Categoria: Campus Party

Uma mudança na forma como adquirimos, repassamos e nos empoderamos do conhecimento #educaparty

Postado em Campus Party, Cultura Web 2.0, Famílias interativas, Mãe com filhos, todos pela educação no dia 09/02/2012

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Uma mudança na forma como adquirimos, repassamos e nos empoderamos do conhecimento é o que a tecnologia traz à educação.

Os professores e pais estão prontos para esta relação mais igualitária com as crianças?

O debate no qual estarei hoje me faz rever estes conceitos. Siga no streaming da Campus Party ou no #educaparty.

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Educação, Tecnologia e… Familia! #educaparty

Postado em Campus Party, Cultura Web 2.0, Mãe com filhos, todos pela educação no dia 08/02/2012

Lembram que comentei que estaria na área de Mídias Sociais da Campus Party 2012 para concluir o debate que o apagão do ano passado gorou? Nesta quinta, a partir das 9h30, o tema será A educação vai se reeducar? Alunos x Professores – Academia x Mercado e a forma como a internet facilitou o acesso à informação e as redes facilitaram a troca de conhecimento. Uma discussão sobre as medidas que estão sendo adotadas por professores e instituições para acompanhar essas mudanças na qual estarei com Priscila Gonsales (@prigon), Luiz Algarra (@lalgarra), Maurício Curi (@mauriciocuri) e Mila Gonçalves (@miladatgon).

Este debate acontece na área fechada e exclusiva para campuseiros (os previamente inscritos no evento), mas você pode acompanhar ao vivo no streaming aqui http://live.campus-party.org/live/load/id/5.

E algumas atividades também ligadas à educação estão acontecendo no #EducaParty hoje:

  • 15h – ProjetoOCA compartilhando vivências sobre o “Uso das tecnologias na educação de jovens em comunidades”. Este trabalho é super interessante. E se você já quer conhecer um pouco deste Projeto pode acessar o blog.
  • 15h30 – Diário da Colônia que desenvolve Oficinas com presidiários do semi-aberto do Parada Neto em Guarulhos. Incrível este trabalho. É cidadania pura!
  • 16h Desconferência abordando as experiências relatadas sobre educação transformadora e cidadania, além dos tópicos sugeridos pelos inscritos sobre TICs na Educação, Educação nas Nuvens, Redes Sociais na escola e muito mais.

Você não tem convites? Mesmo assim vale a pena ir lá se você tiver condições de ir. O Cubo de Conteúdo que é na área aberta (e tem ar condicionado, risos!) e nos stands várias marcas oferecem oportunidade de conhecimento e entretenimento digital. E para os ligados à educação que não conseguiram comprar o ingresso, mas que se programaram para participar do EducaCamp, a equipe promete um encontro similar na parte de fora aonde estão os expositores do Campus a partir das 18 horas.

E para quem não entende a “utilidade” da Campus Party, duas dicas desta quarta #cpbr5

Postado em Campus Party, Cultura Web 2.0 no dia 08/02/2012

Quando conto que anualmente me organizo para poder aproveitar um mínimo da agenda da Campus Party, este evento fantástico que reúne pessoas inovadoras ligadas ao universo da tecnologia, algumas (muitas?) pessoas não me entendem. Mas a verdade é que a cada ano a curadoria de conteúdo deste evento brasileiro é mais plural e temas “menos nerds” e mais palpáveis para quem é usuário final de tecnologia (quase todos nós, não é mesmo?) e menos ligado ao universo dos programadores geeks estão presentes nos debates e palestras.

Exemplos são alguns dos temas desta quarta que, vejam que maravilha, estarão disponíveis por streaming (transmissão ao vivo pela web) gratuitamente neste link do Palco Principal http://live.campus-party.org/live/load/id/1. Se você quiser acompanhar, basta entrar no site na hora certa, colocar seu foninho de ouvido e aproveitar para descobrir novos mundos neste universo digital que nos une.

