Categoria: Família

Por um acervo brasileiro de fotos antigas

Postado em Família, tradição no dia 03/06/2010

Família do meu avô Juca Hoffmann na virada do século XX, antes ainda de que ele, caçula, nascesse. Meus bisavós, quem diria, vieram crianças da Russia, mas são de origem Alemã. :) Ponta Grossa, PR, Brasil.

Em 2009 contei no Mãe com filhos da minha tentativa de reunir algumas fotos antigas da família e começar o processo de digitalização delas, emocionada com o resultado (ainda pífio) e por mostrar aos meus filhos cenas da minha infância, da vida deles, do mundo onde meus avós e até bisavós viviam. A reunião acontecia na minha coleção no meu Flickr, onde descobri um espaço muito legal que também guarda imagens antigas, mas de domínio público e que mostram pequenos pedaços do quebra-cabeças da nossa história. Os albuns de várias instiuições estão em Commons e agregam fotos de vários países, mas infelizmente o Brasil ainda não está bem representado. É uma pena, mas também serve como estímulo para que façamos nossa parte e digitalizemos acervos familiares para oferecer a espaços como aqueles.

As principais metas do projeto Commons no Flickr são mostrar os tesouros escondidos nos arquivos de fotografias públicas mundiais e como a sua adição e o seu conhecimento podem ajudar a enriquecer ainda mais essas coleções.  O projeto diz que pretende que nós possamos contribuir com as descrições das imagens. Uma wikipedia de fotos? (more…)

E minha irmã caçula faz 30 anos hoje…

Postado em Família no dia 15/05/2010

Ti e eu no antigo apartamento dela no Rio, há exatamente um ano, na minha única visita à casa dela!

O caçula é sempre aquela pessoa que a gente imagina “café com leite” nas coisas, né? Na minha família foi assim, a gente sempre de alguma forma cuidava da Tiffany (sim, a @blogdati, que sempre cito aqui). Mas, contrariando esta posição, ela foi a grande cuidadora de todos e sempre teve uma personalidade tão forte que não cabia no papel, divertindo, irritando e encantando a todos, deixando uma marca indelével da sua presença em quem tinha a sorte de conviver com ela.

Eu tenho outros 3 irmãos, Gui tem o mesmo número. Mas de todos a Tiffany é a pessoa que está mais presente em nossas vidas, é ela quem sabe detalhes do nosso cotidiano, que compartiha incansavelmente os detalhes do seu, é quem busca assertividade e proximidade, é quem deseja mais “fazer parte”. Quem tem irmãos e mora longe deles sabe que nem sempre é assim, a gente continua amando a criança que cresceu com a gente, mas nem sempre consegue alcança-la porque a mão lá do outro lado não está sempre esticada em nossa direção. Pois eu tenho sorte, a mão da Tiffany sempre está!

Tem bênção maior na vida? Tem! A gente vê que os priminhos também estão sempre prontos a dar todos os passos necessários na direção uns dos outros e sabemos, lá no coração, que será assim para sempre.

E de gente assim a gente tem saudade de tudo. Sabem aquelas briguinhas da Kitty com a Sarah em Brothers and Sisters? As que não tinham porque começar, são elementos importantes para o avanço sobre uma crise pessoal e no terminam em abraços fraternos? (more…)

#enzo10

Postado em Família no dia 12/05/2010

fotos por Sam Shiraishi - proibida reprodução, todos os direitos reservados.

Quem diria, dez anos atrás eu estava na maternidade em Curitiba, passando frio e esperando a chegada do Enzo no quarto. Emocionada, assustada e feliz como nunca tinha me sentido antes – e só sentiria novamente dois anos e cinco meses depois, com a chegada do Giorgio à família. Como diz aquela propaganda da Natura, naquele 12 de maio de 2000 nascia um bebê e uma mãe. Da mesma forma consolidavam-se laços de família entre pessoas com poucas afinidades, mas boa vontade para ser um todo em nome do cidadão que chegava ao mundo e os unia por laços de sangue, da lei (no caso dos tios) e mais tarde soube ser a argamassa do afeto a ligar de modo indelével sua família.

O Enzo teve este significado, foi o hub, o agregador de muitas pessoas, a figura que conseguia sorrir, amar, participar e partilhar com muitos, sem dar pouco em momento algum, sendo sempre grande e generoso. E ainda é assim, meu filho mais velho tem um quê de “grandes feitos” e de “para sempre” que assusta e acalma ao mesmo tempo. É uma aventura maravilhosa tê-lo comigo todos os dias da vida e um desafio hercúleo acompanhar sua voracidade diante da vida.

