Categoria: Cinema e TV

A música segundo Tom Jobim – por causa do amor…

Postado em Cinema e TV, Música no dia 13/01/2012

O extraordinário universo da música de Antonio Carlos Jobim não cabe em palavras.

Uma sucessão de imagens de grandes intérpretes brasileiros e internacionais em performances inesquecíveis, e do próprio Tom Jobim, em diferentes momentos, alinhava a trajetória musical do “maestro soberano”. Está tudo lá: a força e a beleza da sua música, as diferentes fases do artista, o alcance e a poesia das suas canções, sua personalidade musical, a importância da sua obra. Tudo conduzido de forma vigorosa e poética, sem necessidade de maiores explicações. Apenas o prazer e a emoção de ouvir Tom Jobim.

Li esta frase ouvindo “Wave”, uma das minhas canções favoritas do maestro da MPB e sorri gostoso sozinha. Realmente não há nada que possamos escrever e que seja melhor (ou que chegue aos pés) que a obra que Tom nos deixou.

Sou fã apaixonadíssima dele desde que nasci – creio que minha mãe já me ninava ao som de suas músicas e foi uma “osmose” que ela também “sofreu”, pois o LP de Tom e Sinatra que era de meu avô é uma herança de família. Mas curiosamente não é Garota de Ipanema a canção de que me lembro em primeiro lugar, para mim Tom tem o som de Águas de Março fechando o verão, da promessa de vida no meu coração, da parceria com Miucha (o disco Tom – Vinicius – Toquinho – Miucha, fruto de um show gravado no Canecão em 1977, é um clássico que todo mundo deveria ter), de cantar com o coração sorrindo quando o avião começa a descer e “vejo o Rio de Janeiro” e o “Cristo Redentor, braços abertos, sobre a Guanabara” e que ensinou a ouvir o mundoPela luz dos olhos teus“.

Ouvir o mundo.

Esta é a ideia que o documentário A música segundo Tom Jobim me passou desde que ouvi falar de sua produção. Com assinatura do diretor Nelson Pereira dos Santos e de Dora Jobim (neta do compositor), o “filme que não tem falas” assume o desafio de desvendar numa edicão primorosa do acervo ligado à obra de Tom o alcance internacional de sua música. Corajosos, “os diretores escolheram o caminho sensorial da imagem e do som para exibir o trabalho do músico considerado, ao lado de Heitor Villa-Lobos, um dos maiores expoentes de todos os tempos da música brasileira. Não há uma palavra sequer no filme”.

Nem precisa, afinal, foram Anos Dourados, que felizmente podemos revisitar sempre que ouvimos suas músicas.

Como Villa-Lobos, Tom Jobim nos ensinou a amar, valorizar e respeitar nossa cultura. E o documentário vem num momento em que merecemos rever este glamour verdadeiro que a boa música nacional teve e contagiou grandes nomes. Ouvi outro dia, numa reportagem de TV, que nem o filho de Tom sabia que tantas estrelas internacionais tinham cantado as músicas do pai. Ele dizia que não sabia da Judy Garland, nem Sammy Davis Jr. ou Ella Fitzgerald.

Nós também, um pouco herdeiros desta obra, queremos saber mais. Ao visitar o acervo de fotos e filmes da família, o diretor, Nelson Pereira dos Santos, percebeu que eram tão ricos que o próprio material podia, por si só, contar a história de Tom. “Vi que em cada imagem havia uma outra história. E mais outra. Era uma história dentro da outra, contando tudo através da música”. Assim, a espinha dorsal do filme foi construída com base na música e nas imagens em movimento e fotográficas. Dessa forma, a atenção se concentra em cada foto, em cada performance original e surpreendente. E o filme permite que o espectador se entregue inteiramente à música.

Uma sucessão de imagens de grandes intérpretes brasileiros e internacionais em performances inesquecíveis, e do próprio Tom Jobim, em diferentes momentos, alinhava a trajetória musical do “maestro soberano”. Está tudo lá: a força e a beleza da sua música, as diferentes fases do artista, o alcance e a poesia das suas canções, sua personalidade musical, a importância da sua obra. Tudo conduzido de forma vigorosa e poética, sem necessidade de maiores explicações. Apenas o prazer e a emoção de ouvir Tom Jobim.

