Categoria: Cinema e TV

“A meritocracia não pode ser medida apenas pelo resultado econômico”

Postado em Cinema e TV, Política e Cidadania no dia 28/06/2011

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A meritocracia não pode ser medida apenas pelo resultado econômico“, afirma Vera Zaverucha, nova nomeada da ministra da Cultura na Ancine… Qual será a boa medida para decidir quem merece apoio do Fundo Setorial do Audiovisual?

Zaverucha sugere que pesquisas de mercado ajudem a definir quais produções realmente merecem o apoio da Ancine, a Agência Reguladora do Cinema, órgão do Governo Federal que tem como proposta “fomentar, regular e fiscalizar a indústria fonográfica e videográfica nacional”.

A questão, para os consumidores de cultura como nós, é saber se a nova fase da gestão do Fundo Setorial do Audiovisual, gerido pela Ancine e ainda o grande agente de fomento ao setor, levará às telas as produções que queremos ver.

Concordo que “é necessário que existam linhas para todos os tipos de cinema, do comercial ao autoral“, mas eu gostaria de me sentir representada, tanto como consumidora quanto como cidadã.

E você, tem acompanhado este setor? Quais produções gostaria de ver apoiadas pelo fundo do “nosso” governo?

Carros 2 – nosso review do filme e uma #promo com 10 pares de ingressos

Postado em Artigo Patrocinado, Cinema e TV no dia 22/06/2011

[update]
Recebemos hoje, 29/06/2011, a lista dos ganhadores dos pares de ingresso segundo a apuração feita pela Goodyear:

  • Georgia da Silva Pujadas
  • Telma Maciel
  • Fátima dos Santos Souza
  • Luiz Ricardo Romagnoli
  • Fabio Allves
  • Vanessa Anacleto dos Santos
  • Mariana Nobre
  • Callebe Muniz Garcia
  • Anderson Pinheiro Gomes
  • Ana Paula Fabretti

A assessoria fará contato diretamente com vcs para combinar o envio dos ingressos.
Obrigada por participarem!
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Quem tem filhos (ou gosta muito de animações ou de corridas) e não está ansioso com a estreia de Carros 2? Aqui em casa estávamos esperando bem animados e fomos felizardos por podermos conferir o filme antes de entrar no circuito comercial. No domingo passado conferimos tudinho a convite da Goodyear numa pré-estreia em alto estilo realizada no Shopping Eldorado. Confesso que o convite já era um show e nos deixava ver alguns dos novos personagens, como os espiões britânicos Finn McMissile e Holley Shiftwell, o ex-magnata do petróleo Miles Eixodarroda (os nomes são um espetáculo à parte), Nigel Marcha (sim, referência ao piloto francês) e a brasileira Carla Veloso, única mulher do grupo, homenagem à brasileira que é única também na Indy.

As referências, infelizmente, não ficam só no mundo do automobilismo. Como neste universo das corridas, o filme é todo permeado de muita publicidade. Em determinados momentos é até cansativo, “urussai” (como se diz em japonês o que é muito barulhento) e torna o longa metragem lento. Sim, deveria ser de corridas, numa história que começa como um bom filme de James Bond das antigas e passa por capitais mundiais frenéticas (Tóquio e Paris, por exemplo), mas que no afã de contar uma história muito boa, acaba cansando no meio da narrativa.

Imensa e animadíssima a fila para a

Quando vi o primeiro Carros, em 2006 (e tem review meu da época), eu frisei que a história era uma reflexão adulta do diretor John Lasseter (diretor) sobre Relâmpago McQueen ser inspirado em sua própria vida pregressa como workahoolic e pouco atento à convivência familiar. Já achara que Carros não era filme infantil, era, como no geral todos da Pixar, um filme familiar travestido de animação infantil. E, diga-se de passagem, um excelente filme familiar.

