Uma mudança na forma como adquirimos, repassamos e nos empoderamos do conhecimento #educaparty
Postado em Campus Party, Cultura Web 2.0, Famílias interativas, Mãe com filhos, todos pela educação no dia 09/02/2012Uma mudança na forma como adquirimos, repassamos e nos empoderamos do conhecimento é o que a tecnologia traz à educação.
Os professores e pais estão prontos para esta relação mais igualitária com as crianças?
O debate no qual estarei hoje me faz rever estes conceitos. Siga no streaming da Campus Party ou no #educaparty.
OMG, minha mãe tá na internet!
Postado em Campus Party, Cultura Web 2.0, Famílias interativas, Mãe com filhos no dia 07/02/2012Começa oficialmente na segunda – e na prática na terça, 07/02 – a quinta edição da maior festa geek do Brasil, evento que eu chamo de “congresso” da minha nova profissão porque reune o que há de melhor no capital humano das novas mídias.
Falei minha profissão? Pois acho que está se tornando mais do que minha!
Além da surpresa que tive nesta segunda ao me deparar com a cobertura animada que a Folha de S. Paulo (tradicional jornal brasileiro, que se rende à internet, mas não era tão “novas mídias” assim), nesta edição do evento do qual participei como debatedora ou moderadora desde 2009, eu estarei compondo uma mesa com meu filho de 11 anos.
O tema me levou a algumas piadas porque, aqui em casa, seria “socorro, meu filho está na internet”, mas traz em si o debate da troca intergeracional que as redes sociais trazem e que eu creio (e grito aos 4 ventos há anos) que é a grande chance de aprendizado colaborativo da web.
Então que tal aproveitar e conferir um pouco da Campus Party? Nosso debate será na área aberta e não exige convite ou credencial! Basta chegar lá um pouco antes (o debate começa as 17h, legal chegar umas 16h para dar uma volta e ainda conseguir lugar no Cubo de Conteúdo).
Nos vemos lá? Olha só como vai ser interessante!
OMG, MINHA MÃE TÁ NA INTERNET!
Pode ser pra repassar powerpoint de gatinhos, ficar nas redes sociais, jogar games ou baixar padronagens de tricô…. do mocinho à vovó, todo mundo está usando a internet! Mas o que acontece quando você começa a cruzar sua mãe nas redes sociais ou sua vó comenta coisas fofas no seu blog? Com mediação de Flavia Penido (advogada e autora do blog LadyRasta), a blogueira Sam Shirashi levará seu filho Enzo (de 11 anos, autor do blog Verparacrescer.com.br) e, ao lado de Mafê Bastos (produtora musical), sua filha Estela Mello e sua mãe Mariliana Pieroni, vão conversar sobre como é conviver com a família na web. Quer compartilhar algum caso engraçado que rolou com você? Mande pra gente via tuiter com a hashtag #cubovivo.
E para quem não puder ir, tem streaming gratuito aqui http://cubodeconteudo.com.br

Na Campus Party 2010, eu e meus filhos @enzobuzz e @giorgio_bros sendo entrevistados na TV Cultura pouco antes de criarem o blog Ver para crescer. Lá se vão dois anos e muito aprendizado sobre o uso de redes sociais em família! E foi neste ano que moderei o painel no qual Mafê e sua filha Vitória estavam!
P.S. Este assunto estará em outro debate do qual também participarei com meu filho (vejam só!), no evento ligado ao Dia Mundial da Internet Segura. Neste ano, o tema da campanha mundial destaca a importância do aprendizado inter-geracional para uma navegação segura. Se o assunto for do seu interesse, veja aqui como apoiar e como participar dos eventos como o debate no qual estaremos na sexta, dia 10, de 9h30 às 12h, no Auditório da Procuradoria Regional da República 3º Região de 9h30 às 12h (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 202).
[update] O video está disponível aqui http://cubodeconteudo.com.br/VideosAnteriores/Detalhes/10 [/update]
Lei da Palmada
Postado em Famílias interativas, Mãe com filhos no dia 17/12/2011Desde que tuitei do Roda Viva com @doduti e @nerdpai sobre a Lei da Palmada – que na época era um “Projeto do governo quer impedir castigos físicos e prevê advertência aos pais” – continuo pensando que “punir o pai agressor não adianta. É preciso ensinar esse pai que existem outros meios de se educar”.