Uma sucessão de imagens de grandes intérpretes brasileiros e internacionais em performances inesquecíveis, e do próprio Tom Jobim, em diferentes momentos, alinhava a trajetória musical do “maestro soberano”. Está tudo lá: a força e a beleza da sua música, as diferentes fases do artista, o alcance e a poesia das suas canções, sua personalidade musical, a importância da sua obra. Tudo conduzido de forma vigorosa e poética, sem necessidade de maiores explicações. Apenas o prazer e a emoção de ouvir Tom Jobim.

Você também é fã ou nem conhecia direito o compositor, mas ficou curioso com a história? Faça como eu, siga as notícias na fanpage do filme (https://www.facebook.com/AMusicaSegundoTomJobim) e aproveite para compartilhar com seus amigos este patrimônio cultural brasileiro.

“No BBB” (pelo menos no Facebook e Twitter)

Postado em Cinema e TV, Cultura Web 2.0 no dia 10/01/2012

Utilidade pública: extensão para Chrome bloqueia conteúdos relacionados ao BBB no Facebook.

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E qual a vantagem?

Quem quer vê/comenta e quem não quer não se incomoda, numa postura muito justa. Assim a gente não se incomoda na timeline (a linha do tempo, onde vamos vendo as atualizações dos amigos) e quem quer conversar fica liberado.

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E vejam que democrático: para quem quer saber tudo do BBB, tem também um aplicativo, disponível aqui.

Estas extensões são para o navegador Chrome (se não conhece ainda, pode ver/baixar aqui), mas outra, igualmente útil, pode ser usada em vários navegadores para filtrar termos no Twitter. Chama-se Twitter Filter e pode ser vista no site oficial ou na Chrome Store.

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Vale lembrar, estes filtros podem ser muito úteis também para evitar certos termos e até para “se livrar” dos excessos em finais de campeonato de futebol, por exemplo! (risos)

P.S. A dica veio do Crystiano Michel. Valeu!

O Gato de Botas meio Zorro da DreamWorks

Postado em Cinema e TV, Férias com as crianças no dia 07/01/2012

“Um moleiro possuía três bens: um moinho, um burro e um gato. Ele resolve repartí-los entre os três filhos na hora da morte.O filho mais moço, que recebeu o gato, ficou muito descontente, mas o gato demonstrou que um amigo leal e astuto vale mais que as riquezas.”

Esqueça tudo que sabia do conto de fadas de Charles Perrault. O personagem que está nos cinemas está mais para um “Zorro” (sim, o Robin Hood mexicano, com direito à voz do espanhol Antonio Banderas) do que para o gato medieval que ajudava o filho caçula empobrecido. O cenário de desolação e “pobreza” mental da vila mexicana, no entanto, se mantém em Puss in Boots (O Gato de Botas, 2011) e as crianças são convidadas a visitar outros contos famosos que tratam da mesma solidão que leva à busca de bens materiais milagrosos, em especial do Ganso de Ouro e João e o pé de feijão.

O novo Gato de Botas que a Dreamworks traz ao cinema tampouco é a continuação de Shrek, série cinematográfica que reviveu no imaginário coletivo este mito do gatinho muito inteligente e levemente subversivo em relação aos costumes. A mensagem da busca da família de origem e da formacão de uma nova com os companheiros de aventura que se tornam grandes amigos e com a “mocinha” da história também estão lá, em versões interessantes e que abrem espaço para várias conversas com as crianças acerca do certo, do errado e do (cada dia mais) necessário respeito às diferenças e diversidade.

Gostei de ver que não há um certo e um errado, preto no branco, mas sim espaços acinzentados que nos fazem refletir sobre o comportamento humano, deixando brechas para julgamentos ao longo do roteiro que conta com o Gato de Botas ao lado de seu amigo de infância Humpty Dumpty e uma gata de rua (Kitty Softpaws) para criar este jogo de ética que tem aquele fundo sentimental mexicano que agrada nas narrativas de heróis do deserto americano.