Se você está na expectativa, não deixe de ver, mas conte com a possibilidade de que as crianças menores cansem por ser um filme longo e cheio de referências que nem sempre elas têm em mente para poderem se divertir “comme il fault”. Meu conselho, faça como nós e tente ir cedo, antes do cansaço do final da tarde abater os menores.

;-)

E junto com os nossos convites para pré-estreia nós ganhamos um presente para compartilhar com os leitores do blog. A Goodyear vai enviar 10 pares de ingressos (válidos para seções de segunda a quinta, em qualquer sala de cinema que esteja exibindo o filme) para os leitores escolhidos num concurso cultural.

Encontramos Guido (e muitas celebridades com seus filhotes) na pré-estreia de Carros 2 :-) E o filme é imperdível!

Como participar?

O concurso será realizado diretamente no blog, mediante o preenchimento de cadastro com nome, e-mail para contato, url do Facebook e a resposta para a seguinte questão:

‘Crie uma frase com as palavras: velocidade, carros e cinema para concorrer a um par de ingressos para o filme Carros 2.’

Se quiser, pode conhecer e curtir a página da Goodyear Brasil e do blog A Vida Como A Vida Quer no Facebook também!

Depois é só preencher este formulário com nome, e-mail, link do perfil no Facebook e enviar sua frase.

A equipe da Goodyear escolherá as 10 frases mais criativas e os ganhadores serão contatados por e-mail para o envio do par de ingressos.

P.S.:E para animar a turma, abaixo está o trailer do filme, que tem Tow Mate como o grande heroi! Ops, será que foi spoiler? :p

Eu chorei com Eduardo e Mônica em vídeo – e você?

Postado em Cinema e TV, Comportamento, Música no dia 08/06/2011

A O2 realizou um dos meus sonhos mais antigos, que eu guardava no coração desde os 14 anos, quando conheci Eduardo e Mônica…

(e eu sou mega fã do Legião Urbana, avaliem!)

E o fato de ser um comercialzinho da Vivo nem me incomodou: adorei que deixaram contemporâneo (e muito geek) o que seria nos dias de hoje o encontro deste casal improvável e imperfeito, por isso tão encantador.

Muito, muito fofo… e eu chorei. De saudade, de alegria e de satisfação por notar que além do sonho de ver em vídeo a historinha de amor que me fazia cantar na adolescência, eu a vivo com meu “high school swetheart”, o Gui.

;-)

[update] Sempre ouvi Eduardo e Mônica e Faroeste Caboclo imaginando roteiros para filmes e sonhando com eles. Os dois estão se realizando: Faroeste está sendo filmado, em longa-metragem.

“A saga retratada na música foi escrita por Renato Russo em 1979, apesar de ter sido incluída apenas no álbum de 1987 da Legião, Que País É Este. “Faroeste Caboclo” acompanha a história de João de Santo Cristo, que sai de Salvador e vai para Brasília, onde começa a traficar drogas. Em Brasília, ele se apaixona por Maria Lucia e se envolve em uma disputa com Jeremias, outro traficante. A música da Legião tem 159 versos, por volta de nove minutos.
O roteiro foi escrito por Marcos Bernstein (O Outro Lado da Rua) e Victor Atherino. A direção é do estreante em longas René Sampaio. As filmagens vão acontecer em Brasília.”

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[outro update]
Vi mensagens de que este video era plagio de outro, então está aí o outro – e cada um conclua o que quiser, né? Eu enxerguei duas versões para uma mesma música linda, por mim poderiamos ter dez versões, adoro ouvir mesmo! ;-)

Ah, dizem que o comercial tem uns dez anos, mas ninguém soube precisar a data. Se algum leitor souber me conta?

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Mildred Pierce

Postado em Cinema e TV, Comportamento, TV no dia 25/04/2011

Sabem aqueles filmes antigões, dramas vividos em tempos que não são os seus (são da sua avó ou bisavó), mas são tão bem contados que vale a pena ver de novo? Neste feriado assisti a um deles.

