Jun
05

O Japão de Jun Sakamoto

Jun Sakamoto é um mito para mim. O virtuose do sushi, um dos melhores e mais conhecidos sushimen do Brasil, tem um restaurante que ainda não pude conhecer - apesar de estar nos meus planos há tempos. Hoje soube que antes de provar os famosos (e inovadores) harumaki de coxa de pato (gosto de rolinho primavera, já de pato, não sei não) e teppan yaki de cordeiro poderei conhecer melhor sua história e, acima de tudo, sua visão da culinária japonesa que o elevou a um status de mestre no Brasil, no livro O Japão por Jun (Bei Editora, 2008, 272 págs, preço médio 175 reais). A publicação tem texto do jornalista Thomaz Souto Corrêa e prefácio assinado por Pedro Moreira Salles, mas o que me deixou curiosa foram as fotos de Cristiano Mascaro que mostram o dia-a-dia do restaurante Jun Sakamoto e sua viagem ao Japão. Esta viagem deu origem ao guia O Japão por Jun. Já Andreas Heiniger fez as imagens das receitas exclusivas, com técnica inovadora de iluminação. Não parece mesmo fantástico?

Aqui em São Paulo, confesso, nunca fiz sushi, mas aprendi “em família” a fazer. Estou apostando que vou me animar se puder ver as 22 conceituadas receitas criadas por Jun Sakamoto Read the rest of this entry »

Jun
01

Bûche de Nöel

Estou aqui vendo uma explicação How it’s made (O Segredo das Coisas) do Discovery Channel que mostrava a produção industrial de uma sobremesa clássica do Natal francês que a querida Maria Augusta publicou - receita e história da Tora de Natal (Bûche de Nöel) - no nosso blog coletivo Conversas (Virtuais) de Cozinha em dezembro. Imagina se não ficamos, Gui e eu, com água na boca?

A receita do nosso blog é uma sugestão tropical para este "rocambole " que, dizia hoje a reportagem do Discovery, é feito de massa de chocolate com recheio de sorvete de creme e geléia de morangos, recoberto com uma camada de sorvete que cria desenhos de rendas ou flores.

May
23

Karê com amigos

Desde o feriado de Tiradentes tínhamos um compromisso marcado aqui em casa: no Corpus Christi receberíamos Renata e Claudir aqui em casa para fazer um Karê Rice. É uma refeição, composta de arroz (japonês), cozido de carne e vegetais e acompanhado de carne de porco à milanesa, tradicional comida japonesa que tem vários restaurantes, as Kare House, dedicadas a ele. E nossos amigos, que tinham nos recebido em abril, adoram carê. Aliás, foi num papo com a Rê que tive a idéia de postar a receita deste prato no Conversas Virtuais de Cozinha.

Para completar o dia, que foi muito agradável, familiar e quase não teve papos de blogueiros (sim, todos têm blogs, menos o Gui), Wagner se juntou à turma com seus filhos Vinícius e Rafael e o fiel escudeiro e sócio Helton. Como podem ver nas fotos, o dia foi muito gostoso e não faltou comida regada a bons vinhos. ;)

[Só faltou o Max, que estava aqui em 21/04 e presenciou o trato do almoço, mas, morando em Floripa, não pode estar sempre conosco - uma pena.]

P.S. Já que falei em comida japonesa, hoje postei umas fotos absurdas no blog Nihon Nikkei com uma novidade japonesa: balas sabor maionese e miojo! Ugh! :Adoro comer lamen (daqueles caprichados, como os do Aska, mas bala não dá!). E lá eu também relembrei as visitas da Família Imperial japonesa ao Brasil. ;)