Exemplo é sua postura diante deste aniversário: (more…)

De olho nos blogs: edição Família

Postado em De olho nos blogs, Família no dia 06/02/2010

Quem me avisou que a 4a. edição da revista dos blogs estava disponível foi @mosaicosocial. O tema é família,com textos de @ladyrasta, @blogdati, @cybelemeyer, @maitelemos @smiletic e @ericahans.

Ficou muito bonita e com aquela qualidade editorial que Luciana Costa imprime em seus trabalhos. Confiram abaixo:

Se você gostou e quer incorporar no seu blog, basta pegar o código aqui.

Presente imaterial para as crianças

Postado em Família no dia 13/10/2009

dia das crianças sem presente material

Neste final de semana Gui e eu ficamos quebrando a cabeça para conseguir oferecer um presente não-material, que não cedesse aos apelos de consumo dos canais infantis e ao mesmo tempo agradasse muito os meninos. Tarefa que nos parecia muito dura, mas ficou fácil com um simples telefonema. Minha mãe ligou no domingo de manhã, relembrando como foi bom estar aqui com eles por uma semana (ela ficou aqui uns dias para minha viagem ao #portocainarede e para a festa do #outubrorosa) e ao lembrar da alegria que netos e avós sentem (sem contar nos primos), decidimos zarpar para Curitiba. Em uma hora estávamos na estrada e os meninos satisfeitíssimos com a ideia de ganhar de presente a viagem.

[Dentro dos nossos critérios de educação financeira, nós explicamos em pormenores para eles que os gastos de uma viagem assim eram equivalentes aos que fariamos para comprar presentes e que seria uma troca] (more…)

As “heranças” reciclam objetos e sentimentos

Postado em Família, Sustentabilidade, tradição no dia 07/09/2009
heranças familiares legos e roupãozinho

Minha mãe, a vovó Ita, brincando de lego do Bob o Construtor com os netinhos em 2006. Hoje estas peças e o roupãozinho (que Enzo vestia com um aninho no inverno curitibano) são do carioquinha da família e ficam espalhados na sacada do novo apê de Niterói. ;)

Hoje minha irmã @blogdati me mandou algumas fotos do meu sobrinho C.J. e senti que revivia uma fase da vida dos meus filhos quando o vi usando um roupãozinho dos personagens do Rugrats que foi do Enzo e do Giorgio. Presente da minha mãe (e da Ti, eu acho) quando o primeiro bebê da família (Enzo) ainda estava na minha barriga, o roupãozinho atoalhado foi com ele nas suas primeiras incursões de praia e piscina, acompanhando depois o maninho em dias ensolarados e felizes.

Nas fotos C.J. também espalhava muitos brinquedos de montar que foram dos meninos. Na visita que fizemos em maio, levamos muitas “heranças” em forma de brinquedo e uma das sacolonas continha os blocos de montar que foram herança de uma vizinha de Curitiba, a Yasmim. Sete anos mais velha que o amigo (que ela dizia que podia ser seu irmão, de tanto que se gostavam) ela os deu para o Enzo quando cresceu e parou de brincar e hoje eles são estímulo ao raciocínio do priminho. Reaproveitar objetos é tão importante quando reciclar, embora poucas pessoas se lembre de fazê-lo hoje em dia.

Em Curitiba tive isso com algumas vizinhas: a gente trocava roupas, brinquedos, coisas que as crianças não usavam mais e estavam em bom estado. Nada de escambo do tipo “olho por olho, dente por dente”, era uma troca do tipo familiar, sabem? Não cabe mais do Fulano, quem sabe o Beltrano aproveita? Cricano ganhou da tia, mas não brinca, sei que o Fulano gosta muito deste tipo de brinquedo. E assim a roda generosa funcionava.

Na minha família sempre houve isso. Minha mãe e minha tia Jô sempre trocaram heranças das crianças. Minhas roupinhas, berço e coisas de bebê rolaram por muitos primos, voltavam para meus irmãos e foram guardadas para mim, tanto que algumas coisas eu recebi de volta quando casei, para usar com meus filhos. Dei roupas do Giorgio quando minha cunhada engravidou da minha afilhada e usamos botões e apliques de flores para as roupas azuis ficaram mais de menina. E o C.J. usa muitas coisas dos meninos, com muito carinho minha irmã perpetua esta tradição.

Infelizmente, nem toda família convive bem com esta relação de herança. Algumas pessoas eventualmente se ofendem, achando que estamos fazendo isso por piedade, por achar que precisam. Como na família de minha mãe isso sempre foi parte da relação amorosa – se minha tia precisa de uma mesa por uns tempos, por exemplo, ela ainda empresta e devolve depois para minha mãe, na boa, sem dramas – eu convivo com isso de forma leve e afetuosa.

