Uma mudança na forma como adquirimos, repassamos e nos empoderamos do conhecimento #educaparty
Postado em Campus Party, Cultura Web 2.0, Famílias interativas, Mãe com filhos, todos pela educação no dia 09/02/2012Uma mudança na forma como adquirimos, repassamos e nos empoderamos do conhecimento é o que a tecnologia traz à educação.
Os professores e pais estão prontos para esta relação mais igualitária com as crianças?
O debate no qual estarei hoje me faz rever estes conceitos. Siga no streaming da Campus Party ou no #educaparty.
Educação, Tecnologia e… Familia! #educaparty
Postado em Campus Party, Cultura Web 2.0, Mãe com filhos, todos pela educação no dia 08/02/2012Lembram que comentei que estaria na área de Mídias Sociais da Campus Party 2012 para concluir o debate que o apagão do ano passado gorou? Nesta quinta, a partir das 9h30, o tema será A educação vai se reeducar? Alunos x Professores – Academia x Mercado e a forma como a internet facilitou o acesso à informação e as redes facilitaram a troca de conhecimento. Uma discussão sobre as medidas que estão sendo adotadas por professores e instituições para acompanhar essas mudanças na qual estarei com Priscila Gonsales (@prigon), Luiz Algarra (@lalgarra), Maurício Curi (@mauriciocuri) e Mila Gonçalves (@miladatgon).
Este debate acontece na área fechada e exclusiva para campuseiros (os previamente inscritos no evento), mas você pode acompanhar ao vivo no streaming aqui http://live.campus-party.org/live/load/id/5.
E algumas atividades também ligadas à educação estão acontecendo no #EducaParty hoje:
- 15h – ProjetoOCA compartilhando vivências sobre o “Uso das tecnologias na educação de jovens em comunidades”. Este trabalho é super interessante. E se você já quer conhecer um pouco deste Projeto pode acessar o blog.
- 15h30 – Diário da Colônia que desenvolve Oficinas com presidiários do semi-aberto do Parada Neto em Guarulhos. Incrível este trabalho. É cidadania pura!
- 16h Desconferência abordando as experiências relatadas sobre educação transformadora e cidadania, além dos tópicos sugeridos pelos inscritos sobre TICs na Educação, Educação nas Nuvens, Redes Sociais na escola e muito mais.
Você não tem convites? Mesmo assim vale a pena ir lá se você tiver condições de ir. O Cubo de Conteúdo que é na área aberta (e tem ar condicionado, risos!) e nos stands várias marcas oferecem oportunidade de conhecimento e entretenimento digital. E para os ligados à educação que não conseguiram comprar o ingresso, mas que se programaram para participar do EducaCamp, a equipe promete um encontro similar na parte de fora aonde estão os expositores do Campus a partir das 18 horas.
E para quem não entende a “utilidade” da Campus Party, duas dicas desta quarta #cpbr5
Postado em Campus Party, Cultura Web 2.0 no dia 08/02/2012
Quando conto que anualmente me organizo para poder aproveitar um mínimo da agenda da Campus Party, este evento fantástico que reúne pessoas inovadoras ligadas ao universo da tecnologia, algumas (muitas?) pessoas não me entendem. Mas a verdade é que a cada ano a curadoria de conteúdo deste evento brasileiro é mais plural e temas “menos nerds” e mais palpáveis para quem é usuário final de tecnologia (quase todos nós, não é mesmo?) e menos ligado ao universo dos programadores geeks estão presentes nos debates e palestras.
Exemplos são alguns dos temas desta quarta que, vejam que maravilha, estarão disponíveis por streaming (transmissão ao vivo pela web) gratuitamente neste link do Palco Principal http://live.campus-party.org/live/load/id/1. Se você quiser acompanhar, basta entrar no site na hora certa, colocar seu foninho de ouvido e aproveitar para descobrir novos mundos neste universo digital que nos une.
