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A beleza roubada

Estou lendo, ávida e animada, com mil conjecturas na mente, o livro A Beleza Roubada - Mulher, Mídia e Consumo de Rachel Moreno (Editora Ágora , 80 págs, preço médio 25 reais). Tem sido um soco no estômago em muitos momentos, mas um "acorda menina" bem merecido (e faço uso do bordão famoso de uma apresentadora de TV a propósito).
O livro tem noite de autógrafos na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509, próximo à estação Brigadeiro do metrô), hoje a partir das 19h. Destinada a mulheres, maridos, pais e educadores, a obra alerta para os malefícios da imposição social de um padrão de beleza e ensina a reconhecer os limites dessa ditadura. Psicóloga, feminista, experiência no cuidado com a saúde integral feminina -e como ela enfatiza, além de seu tempo de vida reprodutivo), Rachel trata da possibilidade real de o excesso de vaidade se tornar um problema de saúde pública, dada a interferência da mídia, da publicidade e dos interesses do mercado na formação das crianças e adolescentes.
“O ideal de beleza cria um desejo de perfeição, introjetado e imperativo. Ansiedade, inadequação e baixa auto-estima são os primeiros efeitos colaterais desse mecanismo. Os mais complexos podem ser a bulimia e a anorexia”, afirma Rachel, lembrando que mesmo as mulheres adultas podem ter sua estabilidade emocional afetada.
Rachel Moreno é formada em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Fez especialização em Sexualidade Humana e Dinâmica do Movimento Expressivo no Instituto Sedes Sapientiae, além de ter estudado terapia corporal com J. A. Gaiarsa. Rachel tem pós-graduação em Meio Ambiente pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Trabalha com pesquisa sobre a mulher e atua no movimento feminista, no qual busca inspiração e fontes de (in)formação e ação.
Serviço:
- Título: A beleza impossível – Mulher, mídia e consumo
- Autora: Rachel Moreno
- Editora: Ágora
- Preço: R$ 25,90
- Páginas: 80