Mildred Pierce, série da HBO apresentada em cinco capítulos (que vi como um filme, meio diretão) é uma história que rendeu Oscar de Melhor Atriz para Joan Crawford quando foi gravada em 1945 (que circulou nos cinemas brasileiros com o título de Alma em Suplício). Para sua nova versão, lançada em 2011, a aposta foi a talentosa atriz inglesa Kate Winslet, que contracena em parte da história com a musa de True Blood, Evan Rachel Wood. Apesar dos relacionamentos afetivos de Mildred (ela tem boas amigas e alguns amores ao longo da história, um deles vivido por Guy Pierce), é com a personagem de Wood, que vive a filha Veda, que a protagonista experimenta suas desventuras.

Ao terminar de ver os episódios ontem eu pude confirmar que já conhecia a história (devo ter visto o filme original) e digo que gostei muito porque discute (em alguns momentos, até meio sem querer, creio) a posição da mulher na sociedade pós Depressão e pré Segunda Guerra Mundial. Notem nos trailers oficiais das duas versões da mesma história como mudou o jeito como a personagem principal foi apresentada.

Estão lá, para nossa observação e reflexão, a inserção no mercado de trabalho na crise, a liberdade sexual antes e depois do casamento, além de ser inspirador sob o ponto de vista do empreendedorismo. E o cerne da história, que é a dramática relação mãe e filha, rende muito e por si só justificaria a trama.

#ficaadica

P.S. Mildred Pierce é um romance de James M. Cain.

#liztaylor

Postado em Cinema e TV no dia 23/03/2011

Sempre linda e sempre com olhar triste… #liztaylor

Sempre linda e sempre com olhar triste... #liztaylor

Elizabeth “Liz” Rosemond Taylor (Londres, 27 de fevereiro de 1932 — Los Angeles, 23 de março de 2011)

Cat on a hot tin roof #liztaylor

Julliette Binoche em três filmes

Postado em Cinema e TV no dia 16/03/2011

No começo de 2008 postei num blog coletivo que eu coordenava um post sobre a atriz Julliette Binoche. Vira dois filmes com ela e estava encantada com a capacidade que a “musa francesa na década de 1990″ – papel que assumiu com filmes como Trois Couleurs ( dirigida por Krzysztof Kieślowski trilogia com as cores da bandeira francesa e as frases que guiaram a revolução de 1789), The English Patient e Chocolatela sempre me agradara com a escolha de roteiros não-óbvios.

Explico: ela poderia se manter como pretensa beldade – pretensa porque a beleza é muito relativa e definitivamente não é o que recebemos como “enlatados de USA de 9 às 6” – mas prefere tratar dos dilemas humanos num contexto que é íntimo e social ao mesmo tempo.

Em Jet lag: Décalage Horaire (“Fuso horário do amor”, outro daqueles péssimos títulos em português) Binoche e Jean Reno fazem aquele casal impensável que o cinema gosta muito de explorar e o público adora ver. Ele é um chef de cuisine que deixou a França ainda jovem e fez fama e fortuna nos EUA e é ela uma maquiadora premiada. Ambos estão emocionalmente abalados e uma confusão no aeroporto Charles De Gaulle os deixa numa suíte por uma noite num hotel próximo. Neste ponto eles passam a compartilhar a contragosto suas frustrações afetivas e a falta de compreensão e reconhecimento paternos. Ele do pai que descende de uma geração de chefs franceses e não aceitou suas inovações levando-o ao sucesso com congelados americanizados, ela dos pais comunistas que lhe negavam o sonho de uma casinha burguesa e a levaram a uma carreira das mais burguesas – claro, renegada pela família. O confronto dá aos personagens a redenção na percepção de que seus aparentes fracassos são humanos.

Considero o cinema entretenimento agradável quando nos traz esta aceitação e foi primoroso neste filme, que, apesar do final piegas e da pobre trilha sonora com músicas francesas, é uma produção singela que conta com a química destes atores que conseguem, como o personagem de Reno tenta, sair de sua França e viver uma realidade mundial sem fronteiras. Aliás, Reno, geralmente visto como símbolo do cinema francês como Gérard Depardieu, não é francês, é nascido no Marrocos de pais franceses. Deve ser seu segredo para transitar tão bem pelos papéis de “eterno estrangeiro” sem se importar com pecha!