Mas também compreendo quando leio uma mãe que afirma que prefere “usar desse recurso hoje do que o filho apanhar de verdade de estranhos amanhã, por não saber se comportar ou se impôr, como adulto. Ou pior, ficar sem limite nenhum e achar que assim pode tudo.”
Sempre bom lembrar que, com ou sem lei, é a sociedade que tem o papel de se autorregular, de observar (mesmo) se as famílias estão convivendo de forma saudável. Nós é que, com a troca, a convivência e a parceria construímos um momento social mais saudável. E acredito sinceramente que são debates como este (iniciado por Vanice Santana no Facebook e que continuou com mães blogueiras como Cris Guimarães) que fazem o verdadeiro trabalho que reflete a realidade atual das famílias e nos permite questionar e evoluir.
Vale reforçar que como blogueiros (ou formadores de opinião das novas mídias) nós estamos “avant-garde”, à frente dos movimentos sociais porque estamos mais informados e (não raro) mais instruídos. E leis como esta alcançam não só nossas famílias, mas buscam mudar uma cultura presente em muitas famílias nas quais as crianças não têm direitos preservados e cuja infância e formação correm grandes riscos sem uma regulamentação assim.
Enfim, é realmente para pensarmos juntos, mas também para nos fazer rever o espaço privilegiado que temos na nossa sociedade e considerar se não é tempo de arregaçarmos as mangas e partir para um verdadeiro trabalho de conscientização não só da Palmada, mas da “re-significação” (neologismo ou não) dos limites no modelo de família atual.
Leis mais sobre o tema aqui:
- Calar é permitir, denunciar é combater
É “folgado” quem aproveita o Ócio Criativo?
Postado em Comportamento, Famílias interativas no dia 10/12/2011Flagrei #aos9 de volta à cama a esta hora e falei:
- Ê vida boa!
Ele respondeu, maroto:
- Pois é, eu sou folgado.
Parei por instantes e pensei que tinha que remendar porque não era verdade. E expliquei rapidamente que ele era merecedor, afinal, passou de ano direto, com média geral boa (8,0) e trabalhou duro nesta semana para a apresentação musical de ontem.
E daí me veio a reflexão de que, mesmo sem perceber (e sem que a família o faça), este Ócio Criativo ainda nos pesa como um pequeno erro, uma falha de caráter, quando não é! É o momento de relaxar o corpo e a mente e exercitar outras habilidades usando a liberdade de pensamento e de criação.
Contem para mim, como vocês encaram este exercício de ócio nos seus corações? Em paz ou com sentimento de culpa?
P.S. E quanto ao meu filho, a boa rotina continua. Levanta e volta pro edredon para ler os gibis novos – isso que é vida feliz. Nem o sábado chuvoso incomoda criança em férias!
Revivendo os objetos antigos (e queridos)
Postado em Consumo Consciente, Famílias interativas no dia 26/11/2011Neste sábado a Folhinha lançou um desafio sustentável: antes de “enviar a lista ao Papai Noel”, que tal abrir o baú e escolher brinquedos que ainda divertem?
Há alguns anos, nesta época, eu promovi a Blogagem Coletiva do Consumo Consciente e sugeria algo parecido: repensar e rever o que temos antes de planejar novas compras. Minha inspiração vinha da experiência da infância, de sempre olhar algo para doar antes de ganhar e do “apego” dos meus meninos com seus brinquedos antigos. Como eu sugeri que não daria nada novo no Natal para quem não doasse, eles começaram a ver o que tinham para escolher objetos para doar e acabaram descobrindo que ainda “adoravam” os brinquedos antigos, que voltaram à roda do brincar diário. E eu tive que manter a palavra naquele 2008, época da foto abaixo (na confusão da separação de brinquedos para doação!)).
Desde então, admito, os pedidos de presentes mudaram e se tornam cada dia mais conscientes, menos ansiosos e mais assertivos. Mas a necessidade de uma lembrança sobre os brinquedos e um estímulo para o brincar continua. Quando conheci o movimento Dirty is good (porque se sujar faz bem), descobri uma fundamentação teórica para algo que eu já intuía: brincar se aprende. Somos seres lúdicos e criamos brincadeiras com quase tudo na infância, mas precisamos ser convidados a brincar e este momento precisa ser compartilhado com boas companhias. Cabe a nós, pais e mães, tios e avós, fazer este papel de agregador e facilitados do brincar infantil, mas será que estamos realizando bem esta tarefa ou nos satisfazemos em comprar os insumos, deixando a obra por conta dos pequenos aprendizes?