Às 13h tem Dave Haynes, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da SoundCloud (sobre a qual vale ler aqui), a principal plataforma de audio que permite a qualquer pessoa capturar, registrar e compartilhar seus sons através da web. Com a experiência de uma década na indústria musical, Dave trabalha atualmente na vanguarda das tendências da música digital, sendo responsável pelos mundialmente conhecidos OpenMusicMedia e Music Hack Day. Trata-se de um dos jovens empresários de música mais importantes do Reino Unido e é um palestrante frequente em vários eventos de TEDxCardiff para o SXSW.

Este horário é muito ruim para você? Que tal às 19h?  No começo da noite o artista visual e compositor britânico Neil Harbisson vai falar sobre a fundação (Cyborg Foundation) que criou em 2010 para ajudar os seres humanos a se tornam ciborgues e defender seus direitos. Em 2004 ele se tornou a primeira pessoa reconhecida como um ciborgue por um governo. Harbisson possui acromatopsia, que é uma condição visual que o obriga a ver o mundo em preto e branco desde seu nascimento. Desde seus 20 anos tem instalado um olho eletrônico na cabeça chamada eyeborg, permitindo que reconheça as cores.

Viram só? O futuro sobre o qual a gente lia ou ouvia falar (quem não lembrou do Homem de 6 milhões de dólares ou de Blade Runner?) já chegou e a gente fica sabendo detalhes do jeito como ele está acontecendo, em tempo real, em eventos como a Campus Party. Não fique de fora, aproveite, veja, leia, opine e compartilhe isso tudo!

:-)

P.S. Para os mais politizados, recomendo também a mesa Cyberativismo político: separando o joio do trigo que acontece hoje, às 14h30h. Discutindo se todas as notícias que imputam falhas de sistemas e a invasões hackers estão certas, a mesa vai debater contra o que, exatamente, se está protestando. Para começarmos a entender o que está em jogo e o que não aparece na mídia sobre essas ações de “hackers”. No canal Inovação, com streaming aqui http://live.campus-party.org/live/load/id/2.

[update] Post com tema correlato que recomendo: Cibridismo ou ciberhibridismo – você está nessa era, sobre os  novos conceitos como ubiquidade (estar sempre conectados) e ciberhibridismo(Cyber + Híbrido – nosso corpo biológico integrado nas plataformas digitais).

OMG, minha mãe tá na internet!

Postado em Campus Party, Cultura Web 2.0, Famílias interativas, Mãe com filhos no dia 07/02/2012

Começa oficialmente  na segunda – e na prática na terça, 07/02 – a quinta edição da maior festa geek do Brasil, evento que eu chamo de “congresso” da minha nova profissão porque reune o que há de melhor no capital humano das novas mídias.

Falei minha profissão? Pois acho que está se tornando mais do que minha!

Além da surpresa que tive nesta segunda ao me deparar com a cobertura animada que a Folha de S. Paulo (tradicional jornal brasileiro, que se rende à internet, mas não era tão “novas mídias” assim), nesta edição do evento do qual participei como debatedora ou moderadora desde 2009, eu estarei compondo uma mesa com meu filho de 11 anos.

O tema me levou a algumas piadas porque, aqui em casa, seria “socorro, meu filho está na internet”, mas traz em si o debate da troca intergeracional que as redes sociais trazem e que eu creio (e grito aos 4 ventos há anos) que é a grande chance de aprendizado colaborativo da web.

Então que tal aproveitar e conferir um pouco da Campus Party? Nosso debate será na área aberta e não exige convite ou credencial! Basta chegar lá um pouco antes (o debate começa as 17h, legal chegar umas 16h para dar uma volta e ainda conseguir lugar no Cubo de Conteúdo).

Nos vemos lá? Olha só como vai ser interessante!

OMG, MINHA MÃE TÁ NA INTERNET!

Pode ser pra repassar powerpoint de gatinhos, ficar nas redes sociais, jogar games ou baixar padronagens de tricô…. do mocinho à vovó, todo mundo está usando a internet! Mas o que acontece quando você começa a cruzar sua mãe nas redes sociais ou sua vó comenta coisas fofas no seu blog? Com mediação de Flavia Penido (advogada e autora do blog LadyRasta), a blogueira Sam Shirashi levará seu filho Enzo (de 11 anos, autor do blog Verparacrescer.com.br) e, ao lado de Mafê Bastos (produtora musical), sua filha Estela Mello e sua mãe Mariliana Pieroni, vão conversar sobre como é conviver com a família na web. Quer compartilhar algum caso engraçado que rolou com você? Mande pra gente via tuiter com a hashtag #cubovivo.