Outro filme de Binoche que eu lembrava na época era Entering and Breaking (no Brasil, sob o péssimo título de “Invasão de Domicílio”). Num triângulo amoroso com Jude Law e Robin Wright Penn (de quem lembro inevitavelmente como a Jenny, de Forrest Gump), ela interpreta Amira, uma refugiada da Bósnia que vive em Londres com o filho de 14 anos. O filme, além de redimir Law para mim depois de Closer (muita gente vai discordar de mim, mas não gostei deste filme apesar de gostar do elenco e tê-lo visto mais de uma vez pela TV a cabo), traz à tona discussões sociais tendo como mot a incorporação do diferente: dos refugiados numa Europa que não está preparada para receber estranhos, da mãe que se fecha num mundo à parte com a filha autista, da empresa que vende o verde sem sê-lo, do projeto urbano que quer modernizar o lado marginal da cidade com concreto e aço, sem levar em consideração o ser humano. É uma Europa cruel, em alguns aspectos lembrando Cidade de Deus e o Abusado, onde as diferenças e semelhanças são visíveis, mas só vê quem quer. (Que país, na verdade, está pronto para receber imigrantes na atualidade? Fora o Canadá que tem uma política efetiva de imigração que inclui estes casos, não sei se há algum que caminhe neste sentido.)

Sugestão: Preste atenção no detalhe poético da personagem Amira tocando obras de Bach nas teclas pintadas numa prancha de madeira. Poucos momentos do cinema me foram tão caros e lembrou-me o final de Cinema Paradiso.

Eis que nesta semana fui convidada para uma sessão especial de lançamento do filme que dizem ser o melhor desta atriz. Segundo li, com Copie Conforme (“Cópia Fiel”) ela foi eleita a Melhor Atriz no Festival de Cannes do ano passado – e conta agora com os três mais importantes prêmios do cinema, pois tinha sido premiada em Veneza por “A Liberdade É Azul” e em Berlim por “O Paciente Inglês”, que também lhe deu um Oscar). Estou ansiosa para ver o filme – e na volta eu conto para vocês se a musa francesa me agradou de novo – ou não!  :p

No meio da tristeza pelo Japão, chega um mimo do filme @copia_fiel ;-)

An affair to remember

Postado em Cinema e TV no dia 26/02/2011

Um dos clássicos mais queridos do cinema é também daqueles filmes que nos fazem sentir #vergonhaalheia dos títulos em português. An Afffair to Remeber, um dos filmes mais românticos de todos os tempos, estrelado por Cary Grant e Deborah Kerr, o famoso filme da década de 1950 que criou um mito internacional sobre o Valentine’s Day no topo do Empire State Building em Nova York, foi tristemente intitulado “Tarde demais para esquecer” aqui no Brasil.

Acredito que foi este título deprimente que nunca me animou a ver o filme de novo, apesar de seu significado para mim depois de Sleepless in Seattle (outro filme de título traduzido com muita má vontade, chamando “Sintonia de Amor” no Brasil). Em 1994 descobri a combinação simpática que a diretora Norah Ephron fazia com comédias românticas e trilhas sonoras impecáveis por conta deste filme, estrelado por Tom Hanks e Meg Ryan (nos bons tempos em que ela ainda aceitava a hipótese de ser namoradinnha da América, par romântico que tentaram reviver com You’ve Got E-mail quase uma década depois.

Mas, enfim, a lembrança neste sábado era de Grant e Kerr. Lindos, retratos de uma época em que tudo parecia possível, dos maiores sonhos (ser pintor, voltar a andar depois de um acidente) até o amor romântico realmente vencendo tudo e todos, An Affair To Remember é destas obras que todos os casais apaixonados deviam ver juntos um dia. Como Casablanca, nos coloca cara a cara com as possibilidades e impossilidades do amor e, sem querer, nos faz escolher entre a razão e a emoção.