Então, a um mês do Natal e no Dia Sem Compras, que tal dedicar o tempo que seria dedicado (perdido?) em lojas e shoppings e revistar os brinquedos, aproveitando para brincar com eles?
Já pensou em se divertir sem precisar de brinquedo novo? Pense em novos jeitos de brincar com o que tem em casa. Ou troque com amigos: o que é velho para você pode ser novidade para eles.
P.S. E para quem não tem crianças, mas curtiu a idéia: que tal conversar com amigos e ver se um não usa, pode ser exatamente o que o outro precisa? Estou trocando o sofá e uma amiga minha vai ficar com ele para a sala de TV da casa dela, numa troca que me deixou contente pois quando for visita-la vou me sentir ainda mais em casa (risos).
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Outros Dias Sem Compras:
http://www.samshiraishi.com/um-vdia-sem-compras/
http://www.samshiraishi.com/consumista-eu/
http://www.samshiraishi.com/dia-sem-compras/
Aqui entre nós: pedir para se abster de comprar em dia de folga pode ser uma maldade, ainda mais para quem, como nós, trabalha tanto que nunca tem tempo né? Mas vale registrar a data (um dia depois do Black Friday e um mês antes do Natal) como um dia para repensar o consumo de modo consciente. ![]()
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Guia prático: controlando o que se compartilha no Facebook
Postado em Cultura Web 2.0, Famílias interativas, Geek no dia 22/11/2011
Este post é “meio” antigo, escrevi há algumas semanas quando surgiram os novos filtros de conteúdo no Facebook e acabei não publicando porque tratei de parte do assunto no vídeo para a atividade Famílias Interativas no Encuentro Internacional Educared. Na época eu pensava nos professores, mas na verdade, ao ler o post do Roberto Câmara Jr outro dia, percebi que vale para tios, avós e quem mais convive com os “menores clandestinos” que aportam nas redes sociais.
O blogueiro comentava que há algumas semanas começou uma onda de perfis de filhos de amigos adicionando-o no facebook.
“Todos menores, com idades variando entre 6 e 15 anos. Em respeito a minha amizade com os pais – que, imagino eu, não somente permitiram que seus filhos criassem tais perfis (tenho quase certeza que alguns foram criados pelos próprios) como também que me adicionassem como “amigo” – e para evitar qualquer tipo de situação do tipo “Tio Roberto é chato. Não quer ser meu amigo no facebook” ou “Roberto é metido e não quer ser amigo do (a) meu (minha) filho (a) facebook” resolvi aceitar tais pedidos. Entendo que “ser amigo” dos próprios filhos também (sic?) no mundo virtual é algo novo, até mesmo necessário para ter um maior controle sobre o que os filhos andam aprontando e ainda não existe um manual sobre como cada um deve agir. Além disso, e talvez o mais importante, não quero, de forma alguma, questionar se permitir que os filhos tenham perfis seja bom ou ruim.”
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Na hora lembrei destas dicas que eu tinha preparado porque estive também preocupada com as mensagens que os professores de meus filhos deixavam nas redes sociais. Não quero tirar deles o direito de expressão, mas fica a dica para quem convive com estes “menores clandestinos” que, com boa vontade e responsabilidade, conseguimos manter a convivência e, ao mesmo tempo (por quê não?), um certo “olhar cuidadoso” sobre estas crianças que querem se relacionar conosco. Creio que é melhor estar junto deles do que deixá-los soltos sem nosso olhar vivido. (more…)
Tecnologia também é cultura
Postado em Famílias interativas, Mãe com filhos no dia 10/11/2011Em outubro um artigo do Ponto & Vírgula falava que Tecnologia também é cultura e partia da blogosfera materna para mostrar que as “mamães antenadas utilizam a internet para trocar experiências, compartilhar o crescimento das crianças e aprender sobre o cuidado dos bebês”. Já vai longe meu tempo de cuidados com meus bebês (o caçula fez 9 anos há poucos dias e está quase do meu tamanho), mas fui honrosamente citada no post.
Extremamente gentil, Dani Lessa capturou a alma do @avidaquer e da minha ideia com as famílias interativas e do conceito de consumo de cultura em família, que são os pontos centrais do blog. Eu realmente acredito que não é só lendo e indo à Sala São Paulo ouvir música clássica que você educa as crianças, que é preciso mesclar atividades da escola com o espaço social e milito no conceito de que a família pode sempre interagir em diversas atividades, independentemente do espaço e das pessoas com quem convive, inclusive no meio digital, pois os pais precisam aprender a se relacionar virtualmente com os filhos, mais do que monitorar ou controlar.