Mar
21

Gastronomia levada a sério

gourmet-21-03-2008-17-10-58.jpgQuem já desistiu de um jantar por conta do atendimento? Eu sou dessas pessoas que se irrita quando “não querem me atender” e simplesmente vou procurar outro lugar. Pior, eu não deixo de comentar a história depois. Na quarta-feira conversava jantava numa pizzaria em São Paulo (depois do evento Mesa para Oito) e uma amiga européia comentava o mal atendimento em Nova York, enquanto eu lembrava o famoso grito de Irashaimasse (seja bem vindo) com que somos recebidos em estabelecimentos comerciais de Tokyo. Ser bem recebido num estabelecimento é tão importante quanto ter serviços de qualidade e percebo que o brasileiro começa a atentar para a necessidade de unir estes dois conceitos.
Penso nos meus filhos, que gostam de cozinhar como o pai e imagino se eles poderão escolher a gastronomia como profissão no futuro. Será que em dez anos o cenário brasileiro mudará a tal ponto e as brincadeiras que eles repetem cada vez que assistimos Oliver’s Twist (programa de TV do inglês Jamie Oliver) se tornarão uma profissão no futuro? Sinceramente, eu espero que sim. Ao ver novos cursos, como o Curso Superior Internacional de Gastronomia (da Alain Ducasse Formation/Estácio de Sá) se estabelecendo em São Paulo, animo-me a imagina-los atuando neste setor que cresce a olhos vistos. Estar na maior cidade da América Latina ajuda muito, porque, dependendo do ramo de atuação, é possível de fato vivenciar uma realidade cosmopolita - e com ela está a cobrança e a possibilidade de primar pela excelência no serviço.

Uma vantagem é que atualmente os cursos têm certificação internacional, permitindo ao aluno estudar a grade curricular da escola de grandes chefes - como Alain Ducasse - com professores atuantes no mercado. A parceria, exclusiva no Brasil, permite esta dupla certificação ao aluno sem necessitar complementar sua formação fora do país como acontecia antes. Como filha eu quis muito morar fora do Brasil e o fiz, mas como mãe meu coração aperta só de pensar que daqui a alguns anos eles podem precisar estar longe de mim para se capacitar. Ver escolas assim se inserindo nas faculdades brasileiras me dá o alento de antever um futuro promissor com formação aqui, mas que lhes dê chances de atuar em mercados internacionais, como eu já optei por fazer na minha área.

P.S. Você gostou do curso? Vi no site que o vestibular está agendado para 26 de abril. ;)

Mar
16

Curry

curry2.jpgSempre gostei de cozinhar. Na época de indecisão quanto à carreira, quando terminei Edificações no Cefet odiando os estágios em escritórios de arquitetura e ainda não tinha me rendido ao jornalismo e à escrita, cheguei a fazer aulas experimentais num curso para restaurateur. Ainda aprecio boa comida, mas não seria dona de restaurante e descobri que não é prazeroso cozinhar todo dia em casa, como dona de casa e mãe de família. Tenho sorte em ter uma empregada que gosta de cozinhar!

Mas nestes dias de friozinho outonal, volta a vontade de cozinhar e neste final de semana não foi diferente. Ontem revivi no Conversas de Cozinha uma receita que gosto muito e que os amigos mais próximos costumam “encomendar” que eu faça - não tem elogio melhor do que a pessoa lembrar daquele prato e pedir para fazermos, não é?

Contei um pouco do carê e das conservas que o acompanham, está no post Kare Raisu. Não resisti e também contei um pouco da história do curry e de seus ingredientes. Lembram-se que a história conta que as especiarias da Índia foram responsáveis pelas grandes navegações? ;)

Esta é uma receita muito simples, que, como o ratatouille do filme, agrada ao paladar justamente por relembrar comida de infância. Minha Batian não era muito fã deste prato, mas aprendi a aprecia-lo no Japão, onde é muito popular, por ser uma refeição completa, quentinha e barata. (Leia receita e história aqui)
Dec
04

Saberes dos Sabores na comida japonesa

Os amigos antigos e novos sabem que meu coração em São Paulo está na Liberdade. Não é só porque meu amor trabalha lá - se bem que é um pouco! (risos) Mas porque minha mãe sempre me trazia presentes da Liberdade quando vinha a São Paulo fazer cursos (na Seicho-no-Ie), minha Batian comprou daqui os livros para me ensinar katakana quando eu larguei o pré, aqui decidimos nossa ida ao Japão. De certa forma, este Little Japan in Brazil é muito meu lugar no mundo. Por acaso ou não, lá conheci amigos virtuais. Manu, Lunna e Wagner. No entanto, eu pude saber de antemão as novidades do Café com Blogs e Gui e eu conhecemos o editor-chefe deste novo projeto no qual me envolvi.

Por que eu estou falando disto e o título era Saberes dos Sabores? (risos) Os amigos acabam sempre comendo na Liberdade comigo e eu pareço entender de comida japonesa. Mas não. Aí vi esta edição do Saberes dos Sabores reúne gastronomia e arte no site da Fundação Japão.