E para quem não puder ir, tem streaming gratuito aqui http://cubodeconteudo.com.br

Na Campus Party 2010, Sam Shiraishi (@samegui) e os meninos @enzobuzz e @giorgio_bros sendo entrevistados na TV Cultura pouco antes de criarem o blog Ver para crescer

Na Campus Party 2010, eu e meus filhos @enzobuzz e @giorgio_bros sendo entrevistados na TV Cultura pouco antes de criarem o blog Ver para crescer. Lá se vão dois anos e muito aprendizado sobre o uso de redes sociais em família! E foi neste ano que moderei o painel no qual Mafê e sua filha Vitória estavam!

P.S. Este assunto estará em outro debate do qual também participarei com meu filho (vejam só!), no evento ligado ao Dia Mundial da Internet Segura. Neste ano, o tema da campanha mundial destaca a importância do aprendizado inter-geracional para uma navegação seguraSe o assunto for do seu interesse, veja aqui como apoiar e como participar dos eventos como o debate no qual estaremos na sexta, dia 10, de 9h30 às 12h, no Auditório da Procuradoria Regional da República 3º Região de 9h30 às 12h (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 202).

[update] O video está disponível aqui http://cubodeconteudo.com.br/VideosAnteriores/Detalhes/10 [/update]

Educaparty – vamos começar a planejar as “desconferências” de 2012?

Postado em Campus Party, todos pela educação no dia 26/12/2011
“Sabe o que Educaparty?! A Fundação Telefônica oferece, na 5ª edição da Campus Party Brasil, uma área especial focada na aprendizagem com novas tecnologias.
O EducaParty é, portanto, o espaço perfeito para que educadores conectados compartilhem suas experiências profissionais. Um total de 250 pessoas, entre professores de escolas públicas, ONGs e universidades, irão ao Anhembi entre os dias 7 e 10 de fevereiro para participar de atividades especiais.
Das diversas atividades planejadas, estão oficinas sobre o uso de ferramentas na web e nos celulares, visita guiada e debates com especialistas. A ideia é encontrar e sugerir à sociedade soluções de métodos que possam alinhar a evolução das plataformas digitais com um modelo de educação atualizado e atraente.”
EducaRede Brasil

Na área de Mídias Sociais eu Luiz Algarra e Priscila Gonsales vamos debater Educação e Tecnologia, fazendo enfim o debate que ficou em stand by pela falta de luz em 2011.

(risos)

Sempre acho interessante poder conversar com especialistas, ainda mais num evento assim e podendo falar como mãe e blogueira, sem maiores títulos, sabe? Representar o “cidadão 2.0″ é uma honra e me deixa bem feliz. E, a partir deste convite, é partir para os eventos informais e paralelos, as “desconferências” de nicho que sempre criamos para fazer o grande encontro da Campus Party valer a pena.

E você, está planejando sua ida?

Vamos começar já a combinar as desconferências e conversas que criaremos em paralelo à programação oficial!

Campus Party - fotos de @angelaernesto #cpbr4-146

Em 2011 com @vivianevivis @anamariacoelho @ctlongo @glauciananunes @maternidadeles e @doduti

No ano passado fizemos duas – Blog materno é Baby Brother e Como as redes sociais podem ajudar em catástrofes (e falávamos das chuvas no Rio e PE, nem tinha acontecido ainda o terremoto do Japão – e em outras edições tratamos de temas que não estavam ainda na agenda oficial, como Literatura e Redes Sociais, debatendo antes da chegada do iPad e tablets ao Brasil a leitura em meios eletrônicos e o futuro das publicações no papel.

Em 2010, @deniserangel @livroparavoar @gnsbrasil @cybelemeyer @maitelemos @alessandro_m @tebenas @lenteaberta @ladyrasta @olivreiro.