E temos que conviver, acima de tudo. Foi este o ponto que, de um jeito meio informal, quis reforçar em outra participação especial que tive recentemente no universo da blogosfera materna. O site Mamatraca, um projeto super legal que reune mães blogueiras em torno de um debate audiovisual de assuntos ligados ao universo familiar, perguntou o que é uma boa escola para mim. Eu respondi e abri a pergunta, que continuou em diversos posts sobre o tema por lá, dando muito pano prá manga!
E tem mais de blogosfera materna e paterna: a revista Crescer tem artigo sobre “Mães e trabalho – Para cumprir as tarefas do dia a dia, as mães contemporâneas contam com uma enorme aliada: a tecnologia. Use sem medo e faça seu tempo render ainda mais” e em adendo ao texto de Fernanda Carpegiani tem um especial no qual “Pais blogueiros indicam 10 aplicativos bacanas de iPhone ou iPad para quem tem filhos“.
Dou um doce para quem adivinhar de qual eu falei!
(risos)
“instagr.am, em que eu corujo os filhos e converso com outros pais. Poucos percebem como essa rede social é boa e promove trocas de qualidade (para iPhone e iPad).”
Passe lá e veja as outras dicas, mas não deixe de também comentar aqui, hein?
Conte quais são seus aplicativos ou comente sobre a escola dos seus sonhos! Você sabe, a melhor parte do post é a conversa que vem depois, tem gostinho de sobremesa e de quero mais!
Nativos digitais: adoção da tecnologia pelo público infantil
Postado em Cultura Web 2.0, Famílias interativas no dia 25/10/2011Na terça-feira, véspera de Dia das Crianças, eu e meu filho mais velho fomos personagens de uma matéria do Valor Econômico que tratava dos Nativos Digitais. O artigo, composto de três áreas, partia de dados para mostrar que no Brasil, internet vira brincadeira de criança e que os nativos digitais influenciam os pais pois estão acostumados a usar eletroeletrônicos, filhos pequenos são consultados na hora de adquirir tablets e smartphones.
“Dados do Ibope Nielsen Online mostram que crianças de 2 a 11 anos já representam 13,7% do total de internautas no país. São 10,5 milhões de consumidores que navegam, principalmente, nas redes sociais e influenciam os pais na hora de comprar computadores, celulares e tablets. Em média, o público infantil passou 17 horas e 34 minutos na internet no mês passado.”
Contei muitas coisas da nossa rotina para a repórter, mas, como muitas vezes acontece, acabamos tendo espaço tão reduzido que nem parecia que éramos nós! (risos) Desde o celular citado ao final – a geração do meu filho se comunica mais por Twitter e Facebook com os amigos do que outro meio, raramente usam telefone e Enzo efetivamente usa mesmo o iPod, mesmo tendo herdado meu smartphone Nokia E63 – até a pausa, que considero necessária, evitando que se use computador e videogame nos dias de aula – para sobrar tempo para brincar – nossa participação perdeu o foco. Mas o artigo é bom e traz informações, como a do gráfico abaixo, que nos mostram como as crianças brasileiras atuam nas redes sociais.
Segundo os dados da TNS Research, quanto aos hábitos na internet há uma clara preferência por jogos online, mas boa parte das crianças também afirma fazer pesquisas escolares – creio ser verdade, pois meus filhos cada vez mais preferem conferir as pesquisas nos sites de referência. Em terceiro lugar, claro, estão as mensagens instantâneas – que nem podemos criticar, pois mudaram radicalmente nossa forma de conviver social e profissionalmente também, não é mesmo?
Preocupa-me, no entanto, saber que os pesquisados usam muito a rede para compartilhamento de fotos e de música, além de pesquisas de compras online. E, notem na imagem, eles nem sempre usam estas ferramentas com acompanhamento dos pais!
Onde nós estamos quando nossos filhos navegam? Será que estamos perto e não olhamos o que fazem ou simplesmente estamos adotando a babá eletrônica como nossos pais faziam com a TV?
Uma pesquisa divulgada nesta semana mostra que estamos na rede, mas não estamos de olho neles na rede.
A pesquisa foi realizada como parte da campanha Se Liga! – Internet Segura, com 448 pais, de oito Estados, que responderam a um questionário sobre o uso que fazem do computador e da rede, como controlam o acesso dos filhos, como tratam os problemas da Internet com eles, entre outros detalhes de sua vida familiar online.