Para quem está em busca de um programa leve para estas férias, eu recomendo. E na volta não deixem de reler as histórias relacionadas, elas fazem diferença na trama e podem ser pontos de partida para papos interessantes depois.

P.S. Nem na história original o Gato de Botas tinha um livro próprio: o conto está inserido em ”Les contes de ma mère l’Oye”, publicado em 1697.

P.P.S. Você conhece a história do Humpty Dumpty, que agora é o amigo de infância do Gato de Botas? Hampty Dampty é um personagem de uma rima enigmática infantil de Mamãe Gansa na Inglaterra muito conhecido nos contos de língua inglesa. Ele é retratado como um ovo antropomórfico, com rosto, braços e pernas. Este personagem aparece em muitas obras literárias, como Alice através do Espelho de Lewis Carroll.

Convergência no cinema – ou porque o videogame será o novo cinema

Postado em Cinema e TV, Cultura Web 2.0 no dia 02/01/2012

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Nestes dias de férias decidi reler Cultura da Convergência, de Henry Jenkins, e ao passar por um trecho no qual ele fala como a convergência de telas tem sido presente na divulgação dos novos filmes (quantos trailers costumamos ver no celular, no computador, no tablet, muito antes de ver no cinema? E quantos filmes vemos diretamente nestas telas ao invés de ver na telona?) lembrei imediatamente de um texto que li intitulado “Enquanto o Chaplin dos games não vem“. Nele o teórico Josep Català defendia que o videogame será o novo cinema.

Ideia curiosa não é mesmo?

Especialista em estudos visuais e professor da Universitat Autònoma de Barcelona, Català defende uma tese que, com pouco esforço, conseguimos vislumbrar como, no mínimo, plausível: a possibilidade de interação entre espectador e narrativa pode transformar os jogos de videogame no grande suporte expressivo das próximas décadas, assim como foi a sétima arte ao longo do século 20.

Se com o cinema nossos avós e bisavós viram seus sonhos trasportados para as telas de cinema, com os jogos interativos nos podemos viver vidas alternativas e trazemos experiências cada vez mais reais para nosso cotidiano através do virtual.

Quando o cinema surgiu, era coisa de mágico, artimanha do demônio, algo a se espiar com desconfiança. Atração de feiras e parques de diversões, dividia espaço com dançarinos anões, animais adestrados, espelhos deformadores de corpo e outras distrações que faziam a alegria das camadas populares em fins do século 19. Mulheres e homens ditos refinados não o frequentavam.

Segundo o viés defendido por Català, os videogames ainda carregam a “pecha” de brinquedos de adolescentes que buscam apenas dar tiros, pular de fase ou salvar princesas, mas sua interface que permite uma interação entre o espectador e a narrativa pode transformar o formato no grande suporte expressivo das próximas décadas.

Tema de seu livro “A Forma do Real“, os estudos visuais representam para Català uma ampliação da noção de história da arte. Estendem suas fronteiras para além dela e consideram manifestações visuais de naturezas mais amplas -campanhas publicitárias, produtos audiovisuais de toda espécie. Lugar de encontro entre “o real, o imaginário, o simbólico e o ideológico”, as imagens e as plataformas de interface são uma forma, talvez a única forma, de adentrar a subjetividade contemporânea.

É preciso então parar, com calma, e ver o videogame como forma simbólica -a possibilidade de criação de mundos imaginários e interface do jogador com esses mundos. A tendência é a de uma maior participação no mundo narrativo, de tal forma que a identificação, que se estabelecia de forma passiva, passe à forma ativa. Essa é a mudança que poderia haver, mas que ainda não se deu.

Como se estivéssemos esperando por um Chaplin dos videogames…

Sim, exatamente. O exemplo de Chaplin é muito bom, porque Chaplin, de cara, move as massas, faz-se extremamente popular. Também temos que ver que esses novos meios não anulam os anteriores, mas vão se sobrepondo. Ler um livro, ver um filme e participar de um game são experiências distintas e até complementares.