A cena final de An Affair To Remember me passa exatamente este sentimento de quem desafia a razão em nome da emoção: como eles viverão juntos? O que será da vida a dois naquelas condições? Quais dos sonhos “comuns” conseguirão realizar? Não temos as respostas, mais ao ver o letreiro dizer The End, sinceramente acreditamos que eles tinham tudo e que tudo ficaria bem. A vida deveria ser mais assim, concordam?
Hoje, pela primeira vez, vi o finalzinho do filme na companhia de Gui e dos meninos. Tocante ao extremo, a cena dos dois no apartamento dela, prestes a descobrir os motivos que a impediram de ir ao encontro no dia dos namorados, emocionou os três homens da minha vida e me fez sentir no coração que estou preparando uns carinhas bem especiais para conviver com minhas futuras noras. E, ao ver o filme com o Gui, ouvindo uma das canções que nos acompanha desde o noivado (a trilha de Sleepless in Seatle é uma das minhas favoritas da vida toda), de certa forma revivi situações.

Ontem completamos 15 anos de casamento, uma união que se baseou, felizmente, no amor que sentimos, mas igualmente no respeito ao que o outro é, no apoio irrestrito ao que decidimos (a cada tanto) que queremos ser, na vontade de construir juntos e, acima de tudo, na “falta de expectativa” da perfeição. Não esperamos a casa própria, o carro do ano, a festa dos sonhos, o quartinho de bebê de revista, o quarto com lençois de mil fios, vinho importado e música romântica, nada dos clichês para nos jogarmos na nossa união.

As histórias de amor são um “leap of faith”, um salto de fé, no escuro, sem segurança, mas com vontade de fazer dar certo todo dia, um dia após o outro, num para sempre que vive do hoje e não de ontem ou amanhã.

“Never Say Never” @justinbieber

Postado em Cinema e TV no dia 25/02/2011

Nesta semana fui com a família conferir a pré-estreia do filme sobre a ascensão de Justin Bieber, Never Say Never. Não vou dizer que fui a contragosto, gosto de música e já tive minha fase de Menudete (até hoje acompanho a carreira de Ricky Martin por conta disso), mas admito que por ser mãe de menino, eu pouco sabia sobre o fenômeno musical adolescente. Ou seja, fui sem expectativas, o que é sempre melhor do que chegar armado e prevenido.

Enquanto as meninas queriam fotos com o cartaz, meus meninos já pensavam no próximo filme engraçado. Mas eles tb curtiram Never Say Never!

De tudo, me fez falta uma coisa por não ter meninas em casa: eu não avaliava a histeria coletiva que tomaria conta do cinema a cada aparição do moço. Algo que eu tuitei, ainda dentro da sala do cinema, comentando que lembrava as fãs dos Beatles no começo dos anos 1960 em shows do Ed Sullivan. Bom, comparações antigonas à parte (a não ser que seja fã dos rapazes de Liverpool você provavalmente não entendeu minha comparação, né?), o fato é que as fãs de Justin são fieis e apaixonadíssimas.

E aí, logo no começo do filme, eu já me perguntava se bastava ser um fenômeno de mídia para conquistar daquela forma corações humanos. Saí do cinema certa de que não era só isso. Sim, Justin é um fenômeno de sua época (surgiu do Youtube e conversa com as fãs no Twitter), mas ele também parece ser um bom menino de família e um jovem com talento musical bem precoce. Para completar o quadro, é um menino bonito (não é só o cabelo que mais do que lindo é incomparável) e tem um quê andrógino que permite que as meninas se identifiquem com ele (a psicologia deve explicar como isso acontece, mas é fato que há uma dose de narcisismo nesta fase e se idenficar com outro é muito importante para alguns adolescentes) e ao mesmo tempo transmite segurança. Aos 16 está um pouco mais alto, mas ainda parece o menino franzino descoberto por um produtor que viu os videos que ele e sua mãe Pattie Mallette postavam no Youtube para mostrar seus avanços no aprendizado musical.