“Pais participam de redes sociais praticamente tanto quanto seus filhos. Apesar disso, só 72% visitaram as páginas pessoais dos filhos. E embora a maioria dos pais (61%) declare estabelecer regras para o uso da internet, ainda há uma parcela significativa (26%) que não estabelece qualquer regra para os filhos quanto ao uso da Internet e não vê problema nisso. A percepção dos riscos é alta: 80% dos pais afirmaram temer que os filhos se envolvam em problemas pela Internet, mas só 6% dos pais disseram temer que seus filhos sejam vítimas de cyber bullyng.
Essas são algumas conclusões da pesquisa que a divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática realizou com pais de crianças e jovens da Educação Infantil ao Ensino Médio de escolas particulares usuárias do Portal Educacional.”
Se interessou? Postei o release completo com análise dos dados aqui e abro o debate para conversarmos sobre o tipo de acompanhamento que temos feito em casa.
P.S. Aqui em casa as grandes mudanças estão na liberação de alguns momentos no computador (depois que terminaram a tarefa nos dias de aulas e sempre com tempo contado, menos de 1h por dia, sendo meia hora o ideal para esta mãe) e o fim dos programas de controle parental. Testei alguns nos últimos anos (da Norton e da McaFee), mas com dois meninos bem responsáveis de 9 e 11 anos, creio que não tem mais sentido controlarmos, é tempo de confiar e acompanhar.
Que sugestões de regras você daria se pudesse definir um padrão adequado para o uso de celular na escola? #ft_eie11
Postado em Famílias interativas, todos pela educação no dia 07/10/2011Um compartilhamento na atividade Famílias Interativas do VI Encuentro Internacional EducaRed me impressionou muito nesta semana. Carol Patrocínio, do blog Ser mãe é… contou que recebeu um vídeo em que o professor arranca o celular da mão de uma aluna e o destrói jogando no chão. Ela contava que depois de assistir ficou “sem ação por uns minutos, pensando o que eu faria se estivesse ali, no lugar de cada uma daquelas pessoas. E a conclusão, depois de muito pensar em diversas coisas, é que os professores ainda não aprenderam a inserir a tecnologia e as facilidades de celulares, e-readers e nem mesmo do computador no dia a dia.”
Ela perguntava no grupo: “Como você ensinam os pequenos a lidar com essas tecnologias sem perder o respeito pelos costumes do mundo offline?”
Assista ao vídeo:
Realmente este vídeo é dos mais impactantes que já vi. Não sei se é por parecer real, espontâneo, ou se é por imaginar que havia uma mecânica ruim neste relacionamento da classe com o professor. Porque a menina sim, atende o telefone (e o deixa tocar na sala de aula), mas o garoto está gravando o tempo todo, na boa, sem ninguém achar estranho!
Apesar da explosão do professor, o fato é que eu admiro estes caras que saem de casa todo dia para encarar uma juventude assim. Não creio que haja grande diferença nas salas de escolas públicas ou particulares, há um excesso de direitos por parte dos alunos e um descomprometimento em relação ao ambiente escolar e à educação.
Neste caso não se trata de pensar em como unir o uso do celular com a educação (tema sobre o qual @soniabertocchi e @zeroig falam tão bem), mas sim ensinar princípios básicos de ética, de postura, de educação para os jovens. Será que eles sabem que independente do aparelho que têm a sala de aula é o local para aprender, tirar suas dúvidas, exercitar o conteúdo? Eles estão sendo orientados a separar sua vida social da sala de aula? E como a escola e os pais estão fazendo esta orientação? Em que momentos, usando quais critérios? Serão os discursos do lar e da escola uníssonos nesta temática? E se não são, como unificar?
Que sugestões de regras você daria se pudesse definir um padrão adequado para o uso de celular na escola?
Não deixe de compartilhar conosco aqui e no site do Encuentro. Unindo nossas ideias é que podemos juntos melhorar esta situação.
P.S. Tem um debate muito bom, iniciado em espanhol (com texto de Sônia Bertocchi e Claudemir Viana) mas com participações bilíngues, que debate este tema: El porqué del teléfono celular en la educación.