E por falar em múltiplas telas e na convergência das mídias (tema do livro de Jenkins, de leitura mais do que recomendada hein!), no meio da entrevista com o pensador espanhol, um dos temas foi o crescimento, no Brasil, de adaptações de grandes romances para os quadrinhos. Vejo com grande alegria esta alternativa que pode trazer para as novas gerações o universo de clássicos, sem substituí-los, mas dotando as obras de “uma roupagem” que facilite sua compreensão séculos depois. Nas últimas semanas meus filhos (de 9 e 11 anos) leram Conto de Escola, uma adaptação em quadrinhos (com texto integral) do quadrinista Laerte Silvino para a obra de Machado de Assis que faz parte da coleção Clássicos em HQ da editora Petrópolis. Leitura relativamente difícil, não só pelo estilo literário, mas pela época e os costumes, que se tornou muito mais “digerível” com o apoio dos quadrinhos. Eis que sobre este tema o teórico espanhol também opinou em sua entrevista:

As histórias em quadrinhos são um meio poderoso que, por muito tempo, foi visto como infantil. Nos últimos anos surgiram as “graphic novels” com histórias pessoais, memórias, investigações. Há uma densidade dos personagens combinadas com potência visual.

Do ponto de vista estrutural, a HQ se adianta ao cinema. O cinema é um conjunto de imagens que se sobrepõem de modo que a arquitetura cinematográfica não fica visível, enquanto a HQ traz a montagem à tona. No momento em que os desenhistas se deram conta de que tinham uma página para brincar, começaram a inventar novas formas de articulação, muito mais ousadas do que as velhas tirinhas que imitam quadros cinematográficos. Há uma capacidade de interação tremenda, que o próprio cinema agora começa a descobrir, quando reparte a tela e brinca com esses formatos.

Estamos vivendo a transição entre uma geração que cresceu com a televisão -um meio passivo- para uma geração que cresceu com internet, que é interativa. A tendência é que seja uma geração mais criativa, mais ousada? Creio que sim. E aposto que o “letramento midiático” do qual fala Jenkins e que é característico da geração dos meus filhos (que usa e abusa das múltiplas telas em seu tempo livre, sem  no entanto deixar de ler o livro como fazemos há séculos) é uma excelente forma de atrair novos consumidores de cultura e de reforçar o valor da leitura, mesmo que inicialmente ela venha “camuflada” de roteiro para se sair bem em jogos virtuais.

E aí, leitor, como você vivencia estas experiências midiáticas? Conte aí e vamos pensar neste tema como um dos debates para fazermos (mesmo que virtualmente) neste começo de ano! 

Meu filme favorito em 2011 #MemeDasAntigas

Postado em Blogagem coletiva, Cinema e TV no dia 05/12/2011

Nem precisei pensar: Meia noite em Paris. O nome, o elenco e a época já me encantaram, mas foi o fato de eu estar em Paris no lançamento do filme de Woody Allen que o fez realmente especial. Assisti depois no cinema com aquele sabor de “te conheço”, sabem?

Se você ainda não viu, vale a pena colocar na sua “to-do list”. No filme, Owen Wilson interpreta Gil, roteirista de Hollywood que está passando férias em Paris com a família da noiva, Inez (Rachel McAdams). O personagem, um roteirista estadunidense de “enlatados encomendados”, adora estar na Cidade Luz, local onde crê que se reconecta com a “grande arte” e se aproxima do sonho de viver nos anos 1920, quando F. Scott Fiztgerald, Ernest Hemingway e Pablo Picasso circulavam por ateliês e cafés da cidade. Certa noite, Gil misteriosamente realiza esse sonho. O filme engata num realismo fantástico (que eu adoro!) para discutir uma imagem de Paris que os intelectuais americanos gostariam de ter inventado (e creio que tentam até hoje reviver em NY, estarei errada?). A Paris da década de 1920 é “a cidade que prestigia os mestres, um lugar onde artistas sem crédito nos EUA podem se refugiar para ter seu valor reconhecido”, uma cidade-museu. O filme conta com passagens gostosas de pequenos momentos de grandes nomes do século passado e nos traz a reflexão de qual é o melhor tempo, da força da nostalgia e do que queremos de fato da vida real e atual.