Vamos pensar em tendências para este ano? O que você sugere?
;-)

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Para os educadores:

“@cybelemeyer: Educadores se preparem pois o #EduCP2012 está chegando http://t.co/GYpXo4Pd #CP2012 #educacao”

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Vamos para Campus Party Valência? #cp15aniversario

Postado em Campus Party, Cultura Web 2.0, Geek no dia 30/03/2011

“Há 15 anos, Paco Ragageles e Belinda Galiano tiveram uma ideia: criar, na Espanha, um evento onde os participantes poderiam compartilhar sua paixão pela tecnologia e suas inquietudes frente a este universo em expansão.”

Se você, como eu, é daqueles entusiastas da Campus Party, de encontros e adora uma viagem para descobrir novas nuances culturais, não pode ficar de fora desta:

Em 2011, a Campus Party completa 15 anos de existência desde a sua criação, na Espanha. Para comemorar esta data, convida todos os campuseiros para que participem de um concurso cultural através do qual poderão  concorrer a uma entrada, com todas as despesas de viagem pagas, para acompanhar ao vivo a Campus Party Valência 2011, que acontecerá entre os dias 11 e 17 de julho deste ano.

A ideia é muito simples: todos devem seguir, no Twitter, a @pacoragageles e @belindagaliano, os fundadores do evento. Neste momento, eles estão fornecendo pistas e, a partir delas, os participantes terão acesso a um site especial onde poderão fazer parte da promoção. Todos os detalhes do concurso estão lá no blog!

Os requisitos para participar são:

  • Ter a partir de 18 anos
  • Possuir um documento de identidade válido
  • Ter um passaporte em dia

P.S. A hashtag para acompanhar o concurso pelo Twitter é a #cp15aniversario.

Blog materno é Baby Brother?

Postado em Campus Party, Famílias interativas, Mãe com filhos no dia 30/01/2011

Campus Party - fotos de @angelaernesto #cpbr4-148

Campus Party - fotos de @angelaernesto #cpbr4-146

A pergunta parece estranha para quem nunca entrou num blog de mãe de bebê até uns 18 meses, mas quem tem alguém próximo com bebê e blog, sabe exatamente do que estou falando. Eu não estou criticando, na verdade pouco emito opinião sobre o tema porque considero que blog pessoal é um diário e tem que ser um espaço de liberdade. Mas “especialistas” (detesto esta expressão tão em voga ultimamente) criticam a exposição da intimidade familiar e os primeiros “tudo” da criança, definindo este modismo “Baby Brother” como algo que pode prejudicar a definição dos valores e da formação infantil.

“A criança vai crescer possivelmente achando que é bom expor a própria intimidade, porque ela dá valor ao que os pais valorizam”, afirma Luciene Paulino Tognetta, pedagoga e pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral da Unicamp e da Unesp.

Tenho muitas dúvidas sobre isso. Como acontece com outras ferramentas, não é o espaço de exposição que faz mal e sim a forma como lidamos com a vitrine virtual que pode prejudicar ou ajudar. Eu escrevo profissionalmente como mãe desde 2006 e não usei, jamais, situações íntimas ou constrangedoras dos meus filhos para ganhar simpatia, atrair comentaristas ou causar polêmica. Uso sim as situações vividas com (ou por) eles como ponto de partida para reflexões pessoais e, por que não, coletivas. Aprendo muito ao abrir espaço para pensar coletivamente como as situações vividas por meus filhos podem ser significantes para a concretização de uma mudança que vemos acontecer na sociedade, mas nem sempre conseguimos entender para onde vai.

Foi com estas ideias em mente que cheguei à desconferência de blogs maternos “Baby Brother” que realizamos no último dia da Campus Party. A ideia, que surgiu de conversas com @alinekelly @smiletic @anamariacoelho, se tornou uma necessidade de ampliar o debate em torno do tema, chamando mães que estão ligadas à maternidade e de alguma forma expõem (ou não!) seus filhotes ou sua imagem como mãe na internet.