Às 13h tem Dave Haynes, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da SoundCloud (sobre a qual vale ler aqui), a principal plataforma de audio que permite a qualquer pessoa capturar, registrar e compartilhar seus sons através da web. Com a experiência de uma década na indústria musical, Dave trabalha atualmente na vanguarda das tendências da música digital, sendo responsável pelos mundialmente conhecidos OpenMusicMedia e Music Hack Day. Trata-se de um dos jovens empresários de música mais importantes do Reino Unido e é um palestrante frequente em vários eventos de TEDxCardiff para o SXSW.
Este horário é muito ruim para você? Que tal às 19h? No começo da noite o artista visual e compositor britânico Neil Harbisson vai falar sobre a fundação (Cyborg Foundation) que criou em 2010 para ajudar os seres humanos a se tornam ciborgues e defender seus direitos. Em 2004 ele se tornou a primeira pessoa reconhecida como um ciborgue por um governo. Harbisson possui acromatopsia, que é uma condição visual que o obriga a ver o mundo em preto e branco desde seu nascimento. Desde seus 20 anos tem instalado um olho eletrônico na cabeça chamada eyeborg, permitindo que reconheça as cores.
Viram só? O futuro sobre o qual a gente lia ou ouvia falar (quem não lembrou do Homem de 6 milhões de dólares ou de Blade Runner?) já chegou e a gente fica sabendo detalhes do jeito como ele está acontecendo, em tempo real, em eventos como a Campus Party. Não fique de fora, aproveite, veja, leia, opine e compartilhe isso tudo!
P.S. Para os mais politizados, recomendo também a mesa Cyberativismo político: separando o joio do trigo que acontece hoje, às 14h30h. Discutindo se todas as notícias que imputam falhas de sistemas e a invasões hackers estão certas, a mesa vai debater contra o que, exatamente, se está protestando. Para começarmos a entender o que está em jogo e o que não aparece na mídia sobre essas ações de “hackers”. No canal Inovação, com streaming aqui http://live.campus-party.org/live/load/id/2.
[update] Post com tema correlato que recomendo: Cibridismo ou ciberhibridismo – você está nessa era, sobre os novos conceitos como ubiquidade (estar sempre conectados) e ciberhibridismo(Cyber + Híbrido – nosso corpo biológico integrado nas plataformas digitais).
OMG, minha mãe tá na internet!
Postado em Campus Party, Cultura Web 2.0, Famílias interativas, Mãe com filhos no dia 07/02/2012Começa oficialmente na segunda – e na prática na terça, 07/02 – a quinta edição da maior festa geek do Brasil, evento que eu chamo de “congresso” da minha nova profissão porque reune o que há de melhor no capital humano das novas mídias.
Falei minha profissão? Pois acho que está se tornando mais do que minha!
Além da surpresa que tive nesta segunda ao me deparar com a cobertura animada que a Folha de S. Paulo (tradicional jornal brasileiro, que se rende à internet, mas não era tão “novas mídias” assim), nesta edição do evento do qual participei como debatedora ou moderadora desde 2009, eu estarei compondo uma mesa com meu filho de 11 anos.
O tema me levou a algumas piadas porque, aqui em casa, seria “socorro, meu filho está na internet”, mas traz em si o debate da troca intergeracional que as redes sociais trazem e que eu creio (e grito aos 4 ventos há anos) que é a grande chance de aprendizado colaborativo da web.
Então que tal aproveitar e conferir um pouco da Campus Party? Nosso debate será na área aberta e não exige convite ou credencial! Basta chegar lá um pouco antes (o debate começa as 17h, legal chegar umas 16h para dar uma volta e ainda conseguir lugar no Cubo de Conteúdo).
Nos vemos lá? Olha só como vai ser interessante!
OMG, MINHA MÃE TÁ NA INTERNET!