E se você curtir o filme, fica a dica: o livro Saudades do Século XX, de Ruy Castro, traz pequenas biografias de muitos dos citados no roteiro, trazendo o mesmo clima.
;-)

Este post faz parte do #MemeDasAntigas!!! Um balanço feito entre blogs do ano que está terminando! Quer participar? Visite este post, veja como e junte-se a nós!

Quem já faz parte: Hally Rocker do Mode On/Off, Renata Becker do Oui, Madame, André “Hipotermia” Sobreiro, Érica Lopes, Lilian do Lá no Cafofo, Ana do Organizando o Caos, Larissa Bohnenberger do O Elemento Fogo, Marcos Rodrigo do Eh Bien…, Evy do Pensamentos Perdidos, Juli_Chan do Hitomi Nyu, Cássia Alves do Busca de Sentidos, Regiane do Pequenas Coisas da Rê, Kel Sodré do Armário de Coisinhas, DaniSohDani do Só Lendo, Marcos Freitas do Passageiro do Mundo, Natalia Máximo do Caleidoscópio Dental, Mah Kaori do MahMind, Rafaela Marinho do Meus Vários Mundos, Janna do Livros Pura Diversão, Cintia Ribeiro do Free To Be Me, Nilza Borba do Pele sem Flor, Ana Carolina do Seis Milênios, Nita do Falando sobre Livros, Sam Shiraishi do A Vida Como A Vida Quer, Nara do Minha Fábrica de Sonhos, Camila Batista do It’s not too Late, Neyara do Capsula de Banca, Lila Ricken do A Luz Difusa do Abajur Lilás, Letícia do A Garota e Seus Livros…

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Este post deveria ter sido publicado no dia 05/12 e sofreu atraso por questões pessoais. Para manter a ordem da blogagem coletiva peço desculpas e alterarei a data. Espero que compreendam.

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Laís Bodanzky traz o Projeto Cine Tela Brasil levando o cinema para o interior do Brasil #forumSWU (por @fabioallves) #avidaquerNoSWU

Postado em Cinema e TV, Sustentabilidade, SWU, Terceiro Setor no dia 13/11/2011

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Imaginem duas salas de cinema desmontáveis carregadas no baú de um caminhão, com toda a estrutura de uma sala de cinema (inclusive ar condicionado e câmera 35mm) viajando e visitando periferias do Brasil. Agora pense que estas salas ficam sempre lotadas em suas sessões, privando que o brasileiro pode apreciar muito a cultura e sabe aproveita-la quando tem acesso. A viagem com uma câmera de 16mm para gravar um documentário por varias cidades do interior do Brasil, distribuindo cultura para quem nunca teve acesso é o projeto que conhecemos no primeiro dia do Fórum SWU.

Laís Bodanzky, cineasta premiada por Bicho de Sete Cabeças, trouxe ao Fórum Global de Sustentabilidade do SWU seu olhar sobre a intinerância do cinema pelo Brasil com oProjeto Cine Tela Brasil, que teve seu avanço através da iniciativa de Laís e do seu marido o roterista Luiz Bolognesi.

Ao levar as telas de cinema para cidades do interior do Brasil, na esperando de mostrar um novo olhar para pessoas de pouco acesso. Laís nos contou que ficou impressionada com o nivel crítico encontrado nas cidades em que passou. A cineasta conta que em 15 anos esse projeto não se depararam com a realidade retratada na mídia tradicional, mesmo contando com analfabetos ou pessoas com restrição cultural no público os debates realizados entre os filmes mostrados foram muito ricos de percepção e pontos-de-vista muito entusiasmados.

“O Cine Tela já teve mais de 800 mil expectadores nos sete anos de projeto, se desdobrando para outras frentes, entre elas oficinas com professores, espaços educativos, site para coordenação, exibições com convidados especiais (atores, diretores e roteiristas) e outros projetos patrocinados pela CCR e Fundação Telefônica.”

