Das empregadas e nossa vida de primeiro mundo…
Postado em Comportamento, Conversas de Cozinha no dia 25/01/2012Quando conto que morei dois anos fora do Brasil, trabalhando em Tóquio, escuto muitos elogios à vida no “Primeiro Mundo”. É comum também me dizerem “deve ser um sonho, uma realidade sem comparação com o Brasil”. E é!
Viver num país que praticamente erradicou a pobreza e universalizou o acesso à educação, onde não tem crianças de rua (mas há “homeless”, pois mendigos encontramos em toda parte) e no qual as oportunidades de emprego partem de um salário mínimo de valor digno e justo é uma benção.
Mas por todos os motivos acima citados nos países “socialmente evoluídos”, nos quais as oportunidades são iguais e não há grave desigualdade social (sempre há alguma, afinal os ricos e milionários existem), cada cidadão é responsável por seu cotidiano.
O Brasil, deixa de ser a promessa do “país do futuro” e a cada dia percebe-se uma evolução social no sentido do aumento da renda e da qualidade de vida das famílias. Muitos fatores levam a isso e vão além dos programas assistencialistas que atuam na linha da pobreza efetiva, estão ligados a uma mudança na expectativa de vida, no avanço da universalização da educação e sobretudo ao papel social da mulher.
E na esteira destas mudanças sentimos com muita força que a antiga sobrecarga feminina se tornou a necessária e urgente exigência de mudança de atitude. Não podemos mais delegar tudo à mãe, que deixou de ser dona de casa há décadas (foi a geração da minha mãe que, em 1970-80 mudou isso e começou a terceirizar ou terá sido minha avó com o internato, nos idos de 1950-60?) e agora nos vemos órfãos de sua substituta, a empregada doméstica.
Seguindo o caminho rumo à vida de “primeiro mundo” que tanto aspiramos precisamos aprender, já e sem falta, a conviver com coisas como os cuidados da casa e a escolha de uma vida simplificada na qual não cabe o “luxo” de ter serviçais que cuidem de nós. Nesta nova realidade social à qual, sem duvida, nossos corações humanos aspiram, não cabe desejarmos que pessoas gastem sua vida sem aspirar e alcançar mais.
“@choracuica: os liberaizões gostam de falar em “oportunidades para todos”, mas ficam revoltadinhos quando a própria empregada busca novas oportunidades.
eu também detesto lavar meu próprio banheiro, mas seria maravilhoso um mundo em que ninguém tem que lavar banheiro dos outros pra viver.”
P.S. E para quem gosta de pensar nestes temas, recomendo que assista à série (premiada recentemente) Downton Abbey, que mostra a mudança de postura e relacionamento entre criados e uma família nobre inglesa no começo do século XX.
[update] Explicando: o post surgiu de uma divagação que fiz depois de ler algumas posições sobre a capa de Época desta semana que afirmava: “O trabalho de doméstica como existe hoje vai acabar. A transição será difícil. Mas as famílias brasileiras – todas – deveriam celebrar a mudança”
Será que precisamos tanto assim delas? E se precisamos, quanto estamos dispostos a pagar para ter uma realidade justa e digna de igualdade de direitos de “primeiro mundo” quando contratamos serviçais?
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Uma (querida) nutricionista tira dúvidas na Operação Biquini
Postado em Artigo Patrocinado, Conversas de Cozinha, Saúde e Bem Estar no dia 07/12/2011Alguns verões atrás eu fui uma das blogueiras da NESFIT® projeto Operação Biquini. Antes de começar a ação – que consistia em 14 dias de mudança de hábitos cotidianos, não só de alimentação, mas um convite para repensarmos nossas escolhas – fomos todas apresentadas à nutricionista que seria nossa “madrinha” e “coach” neste desafio: Maria Fernanda Elias.
O tempo passou e, graças às redes sociais, nestes três anos estive em contato com ela, “conversando” através do curtir e dos RTs sobre a forma como encaramos a alimentação no dia-a-dia. Por conta desta amizade virtual é que fiquei muito contente ao saber que neste ano a Operação Biquini ganhou uma nova plataforma na qual a querida Maria Fernanda estará disponível (de segunda a sexta-feira) para tirar dúvidas sobre o cardápio de 14 dias ou simplesmente para conversar com as leitoras sobre alimentação e nutrição, como faz no vídeo abaixo:
Agora podemos “conversar” com a nutricionista, mestre em Saúde Pública e doutoranda em Nutrição Humana Aplicada pela Universidade de São Paulo (USP), na fanpage no Facebook e na Revista NESFIT®.