Como o computador entrou na sua casa? #ft_eie11 #FamiliasInterativas
Postado em Famílias interativas, todos pela educação no dia 05/10/2011“O uso da internet no ambiente familiar, como os pais podem orientar os filhos que utilizam as redes sociais, como eles podem incentivá-los a usar as ferramentas virtuais, quais os limites que as crianças devem ter, como mantê-las seguras no ambiente virtual e como as famílias usam a internet também para se comunicar e para se manter conectadas.” Famílias Interativas
Lembram-se de como o computador entrou na sua casa? Relatos sobre esta chegada foram o começo dos debates na atividade Famílias Interativas no VI Encuentro Internacional EducaRed e achei gostoso trazer esta conversa para cá, onde vocês poderão também relembrar e contar como as tecnologias chegaram à sua família e se mudaram a forma como vocês se relacionam.
A mãe Aline Rodrigues, que voltou a usar Facebook recentemente por conta da filha, de 8 anos, contou que o computador chegou junto com a filha e que como trabalho com o PC e na internet, sempre procurou espaços para criar conteúdo. Assim, com pais que usam a internet de forma ativa, a criança usa a máquina com muita naturalidade. Aline conta que, graças a esta realidade: “ela aceita que monitore sua atividade na rede, o tempo é restrito e ela sempre tem atividades educativas durante esse tempo. Só autorizei o cadastro em redes sociais esse ano, porque ela entrou no Fundmental II, numa escola nova, e eu não quis que ela se sentisse excluída, pois todos os coleguinhas são veteranos. Eu tinha uma conta no facebook abandonada e reativei por causa dela. Ela mexe bem não só com os programas, ela tem uma habilidade com os equipamentos. Eu tenho medo de colocar aparelhos frágeis na mão de criança, mas com ela eu já perdi esse medo.” E como levar esta parceria de casa para escola? Para a maioria de nós, é um caminho natural, usamos no trabalho e em casa repetimos. A professora Melissa Machado contou que usa muito a internet e por isso não tem como a filhota ficar sem navegar também. Mas, “tudo com limite de dia e hora, ela sabe que não é todos os dias e nem por muito tempo! Ultimamente faço muita pesquisa e sempre que (ela) aprende alguma coisa na escola, quer pesquisar no Google! Acho importante essa ferramenta de pesquisa, porém com limites impostos pelos pais e sempre com acompanhamento!” Este acompanhamento e esta presença amorosa, que se mostra até no limite do uso, é o diferencial que estimula até a curiosidade, ensinando pelo exemplo.
Este foi o relato da professora Denise Rangel.“Quando o computador entrou em casa, minha 1ª preocupação foi aprender a usá-lo. Eu e meus filhos compartilhamos os espaços virtuais, de lazer, de estudo, de trabalho. Hoje, uso a interação das mídias em meu trabalho com os alunos. E penso que preciso intensificar o uso dessas ferramentas com meus alunos.”

Que tal, na próxima reunião de professores, aproveitar para se aproximar dos professores dos seus filhos e dos outros pais? Trocar cartão, indicar seu e-mail e seu nome no Facebook pode ser o começo de uma amizade virtual que pode trazer muitos benefícios para o grupo inteiro.
Como lembrou Viviane Pereira, que é mãe e professora particular de informática para outras mães (que maravilha!), “os pais e professores têm que perder o medo do computador, aprender a lidar com a máquina até para se proximar dos filhos e alunos, falar a mesma língua. Afinal, o filho e aluno pode ser um bom professor!”
Torço para que esta postura e a de Christiana Ferreira sejam cada dia mais comuns e muitos pais possam dizer com orgulho: “Aqui em casa o uso da web foi mais um local de encontro e aproximação. Aprendo muito com a minha filha. Ela se sente toda orgulhosa em estar me ensinando.” E não deixe de compartilhar também lá no site do Encuentro e participar da conversa virtual sobre este tema, que mostra também a realidade de famílias do Peru, México e outros países da América Latina.
Live-Action Toy Story Project
Postado em Famílias interativas no dia 03/10/2011Para começar a segunda-feira com leveza, já que os posts do final de semana foram muito reflexivos… lembrei deste vídeo que vi no BlueBus e mostrava o projeto Live-Action Toy Story Project, iniciativa de fãs da Pixar que resolveram recriar o filme Toy Story usando brinquedos e pessoas de verdade.
Parece maluco refazer o o filme inteiro, mas é o que os caras fizeram e que podemos ver, acompanhando em tempo quase real, pelo Facebook, com uma prévia do trabalho, como no vídeo abaixo que tem uma cena real da animação e a versão com os brinquedos.
Para lembrarmos, neste mês das crianças, que brincar é preciso!