Contando atualmente com uma estrutura com ar condicionado, fechada, com mais de 200 lugares, que viaja com uma equipe especializada pelo Brasil levando filmes e curtas metragens brasileiros democrática e gratuitamente, o Cine Tela alcança quem será o consumidor de cultura do futuro. As crianças são o grande publico projeto, educando e tomando proporções que merecem o reconhecimento dentro do circuito e Mercado de audiovisual.

Acesse owww.telabr.com.br e sugira sua escola para receber o Cine Tela Brasil.

Este texto foi uma produção colaborativa feita a seis mãos, com anotações de Fábio Allves (@fabioallves e José Luiz Brandão (@zeoffline) que estão fazendo a cobertura do Fórum Global de Sustentabilidade SWU na equipe do @avidaquer. Venha com a gente. Vamos pensar juntos em um mundo de possibilidades!

Acompanhe o Fórum Global de Sustentabilidade conosco! #avidaquerNoSWU http://t.co/wPDNDNCO

E você pode ver os videos, de tudo que acontece aqui no SWU (e ao vivo) no Facebook, acesse www.Facebook.com/swubrasil.

Doação de órgãos e tecidos – estenda a mão para esta causa

Postado em Cinema e TV, Saúde e Bem Estar, Solidariedade no dia 09/11/2011

Começamos a manhã de quarta-feira com uma entrega surpresa, que chegou bem na hora do café da manhã: um “balde” de coisas gostosas para curtir em família.

Doação de órgãos e tecidos - estenda a mão para esta causa

O baldão de pipoca, doces e DVDs (os filmes Três vezes amor, De volta para o futuro e Desejo e Reparação) continha uma mensagem muito especial e que nos é muito cara: a defesa da doação de órgãos e tecidos. Sou doadora desde os 16 anos, quando informei oficialmente meu desejo de doar as córneas. Na época era necessário registrar a permissão para doação, mas hoje, vejam só, basta contar aos amigos e familiares que decidimos isso e eles poderão ajudar outros caso nossa vida finde. Na verdade, neste caso, a vida poderá continuar justamente porque nos tornamos doadores, numa corrente do bem daquelas bem especiais, refazendo a ideia de “ciclo da vida” que a natureza tem e, com o avanço da ciência, o homem pode ampliar salvando muitas vidas com a ajuda de uma.

Ainda há muito preconceito e falta de informação sobre a doação e o presente que recebemos hoje é um convite para trazermos o tema à tona e mudar o cenário. Ao organizar uma sessão de cinema em casa, vendo filmes que falam de família e nos convidam a pensar no que é importante, de fato, na nossa existência, relembramos os valores que nos são caros e que podem ser transmitidos para os nossos queridos. No meio dos DVDs com filmes consagrados tinha um outro, especial, que trazia o making of da campanha realizada depois do concurso cultural “Para Doar é só Falar”, uma ação de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. Produzindo vídeos sobre a causa, os participantes ajudaram a tornar nosso país mais solidário e consciente. Três participações estão aí e uma delas é muito especial: Giselle Rocha, a vencedora do concurso, é transplantada e conta como sua vida foi “salva” com o novo coração.

Eu já sou doadora, e você? Pensou sobre o tema? Você pode começar pensando na doação em vida de sangue e medula óssea.

“Sabia que para se tornar um doador de órgãos e tecidos você só precisa informar seus familiares? Simples assim. Sem burocracias e nem documentos. Apenas eles podem autorizar o procedimento. Apesar de avanços importantes nessa área, muitas famílias abordadas no Brasil ainda se recusam a permitir a doação. Enquanto isso, milhares de pessoas aguardam na fila de espera por um transplante.
Se você é um doador, informe sua família e espalhe essa mensagem. Com isso, você pode mudar vidas e dar um exemplo de solidariedade e amor ao próximo.”
Saiba mais em www.estendaamao.com.br
E para conhecer o jeito mais fácil de se tornar um doador e avisar todos os seus amigos acesse a app no Facebook http://apps.facebook.com/sou-doador.”

Para Doar é só Falar no Facebook

P.S. E se você também apoia a causa, compartilhe sua decisão e reforce na sua rede de contatos o valor desta decisão. Compartilhe este post, o vídeo ou os links da campanha no seu blog, Twitter, Facebook, Orkut… afinal, “para doar é só falar“!