Campus Party - fotos de @angelaernesto #cpbr4-150

Da troca surgiu muita coisa boa, difícil de concentrar aqui, mas vale citar que debatemos a presença do pai, a sobrecarga da mãe, a forma como os filhos lidam com as imagens (fotos e vídeos) nas novas mídias (redes sociais como orkut, facebook, twitter, youtube, flickr) e acima de tudo sobre a importância que a troca de ideias – e até de confidências – neste espaço virtual é importante para as mães atuais. É na internet que nós conseguimos nos sentir “normais” ou “menos anormais”, dizem em uníssono as mães, porque aqui achamos outras pessoas passando pelas mesmas situações – achamos também críticos, como os que apedrejaram as mães na reportagem da Folha, mas o fato é que nos sentimos parte do todo neste universo onde nem sempre as pessoas falam de filhos.

Na geração de nossos pais quase todo mundo tinha alguma relação com crianças – as famílias ainda moravam muito próximas, quase todos os casais tinham filhos, não raro tios e tias solteiros ainda moravam perto dos rebentos da família e tinham intimidade com os assuntos familiares. Hoje, apesar de tanta informação e da consolidação da presença do homem numa paternidade ativa, as mulheres não raro se sentem solitárias quando se tornam mães. Não há mais quem “acampe” na casa durante a “dieta”, enchendo de cuidados a mãe e o bebê, não tantos amigos com filhos com quem conversar e trocar informações, não há mais a avó aposentada com tempo para ajudar em tudo. E o que nos resta, muitas vezes, é a internet que nos une de forma indelével.

Se for também assim para você, conte abaixo, nos comentários, como a internet tem lhe ajudado a viver melhor a maternidade – e pode opinar sobre o Baby Brother, a exposição dos filhos na internet também.

Campus Party - fotos de @angelaernesto #cpbr4-153

Campus Party - fotos de @angelaernesto #cpbr4-151

PS: Meus agradecimentos pela presença “física” dos queridos @anamariacoelho @smiletic @vivianevivis @ glauciananunes @redemulheremae @maternidadedeles @deniserangel @doduti @criancaeconsumo @gnsbrasil @vanerodrigues @lidifaria. E a participação online de @deborasebriam @universomaterno @gra_flor @designerLu  @1001roteirinhos.

Como você acha que a Campus Party repercute o crescimento do mercado de redes sociais aqui no Brasil?

Postado em Campus Party, Carreira e dinheiro no dia 24/01/2011

Até gostaria de prometer que é meu último post sobre a Campus Party 2011, mas quem eu enganaria? Nem a você, muito menos a mim mesma! O evento geek, sobre o qual todo mundo viu algo na TV, leu nos jornais ou nas revistas, sempre muda um pouco… do mercado. Apesar de ser apresentada apenas como uma festa geek, a verdade que já descobrimos desde a segunda edição do evento, em 2009, é que a Campus Party é um celeiro de boas ideias e de bons idealizadores e executores destas inovações (das quais o mercado precisa tanto e sempre!).

Logo no primeiro dia do evento respondi a uma pergunta de Tiago Cordeiro (@tcordeiro), jornalista que cobriu a Campus Party para a TV1, sobre o que como eu acho que a #cpbr repercute no crescimento do mercado de redes sociais no Brasil. Minha resposta foi direta:

Considero que repercute inexoravelmente, mas não como os blogueiros esperam ou imaginam. Ouvi alguns dizerem “fechei negócios”, “apresentei meu media kit X vezes”, mas o valor da Campus Party para o mercado passa longe disso. É a chance de, olho no olho, cartão de visitas na mão e conversas sussurradas (forçadas pelo barulho do evento), podermos fazer contatos com hubs sociais de diversas áreas deste mercado novo que ainda estão distantes entre si, é a oportunidade de criar uma liga e concretizar um amálgama sobre o qual estamos construindo o universo profissional das novas mídias. Desta troca de conhecimento tão humana e tão antiga, saem as premissas e se concretizam as possibilidades inovadoras e criativas que se antevê ao se falar em novas mídias.

Eis que ao longo da semana este tema foi a tônica de conversas com muitos outros players (não só stakeholders, os formadores de opinião, mas de empresários e profissionais que atuam nos negócios das novas mídias) e a conclusão era sempre positiva, animadora, estimulante para nós que apostamos neste mercado novo quando pouca gente se atrevia a entrar nele.