Canadense (de Stratford, Ontário), o garoto podia ser meu filho ou seu, pois nós fazemos as mesmas coisas pelos nossos queridos talentosos, postando seus sucessos na internet nisso que se critica como Baby Brother, mas pode ser o começo de uma carreira – se, claro, a criança tiver talentos como o dele e vencer algo como uma competição de canto aos 12 anos de idade  e tiver aprencido sozinha a tocar piano, bateria, guitarra e trompete. (risos)

Moças insanas na saída do cinema querendo tirar fotos com o cartaz, pode?

As surpresas do filme ficam por conta dos efeitos 3D (desta vez eu insisto que você vá a um cinema e tenha a experiência em 3D e com som de qualidade se puder) e as celebridades que cantam junto com o garoto, no documentário que reconta os anos recentes de sua vida durante uma turnê que tinha como ponto alto uma apresentação no renomado (e incomparável) Madison Square Garden em Nova York. E na apresentação tem uma canja de outro garoto prodígio, este misto de produção e talento herdado, o jovem de Karatê Kid 4 Jaden Smith que canta com Justin Bieber Never Say Never, música tema dos dois longas.

Se você ficou em dúvida se vai ou não, minha recomendação: pela insanidade das garotas na cabine, não deixe sua filha ou sobrinha de fora deste que deve ser o filme da temporada para elas. E lá curta as músicas, ria, volte a se sentir um garoto que sonha e consegue conquistar o topo do seu mundo.

Eu saí do filme fã de Justin – e da mamãe Pattie. :)

Desenrola – revivendo as primeiras vezes

Postado em Cinema e TV, Comportamento, Famílias interativas no dia 12/01/2011

“Sempre tem um cara que é o cara”… no filme de Rosane Svartman, Desenrola, o cara é Kayky Brito e a mocinha que suspira por ele é interpretada por Olívia Torres. A história deles é a sua, a minha, a da maioria dos adolescentes e por isso eu estou muito animada com o filme que estreia nesta semana no Brasil. Muito gentil, Rosane, amiga de um amigo, me convidou em dezembro para uma cabine de imprensa e nesta época pude saber, em primeira mão, do seu cuidado com muitos dos detalhes que vemos em tudo que concerne a veiculação e divulgação do longa que propõe a participação do público, do roteiro ao lançamento.

Quer ver como, apesar de moderno, o filme faz todo mundo se identificar?

“Aos 16 anos de idade, a romântica Priscila (Olívia Torres) se vê pela primeira vez sozinha em casa: a mãe viajou a trabalho e vai passar 20 dias fora. É nesse curto espaço de tempo que sua vida passa por grandes mudanças e diversas “primeiras vezes” acontecem. É também o tempo que ela terá para conquistar seu adorado Rafa (Kayky Brito), o garoto mais “gostoso” do bairro, e com ele ter a sua primeira e mágica transa. O que não será nada fácil, já que, como ela verá, nada é exatamente como esperava. Para concretizar seus planos, Priscila conta com a cumplicidade do seu melhor amigo, Caco (Daniel Passi), e a oposição de Boca (Lucas Salles), o garoto mais ingênuo da escola, que secretamente sonha em tê-la como namorada. É no meio de uma confusão de hormônios, sentimentos e expectativas que tudo rola… e Desenrola.”

