e que têm ingressos a preços módicos, sendo muitos gratuitos.
Mas tem gente que nunca poderia ir ao teatro, né?
Cegos, surdos, como fazem? E as crianças de periferia mesmo, para quem até a condução para ir ao teatro seria um investimento? Gostei de saber que neste ano estas pessoas também foram consideradas e contempladas! No “cardápio” há peças com “audiodescrição” e “legendagem” para os deficientes visuais e auditivos, além de apresentações em CEUs com distribuição dos ingressos uma hora antes no local – e mesmo fora das escolas, tem distribuição em locais um pouco mais distantes como Santo Amaro e Vila Formosa para que o público não se desloque muito para buscar seus ingressos.
E qual a importância disso? Levando teatro à escola, habituamos crianças e jovens a ver o teatro como uma das suas opções de lazer, e permitindo acesso para quem tem pouco tempo, está longe, não pode fazer este gasto, ensina-0s aos pais e professores que é bom e possível ter este lazer no cotidiano.
Gostou? Concordou? Quer ganhar ingressos também?
Para estimular os blogueiros leitores a apoiar a democratização do consumo da cultura – como fizeram ontem com sua presença @inagaki @cardoso @angelaernesto @djmisscloud @flaromani @designerlu @josevitor @maxreinert @zeoffline @fabioallves @alinekelly @ladyrasta @gnsbrasil – vou premiar três posts legais feitos entre hoje e amanhã divulgando a distribuição de ingressos da Festa do Teatro com pares de ingressos para espetáculos que acontecem em São Paulo na próxima semana. Basta escrever um post, linkar com este aqui (para eu receber o trackback) e já está valendo. Avisarei aos premiados no sábado pela manhã (e quem estiver no #smb2011 pode até pegar em mãos, tá?).

Meus agradecimentos pela presença de @inagaki @cardoso @angelaernesto @djmisscloud @flaromani @designerlu @josevitor @maxreinert @zeoffline @fabioallves @alinekelly @ladyrasta @gnsbrasil. E a Mario Miranda (da Agência Foto) pelas imagens lindas.
P.S. Nos vemos lá, estou feliz com sua participação e ansiosa por nossa conversa – que será ainda mais rica porque contaremos com a companhia de Max Reinert, integrante da Téspis Cia. de Teatro e blogueiro no Pequeno Inventário de Impropriedades, blog que se tornou um espetáculo em 2010.