Às vezes a gente se arrepende de não ter feito o bem na hora certa…

Postado em Cinema e TV, Comportamento no dia 15/09/2011

… mas sempre é tempo de tentar acertar seguindo a justiça do coração.

Os anjos do meio da praça

Os anjos no meio da praça é uma fábula sobre anjos caídos, sonhos esquecidos e um menino.

Gostou? O filme, que é brasileiro com assinatura de de Alê Camargo e Camila Carrossine, da Buba Filmes, tem um blog que conta sua história e os inúmeros prêmios que já ganhou!

Obrigada pela dica Márcio (@marciogadoti). :-)

P.S. E por falar em sonhos: um estudo dos psicólogos Erin Dunne e Carsten Wrosch (divulgado aqui) sugere que, no geral, uma das principais causas do mau-humor é essa coisa de perseguir incansavelmente um objetivo que nunca será capaz de alcançar.

Filmes outdoor para inspirar uma nova postura diante da vida

Postado em Artes, Cinema e TV no dia 02/09/2011

“O Rocky Spirit se propõe a mostrar o que o ser humano tem feito de mais admirável e inspirador nesse quintal gigante que é o mundo em que vivemos. Das montanhas até o mar, passando pelos rios e pelos assuntos que realmente importam”

Ver filmes a ar livre tem um quê de Flintstones, não?

Pois foi esta a primeira ideia (sonho de criança, admito) que me veio à mente quando recebi o convite para ver os melhores documentários outdoor produzidos recentemente no mundo, reunidos no primeiro Rocky Spirit – Festival de Filmes Outdoor, a chance de ver 21 produções com temas relacionados a aventura, vida ao ar livre, esportes, meio ambiente e política.

Um dos filmes da mostra, With My Own Two Wheels conta a história de quatro pessoas cujas vidas foram alteradas por bikes.

É novidade para nós, mas na verdade os filmes fazem parte da seleção oficial do Telluride Mountainfilm Festival, o mais tradicional e respeitado evento de cinema de aventura, que acontece anualmente há 32 anos em Colorado (EUA). A ideia é inspirar e informar o público sobre expedições, atletas, culturas, ambientes e iniciativas que merecem ser admiradas.

Neste sábado e domingo, 3 e 4/09, a partir das 19h, o espaço entre a Marquise e o Auditório do Parque do Ibirapuera se transformará em uma grande sala de cinema ao ar livre, com direito à distribuição de almofadas para que os visitantes assistam aos filmes como se estivessem na sala de suas casas, ao lado de familiares e amigos.

E qual o objetivo de um evento assim?

O Rocky Spirit nasce com a missão de desafiar o modo de as pessoas pensarem e verem o mundo, aproximando essas questões e experiências do grande público, ajudando-o a estreitar e fortalecer os elos entre o cidadão urbano e a natureza. E se você não mora em Sampa, fique tranquilo: depois das exibições em São Paulo, os filmes sairão em turnê pelas principais universidades brasileiras.

E abaixo coloco o meu vídeo favorito (por enquanto):

Happy (2011, de Roko Belic), que, pelo que li, é um documentário que nos leva a uma viagem por diversos lugares (de Louisiana a Calcutta) em busca do que faz as pessoas felizes. Parece comercial de TV, mas na mescla de entrevistas com pessoas comuns e suas histórias incríveis (além de alguns cientistas que estudam a felicidade), os segredos da busca da felicidade vão se revelando.

O diretor Roko Belic é conhecido no tradicional festival de filmes de montanha de Telluride, no Colorado, pelo bom humor e pela alegria de viver. Ainda mais depois do nascimento da primeira filha, batizada de Viva Paradise. Embora não seja essencial ser feliz para fazer um filme sobre felicidade, o estado de espírito de Roko deve ter colaborado para a produção deste filme, rodado em mais de 14 países. Happy viaja o mundo em busca das verdades universais que cercam o tema da felicidade. O que acontece, naturalmente, é que o expectador acaba aprendendo algo sobre seu próprio estado de espírito e sobre como se tornar alguém ainda mais feliz.