A diretora Rosane Svartman (de Mais uma vez amor e Como ser solteiro) e a produtora Clélia Bessa se empenharam na participação do público para traçar um panorama real da expectativa dos adolescentes sobre a “primeira vez”. Segundo a equipe, tudo começou com uma pesquisa sobre sexo que deu origem à série de documentários Quando éramos virgens, transmitida pela TV por assinatura, além de um livro homônimo, editado pela Casa da Palavra. A pesquisa rendeu ainda uma web-série homônima, quepropôs uma participação direta do público com os personagens através de blogs, fóruns, ARGs (jogos de realidade alternada), Flickr, Last.fm e outras redes sociais. O projeto também se estendeu à rádio, televisão e escolas do eixo Rio – São Paulo. Inevitável que tudo isso resultasse em inspiração para o longa-metragem Desenrola.

Retrospectiva de clássicos no cinema no Belas Artes

Postado em Artes, Cinema e TV no dia 10/01/2011

Como eu você pode nunca ter ido ao Cine Belas Artes, mas se já passou pela Consolação viu a fachada deste tradicional espaço paulistano.

Apesar dos órfãos do espaço e da ação que a Associação Paulista de Cineastas (Apaci) na qual pedirá tombamento do prédio (na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação). Mas, enquanto não se sabe se o cinema continuará aberto, uma programação especial celebra os últimos dias da casa, que fecha suas atividades no dia 27 /01/2011.

Trata-se de uma retrospectiva com os maiores títulos exibidos em suas salas ao longo dos 68 anos de sua rica história, e também uma seleção especial com outros grandes clássicos do cinema mundial. Os filmes serão exibidos diariamente, de 14 a 27/01, às 18h30 e às 21hs, com ingressos a R$4,00.

Segue abaixo a programação:

  • Dia 14 - “As Bicicletas de Belleville” (França, 2003; de Sylvain Chomet) e  Expressos” (China, 1994; de Wong Kar-wai)
  • Dia 15 - “Morte em Veneza” (Itália, 1971; de Luchino Visconti) e “O Encouraçado Potemkin” (Rússia, 1925; de Serguei Eisenstein)
  • Dia 16 - “Paixão Selvagem” (França, 1976; de Serge Gainsbourg) e “A Regra do Jogo” (França, 1939; de Jean Renoir)
  • Dia 17 - “Meu Tio” (França, 1958; de Jacques Tati) e “Segunda-Feira ao Sol” (Espanha, 2002; de Fernando León de Aranoa)
  • Dia 18 - “O Ilusionista” (EUA/República Tcheca, 1976; de Neil Burger) e “Música e Fantasia” (Itália, 1976; de Bruno Bozzetto)
  • Dia 19 – (a confirmar) “ Lúcia e o Sexo” (Espanha, 2001; de Julio Medem)
  • Dia 20 - “ Cría Cuervos” (Espanha, 1976; de Carlos Saura) e “O Balão Vermelho” (França, 1956; de Albert Lamorisse)
  • Dia 21 - (a confirmar) “A Lei do Desejo” (Espanha, 1987; de Pedro Almodóvar)
  • Dia 22 - “Pai Patrão” (Itália, 1977; de Paolo e Vittorio Taviani) e “Apocalypse Now” (EUA, 1979; de Francis Ford Coppola)
  • Dia 23 - “Gritos e Sussurros” (Suécia, 1972; de Ingmar Bergman) e “O Passageiro – Profissão: Repórter” (Itália, 1975; de Michelangelo Antonioni)
  • Dia 24 - “Z” (França, 1969; de Costa-Gravas) e “Quanto Mais Quente Melhor” (EUA, 1959; de Billy Wilder)
  • Dia 25 - “ Crônica do Amor Louco” (Itália, 1981; de Marco Ferreri) e “A Guerra dos Botões” (França, 1962; de Yves Robert)
  • Dia 26 - “Johnny Vai á Guerra” (EUA, 1971; de Dalton Trumbo) e “Vestida Para Matar” (EUA, 1980; de Brian de Palma)
  • Dia 27 - “Possessão” (Alemanha/França, 1981; de Andrzej Zulawski) e “A Malvada” (EUA, 1950; de Joseph L. Mankiewicz)

Filmes que aquecem o coração em todos os Natais

Postado em Cinema e TV no dia 26/12/2010

Na sexta-feira, véspera de Natal, postei no Mãe com filhos sugestões de filmes para ver em família no Natal. Pedi ajuda para amigos do Twitter e as indicações foram tão legais que resolvi postar aqui também!