Pode ser pra repassar powerpoint de gatinhos, ficar nas redes sociais, jogar games ou baixar padronagens de tricô…. do mocinho à vovó, todo mundo está usando a internet! Mas o que acontece quando você começa a cruzar sua mãe nas redes sociais ou sua vó comenta coisas fofas no seu blog? Com mediação de Flavia Penido (advogada e autora do blog LadyRasta), a blogueira Sam Shirashi levará seu filho Enzo (de 11 anos, autor do blog Verparacrescer.com.br) e, ao lado de Mafê Bastos (produtora musical), sua filha Estela Mello e sua mãe Mariliana Pieroni, vão conversar sobre como é conviver com a família na web. Quer compartilhar algum caso engraçado que rolou com você? Mande pra gente via tuiter com a hashtag #cubovivo.
E para quem não puder ir, tem streaming gratuito aqui http://cubodeconteudo.com.br

Na Campus Party 2010, eu e meus filhos @enzobuzz e @giorgio_bros sendo entrevistados na TV Cultura pouco antes de criarem o blog Ver para crescer. Lá se vão dois anos e muito aprendizado sobre o uso de redes sociais em família! E foi neste ano que moderei o painel no qual Mafê e sua filha Vitória estavam!
P.S. Este assunto estará em outro debate do qual também participarei com meu filho (vejam só!), no evento ligado ao Dia Mundial da Internet Segura. Neste ano, o tema da campanha mundial destaca a importância do aprendizado inter-geracional para uma navegação segura. Se o assunto for do seu interesse, veja aqui como apoiar e como participar dos eventos como o debate no qual estaremos na sexta, dia 10, de 9h30 às 12h, no Auditório da Procuradoria Regional da República 3º Região de 9h30 às 12h (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 202).
[update] O video está disponível aqui http://cubodeconteudo.com.br/VideosAnteriores/Detalhes/10 [/update]
Eu faço parte do movimento #BrasilSemVirus
Postado em Cultura Web 2.0 no dia 04/02/2012
Há alguns dias meus filhos me ligaram no trabalho porque receberam um envelope com meu nome que dizia “As fotos da festa ficaram ótimas!“. A ligação era para pedir autorização para abrir e ver o que era e eu, na confusão, achei que era um e-mail e proibi na hora!
Ao chegar lá para o almoço vi que era um envelope mesmo e ri muito ao abrir. A ação, um brinde à minha participação como voluntária do movimento #BrasilSemVirus, continha uma cartinha que simnulava a tela que aparece quando um bug trava o computador e dizia:
“Calma, não há motivos para se preocupar!
Mas, se este fosse um e-mail de verdade, você teria infectado seu computador.”
Por sorte eles são muito informados sobre os cuidados que devem ter com surpresas, entregas e novidades (online e offlline) e me ligaram. Mas e se fosse um e-mail e eles não me perguntassem antes de abrir? Quantos de nós, na correria ou na desatenção, já não clicou em e-mails e banners que não queria e não devia?
Na web estamos muito expostos e é preciso se cuidar!
Vamos voltar muito ao tema nos próximos meses, mas, por enquanto, deixo dois convites para vocês hoje: visitem o site Movimento Brasil Sem Vírus para saber como apoiar esta cruzada nacional para acabar com este problema que causa prejuizos para muita gente e, se você usa Twitter, partipe do Twittaço neste dia D.

Hoje, às 13h, o movimento terá o seu Dia D com um grande Twittaço no twitter e você poderá participar tuitando a seguinte frase:
“Eu faço parte do Movimento #brasilsemvirus www.brasilsemvirus.com.br“
No Twittaço, você poderá colocar seu link de voluntário para espalhar as vacinas para todos, sempre com a hashtag #brasilsemvirus.
Além do Twittaço, neste sábado, a partir das 10h, o Copan, maior edifício da América Latina e cartão-postal de São Paulo, será palco de uma imunização geral de computadores (são 1160 apartamentos, dois mil moradores e 580 computadores). Participe desta cruzada nacional para acabar com o título de país com uma das maiores taxas de computadores infectados do mundo. Uma internet livre de ataques é fundamental para o crescimento do país.