É uma série de palestras, intitulada “Cores e Sabores”, mas só soube desta última, infelizmente.

O texto da Fundação é tão bom que prefiro repetir:

“eventos que apresentaram os variados conhecimentos dos “sabores” vistos de forma múltipla, a partir de diferentes pontos de vista, propondo estabelecer um cruzamento entre áreas diversas como etiqueta, moda, história da imigração por meio de palestras, demonstrações, degustações e debates.”

Convidativo, não?

Nessa palestra, a análise dos “sabores” será realizada pelo professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) e artista plástico Takashi Fukushima, através da lente da estética, que perfaz uma “degustação visual”. Essa apresentação será realizada através da análise de pratos da culinária japonesa, especificamente da relação forma-conteúdo ou recipiente-alimento, utilizando os conceitos de linguagem, percepção e imagem. Essa relação será exemplificada através das cerâmicas de Kimi Nii, Silmara Watari e Shugo Izumi e gastronomia dos chefs Jun Sakamoto do restaurante do mesmo nome e Shin Koike, do Aizomê e Aun.Os chefs e as ceramistas também estarão presentes no evento para falar um pouco sobre a relação forma-conteúdo do ponto de vista artístico, não só de quem faz as delícias culinárias, mas também as belas formas que as agasalham. Não é de hoje que os japoneses são famosos pelo apuro estético e pelo rigor na composição plástica de uma produção, seja ela gastronômica, de arte ou de moda. Este evento é uma rara oportunidade para presenciar a união de artistas plásticos, ceramistas e de chefs de cozinha.

Serviço:

SABERES DOS SABORES: “Cores e Sabores”

Data: 11 de dezembro de 2007 (terça-feira)
Horário: 19h30
Local: Espaço Cultural Fundação Japão
Vagas: 100 lugares
Informações: (11) 3141-0110 / 3141-0843
Av. Paulista, 37- 1º andar - Jardins - São Paulo

Entrada gratuita
É necessário efetuar inscrição prévia.
Favor enviar nome completo e e-mail para: info@fjsp.org.br

Participantes:
Takashi Fukushima (artista plástico e professor da FAU-USP)
Jun Sakamoto (chef do Restaurante Jun Sakamoto)
Shin Koike (chef do Restaurante Aizomê e Aun)
Kimi Nii (ceramista)
Silmara Watari (ceramista)
Shugo Izumi (ceramista)

(crédito da foto: Prato do chef Shin Koike. Foto: Sandra Keika Fujishiro)

Nov
28

Dia Nacional de Combate ao Câncer

mulheres-com-cancer.jpgHoje é Dia Nacional de Combate ao Câncer. Há dias sabia da data e andei lendo sobre o tema, apesar de meu desinteresse pela medicina -digo que esta parte do DNA ficou toda com minha irmã médica ou pulou direto para meus filhos, que têm genuíno interesse pelo tema. Mas como câncer é a doença que leva meus ancestrais e parentes do lado japonês, cuido e leio. Um dia o genoma vai ajudar meus descendentes a evitar muita coisa, por enquanto eu ajudo a mim mesma e minha família no combate com atitudes cotidianas, como alimentação correta, como enfatiza Simone, no seu post de hoje sobre o tema. Como ela é ótima nutricionista, confio no que ela diz ou recomenda! ;)

Bem, o dia 27 de novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer, não é uma data para ser comemorada e sim para alertar a população. Estima-se que em 2006 foram quase 500 mil casos novos. Os tipos mais incidentes, à exceção de pele não melanoma, são os de próstata e pulmão no sexo masculino e câncer de mama e colo do útero no sexo feminino.

No site do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é possível ver em pdf alguns folhetos didáticos sobre os tipos de câncer mais comuns no Brasil.

Não deixe de ver: ‘Guerreiras’ do câncer mostram seios reconstruídos em livro. Algumas das fotos estão acima, tirei da divulgação do livro na BBC.


A Vida Como A Vida Quer


  • Archives

  • Categories


  • Coisas de quem bloga



    v
    Creative Commons License
    Page copy protected against web site content infringement by Copyscape
    Technorati Favorites Pingar o BlogBlogs
  • Meta


  • Fechar
    Envie por e-mail