E para quem se animou e já está com mil ideias sobre o tema, vale participar do Concurso Cultural Movimentos para um verão com tudo em cima. Para participar comece respondendo à pergunta “Que matéria da revista ajudaria você e suas amigas a curtir um verão com tudo em cima?” com o título de uma matéria que você gostaria de ler na revista NESFIT®. Depois basta divulgar sua rede para que a sua sugestão seja a escolhida no Mural de Frases. Os 50 títulos mais votados são submetidos ao júri que vai escolher 14 ganhadoras. Além dos títulos mais votados, outros três títulos podem virar matéria de verdade – e ganhando prêmios!
Corre lá
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Da transição do aleitamento materno para os alimentos
Postado em Artigo Patrocinado, Conversas de Cozinha, Mãe com filhos, Saúde e Bem Estar no dia 31/08/2011Encontrar @rezica do Mamíferas e @LilianeFerrari que foi parceira no @maecomfilhos me fez relembrar temas de aleitamento e novos alimentos para bebês… Saudade dos meus!
Como contei ontem, viajamos juntas para o Rio para uma conversa ligada à alimentação infantil saudável e, entre uma espera no aeroporto aqui, outra lá, além de muito papo no meio do caminho, o assunto aleitamento veio à tona várias vezes, especialmente entre eu e Renata. Não sou especialista no tema como ela e as coautoras do Mamíferas, mas me orgulho de ter realizado muito bem esta tarefa como mãe e por ter conseguido fazer uma boa transição para os alimentos, respeitando o jeito de cada um e, em especial, a cultura e tradição que vinha de mim e do meu marido. Afinal, como comentamos muito hoje, é importante se alimentar bem, mas o carinho e as lembranças afetivas da alimentação familiar pesam muito.
É justamente por isso que temos enorme responsabilidade na forma como inserimos novos alimentos pro bebê e ensinamos as crianças a escolherem bem o que comer. Meus filhos, que hoje almoçam na escola, fazem cálculos no final do dia, sem eu perguntar, para avaliarem se comeram o que deveriam – caso falte algo, eles pensam em terminar a noite com um cereal integral (por incrível que pareça o caçula adora os cereais integrais de dieta! risos) com iogurte natural ou uma boa mistura de frutas cortadinhas na hora (não salada de frutas, apenas pedaços cortados enquanto conversamos sobre o dia à mesa da cozinha).
Talvez esta alimentação suave noturna seja a minha forma de preservar o ritual do “leitinho muito bom” antes de dormir, não sei. Sei que, como na época em que o mamá (aqui em Sampa se fala tetê) era o nosso momento juntos, de carinho, de conversa, de cantar e de contar histórias. E, ao contrário do que muitos indicam, eu não tirei o leite materno quando as comidinhas entraram na dieta: mantive o leitinho da mamãe em horários mais estáveis (antes da comida adotava praticamente livre-demanda, quando pediam, mamavam, feito bezerrinhos) como o amanhecer, meio da manhã, começo da tarde para o soninho e a hora de adormecer.
Nos interavalos, papinhas, frutas (os meus não reagiam bem à fruta raladinha crua, sempre gostaram mais de banana assada com casca e papinha de maçã engrossadinha com farinha de aveia) e sopinhas. Depois dos seis meses, quando a pediatra sugeriu a ingestão de comidas salgadas, o mais velho foi direto para o missô shiru (sopa japonesa com pasta de soja missô e tofu) e arroz integral bem cozido, feito papinha, enquanto que o caçula engasgava, por isso eu passava a papinha dele na peneira. Pois é, nada de chá ou suco antes dos cinco meses (na verdade, quase nem água eles tomavam) e comida só depois dos seis meses e sem liquidificador.
Estas dicas são as minhas para a fase de introdução de papinhas. Quais são as suas? Compartilhe aí!
E para quem está em busca de dicas, na Fanpage de Johnson’s tem algumas bem legais, numa troca espontânea entre os pais participantes (mais de 175 mil pessoas!).
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Café da manhã em Santa Tereza
Postado em Conversas de Cozinha no dia 30/08/2011Hoje vivi uma manhã fora do comum: além de viajar pro Rio de Janeiro, para um café da manhã especialmente planejado pela equipe dos sucos Del Valle para mães blogueiras, cheguei ao aeroporto Santos Dumont no mesmo horário que minha mãe, que vinha de Curitiba para visitar minha irmã (@blogdati).