Ferramentas Digitais para o Jornalismo de Interesse Público
Postado em Cultura Web 2.0, midia social, midia tradicional no dia 02/02/2012
Em janeiro respondi perguntas para uma amiga que organiza um curso de jornalismo online para jovens no ICFJ (International Center for Journalists) chamado “Ferramentas Digitais para o Jornalismo de Interesse Público”. Gratuito, o curso é ministrado remotamente para jornalistas brasileiros de diferentes localidades do país e áreas de atuação.
O enfoque do programa é a apropriação crítica em torno das ferramentas digitais para a cobertura de temas de interesse público, que vão desde saneamento básico à educação e saúde. O programa inclui técnicas de busca refinada, mashups de mapas, processos de transparência, cartografias criativas, preparo de fotografias e vídeos para apostagem em sites e blogs, criação um blog/wiki e apropriação dos espaços públicos como mídia.
Acompanharei de perto porque o Bruno, estagiário daqui da Otagai Mídias Sociais, vai fazer o curso, mas pude também participar da preparação de parte do trabalho, passando minha visão do jornalismo em novas mídias na entrevista que publico aqui.
Ao final do curso, espera-se que cada um dos/as 15 jornalistas tenha produzido um relatório da experiência e um produto (site, blog, wiki, podcast, videocast), usando as habilidades aprendidas durante esse período. Quando este material estiver publicado, prometo, volto aqui e divulgo!
Por enquanto, que tal considerarem comigo os temas abaixo? Terá sido assim com seus blogs também? Qual o caminho certo? Será que existe uma fórmula?
Como uma pessoa que inicia um blog ou projeto digital agora pode cativar leitores?
Sendo verdadeira, escrevendo sobre o que entende, gosta, se interessa e que pode interessar pessoas parecidas com ele. Blog é conversa e funciona bem quando nós falamos com iguais ou com pessoas com interesses semelhantes aos nossos ou com alguma afinidade. Não adianta falar sobre moda como uma especialista sem ser, tampouco de fofocas do show bizz apenas copiando outras pessoas ou novidades de tecnologia copiadas de sites de notícias. Vale mais contar do bom uso que o blogueiro faz do que tem do que de novidades inatingíveis, não acham?
Existe uma fórmula para conquistar público alvo?
Afinidade e veracidade. Junto a estas duas qualidades, lembre-se sempre de valorizar a troca, a conversa, a honra de ter aquela pessoa (cada uma delas) ali, como leitor do seu blog. E não tenha receio de mudar um pouco a linha conforme este perfil de leitor mude – ou rever o projeto quando o leitor que vc quer não estiver alcançando.
É possível conciliar temas de interesse público com rentabilidade de um projeto?
Sim, creio que é possível, mas para isso é importante ter em mente que todo projeto demora para se estabelecer, há um tempo de semeadura e a colheita depende de continuar semeando e prospectando novos espaços. Muitas vezes o resultado não se dá diretamente via blog (por programas de afiliados como adsense ou por artigos patrocinados), mas o blog serve como vitrine de seu trabalho e outras áreas de atuação surgem em paralelo.
O que é mais importante: credibilidade ou regularidade?
Regularidade é importante para manter os bons relacionamentos ativos e funcionais. Se o leitor visita seu blog algumas vezes e não vê nada novo, ele logo “esquecerá” de passar por lá. É importante manter a regularidade das postagens (considero um mínimo ideal duas a três vezes por semana) e escrever com segurança do que se fala. Checar informações, verificar origem da notícia antes de replicar ou comentar, sempre citar fontes e lembrar de pedir autorização antes de citar pessoas ou publicar suas falas (sempre entre aspas) ou fotos e videos é fundamental.
Atualmente quais são as empresas que procuram agregar suas marcas a produção de conteúdo online? Como costuma acontecer a parceria com blogueiros?
Este universo é muito variado e, pelo que noto, segue ainda muito da mecânica que a publicidade e o jornalismo já tinham com os produtores de conteúdo antes da web. A aproximação que acontece por afinidade de conteúdo, numa ação quase natural, é a melhor.