E em sua família, as heranças são trocas gostosas e o reaproveitamento de objetos traz à tona boas lembranças também?

Flickr entre os melhores sites na Time

Postado em Família, Geek no dia 27/08/2009

flickr_logo

Eu sou fã do Flickr e quem lê o blog está até cansado de ouvir falar dele (modero e participo de comunidades lá). Além de rede social, é um site de postagem e compartilhamento de fotografias que nos permite conhecer coisas fantásticas do mundo todo, algumas muito modernas, outras muito antigas, fashion ou bucólicas. Bem, meu querido Flickr foi escolhido como a melhor página eletrônica de 2009 pela revista “Time” – numa lista de 50 melhores portais da internet, na qual também estão Delicious (o marcador que já foi um sucesso e hoje anda em desuso) e Twitter (sucesso do momento e que tem interface bem legal com o Flickr).

Segundo a Time:

“Os computadores não administram as imagens com a mesma facilidade com a qual analisam textos ou números. O Flickr foi o primeiro site a resolver esse problema com algo chamado etiquetagem coletiva”.

Fundado em 2004, já dentro do paradigma dos mecanismos de busca, das redes sociais e do especialista amador que fazem a web 2.0 ser tão encantadora e fantástica – lá eu posto fotos e tenho a mesma visibilidade (não o mesmo sucesso, claro!) que fotógrafos de verdade! – o Flickr nos dá oportunidades ótimas de conhecer um novo mundo. Um mundo feito de detalhes, de paisagens novas, visões inusitadas, de um cotidiano que será um dia a história da vida privada do início do século XXI.

E o que você pode fazer por lá? Além de encontrar amigos, compartilhar fotos com segurança (eu e @blogdati sempre vemos fotos dos sobrinhos por lá, onde eu também acompanho as pequenas ítalo-suíças da @glaullini, do filho da @graflor crescendo na Inglaterra e dos lindos da minha querida Anna Oja no Colorado), é possível descobrir tesouros como a foto abaixo, da Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian. E ser contato de bibliotecas, museus e centros culturais ao redor do mundo, sendo avisado em tempo real de suas atualizações em fotografia não é mesmo um privilégio?

Alfama, Lisboa, Portugal por Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian.

Fotógrafo: Estúdio Horácio Novais. Fotografia sem data. Produzida durante a actividade do Estúdio Horácio Novais, 1930-1980.

São fotos modernas como as do Brooklyn Museum ou antigas como as da Library of Congress e da Bibliothèque de Toulouse. E você pode contribuir ativamente quando etiqueta (coloca a “tag”) na sua foto e compartilha-a em grupos da sua cidade (sou do ClickSP – São Paulo – Sampa – SP, Amo a Mooca, Parques de Curitiba e Flickr Tokyo Photo Session).

E se você tem fotos antigas, uma dica que eu descobri há pouco: tem uma nova função em câmeras e celulares que permite praticamente escanear imagens e textos. Eu já fazia isso de forma bem rudimentar com minha câmera antiga (porque escanear foto demora e às vezes nem dá pra tirar da moldura como é o caso das que postei aqui) e no Samsung Jét descobri que a função texto faz os contrastes perfeitos para manter a qualidade da imagem sem que fique escuro nem tenha reflexos de flash.

[Curitiba] fotos antigas por você.

Meu irmão Herman com menos de um aninho. Minha mãe ama este poster!

P.S. Ah, os grupos que eu criei lá: Aventuras Gastronômicas, Tube Lovers, Todos os cães são lindos, Super Mario Bros e Dirty is good – Porque se sujar faz bem.

Nova lei da adoção

Postado em Família, Mãe com filhos no dia 03/08/2009

Mesmo me arriscando a tratar do tema antes de assentar a poeira, quero registrar aqui as novidades que a Nova Lei da Adoção trouxe.
Este tema me é caro – como já contei aqui – e como acompanho com atenção as notícias na área, assisti na semana passada a um especial na Globo News e hoje li uma matéria no G1 com um infográfico sobre o tema.