Foi uma delicia poder abraça-la, ainda que rapidamente, e confirmar como as boas coincidências podem nos unir quando desejamos algo com o coração. Ao saber que eu ia pro Rio no mesmo dia mamãe me falou por telefone: “vamos tentar nos encontrar”. Mas eu não confirmei porque o horário era justo (o vôo dela chegava às 9h20, o meu as 9h, meu compromisso seria as 10h e eu estaria em turma). Eis que meu vôo atrasou e consegui vê-la!
Para completar o carinho, uma das mães do evento era minha irmã Tiffany e pudemos matar um pouco da saudade, além de trocar uns mimos.
E das novidades da Del Valle para as mães, prometo contar com calma o que descobri sobre o mote da campanha O importante é o carinho!
Todas as mães do #osegredoeocarinho @rezica @1001roteirinhos @blogdati @LilianeFerrari eu e @biattrix
Uma fabrica de café como endereço para trabalhar com amigos
Postado em Carreira e dinheiro, Conversas de Cozinha no dia 13/08/2011
“Bebida controversa e ao mesmo tempo unanimidade nacional, o café volta à pauta do dia. O cientista Tomas De Paulis, da norte-americana Vanderbilt University Institut for Coffee Studies acaba de realizar 19 mil testes com a bebida. O resultado das pesquisas mostra que o efeito benéfico é maior do que se pensa.
Eu tenho esta mania de reunião com comida e uma preferência por espaços abertos. Ontem fui surpreendida por um convite da querida Luciana Costa para começar a colocar nosso papo de trabalho em dia num local assim: o Coffee Lab, um espaço sui generis na Vila Madalena.
Ao chegar lá, simpatizei com o terraço e ao mesmo tempo com a idéia inusitada de mesas de vários modelos, atendendo de forma mais personalizada aos clientes. Mas não tinha lugar, não aceitam fila de espera e, não fosse a imensa gentileza e sorrisos dos baristas (não há atendentes tipo garçom, todos são baristas) eu teria ido para outro lugar ali mesmo na Fradique Coutinho.
Felizmente persisti e fiquei. Provei o café como me sugeriram: na primeira visita eles servem o mesmo café em dois tipos de xícara, grande e pequena, para sentir o que muda (ou não!). Na pequena, com menos “espaço”, perdemos o perfume. Na maior sentimos o “buquê” e apreciamos mais o blend do café. O barista me contou depois que as xícaras também mudam a posição na língua (e nas papilas gustativas) em que sorvemos o líquido, o que faz a mesma bebida parecer mais amarga ou doce.
E sobre o espaço para reuniões: o perfume do café torrando, ali, do lado (literalmente), é inspirador. Especialmente para quem, como eu, cresceu em região cafeeira. Puro prazer!
E você, é viciado na bebida ou toma café com moderação?
Twinings Fan – ou dos poderes da teofilina
Postado em Conversas de Cozinha no dia 06/08/2011Hoje pela manhã meu filho, #aos11, me trouxe três saquinhos dos seus chás favoritos e montou uma “foto” para eu colocar no Instagram. Ri e obedeci. Logo depois, em repercussão à admissão da preferência por chás da marca Twinings, comecei uma conversa com @christhome sobre o valor do chá.
O filhote tem intolerância à lactose (como a mamãe aqui) e descobriu no chá uma solução para o café da manhã. Adora! E a teofilina ajuda sua bronquite, além de ser uma bebida muito saudável porque ele só toma sem adoçar, aliás, tanto suco quanto chá – vó diabética deixa a família assim!
Eis que, ao falar da teofilina, achei que valia a pena deixar esta dica por aqui.
Por definição, a teofilina pode ser descrita como “uma substância relacionada com a cafeína que está presente no chá e é um fármaco do grupo dos antiasmáticos“. Quer dizer que ela pode ser usada como apoio na asma e outras doenças pulmonares, além de ser estimulante do sistema nervoso central (em preparados contra constipação e resfriado).
Como não sou da área médica (ou bioquímica), nem me atrevo a explicar como estes efeitos acontecem (na wikipedia diz que “seus efeitos são devidos à inibição da fosfodiesterase com aumento dos mediadores celulares cAMP e cGMP. Antagonistas dos receptores do neurotransmissor depressor adenina no cérebro”… avaliem aí!), mas sei que esta dica, que recebi de um pediatra de plantão num Pronto Socorro de Curitiba durante uma das primeiras crises de bronquite do filhote mudaram nossa rotina.

