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Thriller vai sobreviver a tudo #tv

cinema, música June 25th, 2009

Loucura receber a notícia de que Michael Jackson pode ter morrido. Duas amigas me avisaram por twitter e eu, na mesma hora, pensei em quantas vezes pensei em fazer post com este video do filme 13 to 30.

Eis que terei esta situação insólita para prestar uma homenagem ao que Michael representou e igualmente para falar que, como aconteceu com outros ícones da cultura pop, todos da minha geração teve um momento thriller na sua vida!

Se alguém me provar que não brincou disso, que não pensou em cantar ou dançar esta música toda vez que ela tocou na sua presença, vai estar mentindo – e mentir é feio. Como, apesar de muitas canções lindas que vieram depois eu ainda prefiro esta fase em que Michael se aceitava, deixo este registro.

Michael Jackson Thriller homenagem em sua morte

Thriller foi meu primeiro disco do Michael Jackson, o primeiro presente de aniversário não-infantil que eu ganhei de meus padrinhos. Eu fazia 11 anos e marcou para mim, com as musicas que ouvi e dancei tanto nas festinhas de garagem que sucederam aquele aniversário, o começo da passagem da infância para adolescência.


Outros posts de amigos:

Minhas adoráveis ex-namoradas e minha esposa amada

cinema, relacionamentos June 13th, 2009

Não, o texto não é do Gui para mim no dia dos namorados, nem brincadeira com o dia de Santo Antônio, o casamenteiro. Até porque, sabiamente, conversas e comparações com ex-namorados nunca fizeram parte do nosso relacionamento – e acho que aqui mora parte do segredo do nosso longo relacionamento.

Trata-se de uma entrevista que li sobre o novo filme de Matthew McConaughey, “Minhas adoráveis ex-namoradas”. Ele já fez alguns filmes mais sérios, como Contato, Amistad e Tempo de Matar, mas há alguns anos tem protagonizado algumas boas comédias românticas com Jennifer Lopez (O casamento dos meus sonhos), Kate Hudson (Como perder um homem em dez dias) e Sarah Jessica Parker (Armações do amor). Desta vez, contracenando com Jennifer Gardner, ele interpreta Connor Mead, um solteirão insensível que é assombrado pelos fantasmas de suas ex-namoradas, ao que me pareceu, no estilo “Fantasma da Noite de Natal“.

Apesar de assistir filmes do gênero, comédias românticas não são meu tipo de filme favorito porque mostram uma realidade de conquista e de relacionamentos que, como diria meu pai, “não funcionam na vida prática” – o @lemp falou disso, citando uma pesquisa escocesa da Universidade Heriot-Watt, em  Todo mal que as comédias românticas fazem. Concordo que “estes filmes transmitem uma falsa sensação de que existem “relacionamentos perfeitos” e alimentam expectativas nada realistas”.

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Matthew McConaughey com a mulher Camila Alves e o filho Levi em férias no Brasil

E estou falando do novo filme porque algumas manifestações de Matthew sobre a esposa, a modelo brasileira Camila Alves, me fizeram ver exatamente o oposto nele. Em certo momento de uma entrevista ele dissse:

Meus pais me ensinaram que é muito importante manter o amor conjugal. Acho que foi o ex-presidente Abraham Lincoln que disse que o melhor exemplo que você pode dar aos seus filhos é mostrar a eles como você trata e ama a mãe deles. Já vi vários relacionamentos onde tudo gira em torno dos filhos, e essas relações parecem não durar. Se você fica em segundo plano, tudo se torna difícil. Nós temos procurado manter um ambiente amável, alegre, e acho que Levi sente isso, ele consegue sentir o amor entre Camila e eu.

Fiz esta reflexão hoje e relembrei de vários filmes que já vi com conteúdo semelhante. Um dos que mais gostei foi A história de nós dois, com Michelle Pfeifer e Bruce Willis. Então, deixo o convite, se você também se lembrar de filmes que mostrem uma vida feliz, mas pautada na realidade, conte aí. :)

Epifania de Budapeste

cinema, livros June 1st, 2009

budapeste-leonardo-medeiros-giovana-antoneli-chico-buarque

Lembro de quando eu li Budapeste. Fui com uma má-vontade que só minha irmã Tiffany, que me emprestou o livro – acho que li antes dela, pois foi uma leva de bons livros que ganhou num aniversário – percebeu. Tive uma professora de Literatura na faculdade que “azucrinou” a turma com a leitura de um livro do Chico e ele ficou com aquele gosto de Estorvo para mim. Mas, por outro lado, embora eu  não o considere um bom intérprete – nisso combina com seu ex-cunhado João Gilberto -, sempre gostei das músicas dele. Sem falar que eu adoro Gota D’Água e O Grande Circo Místico. 

Então li Budapeste, que agora estréia no cinema já com muitos elogios. A leitura foi uma viagem, um sonho húngaro, a sensação de identidade de ser estrangeira e por conta disso poder ser você, porque não há amarras quando as pessoas não te entendem nem tem premissas ou expectativas sobre seu comportamento. 