Na volta às aulas, um post com apps para “mãetoristas”
Postado em Cultura Web 2.0 no dia 31/01/2012Numa segunda-feira (e como poderia ser outro dia?), toda correria volta à vida da gente. Acordar cedo, preparar todo mundo para sair, levar o filho para escola, seguir para reunião com cliente, voltar em tempo para pegar a saída da escola. Tudo cronometrado, sem qualquer chance de atraso, claro.
Acontece que, no meio disso tudo, alguns imprevistos acontecem e outros, vamos combinar, se repetem. Esquecer onde estacionou o carro é um dos mais comuns – já fiquei uma hora rodando num shopping que não conhecia direito até me acostumar a sempre fotografar o local de modo que sempre veja o entorno! Descobri que a app para iPhone Onde Parei tem esta opção da foto digital e também fixa um alfinete (risos) no local do mapa onde estamos. Usando a tecnlogia do Google Maps, ele nos encontra e, ao estacionar, podemos marcar a localizacão do carro.

E quando o problema chega antes, na hora de estacionar? Esta é uma das maiores dificuldades das cidades grandes e médias, não é mesmo? Eu evito deixar o carro na rua, já fiz os cálculos e para mim o custo de pequenos consertos (retrovisor, um risco lateral, lanterna quebrada) para os quais não compensa acionar o seguro não vale a pena, por isso sempre que tem um estacionamento perto eu prefiro deixar o carro lá (mas o local tem que ter uma boa seguradora também, hein!). Daí que a app Estacione me ajuda porque já vejo o que tem perto de onde eu vou e, como uso o Google Maps como GPS prioritário, acaba sendo uma dupla boa! O “acervo” do Estacione não é tão bom, mas dos gratuitos ainda é o que me pareceu mais prático.

E quando tudo deu certo no seu cronograma e no meio do caminho você percebe que está com pouco combustível e precisa abastecer? Para quem não vai em qualquer posto (eu não vou, ainda mais com as denúncias de combustível adulterado e bombas viciadas que “calculam” errado), a dica é a app Postos Brasil. É um guía de postos de combustíveis do Brasil que “encontra” (novamente, como nos outros dois, por Google Maps) os postos mais próximos e compara os preços e a qualidade dos serviços.

Viu quanta utilidade um bom celular pode ter? Só falta inventarem uma app que encontre a chave do carro dentro da bolsa, né?
(risos)
Este post faz parte da série “Mídias Sociais Para Sua Mãe!“, que você pode acompanhar aqui toda segunda-feira (ou terça, dependendo da correria desta mãe que vos escreve).
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Pra quê tanta #hashtag?
Postado em Cultura Web 2.0, Twitter no dia 22/01/2012Neste final de semana postei no Instagram, aquela rede social da qual sempre falo super bem e que é um espaço para os amantes da fotografia (por enquanto para usuários de iPhone, iPod, iPad), que estou aqui avaliando a possibilidade de deixar de seguir certo tipo de usuário nas redes sociais…
O tipo ao qual me referia, sugerindo um “Unfollow” (deixar de seguir), é o que usa mais de três hashtags nas fotos do Instagram ou nas mensagens de Twitter. Expliquei meu cansaço alegando que “hashtag supõe busca de quantidade de views e cliques e eu estou em busca de qualidade nos relacionamentos virtuais”, mas, depois, relendo os comentários, pensei que até valia a pena explicar um pouco deste universo tão nichado que fala de unfollow e hashtag como se fossem coisas palpáveis do cotidiano.
Vamos lá:
O que são tags e hashtags?
Tags (etiqueta, numa tradução bem simplificada) são palavras-chave relevantes ou termos associados a uma informação. No Twitter e redes sociais vinculadas a este microblog as hashtags são palavras-chave antecedidas pelo símbolo “#”, que designam o assunto o qual está se discutindo em tempo real. Estas hashtags viram hiperlinks dentro da rede e criam automativamente uma busca, que deixa o termo fácil para busca. Mesmo sem usar o Twitter você certamente já leu outros veículos de comunicação dizerem em suas notícias: “o assunto foi muito comentado hoje no Twitter”. Então, sabemos que algo “bombou na web” porque os mecanismos de busca como este nos mostram em tempo real que estão sendo comentados pelos usuários. Graças a esta ideia genial (a da hashtag que se transforma em busca a um simples clique), os usuários podem clicar nas hashtags ou buscá-las em mecanismos como o Google para ter acesso a todos que participaram da discussão.