Mas vale lembrar de duas coisas: primeiro que chá é da planta Camellia sinensis, pois os outros, como camomila e erva-cidreira, são considerados infusões. Em segundo lugar, que os efeitos do chá podem ser benéficos ou adversos de acordo com o objetivo terapêutico:
- Gastrointestinais: estimulam a secreção de ácido e enzimas pelo estômago. Podem causar diarréia, vômitos, náuseas.
- Renais: são diuréticos, porém fracos.
- Cardíacos: estimulam a contração, aumentam a taxa de batimentos. Em doses altas pode causar arritmias.
- Cerebrais: estimulação do córtex, aumento da vigília, menos fadiga. Podem causar ansiedade e tremores, em doses altas até convulsões.
- Musculares: relaxam o músculo liso dos brônquios; são estimulantes das contrações do músculo esquelético e cardíaco.
- Pulmonares: são broncodilatadores, facilitam a respiração ao estimularem o diafragma, inibem a liberação de histamina.
Se você não consegue mesmo gostar de chá, uma dica: são compostos semelhantes e contém cafeína como o chá, o café e o nosso amigo chocolate. A teobromina, outra substância que também está presente no chá, é encontrada no chocolate. E a esta dica do cházinho que faz bem, acrescento outra, também de uma médica pediatra: durante das crises de constipação ou resfriado, é bom não tomar laticínios. Eles aumentam a produção de muco e aí fica difícil combater a congestão.
Em tempos de clima maluco como estes que estamos vivendo – nesta semana fez frio de rachar e hoje está calor de rachar também – é sempre útil saber como prevenir né?
P.S. Para quem não suporta mesmo chá quente e precisa de um temperinho para gostar da bebida, sempre vale tomar aquela versão estadunidense de bebida de verão: Arnold Palmer Tea. A bebida, que nada mais é do que chá com limão (que para nós é o “mate com limão“), é uma “homenagem” ao desportista Arnold Palmer, e uma alternativa popular (e saudável) à bebidas gaseificadas, especialmente nas regiões onde a temperatura é mais alta. #ficaadica
Férias em casa – e cozinhando com as crianças #ferias
Postado em Conversas de Cozinha, Férias com as crianças, Mãe com filhos no dia 16/07/2011O guest post desta semana do especial de férias em família é uma contribuição de uma amiga de colégio. Andréa foi minha amiga no primeiro ano do técnico de Edificações no Cefet-PR e a grande culpada por eu ter brincado de tocar baixo (numa banda só de meninas, na qual ela era guitarrista) e ter feito um tempo de violão clássico. Ela mudou de turno na escola, nos distanciamos, voltamos a ter amizade no começo da faculdade, mas com menos interesses em comum (eu já tinha vendido meu baixo para um amigo, fazia Comunicação, ela fazia Engenharia) e foi quando tivemos filhos, muito tempo depois, que voltamos a nos falar pela web através dos blogs. Os filhos dela estão entre os mestiços mais lindinhos que conheço, crianças adoráveis e muito felizes por terem pais tão dedicados – apesar de muito ocupados, visto que os dois são engenheiros e adoram o trabalho!
Obrigada por abrir espaço na sua agenda para compartilhar com a gente as primeiras férias das crianças em casa, An.

“Este ano foi o primeiro em que tivemos férias escolares no mês de julho aqui em casa. Até ano passado, minha filha de 5 anos estava em escolinha-berçário e só havia 15 dias de férias entre Natal e Ano-Novo. Este ano, já frequentando o Jardim, a escola tem os 30 dias de férias neste período do ano. O caçula (3 anos) vai ter apenas 15 dias de férias, mas optamos por deixá-lo em casa com a irmã, para brincarem juntos durante estas férias de inverno.
Mas o que inventar pra entreter estas crianças nestes dias todos? Como faz frio muitos dias, acabamos optando por atividades dentro de casa. E eu tenho a sorte de ter uma empregada-babá que gosta muito de inventar coisas com as crianças (já que eu continuo na labuta todos estes dias).