Ao ver uma reportagem sobre os negócios bem sucedidos na web, com Marco Gomes (@marcogomes do @booboxbr) em reportagem da IstoÉ Dinheiro parece fácil e natural decidir” entrar neste mercado em  ascenção. Mas quando nós optamos por este salto, foi um “leap of faith”, um salto no escuro e uma condição que exigia muito da nossa fé no que antevíamos nos nossos pares (os early adopters de social media como nós) e que acreditávamos seria replicável em termos de interesse (e paixão) quando alcançasse o grande público.

E foi! Prova disso é uma empresa que nasceu do projeto instantâneo de um encurtador de urls para Twitter na Campus Party 2009 (por @jonnyken, que preferiu empreender sozinho no Migre.Me com ele) se tornar hoje uma empresa com muitos produtos para social media, inclusive o “mensurador” de menções que tanto encanta as marcas. A história da Boo-Box, que já está na grande mídia há tempos, aponta o mesmo caminho de outros empreendedores da nova web: com investimentos externos encontra-se força para começar e caminhar. Em 2010 a Intel Capital injetou um valor não revelado na Boo-Box, empresa que nasceu de uma ferramenta que permitisse veicular publicidade em blogs.

Mas será que ter um investidor-anjo é a única alternativa para quem quer empreender na web? Acredito sinceramente que não, mas entendo o mercado como um espaço no qual, mais até do que em outros, há necessidade de colaboração coletiva. Nas novas mídias, por sua característica 2.0 (em que a “conversa vai-e-volta”), se faz imprescindível ser capaz de compartilhar, valorizar colaboradores e parceiros e agir com generosidade e correção. Tendo ou não aportes financeiros externos, quem não se adequar a esta nova regra que deixa para trás o famoso jeitinho brasileiro e a “lei de Gerson” não terá muita chance e será esquecido no mercado. E esta mudança de pararadigma, mais do que a possibilidade de injeção de dinheiro estrangeiro nos novos negócios, me parece ser o maior ganho que todos temos com os negócios decorrentes da Campus Party.

E você, como vê este mercado? Conte aí, este papo é daqueles que só começou – e não tem a menor graça sem que você participe. ;)

Aprendendo.com

Postado em Campus Party, todos pela educação no dia 20/01/2011

#cpbr4 visão do cubo da YouPix

Um dos espaços mais interessantes desta edição da Campus Party é o Cubo de Conteúdo, um “aquário” que, do centro da área aberta do evento, transmite debates colaborativos, bate-papos e talk shows ligados ao universo geek, mas não necessariamente nerd.

Ofertado pela Telefônica e com curadoria de conteúdo da YouPix, o Cubo é a chance de quem não está inscrito como “campuseiro” entrar no debate colaborativo daqui. E nesta noite, das 19h às 20h, eu estarei lá conversando com Luiz Algarra (Papagallis) e participação de Claudemir Viana (Rede Social Minha Terra/Fundação Telefônica) sobre o aprendizado na web.

A internet é um dos ambientes mais revolucionários no que se refere à criação colaborativa e conversação. Que tal papear sobre como os meios tecnológicos estão mudando a maneira como a gente busca e compartilha conhecimento?

Se estiver por aqui, passe por lá e participe. E não deixe de ficar para dar um oi e conversar no offline o que nós já conversamos por aqui online.

;)

#cpbr4 Eleições na web

Postado em Campus Party, Política e Cidadania no dia 20/01/2011

Na época das eleições um artigo da revista online Página 22 (da FVG), escrito por Renato Guimarães, fazia um bom panorama das eleições brasileiras em tempos de web 2.0. Contei sobre o artigo aqui, refletindo muito sobre o tema, sobre o qual opiniei com os curadores da Campus Party, @interney e @inagaki, cujas opinões podem ser lidas no texto completo, aqui.

E, apesar da eleição e da posse já terem acontecido, o assunto está vivo na conversa que acontece agora. Eleições na web será o tema do debate de quinta, 20/01, das 17h15 às 18h45.