Além dos filmes infantis, incluo neste post duas sugestões de comédia romântica que sempre passam nos canais de TV a cabo e são sempre divertidas e animadoras: Simplesmente Amor e O amor não tira férias. Não são exatamente de Natal, mas se passam bem neste período de festas e ambas têm, além de bom elenco, trilhas sonoras que fazem os filmes valerem a pena!

Tradição na família sempre foi o Milagre da rua 34. Eu via o antigão mesmo, bem década de 1950, com o drama da mãe viúva que ficou endurecida pela dupla jornada e se vê às voltas com um Papai Noel que poderia ser de verdade e cativa sua filha de seis anos. Ela o contrata para ser o bom velhinho na loja de departamentos que dirige e muitas descobertas pessoais acontecem em decorrência disso. O filme tem tudo de bom que a gente precisa ver e ouvir para ter uma Noite Feliz. Esta foi a dica de Claudia Beatriz (@aprendizviajant).

Meus filhos viram recentemente as reprises de Esqueceram de Mim num canal infantil. Foram momentos de pura diversão aqui! Você lembra? Conta a história de Kevin, um garoto de oito anos, esquecido em casa pela família às vesperas de uma viagem para Paris na época do Natal. Kevin passa a administrar a casa do seu jeito. Então, entra em cena uma dupla de meliantes, Harry e Marv, que planeja roubar a mansão. Porém, os bandidos não contavam com a esperteza do garoto, que os obriga a cair em várias armadilhas. E, para os pais, mostra que é preciso ficar atento a detalhes e que os nossos filhos aprendem nos vendo – como o Kevin que sabia exatamente o que fazer para manter a vida dentro da normalidade. Foi a dica da Silvia Azevedo (@silvia_az).

Como o Grinch roubou o Natal foi sugestão de Samuel, filho de Patrícia Cerqueira (@comercrescer) e eu não lembro de ter visto, mas sei que é baseada num livro de Dr. Seuss. Trata-se da história de uma criatura verde, peluda e fedida que vivia em uma caverna na Quemlândia, uma vila que adorava o Natal. Um Grinch solitário e triste que odeia o Natal cria um plano para impedir que os habitantes da cidade possam comemorar a data e invade as casas das pessoas roubando delas tudo o que esteja relacionado ao Natal.

Enzo, meu filho mais velho, lembrou de Menores Desacompanhados. O filme mostra alguns jovens muito diferentes se vendo unidos por um infortúnio no feriado de Natal – o estranho Spencer, a riquinha Grace, a garota com jeito de garoto chamada Donna, o fanático por computadores Charlie e o tímido Beef – e como eles tentam driblar um desagradável oficial do aeroporto para encontrar novamente com suas famílias. Utilizando-se de carros de golfes “emprestados”, um escorrega de neve e a ajuda de um relutante comissário de bordo, aventura perfeita aos olhos do meu pré-adolescente, os garotos provam que “os festejos natalinos não são feitos por onde você se encontra, mas sim com quem você está”.

E o favorito do Giorgio, 8 anos, é Expresso Polar. Daquelas aventuras realmente fantásticas nas quais frio, neve, passeios em trens de madrugada vestidos de pijamas, nada é impossível, o filme se passa na véspera de Natal. Um garoto está acordado e, sem acreditar mais em Papai Noel, ele espera por algo que faça com que sua crença na figura natalina retorne. De repente ele ouve um grande barulho e vê, em frente de casa, um gigantesco trem com destino ao Pólo Norte, cujo condutor o convida para embarcar. Após certa relutância, ele decide seguir viagem, na qual encontrará outras crianças e conhecerá a cidade do Papai Noel.

E aí, na sua família, quais são os filmes que retratam o lado mais doce do Natal? Conte para nós!

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