Mas para o filme, como acontece no romance, ator Leonado Medeiros, que vive o protagonista Léo Costa no cinema, teve que  estudar o idioma e a pronúncia.Segundo o ator, que diz que não chegou nem perto de dominar o idioma, “o húngaro é meio lírico, parece que você está dizendo poesia.” Quero muito ver e ouvir esta poesia. 

A poesia deve estar também na fotografia, pois o filme é dirigido por Walter Carvalho, um dos maiores fotógrafos do cinema brasileiro – e responsável por Lavoura Arcaica e Carandiru, dois filmes que vergonhosamente não vi. 

Na história, o “ghost writer” Costa, passeando por Budapeste, conhece Kriska ( Gabriella Hámori) ao cogitar comprar um livro para aprender húngaro. Ela diz: “Húngaro não se aprende nos livros”. E se dispõe a colocar o idioma –“o único que o Diabo respeita”– “na cabeça” do protagonista. Os dois vivem uma história de amor, interrompida quando Costa tem que voltar ao Rio de Janeiro, para sua mulher (Giovanna Antonelli) e seu trabalho.

Ao lançar um livro que vira best-seller, e cujo autor parece seduzir sua esposa, Costa se sente traído e ressentido. Decide abandonar tudo e retorna para Budapeste, onde, apesar de não entender perfeitamente o idioma, se sente em casa. Ele retoma sua ligação com o idioma, estudando, se aprofundando e escrevendo muito, ao mesmo tempo em que, pouco a pouco, consegue reconstruir também seus laços com Kriska.

Curiosidade: Chico Buarque participou do filme, numa ponta em que pede um autógrafo ao protagonista da história. E Chico tem outros dois livros recentemente transpostos para o cinema: Benjamim e  Estorvo.

Only when I dance

cinema, cotidiano e sociedade, sam May 19th, 2009

É verdade, eu gosto de dança e fico contente quando sei de ações que estimulam sua prática entre jovens. Várias ações de ONGs já provaram que a dança e a música, assim como os esportes e a arte, podem mudar o destino de adolescentes – tanto de comunidades carentes quando os de classe média. 

Aí soube pelo @gnsbrasil que a diretora inglesa Beadie Finzi, lançou no Festival de Cinema de Tribeca em Nova York o documentário “Only When I Dance ”, um registro sobre a vida de dois jovens brasileiros, que viviam nas favelas do Complexo do Alemão, no Rio. O filme conta como  Irlan Santos da Silva e Isabela Corasi  foram lapidados como jóias raras no Centro de Danças Rio, onde entraram como bolsistas.

O talento e a capacidade dos meninos eram tamanhos que hoje Irlan faz parte do corpo de bailarinos do American Ballet Theater e Isabela da Companhia de Deborah Colker. A estréia nacional ainda não foi programada, mas vale a pena ficar de olho na agenda cultural e prestigiar o talento e a história de superação desses brasileiros fortes e batalhadores que acreditaram no seu sonho e tiveram a sorte dos predestinados.

Assista abaixo a uma reportagem da TV Cultura sobre o documentário:

Le Parkour

cinema, youtube May 8th, 2009

Não pratico e confesso que adoraria ter corpo e preparo físico para ser uma traceuse, mas sou uma fã à distância desta modalidade esportiva. Meus filhos viram alguns traceurs no Ibirapuera há anos e isso fez a família toda voltar os olhos para o Parkour.

Já se falou dele aqui, em entrevista com Julien Sarrazin. Mas Le Parkour é um esporte em ascenção e, como tal, merece destaque e atualização. PK ou l’art du déplacement vem do francês e significa arte do deslocamento, atividade que consiste em se mover de um ponto para outro da maneira mais rápida e eficiente possível, usando da melhor forma as habilidades do corpo humano.

Criado pelo francês David Belle para encorajar a superação de obstáculos (qualquer coisa próxima, desde ramo de árvores e pedras até grades e paredes de concreto), PK pode ser praticado emáreas rurais e urbanas. Os praticantes, Traceur (homens) e Traceuses (mulheres), guiam-se com a premissa de superar todos os obstáculos em seu próprio caminho como se estivessem em uma emergência. Obedecem no entanto várias regras de segurança e buscam se mover não apenas o mais rápido que puder, mas da maneira em a gastar menos energia e encontrar o caminho mais direto possível. Eficiência também envolve evitar ferimentos a curto e longo prazo, parte do porque o não-oficial lema é être et durer (ser e durar).

E se você quer ver traceurs em ação e eles não estão na sua cidade, inspire-se no cinema: no início do filme de James Bond Casino Royale há cenas de parkour com Sébastien Foucan, assim como em várias cenas do personagem Leito (David Belle) do filme 13º Distrito. Madonna também exibiu os movimentos free running em videoclipe das músicas Hung Up e Jump.


Saiba mais também acessando o blog Le Parkour Brasil.

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