Há um tempo atrás, vi o livro “Recicle!” da Jane Bull e resolvi comprar. Aproveitamos as férias pra tentar as primeiras brincadeiras de reciclagem com as crianças. Começamos com os brinquedos de papel machê, que são mais simples de serem feitos. Eles adoram trabalhos manuais e embora ainda não tenham toda a habilidade pra fazer tais brinquedos, eles se divertem um monte! O resultado não é nenhum primor das artes plásticas, mas é muito legal ver o quanto eles se empolgam ao fazer estas coisas.
Outra coisa que eles adoram fazer (e comer depois!) são os biscoitinhos. Na escolinha, vez ou outra eles têm atividades de culinárias. Percebi que eles curtiam muito fazer os bolos e biscoitos na escola e então resolvi me aventurar a fazer o mesmo em casa. Pegamos receitas simples, bem básicas, só pra que eles tivessem o prazer de colocar os ingredientes, botar a mão na massa e depois brincar de “massinha” com as forminhas. O resultado vocês conferem nas fotos. Tudo muito simples, mas muito gostoso de fazer e de comer!!!”
Andréa, mãe de Letícia Yumi (5) e Tales Kazuo (3), é engenheira civil e trabalha como autônoma com projetos e gerenciamento de obras. Mantém o blog Z de Zebra, onde conta as peraltices das crianças – e também está no Facebook.
Os probióticos e as doenças de inverno
Postado em Conversas de Cozinha, Saúde e Bem Estar no dia 15/07/2011“A Organização Mundial de Saúde define probióticos como ‘organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro’, como função funcional benéfica no organismo, os probióticos tem efeito sobre o equilíbrio bacteriano intestinal: controle do colesterol e de diarréias e redução do risco de câncer.”
Hoje participarei de um encontro no qual um famoso médico – bastante popular em revistas e programas de TV – vai dirimir as dúvidas de mães e pais sobre o uso destes probióticos na prevenção de doenças de inverno. Em vídeochat – ao vivo, que você pode acompanhar aqui as 13h às 14h- o Dr. Artur Timerman, médico infectologista e Mestre em infectologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), vai nos informar e também responder a algumas dúvidas dos participantes.
Embora eu admita que só tenha me tornado consumidora ativa de probióticos depois da incrível visita ao Centre Carasso na França (onde pude conhecer tanto os cientistas que estudam estes ajudantes do organismo quanto os laboratórios onde fazem suas pesquisas), eu sempre tive um “olho” nestes componentes de alimentos industrializados presentes no mercado – geralmente apresentados com leites fermentados e iogurte, mas que podem ser encontrados na forma de pó ou cápsulas.
No Japão, onde morei há alguns anos, era muito comum o uso de alimentos semelhantes – a Yakult, que compartilha de parte dos estudos mais avançados com a Danone, é japonesa, lembram-se? – e desde aquela época eu esperava que este hábito chegasse aqui. Em primeiro lugar porque considero muito melhor prevenir do que remediar – se podemos cuidar da flora e da regulação intestinal antes que seu mau funcionamento traga indisposição, para quê esperar para ter que ir ao médico e tomar medicamentos? Em segundo lugar porque gosto da ideia de que alimentos podem ter a função de manter nosso organismo saudável, assumindo um papel de destaque na bioquímica do organismo – eu sou sobrinha de bioquímicos, sempre entendi a culinária como um espaço no qual esta ciência pode ser incorporada no cotidiano.
E você, como vê esta ajuda dos alimentos?
Como tem cuidado para que as típicas doenças de inverno afetem menos sua família? Se puder, participe do “encontro virtual” hoje às 13h e (ou?) conte também das suas dicas ligadas à alimentação na prevenção de problemas rotineiros de saúde.
P.S. Sobre o uso cotidiano de probióticos, preciso fazer post com calma para contar aqui que com o Actimel eu consegui solucionar um problema que parecia estético, mas nenhuma linha de cremes resolvia: minha acne. Voltei a ter acne depois dos 30 (segunda adolescência?!) e não conseguia resolver de jeito nenhum… mas foi começar a tomar Actimel para, em menos de uma semana, elas desaparecerem. Parece mentira (ou depoimento “pago”), mas não é! Já se passsaram cerca de três meses e ainda estou maravilhada!
O lanche da tarde – ou dos motivos para se trabalhar em casa!