As hashtags mais usadas no Twitter ficam agrupadas no menu Trending Topics, encontrado na barra lateral do microblog. Neste exato momento, enquanto eu escrevo o post, o tema em alta em São Paulo (podemos filtrar a hashtag por região), é o #pinheirinho e você pode ler as opiniões e notícias sobre a reintegracão de posse desta região ocupada no Vale do Paraíba aqui.
E qual a vantagem disso?
Os veículos podem saber que assunto é do interesse do leitor/ouvinte/telespectador e cada dia mais nós, usuários de novas mídias, pautamos os jornais na TV, rádio e imprensa. E nós podemos saber informações diferenciadas, de quem está lá ou conhece algo sob outro ângulo porque nesta busca encontramos outras opiniões além das oficiais. Serve para nos informarmos com mais isenção e pluraridade, mas também é útil para nos reunir para lazer com objetivos específicos (num show, final de campeonato, lançamento, etc) e, acima de tudo, nos permite aproximação com quem fala sobre o tema que nos interessa.
Fãs de uma banda, por exemplo, podem se encontrar usando termos de busca, assim como torcedores do mesmo time de futebol. Moradores do mesmo bairro podem trocar informações, da mesma forma que quem está no trânsito – aliás, é uma das melhores funções práticas de hashtag para mim, sempre indico coisas no #transitosp.
Mas se é tão legal, por que eu comecei o post reclamando?
Porque as pessoas perceberam que isso dava “ibope” e resolveram emplacar hashtags e buscar divulgação nos TT’s (trending topics, os assuntos mais comentados) e o que parecia normal para uma marca ou ação (no #servoluntariovaleapena, por exemplo, ficamos perto do TT e no #estudarvaleapena ficamos no TT por doze horas, o que é uma vitória), se tornou uma competição pessoal e uma busca por “curtir”.
E então, me explico: adoro os mecanismos, sou defensora de seu uso para marcas, mas para meu uso pessoal prefiro ter amigos e não fãs.
Sigo perfis públicos no Instagram que usam hashtags e estão entre os mais populares, mas prefiro usar a rede para ter contato com as pessoas e já fiz bons novos amigos por lá, comprovando que o relacionamento tem mais valor do que o volume. Nem contei, mas em novembro de 2011 fui convida para participar de uma exposição de instagramers em Campinas e tudo por conta destes relacionamentos. Por isso, embora eu não tenha nada contra a atitude de quem usa dezenas de hashtags para divulgar suas fotos, estou optando por seguir apenas quem “não abusa” e se contenta em apenas pontuar suas fotos com as hahstags básicas.
E aí, queridos, o post foi útil? Se foi, comente aí e deixe sua opinião sobre o tema. O melhor do blog é a conversa depois do post publicado!
Vendo TV pela internet sem pirataria
Postado em Cultura Web 2.0, TV no dia 21/01/2012
Em meio as discussões de direitos autorais e do uso da internet para transmissão de conteúdo, lembrei que eu não tinha escrito aqui sobre um produto que tem sido uma “mão na roda” para nós nestas férias chuvosas e que é uma alternativa à assinatura de TV a cabo ou um complemento para quem assina, pois é totalmente “móvel” e pode ser acessado por várias mídias.
Assinamos aqui o NetFlix há alguns meses, mas só nestas férias chuvosas é que estamos realmente aproveitando o acervo de filmes, séries e documentários que estão disponíveis neste sistema de “on-demand internet streaming media” (quem quiser me ajudar com a tradução deste conceito, por favor, se manifeste). Uma única assinatura (bem em conta, de cerca de 15 reais) permite que todos aqui tenham acesso simultâneo à estante virtual no computador (através do site) ou com aplicativos (gratuitos) nos nossos gadgets como Wii (na Wii Store), Tablet Android ou dispositivos da Apple (iPod, iPhone, iPad).