Não é bem a “minha praia”, mas acredito que #aos11 e #aos8, fãs de documentários na TV e dos papos com o tio geólogo, vão curtir Into Darkness (2010, de John Waller), sobre as surpresas e maravilhas que um buraco no chão pode guardar por séculos e que traz o submundo de cristais e rochas coloridas que fascina espeleólogos a tal ponto que eles se submetem ao sofrimento de ter os pulmões comprimidos e o corpo apertado entre fendas estreitíssimas.

Life Cycles (2010, de Derek Frankowski e Ryan Gibb), que registra ciclistas de downhill filmados em diferentes épocas do ano em uma mesma trilha e Way Back Home (2010, de Dave Sowerby), da bike trial do escocês Danny MacAskill (um dos maiores bikers-malabaristas do planeta) retornando a seu país de origem para tentar alguns truques fora do comum, são alguns dos filmes sobre o cicloativismo que me interessaram. Mas o mais terno me parece ser With My Own Two Wheels (2010, de Jacob Seigel-Boettner e Isaac Seigel-Boettner) pelo significado social.

With My Own Two Wheels conta a história de quatro pessoas cujas vidas foram profundamente alteradas por bikes: na África, uma enfermeira que passou a atender muito mais pacientes depois de comprar uma bike e uma mulher notável que superou graves deficiências físicas para se tornar a melhor mecânica de bicicletas de sua cidade. Na Índia, ter uma bike é a diferença para uma jovem ser ou não capaz de frequentar a escola e nos Estados Unidos o filme mostra uma loja de bicicletas aberta para ajudar crianças problemáticas a ficar longe das ruas.

Aposto que depois destas inspirações até o mais sedentários ficarão com vontade de sair de casa e se aventurar!

Nos domingos de chuva e frio a gente lembra que existe locadora de vídeo…

Postado em Cinema e TV no dia 21/08/2011

Com a previsão de clima feio e a volta para casa mais cedo ontem – #aos11 teve compromisso na escola e #aos8 teve uma alergia alimentar – passei na locadora. Sim, ainda existe locadora de vídeo, apesar da internet, da TV a cabo, de tantas facilidades da vida atual – e a única que sobrou aqui na região costuma encher nos finais de semana chuvosos e frios.

Tentei encontrar filmes que a gente pudesse ver em família: peguei O Turista (com Angelina Jolie e Jonny Depp), que eu tinha assistido (e gostado) numa viagem aérea e os meninos indicaram dois infantis que já tinham visto na colônia de férias: Marte precisa de mães e Gnomeu e Julieta (os meninos curtiram os dois, nós gostamos mais de Marte precisa de mães!).

Uma salada que está saborosa pra este final de semana chato e frio! E esta novidade de trocarmos sugestões, de aprendermos e podermos nos referenciar mutuamente, sem ter um que decide e outros que obedecem.

Devagar estamos começando a nos preparar para uma fase de maior autonomia dos nossos filhos – no sábado passado almoçamos na casa de um casal amigo e os filhos tinham compromisso, fomos sozinhos, o que foi uma imensa novidade para quem sempre estava com os filhos nos últimos onze anos!

E o outro filme da leva era uma preparação para esta fase: Minhas mães e meu pai (The kids are all right”). O filme, sobre o qual eu já tinha falado aqui, tem como pano de fundo um casal de lésbicas e o pai biólogico (o que seria doador anônimo da fertilização que as engravidou de duas crianças), mas na verdade trata da acomodação natural dos casais, da vida em família e dos momentos em que o ninho começa a esvaziar – os filhos têm 15 e 18 anos, duas fases nas quais os jovens buscam autonomia, mas ainda com a segurança do lar – e das escolhas que fazemos no cotidiano e um dia aparecem como um panorama consolidado no qual estamos inseridos.

Não é um filme para ver com as crianças (na verdade, eu não me sentiria à vontade nem para ver com adolescentes), mas é uma boa reflexão para os adultos e para quem vive um relacionamento longo (casamento, eu diria) ou para quem  optou por não constituir família se colocar no papel do cara que se surpreende com dois filhos grandes e pensar no “what if”. Recomendo!