Postado em Conversas de Cozinha no dia 17/06/2011Recebemos para uma reunião de trabalho nesta tarde @tuliomalaspina e @lucasmalaspina (da @sustentalab) e optamos por fazer uma conversa de interior, com chá e bolo caseiro quentinho, lá na nossa famosa @cozinhaconversa. Teve bolo de laranja delicioso (feito por mim) e os famosos biscoitos “goiabinha” da Rotisserie Miami da Mooca, que são presença nas nossas reuniões de trabalho (eu levo para adoçar o encontro quando vou à Bites, por exemplo).
Não sei de vocês, mas para mim,reunião que se preze tem que ter uma comidinha e uma bebida que ative o cérebro (café, chá, suco revigorante) porque uma coisa puxa a outra e o cérebro feliz funciona muito melhor. Sem falar que a conversa flui diferente quando a gente se reune num clima amistoso, de troca generosa que o “estar à mesa” nos traz, né?
Pena que os meninos foram embora antes que o pãozinho da foto abaixo ficasse assado. Está um perfume na casa…
P.S. Se você também gosta de um papo de cozinha, puxe uma cadeira e junte-se a nós na @cozinhaconversa.
Virou.gr é uma ação do bem. Apoie!
Postado em Ação e Cidadania, Conversas de Cozinha no dia 16/06/2011
Para quem usa encurtador de url na web: virou.gr é uma ação do bem. E estamos virando as 5 primeiras toneladas de doação de alimentos.
“O virou.gr é um encurtador de URLs com uma funcionalidade a mais: além de diminuir seus links, ele também ajuda a diminuir a fome.
Para ajudar, você não precisa ter conta em banco e nem preencher nada. É só encurtar qualquer URL que a mágica acontece:cada caractere vira 1g de alimento que o Carrefour vai doar para a Cruz Vermelha Brasileira, a instituição beneficiada pelo projeto. E o bom é que você ajuda sem ter custo nenhum. Bem rápido e simples, não é? Então encurte, doe e divulgue.“
E para onde vão as doações?
“Os 10 milhões de caracteres transformados em gramas, quilos, toneladas de alimentos através do virou.gr, serão doados pelo Carrefour para a Cruz Vermelha Brasileira, sociedade civil filantrópica e sem fins lucrativos que, por meio de suas filiais espalhadas em todo o país, contribui na arrecadação de alimentos, melhoria de saúde e prevenção de doenças.”
Para saber mais sobre a instituição, seus projetos ou até mesmo como fazer outros tipos de doação, clique aqui.
P.S. Estou apoiando e faço parte dos blogueiros voluntários que apadrinham a causa. Comigo estão também @inagaki, @fepineda, @fabiorex, @papodehomem. Quer apoiar também? Basta começar a usar o agregador (aqui) e contar para seus amigos!
E no almoço de domingo…
Postado em Conversas de Cozinha no dia 05/06/2011Depois de vários (acho que pelo menos três) finais de semana fora de casa, hoje pude estar aqui e inventar um almocinho para a família. Eu e Gui temos em comum este prazer de cozinhar e reunir os queridos na nossa @cozinhaconversa – Twitter do nosso blo de culinária, o Conversas de Cozinha.
Mas no dia a dia – ainda mais estando desde março sem empregada (sim, não encontro quem queira ser mensalista) – fica super complicado cozinhar prazeirosamente. Sobram sábados e domingos.
Em Paris, mais do que visitar as lojas de roupas e cremes (até fui a algumas), me esbaldei em mercadinhos. Fiz uma surpresa pros filhotes e trouxe ingredientes para um café da manhã europeu (trouxe até os English Muffins que Gui adora) e foi uma delicia contar da viagem enquanto saboreávamos.
Experiência sensorial que adoramos e que a cozinha permite. Ao saborear pratos e bebidas de outras culturas a gente aprende, ensina, troca, mas sobretudo ganhamos muito.
Hoje aproveitei o friozinho em Sampa e inventei um “arroz com frango” meio indiano, usando temperos que comprei num mercadinho turco na região de Les Halles, onde ficava meu hotel em Paris. Modéstia totalmente à parte, ficou otimo, especialmente complementado com uma escarola refogada com alho e bacon feita pelo Gui e acompanhada de um vinho (merlot) chileno que tinha nome sugestivo: Panul, que significa abraço numa língua chilena ancestral.
E com este abraço virtual eu começo hoje a falar aos domingos aqui no @avidaquer sobre os prazeres da mesa, a delicia de compartilhar o simples (ou não) com muito sabor. Espero sinceramente que seja uma troca deliciosa!



