Parece propaganda, mas não é. Como quando contei que via as novelas fora de hora (e sem comercial) usando assinatura paga da Globo.com, minha intenção é trazer alternativas. Como consumidores podemos tomar a frente e mudar a forma como as marcas se relacionam com nossos horários e desejos de consumo de cultura e entretenimento, mas para isso devemos demonstrar que as alternativas (como esta, que nos atende onde estivermos e com preço razoável) são viáveis e comercialmente interessantes.
Continuar vendo os seriados e filmes baixando-os pela web, de sites como o (agora muito famoso) Megaupload, não nos levará ao mercado que desejamos. Então, que tal conhecer alguns serviços como o Netflix (que recomendo aqui porque tenho usado e prefiro porque não exige download, transmite pela internet) ou o Terra TV (que tem detalhes aqui) e Saraiva Digital (aluguel online de filmes no qual se faz download, uma alternativa)?
Nestas férias e com as crianças, vejo duas grandes vantagens neste tipo de assinatura em substituição à TV paga tradicional. A primeira é que eu vejo a assinatura e sei o que estão vendo (sim, o canal é aberto, mas eu configurei para ser avisada quando um programa começa a ser exibido e este aviso acontece em tempo real, imediatamente). A segunda é que não são expostos a comerciais e com isso me sinto mais tranquila sobre o apelo ao consumo que é imenso nos canais infantis.
E, por fim, podemos começar a ver algo num gadget (na TV da sala, via Wii, por exemplo) e continuamos, tranquilamente, do mesmo ponto, quando quisermos, pois fica em “stand by”, à espera do retorno e o faz em perfeita sincronia com a nova mídia. Quer um exemplo: saímos para jantar nesta semana e meu filho estava vendo um filme infantil em casa. Após o jantar, quando a conversa dos adultos se alongou na sobremesa e café, ele pegou o iPod, solicitou a senha do wifi pro garçom e silenciosamente voltou a ver o filme. Simples assim.
E você, tem usado alternativas assim? Compartilhe nos comentários!
Mídias Sociais para sua mãe! Como e de que maneira explorar redes sociais e internet para Baby Boomers?
Postado em Carreira e dinheiro, Cultura Web 2.0 no dia 20/01/2012”Infelizes para sempre: tanto o filme “Foi Apenas um Sonho” quanto a série “Mad Men” tratam do universo Baby Boomer e as frustrações da primeira geração de americanos que enriqueceu em massa e foi morar no subúrbio.”

Preâmbulo:
“Em 1945, os Estados Unidos e o restante das Forças Aliadas declararam vitória na Segunda Guerra Mundial. Os soldados voltaram para casa, a economia americana encontrou uma força renovada ao fornecer mercadorias ao mundo livre para reconstruir suas economias e as pessoas se estabeleceram e começaram a ter filhos. Muitos filhos. Em 1946, as taxas de natalidade cresceram bastante, iniciando um aumento estável que durou por quase 20 anos.
Esta explosão na população criou o que passou a ser chamado de Geração Baby Boomer. Essa geração permaneceu como o maior grupo exclusivo de pessoas, em todas as etapas das suas vidas, e dominou o panorama nacional [dos EUA] o tempo todo.”
Não vivemos a mesma realidade aqui no Brasil porque nosso momento político era outro, refletindo na formação da sociedade que viveu uma situacão paralela no “milagre econômico” da década de 1970… No entanto, sem dúvida fomos influenciados por aqui por vários movimentos decorrentes dos Baby Boomers.
Quando eram jovens, eles criaram o movimento juvenil dos anos 1960. Quando eles completaram 20 anos, criaram a cultura do excesso nos anos 1970. Nos anos 1980, eles eram os “Yuppies”, encontrando seu caminho no mundo corporativo pela primeira vez. Hoje, os Boomers mais velhos estão se aproximando da casa dos 60 anos e, mais uma vez, os Estados Unidos estão se preparando para uma mudança no paradigma.