As eleições de 2010 foram as primeiras em que foi possível utilizar as redes sociais. Como os candidatos fizeram uso desses recursos? O que funcionou e o que se provou um fracasso? Nesta mesa, profissionais falam das experiências de 2010 e o que podemos esperar para os próximos pleitos.

Participam:

  • Soninha Francine – Ex-VJ da MTV, apresentadora de TV, comentarista de futebol e coordenadora da campanha na internet de José Serra (PSDB).
  • Marcelo Branco – Coordenador da campanha na internet da presidente eleita Dilma Roussef (PT), ex-diretor geral da Campus Party Brasil.
  • Caio Túlio Costa – Jornalista, foi, no jornal Folha de S. Paulo, o primeiro ombudsman da imprensa brasileira. Coordenou a campanha na internet de Marina Slva (PV).
  • Fernando Barreto – Sócio-diretor da empresa WebCitizen e um dos criadores do Votenaweb, um site de engajamento cívico com reconhecimento internacional da ONU.
  • Marcelo Soares – É jornalista. Foi criador, junto com a MTV, do projeto “Tome conta do Brasil”, que enquanto esteve no ar, entre julho e novembro, acompanhou as eleições presidenciais.

As Redes sociais e a Convergência Midiática

Postado em Campus Party, TV no dia 19/01/2011
Primeiro prêmio de Cannes para novas mídias: Mil Casmurros #cpbr4

Foto do painel de abertura da #cpbr4 nesta terça, cena em que Luis Erlanger mostra com orgulho o primeiro prêmio de Cannes para novas mídias: Mil Casmurros. Exemplo de transmídia mostrado no painel Da Campus para a tela.

Este é um dos temas mais tratados por aqui e, confesso, dos que mais me atraem atualmente nas mídias sociais: a convergência midiática que ganhou impulso fenomenal com as redes sociais.

Você acha que passa ileso a esta forma de consumir cultura?
Veja minha situação? Sempre que posso eu me dou o prazer de assistir a novela das sete – agora Ti-ti-ti – mas este não raro ainda é horário de trabalho. Eu assisto tuitando – comentando no Twitter o que vejo e conversando com outras pessoas que eu sei que gostam e estão vendo na mesma hora. Da mesma forma eu tenho um grupo de amigas que surgiu do horário de ver o seriado House na TV – as quintas à noite – e nossa turma me faz sentir que estou numa sala com as amigas, curtindo o que temos em comum.

A convergência midiática fez com que as empresas de mídia criem ações para atender ao seu público e antever necessidades deles, cobrindo vários espaços e procurando, não raro, se relacionar com quem é fiel frequentador destes grupos e redes.

E para falar sobre como as mídias tradicionais incorporaram blogs, twitter, aplicativos e outros canais sociais no seu dia-a-dia, agora à tarde estarão reunidos na arena de social media pessoas envolvidas no processo:

  • Daniela Pereira – Gerente de Conteúdo Transmídia da Rede Globo, é responsável pela gestão do relacionamento da marca com a audiência no site, nas mídias sociais e na Central de Atendimento ao Telespectador (CAT).
  • Rafael Losso – Rafael Losso é coordenador de conteúdo do Portal MTV, onde trabalha desde 2002. Foi âncora, repórter e editor do Jornal da MTV, além de ter aprersentado programas como Banda Antes, Cliperama e Control Freak, etc.
  • Pedro Doria – Esteve entre os fundadores dos sites No. e NoMínimo, marcos na internet brasileira. Foi Knight Latin American Fellow na Universidade de Stanford e atualmente é editor-chefe de conteúdos digitais e colunista de tecnologia do jornal O Estado de São Paulo.
  • Rafael Sbarai – Mestre em Jornalismo Digital pela Faculdade Cásper Líbero, é editor do site da revista Veja e responsável por estratégias em redes sociais.
  • Pyr Marcondes – É jornalista, publicitário, consultor e autor de diversos livros. Lançou no Brasil em 2005 o Projeto internacional de Marcas Superbrands. É editor da revista Meio Digital, da Editora Meio & Mensagem, e diretor do Wave Festival.

E se você não está na Campus Party, pode ver pelo www.tv.campus-party.org

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