A lei, sancionada pelo presidente ontem, entra em vigor daqui a 90 dias.  Ela trouxe algumas novidades positivas:

  • crianças e adolescentes não devem ficar mais do que dois anos nos abrigos de proteção, salvo alguma recomendação expressa da Justiça
  • aliás, as instituições devem mandar relatórios semestrais para a autoridade judicial informando as condições de adoção ou de retorno à família dos menores sob sua tutela
  • maiores de 18 anos, independente do estado civil, podem adotar uma criança ou um adolescente – única restrição é que o adotante tenha pelo menos 16 anos a mais que o adotado
  • na adoção por casais, eles precisam ser legalmente casados ou manter união civil estável reconhecida pela autoridade judicial – e aqui, infelizmente, se perpetuou a proibição da adoção para casais do mesmo sexo! (sim, eles vão continuar adotando como solteiros, numa hipocrisia triste)
  • há promessa da criação de cadastros nacional e estadual de crianças e adolescentes em condições de serem adotados e de pessoas ou casais habilitados para adoção
  • na teoria, haverá preparação prévia dos futuros pais e o acompanhamento familiar pós-acolhimento da criança ou adolescente
  • a boa notícia é que agora o juiz deverá considerar o conceito de “família extensa” para dar preferência a adoção dentro da família, mesmo não sendo os parentes diretos da criança ou do adolescente – tios, primos e parentes próximos, mas não diretos, têm preferência sobre o cadastro nacional e estadual de adoção
  • no caso de adoções internacionais, há novas exigências como o estágio de convivência que deverá ser cumprido dentro do território nacional por, no mínimo, 30 dias – e, de acordo com a Convenção de Haia para a adoção internacional, ela perde força porque a preferência será dada para adotantes nacionais  ou a brasileiros residentes no exterior
  • finalmente as duas novidades que me pareceram mais humanas:
  1. crianças maiores de 12 anos poderão opinar sobre o processo de adoção e o juiz deve colher seus depoimentos e levá-los em conta na hora de decidir
  2. os irmãos devem ser adotados por uma única família, exceto em casos especiais que serão analisados pela Justiça – isso pode dificultar ou ajudar, mas me parece bom de qualquer forma considerar a família como um elemento crucial!

Azaleias para o Dia das Avós

Postado em Família no dia 26/07/2009

azaleias para o dia das avos vovo unica e insubstituivel http://www.samshiraishi.com/vovo-unica-e-insubstituivel/

Na espera do AnimaMundi ontem, no Memorial da América Latina, descobrimos flores singelas que sobreviveram às chuvas de sexta e sábado em Sampa. E as azaléias me lembraram muito minha Batian (avó) Matsuno que gostava muito destas flores que lembravam sua terra, Niigata (Japão). O destino fez com que eu morasse num bairro em Toyohashi que se chamava Tsutsujigaoka (algo como a Colina das Azaleias).

Fica a homenagem às minhas avós (de quem me despedi há mais de duas décadas) e para as avós de meus filhos – a quem eu prestei homenagens em Vovó única e insubstituível.

azaleias para o dia das avos vovo unica e insubstituivel http://www.samshiraishi.com/vovo-unica-e-insubstituivel/

Como é bom ser forasteira…

Postado em Família no dia 21/06/2009

… e ainda passear e tirar fotos em Sampa com olhar de turista!

Como é bom ser forasteira... por você.

(na Av. Paulista depois de um almoço em família no Bovinu’s)

As doações e os sonhos de consumo realizáveis

Postado em Casa e decoração, Família no dia 31/05/2009

Creio que motivados pela Casa Cor 2009 – ou pelo vazio da sala de estar depois que doei alguns móveis para as Casas André Luiz – ontem saímos em busca de uma mesa de centro. Não sou de acumular móveis, Gui tampouco tem este hábito, por isso estamos sempre trocando, mudando, variando… encontramos duas mesas de linhas bem retas, design clean e cobertura epoxi branca. Serão boas para usar o notebook, jogar jogos de tabuleiro, comer pizza vendo filme, enfim, o básico de uma família com filhos pequenos como nós – são duas porque a sala é toda de estar, a mesa de jantar com cristaleira que herdei da vovó fica na cozinha, como condiz a uma família que cozinha por prazer. ;)

Enfim, de todos os sonhos de consumo, uns realizáveis, outros não, a mesa para jogar o War Império Romano com organização é dos mais fáceis, não? E algumas pessoas, como o Giorgio, precisam apenas de almofadas no chão para sentir que a sala virou um taxi! Diante disso, como eu posso querer mais?

sabadfo-043

convite de filho para passear no seu taxi em plena sala de casa... dá para dizer não a este taxista?

P.S. Não é a primeira vez que eu faço doações à Casa André Luiz. Eles aceitam objetos em boas condições que depois são vendidos em feiras e têm a renda revertida para a instituição, que atende pacientes (menores portadores de deficiência mental em regime de internato) e suas famílias. Se você tem móveis, utensílios domésticos, CDs, DVDs, livros, roupas, calçados, materiais para reciclagem e quer doar, pode ligar para 0800 773 4066 e eles buscam na sua casa.

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