Claro que eu e os debatedores que estarão comigo no SMWSP 2012 pensando coletivamente como explorar as redes sociais para Baby Boomers não somos exatamente desta geração – pelo contrário, né? Temos tudo de geração Y, alguém duvida? (risos)… mas podemos pensar sobre como o ingresso destes não-nativos digitais se dá e altera diuturnamente a forma como compartilhamos e vendemos notícias, produtos e marcas nas novas mídias.
No dia 15/02, quarta-feira, das 17h às 18h30, no Think Thank Stage do Social Media Week SP 21012, eu estarei com Fábio Boucinhas (Diretor de Meios Digitais e Internet da Natura), Guilherme Jotapê Rodrigues (Buzz Manager na Leo Burnett Tailor Made), Felipe Wasserman (Gerente Marketing | Shopping ABC | BRMALLS) e Patrícia Albuquerque (Sócia e Diretora de Conteúdo da Espalhe) debatendo este tema:
MÍDIAS SOCIAIS PARA SUA MÃE!
Quando pensamos em mídia sociais, é natural imaginarmos sites, conteúdos e plataformas feitas para o público jovem (18-30 anos). Mas existe um bom bocado de usuários que está acima dessa faixa etária e usa a internet tão intensamente quanto a geração Y. Como e de que maneira explorar redes sociais e internet para Baby Boomers?
Gostou?
O #SMWSP é um dos poucos eventos em que toda a grade de programação é oferecida gratuitamentepara os participantes. Mas, justamente por conta disso, é importante fazer a pré-inscrição e se inscrever para as mesas e atividades do Think Tank Stage, Learning Stage e Brainstorm Room no site do evento.
Nos vemos lá?
Hoje é dia de #SOPA
Postado em Cultura Web 2.0 no dia 18/01/2012No final do ano, hospedada na casa de primos do meu esposo, me vi diante de uma estranha situação: tive que explicar porque tinham tantos livros na estante do corredor deles. O volume imenso era de boas enciclopédias que, pelas datas dos”Livros do ano” (exemplares publicados anualmente para fazer o update das informações que se alteravam), devem ter acompanhado a vida escolar dos três filhos do casal.
Para meus meninos, que viajavam com seus iPods Touch e um o Galaxy Tab com 3G, aquela realidade era muito estranha, mas também curiosa. Um mundo no qual as informações são controladas por poucos e que não estão ao alcance das mãos ou toque dos dedinhos rápidos que encontram tudo na Wikipédia é um conto de terror.
Graças ao compartilhamento de notícias na internet o conhecimento passou a ser um direito verdadeiro, ao qual todos têm acesso. A forma como as informações são compartilhadas é, não raro, um tema a ser discutido, mas não concordo que seja criminalizado. Mas a discussão (da qual tratei aqui quando resenhei o livro “O culto ao amador – como blogs, MySpace, YouTube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores“, de Andrew Keen) está em voga neste 18/01/2012 quando começam os debates estadunidenses sobre o projeto de lei SOPA (Stop Online Piracy Act) e PROTECTIP (Preventing Real Online Threats to Economic Creativity and Theft of Intellectual Property Act). Se forem aprovadas, muitos acreditam que elas irão destruir a liberdade que possibilitou a Wikipédia (e a internet como conhecemos) ser o que ela é hoje.
Não estou defendendo a pirataria, menos ainda o uso indiscriminado e desonesto de produtos culturais de outros, mas creio que todos podemos aproveitar esta oportunidade e pensar sobre a realidade que nos envolve cotidianamente e pensar coletivamente como podemos compartilhar conhecimento de forma ética, democrática e livre usando os meios eletrônicos.
E para quem quiser saber mais, indico a leitura de Mais de 10 mil sites se somam a protesto contra lei antipirataria, Tudo que você precisa saber sobre o #SOPA e Saiba como os projetos de lei americanos SOPA e PIPA podem acabar com a internet. Aqui no @avidaquer também tem alguns links sobre o debate, que não é novo, mas continua atual.











